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[empregos - 8] est_supl2/empregos/páginas

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[empregos - 8] est_supl2/empregos/páginas
4 Empregos
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O ESTADO DE S. PAULO
DOMINGO, 6 DE JULHO DE 2014
Alto Escalão
McAfee traz Marcia Nakahara
A McAfee anuncia Marcia Nakahara como diretora-presidente no Brasil. Ela veio da Symantec para o lugar de Timothy
Hankins, que retorna aos EUA.
CP+. Para CEO, a CP+, do
Grupo Suzano, chamou José
Ricardo Roriz, que é presidente da Brasil Supply e Abiplast.
Motorola. Motorola Solutions
Scania. O novo diretor-geral
da operação comercial da Scania no Brasil é Mathias Carlbaum, que comandava mesmo
posto na unidade ibérica.
Infor. A Infor faz de Fernando
Corbi líder de vendas para a
América Latina, cumulativamente a diretor de parceria.
anuncia novo vice-presidente
e gerente-geral de América Latina e Caribe, Mike deVente.
Banco Pine. Foi apresentada
renúncia pela diretora vicepresidente do Banco Pine Harumi Susana Ueta Waldeck,
cuja função de Relações com
Investidores passa para Nor-
berto Zaiet Junior.
Recursos Humanos.
Magnesita. No lugar de José
Roberto Beraldo como diretor
financeiro da Magnesita foi
eleito Maxim Medvedovsky.
Catho. Para substituir Claus
Vieira, o novo CEO da Catho é
Eduardo Thuler, antes diretor
de Estratégia e Produtos.
MicroStrategy. De gerente de
pré-vendas Brasil da MicroStrategy, o executivo Tiago Sanchez passa a diretor da área na
América Latina.
Cargill-Nutron. Cidinei Miot-
to será diretor geral da Cargill
Alimentos em Portugal. E para
a recém criada direção comercial de monogástricos no Brasil irá Marcos Nicoluzzi.
Accesstage. Promoção na Ac-
Panalpina. Karsten Breum
cesstage: Pedro Henrique Arruda, diretor-adjunto. Ele está
na empresa desde 2002.
(ex-Damco) ingressa na Panalpina como vice-presidente de
F-Secure. Vinda da Stratasys,
Lidiane Rocha está na F-Secure como gerente sênior de marketing para América Latina.
Itaú BBA. A corretora Itaú
BBA Securities anuncia no time de Credit Research LatAm
Soummo Mukherjee, vindo da
Moody's.
Crowe Horwath. Para CFO, a
firma de auditoria e consultoria Crowe Horwath São Paulo
contratou Ricardo Rabinovich
(ex-EY, Dissei e Multilaser).
Osram. Rafael Biagioni está na
gerência de Projetos & Soluções da Osram no lugar de Sergio Costa, agora gerente nacional do canal Retail.
Vikstar. Ricardo Araújo (exTelefônica, BGH e Atento)
chega à Vikstar como diretor
comercial.
Taterka. A Taterka ampliou
sua diretoria com a contratação de Gisele Pansera e Pedro
Venturini, além da promoção
dos executivos Mariana Magalhães, Antônio Rodrigues e Clara Corrales.
Fique por dentro
PARA MAIS INFORMAÇÕES, ACESSE O
SITE WWW.AE.COM.BR. COLABORAÇÕES
PODEM SER ENVIADAS PARA
[email protected]
CONVERSA COM O CEO
Marcos Scaldelai, presidente da Bombril
‘Sou uma pessoa fiel buscando resultados’
Executivo ajudou a reformular imagem de famosa companhia brasileira e espera continuar a contribuir por meio de novos talentos
ROBSON FERNANDES/ESTADÃO
Victória Mantoan
ESPECIAL PARA O ESTADO
Com experiência em pesquisa
de mercado e encarregado de
reformular a imagem da Bombril, Marcos Scaldelai entrou
na empresa como diretor de
marketing. E, em dezembro do
ano passado, com apenas 36
anos, passou a ocupar a presidência da companhia. Para alcançar um dos mais altos postos de uma tradicional marca
brasileira, Scaldelai contou
com pessoas que acreditaram
em seu trabalho e na sua dedicação e esforço para levantar
ideias novas e diferentes.
“Sempre na minha vida profissional, nas empresas em que
trabalhei, desejei ser ‘o cara’,
usando toda a minha humildade e meus conhecimentos”. A
seguir, trechos da entrevista.
● Quais são os principais desafios que você deve enfrentar na
carreira nesse momento?
Nesse ano já estava previsto
que faríamos uma mudança estratégica. Vamos continuar nesse caminho, mas com uma mensagem diferente na qual estamos trabalhando. Só que para
esse ano, se a gente fosse colocar um conceito diferente no
ar, ia ser muito complicado pelo fato de ter Copa e Eleição.
Então, deixamos a mudança estratégia para 2015.
● Quais elementos de sua história contribuíram para você chegar aonde chegou?
● Quando estava cursando
propaganda e marketing, você
esperava ser CEO de uma
das maiores marcas do Brasil?
Eu não esperava e, na verdade,
quando decidi fazer faculdade
de propaganda e marketing,
não entendia muito bem o que
significava. Quando realmente
decidi e fui entender um pouco mais sobre o que era o curso, não pensava pelo lado de
marketing, e sim pelo lado de
agência, de propaganda. Estudar propaganda e marketing,
me fez entender o que era marketing e sua relação com a parte financeira. Percebi que era
uma área de negócios e me
apaixonei. Então, decidi que esse era o mercado no qual eu
queria trabalhar. Mas ainda tinha muitos pontos a serem
descobertos, antes de entender que um dia eu poderia ser
presidente de uma empresa.
