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O “Óbvio Ululante”

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O “Óbvio Ululante”
B O L E T I M I N F O R M AT I V O
DA
I G R E J A L U T E R A N A M A R T I N L U T H E R N 1 6 / J ULHO - A GOSTO 2 0 1 0
O
Converte-te a teu Deus, guarda o amor e
o juízo e no teu Deus espera sempre.
(Oséias 12.6).
Presidente / Vivemos uma realidade onde o
delegar tem lugar de destaque, ou seja, em
muitas situações, quem pode pagar delega. E
assim, pensa que pode delegar até o amor, o
carinho, a atenção aos filhos... Página 2
Reflexão / Participar de Igreja de Cristo é
um privilégio para nós que somos
conhecedores da sua mensagem e uma
oportunidade de renovar as nossas forças
nos irmanando num encontro semanal, em
meio às nossas diferenças de pensamentos
e idéias. Página 2
Decanato / O tema para o encontro “As
nossas raízes luteranas”, foi apresentado
de forma resumida, com relato de como a
Igreja Luterana entrou no Reino brasileiro,
que era absolutamente católico, e fincou
suas raízes através dos imigrantes
alemães... Página 3
Dia do amigo / Não precisa ser homem ou
mulher, basta ser humano, basta ter
sentimento, basta ter coração. Precisa saber
calar e falar, sobretudo saber ouvir. Página 4
PAMI
Plano de Ação
Missionária
da IECLB
“A missão integral de
Deus, compreendida
como a comunicação do
amor de Deus, dá-se no
testemunho missionário
da fé (evangelização), na
vivência concreta do
Corpo de Cristo (comunhão), no agir restaurador
e curador (diaconia), na celebração do amor
divino (liturgia). É aí, portanto, que a paixão de
Deus pela humanidade se revela ao mundo através
da vida da igreja.” (Missão de Deus nossa paixão;
texto-base, p. 35).
“A missão de Deus também é a vivência do amor
na forma do serviço humilde, amoroso,
acolhedor e inclusivo, é diaconia. Comunidade
missionária que serve é aquela que se aproxima
das pessoas, que luta pela vida digna, não só na
própria comunidade, mas também no mundo. É
aquela que questiona as situações de injustiça, de
opressão e exclusão e que pratica a misericórdia e
a justiça.”
Culto em favor do PAMI
Dia 29 de agosto, às 10h30min,
na Paróquia Martin Luther
Você também tem uma missão!
O “Óbvio
Ululante”
Jesus diz:
“Se tiverem amor uns pelos outros,
todos saberão que vocês são meus discípulos”.
Jo 13.35 (BLH)
Algumas coisas são essenciais à nossa
vida. E, às vezes, justamente por serem essenciais, e por acharmos que delas já sabemos o bastante, tiramo-las de nosso foco e passamos a dar
mais atenção a detalhes periféricos. Não que questões menos importantes não precisem também
de nossa atenção. Mas, o essencial, por vezes,
justamente por ser tão óbvio, passa ao segundo
plano na nossa percepção. Parece estranho, mas
tantas vezes assim é. Esta involuntária inversão
foi bem tipificada pelo dramaturgo Nelson
Rodrigues, ao cunhar a expressão “óbvio ululante”. Ou seja, um óbvio que de tão óbvio, estaria sempre à nossa frente, como que “pulando”
à nossa vista para ser percebido, mas que não o
perceberíamos como deveríamos perceber, isto
é, prioritariamente, justamente por ser tão óbvio.
Ou seja, um paradoxo.
O texto bíblico acima exposto, do domingo Cantate, cai como luva para este mês de
maio, em que comemoramos Pentecostes, o aniversário da Igreja Cristã. O que é (ou deve ser) a
Igreja? Há muitas respostas, e muitos detalhes
nas respostas. Mas qual a resposta principal, o
dado essencial? Comunidade dos que creem em
Jesus, movidos pelo Espírito Santo? Sim, esta pode
ser uma resposta que revela algo essencial. Mas
esta resposta ainda me parece incompleta. Faltalhe algo ainda mais essencial, um coração, um
óbvio às vezes não percebido como se deveria
percebê-lo.
