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as conseqüências do uso de substância psicoativas no aspecto
AS CONSEQÜÊNCIAS DO USO DE SUBSTÂNCIA PSICOATIVAS NO
ASPECTO BIOPSICOSSOACIAL
Thais Carvalho Santos
Josiane Logizia Carrapato1
RESUMO: As conseqüências causadas pelo uso de substâncias psicoativas se
retratam nos mais variados âmbitos da vida do ser humano e reflete na vida de seus
familiares, tendo uma grande repercussão em vários aspectos. As drogas impactam
profundamente a estrutura da sociedade e encontram, nesta, motivo para se instalar.
Substâncias psicoativas ainda é motivo de desconhecimento por grande parte das
pessoas, que partem da idéia de que se tratam apenas de drogas ilícitas, por falta
de informação, muitas se enquadram em um ciclo vicioso e nem se dão conta de
que a realidade das drogas está em nosso dia-a-dia. Assim trazer a tona o conceito
de substâncias psicoativas e desmistificar o sentido pejorativo acerca da
dependência, norteia essa pesquisa, que pautada numa perspectiva de mudança,
busca respaldo numa política de prevenção, que pode transformar uma dada
realidade. Partindo dessa premissa o trabalho desenvolvido pelo assistente social,
junto a uma Política de Assistência Social, amparada pela Lei, pode amenizar essas
expressões da questão social, de forma a rever o conceito de prevenção nas
escolas, famílias, e outros. Fazendo refletir às graves e inúmeras conseqüências
causadas pelo uso de substâncias psicoativas que limita a liberdade psíquica,
emocional e até física do usuário, de maneira a despertar uma consciência criticam
em relação àquilo que pode causar dependência. Ressaltamos que há necessidade
de desenvolver ações de atenção integral ao uso de álcool e drogas e definição de
políticas públicas para a promoção de mudanças capazes de manterem-se estáveis
nos diferentes níveis, proporcionando mudanças de crenças e normas sociais; ações
de informação e prevenção, destinadas à população em geral com vistas à
participação comunitária; diversificação e ampliação da oferta de serviços
assistenciais; adoção de políticas de promoção a saúde que contemplem ações
estruturais nas áreas de educação, saúde e de acesso a bens e serviços, em suma,
que incluam na agenda a questão do desenvolvimento; discussão das leis criminais
de drogas e implementação de dispositivos legais para a equidade do acesso dos
usuários de álcool e outras drogas às ações de prevenção, tratamento e redução de
danos, de acordo com prioridades locais e grau de vulnerabilidade. Numa
perspectiva de prevenção, como forma educativa, os fundamentos dessa pesquisa
encontra respaldo para articular com a realidade de jovens dependentes ou não,
voltados para a qualidade de vida e relações pessoais a prevenção deve transformar
uma realidade e se faz de resposta para tantos abusos de drogas. Ainda é preciso
quebrar conceitos errados de prevenção, vinculando esta apenas a informações
superficiais em propagandas ou folhetos, revelando-se menos impessoal ou distante,
trazendo medidas preventivas como meios educacionais, sejam em escolas, eventos
e até mesmo em nossos lares.
1
Orientador do trabalho.
1
1
Introdução
As conseqüências causadas pelo uso de substâncias psicoativas se
retratam nos mais variados âmbitos da vida do ser humano e reflete na vida de seus
familiares, tendo uma grande repercussão em vários aspectos. As drogas impactam
profundamente a estrutura da sociedade e encontram, nesta, motivo para se instalar.
Substâncias psicoativas ainda é motivo de desconhecimento por
grande parte das pessoas, que partem da idéia de que se tratam apenas de drogas
ilícitas, por falta de informação, muitas se enquadram em um ciclo vicioso e nem se
dão conta de que a realidade das drogas está em nosso dia-a-dia.
Assim trazer a tona o conceito de substâncias psiciativas e
desmistificar o sentido pejorativo acerca da dependência, norteia essa pesquisa, que
pautada numa perspectiva de mudança, busca respaldo numa política de prevenção,
que pode transformar uma dada realidade.
Partindo dessa premissa o trabalho desenvolvido pelo assistente
social, junto a uma Política de Assistência Social, amparada pela Lei, pode amenizar
essas expressões da questão social, de forma a rever o conceito de prevenção nas
escolas, famílias, e outros. Fazendo refletir as graves e inúmeras conseqüências
causadas pelo uso de substancias psicoativas que limita a liberdade psíquica,
emocional e até física do usuário, de maneira a despertar uma consciência critica em
relação àquilo que pode causar dependência.
Ressaltamos que há necessidade de desenvolver ações de atenção
integral ao uso de álcool e drogas e definição de políticas públicas para a promoção
de
mudanças
capazes
de
manterem-se
estáveis
nos
diferentes
níveis,
proporcionando mudanças de crenças e normas sociais; ações de informação e
prevenção, destinadas à população em geral com vistas a participação comunitária;
diversificação e ampliação da oferta de serviços assistenciais; adoção de políticas de
promoção a saúde que contemplem ações estruturais nas áreas de educação,
saúde e de acesso a bens e serviços, em suma, que incluam na agenda a questão
do desenvolvimento; discussão das leis criminais de drogas e implementação de
dispositivos legais para a equidade do acesso dos usuários de álcool e outras
drogas às ações de prevenção, tratamento e redução de danos, de acordo com
prioridades locais e grau de vulnerabilidade.
