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Termo Ligue LDN
SAUS Quadra 6 – Bloco H – Brasília/DF – CEP 70.070-940
Tel. (61) 2312-2000 e Fax (61) 2312-2002
http://www.anatel.gov.br
TERMO DE AUTORIZAÇÃO N.° 534/2009/SPB-ANATEL
TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA PRESTAÇÃO DO
SERVIÇO
TELEFÔNICO
FIXO
COMUTADO,
MODALIDADE DE SERVIÇO LONGA DISTÂNCIA
NACIONAL, QUE ENTRE SI CELEBRAM A AGÊNCIA
NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL E A
LIGUE TELECOMUNICAÇÕES LTDA.
Pelo presente instrumento, de um lado a Agência Nacional de Telecomunicações, com
CNPJ/MF n.º 02.030.715/0001-12, entidade integrante da UNIÃO, nos termos da Lei Federal
n.º 9.472, de 16 de julho de 1997, doravante denominada Anatel, ora representada pelo
Superintendente de Serviços Públicos Interino FERNANDO ANTÔNIO FRANÇA PÁDUA,
brasileiro, casado, administrador, CI n.º M1412342 – SSP/MG e CPF/MF n.º 391.876.406-00, e
de outro a LIGUE TELECOMUNICAÇÕES LTDA., CNPJ/MF n.º 10.442.435/0001-40, ora
representada por seu Sócio Administrador GABRIEL SARTOR, brasileiro, solteiro,
empresário, CI n.º 10.629.004-0 SSP/PR e CPF/MF n.º 074.266.619-03, doravante denominada
AUTORIZADA, celebram o presente TERMO DE AUTORIZAÇÃO, doravante denominado
TERMO que será regido pelas seguintes cláusulas e condições:
Capítulo I - Do Objeto
Cláusula 1.1 - O objeto deste TERMO é o estabelecimento das condições para prestação do
Serviço Telefônico Fixo Comutado, destinado ao uso do público em geral (STFC), prestado em
regime privado, na modalidade LONGA DISTÂNCIA NACIONAL, nas Áreas de Prestação
equivalentes às Regiões I, II e III do Plano Geral de Outorgas – PGO, conforme a Autorização
exarada por meio do Ato n.º 6.373, de 5 de novembro de 2009, publicado no Diário Oficial da
União de 10 de novembro de 2009.
Parágrafo único - O objeto do presente TERMO compreende, quando couber, a prestação do
serviço em áreas limítrofes e fronteiriças nos termos da regulamentação.
Cláusula 1.2 - Serviço Telefônico Fixo Comutado é o serviço de telecomunicações que, por
meio da transmissão de voz e de outros sinais, destina-se à comunicação entre pontos fixos
determinados, utilizando processos de telefonia.
Cláusula 1.3 - A AUTORIZADA tem direito a implantação, expansão e operação dos troncos,
redes e centrais de comutação necessários à sua execução, bem assim sua exploração industrial,
nos termos da regulamentação.
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Cláusula 1.4 - A AUTORIZADA deverá assegurar a prestação do serviço a todos os solicitantes
e usuários do serviço autorizado na Área de prestação por ela atendida, conforme a
regulamentação, que deverá estar em operação até 12 meses após a data de publicação do extrato
deste TERMO no Diário Oficial da União.
Cláusula 1.5 - A AUTORIZADA deverá manter acesso gratuito para serviços públicos de
emergência estabelecidos na regulamentação.
Capítulo II - Do Valor da Autorização
Cláusula 2.1 - O valor da Autorização para prestação de STFC na(s) Área(s) de Prestação
constante(s) da Cláusula 1.1 será pago na forma e condição estabelecida por ato específico da
Anatel.
§ 1º - O valor da Autorização deverá ser recolhido ao Fundo de Fiscalização das
Telecomunicações - FISTEL, por meio de Boleto(s) Bancário(s) emitido(s) pela Anatel.
§ 2º - O valor pago pela Autorização não inclui o preço público pelo direito de uso de
radiofreqüências.
Capítulo III - Da Utilização de Radiofreqüências e
das Condições de Prestação do Serviço
Cláusula 3.1 - A AUTORIZADA poderá, a título oneroso, utilizar, nos termos da
regulamentação, radiofreqüências para implantação de sistemas fixos terrestres de
radiocomunicação, que sejam necessários para a Prestação do Serviço.
Cláusula 3.2 - O direito de uso das radiofreqüências mencionado na Cláusula anterior terá prazo
de vigência de até 20 (vinte) anos, a contar da data de outorga da autorização de uso de
radiofreqüência, prorrogável, uma única vez, por igual período, sendo tal prorrogação concedida
a título oneroso.
Cláusula 3.3 - A AUTORIZADA se obriga a prestar o serviço objeto da Autorização de forma a
cumprir plenamente as obrigações inerentes ao serviço prestado em regime privado, que lhes são
inteiramente aplicáveis, observados as disposições deste TERMO.
Parágrafo Único - O descumprimento das obrigações relacionadas ao objeto deste TERMO
sujeitará a AUTORIZADA a aplicação das sanções nele previstas, a suspensão temporária pela
Anatel ou extinção desta Autorização, na forma disposta no art. 137 da Lei n.º 9.472, de 1997.
Cláusula 3.4 - A AUTORIZADA explorará o serviço objeto desta Autorização por sua conta e
risco, dentro do regime de ampla e justa competição estabelecido na Lei n.º 9.472, de 1997.
Parágrafo único - A AUTORIZADA não terá direito a qualquer espécie de exclusividade,
qualquer hipótese de garantia de equilíbrio econômico financeiro, nem poderá reclamar direito
quanto à admissão de novas prestadoras do mesmo serviço, no regime público ou privado.
Cláusula 3.5 - A AUTORIZADA se obriga a prestar o serviço, independentemente do ambiente
de competição existente na Área de Prestação autorizada.
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Cláusula 3.6 - A AUTORIZADA deverá estabelecer Plano Básico de Serviço, uniforme e de
oferta obrigatória a todos os pretendentes usuários em toda a sua área de prestação de STFC.
Cláusula 3.7 - A AUTORIZADA estabelecerá os preços que praticará na prestação do STFC,
definindo Planos de Serviço com estrutura, formas, critérios e valores que deverão ser razoáveis
e não discriminatórios.
Cláusula 3.8 - A AUTORIZADA poderá estabelecer Planos Alternativos de Serviço com
estrutura, critérios e valores diferentes do Plano Básico de Serviço, que deverão se constituir em
opção aos seus usuários ou pretendentes usuários, vedada a discriminação de tratamento.