É que Igreja é (ou deveria ser) a comunidade daqueles que, crendo, amam e se amam.
Este é o critério que Jesus coloca para a identificação de Sua comunidade. E o que me causa
mais admiração, no texto, é que o critério que
Jesus coloca – ao menos neste texto - para que as
pessoas reconheçam quem é dele, seu discípulo/
seguidor, não faz menção explícita à profissão
de fé, à crença, à ortodoxia doutrinária!! Não
que ela, a fé, não seja essencial e constitutiva para
que uma comunidade se identifique como cristã.
Claro que é! Mas, o “óbvio ululante”, é que o
amor entre os cristãos é o sinal insubstituível e
critério de reconhecimento da fé. Fé sem amor
não vale! A tradução da Bíblia feita por Almeida
ainda torna mais claro este critério, pois lá Jesus
diz: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”. É, assim,
ainda mais preciso: nisto, no amor, está o critério. E,
notem bem: o critério que Jesus coloca, em primeiro plano, é interno, antes de ser externo: Ele fala, à
comunidade cristã, do amor que os cristãos devem
ter uns para com os outros. Ou seja, nesta perspectiva, é impossível constituir Igreja sem este amor interno, de uns pelos outros, a conduzir decisões, reuniões, relacionamentos, palavras, conversas, interpretações, olhares, sentimentos, estudos, cultos, etc.
E, sem esta vivência de amor interno, também se
torna, no mínimo precário e contraditório, fazer
missão. Pois, mais que reparar nos aspectos externos e aparentes de uma comunidade, as pessoas têm
a sensibilidade para perceber o essencial, conforme
nos diz o próprio Jesus: “Se tiverem amor uns pelos
outros, todos saberão que vocês são meus discípulos”.
Isto é o que vale! Sem este óbvio, pode-se
constituir um clube, uma associação, ou mesmo
uma entidade filantrópica, mas não uma Igreja, não
uma comunidade cristã. Parece óbvio, e é. Mas, de
tão óbvio que é, precisa sempre de novo ser
relembrado, para que não seja mais um “óbvio ululante” que, de tão óbvio, não se vê e não se vive.
Que Deus possa sempre nos conduzir neste
amor de uns pelos outros, sem distinções e acima
de qualquer outro interesse. Pois uma comunidade cristã que, em seus relacionamentos, vive esta
essencial condição, faz missão pelo testemunho.
Por um testemunho que excede palavras, mas que
se torna óbvio naquilo que é essencial, e que o
próprio Jesus nos deixou como Sua herança: o
Seu amor que nos impele e inspira (Jo 13.34).
Pastor Rodrigo Portella
Republicação completa da refelexão da edição anterior.
Igreja Martin Luther / Julho - Agosto 2010 1
P ALAVRA DO P RESIDENTE /
Batismo, Ensino e Testemunho
“Ensina a criança no caminho em que deve andar,
e ainda quando for velho não se desviará dele”. Pv. 22.6
No culto do dia 04 de julho, o Pastor Rodrigo
Portella iniciou sua mensagem com uma pergunta: Quem
dos presentes não é batizado? A resposta foi que todos
eram batizados. O que significa o batismo?- continuou o
Pastor. O batismo significa que fomos acolhidos por Deus
e fomos chamados para uma vida de fé em nosso mundo.
Significa um compromisso com os princípios da igreja
cristã que devem ser praticados, ensinados e levados a
todos.
A reflexão que propomos é no sentido de olhar-
mos para a nossa realidade no contexto de ensino em sua
diversidade e o questionamento que se impõe:
A quem cabe a tarefa de ensinar?
A quem cabe o compromisso do chamado do
batismo?
A quem cabe o testemunho da salvação em
Jesus Cristo?
Afinal, vivemos numa sociedade com um novo
formato de família, na qual a mulher e o homem buscam
realização profissional, por vezes, priorizando o tempo
para a produtividade empresarial.
Vivemos uma realidade onde o delegar tem lugar de destaque, ou seja, em muitas situações, quem pode
pagar delega. E assim, pensa que pode delegar até o amor,
o carinho, a atenção aos filhos para outros profissionais.
Também delega a formação de valores, da ética, da conduta. Ah, a igreja, não raro, fica para momentos isolados
como o próprio batismo, a confirmação, o casamento.
