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Vinícius Gomes Cambraia Esporte Escolar: o que dizem os autores

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Vinícius Gomes Cambraia Esporte Escolar: o que dizem os autores
Vinícius Gomes Cambraia
Esporte Escolar: o que dizem os autores
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional – EEFFTO
Curso de Educação Física
BELO HORIZONTE - MG
Julho / 2010
2
Vinícius Gomes Cambraia
Esporte Escolar: o que dizem os autores
Monografia apresentada ao colegiado do
curso de graduação da Escola de Educação
Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional
da Universidade Federal de Minas Gerais
como requisito parcial para obtenção do
título de Licenciado em Educação Física.
Orientador: Prof. Ms.Ronaldo Castro d’Ávila
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional – EEFFTO
BELO HORIZONTE - MG
Julho / 2010
3
Universidade Federal de Minas Gerais
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional
TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO
Acadêmico: Vinícius Gomes Cambraia
Número de matrícula: 200611701
Curso modalidade: Educação Física / Licenciatura
Orientador: Prof. Ms. Ronaldo Castro d’Ávila
Título: “Esporte Escolar: o que dizem os autores”
Nota:
Conceito:
Data:
/
/
____
Vinícius Gomes Cambraia
Orientando
____
Prof. Ms. Ronaldo Castro d’Ávila
Orientador
____
Prof. Drª. Ana Cláudia Porfírio Couto
Coordenadora do Colegiado de Graduação do Curso de Educação Física
4
AGRADECIMENTOS
Agradeço muito a Deus e à minha família; aos grandes parceiros de classe e
curso, aos amigos de infância e do futebol, aos colegas de escola e profissão, ao
meu orientador e professor Ronaldo, pela paciência, disponibilidade e auxílio, e a
todos que contribuíram de alguma forma para a realização deste trabalho.
5
“Educação é aquilo que fica depois que você esquece o que a escola ensinou.”
Albert Einstein
6
RESUMO
O presente estudo teve por propósito analisar a presença do Esporte nas
escolas (caracterizado pelas equipes esportivas escolares), a partir do olhar crítico
de estudiosos da área. Para a realização do mesmo, foi realizada uma pesquisa
literária, uma revisão acerca das obras que versassem sobre as equipes esportivas
escolares e tivessem como tema central de estudo o Esporte Escolar e as relações
advindas de sua prática, entre alunos, professores e instituição de ensino. Buscouse através das obras pesquisadas, encontrar tendências nas publicações que
evidenciassem um maior enfoque, ou maior importância conferida a um desses três
elementos (alunos, professores e escola) no desenvolvimento destas relações.
Através da realização deste trabalho, pode-se inferir que ao aluno é dada uma maior
importância neste processo, no entanto, é de consenso, entre os autores
pesquisados, que cabe a professores e instituição de ensino, possibilitar um bom
andamento e desenvolvimento destas relações, transformando esta determinada
prática esportiva, num importante e indispensável espaço de formação. Durante a
realização da pesquisa, as dificuldades residiram no fato de se encontrar na
literatura pesquisada, poucas referências que abordassem o papel dos professores
e das instituições de ensino nas relações que permeiam o cotidiano das equipes
esportivas escolares. Foram utilizadas no estudo diversas obras que se dividem
entre livros, revistas, dissertações, teses e artigos publicados por autores e
pesquisadores da área da Educação Física.
7
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------------------------- 08
2 OBJETIVOS E RELEVÃNCIA DO ESTUDO ---------------------------------------------- 10
2.1 OBJETIVO GERAL -------------------------------------------------------------------------- 10
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS -------------------------------------------------------------- 10
2.3 RELEVÃNCIA DO ESTUDO -------------------------------------------------------------- 10
3 METODOLOGIA ----------------------------------------------------------------------------------- 11
4 REVISÃO DE LITERATURA: O QUE DIZEM OS AUTORES ------------------------ 13
4.1 A ESCOLA ------------------------------------------------------------------------------------- 13
4.2 A EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA --------------------------------------------------- 15
4.3 O ESPORTE ----------------------------------------------------------------------------------- 19
4.4 O ESPORTE NA ESCOLA ---------------------------------------------------------------- 22
5 DISCUSSÃO --------------------------------------------------------------------------------------- 26
5.1 O ALUNO E A EQUIPE ESPORTIVA -------------------------------------------------- 26
5.2 A EQUIPE ESPORTIVA E O TÉCNICO/PROFESSOR --------------------------- 29
5.3 A ESCOLA E AS EQUIPES ESPORTIVAS ------------------------------------------- 30
6 CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS ------------------------------------------- 33
REFERÊNCIAS ------------------------------------------------------------------------------------ 35
8
1 INTRODUÇÃO
O presente estudo faz menção às obras e publicações literárias que tragam
como enfoque a pesquisa sobre o Esporte Escolar e a participação do fenômeno
esportivo (para além das aulas curriculares de Educação Física) no cotidiano das
instituições formais de ensino. Mais especificamente, na presença ou ausência do
esporte, exemplificado pelas equipes esportivas escolares, no cotidiano de alunos e
escolas. Entende-se por Esporte Escolar, o modelo de esporte oferecido a crianças
e jovens por meio de aprendizagem e treinamento sistemáticos de uma ou mais
modalidades esportivas, inclusive com a pretensão de desempenho em competições
(Torri; Albino; Vaz, 2007). Procuro aqui verificar algumas pesquisas acerca do
Esporte Escolar, analisando entre as obras estudadas, qual a principal tendência
nas abordagens apresentadas sobre o tema.
Objetivo com a realização deste trabalho, analisar as diferentes abordagens
dadas a este mesmo assunto (Esporte Escolar), verificando nas obras estudadas
qual enfoque apresenta maior relevância para os autores estudados. Dentre os
possíveis enfoques destacaremos: o enfoque no aluno, no professor/treinador e na
instituição de ensino. A escolha por esta pesquisa e tema, surgiu a partir de uma
análise particular de minha trajetória escolar e acadêmica. No que tange à minha
trajetória em nível superior de ensino, desde meu ingresso na universidade e no
curso de Graduação em Educação Física, sempre estive muito envolvido com o
futsal e as práticas esportivas, e atualmente, vivo uma nova experiência dentro do
esporte escolar, agora no papel de técnico. Sou bolsista de um projeto de
treinamento e monitoria esportiva no Colégio Técnico da UFMG (Escola Federal
vinculada à Universidade) e agora posso ver de um ângulo diferente esta prática,
sentindo na pele as dúvidas, angústias e anseios dos professores/técnicos
esportivos. Já, durante o ensino médio, tive o prazer de participar (por cerca de três
anos, 2002 a 2004) de uma dessas equipes escolares (equipe de futsal) como
aluno/atleta, período que influenciou muito na minha escolha profissional e
possivelmente, exerceu também grande influência no meu modo de perceber a
escola. Desde então, trato com muito interesse e grande nostalgia os assuntos
relacionados ao esporte escolar. Pois, foram anos de muito esforço, treinos, jogos,
viagens, competições, títulos, vitórias, derrotas, tristezas e alegrias.
