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A crescente ameaça da resistência antimicrobiana

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A crescente ameaça da resistência antimicrobiana
A crescente ameaça
da resistência antimicrobiana
Opções de ação
Sumário Executivo
A crescente ameaça
da resistência antimicrobiana
Opções de ação
Sumário Executivo
OMS/IER/PSP/2012.2
© Organização Mundial da Saúde 2012
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podem ser obtidas através do Departamento de Publicações da OMS, Organização
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e uso deste material recai sobre o leitor. Em nenhuma circunstância a OMS poderá
ser responsabilizada por qualquer prejuízo resultante da sua utilização.
Para baixar o documento completo em inglês, por favor clique aqui.
http://whqlibdoc.who.int/publications/2012/9789241503181_eng.pdf
Para requisitar uma cópia do livro em inglês, por favor contate: [email protected]
Desenho gráfico por CommonSense na Grécia
Impresso pelo Serviço de produção de documentos da OMS, Genebra, Suíça
Prefácio
Além de constituir um enorme ônus financeiro que
os orçamentos dos serviços de saúde nacionais mal
podem arcar, a RAM tem consequências econômicas
muito além do setor saúde com repercussões
negativas em viagens internacionais e no comércio,
como reflexo da disseminação transfronteriça de
infecções resistentes. O custo da inércia contra
a RAM deve ser considerado ao se decidir sobre
a alocação de recursos e avaliação de intervenções.
Sabemos como e porque a RAM se desenvolve,
que fatores que favorecem o seu aparecimento
e propagação e quais as medidas que devem
ser tomadas para limitá-la. Por que então estamos
agora diante de uma crise iminente no tratamento
de tantas infecções? Este livro “A crescente ameaça
da resistência antimicrobiana – opções para ação”
e este sumário executivo descrevem o contexto
do problema, alguns dos progressos alcançados
nos últimos anos para combatê-la e o que mais deve
ser feito. Sem dúvida, que mais informações e novas
ferramentas são necessárias, mas as estratégias
e intervenções disponíveis minimizam a escala e
o impacto da RAM e maximizam a vida útil e efetiva
dos antibióticos existentes. Muito mais pode ser
alcançado com o melhor uso e disseminação destas
medidas e acredita-se que existam muitas outras
oportunidades para inovação nesta área.
As infeções que são cada vez mais resistentes
aos antibióticos representam um peso enorme
nas doenças, afetando muitas vezes, desproporcionalmente os países em desenvolvimento.
A utilização de grandes quantidades de antibióticos
na produção de ração animal acrescenta outra
dimensão a uma situação complexa. Diversos
setores e serviços estão envolvidos e cada um,
desde a saúde pública à criação animal, tem
um papel importante a desempenhar na luta contra
a resistência antimicrobiana. A responsabilidade
deve ser compartilhada e a coordenação
das diferentes contribuições necessárias exige
uma liderança firme, recursos adicionais e um
compromisso sólido dos vários níveis.
Há muito tempo que a Organização Mundial da
Saúde (OMS) reconhece a RAM como uma ameaça
crescente à saúde global e a Assembleia Mundial
da Saúde, através de várias resoluções ao longo
de duas décadas, vem insistindo junto aos Estados
membros e a comunidade internacional a tomarem
medidas no sentido de limitar o surgimento e
a propagação da RAM. A estratégia global da OMS
para a contenção da resistência antimicrobiana,
publicada em 2001, estabeleceu um conjunto
de recomendações abrangentes para o controle
da RAM, que permanecem válidas até hoje.
Este livro examina, dez anos depois, a experiência
com a implementação de algumas dessas
recomendações, as lições aprendidas e as lacunas
ainda existentes. No Dia Mundial da Saúde de 2011,
a OMS mais uma vez destacou a RAM e insistiu
para que os países se comprometam com um plano
de financiamento nacional alargado para combater
a RAM, envolvendo todos os principais parceiros
incluindo a sociedade civil.
Tenho o prazer de apresentar este livro durante
o ano escolhido pela OMS para a campanha
enfatizando a importância da RAM. Ele atesta
o compromisso da Organização para promover
e facilitar a ação global para conter a RAM
e garantir que antibióticos eficazes estarão
disponíveis mundialmente no futuro.
Dr Marie-Paule Kieny
Diretora-geral assistente
Núcleo de Inovação, Informação, Evidência e Pesquisa
Organização Mundial da Saúde
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A crescente ameaça da resistência antimicrobiana. Opções de ação
A resistência antimicrobiana (RAM) não é um
fenômeno recente, mas um problema crítico de
saúde, hoje em dia. Durante várias décadas e em
diferentes níveis, as bactérias responsáveis pelas
infecções comuns desenvolveram resistência a cada
novo antibiótico criado e a RAM evoluiu, tornando-se
uma ameaça à saúde mundial. Com a escassez
de novos antibióticos no mercado, a necessidade
de medidas para evitar uma crise global na área
da saúde é cada vez mais urgente.
