...

A influência do aspecto lexical na aquisição da morfologia verbal do

by user

on
Category: Documents
4

views

Report

Comments

Transcript

A influência do aspecto lexical na aquisição da morfologia verbal do
A influência do aspecto lexical na aquisição
da morfologia verbal do português como L2
Ingrid Finger*
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Mônica Marques Gonçalves**
Eliane Rauber Spuldaro***
Universidade de Santa Cruz do Sul
Resumo
Um experimento envolvendo dados de produção espontânea de quatro
aprendizes de português como L2 foi desenvolvido visando verificar as
predições da Hipótese da Primazia do Aspecto, segundo a qual o aspecto
inerente dos verbos governa a aquisição da morfologia verbal em L2.
Palavras-chave: aspecto lexical; morfologia verbal; português como L2.
Abstract
An experiment involving data of spontaneous production of four learners
of Portuguese as L2 was developed aiming to verify the predictions of the
Hypothesis of the Priority of the Aspect, according to which the inherent
aspect of the verbs governs the acquisition of the verbal morphology in L2.
Key words: lexical aspect; verbal morphology; Portuguese as L2.
Résumé
Une expérience qu'enveloppe les donnés de production spontanée de
quatre apprentis de portugais comme L 2 a eté developpé, en visant
verifér les predictions de l' Hipothèse de la Primazie de l' aspect, à propos
de quoi l'aspect inerent des verbes governe l'aquisition de la morphologie
verbal en L2.
Mots-clé: aspect lexical; morphologie verbal; portugais comme L2.
*
Professor Adjunto I da UFRGS (Departamento de Línguas Modernas e PPG Letras).
Possui Mestrado e Doutorado em Letras pela PUCRS (1995/2000), tendo realizado
estágio doutorado-sanduíche na City University of New York CUNY (1998).
**
Graduada em Letras (Licenciatura Plena Português e Inglês) pela Universidade
Católica de Pelotas (2005).
***
Mestra pela Universidade Católica de Pelotas
49
Introdução
O presente trabalho tem por objetivo investigar a influência do
aspecto lexical inerente aos predicados nas escolhas morfológicas que os
aprendizes fazem para marcar distinções de tempo e aspecto gramatical,
através de um estudo envolvendo um grupo de cinco falantes nativos de
Inglês aprendendo Português como L2. Em particular, investigamos a
chamada Hipótese da Primazia do Aspecto, segundo a qual todos os
indivíduos, tanto em contextos de aquisição de L1 como de L2, seguem
determinados princípios universais na aquisição da morfologia verbal
(Andersen & Shirai 1994; 1996; Bardovi-Harlig 1994; 1998; entre outros).
Propriedades dos verbos: Aspecto X Tempo
Tanto aspecto quanto tempo são noções que se referem à
temporalidade dos eventos, porém, sob diferentes perspectivas. O tempo
é a categoria gramatical dêitica que localiza os eventos na linha temporal,
os quais podem ser “anteriores” (passado), “simultâneos” (presente) ou
“posteriores” (futuro) ao momento da enunciação. Oliveira (2003),
citando Reinchenbach (1947), diz que a localização temporal é relativa e
há três momentos essenciais: o ponto da fala que coincide com o
momento da fala (ou da enunciação), o ponto do evento, que diz respeito
ao tempo do acontecimento descrito pela frase e o ponto de referência
que serve como ponto intermediário a partir do qual se pode situar o
evento (ou estado) descrito.
(a) Maria vive no Porto.
(b) O Pedro saiu.
(c) O Pedro tinha saído quando a Maria telefonou.
Em (a), a situação descrita se sobrepõe ao tempo da fala,
considerando-se que os três pontos são coincidentes; em (b), a saída do
Pedro ocorre num tempo passado e por isso o ponto do evento é anterior
ao tempo da fala, enquanto que em (c), as situações descritas nas duas
orações são anteriores ao momento da fala, mas a saída do Pedro é
também anterior ao telefonema da Maria, o que faz com que a oração
temporal funcione como um ponto de referência.
50
O aspecto, por outro lado, é uma categoria não-dêitica que marca
a duração de um determinado evento ou as fases pelas quais passa. O
aspecto ocupa-se do tempo como uma propriedade inerente ou interna ao
próprio evento: mostra como o evento ocorre ou como se distribui no
tempo, sem fazer referência ao momento da fala.
(d) Laura está dormindo.
