...

FACULDADE ASSIS GURGACZ ALAN JONES GUARAGNI

by user

on
Category: Documents
4

views

Report

Comments

Transcript

FACULDADE ASSIS GURGACZ ALAN JONES GUARAGNI
FACULDADE ASSIS GURGACZ
ALAN JONES GUARAGNI
EFEITO DO CHÁ DE HIBISCO (Hibiscus sabdarifa) ASSOCIADO À DIETA
HIPERLIPÍDICA EM RATOS WISTAR FÊMEAS
CASCAVEL – PR
2011
FACULDADE ASSIS GURGACZ
ALAN JONES GUARAGNI
EFEITO DO CHÁ DE HIBISCO (Hibiscus sabdarifa) ASSOCIADO À DIETA
HIPERLIPÍDICA EM RATOS WISTAR FÊMEAS
Trabalho apresentado na disciplina de
Trabalho de conclusão de curso do
curso
de
Ciências
Biológicas
Bacharelado, da FAG, como requisito
parcial de conclusão da disciplina.
Profº: M. Sc. Greicy Kiel
CASCAVEL – PR
2011
SUMÁRIO
1- INTRODUÇÃO ............................................................................................... 4
2. MATERIAIS E MÉTODOS .............................................................................. 7
2.1 Grupos ...................................................................................................... 7
2.2 Preparo da ração ...................................................................................... 7
2.3 Preparo do Chá ......................................................................................... 8
2.4 Avaliação de peso corporal ....................................................................... 8
2.5 Sacrifício ................................................................................................... 8
2.6 Coleta de sangue e dosagens................................................................... 8
2.7 Avaliação de gordura depositada .............................................................. 8
2.8 Análise estatística ..................................................................................... 9
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO ...................................................................... 9
3.1- Variação de peso ..................................................................................... 9
3.2- Gordura retroperitoneal e abdominal: ...................................................... 9
3.3- Colesterol total: ...................................................................................... 10
3.4- Triglicerídeos: ........................................................................................ 12
4. CONCLUSÃO ............................................................................................... 13
5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA .................................................................. 13
EFEITO DO CHÁ DE HIBISCO (Hibiscus sabdarifa) ASSOCIADO
À DIETA HIPERLIPÍDICA EM RATOS WISTAR FÊMEAS
Alan Jones GUARAGNI1
Greicy KIEL2
RESUMO
Na atualidade o homem se preocupa muito com a forma corporal perfeita e a manutenção da
saúde, porém não despende de tempo e não pretende exercer esforço, deste modo, o uso de
chás naturais está crescente. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do chá de
hibisco sobre o metabolismo de ratos Wistar fêmeas. Foram utilizados 33 ratos fêmeas da
linhagem Wistar, com aproximadamente 60 dias de idade. Posteriormente foram divididos em
03 grupos, sendo: 1) Grupo hiperlipídico e água (H), 2) Grupo hiperlipídico e chá de hibisco
(HC) e 3) Grupo controle (C). Depois de separadas, todas foram pesadas, procedimento que
era repetido uma vez por semana. O experimento durou 60 dias. Passado o período, os
animais foram sacrificados por decapitação. O sangue foi coletado e centrifugado,
posteriormente coletado o soro. Foram avaliados os seguintes parâmetros: variação de peso
corporal total, gordura retroperitoneal e abdominal, colesterol total e triglicerídeos. Percebeu-se
que houve variação significativa em relação à análise do colesterol, sendo o grupo (HC) com
menor índice em relação aos dois outros grupos, porém na análise dos triglicerídeos, o grupo
(C) encontrou-se valores mais elevados em relação ao grupo (H), porém sem interferência do
chá. Deste modo, o chá de hibisco, quando não associado à dieta balanceada e atividade
física, não altera os parâmetros analisados, não sendo, portanto, uma fonte que atue em
emagrecimento ou deposição de gordura corporal ou circulante. Sugerem-se outros
experimentos a fim de confirmar tais resultados e analisar outros parâmetros.