2
Numa
perspectiva
de
prevenção,
como
forma
educativa,
os
fundamentos dessa pesquisa encontra respaldo para articular com a realidade de
jovens dependentes ou não, voltados para a qualidade de vida e relações pessoais a
prevenção deve transformar uma realidade e se faz de resposta para tantos abusos
de drogas. Ainda é preciso quebrar conceitos errados de prevenção, vinculando esta
apenas a informações superficiais em propagandas ou folhetos, revelando-se menos
impessoal ou distante, trazendo medidas preventivas como meios educacionais, seja
em escolas, eventos e até mesmo em nossos lares
Salientamos que pretendemos alcançar um aprofundamento no
assunto sobre as conseqüências do uso de substâncias psicoativas, buscando a
compreensão e reflexão do tema.
2 Justificativa
O tema escolhido traz uma reflexão e compreensão acerca do
significado de substâncias psicoativas e suas conseqüências no aspecto
biopsicosocial, em face da atualidade, onde 10% das populações do mundo
consomem abusivamente essas substâncias, independente de idade, sexo ou poder
aquisitivo.
Associado ao estigma traçado pela sociedade, de que o usuário é
sempre criminoso ou vagabundo, o dependente sofre conseqüências que impedem
sua reinserção social, o que o exclui ainda mais, desencadeando outros problemas.
As conseqüências causadas pelo abuso de drogas se correlaciona com
a importância da prevenção eficiente em âmbito educacional, familiar e social. Onde
o assistente social, pautado por um código de ética e amparado pela Lei desenvolve
medidas de prevenção ao uso de drogas, sensibilizando e transformando a
realidade, promovendo programas de saúde, etc. Articulado com os demais
profissionais da área com a mesma finalidade.
3 Objetivo:
3
Objetivo geral:
Analisar as conseqüências do uso de substâncias psicoativas.
Objetivos específicos:
•
Verificar a influência do capitalismo na história do uso das
•
Identificar o significado de substâncias psicoativas e despertar
drogas;
para as conseqüências causadas;
•
Desvelar o estigma do usuário de drogas perante a sociedade;
•
Propiciar a importância da família no tratamento do usuário de
•
Refletir o papel do Assistente Social, frente às ações de
drogas;
promoção de saúde e prevenção de doenças relacionadas ao uso de substâncias
psicoativas.
4 Revisão de literatura:
HISTÓRICO DA DROGA E SUA INFLUENCIA ATUALMENTE
O uso de substâncias psicoativas faz parte dos primórdios da
humanidade e, é inerente ao ser humano. Até mesmo na Bíblia é possível encontrar
relatos relacionados às substâncias. Na historia é possível analisar a relação das
drogas com remédios para diminuir os sofrimentos das pessoas, naquela época não
tinha o mesmo sentido de hoje.
4
Segundo GIOVATE (1992, p.7) “A droga não era símbolo de nada.
Apenas ajudava as pessoas miseráveis a sobreviver e há sofrer um pouco menos.
Talvez também ajudasse algumas pessoas no sentido de diminuir suas dores
mentais”.
O reflexo da droga na contemporaneidade associa-se com o século
XX, onde se inicia a criação dos meios de comunicação, a produção industrial em
larga escala e o advento do capitalismo, trazendo a essência da sociedade o
consumismo exacerbado.
A mídia passou a exercer decididamente na vida das pessoas, ditando
padrões de comportamentos e regras; o consumo de cigarros tornou-se símbolo de
sensualidade para as mulheres e para os homens sinônimo de masculinidade, pois o
tabaco representava pela mídia, a liberdade sexual, ousadia, riqueza e status social.
Estimulando assim o consumo desenfreado de substâncias psicoativas na realidade
de milhares de pessoas.
O consumo de drogas ilícitas associa-se de uma maneira sutil com os
ídolos de rock-roll que influenciaram gerações:
Não devemos subestimar a eficiência dessas formas mais sutis de
propaganda. Elas funcionam do mesmo modo que funcionavam as
propagandas de cigarro – hoje prejudicadas pela necessidade de se
informar que a nicotina faz mal a saúde. Elas não aparecem na tevê, mas
estão nas revistas, nos cinemas, chegam até nós por diversas fontes.
Nossos heróis fumam maconha; logo, nós também queremos fumar.
Especialmente quando temos 14, 15 ou 16 anos de idade e estamos
vivendo os dramas próprios dessa época da vida. Achamos, então, que
poderemos ser iguais a eles se fizermos as coisas que eles fazem, se
vestirmos as roupas que eles vestem, se ouvirmos suas músicas, se
usarmos as drogas que eles usam, (GIKOVATE, 1992, p. 11).
Antes a droga era consumida com moderação, se relacionava também
à cultura de um povo, uma crença e até mesmo questões espirituais. O capitalismo
tornou-se um empreendedor para o comércio ilícito de drogas.
