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As 25 maiores empresas exportadoras por distrito

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As 25 maiores empresas exportadoras por distrito
Este suplemento é parte integrante do jornal OJE nº 1802 e não pode ser vendido separadamente
MÁRIO COSTA PRESIDENTE DA UE-CPLP EM GRANDE ENTREVISTA
As 25 maiores empresas
exportadoras por distrito
PXXeXXI
|
II
|
quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
ignition2020
NOVO INSTRUMENTO DA IGNIOS
IGNITION 2020 apoia empresas que querem
beneficiar dos fundos do Portugal 2020
Como chegar aos sistemas de incentivos disponíveis no Portugal 2020? Ter informação é nuclear e o programa
IGNITION 2020 dá a resposta.
O reforço da competitividade e internacionalização da economia nacional é um dos grandes objetivos
estratégicos do Portugal 2020. Os
sistemas de incentivos à disposição
das empresas, em particular das
PME, estão especialmente orientados para o desenvolvimento de
projetos de qualificação, inovação
e internacionalização. Uma das
grandes novidades do Portugal
2020 é o foco nas empresas – por
oposição às infraestruturas nacionais, como acontecia em programas anteriores, e ainda a contratualização dos resultados.
Estes aspetos reforçam a importância da realização de estudos e
análises prévias que permitam elaborar planos de negócios e justificar a sustentabilidade dos projetos
apresentados. Esta é a principal razão que levou a IGNIOS, entidade
especializada em informação empresarial e gestão do risco, a promover a iniciativa IGNITION 2020.
O objetivo não é atuar no processo
de preparação de candidaturas
para os diferentes sistemas de incentivos do Portugal 2020 mas sim
apoiar as empresas através do fornecimento de informação qualificada que permite uma análise rigorosa das oportunidades em apreciação. Em qualquer projeto de
qualificação, inovação e internacionalização existem necessidades
específicas de informação que vão
desde a avaliação de potencial de
um segmento, análise de um setor
de atividade ou mercado internacional. Trata-se, ao fim ao cabo, de
minimizar o risco associado ao
desconhecimento de um novo negócio. Crescer no mercado nacional ou além-fronteiras implica
desafios acrescidos em competitividade – seja pela via da eficiência
de custos, da diferenciação ou do
enfoque num segmento ou nicho
de mercado. Em qualquer dos cenários, o sucesso passa por conhecer melhor os mercados-alvo como
ponto de partida.
Um estudo recente realizado
pela Deloitte e AICEP evidencia
que 91% das PME já iniciaram o
seu processo de internacionalização. Em 51% dos casos, o desco-
2013
Exportadoras
Grandes
PME
Micro
Total
Bens
Serviços
#
279
VN
50.895.999.049
Exportação
20.965.555.742
Taxa Exportação
41%
Mercado Comunitário
15.114.572.428
Mercado Comunitário / Exportação
72%
Mercado Extra-Comunitario
5.772.843.434
Mercado Extra-Comunitário / Exportação
28%
Empregados
113.075
#
3.903
VN
25.278.155.134
Exportação
11.708.959.845
Taxa Exportação
46%
Mercado Comunitário
9.075.047.697
Mercado Comunitário / Exportação
78%
Mercado Extra-Comunitario
2.620.231.500
Mercado Extra-Comunitário / Exportação
22%
Empregados
230.951
#
9.518
VN
4.394.528.870
Exportação
1.403.504.885
Taxa Exportação
32%
Mercado Comunitário
1.135.266.341
Mercado Comunitário / Exportação
81%
Mercado Extra-Comunitario
268.238.794
Mercado Extra-Comunitário / Exportação
19%
Empregados
96.028
#
13.700
VN
80.568.683.053
Exportação
34.078.020.472
Taxa Exportação
42%
Mercado Comunitário
25.324.886.466
Mercado Comunitário / Exportação
74%
Mercado Extra-Comunitario
8.661.313.728
Mercado Extra-Comunitário / Exportação
25%
Empregados
440.054
Fonte : Base de Dados IGNIOS.
Data da extração de dados : 2013 (dezembro de 2014 ; 2012 (setembro de 2013)
nhecimento dos mercados internacionais é apontado como a principal dificuldade. A mesma fonte
refere que o risco de crédito é considerado o principal fator de risco
na internacionalização. Assim, é
fundamental que as empresas neste percurso reforcem o seu nível
de informação sobre parceiros e
clientes, salvaguardando os seus
prazos de recebimento e minimizando o risco de incumprimento.
A IGNIOS aborda a gestão do
risco numa lógica integrada. Isto
significa que atua em todo o ciclo
de venda - desde a fase de pros-
peção até à cobrança, passando
pela análise de informação de crédito e modelos de avaliação de risco. Estas atividades são fundamentais para todas as empresas e ganham ainda mais importância num
processo de internacionalização.
Num contexto em que o crescimento económico cada vez mais
decorre das exportações, conforme apontam as previsões recentemente publicadas pelo INE, é fundamental que as empresas tenham à sua disposição os instrumentos necessários ao suporte de
operações internacionais.
42%
48%
55%
38%
39%
41%
55%
49%
26%
29%
32%
41%
29%
44%
53%
44%
379
55.379.962.454
17.297.684.109
31%
5.849.343.577
34%
11.448.340.526
66%
181.212
6.033
36.997.339.884
9.526.336.231
26%
4.911.951.888
52%
4.591.235.024
48%
243.459
27.343
10.538.416.684
2.941.805.970
28%
1.842.184.776
63%
1.099.468.808
37%
138.028
33.755
102.915.719.022
29.765.826.309
29%
12.603.480.241
42%
17.139.044.358
58%
562.699
O programa IGNITION 2020 irá
apoiar as empresas que pretendam beneficiar dos diferentes sistemas de incentivos disponíveis, e
que proporcionam o enquadramento adequado para o recurso a
instrumentos de acesso a informação internacional para identificação de novos mercados, parceiros, distribuidores e clientes. Estes
são inputs fundamentais para o
planeamento de ações de marketing e abordagens específicas e
sustentáveis aos mercados nacionais e internacionais. O sucesso
de qualquer processo de cresci-
Total
58%
52%
45%
62%
61%
59%
45%
51%
74%
71%
68%
59%
71%
56%
47%
56%
658
106.275.961.503
38.263.239.851
36%
20.963.916.005
55%
17.221.183.960
45%
294.287
9.936
62.275.495.018
21.235.296.075
34%
13.986.999.585
66%
7.211.466.524
34%
474.410
36.861
14.932.945.554
4.345.310.855
29%
2.977.451.117
69%
1.367.707.602
31%
234.056
47.455
183.484.402.075
63.843.846.781
35%
37.928.366.707
59%
25.800.358.086
40%
1.002.753
1,4%
58%
60%
29%
21%
34%
33%
47%
78%
8%
7%
23%
mento sustentável começa aqui –
no conhecimento dos mercados e
na capacidade de identificar os
parceiros adequados.
Para além da disponibilização de
ferramentas inovadoras que possibilitam a identificação de clientes
e parceiros em mercados internacionais, a oferta IGNITION 2020
permite a criação de perfis empresariais em diretórios internacionais, acesso a bases de dados nacionais e internacionais, assim como
a informação de análise e avaliação de risco.
Saber mais em www.ignios.pt
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
|
III
|
PUB
|
IV
|
quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
25maioresexportadores
INFORMAÇÃO DISPONIBILIZADAPOR IGNIOS - GESTÃO INTEGRADA DE RISCO, S.A.
distritodeaveiro
1
Renault Cacia, S.A.
3800-000 Cacia
234301300
[email protected]
www.renault.pt
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 277.233.502,00
● € 277.233.502,00
Dir. Geral
◆ Juan Pablo Melgosa
Dir. Compras
▲ Nuno Ribeiro
2
Faurécia - Sistemas de Escape Portugal,
Lda.
3700-230 São João da Madeira
256839200
[email protected]
www.faurecia.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 241.891.436,00
● € 241.655.666,00
▲ € 88.475,00
3
Amorim & Irmãos, S.A.
4535-387 Santa Maria de Lamas
227475500
[email protected]
www.amorimcork.com
Fabricação de rolhas de cortiça
◆ € 220.569.085,00
● € 128.595.597,00
▲ € 91.973.488,00
◆ António Reffoios
● René Christophe Fouquet
▲ Avelino Silva
Dir. Geral
Dir. Comercial
Dir. Compras
4
Faurécia - Assentos de Automóvel, Lda.
3700-230 São João da Madeira
256839200
[email protected]
www.faurecia.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 169.558.315,00
● € 156.548.806,00
▲ € 3.043.123,00
5
Bosch Termotecnologia, S.A.
Vulcano
3800-533 Cacia
234925000
[email protected]
www.vulcano.pt
Fabricação de aparelhos não elétricos para
uso doméstico
◆ € 167.534.318,00
● € 102.567.206,00
▲ € 64.967.112,00
6
Grohe Portugal - Componentes
Sanitários, Lda.
3850-184 Albergaria-a-Velha
234529900
[email protected]
www.grohe.com
Fabricação de outras torneiras e válvulas
◆ € 132.369.443,00
● € 131.814.873,00
▲ € 554.570,00
Dir. Geral
◆ António Manuel M. Carvalho
Dir. Comercial
● Pedro Roma
Dir. Compras
▲ Sérgio Ferreira
7
Companhia Industrial de Resinas
Sintéticas Cires, Lda.
Cires
3860-107 Avanca
234811200
[email protected]
www.cires.pt
Fabricação de matérias plásticas sob
formas primárias
◆ € 103.696.220,00
● € 89.913.128,00
▲ € 12.814.442,00
Dir. Geral
◆ Luís Alberto Montelobo
Dir. Comercial
● Paulo Veiga
8
Ferpinta - Industrias de Tubos de Aço
de Fernando Pinho Teixeira, S.A.
3720-011 Carregosa
256411400
[email protected]
www.ferpinta.pt
Fabricação de tubos, condutas, perfis ocos
e respetivos acessórios, de aço
◆ € 96.061.397,00
● € 84.922.099,00
▲ € 11.136.818,00
◆ José Amorim
● Nuno Ribeiro Pires
▲ Nuno Ribeiro Pires
Dir. Geral
Dir. Comercial
Dir. Compras
9
Amorim Revestimentos, S.A.
4535-472 São Paio de Oleiros
227475600
[email protected]
www.wicanders.com
Fabricação de outros produtos de cortiça
◆ € 93.284.622,00
● € 56.636.891,00
▲ € 36.647.730,00
Dir. Geral
◆ Jorge Viriato F. B. Diniz Santos
10
11 Cuf - Químicos Industriais, S.A.
12 Bosch Security Systems - Sistemas
de Segurança, S.A.
13 Gestamp Aveiro - Indústria de Acessórios
de Automóveis, S.A.
14 Teka Portugal, S.A.
15 Amorim Cork Composites, S.A.
16 Flex 2000 - Produtos Flexíveis, S.A.
17 Ria Blades, S.A.
18 Pavigrés - Cerâmicas, S.A.
19 Kirchhoff Automotive Portugal, S.A.
20 Cordex - Companhia Industrial Textil, S.A.
21 Funfrap - Fundição Portuguesa, S.A.
22 Bi-Silque, Produtos de Comunicação Visual,
S.A.
23 Dow Portugal - Produtos Quimicos, Sociedade
Unipessoal, Lda.
24 Aveidigital - Produtos de Telecomunicações,
Lda.
25 Simoldes - Plásticos, S.A.
Colep Portugal, S.A.
3730-404 Vale de Cambra
256420100
[email protected]
www.colep.com
Fabricação de embalagens metálicas
ligeiras
◆ € 88.398.179,00
● € 84.661.670,00
▲ € 2.825.210,00
◆ Vítor Neves
Dir. Geral
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
distritodebeja
1
Somincor - Sociedade Mineira de Neves Corvo, S.A.
● € 32.721.331,00
▲ € 235.192,00
7780-409 Santa Bárbara de Padrões
286689000
[email protected]
www.somincor.com.pt
Extração e preparação de outros minérios
metálicos não ferrosos
◆ € 316.281.083,00
● € 282.165.250,00
▲ € 33.626.139,00
Dir. Comercial
● Nuno Ferreira
Dir. Compras
▲ João Loja
Atividades dos serviços relacionados com
a agricultura
◆ € 17.580.012,00
● € 17.580.012,00
2
5
Almina - Minas do Alentejo, S.A.
Vitacress Portugal, S.A.
7600-015 Aljustrel
284600200
[email protected]
www.almina.pt
Extração e preparação de outros minérios
metálicos não ferrosos
◆ € 92.490.169,00
● € 43.237.422,00
▲ € 49.252.747,00
7630-033 Boavista dos Pinheiros
283320500
[email protected]
www.vitacress.com
Culturas de produtos hortícolas, raízes
e tubérculos
◆ € 7.099.196,00
● € 7.099.196,00
Dir. Geral
◆ Luís Mesquita
3
6
De Prado Portugal, S.A.
Transaqua - Sociedade Ibérica
de Tubagens, S.A.
7800-611 Baleizão
284924407
[email protected]
Agricultura e produção animal combinadas
◆ € 33.114.523,00
a construção
◆ € 6.307.521,00
▲ € 6.307.521,00
4
Lusomorango - Organização de
Produtores de Pequenos Frutos, S.A.
7630-574 São Teotónio
283959245
[email protected]
7600-032 Aljustrel
284660000
[email protected]
www.transaqua.com.pt
Fabricação de produtos de betão para
7
9
Valenciagro - Produção Frutícola,
Unipessoal, Lda.
7900-443 Peroguarda
284998372
Frupor - Sociedade Agro Industrial S.A.
Frupor
7630-562 São Teotónio
282940000
[email protected]
www.frupor.com
Culturas de produtos hortícolas, raízes
e tubérculos
◆ € 4.659.489,00
● € 3.382.510,00
▲ € 1.276.978,00
Dir. Geral
◆ Ole Martin Siem
Dir. Compras
▲ Didier R. Mercier
8
Campo Sol II - Soc. de Exploração
e Comercialização Agrícola, Lda.
7645-909 Vila Nova de Milfontes
283990010
[email protected]
www.camposol2.com
Culturas de produtos hortícolas, raízes
e tubérculos
◆ € 3.569.480,00
● € 3.569.480,00
Cultura de Citrinos
◆ € 3.171.792,00
● € 3.171.792,00
10
Sudoberry, S.A.
7630-569 São Teotónio
282947033
[email protected]
www.sudoberry.com
Cultura de leguminosas secas e sementes
oleaginosas
◆ € 2.833.634,00
● € 1.748.928,00
▲ € 1.084.706,00
11 V. O. F. Atlantic Growers
12 Vale da Rosa - Sociedade Agrícola, Lda.
13 Cortes de Cima, S.A.
14 Innolivo Portugal - Unipessoal, Lda.
15 First Fruit - Produção e Comercialização,
Unipessoal, Lda.
16 Casa Alta - Sociedade Transformadora
de Bagaços, Lda.
17 Frutadivina - Produção e Comércio de Frutas
e Plantas, Soc. Unip. Lda.
18 Sociedade Agrícola da Encosta do Guadiana,
Lda.
19 Sega - Sociedade de Exploração e Gestão
Agrícola, S.A.
20 Colossus Plants, Lda.
21 Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos,
Crl.
22 Gemusering Portugal - Produção Hortícola,
Lda.
23 Sociedade Agrícola do Monte Novo
e Figueirinha, Lda.
24 Sociedade Agrícola Atalaya del Pedregal, Lda.
25 Prado de Castro Verde, Lda.
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
|
V
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VI
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
entrevista
FERNANDO PAIVA DE CASTRO, PRESIDENTE DA AIDA - ASSOCIAÇÃO INDUSTRIAL DO DISTRITO DE AVEIRO
Quando a união das empresas e entidades
científicas e tecnológicas resulta em sucesso
Num postal que há muito não se fica pela emblemática Ria de Aveiro ou os inigualáveis ovos moles, este é um
distrito marcado pelo dinamismo do tecido empresarial que, cada vez mais, aponta para os mercados externos.
E, para tal, conta com a AIDA que, entre outras barreiras internas, frisa a urgência de melhor aproveitar o porto.
DR
SÓNIA BEXIGA
[email protected]
O país começa a dar sinais de recuperação económica. De que
forma tem o distrito acompanhado esta evolução? Há, por
exemplo, reflexo desta melhoria
em áreas como o emprego?
A recuperação económica começa, de facto, a ser uma realidade. A
qual se deve, em grande parte, ao
trabalho conjunto dos agentes
económicos do distrito, designadamente empresas e entidades do
sistema científico e tecnológico. O
investimento em I&DI, design e
na qualidade do produto, entre
outros fatores diferenciadores,
tem sido essencial neste processo.
As nossas empresas têm procurado novos mercados, fazendo um
enorme esforço no sentido de se
adaptar aos mesmos. Quanto à
taxa de emprego, é, segundo os
dados oficiais mais recentes, de
54,2%. Por contraponto, a de desemprego ronda os 12%. De frisar
ainda o facto de a taxa de escolarização no ensino superior corresponder a cerca de 30% do todo
nacional, sendo patente a atratividade da região na fixação de jovens em idade ativa, o que nos oferece garantias em termos da qualificação de recursos humanos.
Quais os constrangimentos no
crescimento económico?
Os constrangimentos são, regra
geral, comuns ao resto do país. As
nossas empresas carecem desde
logo de ganhar escala pelo que necessitam de condições que lhes
permitam redimensionar-se. A
pesada carga fiscal, aliada a uma
legislação fiscal complexa e instável, a falta de flexibilidade da legislação fiscal, a morosidade da
Justiça, os elevados custos energéticos e o nível de burocracia que
ainda se verifica são alguns dos fatores que oneram e desviam recursos (tempo e dinheiro) que
Estamos a explorar as
potencialidades oferecidas por Silicon Valley,
apoiando a incubação
de empresas inovadoras
e startups, e os Emirados
Árabes Unidos
deveriam estar afetos à área produtiva. A isto acresce o elevado endividamento, a débil situação de
tesouraria da grande maioria dos
portugueses, a diminuição do
poder de compra e a fragilidade
dos sistemas económicos e financeiros. E podemos ainda referir o
facto de o porto de Aveiro não estar a ser explorado em todas as
suas potencialidades e a ligação
ferroviária Aveiro-Viseu-Salamanca continuar por decidir.
Qual o peso da vertente exportadora nas maiores empresas?
Em 2014, as exportações de bens
da Região Centro representavam
19, 2% do total nacional, superando as importações, o que caracteriza bem o dinamismo económico
da região já que, no resto do país,
o cenário é precisamente o inverso. Em 2009, existiam cerca de
1800 empresas exportadoras na
região de Aveiro. Esse número
passou para 2500 em 2014, num
crescimento de 39%.
É expectável a instalação de novas empresas exportadoras?
Aveiro registou no 1º trimestre de
2015 um crescimento de 6,5% relativamente ao mesmo período do
ano anterior, ao nível da constituição de empresas, sendo uma das
cinco regiões com maior número
de novas empresas neste período.