Palavras-chave: Hipercolesterolemia; Chá de hibisco; Efeito metabólico.
1- INTRODUÇÃO
Em decorrência da história do Homo sapiens, ancestrais do homem
atual, que necessitavam prover de gordura acumulada para sua sobrevivência,
transmitiram para a espécie atual, alguns genes capazes de promover a
adipogênese, que para eles, resultava em reserva de energia e proteção
térmica. Em contrapartida esta era queimada rapidamente nas suas buscas por
alimento (HALPERN, 1999), diferentemente do que ocorre na atualidade com o
homem moderno.
Esta capacidade de armazenar gordura tornou-se prejudicial com os
padrões de vida atual, nos quais com a excessiva oferta de alimentos, e a
1
Acadêmico de Ciências Biológicas – Faculdade Assis Gurgacz – Cascavel, PR. E-mail:
[email protected]
2
Mestre em Microbiologia – Docente da Faculdade Assis Gurgacz – Cascavel, PR. E-mail:
[email protected]
população tendendo a ser cada vez mais inativa, é conduzida rapidamente à
obesidade e agravos cardiovasculares. Podendo-se afirmar que obesidade é
considerada uma doença resultante do conflito entre genes antigos e vida
moderna, uma vez que a vida moderna não é compatível com as adaptações
evolutivas que se obteve ao longo da história da humanidade (HALPERN,
1999).
A obesidade é um problema de proporção mundial, chegando a ser
chamada de epidemia. É decorrente de um desequilíbrio entre energia ingerida
e energia despendida. O excesso de energia no organismo é armazenado nas
células adiposas, ocasionando aumento de tamanho e até mesmo duplicação,
e para que ocorra esse aumento, geralmente é através de um estímulo
nutricional, metabólico, neural, comportamental, genético ou pela associação
desses fatores (LAMARÃO, 2009).
Segundo Almeida (2009) a capacidade de armazenar energia sob a
forma de gordura é fundamental para suprir requerimentos vitais. Embora o
tecido adiposo seja considerado hoje como uma estrutura endócrina, uma vez
que produz entre outros a leptina, a adipsina, o fator de necrose tumoral
(TNFa), o inibidor do ativador do plasminogênio (PAI1) e o angiotensinogênio,
mas é o seu papel de reserva energética e proteção térmica que se sobressai
no sentido de nos garantir a sobrevivência.
Com a obesidade surgem vários problemas de saúde bem como o
colesterol. Este é transportado no sangue por meio de lipoproteínas, dentre as
quais estão à lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL), a lipoproteína de
baixa densidade (LDL), e a lipoproteína de alta densidade (HDL), sendo esta
responsável pelo transporte reverso, que leva principalmente o colesterol dos
tecidos para o fígado (BIASE, 2007).
A Organização de Saúde Mundial (OMS) preconiza o uso de terapias
alternativas, sendo que na Conferência de Alma-Ata tal sistema fitoterápico foi
recomendado para o Sistema Nacional Saúde a fim de auxiliar na melhorara da
saúde da comunidade (BRASIL, 2001).
No Brasil a recente aprovação da Política Pública de Plantas Medicinais
e Fitoterápicas visa garantir o uso correto das mesmas melhorando a qualidade
de vida (BRASIL, 2006).
Muitos são os fitoterápicos utilizados, o problema é que pouco se
pesquisou sobre sua ação e com isso, o uso indiscriminado pode acarretar
sérios problemas. Um dos fitoterápicos utilizados atualmente em larga escala é
o Hibiscus sp. (BRASIL, 2006).
Conhecido popularmente como hibisco, este é um subarbusto anual das
Malváceas com cerca de 2m de altura, bastante ramificado na base, com talos
arroxeados, robustos e folhas caulinares trilobadas. Trata-se de um arbusto
perene originário da China. Suas flores têm vida curta, as formas simples
duram pouco mais de 24 horas e as formas dobradas podem resistir cerca de
dois dias. Floresce o ano todo e gosta de locais quentes e úmidos. Suporta
bem terrenos arenosos e dão ótimos resultados em regiões próximas as praias
(CASTRO, 2004).