(e) Laura estava dormindo.
(f) Laura dormiu.
Sentenças como (d) e (e) revelam uma diferença temporal em que
os verbos está e estava são usados para contrastar a diferença entre os
dois eventos em relação a um centro dêitico (presente e passado). Por
outro lado, as sentenças (e) e (f) apresentam uma diferença aspectual: a
primeira sentença vê a situação como um conjunto de fases internas
(imperfectivo), enquanto que a segunda refere-se a um evento completo
(perfectivo).
Tipos de aspecto
De acordo com Andersen (1989; 1991) e Comrie (1976), há dois
tipos de aspecto: o aspecto lexical e o aspecto gramatical. Os dois são
independentes, mas interagem nas línguas. O aspecto gramatical envolve
distinções semânticas que são codificadas através do uso de dispositivos
lingüísticos explícitos, tais quais verbos auxiliares e morfemas flexionais.
Por outro lado, o aspecto lexical refere-se às propriedades aspectuais
inerentes do núcleo do verbo e outros itens lexicais empregados pelos
falantes para descrever uma dada situação. É independente da referência
do tempo e de qualquer marca morfológica. Assim, caminhar/walk é
inerentemente durativo, enquanto que acreditar/believe é inerentemente
um verbo de estado.
Elena de Miguel (1999) aponta para o fato de que o aspecto é
relacionado aos predicados, não somente aos verbos. Um sintagma
nominal de plural não encabeçado por determinantes, por exemplo, pode
transformar um evento delimitado em um evento aberto. É o caso de
construir uma casa em oposição a construir casas.
51
De acordo com Oliveira (2003), uma importante distinção a ser
feita é entre eventos e estados tendo por base a diferença entre situações
que são dinâmicas (os eventos) e situações que não o são (os estados).
O aspecto gramatical (AG) refere-se às diferentes formas de olhar
para a constituição interna de uma ação. É codificado através do uso de
dispositivos lingüísticos explícitos. Existem várias classificações de AG,
mas aqui adotamos a de (Comrie 1976) que divide aspecto gramatical em
perfectivo e imperfectivo.
O perfectivo apresenta a situação como um todo contido em si
mesmo, completo, sem distinguir sua estrutura interna. Os eventos
apresentados no perfectivo são fechados em termos de informação, ou
seja, uma sentença no perfectivo normalmente apresenta tanto o ponto
inicial quanto o ponto final de uma situação, desconsiderando sua
estrutura interna, como é o caso em (g) em que o evento iniciou,
terminou e o resultado é uma carta.
(g) Nicole escreveu uma carta.
Enquanto que no perfectivo enfatizamos o fato de a situação
estar encerrada, terminada, no imperfectivo estamos justamente focando
a idéia de que há fases internas, sem especificar o começo ou o fim,
dando enfoque a algum estágio interno de um evento inacabado. É o caso
da sentença (h), a qual indica que a ação de escrever estava em progresso
em algum momento do passado, mas não indica quando ela começou ou
quando terminou.
(h) Nicole escrevia uma carta.
Por outro lado, o aspecto lexical é uma propriedade inerente ao
verbo, faz parte de sua estrutura, independente do tempo de referência ou
marcação morfológica.
É grande o número de autores que tratam do aspecto lexical,
portanto várias classificações são encontradas na literatura. Um dos
primeiros pesquisadores que investigou o aspecto lexical foi Vendler
(1957), que o divide em quatro categorias semânticas: verbos de estados
(statives), atividades (activities), processos culminados (accomplishments)
e culminações (achievements).
52
Estados são verbos que descrevem eventos atélicos que não
possuem dinâmica interna nem duração definida, necessitando de algum
agente externo para mudar o estado e não admitindo qualquer pausa
(intervalo) no todo homogêneo. Por exemplo:
possuir algo, acreditar em alguém, amar, ser careca, estar doente,
ser saudável, saber, ser frio, ser quente, conhecer...
Atividades são verbos que descrevem processos dinâmicos e
atélicos, ou seja, o final da ação não é intrínseco ao verbo e a ação, em si,
pode durar para sempre; a atividade não termina, mas cessa, pára (o
ponto final é decidido por alguém ou alguma coisa, portanto, arbitrário).
Os verbos de atividade admitem pequenos intervalos na atividade sem
que isso ponha em causa o próprio processo. Numa frase como Ele
trabalhou o dia todo, a existência de pequenos lapsos de tempo em que
ele não trabalhou não impede a leitura de trabalhar como um processo.