Cláusula 3.9 - A AUTORIZADA deverá dar ampla divulgação de seus Planos de Serviço,
Básico e Alternativos, com antecedência de 2 (dois) dias de suas comercializações, dando
conhecimento à Anatel do seu inteiro teor em até 5 (cinco) dias úteis após iniciada a
comercialização de cada Plano.
Cláusula 3.10 - A AUTORIZADA deverá enviar à Anatel, cópia dos modelos de Contrato(s) de
prestação de STFC em até 10 (dez) dias úteis após o início de comercialização.
Capítulo IV - Dos Critérios para Qualidade do Serviço.
Cláusula 4.1 - Constitui pressuposto desta Autorização a adequada qualidade do serviço
prestado pela AUTORIZADA, considerando-se como tal o serviço que satisfizer as condições de
regularidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade e cortesia.
§ 1º - A regularidade será caracterizada pela prestação continuada do serviço com estrita
observância do disposto nas normas expedidas pela Anatel.
§ 2º - A eficiência será caracterizada pela consecução e preservação dos parâmetros constantes
deste TERMO e pelo atendimento ao usuário do serviço nos prazos previstos neste TERMO.
§ 3º - A segurança na prestação do serviço será caracterizada pela confidencialidade dos dados
referentes à utilização do serviço pelos usuários, bem como pela plena preservação do sigilo das
informações transmitidas no âmbito de sua prestação, observado o disposto no inciso V da
Cláusula 7.1.
§ 4º - A atualidade será caracterizada pela modernidade dos equipamentos, das instalações e das
técnicas de prestação do serviço, com a absorção dos avanços tecnológicos que, definitivamente,
tragam benefícios para os usuários, respeitadas as disposições deste TERMO.
§ 5º - A generalidade será caracterizada com a prestação não discriminatória do serviço a todo e
qualquer usuário, obrigando-se a AUTORIZADA a prestar o serviço a quem o solicite conforme
o disposto na Cláusula 1.4 de acordo com a regulamentação.
§ 6º - A cortesia será caracterizada pelo atendimento respeitoso e imediato de todos os usuários
do serviço autorizado, bem como pela observância das obrigações de informar e atender pronta e
polidamente todos que, usuários ou não, solicitem da AUTORIZADA informações, providências
ou qualquer tipo de postulação conforme o disposto no presente TERMO.
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Cláusula 4.2 - A AUTORIZADA deverá observar os parâmetros e indicadores do Plano Geral
de Metas de Qualidade, aprovado pela Resolução n.º, 341, de 20 de junho de 2003.
Parágrafo único - Para cálculo dos indicadores somente serão considerados os dados referentes
às localidades com mais de 180 (cento e oitenta) dias de operação comercial.
Cláusula 4.3 - A AUTORIZADA não poderá, na hipótese de interrupção da prestação do
serviço, alegar o não adimplemento de qualquer obrigação por parte da Anatel ou da União.
Cláusula 4.4 - A prestação do serviço autorizado somente poderá ser suspensa em conformidade
com o Regulamento do Serviço Telefônico Fixo Comutado, editado pela Anatel.
Capítulo V - Do Plano de Numeração
Cláusula 5.1 - Observada a regulamentação, a AUTORIZADA se obriga a obedecer ao
Regulamento de Numeração do Serviço Telefônico Fixo Comutado editado pela Anatel,
aprovado por meio da Resolução n.º 86, de 30 de dezembro de 1998.
§ 1º - Os custos referentes aos investimentos necessários para permitir a portabilidade de códigos
de acesso serão divididos entre a AUTORIZADA e as demais prestadoras de serviço de
telecomunicações, em regime público ou privado, nos termos do Regulamento de Administração
de Recursos de Numeração, aprovado pela Resolução n.º 84 de 30 de dezembro de 1998.
§ 2º - Os custos referentes à administração do processo de consignação e ocupação de códigos de
acesso do Regulamento de Numeração serão imputados à AUTORIZADA, nos termos do
Regulamento de Administração de Recursos de Numeração.
Cláusula 5.2 - À Autorizada serão atribuídos recursos de numeração, sem exclusividade, nos
termos da regulamentação.
Cláusula 5.3 - O objeto deste TERMO não inclui o Código de Seleção de Prestadora ou o
Código Específico, devendo ser observado o disposto no Regulamento para Expedição de
Autorização para prestação de STFC.
Capítulo VI - Da Cobrança dos Usuários
Cláusula 6.1 - Os documentos de cobrança emitidos pela AUTORIZADA deverão ser
apresentados de maneira clara e explicativa, indevassáveis e deverão discriminar o tipo e a
quantidade de cada serviço prestado ao assinante.
Parágrafo único - A AUTORIZADA poderá lançar no documento de cobrança, desde que de
forma clara e explícita, os valores devidos em função de prestação de outros serviços, bem como
de outras comodidades ou de utilidades relacionadas com o serviço autorizado.
Capítulo VII - Dos Direitos e Garantias dos Usuários
e Demais Prestadoras
Cláusula 7.1 - Respeitadas as regras e condições constantes deste TERMO, constituem direitos
dos usuários do serviço objeto desta Autorização:
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I - o acesso ao serviço e a sua fruição dentro dos padrões de qualidade, regularidade e eficiência
previstos neste TERMO e na regulamentação vigente;
II - a possibilidade de solicitar a suspensão ou a interrupção do serviço;
III - o tratamento não discriminatório quanto às condições de acesso e fruição do serviço;
IV - a obtenção de informações adequadas quanto às condições de prestação do serviço e aos
preços praticados;
V - a inviolabilidade e o segredo de sua comunicação, respeitadas as hipóteses e condições
constitucionais e legais de quebra de sigilo de telecomunicações;
VI - a não suspensão do serviço ao assinante, sem sua solicitação, ressalvada a hipótese de
débito diretamente decorrente de sua utilização ou por descumprimento dos deveres constantes
do art. 4º da Lei n.º 9.472, 16 de julho de 1997;
VII - o conhecimento prévio de toda e qualquer alteração nas condições de prestação do serviço
que lhe atinjam direta ou indiretamente;
VIII - a privacidade nos documentos de cobrança e na utilização de seus dados pessoais pela
AUTORIZADA;
IX - a resposta eficiente e pronta às suas reclamações pela AUTORIZADA;
X - o encaminhamento de reclamações ou representações contra a AUTORIZADA junto à
Anatel e aos organismos de defesa do consumidor;
XI - a reparação pelos danos causados pela violação dos seus direitos;
XII - ver observados os termos do contrato de assinatura pelo qual tiver sido contratado o
serviço;
XIII - escolher livremente a prestadora de serviço de Longa Distância Nacional ou Internacional;
XIV - não ser obrigado a consumir serviços ou a adquirir bens ou equipamentos que não sejam
de seu interesse, bem como a não ser compelido a se submeter a condição para recebimento do
serviço objeto desta Autorização, nos termos da regulamentação.