9
As vivências no papel de aluno, e agora no papel de professor, apresentamse como aspectos fundamentais para minha trajetória de vida e para minha escolha
de tema de estudo, foram e estão sendo momentos de ricas e valorosas
experiências, experiências essas que motivam e propulsionam esta pesquisa.
O estudo consiste na análise de obras literárias que versam sobre o Esporte
Escolar e nestas, procurou-se evidenciar qual é o maior enfoque (no aluno,
professor ou escola) ou tendência por parte dos autores em relação ao tema. Após
análise quantitativa e qualitativa das produções, pôde-se inferir qual tendência tem
maior relevância entre os autores pesquisados.
10
2 OBJETIVOS E RELEVÂNCIA DO ESTUDO
2.1 OBJETIVO GERAL
Esta revisão de literatura tem por objetivo analisar publicações a cerca do
Esporte Escolar, evidenciando, entre os autores pesquisados, as principais
abordagens dadas ao tema.
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Identificar as diferentes manifestações e representações de Esporte presentes nas escolas - referidas pelos autores pesquisados.
- Por intermédio das obras estudadas, verificar a relação existente entre
equipe esportiva escolar, aluno, professor e instituição de ensino.
2.3 RELEVÂNCIA DO ESTUDO
Como proposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais dos Ensinos
Fundamental e Médio, o esporte se faz presente em inúmeras instituições de ensino,
sendo apresentado de maneira lúdica e sistematizada. No contexto escolar, é
abordado principalmente pelas aulas de Educação Física, sendo evidenciado
também pelas equipes esportivas escolares (quando estas são ofertadas pela
escola). É um conteúdo marcante e muito presente nas escolas por possibilitar através de sua prática - a integração e a socialização entre os praticantes, bem
como, uma melhoria no desempenho e rendimento dos mesmos.
Este estudo justifica-se, na curiosidade e no interesse de compreender o que
a literatura traz a respeito deste assunto, o que dizem os autores sobre o fenômeno
esportivo? O que dizem sobre esta prática esportiva representada pelas equipes
escolares? Nas obras pesquisadas, que papel e importância são atribuídos aos
alunos, aos pais, aos professores e as instituições de ensino no bom andamento da
relação que media esta prática? Estes são alguns dos questionamentos que
procuraremos analisar e compreender melhor a partir desta pesquisa.
11
3 METODOLOGIA
Para realizar as análises e reflexões pretendidas em relação ao tema
estudado, o presente trabalho se propõe a desenvolver uma pesquisa através de
uma revisão de literatura. Este formato de pesquisa foi escolhido por tratar-se de um
tipo de texto que reúne e discute informações produzidas na área de estudo aqui
evidenciada (Esporte Escolar). Os trabalhos de revisão de literatura são definidos
por NORONHA e FERREIRA (2000, p.191) como “estudos que analisam a produção
bibliográfica em determinada área temática, dentro de um recorte de tempo,
fornecendo uma visão geral ou um relatório do estado-da-arte sobre um tópico
específico, evidenciando novas idéias, métodos, subtemas que têm recebido maior
ou menor ênfase na literatura selecionada”.
Segundo MOREIRA (2004), as revisões de literatura auxiliam no
posicionamento do leitor e do próprio pesquisador acerca dos avanços, dos
retrocessos e dos questionamentos em relação ao tema de interesse. Este formato
de pesquisa fornece informações para contextualizar a extensão e a significância do
problema que se quer elucidar, apontando e discutindo possíveis soluções para
problemas similares, oferecendo alternativas de metodologias que têm sido
utilizadas para solucionar a questão. O autor afirma ainda que a revisão confere um
importante auxilio ao pesquisador, pois aumenta seu próprio conhecimento sobre o
assunto tornando mais claro o seu objetivo. Promovendo o contato com os
desenvolvimentos já alcançados por outras pesquisas, reforçando a necessidade do
cumprimento dos objetivos propostos ou, tornando-os insignificantes em função dos
avanços mencionados.
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Para FIGUEROA (1990), a revisão de literatura possui dois papéis
interligados; constitui-se em parte integral do desenvolvimento da ciência (tendo
uma função histórica) e fornece aos profissionais de qualquer área, informações
sobre o desenvolvimento da ciência e de sua literatura (função de atualização).
Em concordância com as idéias defendidas pelos autores citados,
entendemos que a revisão de literatura seria um formato importante e adequado
para a realização desta presente pesquisa. Sendo assim, foram selecionadas para o
estudo cerca de 40 produções literárias que se dividem em artigos, dissertações de
mestrado e pesquisas que, abordassem e tratassem dos temas e conceitos aqui
evidenciados.
Através da pesquisa bibliográfica, pontos críticos e questões importantes
serão explicitados e analisados, visando uma maior compreensão dos mesmos à
medida que o trabalho se desenvolve, buscando por intermédio das análises feitas
por estudiosos da área, entender melhor os conceitos e aspectos fundamentais
abordados no presente estudo.
Dentro da bibliografia estudada, buscaremos analisar os enfoques das
pesquisas sobre o Esporte Escolar, evidenciando qual (is) personagem (ns) dentro
da referida manifestação esportiva, tem maior relevância para os autores
pesquisados, aluno, professor ou instituição de ensino. Será feita uma análise das
informações obtidas para uma prévia interpretação e uma posterior discussão.
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4 REVISÃO DE LITERATURA: O QUE DIZEM OS AUTORES
Serão contemplados por esta revisão, os aspectos principais e determinantes
para a realização da pesquisa e do estudo sobre as relações que se desenvolvem
no contexto das equipes esportivas escolares, são eles: a escola, a Educação Física
e o esporte.
4.1 A ESCOLA
Ao tratarmos inicialmente da escola, temos sempre que nos lembrar e
evidenciar que esta instituição apresenta-se como importante referência para
educação e formação humana dos alunos, porém não cabe a ela a exclusividade
desse objetivo, pois esses alunos estarão inseridos em outros locais que também
interferirão na construção desta formação (BARROSO e DARIDO, 2006), fato que
não
nos
possibilita
negar,
diminuir
ou
negligenciar
a
importância
e
a
responsabilidade da escola no desenvolvimento deste processo de produção,
transmissão e construção dos saberes, no desenvolvimento deste valoroso processo
educacional. Segundo COTRIM (1993), a educação formal é responsabilidade da
escola, sendo ela uma instituição destinada à formação educacional, ministrada de
forma sistemática e desenvolvida de maneira planejada, intencional, obedecendo a
métodos e programas de ensino previamente concebidos em função dos objetivos
pretendidos. LIBÂNEO (2002) afirma que a escola é uma instituição social que tem
por objetivo o desenvolvimento das potencialidades físicas, cognitivas e afetiva dos
alunos, por meio da aprendizagem dos conteúdos, transformando-os em cidadãos
críticos, pensantes e participativos na sociedade onde vivem. Ainda segundo o
mesmo autor, o objetivo primordial da escola é o ensino e aprendizagem dos alunos,
tarefa a cargo das intervenções e atuações docentes.