Acreditamos que a localização, a
diversidade de recursos naturais,
os recursos humanos altamente
qualificados e as infraestruturas
de apoio são fatores potenciadores
da instalação de novas empresas
com vocação exportadora. Para o
efeito, será necessário combater
os constrangimentos que referi e
avançar com obras tão importantes quanto a já referida ligação ferroviária que aproximará a região
dos mercados do centro da Europa.
Que papel tem a AIDA na divulgação de mercados externos e no
acesso ao Portugal 2020?
A AIDA tem um longo histórico de
trabalho de apoio à internacionalização (sobretudo na vertente das
exportações) dando especial atenção à diversificação de mercados,
no sentido de expandir oportunidades de negócio através do alargamento da carteira de clientes e
da exploração de novos canais de
distribuição. Nesse sentido, estamos em permanente contacto
com entidades oficiais e congéneres de países que ofereçam potencialidades de negócio. Entre as
ações desenvolvidas destacam-se
as missões empresariais de prospeção, reforço e consolidação a
mercados emergentes; missões de
importadores à região; divulgação
das empresas e produtos na “Portugal Best Brands” que divulga
marcas nacionais no estrangeiro;
seminários, workshops e apresentações dos mercados; estudos
de mercado e follow-up. No total,
nas 74 missões realizadas, participaram 826 empresas, de diversos
setores. Dos resultados obtidos,
verificou-se que mais de 72% destas aumentaram as exportações
para os mercados visitados, tendo
45% investido diretamente numa
unidade. Relativamente ao novo
Portugal 2020, o papel da AIDA
passa por esclarecer as dúvidas
sobre os incentivos, acompanhar,
e elaborar, candidaturas e a execução dos próprios projetos.
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
|
VII
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PUB
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VIII
|
quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
entrevista
HORÁCIO PINA PRATA - PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DA REGIÃO DE COIMBRA
Capacidade exportadora pronta para ser
alavancada. Empregabilidade é o foco
Numa região com fracos sinais de recuperação e de medidas de emprego desadequadas face às reais necessidades das empresas, as associações empresariais são chamadas a assumir o papel relevante de intermediação e
conciliação. Por aqui, urge “reindustrializar”, numa “verdadeira política integrada de rede dos diferentes agentes”.
DR
SÓNIA BEXIGA
[email protected]
O país começa a dar sinais de recuperação económica. De que
forma tem o distrito acompanhado esta evolução? Há, por
exemplo, reflexo desta melhoria
em áreas como o emprego?
Os índices de emprego começam a
dar sinais de algum otimismo, no
entanto, ainda insuficientes face
aos constrangimentos da região.
Torna-se necessária uma maior adequação entre as medidas ativas
de emprego e as necessidades das
empresas, devendo as associações
empresariais intermediar esta
conciliação, ao invés da atual dispersão por entidades públicas,
sem representatividade por quem
cria mais valias económicas.
É necessário requalificar e reconverter as pessoas para áreas
proeminentemente industriais,
onde existe lacuna de mão de obra
qualificada. É urgente uma política estratégica, que a Associação
Empresarial da Região de Coimbra (NERC) tem defendido, de “reindustrialização” da Região de Coimbra e do país.
Quais os constrangimentos no
crescimento económico do distrito?
Sentimos, no distrito de Coimbra,
falta de cooperação, falta de uma
verdadeira política integrada de
rede entre os diferentes agentes,
falta de ambição e falta dos atores
públicos ouvirem para intervirem.
É preciso estimular a cooperação ativa entre todos com vista à
captação de investimento, esse
sim gerador de riqueza e de emprego estável e duradouro.
A NERC tem desempenhado o
seu papel associativo, de estímulo
à atividade empresarial, e é seu
anseio que, tal como noutras regiões, a CIM de Coimbra, a Universidade, os Politécnicos, entre ou-
tros, estejam atentos à necessidade de cooperar para criar valor regional económico e empresarial
com o focus na empregabilidade.
Por isso, temo-nos disponibilizado
para fomentar uma rede de cooperação de capacitação regional e de
captação de investimento estrangeiro, em articulação com atores
públicos e privados, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Associação Industrial Portuguesa (AIP).
Qual o peso da vertente exportadora nas maiores empresas do
distrito?
A vertente exportadora das empresas da região é vital para o nosso desenvolvimento económico,
pois só pela via da identificação de
novos mercados, onde existe capacidade de consumo e investimento em grande escala, é que se consegue manter ou mesmo aumentar a capacidade produtiva.
Temos algumas áreas de referência na região como o mobiliário, produtos farmacêuticos, material elétrico, produtos licorosos,
produção de papel, a agricultura,
o mar e os próprios serviços de
inovação e conhecimento, que
permitem alavancar a capacidade
exportadora desta região.
É expectável a instalação de novas empresas com vocação exportadora na região?
No que depender da NERC, a resposta a esta questão será afirmativa. Inclusivamente, temos estado
a potenciar a dinamização de diferentes iniciativas articuladas com
a AICEP neste sentido. Assim consigamos reunir este consenso por
parte dos atores relevantes a nível
político desta região. No plano estratégico da NERC, temos uma linha de atração de investimento
estrangeiro para a Região de
Coimbra, e o projeto dos “Embaixadores Empresariais da Região
de Coimbra nos PALOP e no Mundo”, que é também uma linha es-
Temos de estimular a
capacidade de
cooperação, de fusões e
aquisições entre as
empresas, a iniciativa
fomentadora de riqueza
para a região. Havendo
riqueza há mais emprego.
Por isso acreditamos que
juntos somos mais fortes!
tratégica que temos de reforçar e
ter como ambição.
Que papel tem a Associação na
divulgação de mercados externos e no acesso a fundos estruturais dentro do Portugal 2020?
A NERC tem, neste ano e meio de
existência, desencadeado múltiplas iniciativas de capacitação de
empresários e gestores para a necessidade de internacionalizar as
suas organizações.
Tem fomentado a participação
dos seus associados em sessões de
esclarecimento dos fundos de
apoio no âmbito do Portugal 2020,
onde se é facilitado a integração
em missões empresariais diretas e
inversas, em função dos mercados
onde se pretendem implantar.
Na NERC, acreditamos que só
com o verdadeiro espírito de entreajuda dos empresários é que
conseguimos melhorar os indicadores económicos da região. Por
isso, dinamizamos iniciativas que
representem, direta ou indiretamente, mais-valias para o desenvolvimento organizacional.
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
25maioresexportadores
INFORMAÇÃO DISPONIBILIZADAPOR IGNIOS - GESTÃO INTEGRADA DE RISCO, S.A.
distritodebraga
1
Continental Mabor - Indústria de Pneus,
S.A.
4760-606 Lousado
252499200
[email protected]
www.conti-online.com
Fabricação de pneus e câmaras-de-ar
◆ € 775.762.483,00
● € 656.116.793,00
▲ € 119.645.691,00
Dir. Comercial
● Jose Luis De La Fuente
2
Coindu - Componentes para a Indústria
Automóvel, S.A.
4770-217 Joane
252920010
[email protected]
www.coindu.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 113.076.041,00
● € 111.172.933,00
▲ € 1.903.108,00
3
Bosch Car Multimédia Portugal, S.A.
4705-280 Braga
253606100
[email protected]
www.bosch.pt
Fabricação de recetores de rádio e de
televisão e bens de consumo similares
◆ € 109.970.626,00
● € 82.353.375,00
▲ € 23.086.658,00
● Johannes Sommerhaeuser
4
Acabamento de fios, tecidos e artigos
têxteis
◆ € 62.798.529,00
● € 51.514.543,00
▲ € 11.283.987,00
Gabor Portugal - Indústria de Calçado,
Lda.
7
Dir. Comercial
4775-240 Silveiros
252969100
[email protected]
www.gabor.pt
Fabricação de calçado
◆ € 90.301.201,00
● € 90.301.201,00
▲ Alexandre Azevedo
TMG - Tecidos Plastificados outros
Revestimentos Indúst. Automóvel, S.A.
TMG - Automotive
Dir. Compras
5
Amtrol - Alfa Metalomecânica, S.A.
4805-026 Brito
253540200
[email protected]
www.amtrol-alfa.com
Fabricação de outros reservatórios
e recipientes metálicos
◆ € 64.394.927,00
● € 33.366.457,00
▲ € 30.960.173,00
Dir. Comercial
● Tiago Oliveira
6
Riopele - Têxteis, S.A.
4770-405 Pousada de Saramagos
252990990
[email protected]
www.riopele.pt
4770-588 São Cosme Vale
252300400
[email protected]
www.tmg.pt
Fabricação de têxteis para uso técnico
e industrial
◆ € 62.083.614,00
● € 52.914.212,00
▲ € 9.165.142,00
8
Vieira & Marques, Lda.
Pocargil
4830-102 Campos PVL
253639280
[email protected]
www.pocargil.pt
Confeção de outro vestuário exterior
em série
◆ € 53.773.572,00
● € 53.447.775,00
▲ € 325.699,00
9
Leica - Aparelhos Ópticos de Precisão,
S.A.
4760-810 Lousado
252330300
[email protected]
www.leica-camara.com
Fabricação de instrumentos
e equipamentos óticos não oftálmicos
◆ € 50.343.850,00
● € 48.270.095,00
▲ € 594.771,00
10
Casais - Engenharia e Construção, S.A.
4700-565 Mire de Tibães
253305400
[email protected]
www.casais.pt
Construção de edifícios (residenciais e não
residenciais)
◆ € 50.187.106,00
▲ € 706.568,00
Dir. Geral
◆ José Silva Fernandes
Dir. Comercial
● António Carlos Rodrigues
Dir. Compras
▲ Afonso Almeida Brandão
11 Lameirinho - Indústria Textil, S.A.
12 Irmãos Vila Nova, S.A.
Salsa
13 Construções Gabriel A. S. Couto, S.A.
14 Mundotextil - Indústrias Têxteis, S.A.
15 Continental - Indústria Têxtil do Ave, S.A.
16 Solidal - Condutores Elétricos, S.A.
17 Leonische Portugal - Indústria de Cablagens,
Lda.
18 Ramiro & Carvalho, Lda.
19 Fortunato O. Frederico & Ca Lda.
Kyaia
20 António de Almeida & Filhos - Têxteis, S.A.
"Fábrica de Tecidos do Outeirinho" "AAF Têxteis"
21 Aco - Fábrica de Calçado, S.A.
22 Olbo & Mehler Tex Portugal, Lda
23 Ricon Industrial - Produção de Vestuário, S.A.
24 Navarra - Extrusão de Alumínio, S.A.
25 Somelos - Tecidos, S.A.
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
distritodebragança
1
4
Sortegel - Produtos Congelados, S.A.
J. M. Gonçalves - Tanoaria, Lda.
5300-861 Santa Comba de Rossas
273969350
[email protected]
www.sortegel.com
Congelação de frutos e de produtos
hortícolas
◆ € 17.517.625,00
● € 16.159.580,00
▲ € 1.316.960,00
5225-032 Palaçoulo
273459125
[email protected]
www.jmgoncalves.com
Fabricação de embalagens de madeira
◆ € 5.908.529,00
● € 1.415.249,00
▲ € 4.478.777,00
5
2
Great Lorry and Transport, Unipessoal,
Lda.
5300-440 Bragança
273333969
[email protected]
Transportes rodoviários de mercadorias
◆ € 13.604.074,00
3
Varandas de Sousa, S.A.
Sousacamp Cogumelos
5360-021 Benlhevai
278538010
[email protected]
www.sousacamp.com
Culturas de produtos hortícolas, raízes
e tubérculos
◆ € 5.456.596,00
● € 5.454.388,00
▲ € 2.208,00
Alcino Nunes & Irmão, Lda.
5300-855 Bragança
273312943
[email protected]
www.castanhascongeladasdosabor.com
Comércio por grosso de fruta
e de produtos hortícolas, exceto batata
◆ € 11.922.526,00
● € 11.922.526,00
6
Fepronor - Ferro Pronto do Norte,
Sociedade Unipessoal, Lda.
5301-907 Bragança
273300800
[email protected]
www.fepronor.com
Fabricação de estruturas de construções
metálicas
◆ € 2.272.943,00
● € 2.220.546,00
▲ € 52.397,00
● Luís Gonçalves
9
Dir. Comercial
7
Avicuima - Distribuidora de Produtos
Alimentares, Lda.
5370-642 Suçães
278248175
[email protected]
www.celtiberia.pt
Comércio por grosso não especializado
de produtos alimentares, bebidas e tabaco
◆ € 2.166.034,00
● € 5.045,00
▲ € 2.160.989,00
8
Tecpan - Tecnologia e Produtos para
Pastelaria e Panificação, Lda.
5370-327 Mirandela
278200460
[email protected]
Embaleuropa, S.A.
5370-565 Mirandela
278265823
[email protected]
www.sousacamp.com
Atividades de engenharia e técnicas afins
◆ € 1.639.207,00
● € 1.639.207,00
10
Amendouro - Comércio e Indústria
de Frutos Secos, S.A
5350-051 Alfândega da Fé
279462656
[email protected]
www.amendouro.com
Descasque e transformação de frutos
de casca rija comestíveis
◆ € 1.406.182,00
● € 1.073.574,00
▲ € 332.608,00
11 EDC Vias Férreas, Lda
12 Duplomonte - Unipessoal Lda.
13 Mil Possibilidades, Lda
14 Stellar Consulting, Lda
15 Mitalco - Minas de Talcos de Portugal, Lda.
16 Transportes Vale Seara Lda
17 Novavet - Produtos Agro-Pecuários Lda
18 Volumarchas Camiones, Unipessoal Lda
19 Bísaro - Salsicharia Tradicional, Lda.
20 ANC - Serviços de Serralharia e Carpintaria,
Unipessoal Lda
21 João Diegues, Unipessoal Lda
22 Errota - Trans, Unipessoal, Lda.
23 Petro Box, Lda
24 Sodosa - Soc. Comercial e Industrial
de Produtos para Alimentação, Lda
25 Fortunato Rodrigues & Filhos, Lda
Fabricação de fermentos, leveduras e
adjuvantes para panificação e pastelaria
◆ € 2.022.069,00
● € 154.626,00
▲ € 1.867.443,00
Dir. Comercial
● José Baltazar Aguiar
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
entrevista
RUI ESPADA, PRESIDENTE DO NÚCLEO EMPRESARIAL DA REGIÃO DE ÉVORA
Bem promovido, Alentejo vencerá desafio
da atração de investimento e pessoas
Numa região que cada vez mais desperta as atenções internacionais, existem, de facto, sinais de recuperação
económica que, apesar das assimetrias por corrigir, são fruto de um “Alentejo mais competitivo e empreendedor”.
Mas quando a palavra de ordem é exportar, “há ainda um longo caminho por percorrer” no apoio às empresas.
DR
SÓNIA BEXIGA
[email protected]
O país começa a dar sinais de recuperação económica. De que
forma tem o distrito acompanhado esta evolução? Há, por
exemplo, reflexo desta melhoria
em áreas como o emprego?
Ao nível do Alentejo Central, vão-se registando alguns sinais de recuperação económica, quer na dinamização empresarial, quer ao
nível da oferta de empregos.
Quais os constrangimentos no
crescimento económico do distrito?
Os maiores desafios ao desenvolvimento integrado da Região
Alentejo são, no meu entender, a
capacidade de atração de investimento e de residentes, bem como
a promoção territorial. Só é possível garantir um desenvolvimento
sustentável do Alentejo se estas
variáveis forem trabalhadas de
uma forma integrada. A implementação no terreno das estratégias delineadas, dos projetos estruturantes deverá, assim, ter em
linha de conta estas questões. Não
tenho dúvidas de que há excelentes análises swot da região, há estudos muito bem fundamentados
que apontam e identificam medidas e ações a promover, que propiciam um desenvolvimento integrado da Região Alentejo. Acredito, por isso, que o desafio se coloca na forma como planeamos as
ações, como delineamos a sua implementação e como fazemos o
acompanhamento e monitorização das mesmas. É fundamental
partilhar conhecimento e recursos, inovar na forma de promover
a região que é, claramente, uma
região única no território nacional e até mesmo internacional. A
região, os seus produtos e serviços têm recebido as mais variadas
distinções a nível nacional e internacional. É desde logo necessário
que haja medidas de descriminação positiva para regiões como o
Alentejo. Tem de haver, por parte
de quem legisla, uma atenção para estas matérias. Não se trata de
beneficiar a região, pretende-se
sim esbater as assimetrias regionais e que sejam dadas reais oportunidades para que a região possa
garantir um desenvolvimento integrado. Por outro lado, é necessário criar sistemas de cooperação
nas diferentes áreas do desenvolvimento económico e social que
sejam do conhecimento de todos
os intervenientes e assentes no
conhecimento, na diferenciação e
na inovação.
Qual o peso da vertente exportadora nas maiores empresas do
distrito?
De acordo com os dados apresentados pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), no” Roadshow Portugal Global”, que decorreu em
Évora no passado dia 16 de junho,
cerca de metade das exportações
são asseguradas por apenas três
empresas e menos de 300 empresas exportam um valor total de
cinco milhões de euros. Isto significa que há um longo caminho a
percorrer no apoio às empresas
para que iniciem e fortaleçam a
sua capacidade exportadora.
É expectável a instalação de novas empresas com vocação exportadora na região?
Claramente que sim. Não só pela
excelente localização do Alentejo
Central e das suas acessibilidades
bem como pela aposta da região
em afirmá-la como um Alentejo
cada vez mais competitivo e empreendedor.
Que papel tem a Associação na
divulgação de mercados externos e no acesso a fundos estruturais dentro do Portugal 2020?
O Núcleo Empresarial da Região
de Évora (NERE) tem desenvolvido
Acreditamos que, juntos,
fazemos melhor e é por
isso que este é o lema
da nossa associação
inúmeras ações com o intuito de
informar, formar as empresas sobre os diversos mercados, como
exportar, que medidas e cuidados
devem ter para exportar, de forma a apoiar as empresas neste
processo de internacionalização.
Desde 2013 que o NERE, em parceria com o Núcleo Empresarial
da Região de Portalegre (NERPOR)
e o Núcleo Empresarial da Região
de Beja (NERBE), criaram em cada
Associação um Gabinete de Apoio
à Internacionalização, no âmbito
do projeto “EXPORTAR + 2015”.
Associado a esta iniciativa, foram
produzidas e disponibilizadas às
empresas da região mais de 75
oportunidades de negócios em
cinco mercados internacionais,
foram realizados encontros entre
os consultores destes mercados e
as empresas da região. Dando seguimento ao trabalho desenvolvido, o NERE tem estabelecido contactos com as Câmaras de Comércio e potenciado e acompanhado
um conjunto de visitas de potenciais compradores. Está igualmente a desenvolver candidaturas conjuntas à internacionalização das empresas, de forma a
apoiá-las neste processo. Dada a
pequena dimensão das nossas
empresas, o caminho passa pela
cooperação e pela elaboração de
candidaturas conjuntas com estratégias definidas por mercado e
setor.
