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Editora Na Boléia
E
Editorial
Editorial
Carta ao Leitor
Seis meses se passaram...
Que venham as comemorações
Junho é um mês de comemoração
para os profissionais do transporte
rodoviário. Sim, parabéns caminhoneiros! Que essa data tão especial, 30
de junho, ajude a conquistar as necessidades básicas para os profissionais
que vivem numa boleia em busca de
seus ganhos, longe de pessoas queridas, mas que carregam muita história para contar. Que, com o passar do
tempo, essas histórias sejam cada vez
mais com finais felizes. Nesta edição,
comemorações é o que não faltam.
Notas rápidas das principais festas juninas do País. Inauguração de autopeças
em Minas Gerais. Uma retrospectiva da
história do transporte rodoviário. A convite da Scania, a equipe da Estrada na
Boléia foi testar de perto o semipesado
P310 8x2. Para completar os cuidados
com o motorista, temos dicas de reparos de pneus e a interferência positiva do
Governo no tocante a seguro de cargas.
Nada melhor do que finalizar a leitura
com imagens de obras de arte produzidas com pneus velhos.
Boa Leitura!
A Revista Estrada Na Boléia é uma publicação dirigida a caminhoneiros autônomos,
frotistas, fornecedores e entidades do setor
de transporte de carga.
Diretor/Editor
Emerson Castro
[email protected]
Comercial
Marcelo Conversano
[email protected]
Jornalista Responsável
Madalena Almeida
MTB 20.572
Redação
Bruna Scavacini
[email protected]
Design/Web
Raquel Correia
[email protected]
Amanda Recke
[email protected]
Colaboraram nesta edição
Pércio Schneider
[email protected]
Vitor Marques
[email protected]
Assinaturas, circulação
e publicidade
[email protected]
(11) 5034-8222
ENDEREÇO:
Rua Épiro, 93, Casa 2
Vila Alexandria - São Paulo/SP
CEP: 04635-030
“E assim, viver sempre em frente... Com as mãos sobre o
voante, outro amor, com paixão... E viajar, à noite
transiente, um feroz na estrada e um anjo no coração”.
Marco Brasil
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É proibida a reprodução parcial ou total das matérias
publicadas nesta revista sem prévia autorização da
Editora Na Boléia Ltda. As opiniões expressas nos
artigos assinados são de responsabilidade de seus
autores. Informes publicitários são de responsabilidade das empresas que os veiculam, assim como
os anúncios são de responsabilidade das empresas
anunciantes.
DISTRIBUIÇÃO DIRIGIDA
Circulação
Junho 2013
108ª EDIÇÃO
Ano IX
/editoranaboleia
/editoranaboleia
@naboleia
Sumário
Edição 108
05
O Brasil sobre rodas
A história do transporte rodoviário se
confunde com a própria história do desenvolvimento do País. Afinal, pelas estradas
brasileiras passam as principais riquezas
da nação.
08
Scania P310 8x2: semipesado
com DNA de estradeiro
29 toneladas de peso bruto, quarto eixo
direcional de fábrica, entre outros atributos
exclusivos, fizeram com que esse modelo
da Scania surpreendesse a categoria de
semipesados
10
Cuidado com o reparo
dos pneus – parte III
Continuando com a série sobre reparos,
nesta edição vamos tratar dos consertos em pneus com câmara.
16
A estrada: seu destino
O que dizer dos
profissionais que carregam toneladas,
diversos eixos e que por muitas vezes
se deparam com trechos esburacados,
iluminação precária, pouca
sinalização e falta de
segurança?
/editoranaboleia
04
/editoranaboleia
@naboleia
“Dê férias para a língua; trabalhe com a cabeça!”
História
Direitos
Fotos: pt-wikipédia.org
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Por Madalena Almeida
desenvolvimento do Brasil está
intimamente ligado à evolução do
transporte rodoviário de cargas,
que é indiscutivelmente o principal sistema logístico do País. A história
desse segmento remonta a séculos, quando as primeiras civilizações já apresentavam necessidade de transportar alimentos,
roupas e suprimentos fundamentais à sua
sobrevivência.
Com o decorrer dos anos e o advento de
novas tecnologias, os meios de transporte
foram evoluindo, passando da tração animal até os modernos veículos que se locomovem atualmente pelos diversos países.
No Brasil, o grande marco da história do
transporte rodoviário foi a chegada da Família Real ao Rio de Janeiro, em 1808,
que provocou uma profunda mudança na
estrutura na cidade e gerou uma nova demanda por transporte.
De lá para cá, as transformações no setor
foram constantes. Os primeiros investimentos na infraestrutura rodoviária brasileira ocorreram na década de 1920, durante o Governo de Washington Luís. Nesse
mesmo período, surge na Alemanha o primeiro caminhão a diesel, que logo depois
teve sua produção em série iniciada.
Essa época marca também a fabricação
do primeiro caminhão no Brasil. Lançado
em 1929, o veículo foi produzido pelos engenheiros mecânicos Prestes & Cia. Toda
matéria-prima utilizada no caminhão, inclusive o motor, chassi, rodas e cárteres
de aço, foi concebida com produtos nacionais. O principal construtor foi o Dr. José
Augusto Prestes. O modelo era um autocaminhão para cargas, com capacidade
para sete toneladas e equipado com um
motor de 60 HP.
Até os anos 20, o transporte de cargas e
passageiros no País era concentrado no
sistema ferroviário. O transporte rodoviário
era visto ainda como dispendioso e demorado. Esse cenário permaneceu até o início do declínio das ferrovias, que começou
com a crise mundial de 1929. Nessa época, o principal produto transportado pelas
ferrovias, o café, deixou de ser um negócio rentável. Além disso, com a Segunda
Guerra Mundial, as ferrovias brasileiras entraram em declínio e saturação total.
Foi quando os governos decidiram investir na construção de estradas de rodagem.
A justificativa era de que esse sistema seria
uma forma de menor custo para a integração física do território brasileiro. Com isso,
o rodoviarismo foi ganhando força no País.
Até os anos de 1920, o transporte de
cargas e passageiros no País era concentrado no sistema ferroviário
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“Mulher é como horóscopo: A gente sempre dá uma olhadinha.”
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Com o aquecimento das atividades industriais no Brasil e no mundo, em meados
dos anos 1950 o setor viveu seu ápice.
Aproveitando o desenvolvimento da indústria automobilística mundial, que crescia a
passos largos, o presidente Juscelino Kubitschek torna-se o responsável pela instalação de grandes fabricantes de automóveis no Brasil. O discurso usado para atrair
as montadoras era, justamente, o apoio do
Governo à construção de rodovias.
A partir daí, com o crescimento das cidades, que favoreceu a expansão da malha
rodoviária brasileira, houve uma grande
evolução no setor, não só em termos de
extensão de estradas, mas principalmente
no papel que o sistema rodoviário passou
a ter na economia e no espaço geográfico
brasileiro, uma vez que conseguia integrar
as diversas regiões.
Foi justamente nessa época que o Brasil
ganhou grandes rodovias, como a Transamazônica, que começa na cidade de João
Pessoa/PB e deveria chegar até a fronteira
do Peru; a Brasília-Acre, integrando internamente o Centro-Oeste e chegando até à
região amazônica na sua parte ocidental;
a Cuiabá-Santarém, ligando o Mato Grosso ao Estado do Amazonas; a Porto Velho-Manaus, ligando Rondônia ao Estado do
Amazonas; entre outras. No Sudeste, a
primeira grande estrada foi a Rodovia Presidente Dutra (Via Dutra), ligando as duas
principais metrópoles do País.
