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avaliação do corredor bucal em pacientes tratados com e sem
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE
MESTRADO EM ODONTOLOGIA
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: ORTODONTIA
MAURICIO YUITI SAKURAI
AVALIAÇÃO DO CORREDOR BUCAL EM PACIENTES
TRATADOS COM E SEM EXTRAÇÕES DENTÁRIAS
Londrina
2012
MAURICIO YUITI SAKURAI
AVALIAÇÃO DO CORREDOR BUCAL EM PACIENTES
TRATADOS COM E SEM EXTRAÇÕES DENTÁRIAS
Dissertação
de
Mestrado
apresentada
à
Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), como
requisito parcial para a obtenção do título de Mestre
em Odontologia, Área de Concentração Ortodontia.
Orientador: Prof. Dr. Renato Rodrigues de Almeida
Londrina
2012
AUTORIZO A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE TRABALHO, POR
QUALQUER MEIO CONVENCIONAL OU ELETRÔNICO, PARA FINS DE
ESTUDO E PESQUISA, DESDE QUE CITADA A FONTE.
Dados Internacionais de catalogação-na-publicação
Universidade Norte do Paraná
Biblioteca Central
Setor de Tratamento da Informação
S152a
Sakurai, Mauricio Yuiti.
Avaliação do corredor bucal em pacientes tratados com e sem
extrações dentárias / Mauricio Yuiti Sakurai. Londrina: [s.n], 2012.
x; 44.p.
Dissertação (Mestrado). Odontologia. Ortodontia. Universidade Norte
do Paraná.
Orientador: Prof. Dr. Renato Rodrigues de Almeida
1- Odontologia - dissertação de mestrado - UNOPAR
2Ortodontia 3- Sorriso 4- Corredor bucal I- Almeida, Renato
Rodrigues de, orient. II- Universidade Norte do Paraná.
CDU 616.314-089.23
MAURICIO YUITI SAKURAI
AVALIAÇÃO DO CORREDOR BUCAL EM PACIENTES
TRATADOS COM E SEM EXTRAÇÕES DENTÁRIAS
Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade Norte do Paraná (UNOPAR),
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, como requisito parcial para a obtenção
do título de Mestre em Odontologia, Área de Concentração Ortodontia, com nota
final igual a ______________, conferida pela Banca Examinadora formada pelos
professores:
____________________________________________
Orientador: Prof. Dr. Renato Rodrigues de Almeida
Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)
____________________________________________
Prof. Dr. Laurindo Zanco Furquim
Membro 2
Universidade Estadual de Maringá (UEM)
____________________________________________
Profa. Dra. Thais Maria Freire Fernandes-Poleti
Membro 3
Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)
Londrina, _____ de ___________ de 2012.
MAURICIO YUITI SAKURAI
Filiação
Celina Hiroko Sakurai
Lauro Yuiti Sakurai
Naturalidade
Londrina – PR
Nascimento
17 de Agosto de 1979
1999 – 2002
Graduação em Odontologia
Universidade Norte do Paraná.
2003 – 2005
Aperfeiçoamento em Ortodontia: DAIKAW –
Londrina/PR.
2006 – 2008
Especialização em Ortodontia – UNESP –
Universidade Estadual Paulista “Júlio de
Mesquita Filho” – Araçatuba/SP
2010 – 2012
Mestrado em Ortodontia – Universidade Norte
do Paraná. Título: “Avaliação do corredor bucal
em pacientes tratados com e sem extrações
dentárias” Orientador: Prof. Dr. Renato
Rodrigues de Almeida.
–
UNOPAR:
Dedicatória
Aos meus queridos pais, Lauro e Celina, que
não mediram esforços para me proporcionar uma vida e
ensino de qualidade. Muito obrigado por acreditarem em
mim, pelos ensinamentos e conselhos que me orientam até
hoje. Pelo carinho e dedicação intensa, só consegui chegar
até aqui porque estiveram comigo em todos os momentos.
Que Deus abençoe vocês sempre.
A minha querida esposa Luciana, pelo
carinho e amor constante. Sua dedicação e entusiasmo
foram o motivo pra seguir em frente. Muito obrigado por me
fazer sempre feliz. Que Deus te abençoe sempre. Te amo.
A minha maior alegria, minha filha
Beatriz, pelos momentos maravilhosos que passamos juntos.
Agradecimentos Especiais
Ao meu orientador, Prof. Dr. Renato Rodrigues de
Almeida. Obrigado pelas valiosas sugestões e marcante presença neste
trabalho.
É uma honra telo como orientador, seu entusiasmo e
ensinamentos nos motivam a seguir sempre em frente.
À Profa. Dra. Thais Maria Freire Fernandes, pelo
empenho e competência, dando suporte em todos os momentos
tornando possível a realização deste trabalho. Muito obrigado.
Ao
Prof.
Dr.
Ricardo
de
Lima
Navarro,
pelo
profissionalismo e envolvimento transmitidos durante a realização
deste trabalho.
Ao Prof. Dr. Laurindo Furquim, pela atenção e valiosa
colaboração para este trabalho. Muito obrigado.