Portanto, pode-se dizer que as atividades terminam, se completam ou
param com a possibilidade de voltar e seguir fazendo. São exemplos de
atividades:
caminhar no parque, nadar, cantar, falar, andar de bicicleta,
escrever cartas, correr na avenida....
Processos culminados (accomplishments) são verbos com
duração intrínseca, com estágios sucessivos e um ponto de culminância,
que representa a finalização do processo com uma mudança de estado.
Por exemplo:
fazer um bolo, desenhar uma gravura, ler um livro, beber um
copo de vinho, comer uma maçã, construir uma casa....
Culminações (achievements) são verbos que descrevem eventos
instantâneos e não possuem estágios. Opõem-se aos processos
culminados por referirem-se ao desfecho da ação e não ao processo
inteiro. Por exemplo:
encontrar alguém, abrir a porta, perder alguma coisa, iniciar algo,
reconhecer alguém, alcançar o topo...
53
A Hipótese da Primazia do Aspecto
A Hipótese da Primazia do Aspecto, apresentada abaixo em uma
de suas formulações mais recentes (Andersen; Shirai 1996), foi
inicialmente desenvolvida por Bloom et al. (1980) e Andersen (1989;
1991). Baseada na classificação de Vendler (1957), em nível de descrição,
a hipótese prevê as seguintes seqüências para o aparecimento da
morfologia verbal no processo de aquisição:
1. Inicialmente, os aprendizes usam marcação de perfectivo com
verbos de culminações e de processos culminados, eventualmente
estendendo seu uso para atividades e verbos de estado.
2. Em línguas que codificam a distinção perfectivo-imperfectivo, o
passado imperfectivo aparece depois do passado perfectivo, e a
marcação do imperfectivo inicia-se com verbos de estado e
atividades, somente depois se estendendo a processos culminados
e culminações.
3. Em línguas que possuem o aspecto progressivo, a marcação do
progressivo inicia-se com verbos de atividade, para depois se
estender a processos culminados e culminações.
4. A marcação de progressivo não é incorretamente associada a
verbos de estado (Andersen & Shirai 1996:533).
Hipóteses
Como vimos, segundo a Hipótese da Primazia do Aspecto,
quatro são as seqüências de aquisição da morfologia verbal no caso do
Português como L2. O presente estudo se detém nas duas primeiras
hipóteses, pois não é nosso objetivo analisar a marcação do aspecto
progressivo.
Estudo
1. Participantes
Um total de quatro falantes nativos de inglês aprendendo
português como L2 colaboraram na condição de voluntários na coleta de
dados. Todos os sujeitos são adolescentes que participam de um
54
programa de intercâmbio do Rotary do Brasil. Pela própria característica
do programa, os estudantes situam-se numa faixa etária que varia de
dezesseis a dezenove anos de idade, sendo todos alunos regulares de
escolas de Ensino Médio brasileiras. Todos vivem no Brasil de sete a dez
meses, na condição de membros de famílias brasileiras, as quais são
orientadas para manterem comunicação com os intercambistas em
língua portuguesa para acelerar o processo de aquisição do idioma.
2. Coleta de dados
Foi gravada uma entrevista com cada um dos cinco sujeitos. Os
dados foram transcritos e analisados de forma quantitativa e qualitativa.
A fim de determinarmos o número de ocorrências de cada tipo de verbo e
tempo verbal, fizemos, inicialmente, um levantamento dos contextos
obrigatórios em que os falantes utilizaram os tempos verbais. A seguir,
cada ocorrência – correta ou incorreta – foi contabilizada e classificada de
acordo com os tipos de aspecto lexical dos verbos.
Resultados
É importante observar que, em todas as entrevistas, houve um
número expressivamente maior de ocorrências do Pretérito Imperfeito do
que do Pretérito Perfeito. Isso ocorreu devido ao direcionamento dado
pela pesquisadora durante a entrevista, em todos os casos, com a
intenção de forçar o uso desse tempo verbal que, normalmente, é evitado
pelos aprendizes.