Observa JUNIOR (1983 p. 11): ‘’ Durante centenas e centenas de anos
o uso das drogas foi passado através do conhecimento, através das gerações, de
uma forma natural e prática, sem técnicas de propaganda que estimulem o
consumo’’.
O novo sistema-econômico traz consigo a busca exacerbada pelo
lucro, o tráfico de drogas é uma de suas mazelas e envolve desde o morador da
5
favela, até altos escalões do governo. Evidenciando assim uma grande influência do
capitalismo na propagação e difusão das drogas em vários níveis de classes sociais.
A delinqüência é característica do reflexo da dependência de drogas
atualmente. O usuário pode cometer delitos em nome da necessidade de drogas;
dois tipos de delitos podem ser apresentados: os delitos diretos, aqueles que são
provocados pelo efeito das drogas; e os delitos indiretos, tendo por finalidade a
própria substância, o tráfico em si, faz referência a esse tipo de delito. Dessa forma,
diversos segmentos da sociedade são impactados com a dependência de outros.
A sociedade de um modo geral tem um conceito um tanto quanto
distorcido acerca de drogas, relacionando-as apenas com o álcool, maconha, etc.
Estas também são drogas, mas a sua variedade se faz pertinente ao uso diário que
fazemos e pouco percebemos.
DEPENDÊNCIA É DOENÇA
Existe associação equivocada do uso de drogas com dependentes ou
adictos, mas segundo estudiosos: substâncias psicoativas são aquelas que
modificam o estado de consciência do usuário (SEIBEL, ALFREDO, 2000). Essa
mudança pode se relacionar com os estímulos produzidos por um simples café, ou a
efeitos mais profundos dos alucinógenos, como LSD.
Os psicotrópicos são drogas que causam dependência psicológica e,
às vezes física e são encontrados facilmente nas farmácias. Devido à competição no
mercado de trabalho, a correria do dia-a-dia; cada vez mais pessoas se encontram
ansiosas, estressadas, deprimidas e buscam soluções práticas nos consultórios
médicos, por vezes recebem receitas médicas, de antidepressivos e calmantes para
aliviar as tensões do mundo moderno e se encadeiam em um ciclo de dependência,
ainda que a retirada desses medicamentos sejam mais fáceis, essas pessoas
correm o risco de se tornar dependente.
A dependência de moderador de apetite é mais grave, mulheres em
busca do corpo ideal, padronizado pela mídia, tomam esses medicamentos
abusivamente, muitas dessas drogas, contém em suas substâncias, componentes
que podem causar dependência igual à da cocaína. A pessoa dependente pressiona
6
o médico para receitar mais remédios relatando sintomas que são da síndrome de
abstinência e não da doença em si. CURY (2000, p 107) ressalta: ‘’Os
medicamentos psicotrópicos deveriam ser atores coadjuvantes no processo
terapêutico. “O autor principal é o próprio homem, que deveria aprender a proteger
sua emoção, lidar com sua intempérie e repensar sua atitude diante da vida”.
Quando se trata de dependência é importante ressaltar que há
aspectos físicos, psicológicos e sociais que afetam o usuário, pois se trata de uma
doença; a droga provoca modificações no cérebro que faz o organismo se adaptar,
segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), especificamente no CID-10
(Código Internacional das Doenças), o uso de substâncias psicoativas é considerado
doença, causa transtornos mentais decorrentes do uso.
A dependência acontece com a adaptação do organismo, a uma
determinada substancia psicoativa, Assim o organismo acomoda-se, estabelecendo
uma adaptação da substância, criando a necessidade de se consumir cada vez
mais, instalando-se a tolerância, que é resultado de um processo de adaptação
biológica, onde o organismo reage de formas diferentes, estabelecendo três tipos de
tolerância básica:
•
A tolerância comportamental: onde há uma adaptação do
comportamento aos efeitos psicológicos da droga;
•
Tolerância farmacodinâmica: é a adaptação no lugar específico
do cérebro em que as drogas atuam, de forma que a resposta do cérebro ao corpo
se torna reduzida;
•
Tolerância
farmacocinética:
consiste
na
capacidade
de
destruição cada vez mais rápida da droga no sangue, principalmente por causa da
ativação de enzimas do fígado. (DRUMOND, 1998; FILHO, 1998)
Assim o consumo torna-se cada vez maior, pois há uma busca da
sensação inicial que a droga proporcionava. Todas as drogas levam algum tipo de
tolerância em maior ou menor grau. O processo de se transpor de um nível para o
outro de tolerância é chamado de escala e pode ser quantitativa, acontecendo
quando o uso da droga se torna constante, ou quando ocorre o aumento de
substâncias consumidas; e qualitativa, sendo a passagem de drogas leves para
drogas mais pesadas.
7
Há também os tipos de uso, que se definem como: de risco, que é
ocasional e freqüente, podendo causar riscos futuros; e o prejudicial, que é o uso
constante, intenso ou em grande quantidade, causando danos ao usuário. Esses
riscos não estão associados apenas com as drogas ilícitas.