● Quais as dificuldades que enfrentou ao assumir um cargo de
liderança sendo tão novo?
Eu não vejo dificuldade específica porque nunca pulei nenhuma etapa. Fui cargo a cargo.
Então, tenho muita clareza de
como visualizar o impacto de
cada área dentro do todo. Acabei fazendo gestão de negócios
na USP, que me ajudou bastante a ter essa visão, na época de
meu MBA. Na verdade, por ser
defensor de uma estratégia
mãe, através de marketing,
sempre tive a oportunidade de
estar muito próximo a todas as
áreas.
● Antes da Bombril, você passou
pelo Instituto de Pesquisa de
Mercado Nielsen. Trabalhar com
jovem olhasse a Bombril de
maneira diferente e conseguisse se desvincular da ideia de
que a Bombril é empresa de
um só produto. A mensagem ficou muito clara: por que não o
homem participar desse processo de limpeza?
pesquisa de mercado te ajudou a
entender o que o consumidor espera de um produto?
● O que você aprendeu e hoje
aplica na Bombril? Teria um
exemplo prático?
A Nielsen foi minha melhor experiência e ajudou a definir claramente meu passo seguinte
na carreira. Recomendo aos estudantes de marketing que busquem trabalhar em uma empresa de pesquisa como a Nielsen. Esse ambiente ajuda a
abrir a cabeça e a entender as
diferenças de mercados, de
produtos e de como criar estratégias para conseguir vencer o
dia a dia, enxergando corretamente a informação.
A dinâmica de um produto é regional. Não se pode tomar
uma decisão nacional em um
País da nossa dimensão e
achar que isso vai funcionar regionalmente da mesma forma.
Cada região tem seus concorrentes, cada região tem uma
forma de atuação diferente até
das multinacionais. A estratégia tem de ser nacional, mas o
repasse dela regionalmente deve ser diferente.
● Como foi a sua entrada
nesta organização?
● Conselho
“Eu sempre falo para todos
os meus funcionários: sejam
sempre ‘o cara’. O cara é
aquele profissional que
pensa diferente, pensa fora
da caixa. É aquele que não
está ali somente para fazer
o trabalho normal para
o qual ele foi contratado ”
A minha história foi muito engraçada porque tinha uma vaga para ser diretor de marketing, mas a Bombril já tinha decidido quem ia ocupar. De repente recebi o telefonema de
uma headhunter porque o dono da empresa tinha me visto
em uma matéria de revista,
que me colocava muito a favor
de inovação, expandindo categorias de produtos na outra
empresa em que trabalhava.
Ele viu e mandou me chamar,
mesmo já tendo escolhido a
pessoa que ia ocupar a vaga.
Fui conversar com ele, já era
quase Natal e ele me adorou e
resolveu me contratar. Após
duas semanas estava começando a trabalhar dentro do que
ele me pedia.
● Como foram enfrentados os
desafios que estavam colocados?
A gente deu uma grande virada
quando entrei, em 2010. Foi o
momento em que a classe média estava crescendo muito e,
ao mesmo tempo, a Bombril
não estava conversando com
essa classe. Nós criamos uma
estratégia vencedora que é a
Bombril e os produtos que evoluíram com as mulheres. Ou seja, nós levantamos a bandeira
em busca da valorização da mulher. Mostramos que a Bombril ajudou trazendo inova-
ções e mais praticidade para o
dia a dia. Mas faltava uma linguagem diferente, que nós colocamos chamando o homem
para o processo de limpeza. Já
que a mulher foi para o mercado de trabalho, nada mais justo do que em casa as tarefas
fossem divididas. Foi quando
o mercado enxergou a Bombril
entrando nesse processo de rejuvenescimento. Essa foi a
grande missão: como pegar
uma marca reconhecida pelo
público mais velho e fazer com
que essa classe média, movimentada pelas mulheres mais
jovens, entendesse a Bombril
dentro desse escopo.
● Foi nesse contexto que surgiu
a ideia de colocar mulheres como protagonistas das propagandas da Bombril?
Exatamente. Aquele momento, em que eu decidi, junto
com a diretoria que apostou
na minha ideia, afastar o garoto Bombril, para que o público
Sempre tive pessoas que olharam por mim, que me enxergaram como um talento e me deram a oportunidade de demonstrar que sou uma pessoa
de total fidelidade em busca
de resultados. Agora, me sinto
na obrigação de também olhar
tudo o que acontece ao meu redor para buscar talentos o tempo inteiro. Sou um profissional que tem um peso emocional
de gestão muito grande. Acho
que a emoção gera cada vez
mais amor naquilo que você está fazendo. Costumo falar para
todos os meus funcionários: sejam sempre o cara. O cara é
aquele que pensa diferente,
pensa fora da caixa e não está
ali só para fazer o trabalho normal, para o qual ele foi contratado. Na minha vida profissional, sempre, em qualquer empresa que eu trabalhei, quis ser
o cara, usando toda a minha
humildade e conhecimento.
● Você já chegou à presidência
de uma grande empresa. Quais
suas metas para o futuro?
Eu amo o que faço. Tenho
uma importante vida aqui dentro dessa empresa. Quero sim
ser reconhecido como um
grande gestor, aquele que faz a
diferença. Vou continuar buscando estar a frente de grandes empresas, mas tenho muito tempo ainda aqui, tenho
muito o que ajudar. Vislumbro
estar frente a outras empresas
bem mais para frente, com outra idade. Quero ser uma referência no País, como um profissional que gera mudanças nos
resultados das empresas.
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