Em 1970, novos fatos políticos mudaram
o cenário mundial. Com a eclosão da crise
do petróleo, os países mais desenvolvidos
buscaram desenvolver uma política visando otimizar o transporte urbano nas grandes cidades, bem como procurar soluções
alternativas para a crise de abastecimento
de suas frotas rodoviárias.
No Brasil, o reflexo da crise veio nas décadas de 1980 e 1990, quando se limitou
obras de vulto no setor, provocando uma
deterioração do sistema rodoviário.
06
“Vivo pelo mundo e passeio em casa”
Nos últimos anos, o transporte rodoviário
de cargas tem aumentado substancialmente no Brasil, com o crescimento do
número de empresas transportadoras que
atuam no segmento. O País conta com
uma rede de 1.751.868 quilômetros de
estradas e rodovias nacionais (a quarta
maior do mundo), por onde passam 56%
de todas as cargas movimentadas no território brasileiro.
Temos também autoestradas. Cerca de
10 mil quilômetros do sistema rodoviário
brasileiro é composto por essas vias, localizadas, principalmente, no Estado de
São Paulo.
Mas, apesar de ser o principal sistema logístico, o transporte rodoviário de cargas
sofre com as más condições das estradas.
O fato é que a falta de manutenção do
sistema viário gera custos de distribuição,
que encarecem o sistema logístico nacional, bem como facilitam a sonegação fiscal e, consequentemente, a escassez de
investimentos neste modal.
Para se ter ideia, cerca de 30% de toda
a extensão da malha viária brasileira está
danificada pela falta de manutenção. Além
disso, existem muitas vias sem pavimentação, especialmente em parte relevante
das ligações interurbanas no País. Em
algumas regiões de grande demanda, especialmente no Norte e Nordeste, o transporte ainda ocorre por estradas de terra
ou em estado de conservação precário.
Isso provoca prejuízos para o transporte
de cargas, bem como acidentes e mortes.
O estado geral das rodovias brasileiras é
também ruim nas vias federais devido ao
alto trânsito de veículos. Os caminhões
geralmente trafegam com carga superior
a permitida, e não há balanças para pesagem. Os serviços de manutenção são
lentos, e as verbas insuficientes para a
conservação adequada das vias.
Na tentativa de solucionar o problema, os
governos têm optado em transferir para a
iniciativa privada a administração e conservação das principais rodovias do País,
como foi o caso de São Paulo, que é uma
saída para desonerar os orçamentos públicos e garantir um bom nível de serviço.
O problema é que a população acaba
custeando duplamente o serviço de recuperação das estradas, já que continua pagando os mesmos impostos ao Governo
(que deveriam servir para a recuperação)
e também pedágios às concessionárias.
Na verdade, o transporte rodoviário de
cargas abriu novas oportunidades para o
crescimento e urbanização das cidades,
geração de empregos e desenvolvimento
do País. Entretanto, existem vários problemas que precisam ser debatidos e ajustes
devem ser feitos no modelo de transporte
em vigor, inclusive, incentivando-se o uso
de veículos não poluentes e sustentáveis.
Até porque, com a falta de investimentos
em outros modais no Brasil, como o ferroviário, o transporte rodoviário de cargas
continuará sendo um setor extremamente
estratégico para a economia. A riqueza da
nação anda literalmente sobre rodas.
Os primeiros investimentos na
infraestrutura
rodoviária brasileira
ocorreram durante o
Governo de
Washington Luís.
O presidente Juscelino
Kubitschek torna-se o responsável
pela instalação de grandes fabricantes de automóveis no Brasil
Surge na Alemanha o primeiro
caminhão a diesel,
que logo depois teve
sua produção em
série iniciada.
o Brasil ganhou
Esse ano foi marcado
grandes rodovias.
pela fabricação do
No Sudeste, a
primeiro caminhão
no Brasil produzido primeira grande estrada foi a Rodovia
pelos engenheiros
Presidente Dutra
mecânicos
(Via Dutra)
Prestes & Cia.
Com a eclosão da crise do petróleo,
os países mais desenvolvidos buscaram desenvolver uma política
visando otimizar o transporte
urbano nas grandes cidades.
O reflexo da crise chegou ao Brasil, limitando obras de vulto no
setor e provocando uma deterioração do sistema rodoviário.
História
Marco do transporte rodoviário
no Brasil com a
chegada da Família Real ao Rio de
Janeiro.
Montadoras
Scania P310 8x2:
semipesado com
DNA de estradeiro
Por Bruna Scavacini
T
odos sabem que o forte da Scania é a produção de caminhões do
segmento pesado, porém, poucos
sabem que há três anos a empresa resolveu entrar em um nicho diferenciado, o de
semipesados. Em busca de novos clientes e novos desafios, a companhia apostou nesse setor, porém, com “sangue” de
seus ancestrais que continuam marcando
presença nas estradas.
Em 2012, a marca realizou o emplacamento de 1.136 unidades de semipesados,
sendo 556 do modelo P 310 8x2. No primeiro trimestre de 2013, o modelo topo de
linha vendeu 139 unidades.
A convite da Scania, a equipe da Estrada
Na Boléia foi conferir de perto seus quesitos exclusivos, seu conforto e sua credibilidade no mercado.
À bordo de uma boleia muito confortável,
a equipe desceu a Serra do Mar, rumo ao
litoral, com o caminhão de 29 toneladas de
peso total bruto e motor Euro 5 de nove litros, com o carregamento máximo, cerca
de 18,5 toneladas.
Em cada etapa da viagem, o caminhão
apresentou o que promete, com retomadas
08
“Cada ovo comido é um pinto perdido.”
fortes em baixa rotação, um dos grandes
trunfos da marca e boa média de consumo
de diesel e de Arla 32.
É grande a lista de atributos exclusivos
para o segmento de semipesados. De
acordo com o engenheiro de vendas da
Scania, César Gallagi, o P 310 8x2 é o
único semipesado do Brasil que conta com
câmbio automatizado (o Opticruiser de 12
velocidades), suspensão pneumática, cabine leito e balança digital para mostrar o
peso sobre o eixo adicional, evitando problemas de excesso de carga.
O modelo de 310 cavalos de potência é
equipado com quarto eixo direcional de
fábrica, característica que aumenta sua
capacidade de carga e o coloca no topo
da categoria, como o caminhão com maior
carga útil entre os semipesados.
“Além da maior capacidade de carga, o
fato de o quarto eixo ser produzido originalmente na fabricação do caminhão faz
com que o cliente evite adaptações caras,
que nem sempre atendem às suas necessidades”, diz o engenheiro. De acordo
com a montadora, o valor sugerido para
este modelo, que é o topo de linha, é de
R$ 358.000,00.
Montadoras
29 toneladas de peso bruto, quarto eixo direcional de fábrica,
Fotos: divulgação
entre outros atributos exclusivos, fizeram com que esse modelo
da Scania surpreendesse a categoria de semipesados
A redação testou de perto os atributos do P 310 8x2.
Acesse www.naboleia.com.br e confira na íntegra o vídeo dessa reportagem.
Itens de série
A lista de equipamentos traz ar-condicionado, computador de bordo, vidros elétricos,
freios a disco, suspensão a ar, volante com
regulagem pneumática e balança eletrônica no painel.
Banco e volante
Os caminhões contam com moderno projeto de cabine com estrutura e conforto semelhante aos modelos maiores.