No que diz respeito ao usuário, existem quatro distinções de
categorias, quando a forma de uso, sendo: a experimental, ocasional, habitual e a
dependência. A primeira se relaciona com a curiosidade e é de fato um experimento;
a segunda, pertence ao padrão de uso de risco, onde a pessoa consome
socialmente; já a terceira, se trata de casos onde há freqüência, alterando os níveis
afetivos, profissionais e sociais, pertencendo ao padrão de uso prejudicial; a quarta e
ultima, é a pessoa que vive única e exclusivamente para a droga, neste sentido já
houve um rompimento dos vínculos sociais, o isolamento e a marginalizarão, assim
ocorre o abuso das drogas, neste caso é necessário ajuda para interromper o uso.
Diante do quadro de dependência, o usuário pode sofrer a síndrome de
abstinência se estiver sem ingerir droga por um determinado espaço de tempo,
assim o corpo reage pela ausência de substância no organismo, isso pode
acontecer de acordo com a freqüência e quantidade de uso, e o estado físico do
usuário.
Outro fator preocupante é o risco de overdose que o dependente está
sujeito. Overdose significa superdose ou dose excessiva da droga, podendo causar
a falência dos órgãos vitais e até mesmo a morte. Assim instalada a tolerância, o
risco de sofrer uma overdose permeia a vida do usuário, que infelizmente consome
abusivamente em busca do prazer proporcionado pelo inicio do uso.
Não há possibilidades de definir se uma pessoa se tornará dependente
ou não, de fato isso não é hereditário, o que pode ocorrer é uma propensão maior do
organismo em relação ao uso e possível dependência. Entender que se trate de uma
doença faz toda a diferença para a quebra de preconceito e busca de tratamento,
mas a infeliz realidade é que se trata de uma doença incurável, o tratamento é um
processo pelo resto da vida.
8
DROGAS MAIS USADA NO BRASIL E SUAS CONSEQUENCIAS
1 ÁLCOOL
A história do álcool na sociedade, datam 6.000 a.C, a cerveja e o vinho
foram às primeiras bebidas alcoólicas fermentadas existentes. Na idade média
ocorreram os primeiros processos de destilação, surgindo o uísque, conhaque, rum,
etc; obtendo uma maior concentração de álcool que conseqüentemente trouxeram
mais problemas acerca do consumo.
O álcool produz alterações no funcionamento do Sistema Nervoso
Central, que muda o comportamento causado em decorrência do uso continuado,
ocorrendo tolerância e concomitante dependência.
A Organização Mundial da Saúde define dependência de álcool como:
Estados psíquicos e também físicos, resultantes de ingestão de álcool
caracterizados por reações de comportamento e outros que sempre
incluem uma compreensão para ingerir álcool de modo continuado ou
periódico, a fim de experimentar seus efeitos psíquicos e por vezes, evitar
o desconforto de sua falta, a tolerância ao mesmo podendo ou estar
presente. (RAMOS e BISTOLOTE 1990, pg 17).
A síndrome da dependência alcoólica pode ser conceituada em
três graus:
•
Leve: com reações de tremores e suadores e sintomas de
•
Moderado: além das reações acima, apresentam sintomas de
ansiedade;
náuseas, vômitos, etc;
•
Grave: evidencia dos dois primeiros graus e o comprometimento
do Sistema Nervoso Central.
O álcool como droga depressora acarreta varias conseqüências, e
revela ser o maior problema de internação no país. Sendo sete em cada dez
pessoas internadas com problemas de dependência de substâncias psicoativas. No
Brasil, o alcoolismo é uma das mais graves questões de saúde pública, em 1996 a
9
cirrose alcoólica do fígado foi a 7a maior causa de óbito no país na população maior
de 15 anos de idade.
O alcoolismo reflete-se na totalidade do individuo, no aspecto físico a
evolução dessa doença traz serias complicações orgânicas, problemas digestivos,
neurológicos, cardiovasculares, etc; sem contar os problemas sociais, no trabalho,
com a família, amigos, previdenciários e legais.
2 TABACO
O tabaco era consumido pelos nativos do novo mundo, através dos
fumos e mastigação das folhas. Seu uso se fazia pertinente a rituais místicos de
oferenda a deuses. Após as explorações de Colombo o tabaco, se difundiu pela
Europa, África e Ásia, mesmo sendo proibido as pessoas usavam por acreditar que
a fumaça inalada possuía poderes milagrosos.
Na década de 70, com o surgimento de maquinas, passou-se a
comercializar cigarros de papel, aumentando e estimulando seu consumo a nível
mundial, mas mesmo nesse período houve campanhas antifumo, pelos prejuízos
que o cigarro causava a saúde, acarretando na diminuição do consumo.
Pelo mundo afora se vê uma mobilização aos prejuízos do tabaco,
órgãos públicos, sociedade civil, difundido essa idéia, e o consumo sofre
diminuições, mas ainda sim empresas investem maciçamente em vendas e faturam
milhões em dinheiro.
No Brasil, a partir de 1990, o consumo aumentou consideravelmente
entre os jovens. Onde 2.8 milhões, entre 5 a 19 anos fumam cigarro, revelando
nessa faixa etária o interesse por determinadas drogas, principalmente por estarem
vivendo conflitos normais da adolescência.
O excesso de nicotina ingerida pelo organismo através do cigarro,
resulta em alteração do Sistema Nervoso Central, deixando a pessoa em estado de
alerta, seguido por um sentimento de calma, além da clareza de pensamento e
aumento da concentração.