§ 1º - A AUTORIZADA observará o dever de zelar estritamente pelo sigilo inerente ao serviço
telefônico e pela confidencialidade quanto aos dados e informações, empregando meios e
tecnologias que assegurem este direito dos usuários.
§ 2º - A AUTORIZADA tornará disponíveis os recursos tecnológicos necessários à suspensão de
sigilo de telecomunicações determinada por autoridade judiciária, na forma da regulamentação.
Cláusula 7.2 - Às demais prestadoras de serviços de telecomunicações serão assegurados, além
dos direitos referidos na cláusula anterior, os seguintes direitos:
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I - a interconexão à rede da AUTORIZADA em condições econômicas e operacionais não
discriminatórias, sob condições tecnicamente adequadas e a preços isonômicos e justos que
atendam estritamente ao necessário à prestação do serviço, observada a regulamentação da
Anatel;
II - ao recebimento do serviço solicitado junto à AUTORIZADA sem qualquer tipo de
discriminação, pelos preços de mercado ou por preços negociados pelas partes e com as reduções
que forem aplicáveis em função dos custos evitados em virtude do consumo em larga escala,
respeitada a regulamentação; e
III - a obtenção das informações que a AUTORIZADA tenha obrigação de deter, que sejam
necessárias para a prestação do serviço por ela operado, ressalvado o direito da AUTORIZADA
à preservação dos seus dados recobertos pelo sigilo empresarial, bem como os direitos de
terceiros.
§ 1º - Os conflitos entre AUTORIZADA e demais prestadoras
administrativamente pela Anatel, nos termos da regulamentação.
serão
resolvidos
§ 2º - A Anatel acompanhará permanentemente o relacionamento entre as prestadoras que se
utilizem do serviço ora autorizado e a AUTORIZADA, coibindo condutas que possam implicar
prejuízo a qualquer das partes ou que importem violação à ordem econômica e à livre
concorrência e comunicando, nestas hipóteses, tais condutas ao Conselho Administrativo de
Defesa Econômica - CADE, após o exercício de sua competência, na forma do disposto no art.
19, inciso XIX, da Lei n.º 9.472, de 1997.
Capítulo VIII - Dos Direitos, Garantias, Obrigações
e Restrições da AUTORIZADA
Cláusula 8.1 - Além das outras obrigações decorrentes deste TERMO e inerentes à prestação do
serviço, incumbirá à AUTORIZADA:
I - prestar o serviço com absoluta observância do disposto no presente TERMO, submetendo-se
plenamente à regulamentação da Anatel;
II - implantar todos os equipamentos e instalações necessários à prestação do serviço objeto
desta Autorização, dentro das especificações referidas neste TERMO;
III - prestar à Anatel, na forma e periodicidade previstas na regulamentação, todos os dados e
elementos referentes ao serviço que sejam solicitados;
IV - submeter-se à fiscalização da Anatel, permitindo o acesso de seus agentes às instalações
integrantes do serviço bem como a seus registros contábeis;
V - manter registros contábeis separados por serviço;
VI - manter sistema adequado de informação e atendimento ao usuário;
VII - encaminhar cópia de acordos e contratos relativos à prestação do serviço com prestadoras
estrangeiras de serviços de telecomunicações;
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VIII - respeitar rigorosamente o dever de sigilo e confidencialidade das telecomunicações,
observadas as prescrições legais e regulamentares;
IX - respeitar a privacidade dos assinantes com relação aos documentos de cobrança e a todas as
informações pessoais a eles referentes;
X - submeter previamente à Anatel toda e qualquer alteração que pretenda fazer nos seus
estatutos ou contrato social, inclusive quanto à cisão, fusão, transformação, incorporação, bem
como a transferência de controle ou alteração no capital social;
XI - assegurar a qualquer outro prestador de serviço de telecomunicações a interconexão com
sua rede, observada a regulamentação;
XII - observar todos os direitos das demais prestadoras de serviços de telecomunicações,
omitindo-se de praticar qualquer conduta discriminatória ou voltada a obstar a atividade destes;
XIII - utilizar, sempre que exigido pela regulamentação, equipamentos com certificação
expedida ou aceita pela Anatel;
XIV - observar as normas e os padrões técnicos vigentes no Brasil, omitindo-se de qualquer
prática discriminatória em relação a bens e equipamentos produzidos no País;
XV - colocar à disposição das autoridades e dos agentes da defesa civil, nos casos de calamidade
pública, todos os meios, sistemas e disponibilidades que lhe forem solicitados com vistas a darlhes suporte ou a amparar as populações atingidas;
XVI - atender com prioridade o Presidente da República, seus representantes protocolares, sua
comitiva e pessoal de apoio, bem como os Chefes de Estado estrangeiros, quando em visitas ou
deslocamentos oficiais pelo território brasileiro, tornando disponíveis os meios necessários para
adequada comunicação destas autoridades, observada a regulamentação da Anatel;
XVII - pagar todas as taxas de fiscalização e funcionamento das suas instalações, na forma da
regulamentação;
XVIII - publicar anualmente, independente do regime jurídico a que esteja sujeita, balanço e
demonstrações financeiras levantadas ao final de cada exercício social, observadas as
disposições da legislação vigente e da regulamentação da Anatel;
XIX - observar as normas vigentes no País quanto à utilização de mão-de-obra estrangeira,
inclusive nos cargos de maior qualificação;
XX - dar cumprimento a acordos firmados entre o Brasil e outros Países e organismos
internacionais, na forma regulamentada pela Anatel;
XXI - enviar em periodicidade definida pela Anatel, quadro demonstrativo de todos os acionistas
detentores, isoladamente ou em grupo, de parcela igual ou superior a 5% (cinco por cento) do
seu capital votante; e
XXII - prestar à Anatel informações de natureza técnica, operacional, econômico-financeira,
societária e contábil, ou outras que lhe sejam requisitadas.
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Parágrafo único - A AUTORIZADA, suas coligadas, controladas ou controladoras não poderão
condicionar a oferta do serviço ao consumo casado de qualquer outro serviço, nem oferecer
vantagens ao usuário em virtude da fruição de serviços adicionais àquele objeto do presente
TERMO, ainda que prestados por terceiros.
