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O USO DO VÍDEO EM EAD: DESAFIOS NO PROCESSO DE
Revista Cesuca Virtual: Conhecimento sem Fronteiras
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O USO DO VÍDEO EM EAD: DESAFIOS NO PROCESSO DE ENSINO
APRENDIZAGEM
Débora Silva de Oliveira1
RESUMO
O artigo busca discutir a educação a distância, especialmente no que tange ao
crescimento do fenômeno do uso de vídeos em EaD. Os vídeos, embora muito
criticados, podem propiciar novas perspectivas para a educação, para o ensino e
para o aprendizado a distância, visto que possibilitam a interação e o uso de textos
explicativos através de diferentes estratégias de aprendizagem. Para tanto, em um
primeiro momento, será apresentado breve histórico da EaD. Em seguida, discutidos
alguns de seus benefícios, vantagens e dificuldades. Por fim, será apresentado o
uso vídeo como estratégia, enfocando especialmente o Youtube, o streaming vide, e
as videoconferências. Inúmeros são os desafios do uso do vídeo em EaD, ao
mesmo tempo em que se observam vantagens, também se percebem limitações. A
pesquisa e estudo na área são fundamentais para a integração adequada de vídeos
em EaD.
Palavras-chave: uso do vídeo; educação a distância; vantagens; desvantagens.
ABSTRACT
The article discusses distance education, especially in regard to the growth of the
phenomenon of the use of video in distance education. The videos, though much
criticized, can provide new perspectives for education, for education and distance
learning, as to enable interaction and the use of callouts through different learning
strategies. Therefore, at first, will be presented a brief history of distance education.
Then discussed some of its benefits, advantages and difficulties. Finally, will be
presented using video as a strategy, focusing especially YouTube, streaming vide,
and videoconferences. Numerous challenges are the use of video DL, while it
obsevam advantages, also known limitations. The research and study in the area are
crucial for the proper integration of video in distance education.
Keywords: use of video, distance education; advantages, disadvantages
1
Mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006)
e o Doutora por este mesmo Programa de Pós-Graduação na UFRGS (2010).
[email protected]
Rua Silvério Manoel da Silva, 160 – Bairro Colinas – Cep.: 94940-243 | Cachoeirinha – RS | Tel/Fax. (51) 33961000 | e-mail: [email protected]
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INTRODUÇÃO
A sobrevivência das instituições de ensino demanda o desenvolvimento de
maior competência no uso da tecnologia da informação e nas novas tecnologias de
ensino. As instituições que desenvolverão uma sólida imagem e reputação no
mercado de trabalho destacarão, não só o volume de cursos, mas também
abrangência de conhecimentos permeada pelo repensar e pelo aperfeiçoamento
contínuo da qualidade de seus serviços, de seus sistemas de avaliação e de
flexibilidade (IVES; JAVENPAA, 1996).
Para esses autores, uma Nova Infraestrutura Intelectual está se construindo
no campo da educação, caracterizada, dentre outros aspectos, por comunidades
virtuais de aprendizado, as quais diminuem a interação física entre alunos e
professores, eliminando a necessidade de deslocamento, minimizando custos e
aumentando a conveniência e a flexibilidade. Essa nova infraestrutura intelectual
consistiria na educação a distância.
A educação a distância (EaD) tem sido cada vez mais utilizada como prática
educativa e de interação pedagógica, visto que possibilita uma verdadeira
comunicação bilateral que ultrapassa o simples colocar materiais instrucionais a
disposição do aluno (SARAIVA, 1996). De acordo com a autora, essa modalidade de
ensino exige um atendimento pedagógico, que promova a organização da
veiculação e dos canais de comunicação a distância entre professor-aluno durante
todo o processo de ensino/aprendizagem.
A comunicação educativa deve provocar a aprendizagem sob a ótica de
diferentes estratégias, utilizando-se de novas tecnologias que propiciem a ampliação
e a diversificação da interação entre professor e aluno. Nesse sentido, o presente
artigo busca discutir alguns aspectos que envolvem a educação a distância,
especialmente no que tange ao crescimento do fenômeno do uso de vídeos
baseados na web e que podem ser utilizados em EaD.