Através das leituras e estudos, podemos concluir que a escola como
instituição formal de ensino, tem por função e responsabilidade maior, a formação de
cidadãos conhecedores da cultura, cidadãos capazes de atuar no mundo de maneira
mais humana, consciente , crítica e problematizadora. Por tanto, cabe ao ambiente
escolar, a realização do “poderoso processo pelo qual o homem passa a adquirir a
capacidade de aprender e de ter experiências conseguindo conviver com
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capacidade de pensar e de se expressar” (LUCATO, 2000), cabe a escola o educar,
processo que “consiste em orientar o indivíduo no seu relacionamento com o
cotidiano, com o ambiente e com seu próprio corpo” (LUCATO, 2000).
Entendemos por educação “a ação exercida, pelas gerações adultas, sobre
as gerações que não se encontram ainda preparadas para a vida social; tem por
objetivo suscitar e desenvolver na criança, certo número de estados físicos,
intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política, no seu conjunto, e pelo
meio especial a que a criança, particularmente se destine” (DURKEIM, 1984).
Segundo a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, BRASIL, 1996),
educação é o processo através do qual são formadas as novas gerações, e acima
de tudo, é um dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e
nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do
educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho. É o processo que forma e potencializa o ser humano, tornando-o capaz de
adquirir, construir, repassar, transformar conhecimentos e saberes que, serão
preservados e transmitidos de geração em geração, cabendo à escola, tornar
possível o desenvolvimento e a realização deste referido processo. COTRIM e
PARISI (1985) demonstram que a educação consiste em dar ao corpo e à alma toda
beleza e perfeição de que as crianças são capazes. De acordo com os mesmos
autores, este processo envolve a formação do caráter do ser humano, sendo
caracterizado por uma contínua reconstrução de experiências no aprofundamento do
seu conteúdo social. Para RODRIGUES (1989), a educação é um processo através
do qual vai se formando uma personalidade, uma cultura, um ambiente, uma
sociedade.
Para além de tudo que já foi dito e escrito sobre a escola, temos ainda o
costume de depositar sobre ela e a educação, a esperança de uma formação mais
ética, mais consciente, mais humana, depositamos e depositaremos sempre na
escola e na educação, a crença em um futuro e um mundo melhor; fato que
transforma a escola em muito mais do que uma simples instituição formal de ensino,
fato que transforma a escola em uma grande esperança para todos nós.
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4.2 A EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA
Aproximando-se um pouco mais do tema em estudo, abordaremos aqui um
breve histórico da Educação Física, bem como, sua presença e relevância no
contexto escolar.
Com base nas leituras e estudos anteriores, chega-se ao entendimento de
que grandes mudanças socioeconômicas na Europa caracterizaram o século XIX,
mudanças provenientes das transformações provocadas pela Revolução Industrial, o
que culminou em um grande movimento de êxodo rural e na formação de
aglomerados urbanos, devido à demanda de mão-de-obra e à oferta de trabalho nas
cidades. Mas apesar das ofertas e das possibilidades, os trabalhadores viviam em
precárias condições de moradia e higiene, obrigados a desempenhar exaustivas
jornadas de trabalho, sofrendo com a fome, miséria e opressão, tornando-se
vulneráveis a doenças e epidemias.
Neste contexto, a medicina começa a se destacar, interferindo na vida e nos
hábitos da população, promovendo não apenas cura para as doenças, mas,
sobretudo, a educação das pessoas, transformando e modificando hábitos e
costumes. Este movimento intervencionista que se utilizou da promoção do médico
como conselheiro educacional-higiênico foi chamado de Movimento Higienista
(ANDRÉ, M.H., 2007). É neste contexto que se deu o surgimento da Educação
Física, ou seja, sob forte influência médica, como educadora do físico, valores, “bons
modos”, costumes e hábitos higiênicos (CASTELLANI FILHO, 1994).
No Brasil a educação física surge com grande influência higienista e mais
tarde, militarista. As práticas físicas foram supostamente trazidas ao nosso país
pelos militares, traduzindo em território brasileiro as intenções do movimento
higienista europeu, reproduzindo também a idéia de eugenia da raça pelos seus
exercícios físicos (ANDRÉ, M.H., 2007). Tinha como objeto principal de estudo o
corpo humano e sua função era proporcionar a saúde e o bem estar físico a partir de
uma educação corpórea e estética, obtendo os resultados desejados através
métodos e exercícios ginásticos.
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Desde sua inclusão na escola, a Educação Física vem sofrendo mudanças
no seu processo de ensino e nos pressupostos que a justificam; além de
significativas alterações em relação à formação bem como a atuação dos
profissionais responsáveis por sua “prática” no âmbito escolar. Apesar de todas as
alterações e transformações, sua prática no ambiente escolar esteve relacionada
principalmente a duas manifestações: a Ginástica e ao Esporte. Sua relação com
estas referidas manifestações se deu primeiramente com a Ginástica, sob influência
dos métodos ginásticos difundidos na Europa e, posteriormente, com o Esporte. A
Educação Física brasileira sofreu influência significativa das metodologias européias
desta área, onde as primeiras manifestações introduzidas e apresentadas foram os
métodos e exercícios ginásticos, fato que resulta na denominação inicial “aula de
ginástica” ao invés de “aula de Educação Física”. Estes referidos métodos vieram de
encontro com a realidade política e econômica em que se encontrava a sociedade
brasileira; segundo CASTELLANI FILHO (1989), a Educação Física no Brasil desde
o século XIX foi entendida e encarada como um elemento de vital e significativa
importância para forjar e produzir aquele indivíduo “forte”, “saudável”, indispensável
para a implementação do processo de desenvolvimento do país que, saindo da
condição de colônia portuguesa, buscava construir seu próprio modo e estilo de
vida.
Em se tratando de Esporte, a relação deste com a Educação Física, parece
começar no início do século XX e vai se consolidando ao longo deste tempo a partir
de diferentes acontecimentos, em diferentes momentos históricos. No decorrer das
décadas de 20 e 30, o Esporte começa a ganhar espaço e visibilidade no interior da
sociedade e consequentemente, na Educação Física. A referida relação torna-se
mais consistente com a influência do “Método Esportivo Generalizado”, metodologia
francesa difundida e disseminada no Brasil por volta dos anos 50, na qual se
buscava incorporar o conteúdo esportivo aos métodos da Educação Física. Este
método representou uma reação contra os velhos métodos ginásticos, difundidos até
aproximadamente 1945 no Brasil (BETTI, 1992).