A nível físico traz uma diminuição do apetite e alguns problemas
gastros, podendo resultar em ulceras no estomago; há o comprometimento do
10
aparelho respiratório e o uso intenso, aumenta o ritmo cardíaco, com riso de enfarte,
derrame cerebral e doenças dos vasos sanguíneos.
Seus prejuízos a saúde decorre também no envelhecimento precoce a
mulher, favorecendo o aparecimento de rugas, causando palidez, obstruindo poros,
associa-se também a risco de enfarte associado ao uso de anticoncepcionais, sem
contar e estagio de gestação, onde as substâncias tóxicas afetam diretamente o
feto, trazendo inúmeras conseqüências para a criança após seu nascimento.
O tabaco traz problemas ecológicos pois segundo o Ministério da
Saúde, com problemas de devastação de florestas, com a secagem das folhas de
tabaco; agrotóxicos que poluem o solo, a água e o ar, decorrente das plantações de
fumo, etc.
E ainda os problemas econômicos, como analisa SANTOS (1998,
pg.38): ‘’[...] o recolhimento de impostos de cigarro não cobrem os gastos
decorrentes de seu consumo, tais como, doenças, falta de trabalho, etc. [...]’’.
3 INALENTES
Trata-se de substâncias que são vendidas legalmente, mas usada
indevidamente como drogas de abuso, encontrada em uso doméstico ou industrial,
essas substâncias se caracterizam como: aerossol, gasolina, cola de sapateiro,
tintas, éter e outros. Muitos usados em época de carnaval, como o famoso lançaperfume, tornaram-se proibido pelo governo, por conta dos prejuízos causados.
As reações provocadas pelos inalantes, são muitas. Algumas delas
são: alterações neurológicas, sangramento no nariz, diarréias, taquicárdia, fraqueza
muscular, lesão no rim, no fígado e nos pulmões, agravamento nos sintomas
psicóticos, convulsões, tolerância e dependência neurológica, etc. podendo até
provocar acidentes através de produtos inflamáveis.
Infelizmente esses tipos de drogas, são os mais consumidos por
crianças e adolescentes que ocupam o primeiro lugar no ranking. Pesquisas
revelaram que 100% dos meninos de Rua do Distrito Federal consumiam drogas e
que a preferida (88%) era cola de sapateiro, por ser barata e acessível, inibir fome,
11
além de ser a única fonte de prazer e recreação disponível. (Centro de Orientação e
Atendimento a Toxicômanos – Cordato, Universidade de Brasília).
5 MEDICAMENTOS
Esses podem ser estimulantes ou depressores, vendidos sobre
prescrição médica, essas drogas, também podem provocar dependência devido ao
abuso.
6 MACONHA
Utilizada em forma de cigarro, traz em sua fumaça, elementos
cancerígenos, semelhante ao tabaco, os efeitos desta droga são: boca seca, falar
demais, relaxamento, alterações do espaço da passagem de tempo, ampliações dos
sentimentos internos, redução de reflexos, etc.
Além disso, a maconha causa sintomas psíquicos e físicos, como
sensao de fome, tremores e outros; em longo prazo provoca redução das defesas
imunológicas, deixando o corpo completamente vulnerável a doenças de diversos
tipos. O uso continua dessa substância pode atingir o cérebro, o aparelho
cardiovascular, iniciar convulsões, além de socialmente interferir no rendimento
escolar, no trabalho, etc.
SANTOS (1998, pg.44) ressalta: “Usuários assíduos de maconha
mostram-se muitos desmotivados, chegando a perder o interesse pela família, por
amigos, escola, trabalho e lazer e demonstram falta de objetivos de vida mais
elaborados.”
7 COCAÍNA
12
Extraída da coca, a cocaína tinha haver com conceitos indígenas, era
mascada por povos andinos, por se tratar de tradição. Seus efeitos são a sensação
de euforia, alta produtividade, ausência de sono, fome ou fadiga.
Ha prejuízos, na capacidade de criticidade acerca da realidade, com o
consumo crônico ocorre reações de pânico, sensação de perseguição e alucinações,
comprometendo o funcionamento do SNC.
Essas drogas permeiam a realidade brasileira e se instalam num
contexto social de consumismo e individualismo, que acabam favorecendo um ciclo
vicioso, levando nossos jovens a resolverem as frustrações da vida nas drogas.
8 DROGAS NO ASPECTO FAMILIAR E SOCIAL
A sociedade é preconceituosa em relação à toxicomania, geradora de
estigmas e de valores abstratos, ignora a dependência como doença, e tendenciosa
rotula o indivíduo. Norteada pelos valores do capital, a sociedade, padroniza o
individuo naquilo que se enquadra nos padrões de sua exigência, aquele que não se
adaptar é excluído.
Perante a série de frustrações dos anseios humanos, sejam eles de
consumo, existências ou espirituais, gerados pela sociedade, os cidadãos
sofrem umas massificações indiferenciadas, gerando formações reativas
diversas que podem extrapolar pela violência, autodestruição, a exemplo
da droga-dependência. (MACRE, 2000, p.31).