Comunhão Cristã: um momento especial /
Com as palavras de Davi, ainda no Antigo
Testamento, inicio uma reflexão sobre a importância de vivermos como cristãos, na busca da
comunhão com Deus e com os nossos irmãos.
Assim diz o texto:
“Ó Senhor, eu amo o recinto de tua casa e o lugar
onde reside tua glória.” (Salmo 26.8).
Participar de Igreja de Cristo é um privilégio para nós que somos conhecedores da sua
mensagem e uma oportunidade de renovar as
nossas forças nos irmanando num encontro semanal, em meio às nossas diferenças de pensamentos e idéias. Contudo, apresento a seguir algumas etapas em que o culto cristão e a comunhão do povo de Deus fazem da Igreja de Cristo
um lugar especial para a vida de todos que se
congregam.
a) Escrituras – Deus fala conosco: No
culto que é prestado a Deus, o que realmente
importa é um coração que esteja aberto e sensível
a ouvir a sua palavra, Ele fala conosco ao abrirmos a Bíblia, e através dos textos nos identificamos em situações assemelhadas aos nossos atos
ou acontecimentos cotidianos. Quantas vezes ao
sairmos do culto nos sentimos revigorados por
Deus após uma prédica, por mais simples que
nos pareça?
“Jesus respondeu: bem aventurados são os que ouvem a
palavra de Deus e a obedecem!” (Lucas 11.28)
b) Oração – Nós falamos com Deus:
Quando nos reunimos como Igreja de Cristo nos
sentimos mais encorajados a buscar a Deus através da oração. Estamos junto a um povo que assim como nós está se colocando diante de Deus
V A L D O M I RO D OCKHORN
Quantas vezes ouvimos histórias de famílias que
estão sem rumo. De filhos que se distanciam dos princípios de responsabilidade, de compromisso.
Quem prioriza a educação, também no berço
familiar, atua de forma preventiva e constrói, dia-a-dia,
uma formação capaz de conduzir os filhos para a liberdade com responsabilidade, para a participação social, para
o sentido de vida.
Aliás, a graça de Deus revelada no batismo é o
fundamento para que a nossa vida tenha sentido e, assim,
faça uma diferença neste mundo a favor do reino de Deus.
Viver esta graça do batismo é comprometer-se
com o ensino, com o testemunho cristão e podemos
dizer, como Cora Coralina: “ O que importa na vida não
é o ponto de partida, mas a caminhada. Caminhando e
semeando, no fim terás o que colher”.
Fraternalmente,
Valdomiro Dockhorn
Marcos Linhares Mouren
com os seus anseios e suas ações de graças. Orar
não implica em ter palavras bonitas e rebuscadas,
mas em ser simples, e Jesus Cristo nos mostra a
simplicidade que Deus deseja de nós, quando nos
dá como exemplo a oração do “Pai-Nosso”.
“E quando orares não uses de vãs repetições,
como os gentios; que pensam que pelo muito
falar serão ouvidos.” (Mateus 6.7)
c) Hinos de louvor – Alimento para a
Igreja: Somente com uma Igreja reunida podemos parar e contemplar os cânticos
congregacionais, acompanhados pelos instrumentos musicais tão maravilhosos que por vezes
nos motivam na caminhada de fé e nos aproximam de Deus. Sem esta união não ouviríamos
ecoar o louvor dentro do templo. No louvor que o
povo de Deus entoa, mais do que nunca observamos a importância de nos irmanarmos e juntos
possamos fazer da música um alimento espiritual
para as nossas vidas através da letra que entoamos,
bem como oferecer a nossa reverência através de
nossas vozes, ao nome do Nosso Senhor Jesus
Cristo.
“Cantai salmos ao Senhor, porque fez coisas majestosas, que
isto seja conhecido em toda a terra.” (Isaías 12.5)
d) Santa Ceia – Partilha, perdão e vida
para a Igreja: O corpo e o sangue de Jesus também são recebidos pela comunidade cristã através
do pão e do vinho. Ao mesmo tempo em que a
Santa Ceia é um memorial do momento que
antecedeu o sacrifício de Jesus por nós, somos
presenteados com a partilha de um alimento que
é uma bênção de alegria e paz. A Igreja, por meio
da Santa Ceia recebe um novo ânimo para seguir
na sua caminhada como povo de Deus. Neste
momento de contrição lembramos Jesus Cristo
que se fez homem, habitou entre nós, e no ato
de sua morte nos salvou da condenação eterna,
nos dando vida e perdão para os nossos pecados.
