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Rede Ipê: Política de Uso Comitê Gestor RNP

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Rede Ipê: Política de Uso Comitê Gestor RNP
Rede Ipê: Política de Uso
Comitê Gestor RNP
Outubro de 2007
Este documento apresenta as condições e políticas de uso aceitável da rede Ipê, incluindo a
qualificação de instituições e projetos, tipos de serviços disponíveis e procedimentos para sua
operacionalização. (revisão em 2007)
RNP/DOC/0108d
Versão Final
Sumário
1. Definições ..................................................................................................................................... 3
2. Princípios Gerais ........................................................................................................................... 4
3. Política de Uso .............................................................................................................................. 5
4. Condições de Uso ......................................................................................................................... 6
5. Situação particular de restrição de trânsito commodity.................................................................... 7
Rede Ipê: Política de Uso – Comitê Gestor RNP
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1.
Definições
Rede Ipê: Infra-estrutura de serviços avançados de redes para aplicações de ensino e pesquisa;
Organização Usuária: Qualquer instituição qualificada para utilização dos Serviços de Rede da rede
Ipê;
Serviços de Rede: Os serviços de rede disponíveis na rede Ipê são baseados na utilização de
tecnologia Internet, serviço IP.
Pontos de presença (PoPs): Ponto de interconexão regional onde instituições e usuários autorizados
podem obter os Serviços de Rede da rede Ipê; um PoP pode interligar instituições diretamente ou
através de uma Rede Regional. A organização responsável pela operação do PoP deve ter sido
aprovada pela Associação RNP, e é co-responsável pela implementação dos procedimentos e
tecnologias necessários ao cumprimento desta Política de Uso.
Associação RNP (AsRNP): Organização responsável pela operação da rede Ipê e autoridade final
pela orientação do melhor uso da rede e aplicação desta política, em nome do CG-RNP.
Comitê Gestor RNP (CG-RNP): Entidade formada pelos patrocinadores da infra-estrutura de serviços
de rede e responsável pelo planejamento e acompanhamento geral de operação da rede. O CG-RNP
é responsável pela orientação à Associação RNP com relação às políticas de uso, bem como a
aprovação de qualificação institucional de Instituições Secundárias e dos projetos de Instituições
Temporárias.
Agências do MEC e MCT: Órgãos do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência e
Tecnologia (MCT) responsáveis pelas ações de fomento, financiamento, aperfeiçoamento de recursos
humanos, estudos e pesquisas educacionais.
Instituições Federais de Ensino Superior: Conjunto das instituições públicas federais dedicadas ao
ensino superior, formado por universidades federais, faculdades e escolas superiores e centros
federais de educação tecnológica.
Unidades de Pesquisa Federais: Conjunto das instituições públicas federais dedicadas à pesquisa,
formado por institutos de pesquisa, laboratórios nacionais, centros de pesquisa e museus.
Coordenação de Operações (CO): Função implementada sob contrato com a Associação RNP para
planejamento e execução de atividades de configuração, gerência, suporte, segurança e estatísticas
de utilização da infra-estrutura de serviços e equipamentos de rede. A CO é responsável pela
implantação dos procedimentos e tecnologias necessários à implementação da Política de Uso nos
pontos de presença, à implantação de novos serviços de rede e pelo aprovisionamento de capacidade
em projetos de experimentação aprovados.
Redes Regionais: Uma rede regional é uma rede restrita, não comercial, brasileira, com
administração e política de uso próprias, geralmente patrocinada por um estado da federação, que
concorda em trocar tráfego com a rede Ipê em um ponto de presença, através da compatibilização e
aderência a esta Política de Uso.
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Trânsito Internacional: Facilidade do serviço IP que permite às instituições ligadas à rede Ipê
obterem acesso a pessoas, recursos e sistemas localizados fora do país na Internet Global.
Trânsito Acadêmico de Colaboração: Facilidade do serviço IP que permite às instituições ligadas à
rede Ipê obterem acesso a pessoas, recursos e sistemas localizados em redes acadêmicas de outros
países, notadamente a Internet2 (EUA), Géant (Europa), RedClara (América Latina), e várias outras.
