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ANÁLISES DE VARIEDADES DE TOMATES (Lycopersicon

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ANÁLISES DE VARIEDADES DE TOMATES (Lycopersicon
ANÁLISES DE VARIEDADES DE TOMATES (Lycopersicon esculentum MILL) CV.
DÉBORA E SALADETE NA ELABORAÇÃO DE CATCHUP
1
Patrick Resende de Oliveira;
2
Pedro H. Ferreira Tomé;
3
4
Edson JoséFragiorge;
Marcos Antônio Lopes
5
Eder Júlio Jesus
RESUMO
Os tomates são um dos vegetais mais versáteis podendo ser consumidos frescos, assim que colhidos
ou como produtos processados. Os tomates e seus produtos são ricos em nutrientes como
carotenóides (principalmente licopeno), flavonóides (naringenina e rutina como predominantes),
ácido ascórbico, vitamina E, folato, potássio e fibras.O fruto do tomateiro, pertence à família
Solanaceae e ao gênero Solanum, é conhecido botanicamente como Lycopersicum esculentum.
Originário das Cordilheiras dos Andes, na América do Sul, foi levado para o sul da Europa pelos
espanhóis. A tomaticultura nacional é importante economicamente devido à exportação anual de
mais de quatro milhões de toneladas de tomates e também, pelo fruto ser uma das hortaliças mais
consumidas no mundo, precedida apenas pela batata. O objetivo desse trabalho foi verificar os
índices de rendimento industrial, entre as cultivares de tomate Débora e Saladete, descobrir qual
tem melhores características para a indústria de processamento e identifica-las. Foi feito a
fabricação de catchup, no qual verificou-se qual tem o melhor rendimento industrial, e durante todo
o processo foram retiradas amostras que foram submetidas a análises físico-químicas de umidade,
pH, acidez total titulável e brix tendo assim várias características para comparar entre si, foi feita a
análise de carotenóides que são poderosos antioxidantes e verificou-se a disponibilidade destes
compostos nas amostras de tomate. Foi observado que a cultivar saladete teve o rendimento de
31,18,% e o Débora de 28,83%. Este trabalho estabeleceu que o índice de rendimento industrial de
duas cultivares de tomate (Lycopersicon esculentum mill), na a elaboração de Catchup, são
diferentes tendo assim a variedade Saladete com o maior rendimento e melhores características para
o processamento.
Palavras-chave: Tomate; Catchup; Rendimento.
1
Tecnólogo de Alimentos - Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Triangulo Mineiro –
Campus Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil [email protected]
2
Docente, FATEC - Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Triangulo Mineiro – Campus
Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil. [email protected]
3
Docente, FATEC - Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Triangulo Mineiro – Campus
Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil . [email protected]
4
Docente, - Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Triangulo Mineiro – Campus Uberlândia,
Uberlândia, MG, Brasil . [email protected]
5
Tecnólogo de Alimentos–IFTM–Campus Uberlândia, CEASAMINAS-Uberlândia MG, [email protected]
ABSTRACT
Tomatoes are one of the most versatile vegetable can be eaten fresh, so collected or as processed
products. The tomatoes and tomato products are rich in nutrients such as carotenoids (mainly
lycopene), flavonoids (naringenin and rutin as predominant), ascorbic acid, vitamin E, folate,
potassium and fibras.O tomato fruit, belongs to the family Solanaceae and the genus Solanum, is
known botanically as Lycopersicon esculentum. Originally from the Andes in South America, was
taken to Southern Europe by the Spaniards. The domestic tomato production is economically
important because the annual export of over four million tonnes of tomatoes and also, the fruit is
one of the most consumed vegetables in the world, surpassed only by potatoes. The aim of this
study was to determine the rates of industrial output, among tomato cultivars and Deborah Saladete,
find out which has better characteristics for the processing industry and identifies them. Was made
the manufacture of ketchup, which was found which has the best industrial performance, and
throughout the process samples were taken which were subjected to physical and chemical analysis
of moisture, pH, total acidity and brix having so many features to compare with each other, was the
analysis of carotenoids which are powerful antioxidants and verified the availability of these
compounds in tomato samples. It was observed that the cultivar Saladete had revenue of 31.18%
and 28.83% of Deborah. This work established that the index of industrial yield of two cultivars of
tomato (Lycopersicon esculentum Mill) in the preparation of Ketchup, and thus are different
Saladete variety with higher yield and better features for processing.