Aos Prof. Dr. Paula Vanessa Pedron OltramariNavarro, Marcio Rodrigues de Almeida e Ana Cláudia de
Castro Ferreira Conti, muito obrigado pela intensa dedicação e
ajuda durante todo o curso.
À coordenação do curso de mestrado em odontologia,
representada pelo Prof. Dr. Alcides Gonini Junior.
Ao meu irmão, Lauro
Sakurai
Junior, fantástico
implantodontista, muito obrigado pelos momentos agradáveis que
passamos juntos, pelas conversas e planejamentos de casos clínicos.
À minha irmã, Michele, pelo carinho e amizade nos
momentos de alegria e dificuldades.
Ao meu tio George Sakurai, um dos melhores cirurgiões
dentistas que conheci, muito obrigado pelas conversas e ensinamentos,
por me orientar em momentos de dificuldades.
Ao meu tio Akila Ueda, excepcional cirurgião dentista,
contribui muito para a minha formação, muito obrigado pelos
conselhos e ajuda nos planejamentos de casos clínicos.
Ao meu mestre Paulo
Kano, pelos ensinamentos e
orientação, por acreditar em meu trabalho.
Aos meus queridos Avós, Shoichi e Toyoko Sakurai (in
memorian), Masaji Kanematsu (in memorian) e Shizuko Sasaki,
pelo amor, carinho e maravilhosos momentos na infância.
Aos
Cristina,
amigos
Deolino,
do
curso
Diego,
de
Mestrado,
Humberto,
Alexandre,
Luciana,
Mauro,
Roberto e Wilson, pela amizade e apoio durante o curso. Foi
maravilhoso o convívio com vocês.
Aos meus sogros, Helena e Koki, pelo apoio e carinho
constante. Muito obrigado.
À minha querida tia, Cecília Sakurai, obrigado pela
receptividade em sua casa, por estar sempre de portas abertas e pelas
agradáveis conversas.
Ao Prof. Dr. Leonardo Sturion, pelas orientações na
análise estatística deste trabalho.
Aos meus professores de pós-graduação (Latu-Sensu),
Prof. Dr. Francisco Antonio Bertoz, Prof. Dr. Eduardo Cesar
Almada Santos, Prof. Dr. André Bertoz e Prof. Dr. Marcos
Rogério de Mendonça; pela confiança e ensinamentos transmitidos.
Meus sinceros agradecimentos.
À pró-reitoria de pesquisa e pós-graduação, representada
pelo Prof. Dr. Hélio Hiroshi Suguimoto.
A todos que colaboraram, direta ou indiretamente, para
a realização deste trabalho.
SAKURAI, Mauricio Yuiti. Avaliação do corredor bucal em pacientes tratados
com e sem extrações dentárias. 2012: 44 f. Dissertação (Mestrado em Ortodontia)
– Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Norte do Paraná,
Londrina, 2012.
RESUMO
O objetivo deste estudo foi avaliar as dimensões do corredor bucal após tratamento
ortodôntico em imagens do sorriso posado em 2 protocolos de tratamento diferentes.
A metodologia utilizada nesse estudo foi de cunho descritivo com foco quantitativo,
avaliando as dimensões do corredor bucal. A amostra foi composta por 51 pacientes
divididos em 2 grupos: Grupo 1 - 24 pacientes tratados com extrações dentárias e
Grupo 2 – 27 pacientes tratados sem extrações. As avaliações foram realizadas por
meio de fotografias e os corredores bucais direito e esquerdo e a largura do sorriso
foram obtidos por meio do programa Dolphin Imaging 11.5. A proporção do corredor
bucal em relação à largura do sorriso também foi calculada. Para comparação das
variáveis do corredor bucal entre os grupos foram utilizados os teste t e análise de
variância (ANOVA). A amostra foi pareada quanto à idade e ao gênero. Os
resultados obtidos demonstraram que não houve diferença estatisticamente
significativa entre os corredores bucais direito e esquerdo; largura do sorriso e
proporção dos corredores bucais entre os grupos com e sem extração. Desta
maneira pode se concluir que o protocolo de tratamento, com ou sem extrações
dentárias, não afetam significantemente as dimensões dos corredores bucais.
Palavras Chave: Ortodontia, Sorriso, Corredor Bucal.
SAKURAI, Mauricio Yuiti. Evaluation of buccal corridors in extraction and nonextraction patients. 2012: p.44. Dissertation (Master’s in Orthodontics) –
Universidade Norte do Paraná, Londrina, 2012.
ABSTRACT
Objective: To assess the dimensions of buccal corridors following an orthodontic
treatment in images of posed smiles in 2 different treatment protocols. Material and
Methods: The sample consisted of 51 patients treated orthodontically, and divided
into two groups: Group 1 – 24 patients with an average age of 25.6± 6.14 years,
treated with dental extractions, and Group 2 – 27 patients with an average age of
23.0 ± 2.69 years treated without extractions. In the extraction group, malocclusions
were treated with the extraction of 2 upper pre-molars (subgroup 1 2PM) and 4 premolars (subgroup 1 4PM), two being superior and two, inferior. Evaluations were
carried out through photographs, whereas the left and right buccal corridors, and
curvature of the smile arc were obtained by means of the Dolphin Imaging 11.5
program. The proportion of the buccal corridors in relation to the curvature of the
smile arc was also calculated. A t test was used for the comparison of the variables
of the buccal corridors between the groups with and without extractions, and variance
analysis (ANOVA) was used for the comparison of the subgroups with the nonextraction group. Results: The sample was paired regarding age and gender. The
results obtained showed that no statistically significant difference was found between
the right and left buccal corridors; curvature of smile arc and proportion of the buccal
corridors; and proportion of the buccal corridors between the extraction and nonextraction groups. Conclusion: It may be concluded that the protocol of the
treatment, with or without dental extractions, does not significantly affect the
dimensions of the buccal corridors.