Para tanto, em um primeiro momento, será apresentado um breve histórico
da EaD. Em seguida, serão discutidos alguns de seus benefícios, vantagens e
dificuldades. Por fim, será apresentado o uso vídeo como estratégia em EaD. Nesse
ponto, serão tratados os diferentes tipos de mídias que podem ser utilizadas em
EaD, como o Youtube, o streaming vide, as videoconferências e webconferências.
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Destaca-se que não se pretende, de forma alguma nesse artigo, esgotar o tema,
mas conhecer e discutir brevemente alguns pontos que abordam a educação a
distância e o uso do vídeo em EaD.
1 BREVE HISTÓRICO DA EAD
A EaD tem uma longa história, com origem nas experiências de educação
por correspondência iniciadas no final do século XVIII e com largo desenvolvimento
a partir de meados do século XIX (BERNARDO, s/ d). Já na antiguidade,
inicialmente na Grécia e depois em Roma, era possível observar a comunicação
educativa com vistas à aprendizagem em indivíduos fisicamente distantes
(SARAIVA, 1996). Mas, foi somente no século XX, que se observou um movimento
de consolidação e de expansão da educação a distância (SARAIVA, 1996).
Houve um aumento significativo no número de países e de instituições que
aderiram a proposta de um processo de aprendizagem diferenciado, adotando novas
metodologias e técnicas mais complexas, utilizando-se da educação a distância
(SARAIVA, 1996). Atualmente, mais de 80 países, adotam a EaD nos diferentes
níveis de ensino, em programas formais e não-formais (BERNARDO, s/ d).
A expansão da EaD se deu em função de fatores de ordem político-social,
econômico, pedagógico e tecnológico. Esse crescimento foi impulsionado pela
grande exigência de formação em níveis mais avançados (MAGALHÃES, RIBEIRO;
SCHENKEL, s/ d).
No Brasil, seu marco inicial parece ter sido por volta da década de 20.
Segundo Saraiva (1996), a criação da EaD foi realizada por Roquete-Pinto, entre
1922 e 1925, na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Naquela época, foi utilizado um
plano sistemático educacional de radiodifusão como forma de ampliar o acesso à
educação. Já para Bernardo (s/d), a fundação do Instituto Rádio Monitor, em 1939, e
depois do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, teriam levado a termo as várias
experiências diferenciadas de ensino a distância.
Mas, foi somente em 1996, que a EaD foi normatizada através da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996),
pelo Decreto nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998 (publicado no D.O.U. de
11/02/98), Decreto nº 2.561, de 27 de abril de 1998 (publicado no D.O.U. de
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28/04/98) e pela Portaria Ministerial nº 301, de 07 de abril de 1998 (publicada no
D.O.U. de 09/04/98). De acordo com esse decreto, a EaD é uma forma de ensino
que possibilita a autoaprendizagem por meio de recursos didáticos sistematicamente
organizados, em diferentes meios de informação, usados isoladamente ou
combinados.
2 EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA: BENEFÍCIOS, VANTAGENS E DIFICULDADES
A educação a distância (EaD) é planejada por instituições que utilizam
diversos recursos advindos das tecnologias de comunicação e de informação. De
acordo com Belloni (2001), um dos principais benefícios centra-se em proporcionar o
estudo
a
pessoas
que
trabalham,
deslocando
a
formação
científica
e
profissionalizante para a formação continuada, possibilitando a adaptação às
exigências do mercado de trabalho.
Cabe destacar que é preciso cuidar para que esta modalidade de ensino não
seja vista apenas como uma nova tecnologia, mas sim como um processo de ensino
e de aprendizagem, o real foco da educação (MAIA, 2001).
A EaD consiste em uma modalidade de educação em que não só
professores e alunos estão separados fisicamente, mas a proposta de ensino é
diferenciada (MAIA; MATTAR, 2007). Segundo Ives e Javenpaa (1996), o papel do
professor nessa modalidade constitui-se muito mais como facilitador do que de
especialista,
pois
os
cursos
costumam
ser
menos
estruturados
e
mais
personalizados, cabendo aos próprios alunos atentar para a sua instrução. Esses
pesquisadores ainda destacam que os professores devem atentar para a
importância dos aspectos visuais em relação aos aspectos textuais no processo de
ensino-aprendizagem.
Magalhães, Ribeiro e Schenkel destacam que o professor deverá tornar-se
parceiro dos estudantes no processo de construção do conhecimento, tornando
possível a criação de novos métodos para o trabalho docente, de práticas
pedagógicas inovadoras mais apropriadas às características dos educandos e às
mudanças sociais do momento.