O banco do motorista e o volante são totalmente ajustáveis, e o painel de instrumentos curvado torna o trabalho ainda mais
confortável. Isso significa uma viagem menos cansativa, resultando em maior segurança e economia de combustível. A cabine leito permite que o motorista descanse
com melhor conforto.
Caixa de mudanças com
oito marchas
Andar na cidade é um teste e tanto para
o motorista, assim como para o caminhão.
Suspensão
Velocidades variadas e mudanças de marchas constantes requerem uma caixa de
mudanças de confiança, que traga facilidade na troca de marchas. Assim é a GR801,
uma caixa compacta e resistente, projetada para o “anda e para” das cidades, mas
que também oferece um ótimo desempenho nas estradas.
Possui oito velocidades com uma marcha
à ré, sendo quatro posições com range
alto e baixo, acionado pelo interruptor de
embreagem. Proporciona alta segurança,
longa vida útil e elevada acessibilidade às
peças sobressalentes.
Opticruise
É um sistema automatizado para troca de
marchas que propicia mais facilidade de direção e maior segurança. Ajuda a aprimorar a condução, proporcionando redução
de custos com manutenção e combustível.
Item de suma importância para diminuir o
desgaste do trem de força, bem como aumentar a performance dos caminhões.
Na dianteira são utilizadas molas parabólicas, e a suspensão traseira é a ar, com
bolsões pneumáticos. Equipados com o
exclusivo sistema ELC, um sistema de
controle eletrônico de nível, possibilita alterar a altura do chassi e, com isso, tornar a
operação muito mais fácil, rápida e segura.
Freios
O sistema de freios incorpora moderna tecnologia, longa vida útil dos componentes,
excelente sensação no pedal e manutenção
simples. Esses fatores contribuem para baixo peso, facilidade na frenagem e segurança. São totalmente pneumáticos, de duplo
circuito e ação direta, com circuitos independentes para freios dianteiros e traseiros, de
estacionamento e de emergência.
Implementos
Além de implementos de carga seca e
baú, o P310 pode ser usado como frigorífico, tanque ou para transporte de produtos perigosos.
“Hoje pago chorando o que prometi sorrindo.”
09
Artigo
Reparo dos pneus:
COM CÂMARA
Mais artigos no Blog NB
por Pércio Schneider
[email protected]
para limpar o local e obter uma superfície
que proporcione melhor aderência, aplica-se cola branca (sem excessos) para reparos a frio e deixa-se secar ligeiramente.
Após a aplicação, roletar para eliminar bolhas de ar que possam ficar retidas entre
as superfícies e também para promover a
máxima adesão.
Até aqui, tudo normal. Mas no caso específico de câmaras de ar, alguns outros cuidados são necessários.
C
ontinuando com a série sobre reparos, nesta edição vamos tratar dos
consertos em pneus com câmara.
O correto é reparar a câmara de ar para que
a mesma volte a reter o ar sob pressão, e
também o pneu, para que não ocorra infiltração de água na carcaça, uma vez que
esta também foi perfurada pelo mesmo objeto que causou o dano na câmara de ar.
E isso raramente é feito. Em geral, o borracheiro repara somente a câmara de ar.
Existem vários fabricantes, e o mais conhecido desses reparos tem as bordas amarelas, identificando o reparo específico para
câmara de ar e que possui a mesma elasticidade que a borracha da câmara, para
acompanhar a movimentação da mesma.
É bom lembrar que este nunca pode ser
aplicado em pneus sem câmara: o reparo
apropriado para estes pneus tem as bordas na cor azul.
O conserto para câmaras de ar pode ter o
formato redondo, para aplicação em furos,
ou oval, quando o dano for um corte ou
rasgo. A aplicação é semelhante ao que
descrevemos na edição anterior. Lixa-se
a região da câmara em que está o dano
Por vezes, o local do furo não é perfeitamente circular, apresentando um contorno
irregular ou estrelado, com diversas pontas. Ao inflar a câmara de ar, a borracha
será esticada até preencher o espaço dentro do pneu e, mesmo que sejam pequenas, essas pontas podem ser repuxadas
e começar a se prolongar por baixo do
conserto. Ao atingir a borda do reparo, a
câmara volta a perder ar.
No caso de cortes ou rasgos, o problema
é o mesmo. Apenas aplicar o reparo sobre
o dano pode ser algo temporário. O corte
pode progredir por baixo do reparo até atingir a borda.
Em ambos os casos, antes de aplicar
o conserto é preciso arredondar o furo
(eliminando as bordas estreladas) ou as
extremidades dos cortes, com o auxílio
de uma tesoura. Fazendo isso, evita-se
que as extremidades “corram” por baixo
dos consertos.
Outro dano relativamente comum em câmaras de ar é o rompimento da região
em torno da válvula, devido ao atrito da
câmara com o rasgo nas rodas para a
passagem da válvula. Em situações como
essa, a atitude mais comum que vemos
é simplesmente inutilizar a câmara de
Leia mais sobre pneus em: www.naboleia.com.br
10
“Pobre é igual a pneu: quanto mais trabalha, mais fica liso.”
ar, substituindo-a por outra. Mesmo para
esse tipo de dano também existe um reparo específico.
Basicamente, é um reparo redondo como
o outro, mas com duas características próprias para essa aplicação: possui um reforço interno para torna-lo mais resistente, e
um orifício no centro onde será colocada
a válvula, presa por uma porca rosqueada
na base.
Para câmaras de ar, se possível, nunca
permita que o conserto seja feito a quente,
naquelas máquinas de bancada, que são
ótimas para duas coisas: estragar a câmara de ar e esquentar marmita.
O calor necessário para vulcanizar um reparo a quente é aplicado somente numa
região em torno do reparo, mas bem maior
que o conserto, e é aqui que os problemas
(e os erros) começam. A região aquecida
acaba por envelhecer e ressecar mais
que o restante da câmara, tornando-a
mais frágil.
Essas máquinas, quando novas, possuem
um termostato que liga e desliga a resistência e controla a temperatura para evitar
o superaquecimento, e uma lâmpada para
indicar, quando acesa, que está aquecendo. Só que o mais comum de encontrarmos
por aí é borracharias que não possuem
mais esse sensor ou sequer a lâmpada, e
o tempo de aquecimento e vulcanização
passa a ser aquele em que o borracheiro
se lembrar de desligar e retirar a câmara
da máquina. Às vezes, é tempo demais.
Em outras vezes, de menos. Em ambos, é
prejuízo na certa.
E nunca, jamais, em hipótese alguma, permita que seja feito o conserto utilizando-se
um pedaço de câmara velha.
Lançamento
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Pneus velhos ajudam em
projetos sustentáveis
Por: Eder Angelo Soares
Dirigível é a solução para
o caos logístico
Por: Valquemar Leandro
Porque não pensar mais longe e utilizar
para um bem maior como apagar incêndios
criminosos em locais de difícil acesso, já
que tem boa capacidade de carga?!
Sou Profº de ciências e matemática, e como
questão de lógica, o ruído excessivo que sai
do motor passa pelo solo onde se pisa no ônibus e vai direto aos ouvidos dos motoristas.