A crescente ameaça da resistência antimicrobiana
Opções de ação
A crescente ameaça da resistência antimicrobiana. Opções de ação
6
A ameaça à saúde pública devido ao crescimento
da resistência antimicrobiana (RAM) é impulsionada
tanto pelo uso adequado como inadequado de
medicamentos anti-infecciosos utilizados na saúde
humana e animal bem como na produção de
alimentos e, ainda, com medidas inapropriadas
para controlar a disseminação de infecções.
Reconhecendo esta crise de saúde pública,
vários países, agências internacionais e outras
organizações em todo o mundo tomaram medidas
para combatê-la através de estratégias aplicadas
nos setores relevantes. Várias resoluções da
Assembleia Mundial da Saúde têm alertado
para ações específicas relacionadas com a RAM
e a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou
sua estratégia global para conter a RAM em 2001 e,
no Dia Mundial da Saúde de 2011, convidou os
países a aderirem a um pacote de políticas de seis
pontos: (1) compromisso com um plano nacional
orçamentário abrangente que seja responsável
e envolva a sociedade civil, (2) reforço da vigilância
e capacidade laboratorial, (3) garantia de acesso
ininterrupto a medicamentos essenciais de qualidade
garantida, (4) regulamentação e promoção do uso
racional de medicamentos na pecuária e garantia
de os cuidados adequados ao paciente, (5)
aprimoramento da prevenção e do controle de
infecções e (6) promoção de inovação, pesquisa e
desenvolvimento de novas ferramentas.
O livro da OMS “A crescente ameaça da resistência
antimicrobiana - opções de ação” 1 descreve
exemplos de políticas e experiências de intervenções
relacionadas com a RAM em diferentes partes do
mundo. Descreve também alguns dos progressos
alcançados desde a publicação da estratégia da
OMS de 2001. Chama a atenção para áreas onde
não existe o conhecimento e onde são necessárias
ações urgentes. O objetivo do livro é sensibilizar
sobre a RAM e estimular esforços adicionais para
cumprir as recomendações delineadas na estratégia
de 2001 e no pacote de políticas do Dia Mundial
1. http://whqlibdoc.who.int/publications/2012/9789241503181_eng.pdf
da Saúde de 2011. Embora muito do que esteja
descrito aqui seja de conhecimento da comunidade
científica, falta ainda sensibilização no plano político.
Portanto, um objetivo específico é encorajar
os decisores políticos e a comunidade global
a comprometerem-se numa ação intensificada
contra a resistência antimicrobiana.
O livro enfoca cinco das áreas mais importantes
para o controle da resistência aos antibióticos
reconhecidos pela estratégia da OMS de 2001,
a saber: vigilância, uso racional nos seres humanos,
uso racional em animais, inovações e prevenção
e controle de infecções. Destaca-se o compromisso
político como um pré-requisito indispensável para
a ação nas cinco áreas enfocadas neste livro.
RAM como um problema de saúde pública
Muitos pacientes em todo o mundo sofrem
as consequências da RAM, pois as infecções
já não são suscetíveis aos medicamentos
comuns utilizados no seu tratamento. Dados
provenientes de todo o mundo confirmam que
a RAM, incluindo a resistência a múltiplos agentes,
tem aumentado para vários patógenos responsáveis
por infecções em unidades de saúde e na
comunidade.
Muitos dos avanços médicos dos últimos anos,
tais como a quimioterapia para o tratamento
do câncer e o transplante de órgãos, dependem
da disponibilidade de medicamentos
anti-infecciosos. As consequências previsíveis
da resistência antimicrobiana são o aumento
da morbidade, o prolongamento das doenças,
o maior risco de complicações e o aumento
da mortalidade. O ônus econômico inclui a perda
da produtividade (perda do rendimento,
diminuição da produtividade do trabalhador,
tempo gasto pela família) e o aumento dos custos
diagnósticos e de tratamento (consultas,
infraestrutura, rastreamento, custo de equipamentos,
medicamentos).
A RAM ameaça o atendimento tanto em países
de alto rendimento como em países com recursos
limitados - afetando igualmente os procedimentos
terapêuticos de alta complexidade como o controle
de rotina para doenças infecciosas comuns.
Uma vez que a resistência tenha se manifestado,
as bactérias resistentes podem espalhar-se nos
hospitais e nas comunidades.
A evolução da RAM está associada com a escassez
de novos antibióticos que ainda estão em processo
de desenvolvimento. Isto possibilita que infecções
intratáveis e multirresistentes se tornem cada vez
mais comuns. É particularmente preocupante, pois
após o aparecimento, a resistência antimicrobiana
é irreversível ou caracteriza-se por uma reversão
muito lenta apesar da introdução de programas
de contenção e vigilância. Consequentemente,
a implementação precoce de intervenções para
evitar o desenvolvimento inicial e/ou a propagação
da RAM pode ser considerada uma política chave
de saúde pública.