As flores do Hibiscus sabdariffa são ricas em mucilagem, uma mistura
complexa de polissacarídeos que se transformam numa fibra gelatinosa
quando a água é adicionada. O chá obtido a partir do cálice da flor contém
polissacarídeos em boas quantidades, além de conter também concentrações
elevadas de flavonóides - reconhecidos como protetores contra os radicais
livres. Rico em cálcio, magnésio e ferro e nas vitaminas A e C, o Hibiscus
contém também fotoquímicos, altos teores de antocianinas, ácido tartárico,
málico, cítrico e hibístico, fitosteróis, além de quantidade significativa de fibras
alimentares (CASTRO, 2004).
O chá da flor de hibisco, combinado a uma alimentação saudável, auxilia
na redução de gordura, na digestão, regulariza o intestino e ainda combate a
retenção de líquidos, o que facilita o emagrecimento. Além disso, a bebida é
muito rica em flavonóides, uma poderosa substância antioxidante, que combate
os radicais livres, protegendo o coração de doenças e a pele do
envelhecimento (YUNES; CALIXTO, 2001)
Segundo Yunes e Calixto (2001), eles acreditam que ele atue no
aceleramento do metabolismo, além de impedir o aparecimento do diabetes de
tipo II, de reduzir a produção do colesterol, bem como de diminuir os níveis de
lipídio e glicose na circulação sanguínea. Além do mais, esta substância atua
como calmante, é diurético e laxante, superando os benefícios oferecidos pelo
chá verde, pois tem um baixo teor de cafeína.
O presente estudo teve como objetivo verificar a relação entre os valores
referentes à variação de peso corporal, deposição de gordura retroperitoneal e
abdominal, triglicerídeos (TAG), colesterol total (CT) em indivíduos induzidos a
hipercolesterolemia, avaliando sobre estes padrões o consumo de chá de
hibisco.
2. MATERIAIS E MÉTODOS
Foram utilizados 33 ratos (Ratus novergicus) da linhagem Wistar,
fêmeas, com aproximadamente 60 dias de vida, fornecidos pelo Biotério
Central da Faculdade Assis Gurgacz. Os animais foram divididos em três
grupos, sendo que cada grupo recebeu um tipo de dieta.
O experimento seguiu as normas do Comitê de Ética Animal da
instituição, sendo aprovado pelo mesmo. Todos os animais ficaram em caixas
de polipropileno e em temperatura de 21ºC ±2, e com fotoperíodo claro-escuro
de 12 horas. Cada caixa continha quatro animais, sendo que apenas uma de
cada grupo tinha apenas três animais.
2.1 Grupos
Os animais foram divididos em 03 grupos distintos.
1) Grupo Hiperlipídico (H) (n=11): As fêmeas receberam dieta hiperlipídica e
água por 60 dias.
2) Grupo Hiperlipídico + Chá (HC) (n=11): As fêmeas receberam dieta
hiperlipídica e chá de Hibiscus sabdarifa (8g/L) por 60 dias livre.
3) Grupo Controle (C) (n=11): As fêmeas controle receberam dieta livre
balanceada e água por 60 dias.
2.2 Preparo da ração
A ração foi formulada de acordo com as recomendações do American
Institute Nutrition, porém adaptadas.
No preparo da ração hiperlipídica foi adicionada banha de porco
comercial à ração, numa proporção de 1:8. A banha de porco foi previamente
derretida e a ração adicionada posteriormente. Após a absorção da gordura
pela ração até esta estar saturada, o composto foi resfriado e armazenado sob
refrigeração.