“Porque todas as vezes que comerdes deste pão ou beberdes
este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.”
(1 Coríntios 11.26)
Deus também nos permite estar em comunhão com Ele quando estamos sozinhos, mas
se alegra ao ver o seu povo reunido e que juntos
proclamemos a sua palavra de salvação para que
outras pessoas possam estar fazendo parte da
Sua Igreja. Que Deus nos encoraje no dever de
anunciá-la aos que ainda não a conhecem.
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento
anuncia a obra das suas mãos.” (Salmo 19.1)
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2 Igreja Martin Luther / Julho - Agosto 2010
Visita da CELURJ ao Decanato de Schweinfurt / Cristina Schaefer
No período de 07 a 29 de maio ocorreu
mais uma edição do intercâmbio entre a CELURJ e
o Decanato de Schweinfurt, materializado com a
viagem a Alemanha da comitiva das paróquias do
Rio de Janeiro e da Creche Bom Samaritano,
representadas por Lélia Brazil, pela Paróquia Bom
Samaritano, P. Margarete Engelbrecht, pela Paróquia
Esperança, Evelyn Ruppelt, pela Paróquia Norte,
Cristina Schaefer, pela Paróquia Martin Luther, e
Vilma Petsch, pela Creche Bom Samaritano.
Fomos recepcionadas no aeroporto de
Frankfurt pelas pastoras Christhild Grafe e Taís K.
Strelow e, mais tarde, em recepção de boas vindas
no Decanato.
APRESENTAÇÃO DO TEMA- O tema para o
encontro “As nossas raízes luteranas”, foi
apresentado de forma resumida, com relato de como
a Igreja Luterana entrou no Reino brasileiro, que
era absolutamente católico, e fincou suas raízes
através dos imigrantes alemães, a partir de 1824.
Destacou-se que assim como uma planta, a raiz é a
mesma, tanto na Alemanha como no Brasil, mas os
frutos se adequaram ao solo local. No caso do Brasil,
temos as raízes e o princípio vindos da Alemanha, e
os ajustamos à nossa cultura. Isto é bom!
Mantivemos os laços, apesar das diferenças.
Devemos continuar trabalhando em favor do
Evangelho, pois ...”até aqui nos trouxe Deus... /
...bis hierher hat uns Gott gebracht... . O apresentador enfatizou que a igreja não deve se preocupar
tanto com a tradição mas sim em ser uma igreja
aberta, sem preconceitos, que acolha as pessoas indistintamente. Finalizou dizendo que a caminhada
foi difícil mas que, nestes 186 anos, pudemos nos
reunir e comprovar que as raízes continuam vivas,
ligando os dois países.
O relato, rico e esclarecedor, foi seguido de
uma noite de confraternização.
ONDE FOMOS - Fizemos várias viagens para,
“in loco”, vermos a vida luterana desde o seu início, quando fomos à Erfurt e Eisanach. Estas cidades
ainda guardam lembranças fortes da reforma pro-
testante, que completará 500 anos em
2017. Ficamos hospedadas no Mosteiro de Santo Agostinho, onde Lutero
esteve por algum tempo e de onde
veio sua formação religiosa.Visitamos
Wartburg (hoje patrimônio mundial
da Unesco) ali, naquele edifício Lutero
traduziu a Bíblia.
O QUE VIMOS – Vimos que a
igreja luterana procura o ecumenismo
com os católicos e, em Munique, participamos da Santa Ceia Campal com
luteranos e católicos ortodoxos. A
música, que tanto agradou no evento
ecumênico, foi a gospel. Participamos,
durante três dias, do “Dia da Igreja”,
um evento grandioso com centenas
de atrações, como palestras, stands de
apresentação de igrejas, diaconias, grupos ligados à
ecologia, música, etc., e por fim um culto campal.