Cláusula 8.2 - Sem prejuízo das demais disposições constantes deste TERMO e das garantias
asseguradas em lei, constituem direitos da AUTORIZADA:
I - prestar o serviço dentro de sua estratégia empresarial, definindo livremente seus
investimentos, respeitadas a regulamentação da Anatel e as disposições deste TERMO;
II - renunciar à prestação do serviço autorizado, conforme dispõe o art. 142 da Lei n.º 9.472, de
1997, desde que manifeste expressamente, com antecedência de 6 (seis) meses, a decisão perante
a Anatel e a seus usuários;
III - indicar representante para acompanhar a atividade fiscalizatória da Anatel;
IV - interromper, conforme disposto na Cláusula 4.4 deste TERMO, ou não atender à solicitação
de prestação de serviço para o assinante, cujo nome constar de cadastro de assinantes
inadimplentes.
V - a disponibilidade de interconexão com as demais prestadoras de STFC, em condições
econômicas e operacionais não discriminatórias, sob condições tecnicamente adequadas e a
preços isonômicos e justos que atendam estritamente ao necessário à prestação do serviço,
observada a regulamentação da Anatel;
VI - a receber o serviço solicitado junto às demais prestadoras sem qualquer tipo de
discriminação, pelos preços de mercado ou por preços negociados pelas partes e com as reduções
que forem aplicáveis em função dos custos evitados em virtude do consumo em larga escala,
respeitada a regulamentação;
VII - a obter todas as informações que sejam necessárias para a prestação do serviço, conforme
inciso VI, inclusive aquelas relativas ao faturamento, ressalvado o direito das demais prestadoras
à preservação dos seus dados recobertos pelo sigilo empresarial, bem como os direitos de
terceiros;
VIII - a disponibilidade de recursos de numeração de acordo com a regulamentação;
IX - solicitar da Anatel a confidencialidade de informação colhida no exercício da atividade
fiscalizatória; e
X - contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou
complementares ao serviço, bem como a implementação de projetos associados.
Cláusula 8.3 - Durante a vigência deste TERMO, a AUTORIZADA será a única responsável,
perante terceiros, pelos atos praticados pelo seu pessoal, prepostos e contratados, na prestação do
STFC, bem como pelo uso dos equipamentos, instalações ou redes, excluídas a União e a Anatel
de quaisquer reclamações e/ou indenizações.
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Cláusula 8.4 - A AUTORIZADA não poderá opor embaraços a obras de interesse público,
qualquer que seja a sua natureza, sempre que se tornar necessária a remoção de instalações ou de
redes telefônicas para viabilização de intervenções promovidas, direta ou indiretamente, por
qualquer órgão ou entidade da Administração Pública.
Cláusula 8.5 - A AUTORIZADA deverá pactuar diretamente com cada Prefeitura Municipal das
áreas de prestação do serviço, bem como com as demais prestadoras de serviços públicos as
condições para colocação de postes e cruzetas para suspensão de suas linhas e cabos aéreos e,
ainda, dutos e canalizações subterrâneos destinados à passagem de cabos sob ruas e logradouros
públicos.
§ 1º - A AUTORIZADA diligenciará junto aos titulares de bens públicos ou privados sobre ou
sob os quais tenha que passar dutos ou canalizações ou ainda instalar suportes para colocação
dos mesmos, obtendo o respectivo consentimento ou servidão para tal fim.
§ 2º - A AUTORIZADA deverá promover junto às respectivas autoridades municipais as
tratativas necessárias ao estabelecimento das condições para superação das interferências na rede
necessária à prestação do serviço, inclusive quanto ao corte e poda de árvores.
Cláusula 8.6 - Nos termos do disposto no art. 73 da Lei n.º 9.472, de 1997, a AUTORIZADA
poderá utilizar postes, dutos, condutos e servidões pertencentes ou controlados por outras
prestadoras de serviços de telecomunicações ou de outros serviços de interesse público.
§ 1º - A utilização dos meios referidos no caput desta Cláusula deverá ser realizada de forma não
discriminatória e a preços justos e razoáveis.
§ 2º - A AUTORIZADA deverá tornar disponível às demais prestadoras de serviços de
telecomunicações, classificados pela Anatel como de interesse coletivo, os meios de sua
propriedade ou por ela controlados, referidos no caput desta Cláusula, respeitadas as mesmas
condições previstas no Parágrafo anterior.
§ 3º - Sempre que a AUTORIZADA não chegar a um acordo com as demais prestadoras acerca
da utilização dos meios referidos nesta Cláusula, caberá à Anatel, isoladamente ou em conjunto
com os demais órgãos reguladores envolvidos, definir as condições desta utilização.
Cláusula 8.7 - A AUTORIZADA manterá durante a vigência desta Autorização, central de
informação e de atendimento ao usuário, funcionando 24 (vinte e quatro) horas por dia,
capacitada para receber e processar solicitações, queixas e reclamações encaminhadas pelos
usuários pessoalmente ou por qualquer meio de comunicação à distância.
§ 1º - A AUTORIZADA deverá divulgar a todos os usuários os endereços e códigos de acesso a
sua central de informação e de atendimento ao usuário, os quais deverão constar necessariamente
do Contrato de Prestação do STFC firmados para prestação do serviço.
§ 2º - A AUTORIZADA deverá tornar disponível e divulgar código de acesso fácil e gratuito
para o encaminhamento de solicitações dos usuários por via telefônica.
§ 3º - Todas as solicitações, reclamações ou queixas encaminhadas pelos usuários, por qualquer
meio, deverão receber um número de ordem, que será informado ao interessado para possibilitar
seu acompanhamento.
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§ 4º - O usuário será informado pela AUTORIZADA nos prazos definidos no Plano Geral de
Metas de Qualidade, quanto às providências adotadas em função da sua solicitação, reclamação
ou queixa.
§ 5º - Caso a Anatel constate existir dificuldade de acesso pelos usuários à central de informação
e de atendimento poderá determinar à AUTORIZADA a ampliação dos meios de acesso
disponíveis, sob pena de considerar desatendida a obrigação prevista nesta Cláusula.
Cláusula 8.8 - Na contratação de serviços e na aquisição de equipamentos e materiais vinculados
ao objeto deste TERMO, a AUTORIZADA se obriga a considerar ofertas de fornecedores
independentes, inclusive os nacionais, e basear suas decisões, com respeito às diversas ofertas
apresentadas, no cumprimento de critérios objetivos de preço, condições de entrega e
especificações técnicas estabelecidas na regulamentação pertinente.