Através da metodologia francesa, os jogos e os esportes (individuais e
coletivos) começaram a ganhar espaço e importância nos currículos escolares,
sendo mais comuns no cotidiano das aulas e dos alunos, provocando uma série de
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discussões e reflexões sobre o jogo como interesse e conteúdo “natural” humano,
como era até então classificado. Devido à sua maior dinamicidade e ludicidade em
relação às ginásticas européias, o jogo esportivo foi ganhando por parte dos jovens
um apelo e um apreço cada vez maior, sua conseqüente e inevitável valorização deu
início ao processo denominado “esportivização da Educação Física”. Sua prática era
justificada pela busca de um conceito que atendesse às demandas biológicas,
psíquicas e sociais, ou seja, um modelo amplamente difuso que tinha como princípio
básico confrontar o posicionamento de uma Educação Física exclusivamente
biológica como era proposto pelas ginásticas européias (CASTELLANI FILHO,
1994).
No ano de 1968, a partir da criação do ministério da Educação Física e
Desportos, duas características importantes marcam a história desta referida área: a
consolidação da Educação Física para a Educação Nacional e a fusão entre a
Educação Física e o Esporte, levando-os a serem considerados quase como
sinônimos, uma vez que o Esporte passou a ser a área de estudo e ensino da
Educação Física (BETTI, 1991); fatos que foram determinantes para a trajetória da
Educação Física na década de 70, marcada por uma intensa esportivização em
busca de valores e talentos esportivos que afirmassem o poder da ditadura militar.
A década seqüente foi caracterizada por profundas modificações tanto no
âmbito político quanto no educacional, e os profissionais de Educação Física
perceberam a necessidade de buscar novas e diferentes alternativas para abordar a
área no âmbito escolar. Mas o forte processo de esportivização e o próprio binômio
Educação Física/Esporte, que já havia se estabelecido anteriormente, perduraria
com grande intensidade até os dias atuais (ANDRÉ, M.H., 2007).
No início da década de 80, as críticas à visão do corpo separado da mente
se fortaleceram, questionamentos em relação à abordagem estritamente corporal da
Educação Física foram ganhando força, até o surgimento do conceito de
Psicomotricidade. Essa teoria pedagógica surge tendo por objeto de estudo da
Educação Física o movimento – e não mais o corpo - sendo esse, resultado de
corpo e mente agindo em comunhão. No desfecho desta mesma década e início da
década subseqüente, porém, surgem novas críticas ao entender que o objeto de
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estudo da Educação Física não mais deveria ser o corpo ou a ação do movimento
em si, mas sim o conhecimento cultural, com todas as suas dimensões políticas e
históricas. Assim sendo, os conteúdos também sofrem com esta mudança, tendo
como novo enfoque a apropriação crítica dos conhecimentos que envolvem a
dimensão histórica, cultural, política e social das práticas corporais humanas, em
detrimento do tratamento da estética e do desenvolvimento de um grande número
de vivências corporais.
Todas essas transformações sofridas pela Educação Física escolar não
ocorreram por acaso. São conseqüências não só de mudanças de perspectiva e
pensamento dos estudiosos da área como também de transformações políticas,
econômicas e sociais que lhe exercem influências diretas e a transformaram na
disciplina que temos hoje.
Segundo o COLETIVO DE AUTORES (1992) essa disciplina tematiza formas
de atividades expressivas corporais como: jogo, esporte, danças, ginástica etc.,
formas essas que configuram uma área de conhecimento chamada de cultura
corporal de movimento. “Pelo seu conceito e abrangência, deve ser considerada
como parte do processo educativo das pessoas, seja dentro ou fora do ambiente
escolar, por constituir-se na melhor opção de experiências corporais sem excluir a
totalidade das pessoas, criando estilos de vida que incorporem o uso de variadas
formas de atividades físicas” (MANIFESTO MUNDIAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA,
2000).
No sistema escolar, a Educação Física pode ser definida como um
componente curricular que se utiliza das atividades físicas institucionais (dança,
ginástica, jogo, esporte escolar) para o desenvolvimento das novas habilidades
motoras, bem como o desenvolvimento humano e social do aluno, tendo por
objetivos principais: “Reconhecer a totalidade do corpo, identificando suas partes,
suas possibilidades de ação e toda sua relação como espaço e o tempo;
proporcionar meios e condições ao homem para que o mesmo se sinta capaz,
através do movimento corporal humano, de interferir no processo de mudança da
sociedade brasileira em todos seus aspectos sócio-políticos e econômicos;
proporcionar a compreensão do movimento corporal humano como instrumento de
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ligação entre as experiências vividas e a relação destas com a produção do
conhecimento e a construção do pensamento crítico; e ainda, estimular o aluno em
sua apreciação do comportamento social, domínio em si mesmo, autocontrole e
respeito ao próximo” (KUNS, 2001).
4.3 O ESPORTE
Entende-se por esporte, o conjunto de exercícios físicos que se apresentam
sob a forma de jogos individuais ou coletivos, cuja prática obedece a certas regras
precisas e sem fim utilitário imediato. Segundo TUBINO (2006), o esporte é um
“Fenômeno sócio-cultural, cuja prática é considerada direito de todos, e que tem no
jogo o seu vínculo cultural e na competição o seu elemento essencial, o que deve
contribuir para a formação e aproximação dos seres humanos ao reforçar o
desenvolvimento de valores como a moral, a ética, a solidariedade, a fraternidade e
a cooperação, o que pode torná-lo num dos meios mais eficazes para a comunidade
humana”. Sua prática e desenvolvimento têm por berço a Inglaterra, em meados do
século XIX, onde se estabeleceu como uma construção cultural sendo moldado e
caracterizado de acordo com a realidade da época, herdando (dentre outras
características) a competitividade, a busca pelo rendimento máximo e a presença de
regulamentos, traços característicos do contexto social, político e cultural vivido pela
sociedade no momento de seu surgimento (Revolução Industrial). Era uma prática
tipicamente aristocrática, tendo proliferado em outras camadas sociais no século
XIX. Tornou-se acessível aos trabalhadores por volta de 1870, a partir de
reinvidicações que conquistaram uma redução na jornada de trabalho e melhorias
nas condições do mesmo.
De acordo com DESSUPOIO CHAVES (2006), o Esporte como fenômeno
social e cultural, é permeado de valores e significados e tem na sua prática
referências para análise, conhecimento e desenvolvimento da sociedade; assim, o
comportamento e a postura de homens e mulheres na sociedade podem ser
analisados e compreendidos através de sua vivência no Esporte. Por isso, este
mesmo fenômeno, foi ganhando espaço e se consolidando nos meios educacionais,
pelo caminho da Educação Física, sendo atualmente compreendido e considerado
como um meio de avanço, progressão ou mobilidade social, o que o levou a ser
20
interpretado como direito das pessoas e um dever das instituições formais de
ensino.