Isso poderia ser evitado se as montadoras
colocassem um grande sistema de proteção
acústico no solo do ônibus ou em volta do
motor. Lógico que isso tem custo, mas o que
adianta economizar se os motoristas sofrem
com esse ruído excessivo e sofrem o resto da
vida, além de tirarem licença? É mais prejuízo
para a empresa e seria muito mais barato
prevenir do que tratar o doente. As montadoras levam uma culpa alta pela incapacidade
de pensar em algo para poupar os motoristas e cadê o INMETRO para fiscalizar essas
carrocerias barulhentas ? Infelizmente, os
próprios motoristas não se incomodam com
isso. Para eles é mais vantagem tirar folgas
e ter a audição comprometida do que usar algum tipo de abafador, como a grande maioria
fala... incomoda, é pesado, anti estético, etc.
Você sabia que o Seguro de Cargas é obrigatório para o
transportador e para o dono de cargas?
Sim. Tenho o seguro. 44,9%
Não tenho e não pretendo fazer devido ao custo. 26,5%
Não sabia e pretendo fazer. 14,3%
Sim. Tenho o seguro. 14,3%
12
49.651
Downloads do
PDF da Revista
“70 me passar, passa 100 atrapalhar.”
Conecte-se Na Boléia
São estas ações que com certeza tornarão
nossas cidades mais limpas e organizadas. Parabéns pela iniciativa e espero que
muitas outras empresas pensem e atuem
como a Novacap. Existem móveis e outros
objetos que são feitos de pneus!! Grandes
iniciativas e que fazem a diferença.“Valor é
o que é preciso para levantar e falar, mas
também o que é necessário para sentar e
escutar.”
Leram a revista
online
Mais uma ação de um país atrasado e paternalista. Por que não propor uma lei que
tire de circulação veículos envolvidos em
acidentes graves? Por que não propor que
além do bafômetro medir teor alcoólico,
meça também o teor de drogas pesadas
que circulam nas estradas e os motoristas? Cachaça já era! Hoje o negócio é de
cocaína pra frente e quem anda na estrada
de verdade sabe disso.
Motoristas de ônibus sofrem
perda de audição
Por: Gilberto Jeronymo
46.102
Por: Alberto Felício
Pneu de caminhão explode e
borracheiro morre
Infelizmente a classe envolvida com o transporte deixa muito a desejar. Para quem trabalha na estrada é comum encontrar qualquer pessoa sem proficiência alguma em
postos de combustível com uma caixa de
ferramentas nas mãos, trocando lonas de
freio, fazendo revisões em cubos de rodas
e até os borracheiros, na maioria das vezes,
somente com um compressor, duas espátulas e uma marreta. Certa vez, vi escrito que
sempre haverá algo que se possa se feito
um pouco pior e vendido um pouco mais
barato, e as pessoas que levam em consideração somente o preço são as merecidas
vitimas. É lamentável.
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sxc.hu
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ROUBO
sxc.hu
LEGISLAÇÃO
Seguro para caminhões dispensa vistoria
O
Mutual RCF Vip Caminhão é um
seguro de responsabilidade civil
destinado aos proprietários de
veículos de transportes de cargas. Além
do preço competitivo, os diferenciais incluem a dispensa de vistoria prévia para
caminhões com até 20 anos de uso e a
emissão imediata da proposta. “A apólice
pode ser impressa na hora pelo corretor que tem acesso às condições gerais
e especiais do produto, através do site
da seguradora”, explica Claudia Zalaf,
superintendente da Mutual. O segurado
pode optar pelo pagamento em até dez
vezes no cartão de crédito ou à vista no boleto bancário. “A fim de tornar o produto
ainda mais competitivo, o limite de importância segurada para danos materiais e corporais é de R$ 500 mil para caminhões com até 6,9 toneladas”, conclui.
O Tribunal Regional do Trabalho de Brasília cassou a liminar que suspendia os
efeitos da resolução 417/12 do Contran,
que determinava a prorrogação do início
da fiscalização da lei do motorista. Antes
dessa decisão, o próprio Contran já havia
publicado outra resolução suspendendo
os efeitos da 417/12, o que significa que a
fiscalização do tempo de descanso previsto
na lei deve continuar. Nesse contexto, a 3ª
Vara Federal de Goiás concedeu liminar
determinando que, nas rodovias federais
daquele Estado, também haveria obrigação de cumprimento e fiscalização da lei.
Roubo e furto de
caminhões aumenta
34% em um ano
O número de roubo e furto de veículos no Brasil cresceu 19,27%, nos três primeiros meses
do ano, em comparação com igual período
de 2012. Os dados são de uma empresa de
rastreamento e monitoramento do País com
cobertura nacional e internacional, que realizou 1052 recuperações, entre janeiro e março de 2013. Nos últimos 12 meses, as ocorrências envolvendo “veículos leves” cresceram
15,71%. Já na categoria “pesados”, cresceu
34,04%, com 126 recuperações no período.
Um estudo do Instituto Brasileiro de
Planejamento Tributário revelou que, em
2012, o Brasil arrecadou R$ 26,91 bilhões
com o IPVA. Por possuir a maior frota
do País, com 23,18 milhões de veículos,
São Paulo foi o campeão na arrecadação,
responsável por mais de 11,3 bilhões.
IMPLEMENTOS
divulgação
Setor de implementos deve crescer
6,59% este ano
A Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir)
estima um crescimento de 6,59% nas
vendas nesse ano. Segundo a entidade,
alguns fatores influenciam para um melhor resultado em relação ao ano anterior.
O primeiro deles é o programa de financiamento de máquinas e equipamentos
do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), o Finame PSI, além da desoneração de 20%
da folha de pagamento das empresas.
“Pobre é como cachimbo: só leva fumo!”
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BOLÉIA NEWS
divulgação
divulgação
MONTADORAS
Ford apresenta o futuro
Cargo Extrapesado
A Ford preparou uma das maiores exibições de sua história na Agrishow, a principal feira do agronegócio brasileiro, de 29
de abril a 3 de maio, em Ribeirão Preto/
SP. Além da exposição e test-drive da
Nova Ranger, os caminhões Ford Cargo
foram grandes destaques da mostra deste
ano. O futuro Cargo Extrapesado pôde
ser visto no estande e, pela primeira vez,
os visitantes participaram de um test-drive
de caminhões e viram uma demonstração
VW Canavieiro: opção
para sucroalcooleiras
do veículo em operação de colheita. Na
pista de test-drive de caminhões, especialmente preparada, os visitantes puderam
dirigir os modelos Cargo 2629 e Cargo
2429, na configuração 6x4 e implementados com caçamba basculante. O percurso
com cerca de 1 km e piso de terra refletiu
condições normalmente encontradas na
atividade agrícola. Em uma área ao lado,
foi possível ver o Ford 2629 6x2 com basculante em uma demonstração de campo.
A MAN Latin America apresentou pela
primeira vez ao grande público, durante
a Agrishow 2013, seu caminhão vocacional VW Canavieiro. Disponíveis nas
versões VW Constellation 26.280 6x4,
31.280 6x4 e 31.330 6x4, os produtos
foram desenvolvidos para facilitar as diversas operações sucroalcooleiras, que
vão desde o transbordo de cana picada
na colheita ou de mudas no plantio, até
o combate a incêndios, como bombeiro.
PNEU
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Carreta em chamas
deixa um morto
Famílias invadem BRs em
busca de indenizações
Um acidente envolvendo uma carreta e
dois carros deixou um morto e interditou totalmente as pistas da rodovia Régis Bittencourt, em Itapecerica da Serra/SP, no dia 9
de maio. Segundo a concessionária, que
administra a via, a carreta colidiu com uma
pilastra e tombou, pegando fogo e provocando também um acidente entre dois veículos.