Trânsito Nacional: Facilidade do serviço IP que permite às instituições ligadas à rede Ipê obterem
acesso a pessoas, recursos e sistemas localizados em algum ponto do país interligado a rede de
ensino e pesquisa, diretamente ou indiretamente através de uma rede regional com acordo de troca
de tráfego.
Peering: Facilidade do serviço IP que permite às instituições ligadas à rede Ipê obterem acesso a
pessoas, recursos e sistemas localizados em redes comerciais nacionais ou internacionais, redes
corporativas, e redes federais autônomas através de acordos de troca de tráfego estabelecidos entre a
rede Ipê e estas redes.
2.
Princípios Gerais
A rede Ipê é uma infra-estrutura avançada de serviços de redes que atende a comunidade de ensino
superior e pesquisa brasileira, cuja missão é servir como o suporte à pesquisa, à educação, ao teste e
desenvolvimento de aplicações avançadas de redes e ao desenvolvimento social e regional.
Esta rede para ensino e pesquisa atende não só ao desenvolvimento de pesquisas (pós-graduação),
mas também às atividades normais de ensino de graduação, interligando prioritariamente
Organizações Usuárias classificadas como Instituições Primárias, ou seja, as Instituições Federais de
Ensino Superior (IFES), os Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFETs), as Escolas
Agrotécnicas Federais (EAFs), e as Unidades de Pesquisa (UPs) Federais.
Além destas Organizações Usuárias, outras instituições poderão ser qualificadas para utilização dos
Serviços de Rede existentes, em caráter permanente ou temporário, e classificadas como Instituições
Secundárias ou Temporárias, respectivamente, desde que sua participação seja julgada importante
para a consecução da missão da rede Ipê.
A rede Ipê tem como objetivos:
 Oferecer às instituições de ensino e pesquisa alta qualidade para o Serviço IP;
 Dar suporte a aplicações avançadas em educação superior e pesquisa;
Apoiar ações no âmbito de programas que visem o desenvolvimento regional e social
Esta rede é operada pela Associação RNP, em conjunto com as instituições que hospedam os pontos
de presença (PoPs). Qualquer organização que deseje utilizar os Serviços de Rede da rede Ipê deve
se conectar através de um PoP, seja diretamente, seja através de uma Rede Regional. Os
administradores do PoP são responsáveis por assegurar o correto uso e acesso das Organizações
Usuárias conforme descrito nesta Política de Uso, e segundo as diretrizes do Comitê Gestor RNP.
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O tráfego trocado entre as Redes Regionais e o backbone Ipê deve se adequar às condições
estabelecidas nesta Política de Uso. Cada Rede Regional, ou PoP (em estados onde não haja uma
Rede Regional), deve prover algum mecanismo de roteamento explícito, que permita a segregação do
tráfego destinado à rede Ipê daquele destinado a Internet global. Esta segregação será realizada da
forma mais precisa possível, dentro das atuais limitações existentes nas tecnologias de roteamento
disponíveis.
As Organizações Usuárias interligadas a uma Rede Regional poderão utilizar as facilidades de
Trânsito Internacional, Trânsito Internet2 e Peering, existentes na rede Ipê, desde que sejam
qualificadas nos termos desta Política de Uso.
Qualquer disputa com relação à interpretação desta Política de Uso será resolvida pelo CG-RNP.
3.
Política de Uso
A rede Ipê é um segmento da Internet, interligando 27 Pontos de Presença nas capitais dos Estados e
no Distrito Federal.
Os serviços de telecomunicações utilizados na rede Ipê permitem o atendimento das aplicações de
ensino superior e pesquisa de forma eficiente, lançando mão, quando necessário, de mecanismos de
segregação de tráfego ou de reserva de banda.Em caso de congestão ou escassez de recursos na
rede, o Serviço IP, que caracteriza as aplicações de produção em ensino superior e pesquisa, terá
precedência sobre a alocação e reserva de capacidade associada a projetos de experimentação.
Apenas os PoPs da RNP podem interligar Organizações Usuárias à rede Ipê, direta ou indiretamente.
Assim, instituições que desejam se ligar a rede Ipê precisam estar qualificados de forma institucional
ou associados a um projeto por tempo limitado.