Vigilância da resistência antimicrobiana
e da utilização de antimicrobianos
Uma vigilância eficaz é fundamental para os esforços
de controle nacionais e internacionais da resistência
antimicrobiana (RAM). O rastreamento do uso de
antibióticos e o surgimento e disseminação de cepas
de bactérias resistentes são informações e
ferramentas necessárias para orientar a política e
avaliar as ações realizadas para promover o uso
adequado de antimicrobianos em todos os níveis, do
local ao global. Estas informações ajudam a entender
as consequências no atraso das ações de controle.
Existem grandes variações entre regiões e países e
mesmo dentro de cada país em sua capacidade de
vigilância da RAM e do uso bem sucedido de dados
que permitam mudanças nas políticas e práticas
nacionais levando à redução do uso de
antimicrobianos com a redução subsequente da
RAM em alguns casos. No entanto, existe um longo
caminho a percorrer antes que o uso de
antimicrobianos e a vigilância da resistência
antimicrobiana sejam estabelecidos em todo o
mundo. Em países com recursos limitados e
sistemas de saúde comparativamente enfraquecidos,
existem limitações na infraestrutura, pessoal
treinado, criação de redes e coordenação. Em países
onde existe uma vigilância eficaz, os fatores críticos
para o sucesso parecem estar relacionados com o
apoio político e sistemas de saúde robustos.
Os métodos para a obtenção de dados são muitas
vezes problemáticos, especialmente no que concerne
os dados sobre utilização de antimicrobianos.
Estudos e inquéritos bem desenhados e em pequena
escala, tais como pesquisas de indicadores em
diferentes contextos, podem ser eficazes para
compreender a situação geral e para identificar áreas
prioritárias de intervenção. A tendência pode ser
determinada através da repetição destas pesquisas
a intervalos específicos. Os dados sobre o ônus
da RAM tais como o fracasso do tratamento e custos
adicionais, são raros, especialmente a nível
comunitário. Os dados hospitalares de países
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A crescente ameaça da resistência antimicrobiana. Opções de ação
Estimativas europeias sobre o ônus médico
e econômico resultante de infecções resistentes
indicam que o aumento da mortalidade causada
por infecções bacterianas hospitalares resistentes
excede as 25 000 mortes por ano. Fora a
morbidade/mortalidade adicional para o paciente,
os custos da atenção à saúde e perdas de
produtividade atribuíveis são estimados em pelo
menos € 1,5 bilhão por ano. Para infecções
contraídas no seio da comunidade, o efeito da RAM
sobre o ônus global da doença é menos claro. Outra
consequência da RAM em infecções em unidades de
saúde e em ambientes comunitários é a necessidade
de prescrever medicamentos cada vez mais novos
e dispendiosos – alguns dos quais também estão
associados a altos índices de efeitos adversos.
de alta renda demonstram que estes custos podem
ser consideráveis.
A crescente ameaça da resistência antimicrobiana. Opções de ação
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Utilização racional e regulação
de antimicrobianos
O aparecimento da resistência antimicrobiana
é uma consequência da sua utilização. Esta
relação é evidente tanto para indivíduos como
para populações. Enquanto que os antibióticos
são essenciais para curar algumas infecções,
o seu uso indevido ocorre, de forma significativa,
em grande parte do mundo geralmente sob a forma
do uso abusivo e desnecessário, o que aumenta
a pressão seletiva sobre as bactérias para que
desenvolvam resistência.
Existem muitas opções disponíveis para reduzir
o uso desnecessário de antibióticos, mas colocar
essas medidas em prática é frequentemente
problemático. É necessária liderança política nos
países, mas o compromisso para enfrentar
a questão por meio de políticas e regulamentos
pode ser um obstáculo. A forma de implementar
estas intervenções nem sempre é clara – e,
enquanto que a redução do uso desnecessário
de antibióticos é importante, também é necessário
que se assegure o uso de medicamentos essenciais
para aqueles que o necessitam.
A estratégia global da OMS de 2001 para a
contenção da RAM destaca recomendações
específicas incluindo a capacitação, apoio
à escolha de tratamentos baseados nos melhores
serviços de diagnóstico e formas de tratamento
encorajando restrições à prescrição, instituindo
auditorias e feedback nas prescrições e
implementando regulamentos para a qualidade,
a promoção e a distribuição de medicamentos.
Existem exemplos encorajadores de ações
destinadas a reduzir o uso excessivo de
antimicrobianos provenientes de diferentes partes
do mundo, com resultados bem sucedidos, incluindo
a melhor utilização e redução do uso de antibióticos
e redução dos custos sendo que, em alguns casos,
ficou demonstrado um impacto sobre a RAM.
No entanto, há grandes variações no grau de
implementação e integração destas intervenções
nos sistemas de saúde dos diversos países.
