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Fazendo Gênero 9
Diásporas, Diversidades, Deslocamentos
23 a 26 de agosto de 2010
APARECEU A MARGARIDA? HISTÓRIA E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
DE MULHERES CAMPONESAS NO MS: UM ESTUDO SOBRE GÊNERO E
TRABALHO ( 1986 A 1994)
Elisa de Oliveira Kuhn1
Escrever uma história das mulheres em muitos aspectos implica falar em “invisibilidade”.
Durante séculos, no que se refere à sociedade ocidental, elas simplesmente não “aparecem” na
história. Acreditamos, entretanto, que esse ocultamento nada tem de “natural”, mas que é tecido
cotidianamente na teia de representações sociais que informam e valoram os diferentes papéis
atribuídos a homens e mulheres.
No sentido de rompimento com essa “invisibilidade”, as lutas do movimento feminista, a
partir da década de 1960, contribuíram de maneira importante para a “inclusão” das mulheres como
objeto e sujeito da história, afirma Sohiet (1997). Segundo a autora com a “grande reviravolta da
história”, um processo de pluralização dos objetos da investigação histórica, em seu bojo, alçou as
mulheres à condição de “objeto e sujeito da história”, sendo esta tarefa assumida preferencialmente
por historiadoras e historiadores adeptos da história cultural “preocupada com as identidades
coletivas de uma ampla variedade de grupos sociais: os operários, camponeses, escravos, pessoas
comuns”.
Em meados da década de 1970, uma ampliação do campo de questionamentos da história
das mulheres, com o acumulo de conhecimento erudito produzido pelas acadêmicas “feministas” do
início, surgimento de controvérsias internas, o avanço de diálogos interpretativos e a emergência de
autoridades intelectuais reconhecidas que pode indicar uma busca de “legitimidade” científica”,
baseada num distanciamento em relação à política.
Os anos 1980 teriam visto um grande rompimento com a política que teria propiciado para
esse campo a conquista de seu próprio espaço através de um desvio da categoria “mulheres” para a
categoria “gênero”, aparentemente desprovida de “ideologia”. A emergência da história das
mulheres como campo de estudo envolveria então, nessa interpretação, uma “evolução”, do
feminismo para as mulheres e daí para o gênero, ou, “da política para a história especializada e daí
para a análise”. As avaliações sobre essas aproximações e distanciamentos são variadas.
A grande ambigüidade inerente ao projeto da “história das mulheres” seria o fato de que ela
é ao mesmo tempo um suplemento inóquo à história estabelecida e um deslocamento radical dessa
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Mestranda do Programa de Pós-Graduação em História da UFGD. E-mail: [email protected] .
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história. Suplemento é considerado uma “indefinição”, pois significa tanto uma adição, quanto uma
substituição, refere à sua “força política potencialmente crítica, que desafia e desestabiliza as
premissas disciplinares estabelecidas, mas sem oferecer uma síntese ou resolução fácil”. Trata-se do
questionamento fundamental do “sujeito histórico universal” contido no “homem” que, durante
muito tempo defendeu-se abarcar toda a humanidade. Faz isso explicitando a hierarquia implícita
presente em muitos relatos históricos, além de desafiar “tanto a competência de qualquer
reivindicação da história de fazer um relato completo quanto à perfeição e a presença intrínseca do
objeto da história: o homem universal”.
Essa capacidade subversora da inclusão das mulheres vem na teia de uma primeira família
de sentido que gravita entorno do termo representação, aquele que se refere ao reconhecimento da
dimensão narrativa do conhecimento histórico, formulando-se assim num conceito teóricometodológico ou epistemológico. Um outro ponto chave dessa “reviravolta”, Chartier (2002)
desnovela a partir das discussões no seio da disciplina sobre o que seria uma “crise” da
representação. Assim concebida a representação em uma segunda família de sentido se refere a uma
operação mental que tem por objetivo evocar a presença de algo ausente e que tem sua força
embasada na fragilidade da imaginação, que tenderia a considerar os “sinais visíveis” a própria
realidade, que não existe, nesse sentido é conceito chave da teoria do simbólico.
“a representação é o instrumento de um conhecimento mediato que revela um objeto ausente, substituindo-o
por uma “imagem” capaz de traze-lo a memória e pintá-lo, tal como é”. 2
Partindo do pressuposto que toda realidade, como conhecimento, é uma representação
poderíamos afirmar que os indivíduos organizam sua relação com o mundo mediante estruturas
complexas de representação que são utilizadas na comunicação. Entretanto, historicamente, essa
“tendência a fixação” dessa “imagem” permitiria manipular a imaginação das pessoas, “fabricando
respeito e submissão”, um instrumento que produziria uma “imposição interiorizada”, necessária
onde não se pode usar o recurso da força bruta. As lutas de representações adquirem, assim,
fundamental importância para compreendermos o processo de “hierarquização da própria estrutura
social”.