Este tipo de hostilidade não ajuda a pessoa com esse tipo de doença, e
às vezes causa efeito contrário, de modo que a pessoa se entrega ainda mais ao
uso da droga. Encarar a realidade da dependência como doença quebra diversos
estigmas acoplados ao toxicomaníaco.
Mas é importante ressaltar que o conceito sobre drogas é ainda
desconhecido por milhares de pessoas, que por falta de informação acabam por
taxar ou repelir a pessoa doente da dependência. Essa falta de informação pode
estar vinculada ao culto à beleza, os corpos ideais, que desencadeia uma série de
busca por esta propaganda ou ainda seja a ênfase da mídia acerca do usuário,
13
taxado como “criminoso”. De qualquer forma os meios de informação têm deixado à
mercê um assunto de extrema importância.
Outro fator importante é a situação da família diante da dependência de
seus
familiares.
Muitas,
mal
informadas,
despreparadas
acabam
se
desestabilizando, tornando o problema mais agravante. Pois quando um membro
usa drogas, há um rompimento do equilíbrio na família e muitas vezes todos vivem
somente em função do usuário de drogas.
Sob o efeito da droga, o jovem não se sente mais ligado a nada nem a
ninguém. Nessa hora é como se os pais não existissem. A gratidão a eles
desaparece e no lugar surge um sentimento de aversão por serem contra a
droga. (TIBA, 1999. Pg.88)
A droga tem um efeito autodestrutivo, onde a tendência em aumentar o
consumo é maior, fragmentando ainda mais as condições do adicto, neste sentido,
substância psicoativa é a destruição da própria história humana, interferindo
diretamente na estrutura social. TIBA (1999, pg. 93) define: ‘[...] seja qual for à
droga, antes mesmo de afetar o ser humano psicológica ou fisicamente, ela já
compromete os valores relacionais [...]”.
Em muitos casos há evidências de co-dependência, que é uma doença
com sintomas de raiva, depressão, etc. A luta do co-dependente é controlar o
dependente, este vive em função do usuário e dificilmente reconhece que está
doente, até porque toda a sua atenção se volta para o dependente de substância
química.
A co-dependência caracterizada como uma síndrome emocional
apresenta semelhanças de sintomas do dependente. Além disso, a vida social
dessas pessoas doentes também é afetada, há uma anulação de si mesmo em favor
da vida do outro.
DRUMMOND (1998, pg 22) revela: “Essa é a única doença da qual o
doente não deseja tratamento, já que não reconhece como tal, nem consegue deixar
de usar a droga, em vista da dependência que se instala com o uso”. A codependencia, faz com que as famílias facilitem a vida do dependente no que diz
respeito ao vício. Ambos não reconhecem a necessidade de tratamento.
Diante do problema o co-dependente, nega a realidade que o cerca e
fica estagnado. Os sintomas associados ao dependente não são identificados
14
facilmente pela família, uma vez que podem parecer próprios da idade,
representando uma dificuldade passageira.
Por isso quando há evidencia na família é importante um tratamento
não apenas com o usuário, mas com o co-dependente propriamente dito.
DRUMMOND (1998, pg.85) afirma: “Da mesma forma, como a dependência é a
doença do usuário de drogas, a co-dependencia é a doença da família”.
VISÃO DE PREVENÇÃO
Segundo Bucher (1988, p.55),”No que no se refere a questão das
drogas, prevenção é tudo aquilo que se pode ser feito ou empreendido para impedir
ou, pelo menos, reduzir o consumo abusivo de drogas” .
Trabalhar o aspecto de drogas na atualidade requer um conceito sobre
prevenção. Em face das conseqüências em diversos âmbitos da vida do cidadão
que é usuário dependente, o caminho da prevenção se faz necessário para que
nossos jovens não se deparem com esse perigo no caminho de suas vidas, que
limita tanto a liberdade, tão almejada nesta fase.
A prevenção deve começar dentro de casa, o ambiente familiar é muito
importante para que ocorra diminuição nos índices do uso abusivo de drogas. As
crianças são extremamente observadoras, a informação desde de cedo sobre o
conceito de drogas faz se necessário atualmente, ainda mas com os meios de
comunicação em massa, que transmitem idéias tão distorcidas acerca de valores,
para tanto é importante os pais obterem conceitos, informações, estudando o
assunto. Tudo para que seus filhos no futuro saibam lhe dar com possíveis
indagações, curiosidades e influências a respeito de drogas e tantos outros
assuntos.
Fora dos lares é de responsabilidade das escolas e educadores
construírem prevenção como válvula de escape para tanto consumismo exacerbado
de drogas ilícitas ou não, até porque é entre os jovens que se encontram o maior
nível de consumo.
Segundo Cury (2000 p. 128), ‘’Os pais e os educadores deveriam
aprender a navegar no território da emoção e a ser os primeiros a discutir com os
15
jovens sobre temas ligados ao relacionamento humano, sexo, liberdade social e
drogas.’