No âmbito global, a resistência antimicrobiana não
impõe um grau de compromisso político justificado
pela ameaça real, já que as prioridades e as
capacidades dos sistemas de saúde diferem entre
países. Combater nacionalmente o uso inapropriado
de antibióticos requer uma abordagem de todo
o sistema cuja responsabilidade final recai sobre
os governos. É necessário que haja uma
regulamentação de forma a garantir a qualidade
dos medicamentos, a proteção da cadeia
de abastecimento e o controle da prescrição
e dispensação de medicamentos, mas o
regulamento e o enquadramento legal necessários
parecem ser inadequados em muitos países.
É imprescindível que haja liderança política e apoio
às ações promovidas nas unidades de saúde para
melhorar a prescrição e obter dados que orientem
as políticas locais. Intervenções destinadas aos
distribuidores e representantes de vendas estão
sendo testadas e implementadas, mas é necessário
ampliá-las. Uma abordagem de baixo para cima,
envolvendo comunidades, pacientes e profissionais
de saúde pode ser útil, utilizando a capacitação
e sensibilização como forma de envolver todas
as partes interessadas.
O uso de antimicrobianos na pecuária
Antibióticos são usados em maior quantidade em
animais saudáveis destinados à alimentação do que
no tratamento de doenças em pacientes humanos.
Na pecuária, os antibióticos são usados
extensivamente para prevenir doenças e para
promover o crescimento dos animais, prática que
envolve a administração simultânea e em massa
deste tipo de medicamento. Esta prática constitui
a principal diferença entre o uso de antibióticos em
animais e em seres humanos. Alguns dos mesmos
antibióticos ou substâncias são utilizados em
Parecem existir grandes diferenças nas quantidades
de agentes antimicrobianos utilizados por quilograma
de carne produzida em países de rendimentos
elevados, que são responsáveis por 70% da
produção mundial de carne. Os grupos de trabalho
organizados pela Organização Mundial da Saúde
(OMS), pela Organização das Nações Unidas para a
Agricultura e Alimentação (FAO) e pela Organização
Mundial da Saúde Animal (OIE) propuseram opções
de ações a serem tomadas pelas autoridades
nacionais e internacionais. Intervenções em larga
escala estão sendo instituídas em vários países,
destinadas principalmente a reduzir o uso de
substâncias específicas de agentes antimicrobianos
utilizados na prática clínica humana. As medidas a
serem tomadas incluem a introdução e a aplicação
de regulamentos, de métodos para promover o uso
prudente de antibióticos e de medidas para melhorar
a saúde animal, com o intuito de reduzir a
necessidade do uso de antibióticos. Várias
intervenções deste tipo têm permitido uma redução
significativa da RAM, mas este não é sempre o caso.
Permanecem ainda lacunas e desafios importantes.
É necessária mais informação sobre a prevalência da
RAM em bactérias de origem animal e o seu impacto
na saúde humana, sobre a quantidade de
antibióticos usados para diferentes situações e sobre
as classes de antibióticos utilizados. As avaliações e
gestões de risco são dificultadas pela falta de dados
e/ou incapacidade de acesso aos dados disponíveis.
Legislações e enquadramentos regulatórios para
a aprovação de medicamentos veterinários e para
o controle de sua utilização devem ser fortalecidos
em muitos países. A capacidade para implementar
intervenções varia bastante assim como é
largamente desconhecido o impacto potencial de
intervenções específicas em diferentes contextos.
Prevenção e controle de infecções
O ambiente hospitalar favorece o aparecimento
e a disseminação de bactérias resistentes.
As medidas de prevenção e controle de infecções
destinam-se a prevenir a propagação de patógenos,
incluindo aqueles com RAM dentro e entre unidades
de saúde e instalações comunitárias e vice-versa.
Intervenções para promover mudanças individuais
em unidades de saúde envolvem estruturas
organizacionais, recursos humanos, diretrizes,
protocolos e práticas de monitoramento e avaliação,
infraestrutura e ligações com serviços públicos
de saúde. Adicionalmente às medidas padrão
de prevenção e controle de infecção, existem
recomendações específicas sobre patógenos
resistentes.
Muitas unidades de saúde e países têm obtido
grandes progressos na implementação das medidas
de prevenção e controle da infecção e recentemente
também têm surgido várias inovações bem
recebidas neste campo. A OMS tem liderado
e coordenado o desenvolvimento de orientações
sobre os principais componentes da prevenção
e controle da infecção baseando-se nos princípios
da evidência. No entanto, existem diferenças
consideráveis entre países, e mesmo dentro
de um próprio país, na forma como as medidas
de prevenção e controle de infecção são
implementadas. Unidades de saúde em alguns
países não possuem nem mesmo os elementos
básicos para a prevenção e controle de infecção.
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A crescente ameaça da resistência antimicrobiana. Opções de ação
animais destinados à alimentação e na medicina
humana, levando ao risco real de surgimento e
disseminação de bactérias resistentes, incluindo
aquelas capazes de causar infecções em animais
e pessoas. A importância dos animais destinados
à alimentação como reservatórios de patógenos
humanos resistentes está bem documentada.