§ 1º - Nos casos em que haja equivalência entre ofertas, a AUTORIZADA se obriga a utilizar
como critério de desempate, a preferência a serviços oferecidos por empresas situadas no País,
equipamentos e materiais produzidos no País, e, entre eles, àqueles com tecnologia nacional,
sendo que a equivalência referida neste Parágrafo será apurada quando, cumulativamente:
I - o preço nacional for menor ou igual ao preço do importado, posto no território nacional,
incluídos os tributos incidentes;
II - o prazo de entrega for compatível com as necessidades do serviço; e
III - sejam satisfeitas as especificações técnicas estabelecidas na regulamentação pertinente e
possuam certificação expedida ou aceita pela Anatel, quando aplicável.
§ 2º - Compreendem-se como serviços aqueles relacionados com a pesquisa e desenvolvimento,
planejamento, projeto, implantação e instalação física, operação, manutenção, supervisão e testes
de avaliação de sistemas de telecomunicações.
Cláusula 8.9 - A AUTORIZADA, suas controladas, controladoras, ou qualquer de seus
acionistas que tenham participação, direta ou indireta, igual ou superior a 5% (cinco por cento)
das ações com direito a voto da autorizada, somente poderão possuir ações sem direito a voto de
prestadora(s) do STFC atuante na mesma Área de Prestação e mesma modalidade de serviço, até
o limite de 20% (vinte por cento) do capital social.
Capítulo IX - Das Transferências e Alterações Societárias
Cláusula 9.1 - As transferências e alterações societárias estão sujeitas às condições estabelecidas
nos arts. 7º, 98 e 136 da Lei n.º 9.472, de 1997, e deverão atender ao disposto na Resolução n.º
101, de 04 fevereiro de 1999, na Norma n.º 04/98 - Anatel, aprovada Resolução n.º 76, de 16 de
dezembro de 1998, na Norma n.º 07/99 - Anatel, aprovada pelas Resolução n.º 195, de 7 de
dezembro de 1999, e regulamentação específica subseqüente.
Capítulo X - Das Obrigações e Prerrogativas da Anatel
Cláusula 10.1 - Além das outras prerrogativas inerentes à sua função de Órgão Regulador e das
demais obrigações decorrentes deste TERMO, incumbirá à Anatel:
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I - acompanhar e fiscalizar a prestação do serviço visando ao atendimento da regulamentação:
II - regulamentar a prestação do serviço autorizado;
III - aplicar as sanções previstas na regulamentação do serviço e, especificamente, neste
TERMO;
IV - zelar pela boa qualidade do serviço, receber, apurar e solucionar queixas e reclamações dos
usuários, cientificando-os, em até 90 (noventa) dias, das providências tomadas com vista à
repressão de infrações a seus direitos;
V - declarar extinta a Autorização nos casos previstos na Lei n.º 9.472, de 1997;
VI - zelar pela garantia de interconexão, dirimindo eventuais pendências surgidas entre a
AUTORIZADA e demais prestadoras;
VII - acompanhar permanentemente o relacionamento entre a AUTORIZADA e demais
prestadoras, dirimindo os conflitos surgidos;
VIII - coibir condutas da AUTORIZADA contrárias ao regime de competição, observadas as
competências do CADE, a regulamentação e em especial o disposto nas Cláusulas 10.2 e 10.3.
deste Capítulo;
IX - exercer a atividade fiscalizatória do serviço conforme o disposto neste TERMO; e
X - arrecadar as taxas relativas ao FISTEL, adotando as providências previstas na legislação.
Cláusula 10.2 - A Anatel poderá instaurar procedimento administrativo destinado a apurar
inveracidade ou insubsistência das condições declaradas pela AUTORIZADA, relativas à não
participação no controle de outras empresas ou a outras vedações impeditivas de concentração
econômica, sempre que houver indícios de influência relevante desta, de suas coligadas,
controladas ou controladoras sobre pessoa jurídica prestadora(s) de STFC, atuantes na mesma
Área de Prestação e mesma modalidade de Serviço, tais como:
I - a existência de operações significativas, passivas ou ativas, de financiamento, sob qualquer
forma, entre a AUTORIZADA, suas coligadas, controladas ou controladoras e prestadora(s) de
STFC;
II - a prestação de garantia real, pessoal ou de qualquer outra espécie, pela AUTORIZADA, suas
coligadas, controladas ou controladoras à prestadora(s) de STFC, ou vice e versa;
III - transferência de bens entre a AUTORIZADA, suas coligadas, controladas ou controladoras
e prestadora(s) de STFC, em condições, termos ou valores distintos dos praticados no mercado;
IV - existência de processo de transferência de conhecimentos tecnológicos estratégicos entre a
AUTORIZADA, suas coligadas, controladas ou controladoras e prestadora(s) de STFC;
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V - prestação de serviços de telecomunicações ou correlatos, entre a AUTORIZADA, suas
coligadas, controladas ou controladoras e prestadora(s) de STFC em condições favorecidas ou
privilegiadas, em relação às demais empresas atuantes no mercado;
VI - existência de acordos de interconexão entre a AUTORIZADA, suas coligadas, controladas
ou controladoras e prestadora(s) de STFC que estipulem condições favorecidas ou privilegiadas,
em relação às oferecidas as demais empresas atuantes no mercado;
VII - existência de acordos para o compartilhamento de infra-estrutura entre a AUTORIZADA,
suas coligadas, controladas ou controladoras e prestadora(s) de STFC em condições favorecidas
ou privilegiadas, em relação às oferecidas às demais empresas atuantes no mercado;
VIII - uso comum de recursos relevantes, sejam materiais, tecnológicos ou humanos pela
AUTORIZADA, suas coligadas, controladas ou controladoras e prestadora(s) de STFC;
IX - existência de qualquer ato jurídico entre a AUTORIZADA, suas coligadas, controladas ou
controladoras e empresa que detenha controle sobre prestadora de STFC tendo por objeto a
transferência de ações entre elas, ou a outorga de direito de preferência relativamente a
transferência de ações entre elas;
X - contratação em conjunto de bens ou serviços por concorrentes; e
XI - outras condutas definidas na regulamentação como caracterizadoras de indícios de
concentração econômica ou de exercício de poder de controle entre a AUTORIZADA e
prestadora(s) de STFC.
Parágrafo Único - A comprovação, após o procedimento previsto nesta Cláusula, de existência
de qualquer situação que caracterize inveracidade ou insubsistência das condições declaradas
pela AUTORIZADA poderá acarretar a cassação da presente Autorização, nos termos do art. 139
da Lei n.º 9.472, de 1997.
