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o telemóvel e a condução

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o telemóvel e a condução
O TELEMÓVEL E A CONDUÇÃO
Estudos efetuados demonstram que telefonar e conduzir ao mesmo tempo implica
uma "carga mental" que prejudica a realização segura da tarefa da condução.
Concretamente, o nosso cérebro não pode prestar a atenção necessária a duas tarefas
diferentes realizadas simultaneamente.
Telefonar é uma atividade cognitiva que requer a atenção do condutor, que fica, em
situação de condução, confrontado com uma dupla tarefa e quanto mais complexa for
a situação de trânsito mais a comunicação telefónica interfere no bom desempenho
do condutor.
Vejamos, pois, as principais consequências que essa duplicação de atividades pode
originar:
 Diminuição da capacidade de vigilância do condutor e dispersão da atenção. A
atenção inerente ao interesse que o condutor dirige ao seu interlocutor telefónico
suscita problemas de comportamentos desajustados às várias situações de trânsito
com que se vai confrontando, pondo em causa a segurança rodoviária.
 Aumento do tempo de reação, pelo que o condutor demora mais tempo a atuar
perante uma dada situação de trânsito, podendo incorrer em perigo em situações
de risco potencial.
 Má avaliação do posicionamento do veículo na via.
 Dificuldade de descodificação dos sinais e da sua memorização, perdendo, assim,
informação essencial para uma condução segura. Frequentemente a sinalização é
mesmo ignorada.
 Desrespeito da regra de cedência de passagem nos cruzamentos e
entroncamentos.
 Não manutenção da distância de segurança em relação ao veículo da frente e
incapacidade de ajustar esta distância quando o veículo da frente para ou abranda,
o que aumenta o risco de colisão.
 Dificuldade em retomar a fila por onde deve circular após uma ultrapassagem.
 Não sinalização da manobra de mudança de direção, não dando a conhecer aos
restantes utentes da via a sua intenção de efetuar a manobra.
 Má avaliação da velocidade. A maior parte dos condutores julga que reduz a
velocidade quando atende o telefone, quando na realidade a mantém inalterável.
 Redução do campo visual. A conversa telefónica afeta as capacidades de
exploração visual do condutor. Há modificações significativas da direção do olhar
durante e após a comunicação telefónica, em que é privilegiado o olhar a direito
para a via, prejudicando a visão periférica e a informação visual recolhida através
dos retrovisores. Existe uma fixação do olhar durante a comunicação
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Núcleo de Estudos e Planeamento (NEP)
Unidade de Prevenção Rodoviária (UPR)
Copyright © ANSR. Todos os direitos reservados
O TELEMÓVEL E A CONDUÇÃO
 Tendência para não parar nas passagens de peões a fim de lhes permitir atravessar
a faixa de rodagem com mais segurança. Frequentemente os condutores nesta
situação não se apercebem dos peões.
 Aumento do stress provocado pela situação de atendimento ou marcação de
chamada telefónica, stress esse que pode ser acrescido pelo teor da conversa.
Todos estes efeitos, por sua vez, são agravados por uma elevada intensidade do
tráfego, pelas más condições meteorológicas, pela complexidade das situações de
trânsito e pela atenção requerida pela conversação.
Do exposto facilmente se conclui que embora o uso de um "kit mãos livres",
permitindo manter as 2 mãos no volante, permita reduzir alguns riscos pela
maneabilidade que possibilita, não resolve todos os problemas.
O condutor deve ter presente todos os outros fatores de risco e evitar o telemóvel,
seja qual for a sua forma de utilização, durante o ato de condução. Se receber ou
necessitar de fazer uma chamada telefónica, deve parar em local apropriado e só
então utilizar o telemóvel - quando o ouvido está ao telefone, o olhar e a concentração
nem sempre estão na estrada.
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