2.3 Preparo do Chá
O chá de Hibisco (Hibiscus sabdarifa) foi adquirido em farmácia local, na
forma de sachet, composto apenas pelo cálice da flor. Foram pesados 08
gramas do chá e colocado em infusão com 01 litro de água aquecida por 10
minutos. Foi aguardado o tempo de resfriamento e posteriormente servido as
cobaias.
2.4 Avaliação de peso corporal
O peso corporal total foi verificado uma vez na semana, sempre na
sexta-feira de cada semana, no período vespertino, a partir do início do
experimento até o sacrifício dos animais, sempre sob as mesmas condições.
2.5 Sacrifício
Após 60 dias de avaliação os animais foram sacrificados por
decapitação, seguindo os padrões de ética em pesquisa animal, sem
sofrimento para os mesmos.
2.6 Coleta de sangue e dosagens
Imediatamente após o sacrifício das cobaias, foi coletado em tubos de
ensaio não heparinizados aproximadamente 10 ml de sangue para dosagens
de colesterol total e triglicerídeos, utilizando kits comerciais da marca
Bioliquid®.
2.7 Avaliação de gordura depositada
Com os animais mortos realizou-se a abertura abdominal com o auxílio
de tesoura, bisturi e pinça para retirada e pesagem em balança comercial da
gordura retroperitoneal e abdominal.
2.8 Análise estatística
Os dados foram analisados através do Teste t de Student com
significância para p<0,05.
3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
3.1- Variação de peso
No gráfico abaixo se observou que o grupo que recebeu o chá (HC) teve
variação de peso maior (50,8 ± 23,5), sendo deste modo considerado o
aumento de peso evidente, quando comparados aos grupos H (37,5 ± 23,5) e
ao grupo C (45,0 ± 18,9) , porém sem nenhuma diferença significativa.
Figura 1: Variação de peso durante o período do experimento.
H) Hiperlipídico; HC) Hiperlipídico e Chá; C) Controle
Segundo Marques-Lopes (2004), a obesidade é definida como o
acumulo excessivo de gordura corporal que deriva de um desequilíbrio entre a
energia ingerida e a energia gasta. Neste desequilíbrio podem estar implicados
diversos fatores relacionados com o estilo de vida, alterações neuroendócrinas,
juntamente com um componente hereditário. Neste experimento não foi
verificado em humanos, pois as condições foram as mesmas.
3.2- Gordura retroperitoneal e abdominal
Com o experimento, foi possível perceber que a quantidade de gordura
retroperitoneal e abdominal acumulada pelo grupo que recebeu dieta
hiperlipídica (Grupo H = 11,5 ± 4,6) foi similar aos grupos HC (10,4 ± 2,9) e C
(9,9 ± 3,1), conforme demonstrado na Figura 02.
Figura 02: Depósito de gordura retroperitoneal + abdominal
H) Hiperlipídico; HC) Hiperlipídico e Chá; C) Controle
Segundo Fonseca-Alaniz et al. (2006), o tecido adiposo é um tipo
especial de tecido conjuntivo, que se caracteriza pela presença de células
especializadas em armazenar lipídeos. Esse depósito aumenta o peso e o
volume corporal, implicando em alterações morfológicas e sobrecarga do
coração e dos pulmões, responsáveis pela oxigenação de um volume corporal
maior do que o esperado.
O componente genético constitui um fator determinante de algumas
doenças congênitas e um elemento de risco para diversas doenças crônicas
como diabetes, osteoporose, hipertensão, câncer, obesidade, entre outras. O
aumento da prevalência da obesidade em quase todos os países durante os
últimos anos parece indicar que existe uma predisposição ou susceptibilidade
sobre a qual atuam os fatores ambientais relacionados com os estilos de vida,
em que se incluem principalmente os hábitos alimentares e a atividade física.