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
25maioresexportadores
INFORMAÇÃO DISPONIBILIZADAPOR IGNIOS - GESTÃO INTEGRADA DE RISCO, S.A.
distritodecastelobranco
1
Celtejo - Empresa de Celulose do Tejo,
S.A.
6030-223 Vila Velha de Ródão
272540100
[email protected]
www.altri.pt
Fabricação de pasta
◆ € 92.228.540,00
● € 90.491.067,00
▲ € 1.737.473,00
◆ € 20.262.751,00
▲ € 20.262.751,00
◆ João Pedro Real
Dir. Geral
4
em série
◆ € 14.182.695,00
● € 10.992.433,00
▲ € 3.190.262,00
● Bruno Mineiro
9
Fitecom - Comercialização
e Industrialização Têxtil, S.A.
Dir. Comercial
Paulo de Oliveira, S.A.
2
Unitom - Sociedade Geral de Comércio,
Lda.
6230-483 Fundão
275958119
[email protected]
www.unitom.net
Comércio por grosso não especializado
de produtos alimentares, bebidas e tabaco
◆ € 43.425.979,00
● € 39.820.965,00
▲ € 3.549.802,00
Dir. Geral
◆ Paulo Manuel Cunha Ribeiro
6200-277 Covilhã
275320200
[email protected]
www.paulo-oliveira.pt
Tecelagem de fio do tipo lã
◆ € 20.067.248,00
● € 14.947.158,00
▲ € 5.116.074,00
◆ Paulo Nina de Oliveira
● Paulo Augusto S. Oliveira
José Afonso & Filhos, S.A.
3
Sojitz Beralt Tin and Wolfram (Portugal),
S.A.
6
Extração e preparação de outros minérios
metálicos não ferrosos
Dir. Comercial
5
6160-303 Oleiros
272680110
[email protected]
www.jaf-madeiras.com
Serração de madeira
◆ € 14.329.520,00
● € 9.478.211,00
▲ € 3.264.545,00
6225-051 Aldeia S. Francisco de Assis
275659100
[email protected]
Dir. Geral
7
AMS - BR Star Paper, S.A.
6030-245 Vila Velha de Ródão
272549020
[email protected]
www.ams-br.eu
Fabricação de papel e de cartão (exceto
canelado)
◆ € 13.263.129,00
● € 12.434.723,00
▲ € 828.406,00
Dir. Geral
◆ José Miranda
8
A Penteadora - Sociedade Industrial
de Penteação e Fiação de Lãs, S.A.
Twintex - Indústria de Confecções, Lda.
6230-045 Aldeia de Joanes
275773035
[email protected]
www.twintex.pt
Confeção de outro vestuário exterior
6215-990 Unhais da Serra
275970100
[email protected]
www.penteadora.pt
Tecelagem de fio do tipo lã
◆ € 11.750.554,00
● € 10.225.393,00
▲ € 1.524.938,00
◆ José Miguel Farinha Fiadeiro
● Paolo Zantronelli
6200-750 Tortosendo
275957240
[email protected]
www.fitecom.pt
Tecelagem de fio do tipo lã
◆ € 10.073.950,00
● € 9.032.078,00
▲ € 1.040.228,00
10
Torre - Sociedade de Confecções, S.A.
Confecções Torre
6250-151 Colmeal da Torre
275910060
[email protected]
www.torre.pt
Confeção de outro vestuário exterior
em série
◆ € 9.576.520,00
● € 8.958.738,00
▲ € 666,00
Dir. Geral
◆ Luís Alexandre Pina Soares
Dir. Comercial
● João Luís Tomás Pina
Dir. Compras
▲ Vasco Soares
11 Albisabores - Importação e Exportação
de Produtos Alimentares, Unip. Lda.
12 Joalpe - Indústria de Expositores, S.A.
13 Transportes Eduardo Cardoso, Lda.
14 Sociedade Industrial de Confecções Dielmar,
S.A.
Dielmar
15 Pinhoser - Indústria de Madeiras da Sertã,
Lda.
16 Dinefer - Engenharia e Sistemas Industriais,
S.A.
17 Anywind - Energias Renováveis, Lda
18 Centauro Internacional - Trocadores de Calor,
Lda.
19 Grasil - Confecções, S.A.
20 Bitzer (Portugal) - Compressores para Frio,
S.A.
21 J3LP - Fabrico de Produtos Metálicos, Lda.
22 Lanifício Tessilana, Lda.
23 Biofun - Produtos Biológicos do Fundão, Lda.
24 Confecções Lança, Lda.
25 Palser - Bioenergia e Paletes, Lda.
Dir. Geral
Dir. Comercial
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
distritodecoimbra
1
Celulose Beira Industrial (Celbi) S.A.
Celbi
3090-484 Marinha das Ondas
233955600
[email protected]
www.celbi.pt
Fabricação de pasta
◆ € 299.987.546,00
● € 276.277.815,00
▲ € 23.709.731,00
Dir. Geral
4
Aquinos, S.A.
2
Fapricela - Indústria de Trefilaria, S.A.
3060-070 Ançã
239960130
[email protected]
www.fapricela.pt
Fabricação de produtos de arame
◆ € 90.008.453,00
● € 72.129.641,00
▲ € 17.878.812,00
◆ António Madeira Teixeira
● Jorge Borja
▲ Pedro Silva Teixeira
● € 71.531.025,00
▲ € 4.178.164,00
◆ José Paulo Valente
Dir. Geral
Dir. Comercial
Dir. Compras
3
3420-260 Sinde
235710210
[email protected]
www.aquinos.org
Fabricação de mobiliário de outros
materiais para outros fins
◆ € 36.404.275,00
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9
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Alimentares, Lda.
15 Pinewells, S.A.
16 Centro-Cerro - Empresa de Construção Civil
e Obras Públicas, S.A.
17 Prado - Cartolinas da Lousã, S.A.
18 Lusiaves - Indústria e Comércio
Agro-Alimentar, S.A.
19 Trevipapel - Transformação e Corte de Papel,
Lda.
20 Ambitermo - Engenharia e Equipamentos
Térmicos, S.A.
21 Canas - Engenharia e Construção, S.A.
22 Acorfato - Indústria de Confecções, S.A.
23 Cofisa - Conservas de Peixe da Figueira, S.A.
24 Saint - Gobain Mondego, S.A.
Verallia Portugal
25 Isolmondego - Instalação Fornos Industriais
S.A.
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
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entrevista
VÍTOR NETO, PRESIDENTE DO NERA, ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DO ALGARVE
Os desafios do Algarve são estruturais,
de estratégia e políticos
Vítor Neto vinca a importância do turismo como principal setor exportador de bens e serviços e enfatiza o
contributo do Algarve para a criação de riqueza. O antigo secretário de Estado do Turismo alerta, no entanto,
para a existência de problemas estruturais complexos na região, que exigem uma reflexão inteligente e profunda.
DR
ALMERINDA ROMEIRA
[email protected]
Há a ideia de que o Algarve não
exporta nada, mas não… Quanto
contribui a região para as exportações portuguesas de serviços?
Contribui significativamente com
a sua principal atividade económica, o Turismo, um dos setores
mais importantes da economia nacional, que contribui em cerca de
10% para o PIB e é o principal setor exportador de “bens e serviços”. E o Algarve tem aí uma quota relevante: é o principal destino
de turistas estrangeiros (40% do
total em 2014) e nacionais (30% do
total). Se é verdade que as alterações estruturais e o enfraquecimento de outros setores – agricultura, pescas, conservas, etc. - fazem com que a quota nacional do
Algarve na exportação de “bens”
seja de facto reduzida (menos de
0,5%), a quota das exportações no
Turismo (serviços) é elevada e poderá corresponder a cerca de metade da quota nacional, que é de
14,8% do total das exportações nacionais de “bens e serviços” (INE).
Um valor relevante que ajuda a
compreender o peso real do Algarve na Economia.
Empresário e gestor (grupo empresarial
Teófilo Fontainhas Neto), o Presidente do
NERA é também Vice-Presidente da AIP Associação Industrial Portuguesa e membro
da direção da CIP-CEP - Confederação
Empresarial de Portugal
Que comportamentos evidenciam os mercados tradicionais?
Positivos. Os turistas britânicos
(5,5 milhões de dormidas) e alemães (1,6 milhões) escolhem o Algarve como 1º destino e são os
principais clientes da região: 56%
do total das dormidas em 2014
(alojamento classificado). Seguemse a Holanda e a Irlanda, a Espanha e a França. Estes seis mercados principais do Algarve (86% do
total das dormidas) - dão sinais de
recuperação e irão continuar a
constituir a grande base do sucesso do Turismo na região.
Seria importante diversificá-los
ou, pelo contrário, a dependência de mercados europeus com
poder de compra é boa? Porquê?
Em qualquer atividade económica
é sempre importante diversificar
mercados e evitar dependências.
Mas é errado fazer disso alternativa aos mercados que já se têm,
pensando que estão garantidos.
Consolidar mercados, conquistar
novos setores, acompanhando as
alterações, deve ser prioritário. Fazendo ao mesmo tempo esforços
para alargar posições e conquistar
novos mercados seja na Europa
que noutros continentes.
Em 2014, no turismo de residentes, o maior crescimento foi no
Algarve. Mantém-se a tendência?
O maior crescimento (mais 624
mil dormidas) foi de facto no Algarve, que continua a ser o principal destino dos turistas portugueses (4 milhões de dormidas), e que,
tendo estagnado ou crescido pouco entre 2006 e 2013, só agora deu
sinais de recuperação, ligados à
evolução da economia. Considero
que essa tendência se vai manter e
que o turismo dos residentes constitui um vetor estruturante de
qualquer estratégia de turismo.
Como correu o 1.º semestre no
turismo algarvio?
Os dados conhecidos até abril/
maio apontam para que a época
baixa não tenha sido muito diferente de 2014. O que demonstra
que continuam a subsistir problemas estruturais complexos na região, que exigem uma reflexão inteligente muito profunda e não
apenas propostas conjunturais ao
sabor da corrente. Quanto à época
alta, os sinais que se registam são
positivos e sugerem otimismo.
O setor está a criar emprego?
Quando se fala de “setor”, importa
especificar se se considera só alojamento e restauração, ou também
imobiliária e construção. Nos últimos anos e até há pouco tempo, o
Algarve apresentou as maiores taxas de desemprego do país em to-
dos esses setores. Hoje verifica-se
uma melhoria, o que é positivo,
mas importa não esquecer que a
imobiliária e a construção não recuperaram plenamente e que o
alojamento e a restauração continuam a sofrer a pressão de uma
sazonalidade que não melhorou.
E a rentabilidade das empresas?
Os proveitos estão a acompanhar
o crescimento das dormidas?
A rentabilidade das empresas continua a ser problemática. Aumentou o número de turistas, melhorou relativamente o valor dos proveitos mas a rentabilidade das empresas, não. O que se deve ao peso
dos resultados negativos acumulados de vários anos, à descapitalização das empresas, ao agravamento
da sazonalidade e aos preços baixos de venda.
Além do turismo, o Algarve vive
do comércio e dos serviços. O que
se perspetiva para 2015 em termos de evolução da atividade ?
A atividade económica da região
aponta para ser globalmente melhor que em 2014, depois de vários
anos de estagnação/quebra, mas
está ainda longe de responder aos
problemas de fundo da região, que
são estruturais, de estratégia, e políticos.
Qual o papel do NERA na divulgação das oportunidades da
região e na ajuda no acesso a fundos estruturais no Portugal 2020?
O NERA está presente nas principais as frentes da sociedade: trabalha com os empresários no sentido
de os esclarecer e ajudar; atua junto das entidades oficiais, dando
um contributo construtivo para as
melhores soluções para a economia, as empresas e o emprego na
região; procura tomar posições e
esclarecer a sociedade sobre os
principais problemas. Sobre os
fundos estruturais propicia informação e ajuda no sentido de os
empresários se candidatarem.
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entrevista
JOÃO ALBUQUERQUE, PRESIDENTE DO CEDRAC - CONSELHO EMPRESARIAL DA REGIÃO DO AVE E DO CÁVADO
“O carácter empreendedor da região e dos
empresários é uma mistura única no país”
Apesar deste ponto forte, o presidente do CEDRAC considera que o Ave e Cávado permanecem
uma região dispersa na forma de intervenção, tanto em termos políticos como empresariais.
Além de que tem uma estrutura atomizada, pelo que precisa de redes colaborativas fortes.
ARMANDA ALEXANDRE
[email protected]
Números recentes apontam para
uma recuperação da economia.
A região do Ave e Cávado sente
essa melhoria? Quais as áreas
que mais se destacam?
Sem dúvida que a região está numa onda crescente ao nível da atividade económica. Os sinais positivos estão a ser sustentados no
quotidiano, sendo que os setores
tradicionais (têxtil/calçado) estão a
crescer em influência e impacto,
se bem que assistamos a uma crescente diversificação; estão a ser
criados novos clusters nas áreas
da saúde, da mecânica de precisão, das ciências do mar, do agroalimentar. O comércio e a restauração estão também a melhorar.
Tal reflete-se na criação de postos de trabalho?
Na indústria, os números de criação de emprego estão a ser significativos. Na zona de influência do
CEDRAC, o desemprego tem diminuído: as empresas da área indústria estão a vender mais, a ter mais
encomendas e a contratar mais,
além de que partem de um ponto
de partida mais baixo dado que, no
período anterior, tiveram decréscimo de trabalhadores. Em simultâneo, há uma melhoria no comércio e na restauração, estando também a contratar, embora menos.
Qual o peso das exportações nas
maiores empresas da região?
A região exporta em quase todos
os setores de atividade e contribui
com 33% das exportações da região Norte. Esta mesma região do
Ave e do Cávado é também responsável por mais de 50% do superavit do Norte. Por norma, a
maioria das empresas exportadoras trabalha a 100%, ou quase, da
sua atividade para a exportação.
Há perspetivas de instalação de
novas empresas com vocação ex-
portadora? O que está o CEDRAC
a fazer nesse sentido?
A nível regional, temos clusters ou
micro clusters de determinada especialização. E, quando se instala
uma nova empresa, tende a seguir
os passos das já existentes, no caso,
a ser exportadora. O CEDRAC, como conselho empresarial que
agrega todas as associações empresariais da região, é a soma das potencialidades de cada uma, pelo
que, ao nível das estratégias de
apoio às empresas, oferece todo o
potencial conjunto em termos técnicos, de organização de eventos,
cooperação institucional, interface
com entidades públicas e internacionais e captação de clientes.
O CEDRAC foi apresentado no
início do ano – que ações já levou a cabo para apoiar o tecido
empresarial da região?
O trabalho concreto interno tem
sido dividido no reforço das competências conjuntas e de articulação das máquinas técnicas de cada
associação, permitindo que se
construam novos projetos e formas de atuar que, em breve, darão
origem a candidaturas do CEDRAC
ao Portugal 2020. E externo, com
ações já diretamente junto dos empresários. Neste capítulo, ganha relevo o recente Fórum Exportador
que organizámos em Guimarães e
juntou centenas de empresários,
com a presidência de Paulo Portas,
vice-primeiro-ministro. Este evento
foi o primeiro do género realizado
na região e permitiu a interação de
entidades, políticos e empresários
num meio muito próximo, visando
o incremento das exportações.
Apesar de recente, qual o papel
do CEDRAC na divulgação de
mercados e no acesso a fundos
estruturais no Portugal 2020?
Para além do já referido fórum, alargámos a base de comunicação
de eventos conjuntos, articulando
ações de promoção e fomentado a
entrada em funcionamento de
Estão a ser criados
novos clusters na saúde,
mecânica de precisão,
ciências do mar,
agroalimentar
uma nova rede colaborativa na região visando o apoio ao exportador e à captação de clientes. Realizámos ontem, 24 de junho, a
primeira das conferências sobre a
economia e as empresas da região
numa parceria entre o CEDRAC e
o IPCA - Instituto Politécnico do
Cávado e do Ave, precisamente
sobre a temática do acesso ao Portugal 2020, em especial na inovação e competitividade.
Quais os principais constrangimentos no crescimento económico? E os pontos fortes?
Continua a ser uma região dispersa na forma de intervenção, seja
ao nível político ou empresarial.
Tem uma estrutura atomizada nas
empresas, pelo que precisa de redes colaborativas fortes, tem ausência de algumas infraestruturas
de que, por exemplo, Lisboa dispõe. Apresenta dependência de alguns mercados específicos e necessita de ganhar massa crítica para
atrair empresas-âncora fortes. Como pontos fortes, sem dúvida que
temos de referir o carácter empreendedor da região e dos empresários, numa mistura única no país.
Acresce a grande maturidade dos
setores mais fortes e o pleno domínio dos setores evidenciando a melhor qualidade de produto no
mundo. O CEDRAC vem reforçar
as capacidades da região ao permitir colmatar algumas das lacunas
referidas e também incentivar novos comportamentos no domínio
da cooperação entre entidades públicas, privadas e políticas.
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entrevista
MÁRIO COSTA, PRESIDENTE DA UE-CPLP
“A UE-CPLP tem um enorme papel
na internacionalização das PME”
Mário Costa, presidente da União de Exportadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (UE-CPLP),
realça a importância da união na internacionalização das pequenas e médias empresas portuguesas. A UE-CPLP
faz a notação das empresas, apoia-as em termos de plano de negócios e concede-lhes um selo “made in” CPLP,
facilitando os negócios nos países de língua portuguesa.
CARLOS CALDEIRA
[email protected]
Quais os principais objetivos da
União de Exportadores da CPLP
– Comunidade dos Países de Língua Portuguesa?
A UE-CPLP saiu da Conferência de
Chefes de Estado, do governo de
Timor-Leste. Com a entrada da
Guiné Equatorial na CPLP, que é
um país que fala espanhol, houve
a necessidade de dar à Comunidade uma índole mais de negócio
privado. Ou seja, deixar de ser
uma coisa mais de Estados e de
governos e aproximar-se mais do
setor privado. Então mandataram
a Confederação Empresarial da
CPLP para ajudar a promover negócio e fazer um documento –
que será apresentado em julho,
em Díli, numa conferência económica que vai acontecer sobre a
CPLP –, que será um relatório do
que será necessário para que se
promova o negócio. Saber quais
são os condicionalismos para que
haja negócio no espaço da CPLP.
Na verdade, a Confederação decidiu criar um braço económico
para promover esse mesmo negócio. E foi aí que foi sugerida a iniciativa de criar A União de Exportadores da CPLP, que é o braço
económico da Comunidade que
tem como objetivo única e exclusivamente promover negócio.
Eu, como associado da Confederação Empresarial da CPLP, uma
vez que acompanho mais de 400
empresas em Portugal de todos os
setores de atividade, tenho bastante conhecimento e know how
de como funcionam as empresas,
das suas principais debilidades,
aquilo que elas precisam, se estão
ou não preparadas...
Essas 400 empresas estão já na
União de Exportadores?
Não, são empresas que eu acom-
panho através da minha acividade profissional, através da consultora Believe. Acompanho essas
400 empresas e eles viram em
mim competência para poder liderar este projeto, uma vez que
conheço bem o tecido empresarial português e não só, para poder dinamizar negócio. E foi aí
que me convidaram.