O barraco de madeira em que a irmã de
Cleiton Camargo, de 29 anos, morava na
Vila da Luz, região Nordeste de Belo Horizonte/MG, está sendo substituído por um
de tijolos. O imóvel fica na confluência do
Anel Rodoviário com a BR-381, na saída
para Vitória/ES, onde haverá desapropriações para duplicação da rodovia federal.
“20 buscar 100 demora 60: aqui e vamos embora.”
sxc.hu
divulgação
divulgação
ESTRADA
CUIDADO: reparo
provisório dos pneus
Qualquer dano sofrido pelo pneu deve
ser reparado imediatamente, sob o risco
de perder a carcaça – e ser obrigado a
comprar um pneu novo, muito mais caro
– se insistir em rodar de qualquer forma.
Sem contar o risco de um possível acidente com danos ainda maiores e piores.
BOLÉIA NEWS
PEÇAS E SERVIÇOS
ENTRETENIMENTO
Mercado de autopeças
espera crescer 3,7%
Estimativas do Sindicato Nacional da
Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) apontam
crescimentos nas vendas do setor de
autopeças, que podem chegar a R$ 91
bilhões, resultando em uma alta de 3,7%
na comparação com 2012. Segundo o
sindicato, os investimentos serão de U$
1,87 bilhão, 34,9% acima do ano anterior.
FEIRAS E EVENTOS
Confira as principais
feiras e eventos de 2013
Chute Virtual: Copa Bridgestone
Libertadores
Como patrocinadora da Copa Libertadores, a fabricante de pneus Bridgestone
inaugurou estandes nos principais shoppings das cidades que possuem times
representantes no campeonato. Nos estandes da Copa Bridgestone Libertadores, o público poderá conhecer a linha de produtos da marca, além de ganhar cartões promocionais e participar de atividades. Quem visitar o estande
poderá participar de ações como o “Chute Virtual”. O torcedor realiza uma cobrança de pênalti virtual e, acertando, é premiado com um brinde exclusivo.
“Este veículo é rastreado por Deus!”
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Comemoração
Não importa a dimensão da boleia, pois a
estrada é sua direção
Pelo retrovisor, suas histórias
ele eterniza
A
estrada :
seu
destino
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“Alegria de poste é estar num mato sem cachorro.”
O que dizer dos
profissionais que carregam
toneladas, diversos eixos
e que por muitas vezes
se deparam com trechos
esburacados, iluminação
precária, pouca
sinalização e falta de
segurança?
É na boleia do caminhão que ele vive histórias incríveis, que ele sente
saudade de casa, saudade esta que aperta o coração. Mas não tem problema
não, pois ele exerce sua profissão cortando as estradas do Brasil com muita
dedicação. Junho é um mês especial, parabéns caminhoneiro!
Por Bruna Scavacini e Clayton Santos
Números assustadores comprovam que,
além da culpa dos governantes pela péssima conservação das estradas, há também
a falta de atenção e preparo dos condutores em vários casos, seja por excesso
de velocidade para cumprir prazos, seja
por imprudências de ultrapassagem ou
mesmo falta de atenção de terceiros. Por
isso, as empresas têm investido bastante
nos treinamentos e orientações para seus
motoristas. Medida muito importante e que
ajuda a garantir a boa conduta de seus
profissionais.
A profissão de caminhoneiro está entre
as mais importantes e perigosas. Mais da
metade, cerca 60% da carga que é transportada no País, é feita pelo sistema rodoviário, e são esses os profissionais que
passam horas nas estradas e dias longe
de seus entes queridos. Além disso, são
os mesmos que garantem que os produtos
cheguem aos supermercados, os combustíveis aos postos, entre outras coisas que
são indispensáveis para a vida moderna.
Entretanto, com tantas dificuldades, eles
estão na boleia. Seja por necessidade,
por gosto, por profissão ou mesmo falta
de opção. Histórias? Eles têm de sobra.
Saudades? Indiscutível. Riscos? A todo
instante... Aventuras? Isso nem precisa
ser comentado, afinal, passar longos dias
numa cabine de um caminhão, percorrendo estradas por todo o País, não há aventura que possa ser deixada de lado.
Atualmente, muito se discute sobre a lei do
descanso, na qual o motorista passa a ter
1 hora e 30 minutos para cada jornada de
quatro horas, o que gerou um impasse, já
que muitos caminhoneiros não concordam
com a determinação. Outras medidas que
vêm sendo adotadas para cuidar desses
profissionais são as ações médicas, que
são realizadas nas rodovias com direito a
exames gratuitos e dicas de prevenção.
Há de se registrar também que as estradas,
em alguns lugares do País, são verdadeiros
obstáculos para qualquer motorista. O que
dizer do profissional que carrega toneladas,
diversos eixos e que por muitas vezes se
depara com trechos esburacados, iluminação precária, pouca sinalização e falta de
segurança?
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) colocam o Brasil na quarta posição, entre todos os outros países, em que
mais se morre no trânsito. Segundo a Polícia Federal, grande parte dos acidentes nas
rodovias envolve veículos de transporte de
carga em colisão com carros e motos.
Ao contrário do que muita gente pensa,
não basta pegar um caminhão, encher a
mala de coragem e sair pelas estradas
para ser um profissional do setor. Existe
todo um preparo, e cargas que só podem
ser transportadas por pessoas com qualificações especiais para o manejo devido
dentro das normas de segurança.
As máquinas, antes velhas e grandes vilãs da poluição, hoje cederam espaço para
caminhões modernos, com câmeras de
segurança, computador de bordo e estruturas confortáveis, visando melhorar a vida
deles que, tantas horas, passam dentro do
veículo. Outras ferramentas inteligentes
avisam o motorista quando o veículo que
está à sua frente na fila para carregar ou
descarregar, além de tecnologia que orienta o condutor sobre a aproximação do veículo da frente. É por estes e outros avanços que os nossos caminhoneiros podem
celebrar esta data tão especial.
Parabéns, caminhoneiros! Que suas malas continuem repletas de coragem, determinação, saudades, vontade e, claro,
muitas histórias.
Fotos: sxc.hu
J
unho é um mês de comemorações para
os profissionais do setor de transporte
modal rodoviário. Aliás, extraoficialmente, os caminhoneiros podem comemorar três vezes ao ano seu “dia”. Além de 30
de junho, data em que tradicionalmente é
celebrado o Dia do Caminhoneiro, existem
outras duas datas no calendário brasileiro
para festejar. São elas: 25 de julho, dia de
São Cristovão, patrono dos motoristas, e o
dia 16 de setembro, Dia Nacional do Caminhoneiro, data instituída pelo presidente
da República, José Alencar, em 2009.
Seguro
Notícias
Governo faz interferência
difícil, porém, positiva para o setor
por Vitor Marques
[email protected]
Hoje, grande parte das seguradoras e dos transportadores
ainda não está preparada para enviar e receber estas averbações de forma simples e eletrônica
sxc.hu
sxc.hu
C
18
18
omo já citei em matéria na edição nº
107, da Revista Estrada Na Boleia,
o Seguro de Transporte de Carga é
obrigatório desde o Decreto-lei 73 de 21 de
novembro de 1966, e o seguro obrigatório
para o transportador rodoviário é o RCTRC – Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga. Mas como
o Governo brasileiro nunca criou um meio
de fiscalizar o cumprimento da obrigação
e também de divulgar a obrigatoriedade,
transportadores acabavam por não cumprir por opção ou por desconhecimento.
do esta averbação eletrônica diariamente
para seus segurados.