Keywords: Orthodontics. Smile. Buccal corridor.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: A – Nikon D-90. B – Nikkor 105 mm. C – Nikon R1 Flash. ........................ 25
Figura 2: Régua milimetrada posicionada na região do mento. ................................ 27
Figura 3: Calibração da fotografia no programa Dolphin. ......................................... 27
Figura 4: A – Largura do sorriso. B – Corredor bucal direito.
C – Corredor bucal esquerdo. .................................................................. 28
LISTA DE TABELAS
Tabela 1. Erro intra-examinador. Erro sistemático (teste t) e erro
casual (fórmula de Dahlberg). ................................................................... 30
Tabela 2. Resultados das comparações intergrupos (teste t e Quiquadrado) .................................................................................................. 30
Tabela 3. Comparação das variáveis avaliadas entre os grupos
(teste t).DP: Desvio Padrão....................................................................... 31
Tabela 4. Comparação das variáveis avaliadas entre os subgrupos
(Anova). ..................................................................................................... 31
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................... 16
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................... 18
3 ARTIGO ............................................................................................................... 22
4 CONCLUSÃO ...................................................................................................... 39
REFERÊNCIAS ...................................................................................................... 41
APÊNDICE ............................................................................................................... 43
APÊNDICE A – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ............................... 44
1 Introdução
Introdução 16
1 INTRODUÇÃO
Atualmente a beleza se apresenta como um dos fatores mais
importantes para a aceitação do indivíduo no meio social e o valor de um sorriso
atraente é considerado uma saudação amigável em todas as culturas1.
O padrão estabelecido para um sorriso agradável são dentes
brancos, bem contornados e alinhados, sendo este o padrão ideal imposto pelas
exigências sociais. A autoestima associa-se à imagem que a pessoa tem de si em
comparação ao ideal. Verifica-se a existência de uma intima ligação entre a estética
facial e o sorriso, fazendo com que o rosto, ou seja, a aparência facial da pessoa se
torne fundamental2.
A atratividade do sorriso tem-se tornado um tópico de grande
importância na Ortodontia, sendo muitas vezes um fator motivacional maior do que a
melhora da função e da saúde dental3,4.
Rodrigues et al.5 explicam que, uma compreensão dos fatores que
ajudam ou prejudicam a atratividade de um sorriso é um passo importante na
reprodução de belos sorrisos. Para que os clínicos consigam essa reprodução,
precisam seguir padrões e normas. Segundo os autores, normalmente, estas
normas e padrões são aplicados conjuntamente com métodos de diagnósticos e
tratamentos estéticos, esse modelo de beleza, só é alcançado quando essas normas
e padrões são confirmados nos resultados dos tratamentos estéticos.
Uma característica importante em um sorriso é a presença ou
ausência do corredor bucal, definido “como os espaços entre as distais dos caninos
superiores e os cantos dos lábios quando o paciente está sorrindo6-7”.
No entanto, as extrações já foram citadas como um fator prejudicial
na estética de um sorriso durante tratamento ortodôntico, devido à suposta
constrição dos arcos dentários, causando a formação de corredores bucais amplos8.
O objetivo deste estudo é avaliar se à influência na dimensão dos
corredores bucal, em pacientes tratados com e sem extrações.
Mauricio Yuiti Sakurai
2 Revisão
Bibliográfica
Revisão Bibliográfica 18
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Avaliar o belo é sempre subjetivo. No entanto, necessitamos de
ferramentas adequadas para suprir a dificuldade dessa subjetividade. Na Ortodontia,
não é suficiente apenas perceber o que interfere no sorriso, é necessário
diagnosticar o que se encontra fora da normalidade, para que se possa estabelecer
um plano de tratamento. Assim como nos problemas funcionais seguimos condutas
que nos levam ao diagnóstico das anomalias, os problemas estéticos também
necessitam de parâmetros para que encontremos os defeitos9.
Sarver e Ackerman10 apresentam uma metodologia abrangente para
registro, avaliação e planejamento do tratamento do sorriso em quatro dimensões. É
discutida a evolução da análise do sorriso e apresenta os registros dinâmicos
necessários. E explicam que é muito importante diferenciar um sorriso social do
sorriso por prazer. O sorriso social é um sorriso voluntário em que a pessoa usa em
contextos sociais ou quando posa para uma fotografia. Quando você é apresentado
a alguém, o seu sorriso indica que você é simpática e teve “prazer em conhecer”
aquela pessoa. Concluíram que a “arte do sorriso” reside na capacidade do
profissional reconhecer elementos positivos da beleza em cada paciente e, em
seguida, criar uma estratégia para incrementar os atributos que estão fora dos
parâmetros dos conceitos estéticos predominantes.