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A preparação dos professores é fator primordial para o sucesso e a
continuidade de qualquer programa de EaD destacam Santos e Nascimento (2011).
Para os autores, os desafios para quem vai ensinar a distância são enormes.
[...]é preciso recriar o curso de uma nova maneira, deixar o papel de
provedor para o de facilitador de conteúdos, adquirir segurança e eficiência
ao usar a tecnologia como uma ligação principal entre alunos e professores,
aprender a ensinar efetivamente sem o controle visual proporcionado pelo
contato ‘olho-no-olho’ direto, desenvolver um entendimento e uma
apreciação pelo estilo de vida dos estudantes à distância” (SANTOS;
NASCIMENTO, 2011, p. 6).
Em EaD, o aluno possui um papel mais independente, e não fica limitado às
restrições de tempo e de espaço, pressupostos da educação presencial. O estudo
independente e o aprendizado privado desafiam a necessidade de interação em
educação e de flexibilidade (MAIA; MATTAR, 2007).
A EaD utiliza-se de diversas ferramentas de comunicação, podendo-se
desenvolver projetos em vários suportes, por exemplo, telefone, rádio, áudio, vídeo,
CD, televisão, Internet, dentre outras. Todas essas diferentes ferramentas de
comunicação possibilitam a interação entre aluno e professor, e não apenas a
recepção de conteúdos (MAIA; MATTAR, 2007).
No que tange às dificuldades em EaD, destaca-se o alto custo da produção
de material teórico (MAGALHÃES, RIBEIRO; SCHENKE).. A adaptação do conteúdo
didático às novas mídias é muito caro e requer linguagem e recursos visuais
específicos, além de pessoas especializadas que trabalhem em parceria com os
professores. Os autores ainda apontam que é imprescindível o uso do computador
com acesso à rede mundial de computadores, que nem sempre está acessível aos
alunos, para que o processo de aprendizagem tenha sucesso.
Uma das principais características da EaD é a interatividade, a qual
possibilita o usuário interagir com uma máquina e, por meio dela, com outras
pessoas (MAGALHÃES, RIBEIRO; SCHENKEL). Em situações de aprendizagem a
distância, a interação pessoal entre professores e alunos é extremamente
importante e neste caso o uso do vídeo pode ser fundamental.
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3 O USO VÍDEO COMO ESTRATÉGIA EM EAD
Há diferentes tecnologias e mídias que podem ser utilizadas em um
ambiente de aprendizado computacional. Dentre as diferentes estratégias em EaD,
encontra-se o uso do vídeo.
O vídeo tem sido cada vez mais utilizado como recurso pedagógico, pois
alcança múltiplos estilos de aprendizagem e de inteligências. Pesquisadores
apontam que muitos alunos aprendem melhor quando submetidos a estímulos
visuais e sonoros, em comparação a uma educação tradicional, baseada
principalmente em textos impressos (MATTAR, 2009; McKINNEY et al, 2009, apud
MATTAR, 2009).
O uso do vídeo em EAD caracteriza-se por uma linguagem sensível às
necessidades da maioria da população adulta e jovem. A sua comunicação resulta
do encontro entre palavras, gestos e movimentos, distanciando-se do material
impresso e didático, da linearidade das atividades da sala de aula e da rotina escolar
(DALLACOSTA, 2004).
Os vídeos constituem-se em ferramentas dinâmicas, que sensibilizam e
motivam os alunos no processo de ensino-aprendizagem, de maneira lúdica
(PIOVESAN apud DALLACOSTA, 2004). Lúdica, pois o vídeo permite brincar com a
realidade, além de mostra-la onde quer que seja necessário ou desejável (MORAN,
1995).
Como muito bem define Moran, o vídeo entrelaça o imaginário, a intuição
com a razão, tornando o processo ensino-aprendizagem mais emocional, mais
intuitivo e sedutor.
O vídeo é sensorial, visual, linguagem falada, linguagem musical e escrita.
(...) o vídeo nos seduz, informa, entretém, projeta outras realidades (no
imaginário), em outros tempos e espaços. O vídeo combina a comunicação
sensorial-cinestésica com a audiovisual, a intuição com a lógica, a emoção
com a razão. Combina, mas começa pelo sensorial, pelo emocional e pelo
intuitivo, para atingir posteriormente o racional (MORAN, 1995p. 2).
