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AS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA SÍNDROME DO PÂNICO EM

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AS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA SÍNDROME DO PÂNICO EM
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AS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA SÍNDROME DO PÂNICO EM
MULHERES
Rafaela Vieira Rodrigues Fineza1, Sabrina Rezende de Faria1,
Ana Carolina Fernandes Albergaria1, Jianni Patrícia Giardini Valadares1,
Lorena Thereza Magalhães Campos1, Maria Thereza Brandi2
Resumo: Este trabalho teve por finalidade buscar causas e consequências da
Síndrome do Pânico em mulheres com idade entre 20 e 50 anos. A síndrome do
pânico é um transtorno muito comum em nossos dias, principalmente em pessoas
que possuem trabalhos estressantes ou que trabalham em ambientes tumultuados,
ou que exijam muitas responsabilidades. Buscou-se, por meio de uma entrevista
semiestruturada, avaliar causas do estresse nesses indivíduos; correlacionar a causa
com o surgimento do transtorno; avaliar o grau ou nível do transtorno; verificar
se cada indivíduo encontra-se em tratamento e qual a metodologia utilizada
para tratá-los; e avaliar as consequências desse transtorno no cotidiano de cada
indivíduo. Concluiu-se que: as causas que originam o estresse não estão diretamente
ligadas à origem do pânico; após a manifestação do pânico, é desencadeado um
ou mais distúrbios físicos; apenas 50% das mulheres se submetem a algum tipo
de tratamento; a maioria dessas busca o tratamento psicoterápico; e a sociedade
precisa ser mais informada sobre essa síndrome, pois 70% das entrevistadas já
passaram por algum tipo de discriminação devido às reações geradas pelo pânico.
Palavras-chave: Estresse; Mulheres; Síndrome do pânico.
Introdução
Atualmente, vê-se o grande aumento das doenças relacionadas ao
psicológico e às emoções que envolvem o ser humano. Isso se deve à crescente
Graduandos do Curso de Psicologia – UNIVIÇOSA, Viçosa, MG, e-mail: [email protected]
com.br
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Professora do Curso de Psicologia – UNIVIÇOSA, Viçosa, MG, e-mail: [email protected]
com.br
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Revista Científica
Univiçosa
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pressão do mundo econômico sobre cada indivíduo. Turbulências no ambiente
de trabalho e na família e a quantidade de atividades em que o homem se
envolve acabam por estressá-lo.
Segundo EFRAIM (1993), a ansiedade é uma reação, uma sensação que
o individuo tem perante uma situação que, de alguma forma, põe em ameaça
a sua estabilidade e segurança. Essa excitação deixa tanto o cérebro quanto o
corpo com reações de aceleração. O corpo fica preparado para lutar ou para
fugir e não lidar com a questão. Algumas pessoas começam a ter sintomas
que podem se tornar um problema crônico. O sintoma ansiedade, que vai se
caracterizar como doença, como um transtorno propriamente dito, atinge
primeiro a parte física, e a pessoa tem sintomas de aceleração do corpo, que
podem ser percebidos ou não. A ansiedade pode gerar vários transtornos e
um dos mais vistos nos dias de hoje é o transtorno do pânico, mais conhecido
como síndrome do pânico. Ele se desenvolve em algumas pessoas e em outras
não. A crise do pânico pode ser causada por vários fatores, alguns deles podem
ser adquiridos ainda na infância e desencadear sérios problemas na fase adulta.
É uma combinação de fatores genéticos e ambientais: há uma vulnerabilidade
biológica que, somada às experiências da infância, levam a uma fragilidade
psíquica (VICENTIN, 2003).
De acordo com Abuchaim (2001), a primeira crise de pânico muitas
vezes é completamente espontânea, embora os ataques de pânico, em geral,
ocorram após excitação, esforço físico, atividade sexual ou trauma emocional.
A crise frequentemente começa com um período de 10 min de sintomas que
aumentam rapidamente. Pode-se sentir extremo medo e uma sensação de
morte e catástrofe iminente. A crise dura de 20 a 30 minutos, raramente mais
de uma hora.
Material e métodos
Foi realizada uma pesquisa de campo, por meio de questionário (anexo),
em forma de entrevista semiestruturada, em quantidade aleatória de mulheres
em idade entre 20 e 50 anos, portadoras de síndrome do pânico, no município
de Viçosa, MG.
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As causas e consequências da síndrome do pânico ...
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Resultados e discussão
Entrevistadas que tinham o conhecimento de quando começou o estresse:
90% sim e 10% não. A origem do estresse nas mulheres entrevistadas está em
trabalho: 3, fobia: 2, período de provas: 2, trauma: 2 e outros: 1.
O que desencadeava o pânico nas entrevistadas: perda: 1, solidão: 1, falar
em público: 2, dormir com a porta do quarto aberta: 1, estudar sob pressão:
1, não sabe: 4. Dentre os sintomas do pânico, podem-se destacar: taquicardia:
2, dor de barriga: 1, TOC: 1, insônia: 1, falta de ar: 1 e não possuíam sintoma
algum: 4.
Das entrevistadas, 50% estavam fazendo algum tipo de tratamento e
50% não estavam. Dentre os medicamentos utilizados pelas entrevistadas
encontram-se o rivotril, certralina, ameprazol, bromazepam, bupopiona.
O transtorno social é sem dúvida alguma o mais relevante. Das
entrevistadas, 70% já sofreram algum tipo de discriminação. As mais comuns
são o isolamento e ser julgadas como doidas.
Houve uma relação observada que a idade também influencia no
surgimento da síndrome do pânico, como a seguir: 20-25 anos: 10%; 36-30
anos: 20%; 31-35 anos: 10%; 36-40 anos: 40%; 41-45 anos: 20%; e 46-50 anos:
não houve nenhum caso.
Conclusões
Pode-se concluir, pelos resultados, que 90% das mulheres entrevistadas
conheciam a origem do seu estresse, e que, na maior parte delas, a origem do
estresse estava relacionada com o trabalho ou atividade diária.
Verificou-se que 30% das mulheres entrevistadas se encontravam em
um grau elevado da síndrome do pânico, pois essas estavam em um estado de
isolamento da sociedade; 30% se deparavam em um grau intermediário, pois
sofriam com a discriminação das pessoas, entretanto, não abandonaram suas
práticas sociais; e 40% se encontravam em um baixo grau de atuação do pânico,
ou simplesmente ainda não atingiram a síndrome do pânico, possuindo apenas
um estresse elevado, pois continuavam com suas práticas sociais e nem mesmo
se sentiam desconfortáveis na presença de outros indivíduos.
Revista Científica
Univiçosa
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Rafaela Vieira Rodrigues Fineza et al.
Por fim, pode-se concluir que a síndrome do pânico atinge principalmente
as mulheres em sua fase de pico laboral, provavelmente por exigirem muito de
sua capacidade física e psíquica.
Referências Bibliográficas
ABUCHAIM, C. Marcas na Alma. Revista cérebro e mente. UNICAMP, n°12,
2001. Disponível em <http://www.epub.org.br> acesso em 7 de março 2012.
EFRAIM, I. Tudo o que a grande Mente Capta. Gente, 1993. 114 pgs.
VICENTIN, V. Stress e Qualidade de Vida na dupla jornada: trabalhar
e estudar. In: Congresso Brasileiro de Stress, 2003, São Paulo. Caderno do
Centro Psicológico de Controle do Stress, 2003
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