3.3- Colesterol total
Os dados do colesterol total (mg/dL) são indicados entre os valores de
200 e 239 mg/dL, consideram-se os valores como “boderline” (moderado) e
acima de 240 mg/dL como valores de risco. O grupo (H) apresentou uma média
de 251,43 ± 24 mg/dL de colesterol total, se encaixando em um grupo de risco,
enquanto o grupo (C) encontra-se no limite do risco (239,25 ± 12), não havendo
portanto diferença significativa entre eles. Entretanto, quando comparados ao
grupo (HC) o qual apresentou um valor inferior (170 ± 9,7) perante aos outros
dois grupos (C e H), percebeu-se esta diferença significativa conforme
constatado na figura 03.
Figura 03: Análise do colesterol total nos animais no final do experimento.
H) Hiperlipídico; HC) Hiperlipídico e Chá; C) Controle
* apresenta diferença significativa
Dados similares foram encontrados por Zawoski et al. (2007) porém
utilizando chá de Sene e por Kusano et al. (2007) com o uso de chá de
cavalinha em ratos machos. Não foram encontrados trabalhos em ratos
utilizando-se de chá de hibisco.
Esteróis é um tipo de gordura estruturalmente muito semelhante ao
colesterol animal e exercem um papel essencial na componente lipídica das
plantas e na estrutura das membranas celulares dessas (LOTTENBERG,
2002).
As principais fontes alimentares de fitoesterol são os óleos vegetais
pouco refinados, algumas sementes oleaginosas como as nozes, frutos
oleaginosos, hortícolas, legumes e leguminosas secas. Apesar de esses
alimentos serem considerados boas fontes, os fitoesteróis são encontrados em
pequenas quantidades neles (LOTTENBERG, 2002).
O consumo de quantidades significativas de frutas e vegetais
diariamente é suficiente para que o efeito do consumo de fitoesterol se
evidencie, no entanto, em uma dieta pobre desses alimentos, o uso de
produtos adicionados de fitosteróis pode ser uma excelente alternativa.
Mundialmente, o consumo de fitosteróis através de alimentos e hábitos de vida
saudáveis, está vinculado à redução dos níveis de colesterol sanguíneo
(reduzindo as frações do colesterol LDL – ruim – e mantendo inalteradas as
frações de HDL – bom) e conseqüentemente a diminuição do risco de doenças
cardiovasculares (LOTTENBERG, 2002).
Por atuar no intestino, o Fitoesterol tem um efeito mais universal e
seguro, especialmente interessante para prevenção, pois reduz entre 10-15% o
serum
colesterol,
fator
indicado
para
a
maior
parte
da
população
(LOTTENBERG, 2002).
3.4- Triglicerídeos
Os dados coletados de triglicerídeos, apresentaram-se elevado para os
três grupos. É visto o maior valor no grupo controle (492,7 ± 50), pois o valor de
referência para adultos é de 40 – 200 mg/dL, quando comparado ao grupo (H)
(322,3 ± 65) e ao grupo (HC) (327,1 ± 68), conforme dados da Figura 04.
Figura 04: Análise do triglicerídeos nos animais no final do experimento.
H) Hiperlipídico; HC) Hiperlipídico e Chá; C) Controle
* apresenta diferença significativa em relação aos dois outros grupos.
A gordura analisada além dê ser obtida através de alimentos, também
pode ser sintetizada no fígado. São utilizados como energia de liberação
imediata e também quando em excesso é depositado para formação da
camada adiposa. São produzidos a partir do esterol e ácidos graxos. Quando a
taxa de triglicerídeos esta elevada, é fator de risco para doenças
cardiovasculares (BIASE, 2007).
O ateroma, que é uma placa composta por lipídeos e tecido fibroso que
se formam na parede dos vasos. Acumulam-se progressivamente nos vasos
podendo obstruí-lo causando assim isquemias teciduais (MAFFEI; YOSHIDA,
2002).
4. CONCLUSÃO
Concluí-se que o uso do chá de hibisco neste estudo não foi eficaz, não
para a redução do peso corporal ou diminuição de depósito de gordura
corporal. O mesmo efeito foi percebido em relação ao valor referido ao
triglicerídeo.