O vídeo é uma ferramenta de grande poder de influência que está ao
alcance do professor, pois abarca todos os sentidos, além de fazer com que se
experimente também sensorialmente o que o outro sentiu (MORAN, 1995). Isso
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porque, segundo o autor, os recursos audiovisuais solicitam constantemente a
imaginação, e a imaginação está intimamente interligada à afetividade.
Martirani (1998) também relata que “a linguagem videográfica ao articular
som e imagem, articula uma rede de signos que orienta o processo comunicativo ora
para a percepção ora para a cognição”.
Pesquisadores discutem alguns aspectos positivos e negativos do uso do
vídeo em EAD. Embora, haja inúmeros aspectos positivos, tais como: dinamicidade,
maior envolvimento do aluno, melhor aprendizagem, compartilhamento de materiais,
dentre outros, alguns pesquisadores apontam também o aspecto negativo.
Dentre essas críticas, está o amadorismo na produção de vídeo, o limite de
caracteres para a expressão de comentários, dentre outros. Hack (2007) destaca em
sua pesquisa que devemos estar atentos à forma como os conteúdos são
transformados em encenação. Para tanto, de acordo com o autor, é necessário
buscar a ajuda de pessoas que tenham experiência com a dramaturgia para poder
suprir as falhas na espontaneidade na elaboração de um vídeo.
A proliferação de vídeos amadores é motivo de críticas. Collins e Berge
(2000) apontam que o amadorismo de vídeos acaba comprometendo a qualidade do
material produzido para a EaD.
Por outro lado, Caetano e Falkembach (s/data) ressaltam que existe um
segredo que faz o aluno participar mais no processo ensino aprendizagem de forma
mais ativa. É tornando-o autor ou co-autor no processo de criação. Quando o aluno
participou, ou criou algo, de acordo com os autores, o ensino toma uma dimensão
muito diferente.
Nesse sentido, se faz necessário conhecer as diferentes mídias que podem
ser utilizadas em EaD, bem como discutir as diferentes possibilidades de uso do
vídeo como instrumento pedagógico.
Para Carneiro (2001), quando se utilizam várias mídias, conseguem-se
abordagens diferentes, representações diferentes e focos diferentes, potencializando
a aprendizagem. Multimídia significa muitos meios (KAMPFF; DIAS, 2003). Na
educação, a multimídia passa a ser uma estratégia na utilização de múltiplos
recursos que contemplam diferentes percepções.
O Dicionário Houaiss (2001) também define a palavra multimídia como
“técnica para apresentação de informações que recorre simultaneamente a diversos
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meios de comunicação, mesclando texto, som, imagens fixas e animadas”. Contudo,
destaca-se, conforme Garbin e colegas, para o necessário planejamento do uso
dessas ferramentas. O professor deve relacionar o uso de diferentes mídias aos
objetivos da aprendizagem e do ensino, às características individuais dos alunos e
às necessidades coletivas para que o processo de ensino e aprendizagem não se
perca.
Atualmente, existem diferentes tipos de mídias que podem ser utilizadas em
EaD, como o Youtube, o streaming vide, as videoconferências e webconferencias.
Vejamos cada uma delas e suas principais características. O objetivo desta análise
não é esgotar o assunto a respeito dessas diferentes mídias, mas de discutir as
possibilidades de seu uso como instrumento pedagógico para a EaD.
3.1 YouTube
De acordo com Mattar (2009), o YouTube foi lançado em 2005 e adquirido
pelo Google em 2006, com vistas a possibilitar às pessoas compartilharem seus
vídeos de viagens. Esta ferramenta apresenta inúmeros recursos que podem ser
utilizados na área da educação.
O YouTube EDU agrupa vídeos e canais de faculdades e universidades de
prestígio como MIT, Berkeley, Yale, Princeton e Stanford, dentre outras. Após um
vídeo ser carregado no YouTube, ele pode ser enviado em tempo real direto, e pode
ser visualizado por um grupo específico de alunos, a distância, simultaneamente,
permitindo que estes incluam comentários a respeito do assunto através de um chat.
O YouTube permite que os usuários tenham o controle sobre o ritmo do
vídeo, podendo pará-lo, retrocedê-lo e avançá-lo quando achar necessário. Estes
recursos são interessantes na EaD, pois consistem em uma ferramenta interativa
que permite que o professor construa ambientes pessoais de aprendizagem
(MATTAR, 2009).