Segundo GRECO et.al. (2009), o esporte desenvolve o conhecimento da
pessoa em relação a si própria e aos outros. Através de sua prática desenvolvem-se
capacidades, habilidades e competências. A realização desta atividade física solicita
do praticante comportamento, atitudes, valores, ética, moral, ou seja, aspectos de
personalidade que contribuem para formar o conceito de cidadania. Para FARIA
JUNIOR (2006) o fenômeno esporte promove na sociedade a expansão espacial,
social e temporal. Uma expansão espacial, pois chega a cada dia mais a todos os
recônditos do mundo. Uma expansão social, pois relaciona os grupos sociais e uma
expansão temporal, pois hoje, é possível registrar os esportes para observá-los
através das gerações.
Com base em estudos e pesquisas anteriores, chegamos ao consenso de
que o esporte é tradicionalmente uma atividade considerada positiva no que diz
respeito à educação e formação de crianças e jovens. Sua presença nos
estabelecimentos formais de ensino, bem como em projetos que visam à inclusão
social, é bastante difundida e pouco questionada, configurando-se numa atividade
constante no dia a dia e na vida dos referidos praticantes. “Como prática cultural que
reúne em si valores que espelham a própria sociedade, o Esporte tornou-se uma
prática hegemônica no âmbito da cultura corporal de movimento e, também, objeto
de estudo de variados campos do saber, pela capacidade de mobilização social. O
Esporte contribui consideravelmente para o desenvolvimento do ente do Ser do
Homem, interferindo na auto-afirmação e identidade daqueles que participam de
grupos esportivos ou apresentam-se como meros espectadores” (DESSUPOIO
CHAVES, 2006). Em se tratando dos estabelecimentos formais de ensino, em
alguns casos, a oferta desta prática (para além das aulas de Educação Física)
provém do interesse mercadológico das instituições particulares que, fazem uso do
esporte como um marketing da escola. Em outros esta oferta surge pela crença
amplamente disseminada que o esporte ajuda a formar e construir o caráter dos
indivíduos, além dos benefícios que traz à saúde (Santos e Simões 2007),
proporcionando a melhoria na qualidade de vida dos seus praticantes. Disciplina,
solidariedade e aprendizado com as derrotas são valores sempre lembrados para
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destacar a importância das práticas esportivas na formação de crianças e jovens
(Torri; Albino; Vaz, 2007).
A partir da Lei de Incentivo ao Esporte, regulamentada em 2007, o Esporte
passou a ser classificado como: Desporto de Rendimento (aquele praticado segundo
as regras nacionais e internacionais, com a finalidade de obter resultados, integrar
pessoas e comunidades do país, e estas com as de outras nações; visa o alto nível
de desempenho, esporte profissional), Desporto de Participação (caracterizado pela
prática voluntária, compreendendo as modalidades desportivas com o intuito de
contribuir para a integração dos praticantes na plenitude da vida social, na promoção
da saúde e educação, na preservação do meio ambiente, visando a promoção do
lazer, do esporte para todos) e Desporto Educacional (projeto cujo público
beneficiário seja de alunos regularmente matriculados em instituição de ensino de
qualquer sistema, evitando-se a seletividade e a hiper-competitividade de seus
praticantes; a finalidade é alcançar o desenvolvimento integral do indivíduo e sua
formação para o exercício da cidadania e a prática do lazer, enfoque que objetiva a
educação sendo regido por princípios sócio-educativos). De acordo com TUBINO
(2006), o Desporto Educacional divide-se em Esporte Educacional e Esporte
Escolar. As duas manifestações objetivam a formação para a cidadania, apenas os
princípios são diferentes, acrescentando intenções e objetivos diferentes. O Esporte
Escolar é também voltado para a competição, mas embasado em outros princípios
que se diferem do Desporto de Rendimento, visando promover as possibilidades
potenciais esportivas de seus praticantes, sem perder de vista o foco na formação
dos mesmos para a cidadania. Em se tratando de Esporte Educacional, destacamos
uma manifestação esportiva referenciada em princípios sócio-educativos e que, na
escola, deve ser praticada por todos os alunos, para que os mesmos tenham as
vivências educativas necessárias ofertadas e possibilitadas pela prática do Esporte.
Através das leituras e estudos realizados, chega-se ao consentimento de que
presença do Esporte é muito importante no ambiente escolar. Pois, através dele, são
proporcionadas as mais diversas e ricas experiências, são transmitidos e
incorporados importantes valores que auxiliam na formação e construção do caráter
dos indivíduos. Além disso, a prática esportiva desempenha uma importante função
22
na melhoria da qualidade de vida dos praticantes, bem como na educação e
comportamento dos mesmos.
No que diz respeito às crianças, elas apreciam o esporte devido às
oportunidades que o mesmo proporciona de estar com os amigos e fazer novas
amizades (Weinberg e Gould, 2001). Neste contexto, a escola representa o principal
ponto de encontro entre as crianças e das mesmas com o esporte, apresenta-se
como um elo, como um dos primeiros lugares que permitem este contato. Para
Tubino (2005), não há menor dúvida de que as atividades físicas e principalmente
esportivas constituem-se num dos melhores meios de convivência humana. Por isso
a escola tem um papel significativo neste processo, sendo responsável por otimizar
e valorizar esta relação, trabalhando no sentido de ensinar mais do que esportes e
técnicas específicas, proporcionando o convívio, a socialização, a aquisição de
valores, conhecimentos e significados, apresentando na prática importantes
momentos de reflexão.
4.4 O ESPORTE NA ESCOLA
O fenômeno esportivo apresenta-se de duas maneiras distintas nas
instituições formais de ensino, sendo abordado como tema/conteúdo das aulas de
Educação Física ou sendo ofertado de maneira extracurricular, caracterizado e
exemplificado pelas equipes esportivas escolares. Estas são as duas grandes
manifestações do Esporte na escola, manifestações que carregam algumas
semelhanças, bem como, grandes diferenças.
Segundo TUBINO (2006), o Esporte Educacional lecionado nas aulas de
Educação Física, “Compreende as atividades praticadas nos sistemas de ensino e
em formas assistemáticas de Educação, evitando-se a seletividade e a hipercompetitividade
de
seus
praticantes,
com
a
finalidade
de
alcançar
o
desenvolvimento integral do indivíduo, a sua formação para a cidadania e a prática
do lazer ativo” e deve seguir os seguintes princípios sócio-educativos: “Princípio da
inclusão, Princípio da Participação, Princípio da Cooperação, Princípio da Coeducação e Princípio da Co-responsabilidade”. De acordo com SCALON (1998), o
trabalho com o Esporte se tornará educativo quando possibilitar o desenvolvimento
23
das amplitudes motrizes e psicomotrizes dos seus praticantes em relação aos
aspectos afetivos, cognitivos e sociais da personalidade dos mesmos.