A disseminação de genes resistentes a partir de
bactérias de origem animal para bactérias humanas
é outro perigo potencial. Os problemas associados
com o uso de antibióticos na criação de animais
incluindo a pecuária, avicultura e a pesca estão
crescendo em todo o mundo sem que existam
evidências concretas de sua necessidade ou
benefícios, levando ao crescente reconhecimento
da necessidade de uma ação urgente.
A crescente ameaça da resistência antimicrobiana. Opções de ação
10
Análises situacionais tanto em âmbito nacional
quanto nas unidades de saúde ajudariam a definir
o estado atual de forma a obter metas realistas
para o contexto local e desenvolver estratégias
que conduzam a um aprimoramento progressivo.
As lacunas e os desafios incluem: falta de dados
relacionados com as infecções nos cuidados de
saúde e uma inadequada capacidade laboratorial
em muitas partes do mundo; ausência de regras
uniformes, definições e métodos de coleta de
dados; informações insuficientes sobre a eficácia
de intervenções específicas e recursos necessários
para uma implementação eficaz e sustentável.
Fomentar a inovação
São necessárias estratégias e tecnologias
inovadoras que variem desde a área científica
até os aspectos financeiros e reguladores, para
aliviar a escassez de novos antibióticos e outros
produtos destinados a limitar a resistência
antimicrobiana. Buscam-se várias abordagens
inovadoras, porém é necessário muito mais.
A inovação floresce em um ambiente propício.
Enquanto os medicamentos antimicrobianos são
o pilar do tratamento contra infecções bacterianas,
os meios diagnósticos e as vacinas desempenham
importantes papéis complementares, promovendo
a utilização racional desses medicamentos
e prevenindo infecções que requerem tratamento
antimicrobiano. O ritmo com que os novos
produtos chegam ao mercado não acompanha
as crescentes exigências geradas pela necessidade
de melhorias no tratamento antimicrobiano. Definir
prioridades para a pesquisa e desenvolvimento
envolve escolhas estratégicas e a identificação
de tecnologias complementares.
Ambos os aspectos científico e financeiro refletem
os desafios à pesquisa e ao desenvolvimento.
O fortalecimento da infraestrutura, desde os bancos
de amostras para diagnóstico até um acesso
mais amplo às bibliotecas de medicamentos, bem
como na área de recursos humanos, tem facilitado
a pesquisa colaborativa. Mecanismos de
financiamento cuidadosamente ponderados –
incentivos “push and pull” – estão sendo utilizados
para estimular o crescimento da pesquisa
e desenvolvimento em novas tecnologias. Este tipo
de incentivo, que separa o retorno do financiamento
investido do volume de vendas, tal como é o caso
do financiamento público de ensaios clínicos e
da prestação de serviços que ajudam a testar
compostos promissores, está a ser explorado em
alguns países. Estes incentivos poderiam também
reduzir o uso inadequado de antibióticos, evitando
a necessidade de vender grandes quantidades
para melhorar o retorno sobre o capital investido.
Estratégias como a aquisição conjunta e
compromissos de mercado avançados podem ajudar
a criar novos mercados que assegurem o retorno
do investimento do setor privado. Perfis de produtos
alvo estão sendo utilizados com maior frequência
de forma a ajudar a alinhar os objetivos da saúde
pública com incentivos econômicos, especialmente
no setor de pesquisa e desenvolvimento
farmacêuticos para facilitar o retorno do capital
investido pelo setor público. Inovações como
a partilha de conhecimento e repositórios de acesso
aberto mostram sinais promissores.
Os requerimentos de regulação têm um papel
importante na orientação da pesquisa e
desenvolvimento existindo uma necessidade
de fornecer orientações claras à indústria. O uso
estratégico e criterioso dos direitos de propriedade
intelectual pode ser tanto um incentivo como
um obstáculo. Novas oportunidades podem resultar
do apoio a uma maior participação dos países
em desenvolvimento em projetos de pesquisa
e desenvolvimento, incluindo pequenas empresas
de biotecnologia e instituições acadêmicas. Para
atender a ambos os desafios da maior inovação
e preços acessíveis dos produtos finais, há uma
necessidade de buscar alternativas piloto para
pesquisa e desenvolvimento farmacêuticos
e para a execução de ações por parte de uma ampla
gama de interessados.
O desenvolvimento de resistência por um número
crescente de patógenos a um número também
cada vez maior de antibióticos é um problema
de saúde pública que vem aumentando ao longo
de várias décadas. Este fato alcançou uma escala
e distribuição tamanhas que levou a OMS a
reconhecer a RAM como uma crise de saúde pública
global. A resistência antimicrobiana é tanto um
problema médico como econômico, que repercute
em todo o mundo, incluindo os países de baixa
renda, onde o peso das doenças infecciosas
é geralmente maior e o acesso, disponibilidade
e custo dos medicamentos são mais limitados.
É clara a necessidade dos governos em criar
ambientes adequados para a implementação de
ações eficazes. Olhando para o futuro, a mensagem
principal extraída de experiências passadas é que
a RAM pode ser contida, se não totalmente
prevenida e que somente um esforço concentrado
irá assegurar que ela não constituirá uma ameaça
à saúde pública a longo prazo.
