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questão 1 - Colégio OBJETIVO

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questão 1 - Colégio OBJETIVO
Nome: _________________________________________
____________________________ N.º: __________
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Colégio
PARA QUEM CURSARÁ O 9.O ANO EM 2015
Disciplina:
Prova:
português
desafio
nota:
Examine a charge abaixo e responda às questões 1 e 2.
(Folha de S.Paulo, 7 de agosto de 2009.)
QUESTÃO 1
Analise as afirmações abaixo:
I. O contexto social apresentado na charge sugere uma situação socioeconômica de pobreza.
II. Casebres de madeira, lixo a céu aberto e terreno baldio fortalecem a crítica implícita na
charge.
III. Haver maior número de covas abertas que de caixões indica a probabilidade de mais mortes
de crianças.
É correto o que se afirma em
a) I, II e III.
b) III apenas.
c) II e III apenas.
d) I e II apenas.
e) I e III apenas.
OBJETIVO
1
PORTUGUÊS – DESAFIO – 9.o ANO
RESOLUÇÃO
Todas as afirmações estão corretas.
Resposta: A
QUESTÃO 2
O texto utilizado na legenda da charge revela que o local destinado à prática de futebol pelas
crianças foi transformado em cemitério. Que crítica essa charge evidencia?
a) O pouco espaço de lazer destinado às famílias que vivem nas grandes cidades.
b) O pouco incentivo das famílias para as crianças jogarem pelada em áreas livres.
c) A falta de solidariedade humana em situações de tristeza e dor vividas por famílias de baixa
renda.
d) A ocorrência no Brasil de número expressivo de morte de crianças de classe social menos
favorecida.
e) O descaso político em ceder áreas para construção de cemitérios em pequenas e grandes
cidades.
RESOLUÇÃO
O texto utilizado na legenda da charge critica a ocorrência de número expressivo de
morte de crianças que vivem em situação socioeconômica de pobreza.
Resposta: D
Texto para as questões de 3 a 9.
AMOR E OUTROS MALES
Uma delicada leitora me escreve: não gostou de uma crônica minha de outro dia, sobre dois
amantes que se mataram. Pouca gente ou ninguém gostou dessa crônica; paciência. Mas o
que a leitora estranha é que o cronista “qualifique o amor, o principal sentimento da humanidade, de coisa tão incômoda”. E diz mais: “Não é possível que o senhor não ame, e que,
amando, julgue um sentimento de tal grandeza incômodo”.
Não, minha senhora, não amo ninguém; o coração está velho e cansado. Mas a lembrança
que tenho de meu último amor, anos atrás, foi exatamente isso que me inspirou esse vulgar
adjetivo – “incômodo”. Na época eu usaria talvez adjetivo mais bonito, pois o amor, ainda que
infeliz, era grande; mas é uma das tristes coisas desta vida sentir que um grande amor pode
deixar apenas uma lembrança mesquinha; daquele ficou apenas esse adjetivo, que a
aborreceu.
Não sei se vale a pena lhe contar que a minha amada era linda; não, não a descreverei,
porque só de revê-la em pensamento alguma coisa dói dentro de mim. Era linda, inteligente,
pura e sensível – e não me tinha, nem de longe, amor algum; apenas uma leve amizade, igual
a muitas outras e inferior a várias.
A história acaba aqui; é, como vê, uma história terrivelmente sem graça, e que eu poderia
ter contado em uma só frase. Mas o pior é que não foi curta. Durou, doeu e – perdoe, minha
delicada leitora – incomodou.