O chá analisado pode ser um meio natural associativo para garantir
redução nos níveis de colesterol total, sendo de grande valia estudos mais
aprofundados sobre este fitoterápico, uma vez que o colesterol é uma doença
grave e que traz grandes prejuízos para a saúde e para o Sistema Único de
Saúde (SUS), com agravos considerados, encarecendo o tratamento.
Com o objetivo de obter redução de gordura corporal tornam-se
importante aliar o consumo do chá de hibisco a um plano alimentar equilibrado,
além da prática freqüente de atividade física, consideradas condutas favoráveis
para acelerar o metabolismo energético.
5. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ALMEIDA, Jussara C. Revisão sistemática de dietas de emagrecimento: papel
dos componentes dietéticos. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia e
Metabologia. V 53, n. 5, 2009.
BIASE, Simone Grigoletto. Dieta vegetariana e níveis de colesterol e
triglicérides. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. São Paulo, V 88, n. 1,
2007.
BRASIL. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Políticas Públicas de
Saúde. Projeto Promoção da Saúde. Declaração de Alma Ata. Conferência
Internacional sobre cuidados primários de saúde, 6-12 de setembro de 1978;
Alma-Ata; USSR, 2001.
BRASIL. Portaria do MS nº. 971, de 3 de maio de 2006. Aprova Política
Nacional de Práticas Integrativs e Complementares (PNPIC) no Sistema Único
de
Saúde.
Disponível
em:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/PNPIC.pdf. Acesso em 10 set
2008.
CASTRO, Henrique Guilhon de, et al. Contribuição ao Estudo das Plantas
Medicinais Metabólitos Secundários. 2 ed. Gráfica Suprema e Editora, 2004.
P 113.
FONSECA-ALANIZ, Miriam, H. et al. O Tecido Adiposo como Centro
Regulador do Metabolismo. Vol 50, n. 2, Abril, 2006.
HALPERN, Alfredo. A Epidemia de Obesidade. Arquivos Brasileiros de
Endocrinologia e Metabologia. São Paulo, V 43, n. 3, 1999.
KUSANO, S.C.; KIEL, G.; MORGAN, A.C.; LOCATELLI, A.C.; PEREIRA , F.M.
Influência da Ingestão de Chá de Sene sobre o organismo de ratos Wistar. In:
Fesbe, 2007, Águas de Lindóia, Anais... FESBE 41.088, 2007.
LAMARÃO, Renata C. Aspectos Funcionais das Catequinas do Chá Verde no
metabolismo celular e sua Relação com a Redução da Gordura Corporal.
Revista de Nutrição. Campinas, V 22, n. 2, 2009.
LOTTENBERG, Ana M. P. et al. Eficiência dos Ésteres de Fitoesteróis
Alimentares
na
Redução
dos
Lípides
Plasmáticos
em
Hipercolesterolêmicos Moderados. São Paulo, Vol 79, n° 2, 2002.
MAFFEI FHA. Lastória. S; YOSHIDA. W.B Rollo. H. A. Doenças Vasculares
Periféricas. Rio de Janeiro, Medsi. Vol 2, 999 – 1010, 2002.
MARQUES-LOPES, Iva. Aspectos Genéticos da Obesidade. Revista de
Nutrição. Campinas, vol. 17, n. 3, 2004.
OMS, Organização Mundial de Saúde. Programa Nacional de Orientações a
Obesidade.
Ministério
da
Saúde,
1997,
1999.
Disponível
em:
www.saúde.gov.br/bvs Acesso em 24/10/10.
YUNES, Augusto Rosendo; CALIXTO, João Batista. Plantas Medicinais: sob
a ótica da Química Medicinal Moderna. Chapecó: Argos, 2001. P 713.
ZAWOSKI , E.S.; KIEL, G.; KUSANO, S.C.; MARTINS, L.L.; PADOIN, M.J.
Ação do chá de cavalinha sobre o peso e gordura em ratos Wistar machos. In:
Fesbe, 2007, Águas de Lindóia, Anais... FESBE 41.061, 2007.
Fly UP