Cláusula 10.3 - A Anatel poderá ainda instaurar procedimento administrativo destinado a apurar
infração contra a ordem econômica prevista na Lei n.º 8.884, de 1994, e, em particular, a adoção
de condutas conlusivas ou restritivas à livre concorrência, diante da verificação, entre outros, dos
seguintes indícios:
I - Estabilidade prolongada das participações relativas de empresas concorrentes no mercado;
II - Conduta comercial uniforme entre concorrentes;
III - Contratação em conjunto de bens ou serviços por concorrentes;
IV - Estabilidade prolongada dos níveis ou estruturas de preços dos serviços, ou paralelismos nas
variações de preço;
V - Uniformização das condições ou termos de oferta dos serviços entre concorrentes;
VI - Troca de informações relevantes entre concorrentes, relativas, entre outros aspectos, a
estratégias tecnológicas, financeiras ou comerciais;
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VII - Divisão estável de atuação no mercado entre concorrentes;
VIII - Complementariedade nos planos ou projetos de expansão ou implantação de redes;
IX - Discriminação de preços ou de condições da prestação de serviços que privilegiem
empresas determinadas, em detrimento das demais atuantes no mercado;
X - Compras, vendas, locações, comodatos ou qualquer outra forma de transferência, temporária
ou definitiva, de bens de valor significativo ou de importância estratégica entre empresas
concorrentes;
XI - Uso comum de recursos relevantes, sejam materiais, tecnológicos ou humanos por empresas
concorrentes;
XII - Existência de acordos de interconexão que estipulem condições favorecidas ou
privilegiadas, para empresas determinadas em relação às oferecidas às demais atuantes no
mercado;
XIII - Existência de acordos para o compartilhamento de infra-estrutura que estipulem condições
favorecidas ou privilegiadas para empresas determinadas, em relação às oferecidas às demais
atuantes no mercado;
XIV - Distorção, manipulação, omissão ou procrastinação por concorrentes no fornecimento de
informações requisitadas pela Anatel; e
XV - Outras práticas definidas na regulamentação como indícios de colusão.
Parágrafo único - A comprovação da prática pela AUTORIZADA de condutas conlusivas ou
restritivas à livre concorrência poderá implicar, além da aplicação das sanções previstas neste
Termo e daquelas aplicáveis pelo CADE, a caducidade da presente AUTORIZAÇÃO.
Capítulo XI - Da Autorizada
Cláusula 11.1 - A AUTORIZADA é empresa constituída sob as leis brasileiras, com sede e
administração no País, observado o disposto na Lei n.º 9.472, de 1997 e no Decreto n.º 2.617, de
5 de junho de 1998.
Capítulo XII - Do Regime de Fiscalização
Cláusula 12.1 - A Anatel exercerá a fiscalização dos serviços a fim de assegurar o cumprimento
dos compromissos constantes deste TERMO.
§ 1º - A fiscalização a ser exercida pela Anatel compreenderá a inspeção e o acompanhamento
das atividades, equipamentos e instalações da AUTORIZADA, implicando amplo acesso a todos
os dados e informações da AUTORIZADA ou de terceiros.
§ 2º - As informações colhidas no exercício da atividade fiscalizatória serão publicadas na
Biblioteca, à exceção daquelas que, por solicitação da AUTORIZADA, sejam consideradas pela
Anatel como de caráter confidencial.
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§ 3º - As informações que venham a ser consideradas de caráter confidencial nos termos do
Parágrafo anterior, somente serão utilizadas nos procedimentos correlacionados ao presente
TERMO, respondendo a Anatel e aqueles por ela indicados por qualquer divulgação, ampla ou
restrita, de tais informações fora deste âmbito de utilização.
Cláusula 12.2 - A AUTORIZADA, por intermédio de representante indicado, poderá
acompanhar toda e qualquer atividade da fiscalização da Anatel, não podendo obstar ou impedir
a atuação da fiscalização, sob pena de incorrer nas penalidades previstas neste TERMO.
Capítulo XIII - Da Interconexão
Cláusula 13.1 - A AUTORIZADA tem obrigação de permitir, facilitar, tornar disponível e
efetivar a interconexão, à rede por ela operada, de redes de outras prestadoras de serviços de
telecomunicações, em regime público ou privado, sempre que estas o solicitem, observada a
regulamentação e em particular o Regulamento Geral de Interconexão, aprovado pela Resolução
n.º 40, de 23 de julho de 1998.
Parágrafo único - A disponibilidade de pontos de interconexão deve ser negociada diretamente
pela AUTORIZADA com as prestadoras envolvidas, observada a regulamentação.
Cláusula 13.2 - A AUTORIZADA será remunerada pelo uso de sua rede em conformidade com
o previsto no Regulamento sobre Remuneração pelo uso de redes das Prestadoras do STFC,
aprovado pela Resolução n.º 33, de 13 de julho de 1998.
Cláusula 13.3 - A AUTORIZADA terá os mesmos direitos e obedecerá às mesmas condições de
interconexão a que estejam sujeitas as demais prestadoras do STFC.
Parágrafo único - A AUTORIZADA deverá tornar disponível para interconexão os elementos
da rede com maior nível de desagregação tecnicamente possível, observada a regulamentação.
Cláusula 13.4 - A AUTORIZADA cobrará das demais prestadoras de serviços de
telecomunicações, pelo uso de redes, no máximo, os valores estabelecidos pela Anatel,
observada a regulamentação.
Capítulo XIV - Das Sanções
Cláusula 14.1 - Na execução deste TERMO, a AUTORIZADA se sujeita às seguintes sanções,
que serão aplicadas mediante decisão fundamentada da Anatel, assegurado o seu direito de
defesa nos termos do disposto no seu Regimento Interno e sem prejuízo das demais penalidades
previstas na regulamentação:
I - por ato ou omissão contrário às disposições constantes deste TERMO que acarrete prejuízo à
competição no setor de telecomunicações; multa de até R$ 50.000.000,00 (cinqüenta milhões de
reais);
II - por violação às disposições deste TERMO que importe em não cumprimento da Cláusula
1.4; multa de até R$ 50.000.000,00 (cinqüenta milhões de reais);
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III - por violação às disposições deste TERMO que importe em não cumprimento das metas e
parâmetros de qualidade na prestação do serviço; multa de até R$ 40.000.000,00 (quarenta
milhões de reais);
IV - por outro ato ou omissão não enquadrado nos incisos anteriores que importe em violação
aos direitos do usuário definidos neste TERMO ou acarrete-lhe prejuízo; multa de até R$
30.000.000,00 (trinta milhões de reais);
V - por ato ou omissão que viole o disposto na Cláusula 8.8 deste TERMO, referente à
contratação de serviços e aquisição de equipamentos e materiais produzidos no País; multa de até
R$ 30.000.000,00 (trinta milhões de reais);
VI - por qualquer ato ou omissão que traga óbice ou dificuldade ao exercício da atividade fiscal
da Anatel prevista neste TERMO; multa de até R$20.000.000 (vinte milhões de reais); e
VII - pelo descumprimento de qualquer obrigação prevista expressamente neste TERMO, exceto
as indicadas nos incisos anteriores; multa de até R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais).