Na Tabela 1 abaixo, apresentamos os resultados da análise das
transcrições tendo como base os contextos obrigatórios, ou seja, todas as
situações nas entrevistas em que formas verbais dos tempos Pretérito
Perfeito e Pretérito Imperfeito deveriam ter sido empregadas (segunda
coluna) associadas a cada um dos quatro tipos de verbos que foram
analisados aqui (primeira coluna). Na terceira coluna, apresentamos os
números totais de acertos seguidos dos percentuais a partir dos contextos
obrigatórios. Por exemplo, vemos que o sujeito 01 produziu 08 situações
— contextos obrigatórios — em que o Pretérito Perfeito deveria ter sido
usado e 87 situações — contextos obrigatórios — nas quais o Pretérito
55
Imperfeito era necessário. De todos esses contextos, o sujeito produziu 4
usos corretos de Pretérito Perfeito (50%) e 81 (93,10%) usos corretos de
Pretérito Imperfeito — desses 81 casos, 79 foram de uso correto de
tempo verbal e concordância e 2 de emprego correto do tempo verbal
embora a concordância não fosse a esperada (usos como, por exemplo,
nós acreditava).
Tabela 1 – Análise dos dados das transcrições
Tipos de verbos /
sujeitos
Contexto
obrigatório
(+) aspecto (+) concordância/
(+) aspecto (–) concordância
Estados – 01
Estados – 02
Estados – 03
Estados – 04
8
5
8
0
87
17
9
3
Perf
(acertos)
4
4
7
0
Total estados
21
116
15
Ativ.
Ativ.
Ativ.
Ativ.
– 01
– 02
– 03
– 04
18
9
4
0
26
7
15
8
18
7
3+1
0
Total atividades
31
56
29
Accompl. – 01
7
9
5+2
100%
1+1
22,20%
Accompl. – 02
Accompl. – 03
Accompl. – 04
1
0
0
5
4
8
1
0
0
100%
0
0
1
0
0
20%
0
0
Total accompl.
8
26
8
Achiev. – 01
Achiev. – 02
Achiev. – 03
Achiev. – 04
14
5
1
0
5
4
3
4
10+1
3+2
0
0
Total ach.
20
16
16
Perf
56
Imperf
Perf %
50%
80%
87,50%
100%
Imperf
(acertos)
79 + 2
4
0
1
Imperf %
93,10%
23,50%
11,10%
0
86
77,7%
75%
100%
0
10
1
2
0
38,40%
14,30%
13,30%
0
13
3
78,50%
100%
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Quanto à previsão de que a marcação do perfectivo é adquirida
antes da marcação do imperfectivo, nos foi possível perceber que o
percentual de acertos foi, de fato, expressivamente maior no caso do
perfectivo, com exceção de um sujeito (sujeito 01). Vale ressaltar que
esse sujeito produziu menos contextos obrigatórios nos quais era
necessário o uso do Pretérito Imperfeito do que contextos em que o
Pretérito Perfeito deveria ser usado. Isso pode ter sido responsável por
termos encontrado, na fala desse indivíduo, um índice menor de acertos
no perfectivo, fato que contrasta com os resultados encontrados na fala
dos outros sujeitos.
A Hipótese da Primazia do Aspecto também prevê que a
marcação do imperfectivo inicia-se com verbos de estado e atividades,
somente depois se estendendo a processos culminados e culminações.
Em nossa análise, observamos que essa previsão foi totalmente
confirmada, no sentido de que o número de acertos em sentenças
envolvendo verbos de estado e atividades foi muito maior do que no caso
dos outros verbos — accomplishments ou processos culminados e
achievements ou culminações. Entretanto, salientamos que o número de
ocorrências em termos de contextos obrigatórios foi maior para os dois
primeiros grupos de verbos, o que pode ser considerado uma influência
nesse resultado.
Além disso, esperávamos que os aprendizes investigados
usassem marcação de perfectivo com verbos de culminações e de
processos culminados com um maior percentual de acertos do que com
os outros tipos de verbos. Observamos que essa previsão não foi
totalmente confirmada uma vez que houve variação significativa nas
respostas dadas pelos sujeitos entrevistados.
Conclusão
Finalmente, os resultados a que chegamos neste estudo
demonstram que, embora as previsões feitas pela Hipótese da Primazia
do Aspecto não tenham sido necessariamente confirmadas no caso dos
sujeitos analisados aqui, não podemos negar o importante papel
desempenhado pelo aspecto lexical inerente aos verbos na aquisição da
morfologia verbal durante os estágios de interlíngua.