Vimos muitos jovens trabalhando, participando e
visitando a feira, se assim podemos chamar.
As igrejas antigas, que foram católicas na
época de Lutero e que há muito passaram a ser
luteranas, mantém vivas suas histórias, inclusive seus
nomes de origem, dedicados a santos católicos, como
a igreja do Decanato que se chama São Johannes e a
de São Cosme e Damião, localizada na aldeia
Euerbach, também em Schweinfurt, com seus
utensílios, sua arquitetura, fazendo o visitante viajar
por um tempo que vai longe, nos dando a idéia
exata de como se vivia naquele ambiente.
Todas as igrejas, antigas ou novas, têm seus
órgãos de tubo, grandes ou pequenos. A música é
uma referência para todas as igrejas.
Notei, nos cultos em que participamos, que
a Bíblia não foi manuseada, mas que a palavra de
Deus nela contida, continua sendo o centro das celebrações.
As igrejas novas são modernas, com salões
para eventos, salas para as crianças, para os jovens,
cozinha, banheiros equipados para deficientes físicos. Muitos edifícios são e têm obras de artes, pensados por arquitetos e artistas plásticos. Dentro do tema
cristão há arte nas paredes, nos altares, nas cruzes e
em cada elemento que representa a fé cristã. Arte
que leva ao conhecimento da palavra de Deus e até
sobre as dores do mundo. O espaço interior é claro,
“clean”. A arrumação das cadeiras, em muitas delas,
buscam envolver os participantes no culto, criando
uma atmosfera descontraída, mas não deixando de
lado a reverência e a seriedade, que são próprias
nesta celebração.
(continua na próxima edição)
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Aniversariantes
Julho
03 Guilherme Esteves Galvão Lopes
05 Gerhard VascoWeiss
JoséVieira Sales
Nicolas Martinez
06 Flávia Cristina Ferrão
Anthony Christian Pinheiro
Elizabeth Behrendt
09 Ingeborg Knauss de Mendonça
10 Klaus Georg Matheus de Castro
Santos Weber
11 Doris Schweitzer Perez
12 Elke Schulze Bittar
NorilmaTherezinhaArmbrust
16 CarlosAlexandre Ferrão
Laura Dyckerhoff Pinheiro
17 CarlosAlfredo Gaspary Reetz
19Arndt Staa
Götz Herzfeldt
22 Ulrike Gonçalves
23 Manoel Ribeiro
24 Rolf Richau
Luise Brunhilde Amann
25 Johannes Mannshardt
26 Martina Schneider Rodrigues
28 Elizabeth Frida Lehmann
Agosto
01 Mônica Runze de Moura
02WaltraudWeber
Zita do Canto Georg
Umberto Caldarazzo
03Andreas Kehl
Francisco Henrique Dias Fauth
04 Claus Bernsmüller
Patrick Schenk
Maria Alves de Araújo Pereira
05 Anna Paula Caldeira
07 Ingeborg Urbscheit
09 Isolda Reich
10 Alberto Fontenelle Pluecker
15 P.Antônio Carlos Ribeiro
18 Letícia Caldeira
Bernardo Reuter
Tiago MartinsAgner
19 Cecília Minner
22 Maria do CarmoV S Minner
Hans StefanWertheimer
Neusa CoutinhoWeiss
23Thyago Greef Costa
24 Elzira Bennevitz Caldarazzo
Fernando Scofano de
Mendonça
25 Luis RodriguesAssis
26 Damaris S Birkner Monte
27 Waltraud MirianVasconcellos
Ricardo Rocha
28 Marise Mutz Heinz
29 Adir Langbecker
Alexandre dos Santos Silva
31 Márcia MartinsAgner
Frieda Gaiser
Setembro
01 HanneloreWeber
06 Flávia Freitas Sorge
07 Hans Schrempp
09Arlindo Hack
10 Elvira R. Denadary
12Maria da Conceição Barreto Meng
13 Marcos Klug
14 Magdalena Seidel Dantas
15 Maria Carla C. S. Fontenelle
Pluecker
16 Magdalena R. Elias
18 Klaus Bartels
Claudia Doerzapff Hinz
Brigitte Johanna Irmgard
Drese Frota
20 José Carlos Rodrigues
Peter Dirk Siemsen
21André Nolte
Margarita Schrempp
22 Kurt Schenk
Noemia Dockhorn
Lúcia Mª de Mello Endo