§ 1º - A infração prescrita no inciso I e IV supra, terá sua gravidade definida exclusivamente em
função dos critérios gerais prescritos na Cláusula 14.2 e será caracterizada pela conduta da
AUTORIZADA que, direta ou indiretamente, possa importar prejuízo à competição no setor,
especialmente:
a) oferecimento de óbice ou dificuldade à opção por outro prestador de serviço autorizado;
b) recusa em dar interconexão a prestador de serviço de telecomunicações;
c) oferecimento de óbices ou dificuldades à atividade de prestadoras de serviço de valor
adicionado;
d) execução de qualquer serviço de telecomunicações que não seja objeto de autorização
expedida pela Anatel em seu favor;
e) pela não preservação dos níveis de qualidade praticados quanto à interconexão; e
f) procrastinação na entrega de informações essenciais à atividade das demais prestadoras,
especialmente no que tange às bases cadastrais.
§ 2º - A infração prescrita no inciso II desta Cláusula será caracterizada pela não prestação
reiterada do serviço autorizado, sendo considerada infração grave, especialmente:
a) a recusa em prestar o serviço autorizado a qualquer interessado, conforme o disposto na
Cláusula 1.4.
§ 3º - A infração prescrita no inciso III supra será caracterizada pelo desatendimento dos
parâmetros de qualidade definidos no Plano Geral de Metas de Qualidade e terá sua escala de
gravidade definida em função do número de usuários atingidos e dos prejuízos causados, ficando
caracterizada pela violação, comissiva ou omissiva, direta ou indireta, de obrigação prevista
neste TERMO, que acarrete violação dos direitos dos usuários, especialmente:
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a) a interrupção na prestação dos serviços por prazo superior ao estabelecido no Plano Geral de
Metas de Qualidade;
b) a não alocação na operação e manutenção do serviço dos recursos humanos e materiais
necessários à preservação dos padrões mínimos de qualidade;
c) negligência na modernização da rede que afete a qualidade do serviço;
d) o não cumprimento do dever de prestar informações ao usuário;
e) a violação do sigilo de telecomunicações, fora das hipóteses legais, ainda que praticada por
terceiros nas instalações sob responsabilidade da AUTORIZADA;
f) a não manutenção de central de informação e de atendimento ao usuário na forma prescrita
neste TERMO; e
g) a cobrança de preço em desacordo com as regras estipuladas neste TERMO e na
regulamentação.
§ 4º - A infração prescrita no inciso V será caracterizada pela verificação de violação da
obrigação contida na Cláusula 8.8 e terá sua gravidade definida conforme dispuser a
regulamentação.
§ 5º - A infração prescrita no inciso VI supra terá sua gravidade definida em função da
relevância da atividade fiscal obstada e será caracterizada pela violação, comissiva ou omissiva,
direta ou indireta, da AUTORIZADA ou de seus prepostos, que impeça ou dificulte a atividade
de fiscalização exercida pela Anatel, seus prepostos, agentes, especialmente:
a) recusa da AUTORIZADA em atender pedido de informação formulado pela Anatel
relacionada ao serviço autorizado ou aos bens a ele afetos;
b) oferecimento de entrave à atuação dos agentes de fiscalização da Anatel;
c) omissão em cumprir obrigação de publicidade prevista neste TERMO, ou na regulamentação;
d) não envio ou envio intempestivo de qualquer informação, dado, relatório ou documento que,
por força da regulamentação ou deste TERMO, deveria ser remetida à Anatel.
§ 6º - A sanção prevista no inciso VII será caracterizada pela verificação de violação de
obrigação deste Termo não compreendida nos parágrafos anteriores.
§ 7º - A sanção prevista no inciso I será aplicada pela Anatel independentemente das
providências que venham a ser adotadas pelo CADE.
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§ 8º - O não recolhimento de qualquer multa fixada nos termos do disposto nesta Cláusula no
prazo fixado pela Anatel caracterizará falta grave e implicará a cobrança de multa moratória de
0,33% (zero vírgula trinta e três por cento) ao dia, até o limite de 10% (dez por cento), acrescida
da taxa referencial SELIC para títulos federais, a ser aplicada sobre o valor da dívida,
considerando todos os dias de atraso de pagamento, salvo se disposto diferente em
regulamentação específica.
Cláusula 14.2 - Para aplicação das multas previstas neste Capítulo serão observadas as regras
contidas no Título VI do Livro III - Das Sanções, art. 173 a 185 da Lei n.º 9.472, de 1997, e na
regulamentação.
§ 1º - Na definição da gravidade das sanções e na fixação das multas, a Anatel observará as
seguintes circunstâncias:
I - a proporcionalidade entre a intensidade do apenamento e a gravidade da falta, inclusive
quanto ao número dos usuários atingidos;
II - os danos resultantes da infração para o serviço e para os usuários;
III - a vantagem auferida pela AUTORIZADA em virtude da infração;
IV - a participação da AUTORIZADA no mercado dentro de sua área geográfica de prestação do
serviço;
V - a situação econômica e financeira da AUTORIZADA, em especial a sua capacidade de
geração de receitas e o seu patrimônio;
VI - os antecedentes da AUTORIZADA;
VII - a reincidência específica, assim entendida a repetição de falta de igual natureza após o
recebimento de notificação anterior; e
VIII - as circunstâncias gerais agravantes ou atenuantes da infração.
§ 2º - Independente dos critérios específicos de graduação, previstos em cada inciso da Cláusula
anterior e de outros previstos na regulamentação, a gradação das penas observará a seguinte
escala:
I - a infração será considerada leve quando decorrer de condutas involuntárias ou escusáveis da
AUTORIZADA e da qual ela não se beneficie;
II - a infração será considerada de gravidade média quando decorrer de conduta inescusável, mas
que não traga para a AUTORIZADA qualquer benefício ou proveito, nem afete número
significativo de usuários; e
III - a infração será considerada grave quando a Anatel constatar presente um dos seguintes
fatores:
a) ter a AUTORIZADA agido com má-fé;
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b) da infração decorrer benefício direto ou indireto para a AUTORIZADA;
c) a AUTORIZADA for reincidente na infração; e
d) o número de usuários atingido for significativo.