A educação precisa ser revolucionada, para responder aos anseios dos
jovens no que diz respeito à vida, naquilo que certamente enfrentaram. É preciso
refletir acerca de uma educação social, onde educadores trabalham na qualidade de
vida dos alunos e no campo da prevenção fornecendo-lhes ‘’ferramentas’’ para as
adversidades da vida, para que estes tenham a capacidade de desenvolver um
pensamento crítico sobre a realidade, deixando assim de ser meros instrumentos de
manipulação da mídia. Declara Tiba (1999. pg. 190): “A melhor prevenção é aquela
em que o aluno cria seus próprios mecanismos de proteção contra as drogas e
preservação da saúde”
Antigamente, medidas de prevenção se limitavam apenas a ações
judiciais e repressão ao tráfico, mas isso não fez com que o consumo diminuísse,
com o passar do tempo pesquisadores e especialistas enxergaram a educação
como algo necessário para a prevenção.
Mas pensar na prevenção apenas no sentido de informação, não é
garantia de educação, a esse respeito Bucher (1988, p. 57) afirma: “[...], a nível de
educação preventiva, é algo mais que a simples “informação”, visto que esta por si
só não fornece elementos suficientes para fundamentar escolhas individuais em
termos de uso”. Pensar no sentido de prevenção requer um idéia de acolhimento,
aceitação, pesquisa sobre aqueles que se pretende atingir, é algo bem mais pessoal
do que a metodologia de propagandas e folhetos, requer um processo de caminhada
no sentido de perceber que cada grupo de classes assimilam a prevenção de formas
distintas.
As informações sobre drogas devem estar focadas na qualidade de
vida e nas relações pessoais, considerando o publico alvo, bem como sua realidade
e necessidade. Um conceito de prevenção, articula-se com seu público alvo de
forma criativa, buscando fundamentos para alertar sobre cada aspecto apresentado
sobre drogas, considerando toda uma estrutura biopsicossocial que envolve essa
temática.
A prevenção educativa abrange três níveis, que auxiliam no seu
desenvolvimento; a prevenção primária, segundária e terciária. O primeiro nível,
volta-se para uma prevenção precoce, que trabalha antes do surgimento de
problemas relacionados à droga, para com os jovens, trabalha de forma a
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sensibilizá-los, causando um despertar consciente; para com os adultos enfoca-se o
tema no sentido de causar reflexão, transformando esses em co-participantes da
prevenção.
A prevenção secundária volta-se para o usuário que esta na fase
experimental da droga, se pauta de um diálogo nesse processo estabelecendo em
relacionamento de forma que haja reciprocidade e informando as conseqüências
causadas pelo abuso de drogas.
Prevenção terciária, atua vinculada a um processo de tratamento,
agindo antes, durante e depois; antes, com a intervenção no sentido de encorajar o
jovem a buscar ajuda reconhecendo estar doente; durante, ajudando a permanência
no tratamento, visando “destramatizar
a situação, sem contudo minimiza-la”; e
depois, após o tratamento medidas de prevenção favorecem um reinserção social,
vinculadas a instituições.
Ressalta-se que uma política de prevenção acontece em contextos
distintos, não se estabelecendo uma regra no sentido de funcionamento. Essa
consideração faz-se importante diante das variedades de tribos existentes nas
cidades, conhecer o público alvo, para trabalhar com sua cultura, seus costumes,
abrange uma perspectiva de prevenção educativa. Salienta BUCHER (1988, pg. 62)
: “Prevenir o uso indevido de drogas é uma tarefa tão importante quanto complexa,
uma vez que toca à educação em seu sentido mais amplo, incluindo a questão de
valores.”
Salientamos que as Políticas Públicas voltada as drogas são bastante
refletidas e discutidas, pois suas conseqüências revelam um grande problema de
Saúde Pública, desta maneira, verificamos que na área legislativa há sempre
assuntos polêmicos que transformam-se em leis, como a lei nº 11.343, de Agosto de
2006 que Institui o Sistema Nacional de Políticas públicas sobre Drogas; prescreve
medidas para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários e
dependentes de drogas [...].
O Assistente Social como um instrumento executor de políticas
públicas e enquanto educador, se depara com essa demanda emergente com
instrumentais adequados para lhe dar com a questão em si, amparado pela Lei,
pautado num código de ética que prescreve a luta pelos direitos humanos, a busca
pela liberdade, a cidadania, a reinserção social, vinculados na efetivação de direitos
sociais, reforça a importância da prevenção como um provedor da cidadania.
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Junto a Política Nacional de Assistência Social e em trabalho com
outros educadores na área da saúde, educação, psicologia, entre outros é possível
se planejar promoção de saúde, atraindo a comunidade local para atividades
alternativas e sócio-educativas, até mesmo a prevenção, fazendo uma leitura crítica
da realidade considerando toda uma estrutura biopsicosocial no que diz respeito às
substâncias psicoativa. Fazendo da prevenção um trabalho de todos, nas escolas,
nos nossos lares, nas nossas comunidades e até mesmo em nosso país.
5 Conclusão:
A droga perpassa décadas, é algo inerente à condição humana, por
várias razões o homem se submete a ela e estabelece uma relação, seja social, de
necessidade ou mesmo de dependência. É sabido que essa relação do homem com
as drogas, sofre influências norteadas pelo capitalismo, que vinculado à mídia cria
necessidades de consumismo, ou mesmo, cria valores distorcidos que impõe
padrões a serem seguidos, favorecendo o aumento do consumo de drogas, bem
como a sua propagação, vemos isso com os cigarros, moderadores de apetites,
bebidas alcoólicas; ou ainda a influencia de ídolos de rock-and-roll com drogas
ilícitas. Pesquisas comprovam que morrem mais pessoas dependentes de drogas
lícitas do que de drogas ilícitas, cerca de 90%, isso só revela o reflexo causado pelo
consumismo na contemporaneidade.