Aceitei o desafio, mas disse que
só fazia sentido promover negócio, nomeadamente entre pequenas e médias empresas (PME) –
também temos associados estratégicos e de direcção, mas o nosso
grande foco em fazer negócio entre PME –, e isso só faria sentido
se houvesse um selo de qualidade
e de segurança neste negócio. Se
dessemos esse selo de qualidade,
pois estamos a falar de empresas
do espaço da CPLP que estão em
quatro continentes, na América
está o Brasil, na Europa está Portugal, na Ásia está Timor-Leste e,
em África, estão bastantes países,
como Cabo-Verde, Angola, Moçambique, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, São Tomé e outros
mais. E como são culturas muito
diferentes, são formas de estar diferentes, hábitos de consumo diferentes, sistemas financeiros e
jurídicos diferentes, era importante que houvesse aqui um selo
de qualidade e de segurança neste
negócio. E eu disse que só faria
isso se houvesse uma avaliação
muito rigorosa e criteriosa das
empresas. Por isso, quando um
timorense vier ter connosco em
busca de uma empresa de construção civil, saberá sempre que o
empresário é sério, tem carácter e
que a empresa tem capacidade
para prestar o serviço, que tem
know how e maquinaria, porque
fazemos sempre essa avaliação
antes de ele ser associado. Portanto, avaliamos primeiro se a empresa tem capacidade para poder
fazer negócio.
Depois, se o empresário não ti-
ver caracter de unidade, pura e
simplesmente não entra para a
União de Exportadores porque,
mais tarde ou mais cedo, vai criar-nos problemas. Se o empresário tiver estes requisitos e a própria sociedade não tiver, nós podemos ajudar a empresa a reestruturar-se. Por exemplo, parece
estranho, mas temos empresas
muito competitivas em Portugal
em determinados produtos e serviços, mas que não têm site na Internet. Isto é impensável num espaço destes. O Brasil não vai ficar
à espera de um catálogo por correio.
Há muitas?
Sim, empresas competitivas e a
faturar milhões que não têm site.
Nós preparamos as empresas. Depois disso, vamos definir o perfil
de associado, porque cada país
tem os seus consumos, os seus hábitos. No perfil, vamos ver o que a
empresa tem, que produtos comercializa, como aborda o mercado, quais são os pontos fortes, os
pontos fracos, quais são os canais
de distribuição e enviamos para
todos os nossos núcleos. Nós temos núcleos em todos os países
da CPLP, já somos mais de 60 pessoas, pessoas com muito conhecimento dos mercados locais, dos
players. Temos esses núcleos e
conseguimos pesquisar onde pode a empresa ter e em que condições pode ter mercado. Toda essa
informação é analisada na plataforma que temos online pelos
nossos consultores a nível de logística, de estratégia comercial,
da área jurídica, todas as áreas.
Colocamos em discussão o perfil
do associado durante um mês, depois definimos um plano de negócios com ele.
Primeiro, definimos uma forma de estrutural de negócio para
o empresário num horizonte a
dois ou três anos. Preparamos o
empresário, percebemos onde é
Há muitas empresas
competitivas e a faturar
milhões que não têm site.
Nós preparamos
as empresas
que ele tem mercado com o produto que tem e depois elaboramos um plano de negócios, em
que nós vamos estar a acompanhar, mas temos também associações e outras empresas privadas
como parceiros – porque eu não
percebo nada de agricultura, por
exemplo, sei acompanhar um empresário e conduzir um negócio,
mas não sei nada de agricultura.
Por isso, temos associações agrícolas de referência que nos ajudam a implementar planos de negócios, mas temos também associações metalúrgicas, temos um
conjunto de instituições que me
ajudam a implementar as estratégia definidas para cada associado.
Além disso, temos também associados de direção.
Tendo o associado, havendo o
projeto, a União de Exportadores escolhe as empresas e convidam-nas a avançar?
Vamos espalhar às que tenham
competência e depois podemos
lançar uma bolsa de oportunidades para todas. Primeiro temos de
saber qual o projeto que existe, temos os nossos contactos e os nossos associados, depois vamos ao
encontro deles.
Comunicam-lhe que há um projeto?
Claro. Por exemplo, no plano de
negócios de um empresário da
construção civil, vamos dizer-lhe
que existe um porto de águas profundas para construir, vai fazer
parte do seu plano de negócios.
Como pode estar o plano de negócio estar em prática e termos um
projeto estratégico e nós vamos
alimentá-lo de empresários.
Só para ter uma ideia, em Díli,
o Xanana chegou a acordo com os
chineses para construir o aeroporto de Díli, e pediram-nos 20
empresas portuguesas de referência para prestar serviços nesse aeroporto em subcontratação, para
manutenção, vigilância, construção civil, etc.
Eles não vinham a Portugal
contratar ninguém, porque é
muito longe e não sabiam qua a
capacidade das empresas, e através de nós recebem o perfil de todos os associados e sabem com o
que podem contar.
Assim, a União de Exportadores
tem aqui um papel enorme no
processo de internacionalização
das PME?
Sim, temos um enorme papel na
internacionalização das PME. E
nós não representamos só empresários portugueses, representamos também timorenses, moçambicanos, angolanos, todo o tipo de empresas. E se Portugal precisa de exportar com força e internacionalizar, os outros precisam
de assimilar; formação, tecnologia, estratégia empresarial, apoio.
Os outros podem exportar mas
têm muito para assimilar. Por
exemplo, estive na Guiné-Bissau
onde abunda a castanha de caju,
que quase que cai uma semente
no chão e aquilo cresce e eles não
conseguiam criar valor acrescentado porque faltava um laboratório de certificação de produtos.
Chegavam lá os indianos, compravam às famílias, que punham
miúdos a recolher o fruto no
chão, enviavam para a Índia,
onde era transformado e embalado e vendiam o caju e vendiam
cinco ou seis vezes mais caro com
o selo made in Índia, quando o
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XXI
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entrevista
FRAME IN/HUGO TAIPA
produto era da Guiné-Bissau. Estamos a dar capacitação, às empresas e ao governo guienense,
para recolherem o produto, transformá-lo, embala-lo e exportá-lo.
Ou seja, uma coisa que é hoje vendida a dois euros será vendida, daqui por um ano ou dois, por 30 ou
40 euros, com valor acrescentado,
com a cadeia de valor toda englobada, o que permite criar postos
de trabalho. Os Estados ao querem promover negócio querem
aumentar o bem-estar das suas
populações. E nesses Estados africanos, isso é muito importante,
até para diminuir a instabilidade
política.
Quais os países com mais peso
nos associados da União de Exportadores?
Principalmente de Portugal, mas
também de Timor, Angola, Moçambique. Temos bastantes e todos os países.
E quais os setores de atividade
com maior peso?
Todos, desde agricultura, pescas,
consultadoria, imobiliário, madeiras, turismo, educação e formação, agro-alimentar, agro-indústria, serviços financeiros, metalomecânica, construção civil.
Que tipo de negócios é que já arrancaram com a ajuda da União?
Bastantes. Só para ter uma ideia,
ainda há pouco tempo, uma empresa portuguesa conseguiu instalar o sistema de ar condicionado em bancos são-tomenses, para
a Guiné-Bissau estamos a desenvolver programas de formação
profissional, montámos uma incubadora de empresas para ajudar os jovens empresários de São
Tomé, onde existem um potencial
agrícola muito grande, mas eles
não sabiam sequer colher. Conseguimos dar-lhes estratégia empresarial, dar-lhes formação e já temos, neste momento, empresários são-tomenses a trabalhar lá.
Temos também lá empresas sãotomenses no ramo das flores, da
construção civil. Em Angola, temos uma cadeia de supermercados que quer parceiros em Portugal. Em Timor, no setor da construção civil e obras públicas, mas
também no alimentar. E há ideias
completamente diferentes. Por
exemplo, temos uma empresa de
caixões em cartão canelado, que
eu nunca tinha visto, estão a vender como caixões de baixo custo.
Uma empresa portuguesa da Batalha.
O apoio é só técnico e de formação ou também dão apoio financeiro?
Também vamos junto dos bancos,
temos parceiros bancários, para
poder ajudar a financiar o negó-
cio. E também para aproveitar
fundos comunitários do Portugal
2020. Quando definimos um plano de negócios, definimos a exploração da própria empresa para
cada mercado, o calendário de investimentos e como o vamos financiar, para conseguir ter as pessoas e a maquinaria onde faz falta.
Temos também parceiros noutras áreas, em princípio a COSEC
– Companhia de Seguro de Créditos ou a CESCE – Seguros de Crédito, vai ser nosso parceiro. Mostraram os dois interesse, vamos
fazer também um protocolo com
a Aicep, que nos viram como um
parceiro de referência ao nível da
CPLP. Vamos agora assinar um
protocolo com a CCP – Confederação de Comércio e Serviços de
Portugal. Tem-nos visto como um
nicho que faltava em termos de
apoio ao empresário, e com esta
dimensão e conotação institucional. A AEP – Associação Empresarial de Portugal, também já é
nosso parceiro. A Associação Nacional de PME também é nosso
parceiro, com 9000 associados.
Que condicionalismos já encontrou para quem quer fazer negócios ou investir num dos países
da CPLP?
Vou dar um exemplo muito concreto, um dos membros dos núcleos da União de Exportadores
tem uma empresa de construção
civil e em 2008 sentiu a crise e foi
sozinho para Angola. Diz ele que
até se arrepiou. Assim que lá chegou já tinha gasto 5000 mil euros
sem saber para onde é que ia e o
que ia fazer e continuava sem ter
nada. E foi connosco a São Tomé,
onde também tinha estado há
cinco anos e quis marcar audiências com pessoas do Governo e
não conseguiu nada. Connosco,
no segundo dia da missão empresarial que fizemos, teve reunião
com o ministro das Obras Públicas. Como ele não tinha uma
grande empresa, eles não lhe reconheciam competências. Até podia ser uma boa empresa, mas
não a conseguiam avaliá-la, não
conseguiam avaliar se tinha capacidade técnica. Com a nossa chancela conseguiu. Dissemos que já
tínhamos avaliado a empresa e reconhecemos que era uma empresa credível, que podia ser tratada
como uma multinacional que é
reconhecida a todos os níveis. As
multinacionais têm rating das
agências de rating e os nossos associados tem rating da União de
Exportadores.
E estamos quase a ter o 1.º Fórum da União de Exportadores
da CPLP?
Espero que seja o evento do ano, a
nível empresarial na CPLP. É uma
oportunidade única para as empresas portuguesas e não só. Ir a
estes países todos à descoberta é
muito complicado, é caro. E nestes dois dias, 26 e 27 de junho, no
Centro de Congressos de Lisboa,
vão poder fazer isso. Num único
espaço, vão poder fazer isso em
dois dias sem sair de Portugal, vão
poder conhecer a realidade dos
países da CPLP, vão poder mostrar
os seus produtos as esses países e
vão poder ter reuniões com os interlocutores desses mesmos países.
No primeiro dia, haverá salas temáticas por país, vem uma delegação de cada um desses sete países,
que vão abordar a área agrícola, financeira, jurídica, vão abordar como estão os países sobre essas vertentes. Os empresários vão poder
estar em todas as salas. Temos
também uma mostra, tipo uma
feira, em que os empresários vão
ter os seus produtos expostos, podendo convidar os delegados dos
Preparamos o
empresário, percebemos
onde é que ele tem
mercado com o produto
que tem e depois
elaboramos um
plano de negócios
países da CPLP para os conhecer.
No dia seguinte, pode haver encontros b2b, pré-agendados pela
União de Exportadores, já para
promover negócio. Vamos também falar sobre os instrumentos
que a CPLP criou para ajudar os
empresários a fazer negócio. Temos a marca CPLP, com um portal Connect CPLP. Por exemplo,
no caju, para criar uma marca de
caju era uma coisa tremenda, então se colocarmos a marca CPLP é
logo reconhecida a nível mundial.
Vamos ter o portal a promover
negócio em tempo real. Vamos
também criar o centro de arbitragem e mediação de conflitos da
CPLP e também criámos o Observatório da CPLP, que já está a funcionar, que mostra os projetos prioritários dos Estados, onde se pode consultar quais os concursos
que vão abrir. Vamos mostrar tudo isto.
No último dia, temos uma
grande conferência com os chefes
de Estado e de governos sobre o
tema CPLP como uma comunidade de povos abrangente potencialmente auto-sustentada. A conferência vai ter três painéis, um
dedicado às diferentes necessidades de cada comunidade, um
mais ligado à relação entre o poder político e o poder empresarial
e outro mais dedicado à parte política, com temas como a livre circulação de pessoas e de capitais.
Esperamos cerca de 1500 pessoas.
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XXII
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
entrevista
ANTÓNIO FERREIRA DE CARVALHO, PRESIDENTE DA AERLIS – ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DA REGIÃO DE LISBOA
“Lisboa diferencia-se por ser uma das
regiões com melhor ambiente criativo”
No sentido de aproveitar este potencial – de onde se destacam os setores da alta e média tecnologia,
a região deverá continuar a apostar na formação e no associativismo empresarial, considera o presidente
da AERLIS, dado que mais de 95% das empresas integram menos de dez pessoas.
ARMANDA ALEXANDRE
[email protected]
A recuperação na economia
apontada por dados recentes sente-se no distrito de Lisboa? Quais
as áreas que mais se destacam? E
as que perderam terreno?
Sentimos, embora de forma ainda
ténue, que a recuperação já se faz
sentir. As áreas que mais se destacam são as das tecnologias de informação, do turismo e da saúde.
As que mais sofreram foram as da
construção e comércio a retalho.
A recuperação está a refletir-se
na criação de postos de trabalho?
Após sete trimestres a diminuir, a
taxa de desemprego interrompeu
esta tendência no primeiro trimestre de 2015, pelo que contamos
com alguma estabilização em torno de 13,5% no corrente ano.
Qual o peso das exportações nas
maiores empresas da região?
A aposta nos mercados externos
pelas grandes empresas é visível.
Nos setores das indústrias transformadoras, transportes e construção
as exportações já representam cerca de 50% do volume de negócios.
Há perspetivas de instalação no
distrito de novas empresas com
vocação exportadora? O que está
a AERLIS a fazer nesse sentido?
Estamos convictos disso. A AERLIS
tem estabelecido contactos com
empresas através da organização
de eventos em parceria com as Câmaras de Comércio no sentido de
apresentar o potencial dos mercados. Temos organizado missões
empresariais a mercados relevantes e promovido missões empresariais de outros países a Portugal no
sentido de estimular as exportações e internacionalização das empresas portuguesas mas também
de atrair investimento estrangeiro.
A AERLIS é profícua em workshops/formação – é uma forma
de colmatar necessidades detetadas na região?
Com associados que vão de micro a
grandes empresas, passando pelas
PME, a AERLIS tem uma oferta formativa alargada, da formação à
medida à cofinanciada, focada no
reforço das competências, do empresário e dos seus colaboradores.
Desenvolve formação qualificante
para jovens e adultos ativos, tendo
em vista a adequação ao posto de
trabalho, às necessidades das empresas e à promoção da empregabilidade. De salientar que as empresas que pretenderem acolher estes
estagiários, sem qualquer custo, poderão candidatar-se junto da divisão de formação em www.aerlis.pt.
A organização de seminários e sessões de divulgação e esclarecimento tem permitido a prossecução de
alguns dos objetivos essenciais da
atividade da Associação, proporcionando a divulgação de informação e incentivando o envolvimento
dos empresários no debate das
principais questões da região.
Acabam de chegar de uma viagem – como decorreu?
A AERLIS é vice-presidente da
BECC – Business European Capital
Cities (que representa as associações empresariais das capitais europeias). E esteve na passada semana em Roma, representada por
uma comitiva de empresários na
reunião de direção desta organização que incentiva a comunicação e
networking, a fim de fortalecer as
atividades de lobby, que permite às
empresas desenvolverem a sua rede de contactos através de reuniões regulares e eventos nas diversas capitais europeias. Estivemos
ainda em Milão para visita à feira
Expo-Milan 2015.
Qual o papel da AERLIS na divulgação de mercados e na ajuda no
acesso a fundos estruturais no
âmbito do Portugal 2020?
A AERLIS é membro do Comité de
Acompanhamento do Programa
Lisboa tem uma posição
geoestratégica privilegiada em relação ao
mercado nacional e
ao de 500 milhões de
consumidores europeus
Operacional Lisboa 2020 e, para
além de o comunicar ativamente,
está capacitada para apoiar tecnicamente a candidatura das empresas ao Portugal 2020. Apoiamo-las
no processo de internacionalização, desde as candidaturas a incentivos à promoção de eventos de
apresentação do potencial dos
mercados internacionais e casos
de sucesso até à organização de
missões empresariais a vários países. A organização das missões empresariais permite às empresas
participantes a identificação de
potenciais parceiros para o desenvolvimento de projetos de exportação ou internacionalização.
Quais os principais constrangimentos no crescimento económico do distrito? E os principais
pontos fortes/diferenciadores?
Nos últimos anos, a região de Lisboa começou a reunir um núcleo
importante de PME inovadoras, para o qual muito têm contribuído o
conhecimento e os incentivos disponibilizados por universidades,
centros de ID&I, parques de ciência
e tecnologia, laboratórios públicos
e associações empresariais. Diferencia-se por ser uma das regiões
com melhor ambiente criativo, o
que se traduz numa maior capacidade para potenciar novos negócios, com destaque para os setores
da alta e média tecnologia e com
vertente internacional. Para aproveitar este potencial deverá continuar a apostar na formação e no
associativismo empresarial, dado
que mais de 95% das empresas integram menos de dez pessoas.
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
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XXIII
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opinião
ideias
Marco Correia Gadanha
Advogado da MC&A, especializado em Direito do
Trabalho e Direito Comercial (Portugal e Angola)
Nova Lei Geral do Trabalho em
Angola – Porta aberta para o
investimento e criação de emprego
Após alguma espera, foi finalmente publicada, em 15 de junho, a lei
n.º 7/15, nova Lei Geral do Trabalho de Angola, que entrará em vigor a partir do próximo dia 13 de
setembro de 2015, revogando, assim, a lei n.º 2/00, de 11 de fevereiro.
Na sequência do que já havia sido divulgado pelo governo angolano, esta nova lei tem como bandeira a criação e estabilização do emprego procurando, dessa forma, fomentar o crescimento e o desenvol-
vimento económico e social de Angola, país que, nos dias de hoje, ainda apresenta elevados índices de
desemprego.
Conforme resulta do texto do
seu preâmbulo, esta nova lei procura ainda alcançar uma maior responsabilização e dignificação dos
sujeitos da relação laboral, para a
consolidação da justiça social.
De salientar, em primeira linha,
a introdução com esta nova lei de
um novo paradigma, no que concerne aos contratos por tempo de-
terminado, afastando-se consideravelmente do já implementado e aproximando-se do regime que se
encontra atualmente em vigor em
Moçambique.