Cadena e Guerra11 comentam que a participação do ortodontista
deve ser significativa ao determinar as mudanças estéticas na face do paciente,
porém, acontece que raramente o paciente e sua família são questionados sobre
suas visões estéticas.
No final do século passado, houve a tendência de atribuir mais
valores aos problemas funcionais; depois foi a vez da oclusão ou posicionamento
dos dentes, e agora as considerações psicossociais e estéticas estão novamente em
evidência e não são menos importantes que os fatores biológicos, que podem ser
medidos mais facilmente. Observa-se cada vez mais que os tratamentos baseiam-se
em um conceito de consentimento informado. Esta tendência provavelmente
continuará nas próximas décadas, sugerindo uma maior atenção por parte dos
profissionais às percepções e anseios dos pacientes12.
Mauricio Yuiti Sakurai
Revisão Bibliográfica 19
O conhecimento das características intrínsecas do sorriso auxilia a
percepção estética desse. Saber avaliar o sorriso de cada paciente garante ao
profissional a possibilidade de enxergar o que precisa ser feito, o que pode ser feito
e o que deve ser aceito. Ou seja, saber interpretar as nuances do sorriso dá a cada
ortodontista a oportunidade de atuar de forma consciente na estética bucal dos seus
pacientes, permitindo que o diagnóstico esteja integrado com o prognóstico, dando
uma visão dos resultados que podem ser obtidos9.
O corredor bucal corresponde ao espaço existente durante o sorriso
entre a superfície vestibular dos dentes superiores e a mucosa interna dos tecidos
moles que formam o canto da boca e as bochechas. É também consequência do
fundo escuro da boca e depende da forma e largura do arco superior e da
musculatura facial responsável pela amplitude do sorriso13.
Janson et al.14 abordam sobre a influência do corredor bucal na
atratividade do sorriso, no qual explica que existe uma polêmica em relação a este
assunto. Dos vários artigos utilizados, nos quais, uma amostra do sorriso teve
alteração digital, foi sugerido que o corredor bucal tem uma influência no sorriso
estético15-18.
Já, em outros artigos em que os avaliadores julgaram sorrisos
fotográficos, nos resultados não encontraram correlação entre o tamanho do
corredor bucal e o sorriso atraente6,7,21.
O corredor bucal pode ser definido como a proporção entre a
distância das distais dos caninos superiores à distância entre os cantos dos lábios
em um sorriso6-7.
O alinhamento dentário num arco de forma acentuadamente
triangular tende a provocar ausência ou insuficiência de corredor bucal, prejudicando
sensivelmente o aspecto estético e provocando no observador a sensação de uma
“boca cheia de dentes” ou “teclado de piano”13.
A importância deste espaço deve ser destacada, mesmo se ele
escapar da atenção do observador que não é dentista, porque ele representa não
apenas um fator-chave na harmonia do sorriso, mas também um fator de
relacionamento harmonicamente proporcional entre o sorriso e as outras
características faciais. Isso indica que alguns princípios fundamentais de estética ou
a distorção desses princípios são mais facilmente percebidos que outros20.
Mauricio Yuiti Sakurai
Revisão Bibliográfica 20
Moore et al.17 chegaram a conclusão que, a presença mínima de um
corredor bucal é uma característica estética preferida nos homens e nas mulheres, e
os grandes corredores bucal devem ser incluídos na lista de problemas durante o
diagnóstico e planejamento do tratamento ortodôntico.
Mauricio Yuiti Sakurai
3 Artigo
Artigo 22
3 ARTIGO
SAKURAI, Mauricio Yuiti. Avaliação do corredor bucal em pacientes tratados
com e sem extrações dentárias. 2012: 44 f. Dissertação (Mestrado em Ortodontia)
– Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, Universidade Norte do Paraná,
Londrina, 2012.
RESUMO
Objetivo: Avaliar as dimensões do corredor bucal após tratamento ortodôntico em
imagens do sorriso posado em 2 protocolos de tratamento diferentes. Material e
Métodos: A amostra foi composta por 51 pacientes tratados ortodonticamente
divididos em 2 grupos: Grupo 1 - 24 pacientes com idade média 25,60 ± 6,14
tratados com extrações dentárias e Grupo 2 – 27 pacientes tratados com idade
média 23,0 ± 2,69 sem extrações. No grupo com extrações as más oclusões foram
tratadas com extrações de 2 pré-molares superiores (subgrupo 1 2PM) e 4 prémolares (subgrupo 1 4PM), dois superiores e dois inferiores. As avaliações foram
realizadas por meio de fotografias e os corredores bucais direito e esquerdo e a
largura do sorriso foram obtidos por meio do programa Dolphin Imaging 11.5. A
proporção do corredor bucal em relação à largura do sorriso também foi calculada.
