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269 OS LIVROS QUE FALAM: uma proposta de estímulo à

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269 OS LIVROS QUE FALAM: uma proposta de estímulo à
OS LIVROS QUE FALAM: uma proposta de estímulo à Literatura
Ler é sonhar pela mão de outrem. Ler mal e por alto é
libertarmo-nos da mão que nos conduz.
Fernando Pessoa
Livro do Desassossego
Patrícia Pedrosa Botelho
José Honório Glanzmann
Felipe Augusto Nunes de Almeida
INTRODUÇÃO
Ao pegarmos um livro, viajamos por universos “nunca dantes navegados” sejam por
nós ou por perspectivas que vamos criar a partir de nossa leitura. Ler é realçar nosso olhar
sobre nós mesmos, sobre o outro e sobre o outro de nós mesmos. A leitura é aquela atividade
que nos faz ir além do que pensamos e imaginamos; ela é responsável por nossa forma de ver
e de analisar o mundo. É por meio do que lemos que nos fazemos enquanto seres humanos.
Ler, portanto, é a forma de (re) ver e de pensar o mundo e suas idiossincrasias.
Pensar acerca de obras ficcionais, é pensar a respeito do contemporâneo, do que está
conosco, do que é coextensivo à nossa percepção de mundo e à nossa fala, assimilável ao
nosso estatuto subjetivo e delimitador do espaço-tempo que ocupamos. É um espaço
suscetível de ser medido a partir de nós. A literatura - ao pensar o homem por meio de
elementos factuais, verossímeis e/ou ficcionais - nos leva a refletir sobre o sujeito,
promovendo uma hermenêutica de si mesmo e dos outros.
Uma das formas de conhecimento do mundo é a linguagem escrita. Por isso, a ficção
literária é um modelo interessante no aprendizado da “construção de uma realidade”. Não
acreditamos que, para a obra literária, exista um único real, ou seja, aquele que se refira
exclusivamente a elementos factuais, afinal ele será encenado de diversas maneiras, enquanto
existir sujeitos que o tentem representar. A ficção constrói existências/experiências sem que
elas reproduzam meramente aquelas pertencentes à realidade empírica. Mesmo que as
percepções, as atitudes e os pensamentos dos personagens criados pelas malhas da literatura
sejam irreais, são muito parecidos com os que estão à nossa volta, em nosso cotidiano.
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Acreditamos que não haveria mais a possibilidade de conhecer o mundo na sua pretensa
ontologia, desvencilhando-o da ordem discursiva. Desse modo, a literatura seria um caminho
privilegiado para pensar as relações inter/intra pessoais, uma vez que o espaço criado como se
fosse real ocorre unicamente via linguagem.
É ponto convergente que a leitura é um dos aspectos que formam e que compõem o ser
humano enquanto ser pensante em nossa sociedade; contudo, muitos dos nossos
contemporâneos com deficiência visual ainda estão à margem deste processo de fazer leituras
sobre diversos escritores por não terem acesso a audiolivros que os incitem a ler mais. Os
audiolivros, muitas vezes, se apresentam de modo pouco atrativo para este público-leitor. As
faixas que representam os capítulos dos livros não apresentam trilha sonora, somente uma voz
que direciona o ouvinte para que o mesmo saiba que está em determinado capítulo e/ou
página.
Acreditamos que esta forma de feitura de audiolivro não contribui muito para a
maximização do número de leitores. Cremos que os audiolivros podem trazer a mesma carga
de emotividade que os livros lidos na esfera tradicional. Contudo, para que se possa produzir e
abarcar esta emoção, precisamos trabalhar com outros meios, já que nosso projeto propõe
produzir um material para deficientes visuais. A musicalidade, a entonação e outras sensações
sonoras serão realçadas de modo a fazer com que os audiolivros produzidos possam trazer
mais interesse e emoção por parte daqueles que possuem somente a audição como meio de
recepção do texto.
O que este ensaio propõe é elencar a importância da produção de audiolivros que
tentem abarcar a mesma carga de emoção que a leitura tradicional. Este trabalho pretende
apresentar os resultados obtidos com o projeto de extensão intitulado “Os livros que falam”.
Nossa proposta foi produzir audiolivros que veiculassem um diferente formato para que a
leitura pudesse ser estimulada por parte de deficientes visuais, sejam os assistidos da
Associação dos Cegos da cidade de Juiz de Fora, sejam aqueles de outras regiões que poderão
ter acesso ao trabalho por meio do site criado. O projeto teve o apoio de dois alunos do curso
de Bacharelado em Sistemas de Informação, do campus do IF Sudeste MG, campus Juiz de
Fora, para trabalhar com as tecnologias aplicadas ao desenvolvimento multimídia e web.
O projeto que aqui estamos a apresentar teve como público alvo os assistidos da
Associação dos Cegos de Juiz de Fora; contudo, vale ressaltar que também os deficientes