Portanto, o Esporte nas aulas de Educação Física visa, ou pelo menos,
deveria visar, à completa formação do aluno nos âmbitos cognitivo, afetivo e motor,
tendo por objetivo a participação, o envolvimento e o desenvolvimento de todos os
alunos, sem restrições; configurando-se como um excelente meio que, por
intermédio de uma abordagem educativa, venha contribuir e colaborar para a
formação integral e crítica do ser humano. Caminhando assim, por uma trilha muito
além da fundamentação técnico e tática, priorizando em suas abordagens outros
aspectos e valores, como: a cooperação, a participação, a solidariedade e a
criatividade dos alunos que, devem ser sujeitos atuantes desse processo educativo,
e não meros reprodutores dessa ou àquela modalidade esportiva em questão. No
entanto, esse tipo de abordagem, deve ser encarado com muita responsabilidade
por parte do Educador, pois o Esporte, como um legado deixado para a humanidade
através dos tempos, envolve outras variáveis como: a competitividade, a vitória, a
derrota, a glória, o fracasso, o sucesso, a frustração, etc., vivências que devem ser
experimentadas pelos alunos e vistas com um olhar crítico e consciente pelo
professor, pois no decorrer do processo educacional podem ser muito prejudiciais ao
desenvolvimento de crianças e jovens.
No que diz respeito ao Esporte Escolar, às equipes esportivas escolares,
trata-se de uma abordagem um pouco diferente de Esporte, trata-se de uma prática
esportiva entendida e encarada como sendo um paralelo entre Esporte de
Rendimento e Esporte Educação, não tão exigente e excludente quanto a primeira e
nem tão acessível e complacente como a segunda, um meio termo entre ambas. De
acordo com TUBINO (2006), o Esporte Escolar é aquele “praticado pelos jovens de
talento no ambiente escolar, com a finalidade do desenvolvimento esportivo de seus
praticantes, sem perder de vista a formação dos mesmos para a cidadania. Tem
como referência o Desenvolvimento Esportivo e o Desenvolvimento do espírito
Esportivo”. Para GOMES e GARCÍA (1995), o conceito de Esporte Escolar é o de
“toda atividade físico-esportiva realizada por crianças e jovens em idade escolar,
dentro ou fora da escola, incluindo também tais atividades dentro dos clubes e/ou
24
outras entidades públicas ou privadas, considerando, desta forma, Esporte Escolar
como esporte em idade escolar”.
Por sua vez, SANCHEZ (1995), afirma que o Esporte Escolar deveria ter
como finalidade principal auxiliar no descobrimento e no estímulo ao prazer pelo
movimento conhecendo os efeitos benéficos de uma atividade física em relação à
saúde, fazendo com que as crianças conheçam as mais diversas e variadas formas
de práticas esportivas. É notório que o enfoque e trabalho destas duas
manifestações (Esporte Educacional e Esporte Escolar) seja diferente, o problema
desta diferença reside no crescente afastamento do Esporte Escolar em relação à
educação e à formação integral do indivíduo, corroborado por uma aproximação e
uma maior identificação em relação ao Esporte de Rendimento e seus
princípios/objetivos.
A reprodução dos modelos do Esporte de Rendimento seria a forma mais
adequada para a formação dos alunos no ambiente escolar? Seria essa forma de
manifestação do Esporte, algo coerente com os princípios e códigos da instituição?
A EF ao fazer do esporte de rendimento seu objeto de
ensino e mesmo abrindo o espaço escolar para o
desenvolvimento desta forma de realizar o esporte, acabava
por fomentar um tipo de educação que colaborava para que os
indivíduos introjetassem valores, normas de comportamento
conforme e não questionadores do sistema societal. E isto
porque o esporte de rendimento traz na sua estrutura interna,
os mesmos elementos que estruturam também as relações
sociais de nossa sociedade: forte orientação no rendimento e
na competição, seletividade via concorrência, igualdade formal
perante as leis ou regras, etc. (BRACHT, 2000:XV)
A partir dos estudos e pesquisas realizadas, chega-se ao consenso de que
aos alunos integrantes das equipes esportivas escolares, não deveriam ser impostas
as massivas cobranças quanto à perfeição técnica e tática na execução dos gestos
e movimentações esportivas. Quando isso ocorre, os alunos passam a ser
encarados como atletas, como potenciais promissores e não simplesmente como
pessoas em desenvolvimento e formação. As influências do Esporte de Rendimento
transformam e modificam o jogo, fazendo com que sua prática esteja sistemática e
diretamente voltada para o desempenho e para os resultados de alto nível. Neste
referido contexto, os alunos com menor desenvolvimento técnico/tático, que seriam
25
os maiores contemplados e beneficiados pela prática, são marginalizados e
preteridos em benefício dos talentos.
Em concordância com os ideais defendidos por TUBINO (2006), considero
muito importante e benéfica a presença do Esporte no espaço escolar para além das
aulas de Educação Física, sendo ofertado como atividade extracurricular na forma
de equipes esportivas escolares, desde que, esta oferta seja feita de uma maneira
bem fundamentada e consciente, desde que esta atividade ofereça a seus
praticantes ricas experiências, desde que esta atividade proporcione para além de
um aprofundamento nas técnicas e gestos específicos, a incorporação de valores;
configurando-se como um importante aliado da escola no processo de educação e
formação dos indivíduos.
26
5 DISCUSSÃO
A discussão será feita a partir da análise das informações obtidas através da
pesquisa e dos levantamentos realizados por intermédio da revisão literária feita.
Minhas experiências e vivências em relação ao assunto, foram pontos valiosos no
desenvolvimento do capítulo. As questões levantadas levaram a pontos principais de
questionamento e estudo que, para uma melhor estruturação, serão abordados
separadamente.
5.1 O ALUNO E A EQUIPE ESPORTIVA
Dentro desta determinada manifestação do esporte, Esporte Escolar, a
relação entre aluno e equipe é aquela que deveria ser mais bem trabalhada,
planejada e compreendida. Entende-se por equipe esportiva escolar, as atividades
caracterizadas por períodos de treinamento extracurriculares e voltadas para
competições, visando uma representação da instituição nos torneios disputados.
Apesar de tais atividades serem distintas do currículo obrigatório, os grupos de
treinamento acontecem na escola, portanto, estão vinculados a organização
educacional, que em última instância tem como finalidade contribuir para a educação
dos indivíduos e a melhoria da sociedade (SANTOS e SIMÕES, 2007).
As relações existentes entre equipes esportivas escolares e os alunos
participantes, necessitam ser mais bem trabalhadas e entendidas. Pois, os alunos
são os protagonistas deste processo, apesar de muitas vezes, não serem assim
vistos. As práticas esportivas extracurriculares comumente utilizadas como meio
educativo no ambiente escolar, demandam um cuidado rigoroso com respeito às
características individuais de cada criança/jovem evolvida. Devem ser encaradas,
para além de uma prática esportiva sistematizada, como mais um mecanismo, mais
uma ferramenta, mais um valioso e importante espaço de formação e educação dos
seus praticantes. Mesquita (2000) afirma que para a prática esportiva exercer um
papel de formação educacional deve:
27
Fazer parte do processo educativo e formativo da criança, contribuindo para
o seu desenvolvimento global (físico, social e emocional);
Promover situações que permitam a vivência dos praticantes e a aquisição de
valores essenciais do “saber ser” (autodisciplina, autocontrole, perseverança,
humildade) e de “bem estar” (civismo, companheirismo, respeito mútuo,
lealdade);
Permitir o desenvolvimento da competência relacionada ao “saber fazer”,
inerentes às capacidades e habilidades motoras do indivíduo (aquisição
alargada do vocabulário motor);
Contribuir para o equilíbrio do indivíduo, tão necessário hoje para viver na
sociedade contemporânea (permitir a diminuição do stress diário).