Osmar O Streb
Matheus Dyckerhoff Pinheiro
Virginia Georg Schindhelm
23 Helena Georg Bennett
24 Eugênio Carlos de Lima Gall
26 Rolf R. K. Schnellrath
28 Natália Runze de Moura
30 Sandra Elisa de Rooij
Pesar
Dia 12.05.10
Johanna Berta
Margarete Kehl – 83 anos
Dia 24.05.10
Sylvio Armbrust – 87 anos
Dia 24.05.10
Johannes Georg Blink
69 anos
Dia 24.05.10
Gerti Adi Gewehr
78 anos
Dia 17.06.10
Margarida Stephanie
Elza Ziemer – 77 anos
Dia 09.07.2010
Dore Seidel – 85 anos
Igreja Martin Luther / Julho - Agosto 2010 3
O Rei dos Instrumentos (continuação)
Como funciona um órgão / E U G Ê N I O G a l l
Depois de uma rápida jornada pela história do
órgão, gostaria agora de falar um pouco sobre a constituição
e o funcionamento do instrumento. Um órgão, basicamente,
se resume em três partes:
A. o teclado, ou os teclados, denominados "manuais" (quando para as mãos), e "pedaleira" (quando para os
pés). Os teclados manuais abrangem na maioria das vezes de
4 a 5 oitavas, a partir do dó1 (até 61 notas), e a pedaleira, no
máximo, 2 oitavas e meia, dó1 ao sol3 (até 32 notas);
B. o conjunto dos tubos que ficam verticalmente
dispostos sobre os "someiros" (caixas cheias de ar
comprimido). Na ilustração abaixo, distinguem-se sobre o
someiro três diferentes séries de tubos, cada uma começando
na parte frontal do desenho com o tubo maior, de sonoridade
mais grave e terminando com os tubos pequeninos, de
sonoridade aguda. Cada série de tubos, com características
tímbricas próprias, é chamada de "registro". Cada tecla de
um teclado corresponde a um tubo da fileira do registro. Há
registros nos quais uma tecla faz entrar em ação duas ou mais
fileiras de tubos ao mesmo tempo. São as chamadas “misturas”. Consideram-se órgãos pequenos os que possuem um
total de registros na faixa de 8 até 20; médios, aqueles com
20 a 40 registros. Há também grandes-órgãos com 80, 100,
150 ou até 200 registros. Os registros podem ser acionados
ou silenciados através de "puxadores" ou “plaquetas”, dispostas ao lado ou ao redor dos teclados. Geralmente, para
cada teclado há um someiro.Assim, um órgão com 2 manuais
e pedaleira pode ter até 3 someiros.As teclas estão interligadas
aos respectivos someiros por meio de mecanismos de
transmissão.A transmissão pode ser mecânica, pneumática,
eletro-pneumática ou elétrica; e
C. o fole.Tradicionalmente, o fole sanfonado que
insufla o ar e abastece os someiros com ar numa determinada
pressão estabilizada.
Os tubos do órgão:
Há dois tipos básicos: os tubos labiais e os tubos de
lingueta. Em ambos os tipos, o som é gerado através da
vibração de uma coluna de ar dentro do tubo. No entanto,
essa coluna de ar é induzida a vibrar de diferentes maneiras
em cada um dos tipos mencionados. Nos tubos labiais, a
corrente de ar passa pela "alma" do tubo e é dividida na
borda do "lábio superior", fazendo com que a coluna de ar
remanescente dentro do "corpo do tubo" vibre. No caso dos
tubos de lingueta, a corrente de ar primeiro provoca a vibração
de uma palheta de metal flexível (a lingueta), que então
transmite sua vibração para a coluna de ar no "corpo". A
velocidade da vibração depende do comprimento da coluna
de ar no interior do tubo, ou seja: o corpo do tubo, na
qualidade de corpo de ressonância, determina a altura do som
do tubo.Assim, um tubo com a metade do comprimento de
um outro proporciona o dobro de vibrações e soa, em decorrência, uma oitava mais aguda do que o maior.