Keywords: Tomato; Ketchup; Income.
1 INTRODUÇÃO
O tomate é um dos vegetais mais versáteis podendo ser consumidos frescos ou como produtos
processados. Os tomates e seus produtos são ricos em nutrientes como carotenóides (principalmente
licopeno), flavonóides (naringenina e rutina como predominantes), ácido ascórbico, vitamina E,
folato, potássio e fibras (GAHLER et al., 2003; SAHLIN et al., 2004; TOOR e SAVAGE, 2005).
O tomate, fruto do tomateiro, pertence à família Solanaceae e ao gênero Solanum, é conhecido
botanicamente como Lycopersicum esculentum. Originário das Cordilheiras dos Andes, na América
do Sul, foi levado para o sul da Europa pelos espanhóis (FEAGRI, 2010).
Os produtos de tomate apresentem cor vermelha intensa que depende da variedade do fruto, do
local de origem, da maturação e do processo de fabricação ( PESTANA; FERRARI e ZAMBIAZI,
2002).
O tomate é consumido e considerado popularmente na categoria “legumes”, sendo a segunda
hortaliça em volume de produção e consumo no mundo, bem próximos das batatas que apresentam
os maiores registros, e destaca-se pela relevância social e contingente de mão de obra que emprega
(CARVALHO, 2003).
No período pós-colheita as transformações são mais rápidas à medida que aumenta a
temperatura de exposição dos frutos, sendo importante o manejo correto da temperatura nessa fase.
Normalmente, os tomates são colhidos e rapidamente comercializados, sendo pouco utilizada a
cadeia de frio na manutenção de seus atributos de qualidade. Em temperatura ambiente, a vida útil
de tomates é variada, dependendo do grau da maturação, cultivar, manejo de pós-colheita e
embalagem. Porém, se espera uma conservação de poucos dias, uma vez que na temperatura
ambiente em que são expostos, favorece a sua rápida deterioração (KLUGE e MINAMI, 1997).
A tomaticultura nacional é importante economicamente devido à exportação anual de mais de
quatro milhões de toneladas de tomates e também, pelo fruto ser uma das hortaliças mais
consumidas no mundo, precedida apenas pela batata. O Brasil é o 9º maior produtor de tomates, o
12º em área cultivada e o 4º em produtividade média sendo responsável por 3% da produção
mundial em 1% da área plantada no mundo. Nos últimos anos, as exportações de tomate vêm
apresentando crescimento gradativo com um aumento de 23% no preço obtido pelo produto nas
negociações, de 28% no volume e de 57% no valor de vendas. As maiores participações na
produção nacional, por estado, são Goiás (23%), São Paulo (21%) e Minas Gerais (18%). Da
produção nacional de tomate, 65% destinam-se ao consumo ao natural e 35% para o processamento
industrial (CARVALHO et al., 2005; EPAGRI-CEPA, 2007). Dentre as principais cultivares
utilizados no processamento se encontra o IPA-6, Vira douro, AP533, Heinz (9553, 9665 e 9992),
H7155N, Hypeel 108, Malinta, Calroma, RPT 1570 e Calmazano com maturação entre 100-125
dias (EMBRAPA, 2004).
A indústria alimentícia vem buscando a melhoria de processos objetivando a produção de
alimentos com qualidade para garantir sua permanência no mercado. Os produtos industrializados
derivados de tomate são tradicionalmente comercializados no Brasil, tendo atingido cerca de 362
mil toneladas em 1995. Os produtos mais antigos derivados de tomate são: o extrato de tomate, o
tomate pelado e conservas. A polpa, o tomate em cubo e os molhos especiais foram desenvolvidos a
partir de idéias mais modernas (FERNANDES, 2000).
O desenvolvimento da cor dos tomates é sensível à temperatura sendo mais eficiente entre 12 e
30°C. Tomates amadurecidos sob altas temperaturas (> 30°C) apresentam uma cor amarela devido à
inibição da síntese do licopeno e acúmulo de carotenóides amarelos e laranjas. Por outro lado, em
temperaturas abaixo de 12°C, o acúmulo de licopeno não é evidenciado, devido a não degradação
da clorofila (ESKIN, 1989; LÓPEZ CAMELO e GÓMEZ, 2004).