Se, até agora, o regime dos contratos por tempo determinado (regime este fortemente inspirado na
regulação dos contratos a termo
em Portugal), previa apenas a possibilidade de recurso aos contratos
por tempo determinado, em situações concretas previstas na lei e por
períodos máximos, que variavam,
conforme o motivo justificativo,
entre 6 e 36 meses, com esta nova
lei o regime é bem diferente.
A partir do próximo dia 13 de setembro de 2015, com a entrada em
vigor da nova lei, será possível, sem
qualquer justificação, celebrar contratos de trabalho por tempo determinado, por um limite máximo de
5 anos. No caso das médias, pequenas e microempresas, tais contratos poderão mesmo renovar-se, sucessivamente, até ao limite máximo de 10 anos.
Estamos, pois, perante uma alteração substancial do regime jurídico-laboral angolano que vai, seguramente, ao encontro das preten-
sões das empresas que já operam
ou pretendem investir em Angola e
que não têm interesse em permanecer “algemadas” a relações laborais duradouras.
Uma das grandes novidades desta lei é o facto de a mesma estabelecer regimes diferenciados, conforme se esteja perante grandes,
médias, pequenas ou microempresas.
Tais diferenças estão patentes,
como já vimos, não só em matéria
de contratos por tempo determinado, mas também no que respeita às
remunerações do trabalho prestado por turnos, do tempo de disponibilidade, do trabalho noturno e
do trabalho extraordinário, cujos
montantes apesar de se manterem
iguais no que respeita às grandes
empresas são agora reduzidos para
as médias, pequenas e microempresas.
O mesmo sucede no caso das
compensações e indemnizações a
pagar aos trabalhadores, aquando
da extinção da relação jurídico-laboral, também aqui se verificando
uma redução nos casos de empresas de menor dimensão, mantendo-se os valores anteriormente pre-
vistos apenas para as grandes empresas.
Com esta nova lei, estamos perante novas regras que, apesar de
claramente penalizarem as grandes empresas, beneficiam, em
grande medida, as médias, pequenas e microempresas, que são, tradicionalmente, os instrumentos de
sustentação das economias modernas que sustentam a criação de emprego, ajustando-se às necessidades
das comunidades, reduzindo assim
a informalidade e a pobreza.
Uma outra marca desta nova lei
é uma clara redução da intervenção da Inspeção Geral do Trabalho
(IGT) nas relações jurídico-laborais,
sendo exemplos disso mesmo o desaparecimento da autorização da
IGT para a isenção de horário de
trabalho e para os descontos lícitos
na retribuição dos trabalhadores.
Ora, parece-nos que efetivamente estamos perante um dispositivo
legal que trará maior flexibilização
e dinamismo ao mercado laboral
angolano, visando trilhar o caminho da criação de emprego, contribuindo assim para uma maior dinamização da atividade económica
daquele país.
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XXIV
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
25maioresexportadores
INFORMAÇÃO DISPONIBILIZADAPOR IGNIOS - GESTÃO INTEGRADA DE RISCO, S.A.
distritodeévora
1
4
Tyco Electronics - Componentes
Electromecânicos, Lda.
Te Connectivity
Conesa Portugal, S.A.
7005-797 Évora
266740222
[email protected]
www.tycoelectronics.pt
Fabricação de outro equipamento elétrico
◆ € 154.648.708,00
● € 154.648.009,00
7490-241 Mora
266403193
[email protected]
www.sopragol.pt
Fabricação de sumos de frutos
e de produtos hortícolas
◆ € 23.360.391,00
● € 21.783.502,00
▲ € 1.560.478,00
2
5
Upstar Comunicações, S.A.
Corkart - Indústria de Cortiças, S.A.
7080-341 Vendas Novas
265890702
[email protected]
7080-341 Vendas Novas
265809215
[email protected]
www.corkart.pt
Fabricação de outros produtos de cortiça
◆ € 12.432.427,00
● € 9.428.692,00
▲ € 3.003.735,00
◆ José Manuel Arede Correia Neves Dir. Geral
Dir. Comercial
● João Gonçalves Neves
Atividades de telecomunicações
por satélite
◆ € 49.605.050,00
3
Kemet Electronics Portugal, S.A.
7005-639 Évora
266759600
[email protected]
www.kemet.com
Fabricação de componentes eletrónicos
◆ € 46.389.565,00
● € 33.459.777,00
▲ € 12.929.787,00
Dir. Geral
◆ António Miranda de Sousa
6
ETMA - Empresa Transformadora
de Marmores do Alentejo, S.A.
7160-055 Bencatel
268887100
[email protected]
● € 1.320.639,00
▲ € 10.338.078,00
◆ Jean Kezirian
● António Macedo Castro
9
Dir. Geral
Dir. Comercial
7
Shotic Europa - Indústria de Alumínio,
Lda.
7080-341 Vendas Novas
265809700
Fabricação de produtos forjados,
estampados e laminados
◆ € 11.376.477,00
● € 5.785.455,00
▲ € 5.497.626,00
8
Embraer Portugal - Estruturas Metálicas,
S.A.
7005-797 Évora
266242500
[email protected]
www.embraer.com
Fabricação de aeronaves, de veículos
espaciais e equipamento relacionado
◆ € 10.694.777,00
● € 1.388,00
▲ € 10.693.389,00
Karmann-Ghia Portugal - Indústria
de Confecção de Capas, Lda.
7080-341 Vendas Novas
265807800
[email protected]
www.kgp.pt
Fabricação de artigos têxteis
confecionados, excepto vestuário
◆ € 9.370.803,00
● € 9.235.836,00
▲ € 134.966,00
10
Dimpomar - Rochas Portuguesas, Lda.
7160-023 Bencatel
268408128
[email protected]
www.dimpomar.com
Fabricação de artigos de mármore
e de rochas similares
◆ € 7.948.371,00
● € 1.500.142,00
▲ € 6.438.229,00
11 Gestamp Vendas Novas, Unipessoal, Lda.
12 Fundição de Évora, Lda.
13 Embraer Portugal - Estruturas em Compósitos,
S.A.
14 AIS Automotive Interior Systems Portugal,
Lda.
15 Manuel Joaquim Orvalho, S.A.
MJO
16 J. Portugal Ramos, Vinhos, S.A.
17 Enoforum - Comércio e Exportação de Vinhos,
S.A.
18 Prado Infinito, Lda.
19 Olivais do Sul - Sociedade Agro-Pecuária Lda.
20 JPX Portugal, S.A.
21 António Galego & Filhos - Mármores, S.A.
22 Plácido José Simões, S.A.
23 Noble Mineral, The Original Portuguese
Marble, Lda.
24 Martur - Exploração e Transformação
de Mármores, S.A.
25 Joaquim Ferreira, Lda.
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
Fabricação de artigos de mármore
e de rochas similares
◆ € 11.731.344,00
distritodefaro
Atividades das agências de viagem
◆ € 13.535.518,00
1
Vila Vita (Portugal) - Actividades
Turísticas e Hoteleiras, Lda.
Vila Vita Parc
8400-450 Porches
282310100
[email protected]
www.vilavitaparc.com
Hotéis com restaurante
◆ € 24.313.650,00
● € 156.229,00
▲ € 15.592,00
◆ Kurt Gillig
● Katya Bauval
● € 5.525.110,00
7
4
Four Gold Winds Resorts Empreendimentos Turísticos, S.A.
Martinhal Beach Resorts & Hotel
Dir. Geral
8650-330 Sagres
282240200
[email protected]
www.martinhal.com
Aldeamentos turísticos com restaurante
◆ € 12.512.073,00
Dir. Comercial
Fresh Factor - Comercialização
de Hortofrutícolas, Lda.
8125-401 Quarteira
289380687
[email protected]
www.freshfactor.eu
Comércio por grosso de fruta
e de produtos hortícolas, excepto batata
◆ € 5.374.004,00
● € 4.983.332,00
▲ € 376.222,00
5
2
United Investments (Portugal)
Empreendimentos Turísticos, S.A.
Sheraton Algarve Pine Cliffs Hotel
e Resort
8200-593 Albufeira
289500100
[email protected]
www.Pinecliffs.com
Hotéis com restaurante
◆ € 16.874.830,00
▲ € 14.295.000,00
Algarve Andaluzia, Importação
e Exportação, Lda.
8700-281 Olhão
289715957
[email protected]
www.algarveandaluzia.com
Comércio por grosso de peixe, crustáceos
e moluscos
◆ € 7.064.346,00
● € 7.064.346,00
6
Arca de Recordações, Unipessoal, Lda.
3
Eliseu Correia Travel - Viagens e Turismo,
Unipessoal, Lda.
8700-408 Olhão
289894470
[email protected]
9
Freitasmar - Produtos Alimentares, S.A.
8
GFE - Global Fire Equipment - Montagem
Equipamento Electrónico, S.A.
8150-016 São Brás de Alportel
289896560
[email protected]
www.globalfire.pt
Fabricação de material de distribuição
e controlo para instalações elétricas
de baixa tensão
◆ € 4.952.356,00
● € 1.877.896,00
▲ € 3.065.913,00
8700-407 Olhão
223704339
[email protected]
www.cofisa.pt
Comércio por grosso de outros produtos
alimentares
◆ € 4.321.106,00
● € 4.321.106,00
10
Portimar - Agência de Viagens e Turismo,
Lda.
Catur
8500-833 Portimão
282470000
[email protected]
www.portimar.com
Atividades das agências de viagem
◆ € 4.134.843,00
Dir. Comercial
● Freddy Adelsberg
11 Alto Sol - Turismo e Investimentos, Lda.
12 Fomento Industrial e Agrícola do Algarve, Lda.
FIAAL - Fomento Industrial e Agrícola do Algarve
13 Novacortiça - Indústria Corticeira, S.A.
14 Citrusplants, Lda.
15 Ni. Fi. Ir. Pescados, Sociedade Unipessoal, Lda.
16 António Viegas Guerreiro, S.A.
Avigel
17 Equipa de Turismo - Viagens e Turismo, S.A.
Portugal Travel Team
18 Sagrimar - Empreendimentos Turísticos, S.A.
19 Aviludo - Indústria e Comércio de Produtos
Alimentares, S.A.
Aviludo
20 Tunipex - Empresa de Pesca de Tunídeos, S.A.
21 Algarfresco - Indústria Transformadora
da Pesca, S.A.
22 Pescarade - Sociedade de Pesca do Arade, Lda.
23 David Platt - Transportes Internacionais,
Unipessoal, Lda.
24 Frusoal - Frutas Sotavento Algarve, Lda.
25 Frutas Martinho - Sociedade Agrícola, Lda.
8800-379 Tavira
919128082
Obtenção e primeira transformação
de metais preciosos
◆ € 5.525.110,00
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
25maioresexportadores
INFORMAÇÃO DISPONIBILIZADAPOR IGNIOS - GESTÃO INTEGRADA DE RISCO, S.A.
distritodaguarda
1
Coficab Portugal - Companhia de Fios
e Cabos, Lda.
6300-230 Vale de Estrela
271205090
[email protected]
www.coficab.pt
Fabricação de outros fios e cabos elétricos
e eletrónicos
◆ € 169.710.970,00
● € 111.853.740,00
▲ € 57.433.420,00
Dir. Comercial
● António Vaz
● € 13.474.723,00
▲ € 2.438.637,00
4
Firerunner - Automóveis, Unipessoal Lda.
6430-171 Meda
Comércio de veículos automóveis ligeiros
◆ € 7.592.950,00
● € 7.589.850,00
5
Olano Portugal - Transportes, S.A.
2
Dura Automotive Portuguesa Indústria
de Componentes para Automóveis, Lda.
6301-859 Vila Cortês do Mondego
271920200
[email protected]
www.duraauto.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 47.395.383,00
● € 38.255.059,00
▲ € 9.140.324,00
3
Lusolã - Fabricação de Fios Têxteis, S.A.
6270-533 Seia
238085180
[email protected]
www.lusola.pt
Preparação e fiação de fibras do tipo lã
◆ € 15.913.463,00
6300-070 Casal de Cinza
271200590
[email protected]
www.olano-groupe.com
Transportes rodoviários de mercadorias
◆ € 6.750.184,00
7
10
Transportes Pina & Sérgio, Lda.
Miguel Saraiva - Transportes, S.A.
MSTrans
6370-332 Juncais
271700170
[email protected]
www.pinaesergio.com
Transportes rodoviários de mercadorias
◆ € 4.541.767,00
6300-625 Guarda
271200130
[email protected]
www.mstrans.pt
Transportes rodoviários de mercadorias
◆ € 3.334.180,00
8
Just In Time - Transportes e Logística,
Unipessoal, Lda.
6300-625 Guarda
271200130
[email protected]
www.jintime.eu
Organização do transporte
◆ € 4.063.155,00
11 Mey Têxteis, S.A.
12 Metropolazul - Unipessoal Lda.
13 Transportes Rodoceloricense, S.A.
14 Sodecia - Sociedade Industrial de Metalurgia
da Guarda, S.A.
15 Powersónico - Transportes, Lda.
16 Têxtil Manuel Rodrigues Tavares, S.A.
17 Transportes Tabuado, S.A.
18 Trans-Nate - Transportes Internacionais, S.A.
19 Acácio Batista Garcia & Filhos, S.A.
20 Petromondego - Comércio de Combustíveis,
Lda.
21 Texamira, Lda.
22 Transportes Bernardo Marques, Lda.
23 Palegessos - Indústria e Comércio de Paletes
e Gessos, Lda.
Liveplace
24 A. Fontes Pereira, Lda.
25 Salemo & Merca, Lda.
9
Transportes Caramelo, Lda.
6
ACI - Automotive Compounding
Industry, Lda.
6300-625 Guarda
271222429
[email protected]
www.aci.com.pt
Fabricação de outros artigos de plástico
◆ € 5.870.248,00
● € 2.320.634,00
▲ € 3.549.613,00
6355-201 Vilar Formoso
271511469
Transportes rodoviários de mercadorias
◆ € 3.782.108,00
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
distritodeleiria
1
Lena - Engenharia e Construções, S.A.
Lena Construções
2495-185 Santa Catarina da Serra
244749100
[email protected]
www.lenaconstrucoes.pt
Construção de edifícios (residenciais e não
residenciais)
◆ € 158.983.279,00
▲ € 140.229.438,00
2
European Seafood Investments Portugal,
S.A.
ESIP
2520-206 Peniche
262780600
[email protected]
www.mwbrands.com
Conservação de produtos da pesca
e da aquicultura em azeite e outros óleos
vegetais e outros molhos
◆ € 67.692.289,00
● € 66.672.398,00
▲ € 378,00
◆ € 46.878.033,00
● € 43.804.046,00
▲ € 3.073.987,00
◆ € 43.139.913,00
● € 37.939.873,00
▲ € 4.021.643,00
◆ Nicolas Maciel
9
Roca, S.A.
Dir. Geral
4
Cabopol - Polymer Compounds, S.A.
7
2480-062 Calvaria de Cima
244498151
[email protected]
www.cabopol.com
Fabricação de matérias plásticas sob
formas primárias
◆ € 46.231.146,00
● € 10.965.594,00
▲ € 35.265.553,00
Metalmarinha - Comércio Internacional
Resíduos Metálicos, S.A.
5
2445-000 Martingança
244502001
[email protected]
www.metalmarinha.pt
Comércio por grosso de sucatas
e de desperdícios metálicos
◆ € 41.000.982,00
● € 34.549.430,00
▲ € 6.431.258,00
Schaeffler Portugal, S.A.
2500-294 Caldas da Rainha
262837000
[email protected]
www.schaeffler.com
Fabricação de rolamentos, de engrenagens
e de outros órgãos de transmissão
◆ € 45.513.011,00
● € 45.513.011,00
Dir. Geral
◆ Carlos Gouveia
3
Respol - Resinas, S.A.
6
2415-746 Leiria
244850940
[email protected]
www.respol.pt
Fabricação de matérias plásticas sob
formas primárias
Crisal - Cristalaria Automática, S.A.
2430-028 Marinha Grande
244545800
[email protected]
www.crisal.pt
Cristalaria
8
Bollinghaus Steel, S.A.
Böllinghaus
2430-728 Vieira de Leiria
244698120
[email protected]
www.boellinghaus.de
Siderurgia e fabricação de ferro - ligas
◆ € 33.737.794,00
● € 17.074.054,00
▲ € 16.663.740,00
Dir. Geral
◆ Bruno Pedro
Dir. Compras
▲ Thomas Kleingroth
2420-422 Colmeias
244720000
[email protected]
www.pt.roca.com
Fabricação de artigos cerâmicos para usos
sanitários
◆ € 29.106.317,00
● € 26.907.671,00
▲ € 2.198.647,00
Dir. Geral
◆ Jorge Costa Jesus Vieira
10
MD Moldes - Manuel Domingues Lda.
2400-118 Leiria
244829200
[email protected]
www.md-moldes.com
Atividades de engenharia e técnicas afins
◆ € 24.667.704,00
● € 1.510.283,00
▲ € 542.207,00
11 Key Plastics Portugal, S.A.
12 Bourbon Automotive Plastics Marinha Grande,
S.A.
13 Enerpellets - Produção, Comercialização
de Pellets de Madeira, S.A.
14 Promol - Indústria de Velas, S.A.
15 Iber-Oleff - Componentes Técnicos
em Plástico, S.A.
16 Leirimetal - Equipamentos Metalúrgicos, S.A.
17 Iberoalpla Portugal - Embalagens Plásticas
Unipessoal, Lda.
18 Geco - Gabinete Técnico e Controlo de Moldes
em Fabricação, Lda.
19 Blocotelha - Steel Constructions, S.A.
20 TJ Moldes, S.A.
21 EIB - Empresa Industrial de Borracha, S.A.
22 Moliporex - Moldes Portugueses, Importação
e Exportação S.A.
23 Anibal de Oliveira Cristina, Lda.
24 Fabrico de Louça, S.A.
25 Socém - E. D. - Fabricação, Engenharia
e Desenvolvimento de Moldes, S.A.
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
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XXVII
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XXVIII
|
quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
25maioresexportadores
INFORMAÇÃO DISPONIBILIZADAPOR IGNIOS - GESTÃO INTEGRADA DE RISCO, S.A.
distritodelisboa
1
Petróleos de Portugal - Petrogal, S.A.
1600-209 Lisboa
217242500
[email protected]
www.galpenergia.com
Fabricação de produtos petrolíferos
refinados
◆ € 4.178.113.700,00
● € 1.860.155.607,00
▲ € 2.297.535.615,00
● € 254.880.639,00
▲ € 986.685.220,00
▲ € 406.926.578,00
Wayfield - Trading Internacional, S.A.
1700-007 Lisboa
218415000
[email protected]
www.tapportugal.com
Transportes aéreos de passageiros
◆ € 2.281.839.064,00
● € 366.620,00
▲ € 3.643.910,00
Dir. Comercial
● Carlos Paneiro
1990-092 Lisboa
218922320
[email protected]
www.wayfield.Com
Comércio por grosso não especializado
◆ € 228.142.692,00
▲ € 228.142.692,00
Dir. Compras
▲ António Manuel Chaves
7
4
Netjets - Transportes Aéreos, S.A.