Os tubos são feitos com ligas metálicas (por exemplo: estanho e chumbo ou zinco ou cobre) ou madeira
(carvalho, pinho, pau-brasil, mogno, tília, etc.). O formato
do corpo de um tubo labial pode ser: exatamente cilíndrico,
levemente cônico ou afunilado.Além disso, sua extremidade
superior pode ser aberta, fechada ou parcialmente fechada.
Um tubo fechado, para emitir o mesmo som que um aberto,
necessita apenas da metade do comprimento do aberto. Na
realidade, essas relações são muito mais complicadas, haja
vista que nem sempre são só esses fatores em diferentes
proporções que se influenciam reciprocamente, mas também
outras grandezas como, por exemplo, a pressão do ar. No caso
do tubo de lingueta, seu corpo, chamado de "pavilhão", em
nada influencia a altura do som. Ele funciona apenas como
corpo de ressonância e influencia, com suas dimensões, tão
somente o timbre do tubo de lingueta. O comprimento do
pavilhão, que corresponde mais ou menos à extensão de um
labial de mesmas dimensões, pode ser encurtado, sem que
isso resulte na modificação da altura do som, mas na alteração
apenas do timbre.
(continua na próxima edição)
Procura-se um amigo
Não precisa ser homem ou mulher, basta ser
humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber calar e falar, sobretudo saber ouvir.Tem que
gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, do sol,
da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve
ter amor por alguém, ou então sentir falta de não ter
esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que
os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é
preciso que seja de primeira mão. Pode já ter sido
enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é
preciso que seja puro, mas não deve ser vulgar. Deve ter
um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não
ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o amigo. Deve sentir pena das
pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar os que não
/ Hannelore Weber
puderam nascer. Procura-se um amigo para gostar dos
mesmos gostos, que se comova quando chamado de
amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância.
Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para
contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos
anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água
e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato
depois da chuva, e de deitar no capim. Precisa-se de
um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a
vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de
memórias perdidas. Que bata nos ombros sorrindo e
chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se
consciência de que ainda se vive.
Autor desconhecido, extraído do Jornal da Reconciliação / Dia do Amigo – 20 de julho.
EXPEDIENTE
Informativo da Igreja Luterana Martin Luther
R. Carlos Sampaio, 251 - Rio de Janeiro 20231.084
Tel.: (21) 2232-8548 Fax: 2509-6751
www.luteranos.com.br/centrorio
[email protected]
Arte Final: Gonzalo Peltier
Conselho: Valdomiro Dockhrorn, Carlos Roberto
dos Santos Caldeira, Rodolpho Georg, Carlos
Alfredo Gaspary Reetz, Cristina Correia Schaefer
e Hannelore Weber.
4 Igreja Martin Luther / Julho - Agosto 2010
Os artigos publicados são da responsabilidade de seus autores
Todos os dias com você!
Todas 2a sfeiras: a partir das 13 horas,trabalhos
artesanais (Montagsgruppe)
Todo último domingo do mês: culto com bênção
aos aniversariantes, com músicos instrumentistas
especialmente convidados.
Todos 5os domingos do mês: culto à família, com
almoço comunitário.
Uma vez por mês, num sábado: concerto,
prefrerencialmente de órgão, em nosso templo.
Às 18:00h. Veja programação na página “concertos”
no site www.luteranos.com.br/centrorio e na agenda
da Revista Viva Música.
Todas 3a s feiras: das 19h às 20:45h. ensaio do
Coral Martin Luther. Faça parte!!!
Toda terceira 4a feira do mês: das 14:00 às 16h.
Grupo de Encontro, Reflexão e Fé (ex Frauenhilfe/
Seniorenkreis) Participe!!! (Recesso: dezembro,
janeiro e julho).
Todo 1o e 3a domingo do mês: culto em
lingua alemã, às 9 horas.
PSICÓLOGAS
Mônica Santana
CRP - 05/28446
Psicoterapia Junguiana
Arteterapia - Dependência Química
Orientação Vocacional - Psicodiagnóstico
Virgínia Schindhelm
CRP - 05/28508
Psicoterapia Humanista - Terapia Sexual
Largo do Machado - Tel.: (21) 2245-5771
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