Para efeito de qualificação, as Organizações Usuárias podem ser classificadas pelo CG-RNP como:
 Instituições Primárias:
Todas as Unidades de Pesquisa Federal, Instituições Federais de Ensino Superior, Centros
Federais de Educação Tecnológica, Escolas Agrotécnicas Federais e Agências do MEC e
MCT;
 Instituições Secundárias:
Outras instituições de ensino superior e pesquisa, museus, bibliotecas, hospitais, bem como
outras organizações não educacionais que requeiram colaboração em atividades permanentes
de educação ou pesquisa com as Instituições Primárias, aprovadas pelo CG-RNP sob consulta
da AsRNP.
Instituições secundárias típicas são outras universidades e institutos de pesquisa públicos e
privados, escolas técnicas ou secundárias, agências específicas de governo, organizações
sem fins lucrativos e não governamentais. Esta qualificação deve estar condicionada ao
atendimento de requisitos técnicos de rede e conexão à Rede Regional ou ao PoP.
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 Instituições Temporárias:
Instituições que obtiveram direito de utilização, por tempo determinado, de Serviços de Rede
da rede Ipê a partir da aprovação de um projeto, e apenas no âmbito deste, pelo CG-RNP sob
consulta da AsRNP. Através deste projeto, a instituição deve estar colaborando com
Instituições Primárias ou Secundárias, em:
 Aplicações de caráter meritório; ou
 desenvolvimento e capacitação de recursos humanos para o uso de redes como fator de
desenvolvimento regional.
Para as Instituições Temporárias, será exigido que apenas o tráfego associado com o projeto
aprovado seja roteado através da rede Ipê.
Uma qualificação institucional, primária ou secundária, assume que a instituição constitui um
importante colaborador para o cumprimento da missão da rede Ipê e, portanto, todo o seu tráfego com
destino a outra Organização Usuária poderá ser escoado pela rede. Ou seja, estas instituições
poderão utilizar as facilidades de Trânsito Nacional, Trânsito Internacional, Trânsito Acadêmico e
Peering da rede Ipê.
4.
Condições de Uso
As Organizações Usuárias podem utilizar os Serviços de Redes disponíveis, suas facilidades de
trânsito nacional e internacional, bem como usufruir dos acordos de interconexão existentes entre a
RNP e outras redes estaduais, regionais e internacionais para promoção de suas atividades de ensino
e pesquisa, exceto nas seguintes condições:
 produção ou transmissão de dados ou materiais considerados ilegais, entre outros, por
caracterizarem: transgressão dos direito do autor, de proteção à criança e ao meio-ambiente;
atentado à privacidade ou promoção à discriminação racial ou religiosa;
 veiculação de propaganda comercial, política ou religiosa;
 transmissão de mensagens ou material de propaganda não solicitadas pelo destinatário;
 uso em atividades estritamente comerciais;
 atividades que contribuam para ineficiência ou esgotamento dos recursos na rede, sejam eles
computacionais, comunicacionais ou humanos;
 atividades que promovam a corrupção ou destruição de dados de usuários;
 atividades que interrompam ou prejudiquem a utilização dos Serviços de Rede por outros usuários;
 interligação ou abrigo em seu espaço de endereçamento de uma terceira instituição sem
qualificação obtida através desta Política de Uso.
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5.
Situação particular de restrição de trânsito commodity
A partir de julho de 2007 ficou instituída uma nova modalidade de conexão a RNP, que pode se aplicar
seletivamente, e mediante determinação do CG-RNP, às organizações usuárias classificadas como
Secundárias ou Temporárias.
Quando enquadradas nessa modalidade, as organizações afetadas, ao se conectarem, receberão
trânsito apenas para a própria RNP e ao agregado mundial de redes acadêmicas. Em outras palavras,
através da conexão à RNP elas não terão acesso aos serviços de Trânsito Nacional e Trânsito
Internacional, que constituem o acesso a chamada Internet commodity (ou Internet Global).
Instituições classificadas dessa maneira necessitam ter acesso à Internet Global por intermédio de
uma segunda conexão, a ser contratada diretamente aos provedores comerciais de conectividade IP.
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