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Automação ganha espaço
para empresas que procuram
ter operações enxutas
Pessoas ou máquinas:
onde apostar?
Há 35 anos a IMAM realiza desenvolvimento profissional (“pessoas”),
projetos de automação (“máquinas”) e recomenda onde investir
C
om certeza, você já se deparou com essa antiga questão, que normalmente gera
muita discussão: investir em
pessoas ou máquinas?
Seja no ambiente empresarial ou
ainda em simples reuniões de amigos, algumas frases comuns de se escutar são:
• “a mão de obra está se tornando
cada vez mais cara”;
• “a tecnologia está cada vez mais
acessível”;
•
•
•
•
•
“os sindicatos são indiretamente
responsáveis pela automação, pois
foram eles que aumentaram o custo
da mão de obra para as empresas”;
“o homem será sempre necessário,
a automação nunca o substituirá”;
“a falta de mão de obra qualificada
aumenta o ritmo da automação”;
“investir em pessoas é muito melhor
que investir em máquinas”;
“advogados oferecem a oportunidade de entrar com ações trabalhis-
© IMAM Consultoria - Tel.: (11) 5575-1400 - Revista LOGÍSTICA
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tas (devido a condições inseguras)
contra seus empregadores”;
• “a máquina irá substituir o homem
apenas nas atividades perigosas,
sujas e pesadas”.
Estas questões divergentes geram
dúvidas e por isso, a proposta deste
artigo é apresentar a realidade na
visão de uma das mais experientes
empresas de consultoria que atua com
projetos de automação e desenvolvimento profissional.
Projetos de
Desenvolvimento
Profissional e Automação
Imagine você fazendo parte de um
time que tem a oportunidade de realizar, ao mesmo tempo, grandes Projetos
de Desenvolvimento Profissional (Pessoas) e também grandes Projetos de
Automação, nas áreas de Supply Chain,
Logística e Gestão Industrial.
Esse é o ambiente da IMAM Consultoria, que desenvolve uma média de
100 projetos anuais e, com base nestas
experiências, avalia constantemente
esta relação da automação com o desenvolvimento profissional.
História e Tendência
Em 1982 Reinaldo Moura, fundador do Grupo IMAM, publicou sua
dissertação de mestrado com o tema
“Flexibilidade: homem ou máquina”,
um comparativo entre os FMS Flexible Manufacturing Systems e
FSE - Fabricação Sem Estoques. O
desafio destes projetos que a IMAM
Consultoria enfrentou, nos seus primeiros 25 anos, podiam ser descritos
como operações que buscavam continuamente a melhoria da qualidade
e produtividade, com grande esforço
técnico e comportamental das pessoas. Os conceitos como “Lean”,
liderança, trabalho em equipe, entre
outros, com ênfase em desenvolvi-
mento da mão de obra, geravam um
excelente resultado de curto, médio e
longo prazo.
Essa realidade perdurou no Brasil
durante anos, pois os elevados investimentos em automação só se mostravam viáveis se o empresário aceitasse a
justificativa dos investimentos a partir
de fatores qualitativos, tais como: satisfação do cliente, redução de erros,
imagem da empresa, entre outras.
Em resumo, era muito comum
um dirigente de alguma empresa se
deparar, principalmente no exterior
ou em empresas concorrentes, com
alguma solução mais automatizada.
Porém, quando ele solicitava um estudo de análise de viabilidade deste
investimento, eram apresentados diferentes cenários e, em 90% dos casos,
os vencedores eram aqueles baseados
na simplificação dos processos e na
capacitação da mão-de-obra.
A justificativa era óbvia: a empresa
conseguiria atingir seus objetivos nos
próximos 5 a 10 anos, sem a necessidade de grandes investimentos.
Mas nos últimos 10 anos observa-se uma forte tendência, destes estudos, de viabilizar os investimentos
em automação (máquinas), reduzindo
significativamente a mão de obra
operacional, dando mais espaço a
uma mão de obra mais restrita, cara
e especializada.
PESSOAS + MÁQUINAS
Foram principalmente os investimentos em operações enxutas (produtividade) que levaram várias organizações, que já iniciaram este processo há
muitos anos, a atingir um melhor nível
de desempenho operacional. E é neste
cenário, quando se projeta um crescimento da operação, onde a automação
ganha mais espaço.
Isto não significa que a empresa
vai abrir mão de toda sua mão de obra
operacional, mas sim que vai diminuir
sua dependência de um grande contingente da mesma, podendo investir em
treinamento e capacitação de um grupo
menor de pessoas que conseguirão realizar um volume maior de operações.
Isto também não significa que a empresa irá seguir um processo de demissão, mas sim reduzir sua dependência
de contratação de novos funcionários
e dedicar mais tempo no treinamento
e capacitação dos atuais.
Conseguir viabilizar uma operação
logística ou de manufatura que integre
pessoas e “máquinas” é um desafio não
só técnico, mas que envolve todas as
áreas da organização.
Repense suas operações
A recomendação que a equipe de
projetos da IMAM Consultoria fornece
é: “repense seus projetos de desenvolvimento profissional e de automação,
pois o cenário dos últimos anos mudou
e estas novas oportunidades podem
dar a sua empresa uma vantagem
competitiva muito relevante”.
Vemos atualmente que a velha
questão pessoas vs máquinas deu lugar a relação pessoas + máquinas.
Eduardo Banzato
é diretor da IMAM
Consultoria
Tendência é aliar mão de obra operacional com soluções automatizadas
© IMAM Consultoria - Tel.: (11) 5575-1400 - Revista LOGÍSTICA
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