OBJETIVO
2
PORTUGUÊS – DESAFIO – 9.o ANO
Eu andava pela rua e sua lembrança era alguma coisa encostada em minha cara, travesseiro
no ar; era um terceiro braço que me faltava, e doía um pouco; era uma gravata que me
enforcava devagar, suspensa de uma nuvem. A senhora acharia exagerado se eu lhe dissesse
que aquele amor era uma cruz que eu carregava o dia inteiro e à qual eu dormia pregado;
então serei mais modesto e mais prosaico dizendo que era como um mau jeito no pescoço
que de vez em quando doía como bursite. Eu já tive um mês de bursite, minha senhora; dói
de se dar guinchos, de se ter vontade de saltar pela janela. Pois que venha outra bursite, mas
não volte nunca um amor como aquele. Bursite é uma dor burra, que dói, dói, mesmo, e vai
doendo; a dor do amor tem de repente uma doçura, um instante de sonho que mesmo
sabendo que não se tem esperança alguma a gente fica sonhando, como um menino bobo
que vai andando distraído e de repente dá uma topada numa pedra. E a angústia lenta de
quem parece que está morrendo afogado no ar, e o humilde sentimento de ridículo e de
impotência, e o desânimo que às vezes invade o corpo e a alma, e a “vontade de chorar e de
morrer”, de que fala o samba?
Por favor, minha delicada leitora; se, pelo que escrevo, me tem alguma estima, por favor:
me deseje uma boa bursite.
(Rubem Braga)
QUESTÃO 3
De acordo com o texto, podemos concluir que o autor
a) objetiva contar a história de seu último amor.
b) defende a ideia de que o amor é um sentimento incômodo.
c) acredita que a dor do amor e uma dor física ocasionam sofrimento em igual medida.
d) já superou a dor causada por seu último amor e está preparado para viver uma nova história
amorosa.
e) demonstra ser masoquista, pois deseja ter bursite, como deixa claro no último parágrafo.
RESOLUÇÃO
De acordo com o texto, mesmo sendo criticado por uma leitora, o autor apresenta
argumentos para justificar o fato de considerar o amor um sentimento incômodo.
Resposta: B
QUESTÃO 4
Analise atentamente as afirmações abaixo.
I. Na forma de entender o amor, a visão da leitora se contrapõe à do autor.
II. O uso das expressões “minha senhora” e “delicada leitora”, empregadas pelo autor,
deixa entrever a afetividade dele para com a leitora indignada.
III. O autor se desculpa com a leitora por sua definição “equivocada” do amor.
É correto o que se afirma em
a) I apenas.
b) II apenas.
c) III apenas.
d) I e II.
e) II e III.
OBJETIVO
3
PORTUGUÊS – DESAFIO – 9.o ANO
RESOLUÇÃO
Erros: II) O uso das expressões “minha senhora” e “delicada leitora” deixa entrever
uma ironia sutil, empregada pelo autor em resposta à leitora indignada. III) O autor
deixa claro que ficou incomodado com o questionamento da leitora e, no decorrer do
texto, procura justificar seu ponto de vista sobre o amor.
Resposta: A
QUESTÃO 5
No trecho: “Não é possível que o senhor não ame, e que, amando, julgue um sentimento de
tal grandeza incômodo”. O autor usou aspas (“ ”) para indicar
a) uma passagem importante.
b) pensamentos do autor.
c) transcrição da fala da personagem.
d) comentário irônico.
e) um trecho escrito propositadamente de maneira incorreta.
RESOLUÇÃO
No trecho citado, foram usadas aspas para demarcar a transcrição da fala da leitora,
que demonstrou indignação com o comentário feito pelo autor em uma de suas
crônicas.
Resposta: C
QUESTÃO 6
Na oração “o amor, ainda que infeliz, era grande”, a parte destacada mantém com a outra
relação de
a) causa.
b) condição.
c) concessão.
d) consequência.
e) finalidade.
RESOLUÇÃO
A oração analisada é uma oração subordinada adverbial concessiva. Exprime uma
oposição em relação à oração principal (o amor era grande) sem negar que o fato nela
enunciado indica, portanto, concessão.
Resposta: C
QUESTÃO 7
“Não sei se vale a pena lhe contar que a minha amada era linda (...).” A expressão em
destaque significa
a) “sentir muito”.
b) “merecer o esforço”.
c) “promover castigo”.
d) “cumprir punição”.
e) “ter compaixão”.