NA - Netjets Aviation, Lda.
2770-051 Paço de Arcos
214468400
[email protected]
www.netjetseurope.com
Transportes aéreos de passageiros
◆ € 407.996.307,00
2770-153 Paço de Arcos
214468400
[email protected]
www.netjetseurope.com
Atividades auxiliares dos transportes
aéreos
◆ € 500.393.932,00
8
EDP - Energias de Portugal, S.A.
EDP
2
Transportes Aéreos Portugueses, S.A.
Tap Portugal
10
5
Delphi Automotive Systems - Portugal,
S.A.
1600-545 Lisboa
217101400
[email protected]
www.delphi.com
Fabricação de equipamento elétrico
e eletrónico para veículos automóveis
◆ € 438.430.748,00
● € 377.667.662,00
▲ € 47.317.571,00
9
Andrade Gutierrez - Europa, África, Ásia,
S.A.
3
Galp - Gás Natural, S.A.
6
1600-209 Lisboa
217242500
[email protected]
www.galpenergia.com
Comércio por grosso de combustíveis
sólidos, líquidos e gasosos, não derivados
do petróleo
◆ € 1.243.703.339,00
Teixeira Duarte - Engenharia
e Construções, S.A.
1250-162 Lisboa
210012500
[email protected]
Www.edp.pt
Produção de eletricidade de origem hídrica
◆ € 312.325.194,00
● € 304.744.501,00
▲ € 3.663.658,00
11 EDP Serviço Universal, S.A
12 Repsol Portuguesa, S.A
13 OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal,
S.A.
14 LFP - Lojas Francas de Portugal, S.A.
15 MEO - Serviços de Comunicações e Multimédia
S.A.
16 Doctrans - Transportes Rodoviários
de Mercadorias, Lda.
17 Hi Fly - Transportes Aéreos, S.A.
18 TDO - Investimento e Gestão, S.A.
(Zona Franca da Madeira)
19 Sovena Portugal - Consumer Goods, S.A.
20 ADP Fertilizantes, S.A.
21 Santos Barosa - Vidros, S.A.
22 Gallo Worldwide, Lda
23 Prológica - Sistemas Informáticos, S.A
24 Cimpor - Indústria de Cimentos, S.A
Cimpor
25 Somague - Engenharia, S.A.
2740-265 Porto Salvo
217912300
[email protected]
www.teixeiraduarte.pt
Construção de obras de engenharia civil
◆ € 430.773.656,00
2740-244 Porto Salvo
218432500
[email protected]
www.andradegutierrez.com
Construção de obras de engenharia civil
◆ € 307.372.951,00
▲ € 6.147.925,00
Dir. Geral
◆ Leandro Aguiar
Dir. Comercial
● Clovis Martines
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
distritodeportalegre
1
Evertis Ibérica, S.A.
7300-436 Ribeira de Nisa
245339200
[email protected]
www.evertis.com
Fabricação de chapas, folhas, tubos e perfis
de plástico
◆ € 51.763.724,00
● € 51.450.407,00
▲ € 313.317,00
Dir. Geral
◆ Rui Alexandre Silva
2
Borrachas Portalegre - Sociedade
Unipessoal, Lda.
7300-058 Portalegre
245307224
[email protected]
www.hutchinsonworldwide.com
Fabricação de outros produtos de borracha
◆ € 25.924.888,00
● € 25.855.413,00
▲ € 61.226,00
3
Novadelta - Comércio e Indústria
de Cafés, S.A.
7370-171 Campo Maior
268680000
[email protected]
www.delta-cafes.pt
Indústria do café e do chá
◆ € 24.911.734,00
● € 19.341.200,00
▲ € 5.570.535,00
◆ Manuel Rui Azinhais Nabeiro
● José Sequeira
▲ Pedro Gomes
Dir. Geral
Dir. Comercial
Dir. Compras
Congelação de frutos e de produtos
hortícolas
◆ € 12.007.191,00
● € 11.617.981,00
▲ € 140.261,00
9
Amorim Florestal, S.A.
7400-402 Ponte de Sor
227475542
[email protected]
4
Hutchinson Borrachas de Portugal
- Sociedade Unipessoal, Lda.
7
7370-114 Campo Maior
268689746
[email protected]
www.hutchinsonworldwide.com
Fabricação de outros produtos de borracha
◆ € 24.310.827,00
● € 24.113.239,00
7370-029 Campo Maior
268680350
[email protected]
5
Indústria de preparação da cortiça
◆ € 4.519.528,00
● € 4.519.528,00
Torrefacção Camelo, Lda.
Indústria do café e do chá
◆ € 5.784.645,00
● € 5.554.866,00
◆ Manuel Rui Azinhais Nabeiro
▲ António Cachola
10
EAA - Escola de Aviação Aerocondor,
S.A.
Dir. Geral
Dir. Compras
Selenis Portugal, S.A.
7300-436 Ribeira de Nisa
245339200
[email protected]
www.selenis.com/pt/home
Fabricação de matérias plásticas sob
formas primárias
◆ € 20.513.293,00
● € 14.634.959,00
▲ € 4.658.587,00
Dir. Compras
▲ Paulo Leite
8
Altol - Alentejana de Tomate, Lda.
7350-478 Elvas
268622974
[email protected]
7400-601 Tramaga
242240110
[email protected]
www.gairg.com/pt/
Ensinos secundário tecnológico, artístico
e profissional
◆ € 3.964.228,00
● € 57.156,00
▲ € 91.291,00
Dir. Comercial
● Eurico Brito
Dir. Compras
▲ Eurico de Brito
11 Manuel Rui Azinhais Nabeiro, Lda.
Cafés Delta
12 Transportes Corcho Lda.
13 Transnil - Transportes de Mercadorias
Nacionais e Internacionais, S.A.
14 SNEF Portugal Electricidade, Unipessoal, Lda.
15 HCF - Transportes Nacionais e Internacionais,
Lda.
16 Tecnidelta - Equipamentos Hoteleiros, Lda.
17 EOC - Belgium, N.V. - Sucursal em Portugal
18 Fertiprado - Sementes e Nutrientes, Lda.
19 Armazéns de Mercearia e Avícola Marvanejo,
Lda.
20 Transportes Patirangel, Lda.
21 Multigranitos - Transformação de Granitos,
S.A.
22 Carnes Miranda, Lda.
23 João dos Santos Nabeiro (Herdeiros), Lda.
24 Pasto Alentejano - Comércio de Carnes, Lda.
25 Sociedade Agro-Pecuária da Defesa do Gato,
Lda.
Comércio por grosso de fruta
e de produtos hortícolas, exceto batata
◆ € 5.215.094,00
● € 5.215.094,00
6
Dardico - Agro Indústria, S.A.
7480-163 Avis
242410040
[email protected]
www.dardico.com
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
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XXX
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
entrevista
PAULO NUNES DE ALMEIDA, PRESIDENTE DA AEP – ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PORTUGAL
“As micro e PME portuguesas olharam para
o mundo como o Infante D. Henrique olhou”
As micro empresas e PME lusas têm sido fundamentais na recuperação económica do país,
tendo partido à conquista dos mercados recetivos aos seus produtos e serviços, frisa o responsável da AEP.
Agora, adianta, há que as apoiar e capacitar para os desafios que enfrentarão até ao fim desta década.
DR
ARMANDA ALEXANDRE
[email protected]
Dados recentes apontam para
uma recuperação da economia.
Pela experiência da AEP, quais as
áreas que mais se destacam?
Estamos a assistir a uma revitalização do tecido empresarial português. Nos quatro primeiros meses do ano, a criação líquida de empresas aumentou 11,2% em termos homólogos, com subidas em
vários setores: alojamento e restauração, comércio a retalho, indústrias transformadoras e setor
primário. Subsistem, no entanto,
muitas dificuldades que são transversais e não se confinam a este ou
àquele setor. A capitalização é,
sem dúvida, a maior. O esforço que
as nossas empresas tiveram de fazer para enfrentar a crise deixou
marcas e há muitas que estão subcapitalizadas. Nos setores transacionáveis, principalmente, são necessários estímulos fiscais ao investimento em ativos fixos e instrumentos que promovam e facilitem a concentração de empresas.
Só assim muitas PME conseguirão
ganhar escala e capacidade para
competir no mercado global.
Qual o peso da vertente exportadora nas associadas da AEP?
São cada vez mais as empresas internacionalizadas ou em processo
de internacionalização e as exportadoras que se filiam na AEP. Para
isso, tem contribuído a qualidade
e abrangência da nossa resposta
na área internacional, como Câmara de Comércio e Indústria para
a região Norte – a mais exportadora do país! No segundo semestre e
em 2016, a AEP tem em projeto 53
ações e pretende trabalhar 42 mercados, num programa orçamentado em 4,8 milhões de euros, para a
operacionalização do qual obteve
o cofinanciamento do Compete
2020, ao abrigo do Portugal 2020.
Quais as principais áreas exportadoras? Para que mercados?
As relações que a AEP mantém
com centenas de câmaras de comércio e indústria tem-nos permitido abrir portas às empresas portuguesas e gerar negócios em países que há meia dúzia de anos seriam vistos como inatingíveis pela
generalidade das PME portuguesas, como a Rússia, o Irão, Vietname, Cazaquistão, Uzbequistão, Indonésia, Gana, Senegal, Tunísia,
Colômbia, Peru ou o México. São
mercados que iremos continuar a
trabalhar. E vamos estar mais ativos na organização de missões inversas, formato que tende a ganhar um peso maior no programa
de internacionalização da AEP.
Na altura de internacionalizar,
as empresas portuguesas ainda
estão muito focadas na Europa
ou já conseguem ver além do velho continente? Quais os principais destinos extra-Europa?
O peso do comércio intra União
Europeia tem registado uma tendência descendente, estando próximo dos 70%. Isto significa que a
importância dos mercados extracomunitários tem vindo a aumentar. É nesse tipo de geografias que
estamos focados. Continuaremos
atentos e a trabalhar os mercados
que se têm destacado pelas fortes
taxas de crescimento, como a China e os EUA, onde a AEP tem também vindo a realizar ações.
O que pode esperar da AEP uma
empresa que queira apostar na
internacionalização?
Apoio constante, envolvimento,
capacitação e formação, uma boa
rede de contactos, capacidade de
influência e de negociação e, sobretudo, serviços à medida. Temos praticamente constituída
uma rede colaborativa com 50 associações empresariais para assegurar a cerca de 30 mil empresas
de 86 concelhos da região Norte
um serviço de informação e acon-
No segundo semestre e
em 2016, a AEP pretende
trabalhar 42 mercados,
num programa de
4,8 milhões de euros
selhamento técnico de proximidade sobre os instrumentos disponíveis no Portugal 2020. Essa rede
vai operacionalizar um projeto,
chamado Novo Rumo a Norte, para fazer chegar rapidamente informação com valor estratégico às
micro e PME. Acresce ainda os serviços que estamos aptos a prestar
em matéria de programas europeus, uma vez que integramos
desde o princípio do ano a EEN Enterprise Europe Network, a
maior rede europeia de informação e serviços de apoio a PME.
Qual é a característica que distingue as empresas portuguesas
no mercado globalizado?
As micro e PME portuguesas têm
sido fundamentais para a recuperação económica do país. Olharam
para o mundo como o Infante D.
Henrique olhou e partiram à conquista dos mercados recetivos aos
seus produtos e serviços. Foram as
empresas – entre as quais milhares de PME – que fizeram as exportações ultrapassar os 40%. Ninguém lhes pode tirar esse mérito!
Está-lhes destinado um papel insubstituível no crescimento económico e no emprego, como provam
os indicadores recentes. Agora, há
que as apoiar e capacitar para os
desafios que enfrentarão até ao
fim da década. As prioridades devem ser capitalização, investimento produtivo, competitividade, capacitação e inovação, o que passa
pelo reforço da ligação às universidades e aos centros de saber.
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
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XXXI
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XXXII
|
quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
25maioresexportadores
INFORMAÇÃO DISPONIBILIZADAPOR IGNIOS - GESTÃO INTEGRADA DE RISCO, S.A.
distritodoporto
1
4
Mota-Engil, Engenharia e Construção
África, S.A.
BA Vidro, S.A.
4300-454 Porto
225190300
Construção de estradas e pistas
de aeroportos
◆ € 624.018.697,00
▲ € 11.217.173,00
2
4430-755 Avintes
227860500
[email protected]
www.bavidro.com
Fabricação de vidro de embalagem
◆ € 181.286.845,00
● € 164.907.226,00
▲ € 16.379.619,00
◆ Jorge Alexandre Tavares Ferreira Dir. Geral
Dir. Comercial
● José Pedro Araújo Lopes
Dir. Compras
▲ Luiz Cardoso
SN Maia - Siderúrgia Nacional, S.A.
4425-393 Maia
229699000
[email protected]
5
Conduril - Engenharia, S.A.
Siderurgia e fabricação de ferro - ligas
◆ € 298.819.344,00
● € 298.796.970,00
3
Sociedade de Construções Soares
da Costa, S.A.
4000-478 Porto
228342200
[email protected]
www.soaresdacosta.pt
Construção de edifícios (residenciais e não
residenciais)
◆ € 280.916.380,00
▲ € 106.409,00
Dir. Comercial
● Luis Mendanha
4445-416 Ermesinde
229773920
[email protected]
www.conduril.pt
Construção de pontes e túneis
◆ € 176.682.041,00
▲ € 2.593.806,00
● António Andrade Miragaia
▲ Ademar Américo Soares Paiva
◆ € 174.194.196,00
● € 55.032.487,00
▲ € 104.771.820,00
7
Sonae Indústria - Produção
e Comercialização de Derivados
de Madeira, S.A.
4470-000 Maia
220100400
[email protected]
www.tafibra.Com
Fabricação de painéis de partículas
de madeira
◆ € 159.380.558,00
● € 67.602.950,00
▲ € 79.835.235,00
8
Ikea Industry Portugal, Lda.
Dir. Comercial
Dir. Compras
6
Efacec Energia - Máquinas
e Equipamentos Eléctricos, S.A.
4595-355 Penamaior
255106100
[email protected]
www.swedwood.com
Fabricação de mobiliário de madeira
para outros fins
◆ € 158.595.082,00
● € 87.952.208,00
▲ € 70.279.609,00
9
Preh Portugal, Lda.
4785-567 Trofa
252400100
[email protected]
www.preh.com
Fabricação de equipamento elétrico
e eletrónico para veículos automóveis
◆ € 145.243.725,00
● € 132.606.988,00
▲ € 12.590.223,00
10
Goldropa - Comércio de Metais
Preciosos, Lda.
4435-370 Rio Tinto
225073560
[email protected]
www.goldropa.pt
Comércio por grosso de minérios
e de metais
◆ € 142.220.890,00
● € 142.220.844,00
4465-587 Leça do Balio
229562300
[email protected]
www.efacec.pt
Fabricação de motores, geradores
e transformadores elétricos
11 Lactogal - Produtos Alimentares, S.A.
12 Unicer - Bebidas, S.A.
13 RGVS Ibérica - Soc. Ibérica Produção
de Artigos de Desporto, Unip. Lda.
14 Intraplás - Indústria Transformadora
de Plásticos, S.A.
15 Elevolution - Engenharia, S.A.
16 Cabelte - Cabos Eléctricos e Telefónicos S.A.
17 Sogrape Vinhos, S.A.
18 J. P. Sá Couto, S.A.
JP Inspiring Knowledge
19 Efacec - Engenharia e Sistemas, S.A.
20 Polopiqué - Comércio e Industria
de Confecções, S.A.
21 Symington Family Estates, Vinhos, Lda.
22 Cotesi - Companhia de Têxteis Sintéticos, S.A.
23 Sakthi Portugal, S.A.
24 Colquimica - Indústria Nacional de Colas, S.A.
25 Petratex - Confecções, S.A.
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
distritodesantarém
1
Sugal - Alimentos, S.A.
2130-102 Benavente
263500500
[email protected]
www.sugalidal.pt
Preparação e conservação de frutos e de
produtos hortícolas por outros processos
◆ € 88.752.055,00
● € 65.808.274,00
▲ € 22.943.781,00
2
Caima - Indústria de Celulose , S.A.
2250-058 Constância
249730000
[email protected]
www.caima.pt
Fabricação de pasta
◆ € 55.410.705,00
● € 37.355.566,00
▲ € 18.055.139,00
● Agostinho Dolores Ferreira
▲ € 1.640.763,00
◆ André Bezuidenhout
▲ Rita Gaspar
Dir. Geral
Dir. Compras
4
Renova - Fábrica de Papel do Almonda,
S.A.
2350-859 Zibreira
249830200
[email protected]
www.myrenova.com
Fabricação de artigos de papel para uso
doméstico e sanitário
◆ € 46.860.324,00
● € 42.851.132,00
▲ € 3.244.186,00
Dir. Geral
◆ Paulo Miguel Pereira Silva
5
Velvetnumbers, Lda.
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 37.495.197,00
● € 32.178.091,00
▲ € 4.459.028,00
Dir. Geral
◆ Paolo Etzi
Dir. Comercial
● João Manuel Neves Pereira
Dir. Compras
▲ José Duarte
7
Activelabor - Comércio e Reciclagem
de Metais, Lda.
10
Comércio por grosso de sucatas
e de desperdícios metálicos
◆ € 33.512.291,00
● € 33.509.591,00
2490-124 Gondemaria
249580568
[email protected]
www.broliveira.pt
Transportes rodoviários de mercadorias
◆ € 28.830.136,00
8
2200-293 Abrantes
241379160
[email protected]
www.chassisbrakes.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 54.421.989,00
● € 52.781.226,00
Transportes Broliveira, Lda.
11 DAI - Sociedade de Desenvolvimento
Agro-Industrial, S.A.
12 Couro Azul - Indústria e Comércio de Couros,
S.A.
13 Font Salem Portugal, S.A.
14 R. V. O. - Reciclagem - Valorização Outeirense,
Lda.
15 Nutriceal Foods, S.A.
16 RSA - Reciclagem de Sucatas Abrantina, S.A.
17 Bonduelle (Portugal) Agroindústria, S.A.
18 Lusocolchão, S.A.
19 Elecgas, S.A.
20 Campil - Agro Industrial do Campo do Tejo,
Lda.
21 Proeza Maravilha Lda.
22 PMH - Produtos Médico-Hospitalares, S.A.
23 CTR - Consultoria, Técnica e Representações,
Lda.
CTR
24 Lista de Conquistas - Unipessoal, Lda.
25 Inducol - Indústria de Peleteria Cruz Costa,
S.A.
Monliz - Produtos Alimentares Mondego
e Liz, S.A.
Dir. Comercial
CBI - Chassis Brakes International
Portugal, S.A.
2205-305 Pego
241830020
[email protected]
www.compac.es
Fabricação de artigos de granito
e de rochas
◆ € 29.196.171,00
● € 18.343.028,00
▲ € 10.853.143,00
2350-028 Assentiz TNV
249791229
[email protected]
2130-015 Benavente
3
9
Silicalia Portugal - Indústria e Comércio
de Aglomerados de Pedra S.A.