§ 3º - A critério da Anatel, nas infrações classificadas como leves, quando da sua primeira
ocorrência, poderá ser aplicada a pena de advertência à AUTORIZADA, que será comunicada
formalmente da sanção, sem prejuízo da publicação da decisão na Imprensa Oficial.
§ 4º - Para aplicação das sanções previstas neste Capítulo será observado o Procedimento
Sancionatório previsto no Regimento Interno da Anatel.
§ 5º - Nas infrações previstas na Cláusula 14.1 a Anatel poderá determinar que a
AUTORIZADA abata do valor a ser recolhido, a título de multa, montantes a serem pagos como
ressarcimento aos usuários atingidos, fixando no ato de aplicação da pena os critérios para o
ressarcimento, o prazo em que deve ser pago e o valor máximo do abatimento.
§ 6º - A hipótese prevista no Parágrafo anterior só poderá ser adotada quando verificado que o
interesse ou a necessidade dos usuários não elidirá a responsabilidade da AUTORIZADA pelas
demais indenizações civis devidas.
Cláusula 14.3 - As multas previstas neste Capítulo serão aplicadas sem prejuízo da
caracterização das hipóteses de declaração de caducidade previstas no presente TERMO.
Cláusula 14.4 - Os valores das multas previstas neste Capítulo serão reajustados, anualmente,
mediante a aplicação do IGP-DI, vencendo o primeiro reajuste após um ano da assinatura deste
TERMO.
Capítulo XV - Da Extinção Da Autorização
Cláusula 15.1 - Considerar-se-á extinta a Autorização por cassação, caducidade, decaimento,
renúncia ou anulação, conforme os arts. 138 a 144 da Lei n.º 9.472, de 1997 e consoante os
procedimentos constantes da regulamentação
Parágrafo único - A declaração de extinção não elidirá a aplicação das penalidades cabíveis de
conformidade com o disposto neste TERMO pelas infrações praticadas pela AUTORIZADA.
Cláusula 15.2 - A extinção de Autorização para uma das modalidades de serviço, Local, Longa
Distância Nacional, Longa Distância Internacional pode implicar na extinção das outras, se for
resultante de aplicação de sanção por infração grave.
Capítulo XVI - Do Regime Legal e dos Documentos Aplicáveis
Cláusula 16.1 - Regem a presente Autorização, sem prejuízo das demais normas integrantes do
ordenamento jurídico brasileiro, a Lei n.º 9.472, de 1997, e a regulamentação dela decorrente, em
especial a de competência do Poder Executivo, conforme disposto no art. 18 da referida Lei,
prevalecendo sempre estas no que colidir com aquelas.
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Cláusula 16.2 - Na prestação do serviço ora autorizado deverá ser observada a regulamentação
da Anatel, como parte integrante deste TERMO, em especial os documentos relacionados a
seguir:
I - Plano Geral de Outorgas, aprovado pelo Decreto n.º 2.534, de 2 de abril de 1998;
II - Plano Geral de Metas de Qualidade para o Serviço Telefônico Fixo Comutado, aprovado
pela Resolução n.º 341, de 20 de junho de 2003;
III - Regulamento dos Serviços de Telecomunicações, aprovado pela Resolução n.º 73, de 25 de
novembro de 1998;
IV - Regulamento do Serviço Telefônico Fixo Comutado, aprovado pela Resolução n.º 426, de
09 de dezembro de 2005;
V - Regulamento Geral de Interconexão, aprovado pela Resolução n.º 40, de 23 de junho de
1998, com as alterações introduzidas pela Resolução n.º 410, de 11 de julho de 2005;
VI - Regulamento de Numeração, aprovado pela Resolução n.º 83, de 30 de dezembro de 1998;
VII - Regulamento de Administração de Recursos de Numeração, aprovado pela Resolução n.º
84, de 30 de dezembro de 1998;
VIII - Regulamento sobre Remuneração pelo Uso das Redes das Prestadoras do STFC, aprovado
pela Resolução n.º 33, de 13 de julho de 1998;
IX - Regulamento de Licitação para Concessão, Permissão e Autorização de Serviço de
Telecomunicações e Autorização de Uso de Radiofreqüência, aprovado pela Resolução n.º 65, de
29 de outubro de 1998;
X - Regulamento sobre Procedimentos de Contratação de Serviços e Aquisição de Equipamentos
ou Materiais pelas Prestadoras de Serviços de Telecomunicações, aprovado pela Resolução n°
155, de 16 de agosto de 1999, alterada pela Resolução n.º 421, de 17 de novembro de 2005; e
XI - Regulamento para Expedição de Autorização para a Prestação do Serviço Telefônico Fixo
Comutado destinado ao público em geral - STFC, aprovado pela Resolução n.º 283, de 29 de
novembro de 2001.
Cláusula 16.3 - Na interpretação das normas e disposições constantes deste TERMO deverão ser
levadas em conta, além dos documentos referidos neste Capítulo, as regras gerais de
hermenêutica e as normas e princípios contidos na Lei n.º 9.472, de 1997.
Capítulo XVII - Do Foro
Cláusula 17.1 - Para solução de questões decorrentes deste TERMO será competente o Foro da
Seção Judiciária da Justiça Federal de Brasília, Distrito Federal.
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Capítulo XVIII - Disposição Final
Cláusula 18.1 - Este TERMO entrará em vigência a partir da publicação do seu extrato no
Diário Oficial da União.
E por assim estarem de pleno acordo com as disposições e condições deste TERMO, as partes o
assinam em 2 (duas) vias de igual teor e forma, na presença das testemunhas, que também o
assinam, para que se produzam seus legais e jurídicos efeitos.
Brasília,........ de ............................. de 2009.
Pela Anatel:
______________________________________
FERNANDO ANTÔNIO FRANÇA PÁDUA
Superintendente de Serviços Públicos Interino
Pela AUTORIZADA:
___________________________________
GABRIEL SARTOR
Sócio Administrador
TESTEMUNHAS:
_________________________________
FERNANDO RIBEIRO RAMOS
CI: 3.090.163-4 SSP-SC
___________________________________
CRISTIAN CHARLES MARLOW
CI: 7054254128 SSP-RS
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