OBJETIVO
4
PORTUGUÊS – DESAFIO – 9.o ANO
RESOLUÇÃO
A expressão “vale a pena”, usada pelo autor, significa “merecer o esforço”. O autor
quis dizer que não sabe se merece o esforço de contar à leitora quão linda era sua
amada.
Resposta: B
QUESTÃO 8
No texto, a frase “era uma gravata que me enforcava devagar” dá ideia de
a) uma prisão.
b) uma dor intensa.
c) um ato desesperado.
d) um grande sacrifício.
e) algo muito incômodo.
RESOLUÇÃO
Ao usar a frase citada, o autor quis dizer que sua última história de amor representou,
para ele, algo muito incômodo pelas circunstâncias vivenciadas ao lado de sua amada.
Resposta: E
QUESTÃO 9
No trecho “aquele amor era uma cruz que eu carregava o dia inteiro e à qual eu dormia
pregado”, contém uma figura de linguagem que consiste em:
a) Emprego reiterado de conjunções coordenativas.
b) Aproximação de antônimos.
c) Tentativa de reproduzir linguisticamente sons e ruídos.
d) Exagero intencional de uma expressão.
e) Fazer seres inanimados ou irracionais agirem como pessoas.
RESOLUÇÃO
O trecho apresentado contém uma hipérbole, figura que consiste em exagero para
tornar a mensagem mais expressiva. O autor exagerou ao dizer que o amor era uma
cruz que carregava o dia inteiro e à qual dormia pregado.
Resposta: D
QUESTÃO 10
A palavra “que”, destacada abaixo, pertence à mesma classe gramatical em todas as
orações, exceto em:
a) “(...) sobre dois amantes que se mataram.”
b) “Não é possível que o senhor não ame (...).”
c) “(...) lhe contar que minha amada era linda (...).”
d) “Mas o pior é que não foi curta.”
e) “(...) dizendo que era como um mau jeito (...).”
OBJETIVO
5
PORTUGUÊS – DESAFIO – 9.o ANO
RESOLUÇÃO
Em todas as orações, a palavra “que” classifica-se como conjunção integrante,
iniciando oração subordinada substantiva, à exceção da oração apresentada na
alternativa a, na qual a palavra “que” se classifica como pronome relativo, iniciando
oração subordinada adjetiva.
Resposta: A
Texto para as questões de 11 a 13.
SEM SINALIZAÇÃO
Recentemente, precisei de um mapa para chegar a um lugar à beira da Marginal Tietê. É
claro que o mapa de nada adiantou, pois os nomes das pontes estão afixados “nas” pontes
e não “antes” delas. E não há placas anunciando a qual ponte se está chegando. Ao ver que
chegara a uma ponte de onde deveria ter saído antes, precisei passar por debaixo dela, pegar
a alça e cruzá-la. Pergunto à CET ou ao DSV: custa muito fazer placas com os nomes das
pontes das Marginais do Pinheiros e do Tietê, para que o cidadão saiba de qual ponte está se
aproximando? Por que isso ainda não foi feito?
(Cláudia Costa. Sem sinalização. O Estado de S.Paulo, 31 out. 2004.)
QUESTÃO 11
Na carta, a leitora dirige sua reclamação aos órgãos responsáveis pelo trânsito da
cidade. Isso pode ser evidenciado na seguinte passagem:
a) “(...) custa muito fazer placas com os nomes das pontes”.
b) “É claro que o mapa de nada adiantou”.
c) “E não há placas anunciando a qual ponte se está chegando”.
d) “Pergunto à CET ou ao DSV”.
e) “Por que isso ainda não foi feito?”.