Comércio por grosso não especializado
◆ € 39.824.325,00
▲ € 39.824.325,00
2090-022 Alpiarça
243559230
[email protected]
6
Congelação de frutos e de produtos
hortícolas
◆ € 30.385.121,00
● € 29.791.655,00
▲ € 50,00
Dir. Geral
◆ Mauro Cardoso
Dir. Comercial
● Isabel Martins
João de Deus & Filhos, S.A.
Radiadores Portugal
2135-113 Samora Correia
263650240
[email protected]
www.jdeus.com
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
25maioresexportadores
|
XXXIII
|
INFORMAÇÃO DISPONIBILIZADAPOR IGNIOS - GESTÃO INTEGRADA DE RISCO, S.A.
distritodesetúbal
1
4
7
10
Volkswagen Autoeuropa, Lda.
SN Seixal - Siderurgia Nacional, S.A.
Lusosider - Aços Planos, S.A.
Hempel (Portugal), Lda.
2954-024 Quinta do Anjo
212112000
[email protected]
www.volkswagenautoeuropa.pt
Fabricação de veículos automóveis
◆ € 1.292.335.593,00
● € 1.292.335.593,00
◆ António Reynaud de Melo Pires Dir. Geral
2840-085 Aldeia de Paio Pires
212278500
[email protected]
2840-075 Aldeia de Paio Pires
212278300
[email protected]
www.lusosider.pt
Siderurgia e fabricação de ferro - ligas
◆ € 86.264.754,00
● € 85.039.740,00
▲ € 1.224.166,00
Dir. Comercial
● Paulo Gonçalves
2
5
2954-002 Palmela
212352326
[email protected]
www.hempel.pt
Fabricação de tintas (exceto impressão),
vernizes, mastiques e produtos similares
◆ € 51.337.957,00
● € 33.595.401,00
▲ € 17.479.810,00
● Paulo Jorge Monteiro Martins Dir. Comercial
Portucelsoporcel Fine Paper, S.A.
Fisipe, S.A.
8
2910-738 Setúbal
265709000
[email protected]
www.portucelsoporcel.com/pt
Comércio por grosso de artigos
de papelaria
◆ € 1.200.854.891,00
● € 782.558.858,00
▲ € 418.296.032,00
2830-301 Barreiro
212066000
[email protected]
www.fisipe.pt
Fabricação de fibras sintéticas ou artificiais
◆ € 112.820.911,00
● € 30.175.403,00
▲ € 82.645.507,00
● José Miguel Martins Contreiras Dir. Comercial
Lisnave - Estaleiros Navais, S.A.
3
6
Sapec - Agro, S.A.
Repsol Polímeros, S.A.
Continental Teves Portugal - Sistemas
de Travagem, Lda.
2910-440 Setúbal
265710100
[email protected]
www.sapecagro.pt
Fabricação de pesticidas e de outros
produtos agroquímicos
◆ € 64.835.843,00
● € 64.696.043,00
▲ € 139.800,00
Dir. Geral
◆ João Manuel Calçada Estrela
Dir. Comercial
● José Góis
Siderurgia e fabricação de ferro - ligas
◆ € 364.366.549,00
● € 364.111.762,00
▲ € 244.957,00
2910-738 Setúbal
265799100
[email protected]
www.lisnave.pt
Reparação e manutenção de embarcações
◆ € 79.112.241,00
Dir. Comercial
● Donald Shaw Maclean
11 Etermar - Engenharia e Construção, S.A.
12 Amcor Flexibles Neocel - Embalagens,
Unipessoal, Lda.
13 Amal - Construções Metálicas, S.A.
14 Euroresinas - Indústrias Químicas, S.A.
15 Adubos Deiba - Comercialização de Adubos,
Lda.
16 Baluarte - Sociedade de Recolha
e Recuperação de Desperdícios, Lda.
17 Refrige - Sociedade Industrial
de Refrigerantes, S.A.
18 Lusosider - Projectos Siderúrgicos, S.A.
19 Autoneum Portugal, Lda.
20 Lallemand Ibéria, S.A.
21 Megasa - Comércio de Produtos Siderúrgicos,
Lda.
22 Raporal - Rações de Portugal, S.A.
23 Monte D'alva - Alimentação, S.A.
24 José Maria da Fonseca, Vinhos, S.A.
25 Faurécia Sistemas de Interior Portugal Componentes para Automóveis, S.A.
Faurécia - Peças Plásticas
9
7520-224 Sines
269860100
[email protected]
www.repsol.com
Fabricação de matérias plásticas sob
formas primárias
◆ € 561.055.980,00
● € 471.366.280,00
▲ € 88.090.309,00
◆ Joaquin Garcia-Estañ Salcedo
Dir. Geral
2950-402 Palmela
212387500
[email protected]
www.contiautomotive.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 108.954.177,00
● € 105.206.165,00
▲ € 3.748.012,00
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
distritodevianadocastelo
1
Enercon Gmbh - Sucursal em Portugal
4900-568 Viana do Castelo
258803500
[email protected]
www.enercon.de
Fabricação de motores, geradores
e transformadores elétricos
◆ € 249.608.493,00
● € 237.224.435,00
▲ € 12.384.058,00
◆ Francisco Laranjeira
◆ € 143.290.666,00
● € 143.290.666,00
4
Comércio por grosso de madeira em bruto
e de produtos derivados
◆ € 67.932.233,00
● € 67.932.233,00
Dalphi - Metal Portugal, S.A.
Dir. Geral
4920-011 Campos Vnc
251700300
[email protected]
www.trw.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 89.161.766,00
● € 89.161.766,00
2
Europa&C Kraft Viana, S.A.
5
4905-261 Deocriste
258739600
[email protected]
www.europacgroup.com
Fabricação de papel e de cartão (exceto
canelado)
◆ € 175.579.593,00
● € 145.087.625,00
▲ € 30.491.968,00
Dir. Geral
◆ Mário Santos Amaral
Borgwarner Emissions Systems Portugal,
Unipessoal, Lda.
3
4925-432 Lanheses
251000100
[email protected]
www.borgwarner.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 85.433.051,00
● € 71.646.240,00
▲ € 13.786.811,00
Dir. Geral
◆ David Andrew Jacobs
Safebag - Indústria Componentes
Segurança Automóvel, S.A.
6
4990-645 Gemieira
258900450
[email protected]
www.safe-bag.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
7
Poligal Portugal, Unipessoal, Lda
4970-685 Tabaçô
258518095
[email protected]
www.poligal.com
Fabricação de chapas, folhas, tubos e perfis
de plástico
◆ € 62.383.929,00
● € 60.865.869,00
▲ € 1.518.061,00
Dir. Geral
◆ Santiago Font
8
Gestamp Cerveira, Lda.
4920-012 Campos VNC
251700400
[email protected]
www.gestamp.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 47.914.813,00
● € 47.811.280,00
▲ € 56.925,00
9
Browning Viana - Fábrica de Armas
e Artigos de Desporto, S.A.
4935-231 Neiva
258359000
[email protected]
www.browning.eu
Fabricação de armas de caça, de desporto
e defesa
◆ € 45.290.651,00
● € 14.760.098,00
▲ € 30.461.104,00
Dir. Geral
◆ André Jacquemin
10
Grupo Antolín Lusitânia - Componentes
Automóvel, S.A.
4920-012 Campos VNC
251708800
[email protected]
www.grupoantolin.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 39.991.269,00
● € 36.623.891,00
▲ € 3.367.378,00
Dir. Geral
◆ Rui Araújo
11 CJF Export, Lda.
12 Diastêxtil - Malhas e Confecções, S.A.
13 Uchiyama Portugal - Vedantes, Lda.
14 Mephisto Portuguesa - Fábrica de Calçado, Lda.
15 Fundilusa - Fundições Portuguesas, Lda.
16 Sarreliber - Transformação de Plásticos
e Metais, S.A.
17 Ilhapor - Linhas de Transmissão e Propulsão,
Lda.
18 Facime II - Comércio de Electrodomésticos,
S.A.
19 Essex Portugal, Unipessoal, Lda.
20 Acco Brands Portuguesa, Lda.
21 Safe-Life - Indústria de Componentes
de Segurança Automóvel, S.A.
22 João Pires - Internacional Transportes, Lda.
23 Pralisa - Produtos Alimentares e Pescas, S.A.
24 Veticede - Trabalho Temporário, Lda.
25 Salsicharia Limiana, Lda.
Iberflorestal - Comércio e Serviços
Florestais, S.A.
4930-106 Cerdal
251837325
[email protected]
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
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XXXIV
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
entrevista
ARMINDO CARDOSO
SUSANA AFONSO, SÓCIA DA CMS RUI PENA & ARNAULT
“Na vertente laboral, quanto mais protetor
é o Estado mais reativo é o mercado”
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
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XXXV
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entrevista
A legislação laboral portuguesa está hoje mais próxima dos restantes ordenamentos jurídicos europeus, embora
ainda distante de países como a Alemanha, afirma Susana Afonso, sócia da CMS Rui Pena & Arnault e
responsável pelo escritório na Região Autónoma da Madeira. O tema da competitividade das exportações é
nuclear para as empresas e o compromisso numa relação laboral pode levar a um risco acrescido na estratégia
empresarial, afirma. Neste cenário, diz que a legislação laboral acaba por impedir a criação de mais emprego.
VÍTOR NORINHA
[email protected]
A sua especialização é em Direito do Trabalho e sei que o escritório esteve envolvido na prestação de serviços em operações de
consolidação relevantes, penso
que na do BCP. Quais foram as
facilidades e quais as dificuldade naquela que foi uma reestruturação importante, dado que
estamos a falar do maior grupo
bancário privado?
As reestruturações podem implicar, na generalidade, dois níveis
de reorganização: por um lado, a
reorganização salarial para aqueles que ficam e a cessação dos
contratos de trabalho para aqueles que têm de sair do quadro de
pessoal, ou seja, redução de efetivos. Ao nível da redução de efetivos, sempre se privilegiou a rescisão por mútuo acordo, portanto,
em diálogo com os respetivos trabalhadores no sentido de promover maior paz social e, com alguma responsabilidade social, oferecer melhores condições de cessação do que aquelas que estão legalmente previstas. Ao nível da
reorganização salarial, do ponto
de vista jurídico, talvez seja o maior desafio. No caso em particular
da banca, demonstrou-se fundamental o diálogo com os sindicatos, porque isso permitiu salvar
centenas de postos de trabalho
com um acordo de entendimento
com os sindicatos no sentido de,
salvaguardando os direitos fundamentais dos trabalhadores, compaginar uma acomodação salarial
temporária para fazer face a uma
situação excecional que o setor
atravessava.
A legislação laboral portuguesa
é suficientemente competitiva
quando comparada com a dos
pares europeus?
Hoje está bastante mais próxima
dos restantes ordenamentos jurídicos, embora ainda distante de
países como a própria Alemanha,
onde praticamente tudo é remetido para a contratação coletiva.
Creio que, de facto, para os próximos anos, o nosso maior desafio é
estabelecer plataformas de entendimento entre as empresas e os
sindicatos de forma a que o Estado seja cada vez menos interventivo em matéria da regulação das
relações laborais e cada vez se atribua, ao setor empresarial e aos
sindicatos, mais liberdade para
criarem as suas próprias regras,
de acordo com o próprio setor de
atividade em que se inserem. Isso
é que é, efetivamente, fundamental. Por exemplo, na Alemanha,
ao nível dos despedimentos (e
estamos a falar, sobretudo, das indemnizações), tudo está previsto
ao nível da contratação coletiva. É
a contratação coletiva que vai determinar qual a indemnização,
que tanto pode variar por empresa como por setor de atividade.
Mas não há nenhuma lei que imponha um valor mínimo de indemnização no caso de cessação
do contrato de trabalho.
O que leva o escritório a estar
presente na Madeira?
A principal razão é o escritório
entender que, no atual contexto
económico, a Madeira tem relevância como centro de negócios e,
tratando-se de um escritório internacional, faz sentido sermos o
primeiro escritório internacional
na Madeira, onde podemos não só
proporcionar aos empresários
madeirenses um serviço de qualidade, mas, sobretudo, permitir
que esses empresários possam
contar connosco no caso de quererem fazer investimentos no estrangeiro, dado que já somos um
parceiro local, para passarmos
também a ser um parceiro internacional.
Acha que termos este tipo de legislação impede a criação de
mais emprego?
Acho, ponto final. Acho mesmo.
Acho que, quanto mais protetor o
Estado é, mais reativo é o mercado. Acho que é uma regra da natureza humana. Portanto, o que
acontece é que o empresário tem,
muitas vezes, receio de se comprometer numa relação laboral
porque teme depois poder, por
circunstâncias e vicissitudes que
ele próprio não pode controlar,
que dizem respeito à gestão da
empresa e às vicissitudes do mercado, gerar, com isso, uma contingência e um risco ou mais um
encargo financeiro que, possa
comprometer a sua estratégia
empresarial ou que não consiga
suportar.
Como tal, acho, naturalmente,
que um Estado demasiado regulador cria um setor empresarial reativo na perspetiva da contratação laboral.
É esse o tipo de trabalho que esperam desenvolver, um trabalho
de acompanhamento do empresariado?
Há cerca de cinco anos que já estamos na Madeira, onde temos
desenvolvido, sobretudo, a prática do direito do trabalho e do direito fiscal. Como tal, a inauguração oficial do escritório na Madeira nesta altura corresponde à consolidação do trabalho que temos
vindo a realizar desde então.
Na Alemanha, ao nível
dos despedimentos
(e estamos a falar,
sobretudo, das
indemnizações), tudo
está previsto ao nível
da contratação coletiva
O facto de o Centro Internacional de Negócios estar na Madeira também contribui para esta
opção?
Sim, sem dúvida. Neste momento, como é do conhecimento público, estamos prestes a entrar
numa nova fase e, portanto, pensámos também que esta seria
uma boa oportunidade para nos
implementarmos de forma definitiva no mercado madeirense e,
nesse sentido, uma vez que somos
uma rede internacional de advogados, os outros ordenamentos
jurídicos, os outros clientes estrangeiros, poderem contar com a
nossa presença no investimento
que queiram fazer na Madeira.
Esta nova fase do Centro Internacional vai potenciar mais empresas ou vai perder empresas?
Naturalmente, acreditamos que
vai potenciar mais empresas e gerar uma nova dinâmica.
Bruxelas não estava a criar aqui
alguma confusão?
É verdade, mas simplesmente,
Creio que, de facto, para
os próximos anos, o
nosso maior desafio é
estabelecer plataformas
de entendimento entre
as empresas e os
sindicatos de forma a
que o Estado seja cada
vez menos interventivo
em matéria da regulação
das relações laborais e
cada vez se atribua, ao
setor empresarial e aos
sindicatos, mais
liberdade para criarem
as suas próprias regras
neste momento, com esta nova
fase, nós ainda temos condições
para reposicionar novamente a
Madeira enquanto centro de investimento e atrair novos investidores.
Vê empresas madeirenses com
potencial de internacionalização?
Sim, os empresários madeirenses
têm, sobretudo, dois níveis de especialização que são claramente
diferenciadores: o mercado do turismo, onde há grandes empresários que começaram na Madeira e
são hoje players a nível mundial,
podendo, naturalmente, continuar esse trabalho de investimento e internacionalização do seu
projeto partilhando o conhecimento, sobretudo em matéria de
indústria hoteleira noutros países; e o setor da construção civil.
Como sabemos, a Madeira evoluiu muito, nos últimos 20 ou 30
anos, há custa da construção civil
e não há dúvida de que esse mercado tem hoje possibilidades de se
expandir para outros países em
desenvolvimento, revelando-se a
construção civil fundamental para o seu desenvolvimento sustentado. Também aí, não tenho dúvidas de que as empresas madeirenses podem projetar-se e internacionalizar-se - como, aliás, já o fazem.
Este projeto da Madeira poderá,
na medida em que as condições
são muito idênticas, ser
replicado nos Açores?
Pode ser replicado nos Açores.
É algo que nós próprios já
equacionámos, mas é um
mercado que tem outras
características e cujo
investimento também tem de
ser ponderado em outros
moldes. Mas acredito que os
Açores também têm potencial
para ser um centro de negócios,
de desenvolvimento e
investimento interessante.
O gabinete está a trabalhar com
quantos juristas?
Ao todo, somos cerca de 115
advogados. Na Madeira somos
cinco, mas estamos em fase de
recrutamento.
O grupo internacional a que
estão ligados está presente em
quantos países?
Estamos em 33 países, temos
59 escritórios espalhados pela
Europa, África, América Latina
(México e Brasil) e Ásia.
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XXXVI
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
entrevista
SALOMÉ RAFAEL, PRESIDENTE DA NERSANT
“A exportação e a internacionalização
são hoje caminhos a explorar”
A região de Santarém está na linha da frente do ataque português aos mercados externos, com um crescimento
das exportações acima da média nacional. Salomé Rafael destaca ainda o surgimento de muitas novas empresas
num distrito francamente empreendedor e a recuperação, embora ténue, de emprego
MIGUEL MANSO
ALMERINDA ROMEIRA
[email protected]
As últimas previsões da OCDE apontam para um crescimento de
1,6% da economia portuguesa
em 2015. Na região de Santarém
já se sentem sinais de recuperação?
Na região de Santarém, as perspetivas são boas e o ambiente é positivo. Existe uma grande procura
pelo Portugal 2020 e pelas oportunidades que associadas a este novo quadro comunitário, o que significa que as empresas estão interessadas em fazer investimento.
Os encontros realizados com as
empresas e com a banca mostram
também que há uma procura
maior e uma expetativa diferente.
O mercado empresarial revela
uma dinâmica interessante.
Que setores de atividade apresentam maior dinâmica no distrito?
O distrito de Santarém caracteriza-se por ser bastante heterogéneo, com setores de atividade diversificados, não se encontrando
dependente apenas de um ou dois
setores. Há diversas áreas com
fortes potencialidades de crescimento devido às vantagens competitivas que apresentam. Nesse
sentido, existem vários setores
que sobressaem, entre eles o setor
agroindustrial, que tem um grande peso, sendo um dos mais dinâmicos devido a uma grande aposta que tem sido feita na inovação
em termos de produto e embalagem. Temos também, entre outros, a fileira florestal, a metalomecânica, a mecânica automóvel,
os curtumes, o papel, as pedras
ornamentais e o turismo.
Esse dinamismo já se traduz na
recuperação de emprego?
Sim. Se olharmos para os números dos desempregados inscritos
no Centro de Emprego, verificamos que em particamente todos
A região de Santarém
é fortemente
empreendedora e isso
é visível no número
de empresas criadas
os concelhos do distrito de Santarém se registou uma diminuição
do número de pessoas inscritas, o
que pode ser interpretado como
uma pequena recuperação de emprego.
E na criação de empresas?
A região de Santarém é fortemente empreendedora, e isso é visível
no número de empresas criadas.
Verificamos que, apesar do número de insolvências que se registaram nos últimos anos por todo o
país (e Santarém não foi exceção),
surgiram muitas novas empresas.