Segundo DELORS (2001), em um ambiente fundado nos quatro pilares do
conhecimento – aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e
aprender a ser – considerados vias do saber, obrigatoriamente é produzida a
educação do indivíduo enquanto pessoa e membro da sociedade. Evidencia-se
então, a importância de se utilizar bem das práticas esportivas escolares, não como
uma prática que objetive o melhor desempenho ou resultado, mas sim como um
meio educativo, considerando o desenvolvimento das capacidades e habilidades
corporais, bem como a formação e a integração social do indivíduo, aproximando-se
dos ideais postulados pelo Esporte Educacional, evitando assim, toda a prática que
tenha como único e primordial objetivo, o rendimento.
Além de enquadrarem-se complementarmente neste perfil educacional e
formativo, as praticas esportivas escolares devem sempre levar em consideração o
processo de desenvolvimento e maturação biológica dos seus praticantes. De
acordo com MACHADO E PRESOTO (2001) a iniciação esportiva, bem como a
participação em equipes escolares, como parte de um Programa de Educação Física
deve ser abordada como aprendizagem e desenvolvimento motor, com táticas e
regras básicas e sem muita exigência técnica, física ou tática, tendo como objetivo
cooperar para a formação integral do aluno (físico, cognitivo e afetivo-social),
podendo, a partir daí ser uma preparação mais técnica e específica para os esportes
escolares. No entanto, segundo esses mesmos autores, o que acontece na
realidade é o uso exacerbado da competição esportiva, envolvendo classes, turmas
28
e até outras escolas, sem uma preparação adequada dos educandos. Uma
preparação que respeite as especificidades e os limites de cada categoria, estando
de acordo com a faixa etária e o processo de maturação/desenvolvimento dos
indivíduos.
Para SIMÕES e DE ROSE JR. (1999) o “esporte tem um sentido amplo
incluindo modalidades individuais/coletivas e que escapam ao controle dos que dele
participam (...) onde a participação individual, em grupo e institucional envolve na
realidade, um julgamento de valor em relação aos comportamentos, formas de agir e
de reagir dentro dos diferentes tipos de Esportes”. Por isso, é muito comum na
prática esportiva destinada a crianças, a utilização de modelos inadequados, tanto
nos torneios competitivos como nos programas de treinamento, onde são exigidas
performances e atuações não compatíveis com o momento de maturação e
desenvolvimento dos indivíduos. ERICKSON (1963), afirma que entre os 06 e 12
anos, existe o período de produtividade versus o período de inferioridade. Neste
determinado período, de acordo com o pesquisador, a criança necessita de
aprovação das figuras afetivas próximas como: pais, professores, treinadores, nas
suas tarefas (ler, escrever, calcular, nas habilidades sociais e esportivas, etc). Caso
não consiga o desempenho esperado, pode desenvolver um sentimento de
inferioridade. Portanto, a iniciação e a participação da criança nas atividades
esportivas extracurriculares, deve ser analisada e observada com muito critério e
cuidado, para que não seja repetida nas equipes escolares, uma prática esportiva
onde se valorize somente os resultados atléticos, o desempenho e rendimento,
desconsiderando os valores educacionais possíveis através da prática esportiva.
Segundo CAPITANIO (2003), “a primazia da iniciação esportiva escolar, não
está nas habilidades específicas e sim na amplitude de possibilidades de estímulos
para o desenvolvimento e crescimento físico, fisiológico, desenvolvimento motor,
aprendizagem motora, desenvolvimento cognitivo e afetivo-social. Esporte Escolar é
contemplar o ser humano criança às mais amplas possibilidades de vivências que
respeitam as características afetivo-emocionais”. SINGER (1977), afirma que
vivências esportivas promovidas em uma fase precoce do desenvolvimento do
indivíduo, podem trazer benefícios, porém enfatiza que existem períodos
maturacionais ideais para determinadas experiências, onde o praticante estará mais
29
apto e preparado, permitindo, desta forma, que as vivências tragam maiores e
melhores benefícios.
Para LETTNIN (2005), as práticas esportivas se assemelham às situações
vividas na sociedade contemporânea, onde são exigidas dos indivíduos múltiplas
competências que muitas vezes são exercidas com pouco sucesso, gerando
inúmeras decepções. Na prática esportiva, são vividas e sentidas vitórias, derrotas,
glórias, fracassos, etc., experiências essenciais para a preparação e formação de
jovens e crianças, preparando-os para as situações de sucesso e frustração nas
etapas seguintes de suas vidas. Assim, na prática esportiva escolar, deve-se
consciente e planejadamente buscar a identificação dos possíveis e desejáveis
reflexos desta na vida dos praticantes, transformando esta intervenção, num
importante aliado da escola na educação e formação dos jovens e crianças.
5.2 A EQUIPE ESPORTIVA E O PROFESSOR
Ao tratarmos de equipes esportivas escolares e sua relação com os alunos,
devemos sempre nos lembrar que no comando ou regência deste processo,
encontra-se o professor/treinador, cargo geralmente e preferencialmente ocupado
pelos profissionais de Educação Física. Segundo os autores pesquisados, cabe ao
técnico, a responsabilidade de conduzir e orientar a relação entre os alunos e a
prática, sendo o principal responsável (apesar de não único) pelo sucesso ou
fracasso desta intervenção.
Para um bom desenvolvimento das relações formativas e esportivas
presentes em equipes esportivas escolares, exige-se dos técnicos/professores,
segundo GRAÇA (1998): “o conhecimento e a capacidade de tratar a sua matéria de
ensino de modo a torná-la apresentável e suscetível de proporcionar experiências de
aprendizagem seguras, válidas e significativas aos alunos, de modo a que possam
compreender melhor o jogo e desenvolver a capacidade de nele participar”. Através
das leituras realizadas, chega-se à conclusão de que o processo de treinamento e o
cotidiano das equipes esportivas escolares oferecem várias situações sociais e
psicológicas que se relacionam, onde o bom senso, a reflexão e a discussão salutar
devem prevalecer, com a finalidade maior de favorecer e colaborar para que líder e
30
liderados tirem proveitos de suas potencialidades pessoais. De acordo com SIMÕES
et al. (2007), as vivências e a experiências têm mostrado que o papel do professor
de educação física como técnico e líder seria, provavelmente, umas das variáveis
mais importantes para influenciar o comportamento dos seus liderados. Segundo os
mesmos autores, a responsabilidade destes técnicos e professores seria a de
comandar e orientar seus alunos, garantindo a formação educativa de crianças e
adolescentes no contexto do esporte, promovendo “condições para confrontar as
próprias
capacidades
e
possibilidades
sem
vencedores
nem
vencidos,
preferencialmente, com a participação de todos”. Buscando em suas intervenções
oferecer sempre apoio e amparo aos alunos/atletas, respeitando as especificidades
e as necessidades que a criança e o adolescente têm de se divertir e crescer dentro
do cenário esportivo.