Para comparação das variáveis do corredor bucal entre os grupos com e sem
extração foi utilizados os teste t e para comparação dos subgrupos com o grupo sem
extração foi utilizada a análise de variância (ANOVA). Resultados: A amostra foi
pareada quanto à idade e ao gênero. Os resultados obtidos demonstraram que não
houve diferença estatisticamente significativa entre os corredores bucais direito e
esquerdo; largura do sorriso e proporção dos corredores bucais entre os grupos com
e sem extração. Conclusão: Pode-se concluir que o protocolo de tratamento, com
ou sem extrações dentárias, não afetam significantemente as dimensões dos
corredores bucais.
Palavras-chave: Ortodontia. Sorriso. Corredor Bucal.
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 23
INTRODUÇÃO
O sorriso é considerado uma saudação amigável em todas as
culturas e o valor do sorriso atraente é inquestionável. Um sorriso agradável envolve
uma relação harmoniosa entre os dentes, a gengiva e os lábios1. Hoje em dia é
considerado um aliado nas atividades sociais, como em uma entrevista e nos
ambientes de trabalho2.
O sorriso é essencial para expressar simpatia, concordância,
apreciação, para transmitir compaixão e compreensão e não deve ser ignorado no
diagnóstico e planejamento do tratamento odontológico3-5. Na terapia ortodôntica
atual, um dos objetivos principais é a melhora da estética facial, e uma das
características faciais que mais influenciam positivamente a atratividade é o sorriso6.
Para um belo sorriso o profissional deve reconhecer os elementos positivos da
beleza e as expectativas de cada paciente e criar uma estratégia para estabelecer
metas de tratamentos7,8. Para a maioria dos autores, um belo sorriso é composto por
diversas características como: mínima exposição gengival, arco do sorriso paralelo
ao lábio inferior, proporção dentária, forma dos lábios e corredor bucal4, 5, 9-12.
A presença ou ausência do corredor bucal é um fator importante na
atratividade do sorriso que deve ser levado em consideração durante o diagnóstico e
planejamento ortodôntico13 e ainda é um fator controverso na literatura. Um possível
estreitamento da largura do arco dental, proporcionando amplos corredores bucais,
pode afetar diretamente a atratividade do sorriso e foi citado como problema nos
tratamentos com extrações dentárias14,15. Porém, outros estudos comprovaram que
tratamentos com extrações não comprometem um sorriso e que leigos e
profissionais não diferenciam os corredores bucais de pacientes tratados com e sem
extrações 3,6,10,11,16-20,37.
Sendo assim, o objetivo deste trabalho é avaliar as dimensões dos
corredores bucais em pacientes tratados com e sem extrações e verificar se à
diferença entre os grupos.
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 24
MATERIAL E MÉTODOS
O protocolo de pesquisa deste estudo foi submetido ao Comitê de
Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Norte do Paraná. Os pacientes e
responsáveis foram informados e concordaram em participar deste estudo, a partir
do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
MATERIAL
A amostra foi constituída por alunos de graduação e pós-graduação
em Odontologia, da Universidade Norte do Paraná e pacientes de clínica particular.
Para seleção da amostra, um exame clínico prévio dos voluntários foi realizado. Os
critérios para seleção da amostra seguiram as seguintes características:
• Pacientes que realizaram tratamento ortodôntico com boa
finalização (relação de Classe I de canino) com os seguintes
protocolos:
- Pacientes tratados com extrações de 2 pré-molares superiores;
- Pacientes tratados com extrações de 4 pré-molares;
- Pacientes tratados sem extrações;
• Presença de todos os dentes permanentes até os primeiros
molares;
• Ausência de doença periodontal ativa;
• Ausência de diastemas;
• Ausência de dentes conoides;
• Idade entre 15 a 35 anos.
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 25
Nenhuma consideração foi dada à etnia do paciente e tipo de
mecânica utilizada durante o tratamento.
A amostra foi composta por fotografias frontais do sorriso de 51
pacientes, divididos em 2 grupos de acordo com o protocolo de tratamento utilizado:
• Grupo 1: constituído por 24 pacientes tratados com extrações de
2 pré-molares superiores ou 4 pré-molares (8 do gênero
masculino e 16 do gênero feminino) com idade média de 25,60 ±
6,14.
• Grupo 2: constituído por 27 pacientes tratados sem extrações ( 8
do gênero masculino e 19 do gênero feminino) com idade média
de 23,0 ± 2,69.
Posteriormente o grupo 1 foi subdividido em: G1(2PM) 12 pacientes
tratados com extrações de 2 pré-molares superiores e G1(4PM) 12 pacientes
tratados com extrações de 4 pré-molares.
MÉTODOS
Uma câmera fotográfica digital (Nikon D-90), com uma objetiva
macro (Nikkor 105 mm) e flash (Nikon R1), foi utilizada para realizar as fotografias
dos sorrisos (Figura 1).
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 26
Figura 1: A – Nikon D-90. B – Nikkor 105 mm. C – Nikon R1 Flash.
Técnica
Para padronizar a técnica fotográfica, apenas um profissional
realizou todas as fotografias.
A - Padronização do equipamento fotográfico:
• Máquina fotográfica: As fotografias foram obtidas em
modo
manual,
(International
coloridas,
com
Organization
of
qualidade
fine,
Standardization)
ISO
250,
abertura do diafragma de no mínimo 22, a velocidade do
obturador de 1/125 e WB (White Balance) modo flash.