A gravidade da situação da resistência
antimicrobiana é, hoje em dia, bem reconhecida pela
maioria dos decisores políticos, cientistas e
profissionais que trabalham em áreas relevantes
assim como pela sociedade civil, incluindo grupos
de defesa dos direitos dos pacientes. Ao se definir
as principais facetas da resistência antimicrobiana o que a impulsiona, o que pode ser feito - ilustradas
por experiências práticas provenientes de todo
o mundo, este livro procura encorajar mais esforços
nacionais e internacionais, bem como iniciativas
adicionais destinadas a combater a RAM. Ações
nacionais e internacionais que lidam com a
resistência antimicrobiana têm mostrado o que pode
ser feito, muitas vezes com bons resultados, mas
de modo geral estes esforços têm tido um alcance
limitado e uma coordenação deficiente. As razões
por trás da falta de determinação, em todo o mundo,
para combater a resistência antimicrobiana incluem,
talvez, uma suposição generalizada de que os
avanços científicos acabarão por resolver
o problema, através de um suprimento infinito
de medicamentos anti-infecciosos novos e mais
potentes. A realidade, porém, é que existem
somente alguns novos antibióticos e que a pesquisa
nesta área não é uma prioridade da indústria
farmacêutica.
Existe um amplo consenso internacional sobre
as principais áreas de ação e quais as medidas
específicas que devem ser tomadas. Tem-se
destacado o compromisso político para liderar
e apoiar uma ação concentrada em todas as áreas
relevantes, como um pré-requisito para uma
abordagem abrangente e um esforço multilateral
coordenado contra a RAM. As decisões sobre
as intervenções devem balancear a necessidade
de fornecer, hoje, aos pacientes uma terapia
antimicrobiana eficaz com a necessidade
de preservar a utilidade dos medicamentos para
as gerações futuras.
Uma série de estratégias e medidas têm sido
implementadas com sucesso, e não apenas nos
países mais ricos. Todas requerem algum grau
de liderança e apoio político. Manter e desenvolver
em cima destes ganhos requer que se assegurem
recursos financeiros, humanos e capacidades
de infraestrutura, o que acontece na maioria dos
programas de saúde de muitos países. É preciso
uma gama de intervenções, mas nem todas são
necessárias ou relevantes em todos os países ou
contextos. Uma vez que as circunstâncias locais e
o estado atual da resistência antimicrobiana diferem
largamente entre e dentro dos países, um passo
inicial lógico, seria a análise da situação de cada
país para a elaboração de um programa anti-RAM
abrangente. É essencial priorizar estratégias,
medidas e recursos nacionais e para alcançar este
objetivo, devem-se fomentar parcerias e estreitar
a colaboração entre formuladores de politicas,
academia, gestores e profissionais, assim com
outros grupos de interesse. É também necessário
que se aumente a colaboração entre as disciplinas
dos diferentes setores. Por exemplo, no setor saúde,
11
A crescente ameaça da resistência antimicrobiana. Opções de ação
O caminho a seguir: compromisso político
que possibilite opções de ação
A crescente ameaça da resistência antimicrobiana. Opções de ação
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entre os envolvidos na promoção do uso racional
de medicamentos e os envolvidos na prevenção
e controle da infecção. A OMS procura estimular
a reflexão e a ação política nessa direção, discutindo
a abrangência de questões e ações chave dentro
de um livro, provavelmente pela primeira vez, com
o intuito de auxiliar os formuladores e decisores
políticos e sensibilizar todas as partes interessadas
pela resistência antimicrobiana.
Intervenções focadas, por exemplo, em hospitais,
farmácias, consultórios médicos e veterinários,
estão em curso em muitos países, mas poucos
possuem atividades abrangentes, coordenadas
e financiadas nacionalmente. Estes são, na maioria,
países de alto rendimento com forte capacidade
de gestão e infraestrutura adequada. Porém, onde
existe compromisso, sobretudo político, alguns
países menos desenvolvidos também estão
alcançando progressos importantes, mostrando o
caminho para outros. O fortalecimento dos sistemas
de saúde é uma questão importante para a maioria
das iniciativas de saúde pública que permitirá aos
países participarem e beneficiarem-se plenamente
dos esforços globais para lidar com o problema.
O compromisso dos formuladores e decisores
políticos será essencial para garantir a liderança
e apoio a esses esforços.
Embora a maioria das ações em grande escala,
descritas aqui, se caracterize por uma abordagem
de “cima para baixo” instalada com o apoio
governamental, existem outros exemplos de sucesso
onde as atividades foram iniciadas por alguns
indivíduos e grupos motivados e que mais tarde
foram gradualmente alargadas a uma escala
nacional. Este é provavelmente um modelo útil
a ser seguido, particularmente em locais onde
os recursos nacionais disponíveis para ações de
grande escala não são suficientes na fase inicial.