Além disso, sempre foi obrigatória também
a averbação (informação à seguradora) de
100% dos embarques realizados. Ou seja,
mesmo se o cliente da transportadora disser que não precisa ou não quer o seguro,
o transportador não estará desobrigado da
contratação, e terá de arcar com o custo do
seguro sobre tudo o que transportar.
Com esse tipo de controle, e consequente
redução de fraudes, será possível, no médio ou longo prazos, a redução do custo
do seguro, já que as seguradoras, que são
muito competitivas entre si, terão maior receita e/ou menor despesas com pagamentos de prejuízos indevidos e conseguirão
praticar descontos maiores.
E foi por esta regra que o Governo, 6 de dezembro de 2012, através da entidade que
regula os seguros no País, a Susep - Superintendência de Seguros Privados, começou a mudar a rotina de controle do que
é informado pelos transportadores para as
seguradoras, pois por meio da Circular 247
proibiu qualquer forma de averbação que
não seja realizada diária e obrigatoriamente antes do início do embarque.
Em notícia recente divulgada pela Susep, a
entidade afirma que está em tratativas com
a ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres para controlar também a
obediência à contratação do seguro através da implementação do conhecimento
de transportes eletrônico.
Hoje, grande parte das seguradoras e dos
transportadores ainda não está preparada
para enviar e receber estas averbações
de forma simples e eletrônica. E isso está
causando certa preocupação do lado segurador, principalmente porque a Susep
começará a fiscalizar e a multar as seguradoras que ainda não tenham implanta-
“Velocidade controlada pelos buracos da estrada.”
Tal ação visa reduzir a quantidade de fraudes do setor, já que existiam muitos prejuízos pagos indevidamente às transportadoras que não averbavam 100% de suas
cargas ou 100% dos valores embarcados.
E não existe sequer uma estatística que
nos mostre o tamanho real desta fraude,
pois não há dados para comparação do
valor realmente embarcado com o realmente averbado.
Ou seja, para os transportadores rodoviários que ainda desconhecem suas obrigações legais em relação ao seguro insistem
em não contratá-lo, mesmo quando são
demandados por seus clientes, ou não
averbam 100% de seus embarques, a vida
vai ficar um pouco mais cara num futuro
próximo. Já para os demais, cumpridores
de suas obrigações, o remédio que pareceu amargo no início poderá ter um gosto
bem melhor do que o esperado.
Telemática Brasil &
América Latina 2013
Evento reúne principais líderes da indústria automotiva e interessados no setor para discutir questões referentes ao mercado crescente
da telemática na América Latina
Por Bruna Scavacini e Clayton Santos
C
om a implementação iminente da
Contran 245, o Brasil está se preparando para se tornar o maior
mercado do mundo a inserir os serviços
de telemática.
Assim, em 2013, as empresas com estratégias inovadoras e bons contatos começarão a dominar a indústria de Telemática.
Com os problemas da legislação ocorrendo, o evento LATAM ainda continua confiante em avançar. A tendência de crescimento na produção de veículos no Brasil
desde 2012 até 2019, segundo a CAGR
(Taxa Composta de Crescimento Anual), é
de 6,8%, o que torna o Brasil o 7º maior
mercado de veículos no mundo. Isso irá
compor o tão esperado aumento de negócios na região da indústria de infotainment
(entretenimento informativo), que estará
construindo um patrimônio líquido equivalente a $1,95 bilhões até 2019 (strategy Analytics). Para alcançar o sucesso, a
indústria de Telemática irá encarar vários
desafios que precisam serem superados.
E tem mais, com o aumento do número de
roubo de carros e acidentes nas ruas, a
indústria estará enfrentando uma grande
pressão para fornecer serviços que ajudarão a salvar vidas e a recuperar bilhões de
reais em automóveis e cargas roubadas.
Será fundamental que as companhias
avaliem o sucesso e as falhas das primeiras execuções de telemática, e também
que adotem as importantes inovações
desse amplo sistema de conexão, para
assim criarem um pacote de serviços de
telemática indispensável para combater
os problemas.
A feira
Acontece, no dias 11 e 12 de setembro
de 2013, no Hotel Trivoli, em São Paulo,
o fórum Telematics Brasil & LATAM 2013.
O evento apresentará as principais discussões a respeito da telemática no mercado.
Participam do fórum empresas pioneiras
neste mercado, como as montadoras Volvo, Scania e Ford, representadas por seus
executivos que farão palestras.
Com o tema: “Use dados para desenvolver soluções sob medida como serviços
de valor acrescentados às estratégias telemática”, os dois dias de evento serão divididos em tópicos que abordarão assuntos como vanguardias focados, tais como
serviços de valor agregado, dados telemáticos, CRM (Gestão de Relacionamento com Cliente), infortaiment, legislação
na jornada do motorista e serviços de conectividade via satélite. Incluindo também
estudos de casos da Zurique, da Volvo e
da Daimler. Confira os temas centrais:
A hora é agora para a resolução 245:
Entenda como aproveitar a Contran 245
para preparar um portfólio de produtos que
engloba rastreamento avançado, seguro
inteligente e infotainment (informação e entretenimento) e que capitaliza sobre essa
legislação em mudança.
O celular e o carro sincronizado: A Ford
anuncia o lançamento do “SYNC” (Sincronização) no Brasil. Explore de que forma o
aparelho celular pode reforçar a conectividade em veículos e emendar a introdução
contínua de conteúdos pessoais através
de uma plataforma automotiva flexível.
Um clima profissional na frota telemática: Aproveite a telemetria do veículo, tais
como odómetro e os dados de comportamento do motorista para prestar serviços
essenciais alinhados às suas prioridades
operacionais e as necessidades únicas do
business do gerenciador de frotas.
Plataformas abertas de telemática para
a ideia de APPS (Aplicativos): Explore
os parâmetros que suportam as plataformas horizontais, cobrindo Java, Restful e
HTML5 para a entrada racionalizada de
aplicativos no ambiente automotivo.
A proposição do crescimento de seguradora telemática: Aprenda como integrar a telemática dentro do programa de
seguro e de gerenciamento de risco, para
criar um pacote de serviços de valor agregado para o consumidor.
Além dos executivos das empresas, especialistas também estarão como oradores,
bem como palestrantes que abordarão temas de negócios focados nesta, que é a
maior conferência realizada no setor.
Artigo
Inauguração
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A ideia de ter novas lojas
é uma prática da direção.
Inauguramos
desde 2008,
uma nova loja
por ano
Fotos: arquivo
20
Por Bruna Scavacini
H
á 24 anos no mercado de reposição
de peças para caminhões, no início
atuação voltada às linhas FNM e Fiat
e devido ao aumento da demanda passou
a comercializar peças para as linhas de caminhões Iveco, Vans Renault Master e Fiat
Ducato, a Becap Autopeças é uma referência no segmento de distribuição de peças.
Becap em Contagem - MG
O planejamento para essa quinta filial começou no início do ano passado, concretizando-se no dia 7 de janeiro de 2013.
“Estudamos muito a cidade e a região de
Contagem. Mesmo já tendo uma filial em
Uberlândia/MG, identificamos a necessidade de uma filial mais para o centro-norte do
Estado objetivando agilizar o atendimento
na região de Belo Horizonte, principalmente
por sua localização próximo a um grande
número de frotistas, além de conhecermos
estatisticamente a demanda regional expressa pelo atendimento originado por sua
Matriz, em São Paulo, para a região”, afirma José Roberto Lucas, coordenador de
negócios da empresa.