O aluno também, por sua vez, poderá realizar uma atividade proposta pelo
professor. É possível editar vídeos com balões de fala, notas, criar e modificar os
vídeos do YouTube de acordo com a sua proposta de atividade (DALLACOSTA,
2004).
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3.2 Streaming vide
A tradução literal de stream é fluxo. Streaming vide consiste na visualização
de um conteúdo em um “fluxo contínuo” de imagens e sons.
A visualização funciona de tal forma que quando o usuário começa a assistir
o vídeo, o player calcula qual é a velocidade de conexão e armazena alguns
segundos de vídeo. Na medida em que o trecho do vídeo é visualizado,
o player continua a baixar o resto do arquivo.
Este processo chama-se buffering e possibilita a visualização quase
instantânea
do
vídeo,
assim
como
assistir
transmissões
ao
vivo
(http://www.via6.com/topico/112614/uso-de-tecnologia-de-streaming-de-audio-evideo-para-ead).
Dessa forma, o conteúdo é baixado na medida em que o aluno o assiste,
não sendo necessário aguardar o download completo do arquivo. O aluno deve ter
uma conexão à internet de velocidade razoável, para que possa assistir ao vídeo a
qualquer lugar do mundo (http://www.inaclive.tv.br/ensino-a-distancia.php).
De acordo com Marangoni e Maia (2001), para estabelecer uma conexão de
streaming é necessário ter um software servidor específico para este fim, integrado ao
ambiente de educação a distância. Neste software, o conteúdo é armazenado e o fluxo
de dados é gerado.
A tecnologia de streaming é constantemente utilizada para disponibilização
de áudio e vídeo pela internet e permite também a transmissão ao vivo através da
rede de conteúdos programáticos (MOREIRA, AZEVEDO; GARCIA, 2008).
Streaming vide é uma das tecnologias mais avançadas em termos de mídia em EaD.
3.3 Videoconferência e web conferência
Uma sala de aula virtual congrega alunos, muitas vezes, de distintas regiões
e culturas. Vídeoconferência é o conjunto de tecnologias que possibilita as pessoas
alocadas em diferentes espaços interagirem através de canais de comunicação
disponibilizados pela videoconferência (MARANGONI; MAIA, 2001). Nesse tipo de
mídia, o professor webconferencista deverá certificar-se que os acadêmicos
localizados distantes fisicamente estão compreendendo os conteúdos e suas
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especificidades (SANTOS; NASCIMENTO, 2011). A principal característica é a
interação entre os participantes, os quais podem expor dúvidas e/ou apontamentos
pertinentes aos conteúdos expostos.
No contexto da aprendizagem em rede, a videoconferência e web
conferência têm sido muito utilizadas como um recurso em EaD. Isso porque
favorece a realização de trabalhos em grupo, comumente utilizados em cursos
presenciais.
A webconferência é um gênero de texto utilizado no EaD para veicular
conteúdos essenciais à formação dos alunos, constituindo-se em um importante
instrumento de linguagem para a sua formação (SANTOS; NASCIMENTO, 2011). Para
os autores, o instrumento de ensino webconferência utilizado no processo de ensino
e aprendizagem a distância contribuiu para moldar novas relações entre quem
ensina e quem aprende. Além disso, apontam os autores, cria novas relações entre
a linguagem e o trabalho educacional.
Pesce, Hessel e Bruno também ressaltam que a webconferência é um dos
dispositivos de maior impacto sobre os processos de aprendizagem em rede. É, sem
dúvida, é a ferramenta mais completa, além de possibilitar o uso do vídeo entre os
participantes, pode-se usar simultaneamente a voz, a apresentação de slides, a
Whiteboard (quadro branco) e o envio de arquivos.
São inúmeras as possibilidades que se pode imaginar: reuniões entre os
organizadores do curso; discussão de grupo de trabalho; aulas em que o professor
tem que explicar um conteúdo; discussão de algum assunto abordado pelo
professor;
seminários
com
apresentações
em
ppt;
dentre
outras
(http://www.moodlelivre.com.br/categoria/54-dicas-moodle/554-usandowebconferencia-no-moodle.html).