visuais de todo nosso país poderão acessar o site que criamos para acessar o material
disponibilizado.
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A Associação dos Cegos da cidade de Juiz de Fora é uma instituição filantrópica que
procura reabilitar o deficiente visual ao mundo em que vivia outrora (antes da cegueira) ou
àquele mundo que ainda não conhece e que virá a conhecer por meio de outros métodos, já
que não possui a visão. A missão da Associação dos Cegos em Juiz de Fora é promover a
inclusão do deficiente visual, resgatando-lhe o direito à cidadania e oferecendo-lhe condições
para qualificação educacional e profissional com vistas à inserção no mercado de trabalho,
ainda que informal.
Fonte: http://g1.globo.com/
É importante realçar que vivemos em uma sociedade em que vigora a exclusão social
e, neste aspecto, as práticas integracionistas favorecem a manutenção desse sistema quando
propõem que cabe à pessoa adaptar-se à estrutura social vigente. Já o processo de inclusão
denuncia as desigualdades e o desrespeito às minorias, reivindicando não só mudança de
estruturas físicas, mas também de concepções, pensamento e planejamento da sociedade,
procurando uma nova forma de organização social em que as diferenças individuais sejam
respeitadas e não menosprezadas.
O AUDIOLIVRO
O audiolivro tem o objetivo de facilitar e ampliar o acesso ao conhecimento, fazendo
com que obras literárias se tornem mais acessíveis aos deficientes visuais. É importante
observar que temos outras formas de comunicação para a disseminação do conhecimento para
os deficientes, um exemplo é a escrita em Braille; entretanto, essa forma de comunicação não
tem a capacidade de atingir a todos, pois, não são todos os deficientes visuais que tem o
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conhecimento sobre tal e, tão pouco, se torna uma forma simples de disseminação da cultura,
já que a transcrição de livros para o Braille gera grandes volumes de páginas, tornando-se
inviável, por exemplo, o empréstimo das obras em bibliotecas públicas Como reiterado por
Farias (2012), “o áudio-livro pode representar uma forma de auxiliar o sujeito portador de
uma deficiência visual, no que diz respeito à prática de leitura; porém, não atua como um
substituto do livro em Braille”. Como se vê, o áudio-livro não tem o caráter substitutivo, mas,
sim, o de complementar a educação.
Ainda nesta perspectiva, Menezes e Franklin (2008, p. 62) apud Farias (2012), nos diz
que: “[...] o áudio-livro contribui com a educação inclusiva de indivíduos com limitações
visuais, resgatando ou formando leitores, bem como incentivando a leitura auditiva, o
entretenimento e a cultura”. Podemos elencar uma série de vantagens ao se optar pela
adaptação de obras literárias para áudio-livro, entre elas se destacam: o fácil armazenamento,
por ser uma mídia digital, a versatilidade, uma vez que permite ao leitor executar outras
tarefas enquanto ouve, auxiliar na formação escolar, acadêmica e até na alfabetização do
indivíduo, contribuindo no processo de desenvolvimento da leitura, inclusive para pessoas
com deficiência visual.
DO LIVRO AO ÁUDIO
Há duas formas de se adaptar uma obra literária para áudio: através do audiolivro ou,
ainda, através do livro falado. O audiolivro é composto de narração dramática, de intérpretes
para cada personagem e de inserção de efeitos sonoplásticos - efeitos sonoros - que
proporcionam ao ledor uma imersão profunda na obra literária, tornando-o capaz de
identificar uma ação, como o de abrir uma porta ou o caminhar de um personagem, assim
como a descrição de uma cena, como pessoas conversando ao fundo. Já o livro falado se
compromete em apenas apresentar o texto narrado da forma como foi escrito, sem nenhum
tipo de dramatização ou efeitos sonoplásticos, sendo apenas uma leitura branca - termo
utilizado por ledores e produtores - como citado por Menezes et al (2008). Neste ínterim,
acreditamos que o audiolivro se mostra uma forma mais rica de adaptação da obra literária no
que tange a interpretação por parte dos ledores, trazendo o deficiente visual para mais perto da
realidade e possibilitando uma maior compreensão da história.
OBRAS LITERÁRIAS
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Ao escolhermos as obras literárias para a adaptação, levamos em consideração os
seguintes fatores: direitos autorais de livros que estariam disponíveis para a adaptação e,
também, obras que apresentassem ampla condição para a inserção dos efeitos sonoros. Assim,
foram escolhidos pelos integrantes do projeto, coordenadores e bolsistas, duas obras, uma
com o objetivo de servir como protótipo, para que os processos de criação (aos quais ainda
serão abordados nesse artigo) fossem totalmente aperfeiçoados e outra como obra final. A