A perda da cor verde e o aparecimento da vermelha são utilizados como indicativos do grau de
maturidade dos tomates que quando maduro, apresenta a típica coloração vermelha. Após a
colheita, a cor, a textura e o sabor dos frutos são alterados (BRANDT et al., 2006).
Os principais e tradicionais produtos derivados do processamento dessa matéria prima que
merecem destaque são o suco e massa ou extrato de tomate. Também são fabricados diversos
produtos onde tomates na forma de pedaços ou de massa são as principais matérias primas, como
por exemplos, conservas de molhos para macarrão, saladas, temperos e, ou molhos variados,
geléias, tomates secos, conservas de tomates secos e as diversas formas de catchup, tais como o
tradicional, o hot, o barbecue e etc. Além desses produtos, em países onde há escassez de tomates,
na época de safra são produzidos conservas de tomates sem casca, normalmente utilizados na
substituição do tomate ao natural (SENAI, 1993).
Catchup é formulado a partir de polpa de tomate, na forma fresca ou de pasta concentrada, à
qual são normalmente adicionados sal, vinagre, condimentos e especiarias e, ou aromatizantes,
cebola e, ou alho, sendo o produto geralmente adoçado com sacarose, xaropes de glicose ou
misturas destes. Entre as especiarias comumente utilizadas, encontram-se canela, cravo, pimenta,
páprica, noz moscada, gengibre e mostarda, que podem ser adicionadas na forma integral ou
moídas, óleos voláteis ou ainda misturas de especiarias, que podem ser encapsuladas ou não. É
importante salientar que o uso das especiarias tem por objetivo acentuar o sabor típico do produto, e
não mascará-lo; portanto, deve-se evitar sobre dosagens destes componentes. A formulação do
catchup varia consideravelmente conforme o fabricante, principalmente no que se refere às
quantidades de especiarias e aromatizantes acrescentados à formulação do produto (BANNWART,
2006).
O tomate é um alimento pouco calórico, com fonte de fibras, sais minerais e licopeno o
pigmento principal, responsável pela cor do fruto e produtos derivados e bem utilizados na culinária
pela sua cor, aumentando a aparência dos pratos. O licopeno é um carotenóide e como todos os
carotenóides funciona como antioxidante que age na neutralização de radicais livres,
proporcionando proteção contra danos oxidativos, além de estimular a função do sistema
imunológico. Quanto maior a concentração de tomate em uma receita, maior o teor de licopeno e os
benefícios por ele proporcionados. E quanto mais intensa for a cor vermelha do tomate, mais rico
em antioxidantes ele será. A adição de uma dose moderada de gordura monoinsaturada facilita o
transporte, a absorção e a ação do licopeno no organismo (MASCI, 2010).
Este trabalho tem como objetivo estabelecer o índice de rendimento industrial de duas cultivares
de tomate (Lycopersicon esculentum Mill) cv. Débora e Saladete, visando à elaboração de catchup.
2 MATERIAL E MÉTODOS
O presente estudo foi desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
do Triangulo Mineiro IFTM – Campus Uberlândia.
2.1 MATÉRIA-PRIMA
Os tomates foram adquiridos na CEASAMINAS centrais de abastecimento de Minas Gerais, de
Uberlândia. Foram utilizados, no estádio de maturação vermelho conforme figura 4 abaixo, foram
pesados 15kg de tomate da cultivar Débora e 15kg do tomate da cultivares Saladete, os mesmo
foram selecionados para se obter produtos extras. Foram lavados e sanitizados com uma solução de
hipoclorito de sódio a 100mg.L-1, durante 15 minutos.
Figura 4. (OLIVEIRA, 2010)
2.2 PROCESSAMENTO
O processamento foi elaborado segundo, (BANNWART, 2006) conforme demonstrado na
Figura 5.
Recepção
Seleção
Limpeza
Sanitização (1000mg.L-1/15 minutos)
Tratamento térmico
Trituração
Despolpamento
Concentração
Adição de vinagre
Envase
Armazenamento
Figura 5: Fluxograma do processamento para obtenção do catchup.