É o que nos leva a adotar sua proposta de uma “história das apropriações”. Essa que “visa
uma história social dos usos e das interpretações, relacionados à suas determinações fundamentais e
inscritos nas práticas específicas que os produzem”.
2
CHARTIER, R. À beira da falésia: a história entre certezas e inquietude. trad. Patrícia Chittoni Ramos. Porto Alegre:
Editora Universidade/UFRGS, 2002. P. 74.
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“Dar assim atenção às condições e aos processos que, muito concretamente, sustentam as operações de
construção de sentido (na relação de leitura mas também em muitas outras) é reconhecer, contra a antiga
história intelectual, que nem as inteligências nem as idéias são desencarnadas e, contra o pensamento universal,
que as categorias dadas como invariantes, quer sejam filosóficas ou fenomenológicas, devem ser construídas
na descontinuidade das trajetórias históricas”.3
Acredito que este seja um ponto em que as representações e o gênero se entrecruzam. Joan
Scott argumenta que, no seu uso descritivo, o gênero é apenas um conceito associado ao estudo das
coisas relativas às mulheres, mas não tem a força de análise suficiente para interrogar e mudar os
paradigmas históricos existentes. As mudanças na organização das relações sociais correspondem,
sempre, à mudança nas representações de poder, mas a direção da mudança não segue
necessariamente um sentido único. Scott apóia-se nos pós-estruturalistas, que se preocupam com o
significado, pois enfatizam a variedade e a natureza política deste. A categoria gênero é definida
como
“...uma maneira de indicar as construções sociais: a criação inteiramente social das idéias sobre os papéis
próprios a homens e mulheres.É uma maneira de se referir às origens exclusivamente sociais das identidades
subjetivas dos homens e das mulheres. O gênero é, segundo essa definição, uma categoria social imposta sobre
um corpo sexuado.”4
Com base nessas reflexões, a autora apresenta sua proposta teórica, com vistas à aplicação
do conceito de gênero na problematização dos “modos” como as relações entre os sexos
estruturaram-se ao longo da história. Ao fazê-lo ressalta inicialmente dois aspectos importantes os
quais adverte, não devem jamais ser tomados de forma estanque senão como elementos
constitutivos de realidades historicamente situadas.
a) o gênero é um elemento constitutivo de relações sociais baseado nas diferenças
percebidas entre os sexos;
b) o gênero é uma forma primeira de significar as relações de poder.
A utilização da categoria gênero conforme Scott, refere-se inicialmente a uma ênfase dada
pelas feministas dos Estados Unidos às “conotações sociais em contraste com as conotações físicas
de sexo”, tornando possível pensar em termos de diferentes sistemas de gênero e nas relações
daqueles com outras categorias como raça, classe ou etnia, assim como levar em conta a mudança.
Tudo isso ocorre em um período em que desafiava-se a hegemonia heterossexual da classe média e
branca do termo “mulher”, argumentando que as diferenças fundamentais da experiência tornaram
impossível reivindicar uma identidade isolada.
Idem, p. 68.
SCOTT, Joan. História das Mulheres. In BURKE, Peter. A Escrita da História: Novas Perspectivas. Trad. Magda
Lopes. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1992.
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“... gênero dá ênfase ao caráter fundamentalmente social, cultural,das distinções baseadas no sexo, afastando o
fantasma da naturalização; dá precisão à idéia de assimetria e de hierarquia nas relações entre homens e
mulheres, incorporando a dimensão das relações de poder; dá relevo ao aspecto relacional entre as mulheres e
os homens, ou seja, de que nenhuma compreensão de qualquer um dos dois poderia existir através de um
estudo que os considerasse totalmente em separado, aspecto essencial para “descobrir a amplitude dos papéis
sexuais e do simbolismo sexual nas várias sociedades e épocas, achar qual o seu sentido e como funcionavam
para manter a ordem social e para mudá-la”.5
Para Michelle Perrot (2005) é o tema da identidade o que tem sido mais fecundo com
relação aos estudos que tomam o gênero como categoria orientadora. Questionar os processos
coletivos de identificação a partir dos quais os grupos sociais se definem, através das alteridades, a
análise dos discursos sobre a divisão sexual do trabalho, podem ser reveladoras de “sutilezas” do
processo de construção de relações de poder assimétricas entre homens e mulheres, particularmente
no caso em tela que se refere movimentos sociais, os quais costumam invocar identidades para
legitimar suas lutas por direitos.