A NERSANT tem ajudado muito
estes novos empreendedores. O Sítio do Empreendedor (plataforma
destinada a todos aqueles que
querem criar o seu próprio negócio) apoiou, desde 2014 até março
de 2015, a criação de 115 novas
empresas, que geraram 174 postos de trabalho, 1,8 milhões de euros de investimento inicial e um
volume de negócios de mais de 7,6
milhões de euros. No total, a Associação Empresarial da Região de
Santarém recebeu e trabalhou
mais de 500 ideias de negócio.
Quanto pesa a vertente exportadora no tecido empresarial da
região?
A exportação e a internacionalização são hoje caminhos a explorar
para obter o desenvolvimento desejado. Os resultados das exportações alcançados na região de Santarém são assinaláveis. Entre
2003 e 2013, as exportações nacionais cresceram 69,48%, tendo
o Ribatejo apresentado um crescimento na ordem dos 80,39%. Se
compararmos o período de 2009 a
2013, este crescimento foi ainda
maior, com a região de Santarém
a alcançar um crescimento muito
acima da média nacional. Registaram-se crescimentos de 48,79%,
tendo Santarém crescido 69,51%.
O que exporta fundamentalmente a região e para onde?
As empresas exportadoras da região operam, sobretudo, na área
da agroindústria, na metalomecânica e na fileira florestal. Os mercados de destino ainda são, maioritariamente, países do mercado
comunitário, embora nos últimos
anos esteja a ser feito um enorme
esforço de diversificação.
Como contribui a Associação na
divulgação de mercados e na
ajuda no acesso a fundos estruturais dentro do Portugal 2020?
A NERSANT tem promovido bastantes iniciativas de apoio à internacionalização e procura de novos
mercados, não só nos países lusófonos, mas também na América
Latina, China, Canadá, Magrebe,
Dubai, entre outros. As empresas
que têm participado nas ações de
internacionalização com a NERSANT subiram o seu volume de
exportações, em média, 250%, o
que é muito significativo. O reforço da nossa aposta em atividades
de apoio à internacionalização das
empresas do Ribatejo compreendeu, nos últimos anos, 23 missões
empresariais aos mercados europeu, americano e africano, 20 receções de delegações estrangeiras
e promoveu a região em 14 eventos/feiras internacionais, tendo
participado nestas iniciativas mais
de 400 empresas. A NERSANT organizou, em 2014, a terceira edição do NERSANT Business, que é
já uma das principais mostras de
networking internacional em Portugal e tem como objetivos promover a exportação e internacionalização dos produtos e das empresas do Ribatejo e dar a conhecer aos investidores as potencialidades da Região.
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
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XXXVII
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PUB
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XXXVIII
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quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
25maioresexportadores
INFORMAÇÃO DISPONIBILIZADAPOR IGNIOS - GESTÃO INTEGRADA DE RISCO, S.A.
distritodevilareal
1
4
7
9
Stellep - Produção de Pellets, S.A.
Monsurgel, Lda.
5400-673 Outeiro Seco
252400610
[email protected]
www.stellep.pt
Fabricação de briquetes e aglomerados
de hulha e lenhite
◆ € 6.097.743,00
● € 6.097.743,00
5445-109 Carrazedo de Montenegro
278789506
Ponto do Mundo - Exportação e
Comércio de Materiais Construção, Lda.
Macoribas - Comércio de Materiais
de Construção, Lda.
5000-413 Vila Real
259910212
[email protected]
5445-011 Argeriz
278781492
[email protected]
2
5
Comércio por grosso de materiais
de construção (exceto Madeira)
e equipamento sanitário
◆ € 3.876.653,00
▲ € 3.876.653,00
Serragados - Comércio de Gado Lda.
Pastelnor - Indústria e Inovação
Alimentar, Lda.
Comércio por grosso de materiais
de construção (exceto Madeira)
e equipamento sanitário
◆ € 3.437.994,00
● € 3.420.269,00
▲ € 17.725,00
8
5400-181 Chaves
276318349
[email protected]
Comércio por grosso de animais vivos
◆ € 5.620.589,00
● € 5.598.524,00
▲ € 22.064,00
Congelação de frutos e de produtos
hortícolas
◆ € 5.271.691,00
● € 5.271.691,00
5400-673 Outeiro Seco
276324263
[email protected]
www.pastelnor.com
Fabricação de bolachas, biscoitos, tostas
e pastelaria de conservação
◆ € 4.758.466,00
● € 4.758.291,00
3
Agromontenegro, Lda.
6
5445-083 São João da Corveira
278781505
[email protected]
www.agromontenegro.net
Comércio a retalho de frutas e produtos
hortícolas, em estabelecimentos
especializados
◆ € 5.374.803,00
● € 4.719.228,00
▲ € 655.575,00
Realvitur - Viagens e Turismo, Lda.
Quinta do Crasto, S.A.
10
5060-052 Gouvinhas
254920020
[email protected]
www.quintadocrasto.pt
Produção de vinhos comuns e licorosos
◆ € 3.450.885,00
● € 1.071.882,00
▲ € 2.378.835,00
Rui Florindo & Filhos, Lda.
5000-014 Abaças
259378973
[email protected]
Transportes rodoviários de mercadorias
◆ € 3.415.739,00
5000-596 Vila Real
259340800
[email protected]
www.realvitur.pt
Outros serviços de reservas e atividades
relacionadas
◆ € 4.434.007,00
▲ € 81.849,00
11 C & G - Importação e Exportação de Rochas
Ornamentais, S.A.
12 Vallegre, Vinhos do Porto, S.A.
13 Última Estrela - Unipessoal, Lda.
14 Agroaguiar - Agroindústria, S.A.
15 Japautomotive 3 - Comércio de Automóveis,
S.A.
16 Seisol - Sociedade Europeia de Isolamentos,
Lda.
17 Polo - Produtos Ópticos, S.A.
18 Engimagne - Tecnologias e Soluções
de Engenharia Lda.
19 Pé Lindo - Armazéns de Calçado, Lda.
20 Autolim - Automóveis e Acessórios, Lda.
21 Osm - Oficinas de Metalomecânica, Lda.
22 Conejos Gallegos, Sl Unipersonal - Sucursal
em Portugal
23 Transgranitos - Mármores e Granitos do Alto
Tâmega, Lda.
24 Irun Cargo, Lda.
25 Quinta do Vallado - Sociedade Agrícola, Lda.
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
distritodeviseu
1
Peugeot Citroën Automóveis Portugal,
S.A.
3530-101 Mangualde
232619300
[email protected]
www.mangualde.psa-peugeot-citroen.com
Fabricação de veículos automóveis
◆ € 482.325.601,00
● € 437.716.033,00
▲ € 44.609.568,00
Dir. Geral
◆ Juan António Codina
2
Labesfal - Laboratórios Almiro, S.A.
3465-157 Santiago de Besteiros
232831100
[email protected]
www.labesfalgenericos.pt
Fabricação de medicamentos
◆ € 94.890.563,00
● € 93.596.271,00
▲ € 1.294.293,00
3
Luso Finsa - Indústria e Comércio
de Madeiras, S.A.
3520-000 Nelas
232941240
[email protected]
www.finsa.es
Fabricação de painéis de fibras de madeira
◆ € 84.427.341,00
● € 78.654.398,00
▲ € 5.772.043,00
◆ José Manuel Paz Ramos
Dir. Geral
4
Huf Portuguesa - Fábrica de
Componentes para o Automóvel, Lda.
3460-070 Tondela
232819100
[email protected]
www.huf-group.com
Fabricação de outros componentes
e acessórios para veículos automóveis
◆ € 77.565.266,00
● € 62.127.861,00
▲ € 15.437.405,00
Dir. Compras
▲ Gonçalo Almeida
5
Martifer - Construções
Metalomecânicas, S.A.
3680-170 Oliveira de Frades
232767700
[email protected]
www.martifer.com
Fabricação de estruturas de construções
metálicas
◆ € 67.555.778,00
● € 15.705.166,00
▲ € 37.475.760,00
6
9
Brose - Sistemas de Fechaduras
para Automóveis, Unipessoal, Lda.
FHC - Farmacêutica, S.A.
3465-157 Santiago de Besteiros
232811001
[email protected]
www.brose.com
Fabricação de equipamento elétrico
e eletrónico para veículos automóveis
◆ € 62.674.543,00
● € 62.674.543,00
3450-232 Mortágua
231927510
pedro.simõ[email protected]
www.fhc.pt
Comércio por grosso de produtos
farmacêuticos
◆ € 42.547.073,00
● € 703.931,00
▲ € 41.546.603,00
● Joaquim A. Matos Chaves
Dir. Comercial
7
Patinter - Portuguesa de Automóveis
Transportadores, S.A.
3530-106 Mangualde
232620200
[email protected]
www.patinter.com
Transportes rodoviários de mercadorias
◆ € 59.751.794,00
8
Borgstena Textile Portugal, Unip., Lda.
3520-095 Nelas
232427660
[email protected]
www.borgstena.com
Fabricação de outros têxteis diversos
◆ € 46.112.258,00
● € 27.973.258,00
▲ € 18.139.000,00
Dir. Geral
◆ Guilherme Paixão
Dir. Compras
▲ Rui Oliveira
10
Rui Costa e Sousa & Irmão, S.A.
Sr. Bacalhau
3460-594 Tondela
232821262
[email protected]
www.rcsi.pt
Salga, secagem e outras atividades
de transformação de produtos da pesca
e aquicultura
◆ € 33.040.007,00
● € 3.201.049,00
▲ € 29.838.958,00
11 Avon Automotive Portugal, Lda.
12 Mprime Solar Solutions, S.A.
13 Pellets Power, Lda.
14 SFPC - Sociedade Franco Portuguesa
de Capacetes, S.A
15 Cruz & Cia, Lda
16 Brintons - Indústria de Alcatifas, Lda.
17 CBI - Indústria de Vestuário, S.A.
18 Martifer Solar S.A.
19 Visabeira Pro - Estudos e Investimentos, S.A.
20 Cancé - Construções Metálicas, Lda.
21 Habidecor - Indústria Têxtil para Habitação,
S.A.
22 JLS - Transportes Internacionais, S.A.
23 Gouveia & Campos, S.A.
24 Campoaves - Aves do Campo, S.A.
25 Euroralex - Confecções, S.A.
Ranking • Nome • Denominação • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
“
www.oje.pt | quinta-feira 25 de junho de 2015
É um cidadão tranquilo, essa criatura dia
5 de M 50 aio de 1989 sentada à sua secretária
25maioresexportadores
DEPOIS SEPAROU-SE
|
XXXIX
|
radosaçores
1
4
7
9
Sata Internacional - Azores Airlines, S.A.
Sata
Bensaude - Agentes de Navegação, Lda.
Lurdes Narciso - Comércio de Produtos
Alimentares - Imp. Exp. Lda.
Melo, Lda.
9500-150 Ponta Delgada
296209710
[email protected]
www.sata.pt
Transportes aéreos de passageiros
◆ € 79.818.478,00
9500-103 Ponta Delgada
296304770
www.bensaude.pt
Organização do Transporte
◆ € 6.361.154,00
5
2
Pescatum - Conservas e Pesca, S.A.
José Tomás Da Cunha & Filhos, Lda.
Susiarte
9760-100 Cabo da Praia
295512201
9760-473 Praia da Vitória
295540020
[email protected]
www.expert.com.pt
Comércio por grosso de eletrodomésticos,
aparelhos de rádio e de televisão
◆ € 19.722.213,00
● € 14.654.843,00
▲ € 5.067.094,00
8
Conservação de produtos da pesca
e da aquicultura em azeite, e outros óleos
vegetais e outros molhos
◆ € 5.773.589,00
● € 5.773.589,00
6
Meneses & Mcfadden, Cartor, Vitor Hugo
Carvalho, Lda.
3
Insulac - Produtos Lácteos Açoreanos, S.A.
9600-211 Ribeira Seca RGR
296470070
[email protected]
www.insulac.pt
Indústrias do leite e derivados
◆ € 6.731.248,00
● € 5.754.661,00
▲ € 976.586,00
◆ Jorge Manuel A. Costa Leite
● José Fernando D. Costa Leite
9560-119 Lagoa (São Miguel)
296965366
[email protected]
www.lurdesnarciso.com
Comércio por Grosso de outros produtos
alimentares
◆ € 3.952.775,00
● € 3.705.230,00
▲ € 247.545,00
9760-475 Praia da Vitória
295513141
Santa Catarina - Indústria Conserveira,
S.A.
9850-079 Calheta (São Jorge)
295416220
[email protected]
www.atumsantacatarina.com
Conservação de produtos da pesca
e da aquicultura em azeite, e outros óleos
vegetais e outros molhos
◆ € 3.568.033,00
● € 3.441.561,00
▲ € 126.472,00
Agência viagens e turismo
9500-114 Ponta Delgada
296205380
[email protected]
Atividades das agências de viagem
◆ € 3.058.734,00
10
Bencom - Armazenagem e Comércio
de Combustíveis, S.A.
9500-103 Ponta Delgada
296301800
[email protected]
www.grupobensaude.com
Comércio por grosso de produtos
petrolíferos
◆ € 2.657.699,00
● € 2.657.699,00
11 Pescasim - Comércio e Indústria de Pescas,
Lda.
12 Quinta dos Açores - Produção Alimentar, Lda.
13 M. Gil & Oliveira, Lda.
14 Sata Air Açores - Sociedade Açoriana
de Transportes Aéreos, S.A.
Sata Açores
15 Vitor Hugo Carvalho - Instalações
Electromecânicas, Lda.
16 Globestar Systems, Unipessoal, Lda.
17 União Coop. Agrícolas de Lacticinios Prod.
Leite da Ilha S.Miguel, CRL
Unileite
18 Mário Vieira de Castro & Filho, Lda.
19 Prosub - Mergulhadores Profissionais, Lda.
20 Dura & Lopez, Lda.
21 Operpdl - Sociedade de Operações Portuárias
de Ponta Delgada, Lda.
22 Agência de Navegação e Comércio Oceânica,
Lda.
Oceânica
23 Azores Sub. Mergulhadores Profissionais, Lda.
24 António José Couto Alves - Sociedade
Unipessoal Lda.
25 K.L. Pettifer - Serviços de Consultoria
Profissional, Unipessoal, Lda.
Construção de edifícios (residenciais e não
residenciais)
◆ € 5.469.478,00
Ranking • Nome • Denominacao • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
Dir. Geral
Dir. Comercial
radamadeira
1
Saipem (Portugal) - Comércio Marítimo,
Soc. Unip. Lda. (Zona Franca)
9200-047 Caniçal
291708230
[email protected]
www.saipem.com
Atividades de engenharia e técnicas afins
◆ € 1.609.158.385,00
● € 26.152.896,00
▲ € 992.446,00
Dir. Geral
◆ Giovanni Turrini
◆ € 347.593.870,00
● € 217.537.802,00
▲ € 124.583.838,00
4
United European Car Carriers Unipessoal, Lda. (Zona Franca Madeira)
9000-060 Funchal
291200040
[email protected]
www.uecc.com
Transportes marítimos de mercadorias
◆ € 281.684.513,00
2
Wellax Food Logistics - Com. Prod.
Alimentares, Soc. Unip. Lda. (Z. Franca)
9050-024 Funchal
291215500
[email protected]
www.brasilfoods.com
Comércio por grosso de carne e produtos
à base de carne
◆ € 1.273.006.215,00
● € 202.412.793,00
▲ € 1.070.593.422,00
3
Cenibra-Internacional - Serviços
e Comércio, Sociedade Unipessoal, Lda.
9000-060 Funchal
291202400
[email protected]
Comércio por grosso de outros bens
intermédios
5
Fratelli Cosulich, Unipessoal S.A.
(Zona Franca Da Madeira)
9000-068 Funchal
291237276
[email protected]
Www.cosulich.com
Comércio por grosso de produtos
petrolíferos
◆ € 281.223.474,00
● € 106.199.160,00
▲ € 175.024.313,00
6
9
Sonasurf Internacional - Shipping, Lda.
(Zona Franca Da Madeira)
Bourbon Offshore Interoil Shipping Navegação, Lda. (Zona Franca da Madeira)
9000-059 Funchal
291280555
[email protected]
www.sonasurf.com
Transportes marítimos de mercadorias
◆ € 233.903.213,00
9000-059 Funchal
291001805
7
10
Perdigão Europe - Sociedade Unipessoal,
Lda. (Zona Franca da Madeira)
Utiledulci - Com. Internacional
e Serviços Soc. Unip. Lda. (Zona Franca)
9050-024 Funchal
291215410
[email protected]
www.brasilfoods.com
Comércio por grosso de carne e produtos
à base de carne
◆ € 189.788.979,00
● € 182.300.527,00
▲ € 7.488.452,00
9050-011 Funchal
291001808
8
Eloaliança - Serviços Internacionais, Lda.
(Zona Franca Da Madeira)
9000-064 Funchal
291210200
[email protected]
Outras atividades especializadas
de construção diversas
◆ € 180.184.701,00
www.bourbon-offshore.com
Transportes marítimos de mercadorias
◆ € 166.921.872,00
Aluguer de outras máquinas
e equipamentos
◆ € 111.883.256,00
11 Liláz - Trading Internacional, Lda. (Zona Franca
da Madeira)
12 Sonacergy - Serviços e Construções
Petrolíferas, Lda. (Zona Franca da Madeira)
13 Sarma - Trading e Serviços, Lda. (Zona Franca
da Madeira)
14 Rubicon Drilling Services - Aluguer Equip.
Tecnol. Unip. Lda. (da Madeira)
15 Ponticelli Angoil - Serviços para a Indústria
Petrolífera S.A. (Zona Franca da Madeira)
16 Laforta - Gestão e Investimentos, Soc.
Unipessoal, Lda. (Zona Franca da Madeira)
17 AFG, S.A. (Zona Franca da Madeira)
18 Gowan - Comércio Internacional e Serviços,
Lda. (Zona Franca da Madeira)
19 Charville - Consultores e Serviços, Lda. (Zona
Franca da Madeira)
20 Azinor Intercontinental, Lda. (Zona Franca
da Madeira)
21 Eutelsat Madeira, Unipessoal, Lda. (Zona
Franca da Madeira)
22 Portexictos - Consultoria de Gestão
e Sistemas de Informação, S.A.
23 Cimpship - Transportes Marítimos, S.A. (Zona
Franca da Madeira)
24 Mondial Foods Lda. (Zona Franca da Madeira)
25 Talta - Trading e Marketing, Soc. Unipessoal,
Lda. (Zona Franca da Madeira)
Ranking • Nome • Denominacao • Cód. postal • Telefone • Email
• Internet • Atividade • ◆ Valor Exportação 2013 • ● Merc.
Vendas Comunitário 2013 • ▲ Merc. Vendas Extracomunitário
2013 • ◆ Dir. Geral • ● Dir. Comercial • ▲ Dir. Compras
|
XL
PUB
|
quinta-feira 25 de junho de 2015 | www.oje.pt
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