Ainda hoje, pouco se sabe que a droga seja ela ilícita ou não, provoca
dependência e que esta é uma doença incurável, a sociedade tem um conceito préformulado acerca de drogas, voltadas para o senso comum que rotula o indivíduo
usuário como delinqüente e perigoso, ou mesmo “vagabundo” que não quer nada da
vida, a pessoa doente necessita de tratamento e apoio para enfrentar dois
problemas: o da dependência propriamente dita e o do preconceito que dificulta a
reinserção social.
Classificada no CID-10, a dependência foi reconhecida como doença e
é caso de saúde publica. Esta é uma doença que limita o bom funcionamento do
cérebro, gera um grande isolamento do convívio social e afetivo, além de
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desencadear outros problemas, cardíacos, respiratórios, dependendo do tipo de
droga consumida.
Assim faz se necessária à atenção dos órgãos públicos, dos
profissionais da área e da comunidade para entender e motivar transformação no
sentido de prevenção, algo que deve ultrapassar os limites impessoais e se fazer
presente dentro dos lares, pois prevenção está interligado com educação.
Medidas de prevenção adequadas, não se enquadram da mesma
forma em diferentes locais, a leitura local deve nortear e chamar a atenção do
profissional para a real necessidade de seu público alvo, não é apenas uma questão
de dizer que drogas faz mal, se trata de uma caminhada, um convívio que gera
relacionamento e que transmita uma reciprocidade para que o assunto a ser
advertido cause impacto na vida das pessoas de tal forma que transforme a
realidade, gerando de fato prevenção.
Prevenção foca-se na qualidade de vida e relações pessoais isso
acontece em meio a um processo e envolve todo um contexto social: família,
escolas, comunidade, instituições, etc. Este de fato é o caminho para amenizar ou
mesmo evitar o abuso de drogas. Mesmo entendendo que a realidade social,
envolve consumismo, valores invertidos, tráfico de drogas, violência, etc; muitas
coisas que estimulam o consumo exacerbado pela droga, mas com políticas de
prevenção adequada pode-se favorecer a redução desses índices.
A prevenção ainda exerce uma função desencadeadora no agir
profissional do assistente social, que norteado por um código de ética, é um executor
de políticas públicas, voltado para a qualidade de vida de seus usuários, e amparado
pela Lei, busca respaldo na garantia de efetivação de direitos sociais. Entendendo
ser de direito a liberdade do individuo, que tanto a droga rompe, quando o usuário se
encontra dependente, pois esta doença traz conseqüências biológicas, psicologias
e sociais, intervindo diretamente num direito fundamentalmente humano.
6 Metodologia:
De acordo com Minayo (2001, p.16) a metodologia é o caminho do
pensamento e a prática exercida na abordagem da realidade. Inclui as concepções
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teóricas de abordagem, o conjunto de técnicas que possibilitam a apreensão da
realidade e também o potencial criativo do pesquisador.
Este estudo, sobre a temática das “conseqüências do uso de
substância psicoativas no aspecto biopsicossoacial”, teve como objetivo analisar as
conseqüências do uso de substâncias psicoativas, bem como desconstruir os rótulos
que essa doença causa na sociedade.
O
presente
trabalho
será
desenvolvido
através
de
pesquisa
bibliográfica e documental, sendo de nível exploratório. Houve interesse também em
pesquisar legislação específica e artigos relacionados à dependência de substâncias
psicoativas.
7 Referências:
BUCHERr. R. O. As drogas e a vida: uma abordagem biopsicossocial. São
Paulo. E.P.U. 1988.
CLASSIFICAÇÃO de Transtornos Mentais e de Comportamentos da CID-10.
Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
CURY A.J. Superando o Cárcere da Emoção. 21.ed. São Paulo: Academia de
Inteligência, 2000.
DRUMOND.C.C.M; FILHO.D.C.H. Drogas: a busca de respostas. São Paulo:
Loyola, 1998.
GARCIA. Et.al. Drogas abordagem interdisciplinar: fascículos de Ciências Penais.
Porto Alegre: Editor, 1990.
GIOKOVATE.F. Drogas: Opção de um Perdedor. São Paulo: Moderna, 1992.
JUNIOR.C.Drogas. Rio de Janeiro: Codecri, 1983.
MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa Social: teoria, método e criatividade. 19. ed. Rio
de Janeiro: Vozes, 2001.
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TIBA. I Anjos caídos: como prevenir e eliminar as drogas na vida do adolescente.
Ed. 3. São Paulo: gente, 1999.
SANTOS.S.M.R. Prevenção de Drogas na Escola: uma abordagem
psicodramatica. Ed. 2: Campinas-SP: Papirus. 1998.
VÁRIOS Colaboradores: Dependência de Drogas. São Paulo: Atheneu, Tradutor:
SEIBEL. S.D, 2000.
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