A questão das identidades coletivas6 como aspecto inevitável da vida social, faz emergir as
diferenças dentro da diferença e o debate sobre o “modo e a conveniência de se articular o gênero
como uma categoria de análise”, incluindo nessa já complexa questão outras variáveis como classe,
raça e etnia. A abordagem “pós-estruturalista” dessa questão relativiza a identidade e a priva de suas
bases em uma “experiência” essencializada, elementos cruciais, na maior parte das definições
podronizadas de política, para a mobilização dos movimentos sociais. Problematizando a identidade
a partir da tensão entre a igualdade e diferença apresentam interpretações dinâmicas do gênero que
enfatizam a luta, a contradição ideológica e as complexidades das relações de poder7.
Para Michelle Perrot a relação das mulheres com o poder, inscreve-se primeiramente no
jogo das palavras, na polissemia do termo, que no singular refere à conotação tradicional de
política, centrada na figura do Estado e supostamente masculina, já no plural refere a uma posição
teórica que o compreende enquanto “influências” difusas e periféricas, onde se encontrariam os
“poderes” das mulheres. Segundo ela, a pesquisa acadêmica tem contribuído para a reavaliação do
“poder” das mulheres, buscando superar o discurso miserabilista da opressão, subverter o ponto de
vista da dominação através da visibilidade dada à ação das mulheres e a existência dos seus
5
SOHIET; Rachel. História das Mulheres. In CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da
História: Ensaios de Teoria e Metodologia. Rio de Janeiro: Elsevier,1997.19ª reimpressão.p. 288.
6
WOODWARD, K. Identidade e Diferença : uma introdução teórica e conceitual. In SILVA, T. T. Et all (orgs.).
Identidade e Diferença : a perspectiva dos estudos culturais.
7
Entendemos o poder aqui a partir das reflexões de Michel Foucault onde é considerado uma relação de forças , que só
pode existir na relação entre seu exercício e a resistência a ele, em contínua tensão.É algo complexo, difuso. Essas
relações utilizam métodos e técnicas muito diferentes uma das outras, segundo a época e segundo os níveis.
FOUCAULT, Michel. Estratégias, poder saber. Coleção Ditos e Escritos (IV), Rio de Janeiro: Forense Universitária,
2003. p. 231-232.
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poderes. É nesse mesmo intento que buscamos, no desenvolvimento da pesquisa, procurar trazer a
tona as resistências e consentimentos das mulheres do movimento em sua trajetória de vida, a partir
da análise do imaginário feminino do movimento, expresso tanto nas falas quanto em fontes
diversas que se entrecruzam.
As relações de trabalho informadas pelas representações dos papéis de gênero são aqui
tomadas a partir da diferenciação proposta por Hannah Arendt entre labor e trabalho8 sendo o
primeiro referido ao privado e o segundo ao público. Tomamos a discussão a partir desse ponto por
entender que os discursos referentes a “natureza” da divisão sexual do trabalho foram o “lócus”
privilegiado da construção da dominação masculina na história, pela exclusão do elemento feminino
do espaço público, diretamente referido ao político e seu confinamento ao “lar”, as tarefas de
manutenção da vida em seu sentido biológico.
As fronteiras entre o público e o privado “naturalmente” referidas ao gênero nem sempre
existiram e elas mudam com o tempo, no século XIX, conforme afirma Scott (1993) assentava-se
no discurso dos “ofícios”, que fez da linguagem do trabalho uma das mais sexuadas possíveis, a
economia política em muitos aspectos reforçará esse discurso, particularmente no que se refere a
uma suposta hierarquia entre “questões de gênero” e “questões de classe”9, comum inclusive
hodiernamente, em algumas leituras simplistas da teoria marxista.
Exemplo contundente de construção histórica dessa exclusão nos apresenta Saraceno (1995)
em um artigo em que enfoca exclusão do elemento feminino na construção do termo cidadania. Em
sua diferença em relação aos “iguais-os homens” ao mesmo tempo em que eram afirmadas como
sujeitos eminentemente familiares e responsáveis pela unidade familiar. A divisão do trabalho
dentro do casamento, não só como prática, mas como modelo em que se inspiram as estratégias
8
“O labor é a atividade que corresponde ao processo biológico do corpo humano, cujos crescimento espontâneo,
metabolismo e eventual declínio têm a ver com as necessidades vitais produzidas e introduzidas pelo labor no processo
da vida. A condição humana do labor é a própria vida[...]O trabalho é a atividade correspondente ao artificialismo da
existência humana, existência esta não necessariamente contida no eterno ciclo vital da espécie, e cuja mortalidade não
é compensada por este último. O trabalho produz um mundo artificial de coisas, nitidamente diferente de qualquer
ambiente natural. Dentro de suas fronteiras habita cada vida individual, embora esse mundo se destine a sobreviver e
transcender todas as vidas individuais. A condição humana do trabalho é a mundanidade.” ARENDT, Hanah. A
condição humana. São Paulo: Forense, 1989.p. 15, grifos meus.