Os tomates foram pesados dividindo as duas cultivares, a cultivar do tomate Débora foi
chamada de P e a cv. Saladete foi chamada de G e cada cultivar foi dividida em seis amostras e
novamente pesadas, foram feitas as medições de diâmetro e comprimento de dez tomates de cada
amostra para obter uma média do tamanho dos tomates para isso utilizou-se de um paquímetro
(Mitutyo).
Figura 6: Seleção por tamanho e coloração das amostras. (OLIVEIRA, 2010)
Cada amostra foi colocada em água quente até começar a soltar a casca, este processo
inativa algumas enzimas do tomate, em seguida foram triturados em um liquidificador industrial
(Poli), e posteriormente coados em uma peneira para a retirada do endocarpo e semente, sobrando
assim somente a polpa do tomate, a temperatura média era de 28°C.
A concentração da polpa e suco de tomates maduros foi feita em panelas de inox na planta
de vegetais do IF-TM, os ingredientes foram adicionados seguindo o quadro 2.
Débora
Saladete
Polpa
7kg
8,200kg
Açúcar
420g
480g
Sal
70g
80g
Vinagre
196g
224g
Cebola
77g
88g
Canela
4,3g
4,9g
Alho
0,7g
0,8g
Quadro 2: quantidade de ingredientes utilizados.
O vinagre foi fervido juntamente com o açúcar, separadamente em uma panela e adicionado à
polpa poucos instantes antes do ponto ideal para a retirada do catchup, os outros ingredientes foram
triturados e envolvidos em um tecido e colocado juntamente à polpa que estava em concentração a
retirada do fogo foi assim que a poupa atingiu 25° brix , o ketchup foi colocados em garrafas, e
armazenados em geladeira.
Figura 8: Catchup na embalagem final (OLIVEIRA, 2010).
Ao longo de todo o processo foram retiradas amostras para a realização das análises.
O calculo do rendimento industrial foi feito utilizando a seguinte formula:
R= kg de catchup *100
kg de tomate.
Em que: R= rendimento de catchup em porcentagem, que o volume inicial de tomate ofereceram.
2.3 Análises Físico-Químicas
A concentração de sólidos solúveis nas amostras de extratos de tomate foram realizadas com
auxilio de um refratômetro manual digital (Reichert), sendo realizadas a 25°C, e os resultados,
expressos em graus brix °Brix segundo o Instituto Adolf Lutz (IAL, 2008).
O método de estufa utilizado em alimentos para determinação de umidade, está baseado na
remoção da água por aquecimento, sendo o ar quente absorvido por uma camada muito fina do
alimento sendo então conduzido para o interior por condução, conforme metodologia preconizada
pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL, 2008).
As determinações de pH foram realizadas com auxilio de um potenciômetro de bancada, com
sistema de ajuste de temperatura e devidamente padronizado com soluções tampões pH 4,0 e pH
7,0. Amostras homogêneas dos catchup e polpa foram transferidas para beckers e feita a leitura
(IAL, 2008).
Nas amostras analisadas, alíquotas de aproximadamente de 50g de polpa de tomates foram
transferidas, separadamente, para frascos de beckers de 250ml. Sob agitação magnética constante,
na suspensão foi introduzido o eletrodo e o sensor de temperatura de um potenciômetro depois de
devidamente padronizado com soluções tampões pH 4,0 e pH 7,0. Solução de hidróxido de sódio
(NaOH) 0,1M foi gotejado no sistema até pH 8,3, conforme metodologias preconizadas pelo IAL,
2008. Os resultados foram expressos em gramas de ácido cítrico/100 g de amostra.
Os valores foram calculados de acordo com a equação a seguir: Exprime-se a acidez total em g
(ácido cítrico), em 100g do produto, ou seja, em porcentagem, de acordo com a equação
(EMBRAPA, 2004):
% ácido cítrico = V x N x Meq
P
Em que:
V = Volume, em mL de NaOH gasto na titulação;
N = Normalidade do NaOH (0,1 M);
Meq = Miliequivalente do ácido, 0,064 para o ácido cítrico;
P = Peso da amostra, em g.