Este modelo exige liderança e apoio político
no engajamento e empoderamento para a ação.
Para preencher as lacunas de conhecimento,
é importante incorporar mecanismos de
monitoramento e avaliação de impacto, recursos
e sustentabilidade para as medidas tomadas.
O papel da OMS é facilitar a ação global através
do estímulo ao compromisso político, defendendo
a ação, moldando a colaboração entre as diferentes
partes, facilitando o desenvolvimento de orientações,
normas e padrões baseados na evidência científica,
e desenvolvendo ferramentas para que os países
possam implementar intervenções e avaliações
específicas. O apoio da OMS é fundamental no
fortalecimento de estratégias e redes de vigilância
globais e na definição de uma agenda de
investigação da RAM.
Embora ainda exista muito a ser aprendido sobre
o impacto da resistência antimicrobiana nos
indivíduos, sociedades e países, a necessidade
de obter informações adicionais não deve retardar
as iniciativas anti-RAM nacionais ou internacionais,
das quais existem inúmeros exemplos de sucesso.
Pode-se explorar outras oportunidades de inovação
em áreas que abrangem todo o universo da
investigação científica, pesquisa e desenvolvimento
de novos produtos, mecanismos de financiamento,
aspectos regulatórios, marketing e prestação de
serviços.
Considerando que a resistência antimicrobiana
é um problema complexo com diversos fatores
contribuintes, enfrentá-la de forma eficaz envolve
necessariamente a contribuição de muitas pessoas
e grupos da sociedade. Isso pode ser entendido
como um fator desencorajador que pode levar à
apatia e inércia, onde as pessoas podem sentir que
seus esforços individuais não valem à pena. Muito
pelo contrario, é importante frisar que os esforços
em todos os níveis são essenciais e que a advocacia
é imprescindível para convencer e incentivar
as pessoas, desde pacientes a decisores políticos,
a darem a sua contribuição e a fazerem parte da
solução, não do problema. É crucial a liderança
por parte dos governos para motivar, apoiar
e sustentar estes esforços, se o caminho a seguir
for em direção à disponibilidade a longo prazo,
para os medicamentos antimicrobianos eficazes.
Agradecimentos
Coordenado pela OMS, sob os auspícios de Sir
Liam Donaldson, enviado especial da OMS para
a segurança do paciente, e com os pareceres
de peritos como David Heymann, presidente da
Agência de proteção para a saúde (Reino Unido)
e de Didier Pittet, Diretor do programa de controle
de infecções, Hospital Universitário de Genebra
(Suiça), técnicos de todo o mundo trabalharam
durante mais de dois anos, em cinco áreas centrais
para a resistência antimicrobiana. A OMS agradece
a todos os que contribuíram como autores no
desenvolvimento deste livro, tal como listado abaixo.
Deve-se também um reconhecimento às equipes
técnicas da OMS e aos especialistas internacionais
que desenvolveram a estratégia global da OMS para
contenção da resistência antimicrobiana, de 2001,
e os resumos sobre políticas para o Dia Mundial
da Saúde de 2011, liderados por Mario Raviglione,
Diretor do Stop TB (Stop Tuberculose) e Hiroki
Nakatani, Diretor geral adjunto, bem como à equipe
do Stop TB e a todos aqueles que revisaram as
várias versões.
Reconhece-se a contribuição financeira da
Agência Sueca para o Desenvolvimento
Internacional (SIDA), através da ação para
a resistência aos antibióticos (ReAct), de Uppsala,
Suécia no design desta publicação.
Deve-se ainda agradecer aos seguintes profissionais
do programa de segurança do paciente da OMS:
Elizabeth Mathai pela sua liderança na harmonização
e edição das contribuições do diferentes peritos
e a Gerald Dziekan que, além de editar, direcionou
e coordenou o processo de desenvolvimento desde
a consulta até à finalização. A coordenadora
do programa, Itziar Larizgoitia Jauregui, o Diretor,
Najeeb Al-Shorbaji, e a Diretora geral adjunta
Marie-Paule Kieny, supervisionaram o projeto
na sua totalidade.
Gostaríamos de agradecer à rede ePORTUGUÊSe
pela tradução deste sumário executivo ao português.
Autores e Contribuições (por ordem alfabética)
Capítulo 1. A crescente ameaça da resistência
antimicrobiana
Autores: M. Lindsay Grayson, University of
Melbourne, Australia; David Heymann, Health
Protection Agency, UK; Didier Pittet, Hôpitaux
Universitaires de Genève, Switzerland.
Capítulo 2. Vigilância da resistência antimicrobiana
e da utilização de antimicrobianos
Autores: Hajo Grundmann, National Institute for
Public Health and the Environment, The Netherlands;
Thomas F. O’Brien, Brigham and Women’s Hospital,
USA; John M. Stelling, Brigham and Women’s
Hospital, USA.