De acordo com LUCATO (2000), quando atletas jovens são dirigidos por
adultos competentes, o potencial para um desenvolvimento psicossocial na fase
adulta torna-se mais adequado. Em contrapartida, quando esta direção é feita por
adultos incompetentes, poucos são os benefícios gerados, e às vezes, efeitos
psicossociais danosos ocorrem neste processo de orientação. Segundo o autor, uma
liderança competente requer mais que uma atitude apropriada e uma filosofia,
requer uma consciência e conhecimento dos efeitos e reflexos que esta referida
liderança exerce no desenvolvimento da criança. Assim como o conhecimento e a
capacidade de utilizar estratégias de ensino que promovam e fomentem um
crescimento psicossocial positivo, levando-se sempre em conta que o nível de
motivação, de ansiedade e o desenvolvimento dos estados afetivos, são as três
áreas nas quais os líderes adultos exercem grande influência. Por tanto, conferimos
e confere-se sempre aos professores e técnicos de equipes esportivas escolares, a
responsabilidade maior pelo bom e correto andamento deste processo de formação
esportiva e educacional possibilitado pelas relações existentes entre alunos e
Esporte.
5.3 A ESCOLA E AS EQUIPES ESPORTIVAS
Apesar das equipes esportivas escolares configurarem-se como atividades
distintas do currículo obrigatório da instituição, os grupos de treinamento (bem como
31
os treinos) acontecem no interior da escola, portanto estas atividades estão
vinculadas a organização educacional, tendo assim, como uma das finalidades de
sua intervenção, contribuir para a educação e formação dos indivíduos envolvidos,
trabalhando em prol da melhoria da sociedade. Por isso, se faz necessário investigar
as razões que levam a instituição formal de ensino, a incluir este tipo de prática no
seu cotidiano e refletir sobre a melhor forma de realizar tais atividades.
A prática esportiva está muito presente na vida dos indivíduos e
particularmente do jovem. No âmbito escolar, esta prática é uma oferta de muitas
instituições, sendo elas públicas ou particulares. Em alguns casos, como visto
principalmente em escolas particulares, a prática esportiva é um diferencial utilizado
amplamente no marketing das instituições. Em outros, a prática surge movida pela
crença altamente disseminada de que o esporte ajuda a formar e construir o caráter
dos indivíduos, além dos possíveis benefícios que o mesmo traz à saúde. De acordo
com SANTOS e SIMÕES (2007), a escola é um dos primeiros lugares que permitem
o contato da criança com o Esporte, uma vez que os grandes centros urbanos não
mais dispõem de espaços coletivos que possibilitem esta prática de maneira efetiva.
A inclusão do Esporte na escola, como atividade extracurricular, faz-se então de
maneira natural, por ser um local de confiança dos pais e de freqüência habitual dos
alunos. Segundo LUCATO (2000), “A prática escolar esportiva refere-se ao esporte
enquanto um dos conteúdos a ser desenvolvido pela Educação Física dentro do
currículo
escolar,
enquanto
práticas
esportivas
escolares
são
atividades
extracurriculares que podem ser denominadas turmas de treinamento esportivo, com
finalidade de representação escolar em competições ou não”.
Portanto, faz-se necessário considerarmos as diferenças e especificidades
destas manifestações de esporte, incluindo nestas particularidades os meios, as
finalidades, e a forma de participação dos alunos. Sem nos esquecermos de que é
fundamental observar-se o fenômeno da prática esportiva escolar com um enfoque
diferenciado das aulas de Educação Física, bem como é preciso diferenciá-lo
também do enfoque dado em clubes e no esporte profissional.
A prática esportiva escolar, independentemente da forma como estiver
estruturada e empregada na escola, representa uma dimensão do projeto
32
pedagógico da referida instituição e precisa ser tratada como tal. Assim, deve
objetivar para além do trabalho com o Esporte, exercer influências educativas e
formativas sobre os alunos, promovendo através de suas intervenções: a melhoria
das atividades motoras, o desenvolvimento das capacidades cognitivas, o
desenvolvimento do equilíbrio pessoal, bem como da relação interpessoal e da
inserção social, buscando nas suas intenções esportivas ser mais educativa que
competitiva.
33
6 CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS
Através da pesquisa realizada, percebe-se que, ainda que não seja uma área
onde proliferem estudos no Brasil, a literatura nacional traz importante acervo a
respeito desta prática e, nas obras pesquisadas, encontrou-se um maior enfoque
dado ao papel desempenhado pelos alunos nas equipes esportivas. A partir de 13
das 24 obras pesquisadas (que trataram diretamente do assunto), podemos inferir
que há uma preocupação e um estudo maior sobre a presença e o trabalho com os
alunos, conferindo a este último processo uma maior importância no que diz respeito
ao bom desenvolvimento e manutenção das equipes esportivas escolares.
Sobre os professores, o estudo realizado traz indícios que evidenciam uma
preocupação dos estudiosos da área quanto a intervenção destes referidos
profissionais, a quem se atribui a responsabilidade pela instrução esportiva dos
alunos, bem como a responsabilidade de fazer da prática esportiva uma experiência
educativa, trazendo para além de conteúdos técnico-táticos, importantes momentos
de reflexão.
Às escolas é conferida uma importância menos relevante para a prática
esportiva e as relações que são permeadas por ela. Nas referências literárias
utilizadas, poucas foram as informações obtidas sobre o papel da escola neste
referido contexto. No entanto, observou-se que estas práticas esportivas, mesmo
sendo classificadas como atividades de caráter extracurricular, devem estar de
acordo com o projeto pedagógico da instituição, configurando-se como mais um
momento formativo para os alunos.
Conclui-se portanto que, as práticas esportivas escolares estão presentes
em diversos tipos de escolas, em todos os níveis de ensino, sendo caracterizadas
por períodos de treinamento extracurriculares e voltadas para competições.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com a realização do presente estudo, chega-se ao entendimento de que o
esporte no referido contexto da pesquisa, não deve ser abordado sob o mesmo
34
enfoque do esporte competitivo dos clubes e centros especializados e nem sob o
enfoque das aulas de educação física. Deve ser abordado como um paralelo entre
Esporte Educacional e Esporte de Rendimento, visando através da prática esportiva
dar continuidade e ser um importante aliado da escola no processo de educação e
formação humana dos alunos.
35
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