• Objetiva macro: A objetiva macro foi ajustada para dar o
foco no sorriso do paciente, a uma distância de 50 cm da
face, obtendo-se uma imagem do terço inferior da face17
que vai, aproximadamente, da ponta do nariz ao meio do
mento.
• Flash: O flash foi padronizado em multi 1/2.
B - Posição do sujeito da pesquisa: Para padronizar a
técnica, as fotografias foram obtidas com o paciente sentado de frente para o
pesquisador, a uma distância fixa de 60 cm da objetiva da máquina
fotográfica. Cada sujeito foi instruído a manter a posição natural da cabeça,
que é uma posição padronizada e reproduzível da cabeça em uma postura
ereta e natural, com os olhos focados em um ponto imaginário na altura dos
olhos resultando em um eixo de visão horizontal4.
C - Obtenção da fotografia: Os pacientes foram orientados a
dar um sorriso agradável o mais natural possível11,
21, 22
. Foram realizadas
várias fotografias do mesmo paciente para a mais agradável ser incluída na
amostra. Para calibrar o tamanho real do sorriso, uma régua milimetrada foi
utilizada e posicionada na região do mento (Figuras 2 e 3).
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 27
Figura 2: Régua milimetrada posicionada na região do mento.
Figura 3: Calibração da fotografia no programa Dolphin.
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 28
MEDIÇÃO DO TAMANHO DOS CORREDORES BUCAL
Para determinar as medidas nas fotografias foi utilizado o programa
DOLPHIN IMAGING 11.5®. Após as tomadas fotográficas, pontos foram identificados
para avaliar em milímetros as seguintes medidas:
•
Corredor bucal direito (CBD): distancia entre o ponto mais distal
do canino direito a comissura externa do lado direito.
•
Corredor bucal esquerdo (CBE): distancia entre o ponto mais
distal do canino esquerdo a comissura externa do lado esquerdo.
•
Largura do sorriso (LS): distancia entre a comissura externa do
lado direito à comissura do lado esquerdo (Figura 4).
•
Distância intercaninos (DIC): foi calculado pela fórmula:
DIC: LS – (CBD+CBE)
Figura 4: A – Largura do sorriso. B – Corredor bucal direito. C – Corredor bucal esquerdo.
Por meio dessas medidas, foram calculadas a proporção do corredor
bucal (CB).
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 29
• Corredor bucal: LS – DIC x 100
LS9.
ANÁLISE ESTATÍSTICA
Erro do método
Para avaliação do erro intra-examinador, 16 fotografias foram
retraçadas e os atributos do sorriso medidos novamente, 30 dias após a primeira
avaliação. Os erros sistemáticos foram analisados pelo teste t pareado23 e os erros
casuais pela fórmula de Dahlberg24, o qual demonstra a variação média entre a
primeira e a segunda avaliação.
Compatibilidade entre os grupos da amostra
Para determinar a proporção dos gêneros, os 2 grupos da amostra
foram comparados entre si pelo teste do Qui-Quadrado, enquanto o teste t verificou
a compatibilidade quanto à idade.
Análise estatística entre os grupos
Para comparar os atributos do sorriso entre os dois grupos, foi
utilizado o teste t e; para a comparação dos subgrupos com o grupo sem extração,
foi utilizada a análise de variância (ANOVA).
Todos os testes foram realizados com o programa BioEstat 5.0
adotando-se um nível de significância de 5%.
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 30
RESULTADOS
As principais medidas avaliadas dos dois grupos foram: dimensões
dos corredores bucais direito e esquerdo, largura do sorriso e a proporção do
corredor bucal de indivíduos tratados com e sem extrações.
1. Erro do método:
A tabela 1 apresenta os resultados da avaliação dos erros
sistemáticos e casuais, pelo teste t pareado e fórmula de Dahlberg, aplicados às
mensurações das variáveis realizadas. Não houve diferença estatisticamente
significante entre as variáveis e os valores variaram de 0,29 a 0,72 mm.
Tabela 1. Erro intraexaminador. Erro sistemático (teste t) e erro casual (fórmula de
Dahlberg).
Variáveis
Corredor bucal direito (mm)
Corredor bucal esquerdo (mm)
Largura do sorriso (mm)
DP: Desvio Padrão
1ª medição
Média
DP
12,38
1,51
12,39
2,34
63,48
3,08
2ª medição
Média
DP
12,35
1,61
12,21
2,04
63,31
2,72
Diferença
P
Dahlberg
0,03
0,18
0,17
0,242
0,820
0,545
0,294
0,439
0,726
2. Compatibilidade da amostra:
A compatibilidade dos grupos da amostra no que se refere à idade e
gênero foi realizada pelo teste t e qui-quadrado, respectivamente (Tabela 2). Não
houve diferença entre os grupos quanto à idade e ao gênero.
Tabela 2. Resultados das comparações intergrupos (teste t e Qui-quadrado)
Variáveis
Idade
Gênero
Masculino
Feminino
Com extrações (G1)
n= 24
Média
DP
25,60
6,14
Sem extrações (G2)
n=27
Média
DP
23,00
2,69
8
8
16
19
P
0,055
2
X = 0,01
df= 1
p=0,92
DP: Desvio Padrão
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 31
3. Comparação das variáveis avaliadas nos diferentes grupos
Tabela 3. Comparação das variáveis avaliadas entre os grupos (teste t).