Contribuições: Luis Bavestrello Fernández, Centro
Médico Clinica Re aca, Chile; John Chalker,
Management Sciences for Health, USA; Marcelo
Galas, Instituto Nacional de Enfermedades
Infecciosas, Argentina; Herman Goossens,
University of Antwerp, Belgium; Elizabeth Mathai,
World Health Organization, Switzerland; Sachiko
Satake, Gunma University, Japan.
Capítulo 3. Medidas para assegurar uma melhor
utilização de antibióticos
Autoress: Otto Cars, Action on Antibiotic Resistance
(ReAct), Sweden; Andreas Heddini, Action on
Antibiotic Resistance (ReAct), Sweden; Stuart Levy;
Tufts University School of Medicine, USA.
Contribuições: Inge Gyssens, Radboud University
Nijmegen Medical Centre, The Netherlands; Stephan
Harbarth, Hôpitaux Universitaires de Genève,
Switzerland; Kathleen Holloway, World Health
Organization Regional Office for South-East Asia,
13
A crescente ameaça da resistência antimicrobiana. Opções de ação
Esta publicação foi produzida pelo programa
de segurança do paciente da OMS como parte
do seu compromisso para promover tratamentos
mais seguros em todo o mundo. Resulta de
um processo de consulta internacional iniciado
em 2008 e que reuniu mais de 50 especialistas
no domínio da resistência antimicrobiana.
A crescente ameaça da resistência antimicrobiana. Opções de ação
14
India; Keith P. Klugman, Emory University, USA;
David Ofori-Adjei, Centre for Tropical Clinical
Pharmacology and Therapeutics, Ghana; Iruka
Okeke, Haverford College, USA; Eva M.A. Ombaka,
Business Network International (BNI) Tanzania
Pwani, United Republic of Tanzania; Chitr
Sitthi-Amorn, Chulalongkorn University, Thailand.
Capítulo 4. Reduzir o uso de antimicrobianos
na produção animal
Autores: Frank M. Aaerestrup, Technical University
of Denmark, Denmark; Awa Aidara-Kane, World
Health Organization, Switzerland.
Contribuições: Peter Collignon, Canberra Hospital,
Australia; Ran Lu, Chinese Center for Disease
Control and Prevention, People’s Republic of China;
Scott McEwen, University of Guelph, Canada; Eric
Mitema, University of Nairobi, Kenya; Gérard Moulin,
Agence Nationale du Médicament Vétérinaire
(ANMV), France; Enrique Perez-Gutierrez, World
Health Organization, Republic of Panama; H. Morgan
Scott; Kansas State University College of Veterinary
Medicine, USA.
Capítulo 5. Prevenção e controle de infecções
na unidades de saúde
Autores: Barry Cookson, Health Protection Agency,
UK; Petra Gastmeier, Charité University Hospital,
Germany; Wing-Hong Seto, Queen Mary Hospital,
Hong Kong SAR, People’s Republic of China.
Contribuições: Benedetta Allegranzi, World Health
Organization, Switzerland; Hu Bijie, Zhongshan
Hospital of Fudan University, People’s Republic
of China; Ian Gould, Aberdeen Royal Infirmary, UK;
Victor Lim, International Medical University,
Malaysia; Ralf-Peter Vonberg, Institute for Medical
Microbiology and Hospital Epidemiology, Germany.
Capítulo 6. Fomentar a inovação para combater
a resistência antimicrobiana
Autores: Shaoyu Chang, Duke University, USA;
Anthony So; Duke University, USA.
Contribuições: Robert A. Bonomo, Case Western
Reserve University, USA; Kelly Chibale, University
of Cape Town, South Africa; Ramanan Laxminarayan,
Center for Disease Dynamics, Economics and Policy,
USA; Evan Lee, Foundation for Innovative New
Diagnostics (FIND), Switzerland; Rohit Malpani,
Oxfam America, USA; Piero Olliaro, UNICEF/UNDP/
World Bank/WHO Special Programme on Research
and Training in Tropical Diseases, Switzerland;
Rosanna Peeling, London School of Hygiene and
Tropical Medicine, UK; Nina Schwalbe, Global
Alliance for Vaccines and Immunization, Switzerland;
Els Torreele, Open Society Foundations, USA;
Bernhard H. Weigl; PATH, USA.
Capítulo 7. O caminho a seguir: compromisso
político para possibilitar as opções de ação
Autores: Gerald Dziekan, Itziar Larizgoitia Jauregui,
Elizabeth Mathai, World Health Organization,
Switzerland.
Edição do livro e gestão do projeto
Edição: Lindsay Martinez, Switzerland.
Gestão do projeto: Gerald Dziekan, Itziar Larizgoitia
Jauregui e Elizabeth Mathai, com apoio de
Katthyana Aparicio, Armorel Duncan, Margaret
Kahuthia e Laura Pearson, WHO, Switzerland.
A crescente
ameaça
da resistência
antimicrobiana
Organização Mundial da Saúde
20 Avenue Appia
CH-1211 Geneva 27, Switzerland
Tel.: +41 22 791 5060
Email: [email protected]
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