2.4 Análise de Licopeno e Beta-caroteno
Foi utilizado o método de doseamento de carotenóides totais, seguindo o método de Nagata e
Yamashita (1992). Foram pesadas aproximadamente 1,0 g da amostra de polpa de tomate e do
catchup pronto. A leitura da absorbância no espectrofotômetro (DR 2800), devidamente calibrado
em cubetas de vidro. Os cálculos das concentrações de licopeno beta-caroteno foram feitos segundo
as seguintes equações (Nagata e Yamashima, 1992):
Licopeno (mg.100-1g de polpa) = -0,0458 A663 + 0,372 A505 - 0,0806 A453
Beta-caroteno (mg.100-1g de polpa) = 0,216 A663 - 0,304 A505 + 0,452 A453
Em que:
A= Absorbância
2.5 Análise Estatísitica
Foi composta por dois tratamentos, (cultivares de tomate) com seis repetições. O
experimento seguiu o delineamento inteiramente casualisado DIC. Os dados foram submetidos a
análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade com auxílio
do software estatístico Sisvar 4.0 (FERREIRA, 2005).
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
O tomate (Lycopersicon esculentum Mill) tipo Saladete e Débora destacam-se pelo sabor,
indicado pela relação de açúcar e ácido, que se correlacionam com sabor suave. Tal característica
favorece a utilização deste fruto pela indústria alimentícia e, em especial, quando em estádio
vermelho, é utilizado pela indústria, pela quantidade de polpa e seu diâmetro.
3.1 Análise Física
De acordo com o formato do fruto, o tomate de mesa é classificado em dois grupos,
oblongo, quando o diâmetro longitudinal é maior que o transversal e redondo, quando o diâmetro
longitudinal é menor ou igual ao transversal (BRASIL, 2002).
Os grupos de formato são determinados pela relação entre o cumprimento e o diâmetro
equatorial do fruto a coloração foi classificada como vermelho, e subgrupo de tomates maduros
(CEAGESP, 2001).
Tabela 1 – Valores médios de diâmetro e comprimento de amostras de tomate, tipo Débora e
Saladete.
Tratamento
Média
Diâmetro transversal
Diâmetro longitudinal
cv. Saladete
5, 58
8,03
cv. Débora
6, 47
5,56
................._______.
O tomate da cv. Saladete, foi classificado segundo a legislação como oblongo pois, apresentava,
diâmetro longitudinal maior que o transversal e a cv., Débora como redondo pois apresenta
diâmetro longitudinal menor que o transversal.
3.2 Análises físico-química e química
O teor de sólidos solúveis (SST), determinado em ºBrix, é o principal componente responsável
pelo sabor do fruto. O valor médio de SST (Tabela 2) encontrado na polpa de tomate Débora foi de
3,98 ºBrix, e o do tomate Saladete 3,68 °Brix, o para a polpa do catchup pronto (Tabela 3)
apresentou 21,7 °Brix para o tomate Débora e 22,1 °Brix para o Saladete, os dois valores tiveram
diferença significativa segundo Teste de Tukey a 5% de probabilidade. Estes resultados foram
abaixo aos que outros autores mencionam, cuja faixa foram de °Brix entre 4,5 e 6,0 segundo (Silva
e Giordano 2000). Quanto maior o teor de sólidos solúveis totais (SST), (ºBrix) maior será o
rendimento a nível industrial.
O valor de SST encontrado no tomate Débora e Saladete foi menor do que encontrado na
literatura. Isso pode ser um indicador da influência ocasionada pela adubação, temperatura e
irrigação, além de ser uma característica genética da cultivar.
O pH 4,36 (Tabela 2) foi para o tomate Saladete e pH 4,42 para tomate Débora (Tabela 2) tendo
diferença significativa segundo o teste de Tukey a 5%, para o catchup pronto (Tabela 3) a variedade
Débora apresentou 3,96 e o saladete 4,08 não tendo diferença significativa segundo o teste de
Tukey a 5% a literatura estabelece que o pH deva ser inferior a 4,5 para impedir a proliferação de
microorganismos, pois valores superiores ao pH 4,5 requerem períodos mais longos de esterilização
da matéria prima em um processamento térmico, ocasionando maior consumo de energia e maior
custo de processamento.(COMUNICATIVA 2010).
O pH estava de acordo com o proposto pela literatura sendo que o Saladete e mais ácido por
uma diferença mínima, não influenciando assim a presença de microorganismos no produto final e
nem no sabor característico do fruto.