Em pouco mais de quatro meses, a filial de
Contagem conta com uma equipe especializada e fornecedores qualificados com
renome no mercado de reposição automotiva, com projeção de crescimento, amplo
estoque para melhor atender aos clientes
da região, sendo 80% para pronta entrega.
“Se não tivermos a mercadoria na pratelei-
“Malandro é o sapo que bota a mulher para morar no brejo.”
ra, em até 24 horas ela já estará disponível
ao cliente”, afirma Lucas.
A capacidade de atendimento está baseada
no estoque em sua matriz com mais de 22
mil itens, com peças de mecânica, latarias
até acessórios de acabamento.
Prezar pela qualidade e bom atendimento
têm sido o diferencial para esse sucesso,
afirma Michel Palmieri, “trabalhamos com
itens dos mais variados, porém, priorizamos
o conceito de mercadorias de qualidade e
com parcerias com renomados fornecedores do seguimento automotivo”.
Pontos de Venda
De acordo com Lucas, a ideia de ter novas
lojas é uma prática para melhor atender aos
clientes e consumidores para reposição de
peças de acordo com suas necessidades.
Com visão no futuro, a Becap está atenta à
novas oportunidades de negócios nas demais regiões , porém, a conclusão depende
de diversos fatores como: demanda regional; lançamentos das marcas que trabalhamos, principalmente da linha de caminhões
que representa 90% de volume negociado.
escolha de sua nova sede, porém, a conclusão depende de diversos fatores como:
o que o mercado está pedindo; local com
demanda considerável; e os lançamentos
das marcas que trabalham, principalmente,
da linha de caminhões, já que 90% de seu
público é desse segmento.
Curtas
Curiosidades dos automóveis
sxc.hu
O primeiro caminhão
Você sabia que o primeiro caminhão da
história surgiu em 1896? Seus inventores foram os alemães Gottlieb Daimler e
Wilhelm Maybach e ele tinha apenas 10
cv (cavalo-vapor) e rodava a apenas 12
km/h. Já o primeiro pesado totalmente fabricado no Brasil, em 1929, foi idealizado
pelos engenheiros mecânicos da Prestes
& Cia. Tinha toda a matéria-prima produzida no País. Seu principal construtor foi
o Dr. José Augusto Prestes.
sxc.hu
A primeira lei de trânsito do mundo
Surgiu no século 19, em 1836, na Inglaterra, a chamada Lei da Bandeira Vermelha. Leva este nome porque, na época, foi
decretado que todo automóvel precisava
ter um homem com uma bandeira vermelha para alertar os pedestres, orientando
qual direção tomaria o condutor do automóvel. Ficou estabelecido também que
nenhum veículo poderia exceder a velocidade de 10 km/h e nem andar próximo
a pedestres e outros veículos.
sxc.hu
Quando surgiram os postos de gasolina?
O primeiro posto de gasolina surgiu em
1907 em St. Louis/EUA. Era um galpão
de zinco que tinha duas bombas instaladas em uma estrutura de pedestais por
onde a gasolina descia devido à gravidade. Seu nome era Automobile Gasoline
Company. A Texaco foi quem instalou
os primeiros postos no Brasil, em 1915,
quando aumentou a quantidade de automóveis, mas empresas como a Esso e a
Shell já distribuíam combustíveis.
sxc.hu
Remédio e gasolina na prateleira...
Até o início do século 20 não havia postos de gasolina, e um dos lugares em
que se encontrava o combustível para
comprar eram as farmácias. Além delas,
lojas de bicicletas, estalagens e até armazéns de secos e molhados vendiam
combustível. Os proprietários dos veículos tinham de comprar tambores e deixar
a gasolina armazenada, depois passando para recipientes menores. Para abastecer o automóvel era utilizado um funil.
“Eu sou imortal, pois não tenho onde cair morto.”
21
Curtas
Categorias do Automobilismo
O início da Fórmula 1
Arquivo
A primeira corrida de F1 foi disputada no
circuito de Silverstone, na Inglaterra, no
ano de 1950. Quem venceu a prova foi o
piloto italiano Nino Farina, que conduzia
um Alfa Romeu. Farina superou os outros 20 carros do grid, que era composto
por cinco equipes: Ferrari, Maserati, Talbold e ERA, além da própria Alfa Romeu.
Ele se tornou, no mesmo ano, o primeiro
campeão do mundial de pilotos, vencendo três das seis provas disputadas.
A Indy teve início em 1900, quando um
grupo de empresários do Estado de Indiana/EUA construiu o lendário circuito
de Indianápolis, usado no início apenas
para testes da indústria automotiva. A
primeira corrida da categoria foi realizada
em 1911, em uma das mais famosas corridas do automobilismo mundial, as 500
Milhas de Indianápolis. A prova foi vencida pelo piloto Ray Harroun, o mesmo
que inventou o retrovisor.
Arquivo
A Fórmula Indy já existia no mundo
Batizada em 1987 como I Copa Brasil de
Caminhões, a categoria teve, em sua prova teste, uma fatalidade em Cascavel/PR
com a morte de um dos pilotos. Depois de
novas provas de exibição em São Paulo, no Rio Grande do Sul e em Goiás, foi
regulamentado pela Confederação Brasileira de Automobilismo o primeiro campeonato da categoria, em 1996. A primeira corrida foi no autódromo de Guaporé/
RS e contou com 13 caminhões.
Arquivo
Origem da F-Truck
A primeira prova da Stock Car Brasil
aconteceu no ano de 1979 no autódromo
de Tárumã/RS, e o vencedor foi Affonso
Giaffone. Todos os carros eram do modelo Opala, equipados com motor de seis
cilindros. Na época, o piloto Ingo Hoffmann estava retornando ao País depois
de uma passagem na F-1, e se tornou,
ao final dos anos 1980, o principal nome
da categoria. Ingo tem 12 títulos da categoria em 30 temporadas que disputou.
22
“Eu sou U1000 D.”
Arquivo
Stock Car Brasil
História das copas
Bicampeonato de 1962
Arquivo
Atuais campeões, o Brasil chegou ao
Chile para a disputa da Copa do Mundo
de 1962 como favorito. Logo na segunda partida da primeira fase, o Brasil perdeu o jogador Pelé por contusão, mas o
gênio das pernas tortas, Garrincha, foi
decisivo durante as partidas do torneio
e a seleção brasileira chegou ao bicampeonato batendo a Tchecoslováquia na
grande final por 3 a 1. Os gols brasileiros
foram de Amarildo, Zito e Vavá.
Brasil, tri no México
Arquivo
A Copa do Mundo do México, em 1970,
marcou o tricampeonato da nossa seleção, e de forma invicta. O técnico Zagallo,
campeão como jogador em 58 e 62, conduziu a equipe ao triunfo. Além de Pelé,
aquele time contava com Jairzinho, que
ganhou o apelido de “furacão da copa”, e
a patada atômica de Rivelino. Na final, a
seleção venceu a Itália por 4 a 1. Os gols
foram de Pelé, Gerson, Jairzinho e Carlos
Alberto Torres.
Divulgação
É tetra...é tetra....!