DP: Desvio Padrão
Variáveis
Corredor bucal direito (mm)
Corredor bucal esquerdo (mm)
Largura do sorriso (mm)
Proporção do corredor bucal (%)
Com extrações
(G1)
n=24
Média
DP
11,38
2,10
11,83
2,56
62,36
4,29
36,97
4,71
Sem extrações
(G2)
n=27
Média
DP
12,48
1,87
12,46
2,36
63,10
4,27
39,32
3,93
P
0,053
0,36
0,53
0,058
Tabela 4. Comparação das variáveis avaliadas entre os subgrupos (Anova).
Com extrações (G1)
Variáveis
Corredor bucal direito (mm)
Corredor bucal esquerdo (mm)
Largura do sorriso (mm)
Proporção do corredor bucal
(%)
DP: Desvio Padrão
Subgrupo
G1(2PM)
n= 12
Média
DP
11,80
2,27
12,62
2,19
63,29
4,16
A,C
38,37
4,70
Subgrupo
G1(4PM)
n= 12
Média
DP
10,97
1,91
11,03
2,74
61,43
4,40
B,C
35,58
4,49
Sem
extrações
(G2)
n=27
Média
DP
12,48
1,87
12,46
2,36
63,10
4,27
A
39,32
3,93
p
0,093
0,188
0.478
0,048*
* Diferença estatisticamente significante (p<0,05)
DISCUSSÃO
Este estudo comparou os tamanhos dos corredores bucais de
pacientes tratados com e sem extrações dentárias. A seleção da amostra foi
realizada com intuito de comparar dois protocolos de tratamento ortodôntico e
verificar se há influência no tamanho dos corredores bucais. Como critério de
seleção, pacientes com má oclusão de classe I e II, tratados com extrações de 2 prémolares superiores ou 4 pré-molares e sem extrações foram selecionados. No
critério de exclusão nenhuma consideração foi dada a raça do paciente e a
mecânica ortodôntica utilizada. Além disso, foram excluídos pacientes com
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 32
alterações que pudessem interferir nas medições, tais como: ausência de elementos
dentais, doença periodontal ativa, diastemas, dentes conoides e giro-versão22, 3, 10.
A ausência de significância nos erros sistemáticos e o reduzido valor
dos erros casuais detectados, neste estudo, decorrem provavelmente da
padronização e da técnica utilizada para as mensurações (Tabela 1).
A amostra foi compatível com relação à idade e ao gênero nos
grupos com e sem extração (Tabela 2). Houve uma preocupação em compatibilizar
esses grupos para que não houvesse influencia desses fatores sobre os resultados.
Sabe-se que com o passar da idade, ocorre uma perda da tonicidade dos lábios
diminuindo a exposição dos dentes, podendo influenciar na medição dos corredores
bucais5, 25.
O fato de os pacientes da amostra não terem sido tratados por
apenas um profissional poderia gerar dúvida quanto a variação da qualidade do
tratamento ortodôntico, podendo influenciar os resultados. Porém, há indícios de não
haver diferença significativa na qualidade dos tratamentos por especialistas e por
estudantes de Ortodontia26 e, além disso, todos os pacientes da amostra
apresentaram boa finalização, com a relação de canino em classe I, tornando
possível a comparação dos corredores bucais entre os grupos.
Para avaliar o tamanho dos corredores bucais foram realizadas
fotografias frontais do sorriso1,
2, 27
. Para maior padronização todas as fotografias
foram realizadas por um único profissional a uma distância de 60 cm entre a objetiva
da câmera e o paciente, com uma mesma fonte de luz17, 20. Além disso, utilizou-se
uma régua milimetrada posicionada na região do mento durante a aquisição da
imagem fotográfica. Posteriormente essa régua foi utilizada para calibrar o tamanho
real do sorriso, com o programa Dolphin Image 11.5, para que todas as imagens
estivessem com as mesmas proporções1, 17, 28, 29.
Por meio do programa Dolphin foram calculadas as medidas da
largura do sorriso (de comissura a comissura)10,17,3,4 e corredores bucal direito e
esquerdo (de distal do canino até a comissura). Essas medidas foram realizadas em
milímetros e posteriormente convertidas para porcentagem como proposto por
Sarver5, pois acredita-se que desta maneira seja possível comparar os grupos
independentemente do tamanho da largura sorriso9.
Com o objetivo de avaliar as possíveis alterações na estética do
sorriso, diversos trabalhos compararam protocolos de tratamento com e sem
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 33
extrações
11,22,30
.
Estudos comprovaram que o corredor bucal influencia na
atratividade de um sorriso
21,9,31-33
, porém a maioria desses estudos compararam
sorrisos com corredores bucais modificados digitalmente, e provavelmente o aspecto
não natural do sorriso gerado pelas imagens modificadas, pode ter interferido nas
avaliações.