57
Além disso, mantemos que são necessárias descrições e
explanações mais detalhadas e cuidadosas de como os aspectos lexical e
gramatical são realizados em português, bem como uma caracterização
adicional dos seus padrões de interação, para que possamos verificar em
que medida a distribuição da morfologia verbal em L2 é realmente guiada
pelos traços aspectuais inerentes aos predicados nos estágios iniciais da
aquisição.
Referência Bibliográfica
— ANDERSEN, R.; SHIRAI, Y. 1994. Discourse motivations for some
cognitive acquisition principles. In: Studies in Second Language
Acquisition, v. 16, p. 133-156.
— ______. 1996. Primacy of aspect in first and second language
acquisition: The pidgin/creole connection. In: BHATIA, T. K.; RITCHIE,
W. (Eds.). Handbook of second language acquisition. V.2. San Diego, CA:
Academic Press.
— BARDOVI-HARLIG, K. 1994. Reverse-order reports and the
acquisition of tense: beyond the principle of chronological order.
Language Learning, v. 44, n.2, p.243-282.
— ______. 1998. Narrative structure and lexical aspect: conspiring
factors in second language acquisition of tense-aspect morphology.
Studies in Second Language Acquisition, v. 20, p. 471-508.
— BLOOM, L.; LIFTER, K.; HAFITZ, J. 1980. Semantics of verbs and
the development of verb inflection in child language. Language, v. 56,
p.386-412.
— CAMPOS, Odete et al. 1996. A flexão modo-temporal no português
culto do Brasil: Formas de Pretérito Perfeito e Imperfeito do indicativo.
In: CASTILHO, Ataliba; BASÍLIO, M. (Orgs.) Gramática do português
falado. Volume IV: Estudos descritivos: Campinas: Editora da
Unicamp/Fapesp, p. 25-62.
— COMRIE, B. 1976. Aspect. Cambridge, MA: Cambridge University
Press.
— COSTA, S. B. B. 1997. O aspecto em português. São Paulo: Contexto.
— DE VAL, Manuel Criado. 1992. El verbo. In: —. La imagen del
tiempo: Verbo y relatividade. Madrid: Ediciones Istmo, SA, p. 25-49.
58
— DUARTE, Inês; BRITO, Ana Maria. Predicação e classes de
predicadores verbais. In: MIRA MATEUS, Maria Helena; BRITO, Ana
Maria; DUARTE, Inês; FARIA, Isabel Hub. 2003. Gramática da Língua
Portuguesa. Lisboa: Caminho, p. 179-203.
— FINGER, Ingrid. 2000. Acquisition of L2 English verb morphology: the
aspect hypothesis tested. Porto Alegre: PUCRS, 2000. Tese (Doutorado
em Letras: Lingüística e Letras), Instituto de Letras e Artes, Faculdade de
Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
— ILARI, Rodolfo. 1997. A expressão da duração. In: A expressão do
tempo em português. São Paulo: Contexto, p. 38-50.
— ______. 2001. Aspecto. In: Introdução à Semântica. São Paulo:
Contexto, p. 19-50.
— LEIRIA, ISABEL. 1994. Aquisição do aspecto verbal por falantes nãonativos de português europeu: o exemplo dos Pretéritos Perfeito e
Imperfeito. In: Revista Internacional de língua portuguesa, nº 11, p. 74112.
— MIGUEL, Elena de. 1999. El aspecto léxico. In: BOSQUE, Ignácio;
DEMONTE, Violeta (Orgs.). Gramática descriptiva de la lengua
española. Volume 2: Las construcciones sintáticas fundamentales;
relaciones temporales, aspectuales y modales. Madrid: Espasa Calpe, SA.
— MONTRUL, Silvina; SLABAKOVA, Roumyama. 2002. Acquiring
semantic properties of preterite and imperfective tenses in L2 Spanish.
In: Proceedings of the 24th Annual Boston University Conference on
Language Development, vol 1. Sommerville, MA: Cascadillha Press.
— OLIVEIRA, Fátima et al. 2003. Tempo e aspecto. In: MIRA
MATEUS, Maria Helena; BRITO, Ana Maria; DUARTE, Inês; FARIA,
Isabel Hub (Orgs.). Gramática da Língua Portuguesa. Lisboa: Caminho,
p. 127-177.
— SMITH, Carlota. 1983. A theory of aspectual choice. Language, v.59,
p. 479-501.
— ______. 1997. The parameter of aspect. Dordrecht: Kluwer.
— VENDLER, Zeno. 1957. Verbs and times. In: Philosophical Review, v.
66, p.143-160.
59
Fly UP