RESOLUÇÃO
A leitora, após errar um caminho por má sinalização dos nomes das pontes na
Marginal Tietê, escreve uma carta ao jornal O Estado de São Paulo, registrando sua
reclamação contra os órgãos CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e DSV
(Departamento de Operação do Sistema Viário), responsáveis pelo trânsito da cidade
de São Paulo.
Resposta: D
OBJETIVO
6
PORTUGUÊS – DESAFIO – 9.o ANO
QUESTÃO 12
A leitora pede providências aos órgãos responsáveis pelo trânsito por não ter
a) acertado os nomes das pontes das Marginais.
b) conhecimento dos nomes das pontes das Marginais.
c) chegado à ponte que queria.
d) consultado o mapa das pontes.
e) saído da Marginal Tietê no lugar pretendido.
RESOLUÇÃO
A leitora pede providências aos órgãos responsáveis pelo trânsito após não ter
conseguido identificar o nome de uma ponte da Marginal Tietê, em São Paulo, que a
ajudaria a chegar a seu destino. A identificação da ponte só se deu após a leitora ter
passado por esta. Assim, ela teve de fazer um retorno para voltar a seu destino e
conseguir sair da Marginal.
Resposta: E
QUESTÃO 13
As perguntas que a leitora dirige à CET e ao DSV mostram que ela está
a) desorientada.
b) desanimada.
c) indignada.
d) indecisa.
e) desamparada.
RESOLUÇÃO
De acordo com o texto, a leitora mostra-se indignada pelo fato de os nomes das pontes
das Marginais de São Paulo estarem afixados “nas” e não “antes” delas, o que pode
ocasionar erros de percurso, como o que aconteceu com ela.
Resposta: C
Nas questões 14 e 15, assinale a alternativa que complete corretamente as lacunas das
frases.
QUESTÃO 14
I.
II.
III.
IV.
Quando __________ as cartas na mesa, resolverão nosso problema.
Quem _____________ algum privilégio deve fazer por merecê-lo.
__________ anos que não os vejo.
Só peço uma coisa a você: _________________ cedo para não nos atrasarmos.
a) I. pormos; II. quiser; III. fazem; IV. chegue.
b) I. pormos; II. querer; III. fazem; IV. chega.
c) I. pusermos; II. querer; III. fazem; IV. chega.
OBJETIVO
7
PORTUGUÊS – DESAFIO – 9.o ANO
d) I. pusermos; II. quer; III. faz; IV. chegue.
e) I. pusermos; II. quiser; III. faz; IV. chegue.
RESOLUÇÃO
A frase I deve ser completada com a primeira pessoa do plural no futuro do subjuntivo
(pusermos); a II, com a terceira pessoa do singular no futuro do subjuntivo (quiser); a
III, com a terceira pessoa do singular no presente do indicativo (faz); e a IV, com a
terceira pessoa do singular no imperativo afirmativo, que corresponde à forma do
subjuntivo presente (chegue).
Resposta: E
QUESTÃO 15
I.
II.
III.
IV.
______________ muitos incidentes em sua ausência.
Certifique-se de que _________________ novas oportunidades.
___________ haver dez vagas remanescentes.
Eles nunca ___________________ conversado.
a) I.
b) I.
c) I.
d) I.
e) I.
Houve; II. haverá; III. Devem; IV. havia.
Houve; II. haverá; III. Deve; IV. haviam.
Houveram; II. haverá; III. Devem; IV. haviam.
Houveram; II. haverão; III. Deve; IV. haviam.
Houveram; II. haverão; III. Devem; IV. havia.
RESOLUÇÃO
Em I e II, “haver” é impessoal, sendo, portanto, conjugado na terceira pessoa do
singular; em III, “haver” é impessoal, acompanhado de verbo auxiliar “dever”, que
permanece na terceira pessoa do singular; e, em IV, o verbo “haver” deve concordar
com o sujeito (eles) a que se refere, flexionando, portanto, para o plural.
Resposta: B
OBJETIVO
8
PORTUGUÊS – DESAFIO – 9.o ANO
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