Em 1994, nos Estados Unidos, a seleção de Parreira contra a Holanda na
semifinal contou com a grande atuação
de Romário, o “embalo” de Bebeto e um
memorável chute de Branco para selar a
ida para mais uma grande final. Diante
da Itália novamente, o placar não saiu
do zero a zero no tempo normal. Nos
pênaltis, o goleiro Tafarel brilhou; Baggio
isolou a ultima cobrança dos italianos, e
o Brasil se tornara tetracampeão.
pt-wikipédia.org
A Copa do “Fenômeno”
Em 2002, a seleção brasileira levou para
a Copa do Japão e Coreia um Ronaldo
desacreditado devido às lesões e o episódio antes da final da Copa da França, em
1998, quando sofreu convulsões antes da
derrota do Brasil na final. No torneio, brilhou a estrela do Fenômeno em parceria
com Rivaldo. Marcos segurou tudo no gol
e, com isso, o Brasil venceu a Alemanha
em uma final de arrepiar. Placar de 2 a 0,
com os dois gols do Fenômeno.
“Te levo mo coração para amenizar minha solidão.”
23
Curtas
Pula fogueira iaiá....Pula fogueira ioiô...
Festas Juninas
pt-wikipédia.org
Historiadores afirmam que a tradição das
festas juninas, ou festas de São João, foi
trazida ao Brasil pelos portugueses durante o período colonial, pois lá as festas
são conhecidas pelos nomes dos santos.
As festividades começam no dia 12 de
junho e trazem uma série de manifestações culturais, como as danças de quadrilha, balões e comidas típicas, além das
tradicionais fogueiras. Seu término é no
dia 29 do mesmo mês.
Maior festa de São João do mundo
Arquivo
A festa junina de Campina Grande/PB
recebeu o título de “Maior Festa Junina
do Mundo”. Todos os anos participam do
evento cerca de dois milhões de visitantes, que acompanham inúmeras apresentações de artistas em vários palcos
espalhados. Além disso, têm a tradicional
fogueira, o trem animado e a cavalgada,
que é realizada em homenagem ao santo. O evento, que dura o mês inteiro, completa 30 anos em 2013.
Diz à lenda que Pai Francisco matou o
boi de estimação de seu Senhor para
satisfazer a vontade de sua esposa, Catarina, que estava grávida e com desejo
de comer língua de boi. Ao descobrir o
que aconteceu, o Senhor furioso obrigou
o escravo Francisco a trazer seu boi de
volta. Com um milagre, ele ressuscitou o
animal. Contente, o Senhor ordenou que
uma festa fosse realizada para comemorar, e todos participaram.
pt-wikipédia.org
Como surgiu o Bumba-Meu-Boi
A festa junina de São Luís/MA acontece
todos os anos no centro histórico da cidade e é conhecida como Festa do Bumba-Meu-Boi, tradicional representação de
danças de origens africana e indígena.
Mais de 100 grupos se apresentam com
o enredo da lenda, e utilizam diversas
roupas, enfeites e instrumentos musicais,
principalmente os tambores, além de coreografias inusitadas em uma manifestação típica do folclore brasileiro.
24
“Se ferradura trouxesse sorte, o cavalo não puxava carroça”.
Arquivo
Festa do Bumba-Meu-Boi
Origem das comidas típicas
Estourando pipoca
Sxc.hu
Ninguém sabe ao certo qual a origem da
pipoca, mas historiadores afirmam que os
primeiros europeus a chegarem ao continente norte-americano já relatavam que
os índios estouravam os grãos de milho
com o auxílio do fogo e se alimentavam
dela. Relatos históricos dizem que os índios colocavam os grãos para estourar
em panelas feitas de barro e areia quente. Curioso é que eles também usavam
a pipoca como enfeite para os cabelos.
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Pra “guentar o frir”... Quentão
Tudo indica que a bebida conhecida
como Quentão surgiu no interior de São
Paulo, embora cidades interioranas de
Minas também surjam como possíveis
locais de origem. O fato é que a população rural passou a misturar aguardente, gengibre, outras especiarias e água,
tudo isso fervido nos caldeirões que iam
à fogueira. Isso era feito para espantar o
frio do inverno, que é comum na época
do ano em que se celebra a festa junina.
Bolo de Milho
Sxc.hu
O bolo de milho é de origem indígena,
mas não só no Brasil, e sim em toda
América. O Mbojape, como se fala em
Tupi-Guarani, era um alimento tradicional servido nas cerimônias de batismo
das crianças e acompanhava mel silvestre. Diz a lenda que os guerreiros guaranis receberam a visita de um grande
espírito que lhes passou a receita para
que o alimento fosse servido às famílias
durante este importante ritual.
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Pé de Moleque
O doce surgiu por volta do século 16
com a chegada da cana de açúcar à
capitania de São Vicente/SP. O doce de
amendoim e açúcar teria ganho esse
nome de uma forma curiosa. As baianas
tradicionais, vestidas a caráter, vendiam
a iguaria, e os meninos que passavam
tomavam seu produto e saiam correndo,
na mais pura molecagem. Elas gritavam
“pede moleque”, alertando de que não
precisavam roubar, mas só pedir o doce.
“Visitas sempre dão prazer. Ou na chegada ou na saída.”
25
Entretenimento
o Ji
H
g
Yon
Q
uem disse que durante os 600
anos para a decomposição
dos pneus não é possível criar
formas, artes, estátuas ou tantas
outras coisas úteis para um bem da
natureza?
O artista coreano Yong Ho Ji acreditou que a sua parcela de contribuição
poderia ser com algumas esculturas
de pneus velhos. O artista criou animais híbridos, humanoides e simples
animais a partir de pneus que seriam
descartados na natureza e outros
elementos.
As esculturas são feitas com retalhos
de pneus colados, utilizando-se uma
resina sintética sobre uma estrutura
de ferro, madeira e espuma, como
uma espécie de chassi de carro.
http://sintesefeminina.blogspot.com.br/2013/01/
esculturas-com-pneus-velhos-feitas-por.html
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“A saudade é a memória do coração.”
Entretenimento
ro
Mik
in
d
Flo
O
utro artista que também encontrou sua maneira de contribuir
contra o descarte irresponsável de pneus foi o escultor alemão
Mikro Flodin. Mikro surpreendeu o
mundo com sua exposição de obras
feitas com pneus que seriam descartados e tornou-se famoso por seus
trabalhos com materiais reciclados.
Fonte:http://www.absolutearts.com/portfolios/
a
d
a
i
P
Mão onde não devia
J
á era tarde quando o namorado levou
sua namorada para casa. Chegando
ao portão, ele apoiou a mão calmamente sobre o muro e disse com aquela
voz bem melosa:
“- Amor, por que não aproveitamos que
todos na sua casa já estão dormindo e
que a rua está toda escura para fazer bem
rapidinho?”
Ela, indignada, disse:
“ - Respeita-me. Eu jamais faria isso na
rua, e ainda mais em frente à minha casa.
Já pensou se meu pai acorda e nos pega
no flagra?”
Antes que o namorado pudesse argumentar algo para convencer a moça, os dois
olharam para trás e viram a irmã sair com
cara de sono e dizer:
Assustada ela esbravejou:
“- Você ficou maluco? Aqui na frente da
minha casa, nem pensar.”
“- Mas meu amor, ninguém vai nos ver, vamos rapidinho, vai.”
“- Papai disse para você resolver logo se vai
fazer besteira na rua ou entrar para dormir,
porque ninguém está conseguindo dormir
nessa casa. Por favor, mande seu namorado tirar a mão do interfone, pois estamos
escutando tudo o que vocês dizem.”
“Precisa-se de doméstica que entenda de caminhão.”
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