A acidez titulável (ATT) total foi para o tomate Débora foi de 0,22% e para o Saladete foi de
0,27% (Tabela 2) o catchup pronto (Tabela 3) apresentou 0,74% de ATT para o tomate Débora e
0,61% para o Saladete, os dois resultados tiveram diferença significativa segundo o teste de Tukey a
5%.
O ciclo do tomateiro é também influenciado pelo teor de água disponível no solo, podendo
algumas vezes em condições de deficiência de umidade, a absorção de nutrientes ser prejudicada. O
teor de umidade encontrado neste trabalho para o tomate Débora foi de 97,23% e para o tomate
Saladete foi 97,80% (Tabela 2) os resultados não tiveram diferença significativa segundo o teste de
Tukey a 5%. A quantidade de água no fruto é um parâmetro importante, pois está relacionada com o
tamanho do fruto, que determinará a maior ou menor concentração de componentes solúveis, bem
como a fragilidade física do fruto.
Os teores de umidade das duas variedades foram acima do proposto pela literatura, sendo assim
e preciso ter um maior cuidado no armazenamento, pois quanto maior a umidade mais instável e o
tomate.
Tabela 2 - Valores de SST, pH, ATT, Umidade, Licopeno e Beta-caroteno das amostras de polpa
de tomate (Lycopersicon esculentum Mill), cv. Débora e Saladete.
________________________________________________________________________________
Tratamento
Variedades
Média
° Brix
pH
ATT
Umidade
Licopeno
Beta caroteno
Débora
3,98A
4,42A
0,22B
97,2A
265A
115A
Saladete
3,68 B 4,36B
0,27A
97,8A
221A
171A
________________________________________________________________________________
Os carotenóides são compostos muito importantes na composição do tomate devido a seus
efeitos antioxidantes, a média de licopeno encontrada na polpa na variedade Débora foi de
265mg.100-1 e na variedade Saladete 221mg.100-1 (Tabela 2) e o catchup pronto foi de 339mg.100-1
para o Saladete e 139mg.100-1 para o Débora (Tabela 3).O teor de Beta-caroteno para polpa foi de
171mg.100-1 para o Saladete e 115mg.100-1 para o Débora (Tabela 2) o catchup pronto apresentou
76mg.100-1 para a variedade Débora e 184mg / g para a variedade Saladete (Tabela 3).
Tabela 3 - Valores de SST, pH, ATT, Licopeno e Beta-caroteno das amostras de catchup.
________________________________________________________________________________
Tratamento
Variedades
Média
° Brix
pH
ATT
Umidade
Licopeno
Débora
21,7B
3,96A
0,737A
139B
76B
Saladete
22,1A
4,08A
0,611B
339A
184A
Beta caroteno
________________________________________________________________________________
O tomate Saladete apresentou maior disponibilidade de licopeno e beta-caroteno no produto
final, já para a cv. Débora teve maior índice na polpa sem processamento, a literatura afirma que o
tratamento térmico aumenta a disponibilidade destes compostos.
3.3 Rendimento
O rendimento foi feito de acordo com a porcentagem de produto final, com relação ao total de
matéria gasta no inicio do processo, com isso é possível estabelecer quais dos dois oferecem mais
produto final. No tomate Débora foram processados 12,245kg tendo o de produto final 3,530kg de
catchup o rendimento dessa variedade foi de 28,83% o tomate da variedade Saladete teve o
processamento de 12,185kg e produto final de 3,800kg de catchup o rendimento dessa variedade foi
de 31,18%.
O rendimento das duas variedades parece ser muito próximo, mais se levármos em consideração
parâmetros industriais, observa-se-a que o tomate Saladete e muito mais rentável para a indústria,
por exemplo: cada tonelada de tomate da cv. Saladete submetida a fabricação de catchup renderia
23,5kg a mais do que a cv. Débora, levando em consideração que uma indústria processe várias
toneladas de tomate por ano, esse valor se tornaria muito grande no final representando um lucro
muito alto.
4 CONCLUSÃO
O índice de rendimento industrial de duas cultivares de tomate (Lycopersicon esculentum Mill),
cv. Déboa e Saladete na elaboração de catchup são diferentes sendo a cultivar Saladete com o maior
rendimento e melhores características para o processamento.
5 REFERÊNCIAS
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