Spahl e Witzig34 afirmam que remoção de um dente em cada
quadrante resulta na redução do arco dentário, resultando em uma dentadura que
não é suficiente para preencher o sorriso. Além disso, alguns autores acreditam que
é importante minimizar o tamanho dos corredores bucais para obtenção de um
sorriso mais atrativo31, 35. Os resultados deste estudo demonstraram que os grupos 1
e 2 não apresentaram diferenças estatisticamente significativas quando avaliado os
corredores bucais individualmente; a largura do sorriso e a proporção do corredor
bucal (Tabela 3) corroborando com Kim e Gianelly22; Johnson e Smith11 e Isiksal
et.al.20. As medidas dos corredores bucais encontradas foram 36,97% para o grupo
1, com extrações e 39,32% para o grupo 2, sem extrações. McNamara et al.10 e
Janson et. al.36 encontraram medidas semelhantes, de 36,6% para o corredor bucal
de pacientes não tratados e 37,56% para pacientes com extração de 4 pré-molares,
respectivamente.
A expansão rápida da maxila por propósitos estéticos já foi uma
indicação para pacientes com arco dentários estreitos10. Porém, esse mesmo autor
recentemente verificou que o tamanho do corredor bucal não tem influencia na
atratividade do sorriso10 e outros autores afirmaram que a presença ou ausência de
espaços negros no corredor bucal tem pouca influencia na estética do sorriso19.
Embora este aspecto deva ser considerado no diagnostico ortodôntico, não há uma
justificativa para expandir o corredor bucal, a menos que estes espaços sejam muito
evidentes19. A constrição do arco dentário com o aumento do corredor bucal devido
extrações dentárias foi considerado um dogma34. No entanto, vários estudos já
evidenciaram que não ha diferença na largura do corredor bucal em casos tratados
com e sem extrações 6, 17, 22. Este trabalho demonstrou que entre indivíduos tratados
com e sem extrações também não ha diferença na largura dos corredores bucais,
demonstrando que a largura do sorriso não precisa ser um fator exclusivo e
determinante durante o planejamento e escolha dos tratamentos.
Posteriormente o grupo 1 (com extração) foi subdividido em G1
(2PM) e G1 (4PM) para avaliar se haveria diferença entre eles e entre o grupo sem
Mauricio Yuiti Sakurai
Artigo 34
extração (G2) Tabela 4. Após análise estatística observou-se que não houve
diferença estatisticamente significativa entre os corredores bucais direito e esquerdo
e a largura do sorriso. O grupo com extração de 4 pré-molares (G1 4PM) apresentou
a proporção do corredor bucal estatisticamente menor que o grupo sem extração
(G2). Diferentemente, a maioria dos autores demonstraram que não há diferença na
largura do corredor bucal entre casos tratados com e sem extrações de 4 prémolares e um grupo controle11,20,22. Todavia, a diferença encontrada neste estudo
pode ser inerente ao tamanho reduzido da amostra e sugere-se um número maior
de pacientes para uma avaliação mais segura.
CONCLUSÃO
Com base nos resultados desta pesquisa, não foram encontradas
diferenças estatisticamente significantes nas alterações das dimensões dos
corredores bucais, independente do protocolo de tratamento com ou sem extrações
dentárias.
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Mauricio Yuiti Sakurai
4 Conclusão
Conclusão 39
4 CONCLUSÃO
Com base nos resultados desta pesquisa, não foram encontradas
diferenças estatisticamente significantes nas alterações das dimensões dos
corredores bucais, independente do protocolo de tratamento com ou sem extrações
dentárias.
Mauricio Yuiti Sakurai
Referências
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2011.
Mauricio Yuiti Sakurai
Apêndice 43
Referências
Apêndice
Mauricio Yuiti Sakurai
Apêndice 44
Referências
Apêndice A - Termo de consentimento livre e esclarecido
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Este estudo pretende avaliar as dimensões do corredor bucal. Será
tirada uma fotografia do sorriso, da área abaixo do nariz até o queixo. Não haverá
desconforto nem risco durante o procedimento. Sua participação é voluntária. Seu
nome não será publicado em nenhum momento deste estudo e sua privacidade será
mantida em sigilo.
Pelo presente instrumento, que atende às exigências legais, o Sr(a).
___________________________________________________________________
_________, portador(a) da cédula de identidade _____________________, após a
leitura minuciosa das informações constantes neste TERMO DE CONSENTIMENTO
LIVRE E ESCLARECIDO, devidamente explicada pelo profissional em seus
mínimos detalhes, ciente dos serviços e procedimentos aos quais será submetido,
não restando quaisquer dúvidas a respeito do lido e explicado, firma seu
CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO concordando em participar da
pesquisa proposta.
Fica claro que o sujeito da pesquisa ou seu representante legal,
pode a qualquer momento retirar seu CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
e deixar de participar desta pesquisa e ciente de que todas as informações
prestadas tornaram-se confidenciais e guardadas por força de sigilo profissional (Art.
9o do Código de Ética Odontológica).
Por estarem de acordo, assinam o presente termo.
Londrina, _______ de _____________________ de 2011.
____________________________
Assinatura do Sujeito da Pesquisa
ou Representante Legal
_________________________
Assinatura do Autor
Mauricio Yuiti Sakurai
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