9
De acordo com Burke (2002) classe é um modelo explicativo da estrutura social, construído por Karl Marx. Embora o
capítulo “Classe” em “O Capital” esteja incompleto, tentativas foram feitas para suprir essa falta, a partir de
interpretações de outros textos do mesmo autor. Para Marx classe é um grupo social com uma função específica no
processo de produção. Proprietários da terra, capitalistas e trabalhadores, que nada possuem a não ser as mãos, formam
as três grandes classes sociais correspondentes aos três fatores de produção na economia clássica: terra, trabalho e
capital. As diferentes funções dessas classes dotam-nas de interesses conflitantes e de probabilidades de pensar e de agir
de formas diferentes. Portanto história é o relato do conflito de classes. A relevância do termo para o trabalho reside no
fato de essa teoria ter influenciado sobremaneira os movimentos sindicais no mundo todo, inclusive no Brasil. BURKE,
Peter. História e teoria social. trad. Klauss Brandini Gerhardt e Roneide Venâncio Majer. São Paulo: Editora UNESP,
2002.
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individuais de homens e mulheres, afirma, continuam a ser “posições e experiências socialmente
construídas como assimetricamente complementares com base na pertença de gênero”.
Diante dessa fundamentação, em um primeiro eixo, nos propomos a analisar o Movimento
de Mulheres Agricultoras/MS, sua construção, seus desafios e ambivalências. Nesse ponto, parece
ser de fundamental importância aprofundar a questão dos embates entre os discursos de gênero e
classe no seio dos movimentos sociais de luta pela terra, no sentido de desconstruir uma leitura
muito comum (e simplista), de que a dominação de gênero “naturalmente” acabaria, com a
supressão da dominação de classe, e que, portanto, estas eram “questiúnculas”, “assuntos de
mulher”, que deveriam “ficar para depois”.
Não se trata, em absoluto, de teorizar sobre a definição de classe, não é esse o objetivo
principal do trabalho, trata-se apenas de, a partir das fontes, analisar como essa categoria oriunda do
marxismo torna ou não “invisível” o papel feminino nas relações de trabalho, e de que maneiras a
utilização do “gênero” pode fazer o contrário.
O que nos interessa é saber até que ponto a
luta/mobilização do MMA/MS para a sua formação, e suas articulações com outros movimentos
sociais, como o MST e os Sindicatos de Trabalhadores Rurais, desconstruiu ou reproduziu os papéis
de gênero, particularmente no que se refere à divisão sexual do trabalho e a militância política.
As histórias de vida, particularmente analisadas de uma perspectiva interdisciplinar, servem
para explorar as relações entre representações sociais, memória e narrativa pessoal. Os projetos que
envolvem a análise desse tipo de fonte têm, geralmente, objetivos e resultados políticos explícitos,
qual seja nesse caso em que fazemos uma “História Vista de Baixo”, um deles seria o de dar
visibilidade e voz a sujeitos/atores históricos que seriam ignorados. Entretanto, nunca há que se
perder o horizonte da objetividade, necessário ao fazer científico, ainda que isso implique um
aprofundamento, uma problematização de “subjetividades”. Questão de rigor metodológico.
Bibliografia
ARENDT, Hanah. A condição humana. São Paulo: Forense, 1989.
CHARTIER, R. À beira da falésia: a história entre certezas e inquietude. trad. Patrícia Chittoni
Ramos. Porto Alegre: Editora Universidade/UFRGS, 2002.
FALCON, F.J.C. História e Representação. In: CARDOSO, C.F., MALERBA, J. (orgs.).
Representações: Contribuição a um debate transdisciplinar. Campinas, SP: Papirus, 2000.
FOUCAULT, M. Estratégias, poder saber. Coleção Ditos e Escritos (IV), Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2003 p. 231-232)
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PERROT, Michelle. Os Excluídos da História. Operários, mulheres e camponeses. Trad. Denise
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SARACENO, C. A dependência construída e a interdependência negada. Estruturas de gênero da
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SOHIET; Rachel. História das Mulheres. In CARDOSO, Ciro Flamarion e VAINFAS, Ronaldo
(orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. Rio de Janeiro: Elsevier,1997.19ª
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SCOTT, Joan. História das Mulheres. In BURKE, Peter. A Escrita da História: Novas Perspectivas.
Trad. Magda Lopes. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1992.
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SCOTT,
Joan.
Gênero,
uma
categoria
útil
para
análise
histórica.
http://www.dhnet.org.br/direitos/textos/generodh/gen_categoria.html.Acessado em: 25 de
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TEDESCHI, L. A. História das Mulheres e as Representações do Feminino. Campinas: Ed. Curt
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WOODWARD, K. Identidade e Diferença : uma introdução teórica e conceitual. In SILVA, T. T.
Et all (orgs.). Identidade e Diferença : a perspectiva dos estudos culturais.
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