primeira adaptação, a que chamamos de protótipo, foi d’O Conto da Ilha Desconhecida, de
José Saramago, publicado em 1998, que conta a história de um homem que foi à porta do rei
lhe pedir um barco para ir à busca de uma ilha, no caso, uma ilha desconhecida. Já para a
adaptação do livro oficial, escolhemos A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho,
publicado em 1848, que por sua vez, narra a história de uma cortesã que sofre de uma grave
doença e vive uma conturbada história de amor com um jovem cujo pai não aceita a relação
em nome da reputação de sua família.
GRAVAÇÃO
A gravação do protótipo d’O Conto da Ilha Desconhecida teve a participação
voluntária de alunos do próprio IF Sudeste MG/Campus Juiz de Fora, além da participação de
amigos. Já a gravação do livro A Dama das Camélias contou com a participação da
Companhia de Atores, grupo de teatro do colégio Cristo Redentor (Academia de Comércio)
de Juiz de Fora; também alguns dos integrantes do projeto atuaram como voluntários por
conta da quantidade de personagens. Sem a ajuda e contribuição desses parceiros seria
inviável a realização do projeto, tendo em vista que é necessário que cada personagem possua
seu próprio intérprete; isso faz com que o ouvinte consiga distinguir os vários diálogos ao
longo da narrativa, sem que haja nenhum tipo de confusão sonora.
O principal objetivo de termos feito um protótipo foi para o aprendizado, visto que
nenhum dos integrantes do projeto tinha experiência com gravação, atuação ou direção. Sendo
assim, a primeira etapa tinha a função de dar condições técnicas à equipe, para que a
qualidade da gravação e a interpretação por parte dos voluntários fosse aprimorada para o
livro.
Equipamentos utilizados para gravação
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A produção de áudio profissional exige a utilização de um estúdio de gravação e de
técnicos especializados, entretanto, é possível produzirmos áudio de qualidade com
equipamentos e softwares de edição de fácil acesso.
Para realizar as gravações, foram utilizados equipamentos do próprio IF Sudeste
MG/Campus Juiz de Fora, os quais listamos a seguir:
- Uma mesa de som ONEAL OMX 16x;
- Um projetor de vídeo;
- Um computador.
Além de equipamentos próprios:
- Dois microfones;
- Dois filtros anti-pop;
- Dois cabos p10 e p4 estéreo;
- Um pedestal, com suporte para dois microfones;
- Um notebook.
Os equipamentos próprios foram emprestados pelo professor José Honório
Glanzmann, sendo que o filtro anti-pop, que pode ser de encaixe na grade do microfone ou
pode ser utilizado a distância por meio de suportes fixados aos pedestais que é posicionado
entre o microfone e o narrador tem como objetivo diminuir o impacto da vibração de
determinadas consoantes ao serem pronunciadas, como o P, B, S e CH. Vale dizer que tal
filtro melhora a qualidade da gravação. Tal equipamento foi confeccionado pelo professor,
seguindo o tutorial disponível no endereço:
http://www.homestudiofans.com/home-
studio/211-filtro-anti-pop-como-fazer-o-seu-proprio-filtro-anti-pop
Software utilizado para gravar
Demos prioridade, ao escolher um software para gravar os audiolivros, a um que fosse
gratuito, de qualidade, que atende-se às necessidades do projeto e com amplos recursos para
edição. Foi escolhido o Audacity 2.0.4 cujo software é uma multiplataforma, livre e de código
aberto, para editar e gravar sons.
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Fonte: Imagem própria.
EDIÇÃO
O processo de edição tem por objetivo melhorar os aspectos técnicos das vozes,
eliminar os ruídos e editar os trechos mal gravados. Deste modo, podemos criar uma trilha
única para a inserção de efeitos sonoros e transformar o simples áudio em audiolivro.
Efeitos sonoros
Ao realizarmos a busca por efeitos sonoros, procuramos dar prioridade a sites que os
disponibilizassem de forma gratuita e, essa busca, nos levou ao FreeSound.org, que visa criar
uma enorme base de dados colaborativa de trechos de áudio, samples, gravações e bips. A
política de licenças utilizadas permite ao usuário apenas utilizar os efeitos de domínio público
ou em projetos sem fins lucrativos; as demais licenças abrangem os efeitos pagos ou os que
não podem ser utilizados e nem modificados.
Outra
fonte
utilizada
foi
o
SoundBible.com que é um site de efeitos gratuitos cuja política de licenças adotada se limita
aos efeitos de domínio público e os de Creative Commons Attribution 3.0, o que significa que
ao utilizar um efeito sonoro com esse tipo de licença, os devidos créditos devem ser atribuídos
ao autor.
Tratamento de som e suas configurações
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As trilhas sonoras gravadas receberam alguns efeitos disponíveis no software Audacity
com objetivo de melhoria da qualidade do áudio.
Entre os efeitos utilizados, destacam-se:

Redução de ruído;

Compressão;

Controle de volume em alguns trechos;

Equalização;

Aumento de grave e/ou agudo;

Fade In e Fade Out;

Hard Limiter e

Normalização.
SITE
O projeto conta com um site desenvolvido pelos integrantes, coordenadores e bolsistas
para a divulgação dos audiolivros. Seu intuito é bem mais profundo que apenas disseminar o
projeto no meio assistido; o objetivo do site é disponibilizar artigos científicos, notícias,
curiosidades, inovações tecnológicas e, também, de permitir o acesso aos audiolivros
produzidos. Vale dizer que criamos um canal de comunicação através de um formulário de
contato para que saibamos as dúvidas e as dificuldades daqueles que fazem uso do sistema.
Acessibilidade
O site seguiu as orientações de acessibilidade do Consórcio World Wide Web (W3C)
que é uma comunidade internacional que desenvolve padrões com o objetivo de garantir o
crescimento da web. Seu desenvolvimento foi feito em linguagem de marcação HTML 5 e
estilo CSS 3, segue os padrões da web semântica, assegurando com que o deficiente visual
possa ter acesso ao site utilizando ferramentas de leitura de tela, tais como o JAWS (Job
Acess With Speech), desenvolvido pela Freedom Scientific, ou o DOSVOX, desenvolvido
pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),
seguindo uma estruturação clara e objetiva, facilitando a navegabilidade por parte do usuário.
Além de ter uma baixa utilização de recursos visuais, as imagens presentes no site contam
com recursos alternativos de leitura; o atributo "alt" que é um mecanismo que permite que um
texto seja lido pelo leitor de tela no lugar da imagem, descrevendo assim para o usuário o
conteúdo visual. Outros meios de proporcionar a acessibilidade ao site foram incorporados,
276
tais como a criação de teclas de atalho, utilizando um atributo do HTML 5 chamado de
"accesskey" onde um caractere pode ser associado ao atributo e utilizado para facilitar a
navegabilidade no site. Exemplo: <a href= "#two" accesskey="6">Audiolivros</a>, nesse
exemplo o numero 6 é utilizado como atalho e em cada navegador esse recurso é utilizado de
uma forma diferente como mostrado abaixo:
Fonte: http://www.w3schools.com/tags/att_global_accesskey.asp
Accesskeys do site:
Accesskey
Atalho direciona para
1
Diminuir tamanho da fonte
2
Restaurar tamanho da fonte
3
Aumentar tamanho da fonte
4
Home
5
Artigos
6
Audiolivros
7
Notícias
8
Contato
9
Quem somos
Outro recurso utilizado é o de manipular o tamanho da fonte, podendo aumentar,
restaurar ou diminuir de acordo com a preferência do usuário, sem que se perca a formatação
do site, já que o mesmo é construído de forma responsiva, adaptando-se a modificações de
resolução de tela e tamanho dos conteúdos.
Próximos passos
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O site permanecerá ativo e com atualizações constantes de seu conteúdo. Uma das
próximas atualizações previstas é a criação de um player de vídeo personalizado e integrado a
um banco de dados, no qual o usuário irá se cadastrar e a partir do perfil criado terá acesso a
várias funcionalidades, entre elas listamos:
- Acesso a audiolivros criados pelo projeto;
- Acesso a audiolivros e livros falados do youtube e outras fontes;
- Criar marcações e anotações durante a execução do audiolivro;
- Possibilidade de parar a execução a qualquer momento, salvando o ponto de parada,
possibilitando a continuação posteriormente;
- Avançar e retroceder a execução;
- Inserção de notas e classificação os audiolivros.
REFERÊNCIAS
FARIAS, Suelen Conceição. “O Áudiolivro e sua contribuição no processo de disseminação
de informações e na inclusão social”. In: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da
Informação. Campinas, v.10, n.1, p.31-52, jul./dez. 2012.
FONT, Frederic; ROMA, Gerard; SERRA, Xavier. “Freesound technical demo."
Proceedings of the 21st ACM international conference on Multimedia. ACM, 2013.
In:
GOULART, Ilsa do Carmo Vieira. “Entre a materialidade do livro e a interatividade do leitor:
práticas de leitura”. In: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Campinas, v.12, n.2, p.5-19, maio/ago. 2014.
MENEZES, Nelijane C.; FRANKLIN, Sérgio. “Áudiolivro: uma importante contribuição
tecnológica para os deficientes visuais”. In: Ponto de Acesso. Salvador, v. 2, n. 3, p. 58-72,
dez. 2008.Belo Horizonte, 2013.
TUSSI, Ronan Remonatto. Estudo do impacto na qualidade de gravação por meio da
utilização de diferentes cabos. 2013. 107 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) –
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Curitiba, 2013.
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