A webconferência favorece que a discussão a respeito de um tema possa
ser feita com mais rapidez e frequência (PESCE, HESSEL; BRUNO, s/ data). A
tecnologia passou a ser vista como fundamental na redução de custos e no aumento
da eficácia corporativa das atividades em grupo. Consiste em uma ferramenta de
ensino que se aproxima de uma situação convencional da sala de aula, pois possibilita a
conversa em duas vias (SANTOS; NASCIMENTO, 2011). De acordo com esses autores,
permite que o processo de ensino e aprendizagem ocorra em tempo real (on line) e
possa ser interativo entre pessoas que podem se ver e ouvir simultaneamente.
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Cruz e Moraes (1998) também ressaltam as vantagens do uso da
webconferência na educação, as quais seriam:
a) Transição mais gradual dos métodos de ensino presenciais;
b) Espaço colaborativo para socialização e aprendizado em grupo;
c) Seleção e planejamento de cursos interativos para classes pequenas ou
menos interativo para audiências maiores;
d) Escolha dos meios de transmissão de acordo com a possibilidade,
disponibilidade e demanda.
Por outro lado, Veiga e colegas (1998) destacam que, apesar de suas
potencialidades, a sala de vídeo-conferência, como qualquer outro suporte
tecnológico, apresenta limitações, tais como:
a) Pouco controle dos participantes;
b) Baixa retenção de conteúdo;
c) Pequena interação entre os participantes;
d) Pequena interação multimeios;
e) Controle limitado do desempenho do estudante.
Cruz e Moraes (1998) também apontam outras desvantagens desse
instrumento:
a) Baixa qualidade de som e imagem, em alguns casos;
b) Desconhecimento do potencial didático desse gênero, reduzindo-o à mera
reprodução de aulas expositivas;
Nas
comunidades de
aprendizagem,
os
sujeitos assumem
papéis
colaborativos e a intersubjetividade mobiliza o processo de ressignificação do
conhecimento (PESCE, HESSEL; BRUNO, s/ data). Para esses autores, grande
parte da literatura da área faz uma distinção entre videoconferência e
webconferência. Para um segmento de pesquisadores que opta pela diferenciação,
videoconferência refere-se às aulas geradas em estúdio e transmitidas pela
televisão já, na webconferência, as aulas são veiculadas pela Internet.
Através de uma comunicação interativa em áudio e vídeo, há uma dupla
função da webconferência, enquanto mídia de formação e de comunicação. Para
Pesce, Hessel e Bruno, na vertente de formação, a webconferência pode atuar como
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mídia disparadora de discussão sobre um conteúdo previsto, como mídia de
acompanhamento e encerramento do processo. Já na vertente de comunicação, é
uma mídia interativa, que visa a construção de comunidades de aprendizagem,
estabelecendo um fluxo de comunicação em rede.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Educação a Distância (EaD) é uma modalidade de ensino que pode
facilitar o acesso à educação, socialização do conhecimento e suprir as exigências
do mercado de trabalho. Inúmeros são os desafios da EaD, ao mesmo tempo em
que apresenta vantagens, também possui limitações. Certamente os desafios
podem ser superados com o avanço nos fundamentos e práticas em EaD, os quais
devem se estruturar com o passar do tempo.
Dentre esses desafios, encontra-se em discussão o uso do vídeo. Os vídeos
podem auxiliar a aprendizagem proporcionando ao aluno uma “nova forma de
compreender, desenvolver e construir o conhecimento” (LIMA, 2005).
Os
vídeos
compartilhamento
em
de
EaD
podem
experiências,
estimular
desenvolver
a
pesquisa,
incentivar
o
competências
individuais
e
possibilitar o trabalho em grupo. Contudo, alerta Moran (1995), que apesar de todas
as oportunidades oferecidas pela tecnologia, o uso do vídeo não adianta nada sem
uma boa estrutura pedagógica do professor.
Nesse sentido, se faz necessário que o professor assuma o papel de
protagonista no processo de ensino aprendizagem. Ainda que se utilize de diferentes
meios e recursos que favoreçam esse processo, o professor deve ter um papel ativo
e de facilitador da construção do conhecimento.
Embora pesquisas apontem os aspectos positivos dessa ferramenta, outras
ressaltam os negativos. Nesse sentido, pesquisas sobre o uso de vídeos online em
educação são essenciais para fundamentar uma EaD inovadora. A pesquisa e o
estudo nessa área devem, além de apontar as dificuldades, ressaltar e buscar
superar as barreiras indicadas para a integração adequada de vídeos em EaD.
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