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Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.4, n.1, p.29-35, 2002
29
VIDA ÚTIL PÓS-COLHEITA DE MELANCIA SUBMETIDA A DIFERENTES
TEMPERATURAS DE ARMAZENAMENTO
Ana Luiza Xavier Carlos1, Josivan Barbosa Menezes2 , Railene Hérica Carlos Rocha3, Glauber
Henrique de Sousa Nunes4, Geomar Galdino da Silva5
RESUMO
Com o objetivo de determinar a vida útil pós-colheita de melancia ‘Crimson Sweet’ submetida a
diferentes temperaturas de armazenamento, instalou-se um experimento no Laboratório de Póscolheita de Frutos da Escola Superior de Agricultura de Mossoró-ESAM. Os frutos foram obtidos de
um plantio comercial localizado na propriedade Gangorra distante 20 Km de Mossoró-RN e
conduzidos para o laboratório. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualisado
em esquema fatorial do tipo 3 x 7 com cinco repetições, sendo o primeiro fator considerado
temperatura de armazenamento (10 oC, 12 oC e temperatura ambiente 28,8 ºC 2) e o segundo fator
tempo de armazenamento (0, 5, 10, 15, 20, 25 e 30 dias). Foram avaliadas as seguintes características:
aparência externa e interna, firmeza da polpa, acidez total titulável, pH, conteúdo de sólidos solúveis
totais e açúcares totais. A vida útil pós-colheita da melancia ‘Crimson Sweet’ foi de 25 dias sendo a
melhor temperatura 10 ºC, que manteve as aparências externa e interna com nota superior a 3,0
considerada comercial, sólidos solúveis acima de 10,5 g 100 mL-1 e açúcares totais 9,44 g 100 mL-1.
Palavras-chave: Citrullus lanatus, Crimson Sweet, qualidade de frutos armazenados.
WATERMELON POST HARVEST SHELF-LIFE THAT’S SUBMITTED TO DIFFERENT
STORAGE TEMPERATURES
ABSTRACT
The purpose of this study was to determine the post harvest shelf life of ‘Crimson Sweet’ watermelon
fruit which is yielded in the ‘Gangorra’ commercial planting 20 km from Mossoró-RN-Brazil. The
fruits were harvested and transported to the Post harvest Fruits Laboratory of the Escola Superior de
Agricultura de Mossoró-ESAM. The experiment was carried out in a completely randomized design in
a 3 x 7 factorial scheme with five replicates. The first considered factor was the storage temperature
(10 oC, 12 oC and ambient temperature) and the second factor was the storage time (0, 5, 10, 15, 20, 25
and 30 days). The following traits were evaluated during this period: internal and external fruit
appearance, pulp firmness, total titratable acidity, pH, total soluble solids and content total soluble
sugars. The ‘Crimson Sweet’ watermelon had 25 days of post harvest shelf life. The best temperature
was 10 ºC, that maintained the external and internal appearances with superior note to 3,0 that’s
considered commercial, soluble solids above 10,5 g 100 mL-1 and total sugars 9,44 g 100 mL-1.
Keywords: Citrullus lanatus, Crimson Sweet, quality of stored fruits.
___________________________
1
Eng. Agrônoma, Departamento de Química e Tecnologia da ESAM, c. p. 137, CEP 59.625-900, Mossoró-RN. Fone: 312 2100. E-mail:
[email protected]
Professor Doutor do Departamento de Química e Tecnologia da ESAM, c. p. 137, CEP 59.625-900, Mossoró-RN. Fone: 312 2100. E-mail:
[email protected]
3
Bolsista do CNPq, estudante do curso de mestrado em Fitotecnia da ESAM, c. p. 137, CEP 59.625-900, Mossoró-RN. Fone: 312 2100. E-mail:
[email protected]
4
Professor Doutor do Departamento de Fitotecnia da ESAM, c. p. 137, CEP 59.625-900, Mossoró-RN. Fone: 312 2100. E-mail: [email protected]
5
Eng. Agrônomo, M. Sc em Fitotecnia, Departamento de Química e Tecnologia da ESAM, c. p. 137, CEP 59.625-900, Mossoró-RN. Fone: 312
2100. E-mail: [email protected]
2
30
Sweet’, submetida a diferentes temperaturas de
armazenamento.
INTRODUÇÃO
A melancia (Citrullus lanatus), é conhecida
mundialmente sendo a China, Irã, Turquia e os
Estados Unidos, os principais países produtores
(Robson & Decker-Walters, 1997). No Brasil, a
produção de melancia é em torno de 2.200
toneladas.
A região Nordeste é responsável por mais de
50% da área plantada com esta hortaliça, no Rio
Grande do Norte, esta cultura vem ganhando
espaço, nos últimos anos, principalmente, entre os
pequenos e médios produtores, que têm como
mercado Natal, Fortaleza, Recife e outros grandes
centros urbanos inclusive do Sudeste do país
(Noronha Filho et al., 1994).
A cultivar Crimson Sweet apresenta frutos
de formato arredondado, sendo os de tamanho
médios e grande os de melhor qualidade, casca
clara com estrias verde-escuro e polpa vermelho
intenso muito doce, que promove uma maior
atratividade, sendo consumida, principalmente, na
forma in natura, entretanto o fruto apresenta vida
útil
pós-colheita,
relativamente,
curta,
principalmente, quando não é acondicionado de
forma adequada (Araújo Neto et al., 2000).
Na região de Mossoró-RN, os locais de
venda comercializam melancias com diferentes
qualidades comerciais, sendo as comercializados
diretamente no local de desembarque, as de melhor
qualidade. Os frutos expostos em quitandas sob
temperatura ambiente são comercializadas em
estádio de senescência, com baixa qualidade para o
consumo (Araújo Neto et al., 2000).
A refrigeração é o método mais econômico
para o armazenamento prolongado de frutos e
hortaliças frescos, mas, geralmente, não é utilizada
para melancia, quando o mercado consumidor está
próximo à zona de produção. Entretanto, transporte
e armazenamento refrigerados podem ser
utilizados para prolongar a vida útil pós-colheita a
longas distâncias, adotando-se temperatura entre
10 e 15 C e umidade relativa em torno de 90 %
(Risse et al. 1990).
A temperatura de armazenamento é o fator
ambiental mais importante, não só do ponto de
vista comercial, como também por controlar a
senescência, uma vez que regula as taxas de todos
os processos fisiológicos e bioquímicos associados.
A atividade metabólica das células deve ser
suficiente para mantê-las vivas, de forma a
preservar a qualidade comestível dos frutos durante
o período de armazenamento (Kader et al., 1985;
Chitarra & Chitarra 1990).
O objetivo deste experimento foi determinar
a vida útil pós-colheita da melancia ‘Crimson
MATERIAL E MÉTODOS
Os frutos de melancia ‘Crimson Sweet’
foram obtidos de um plantio comercial localizado
na propriedade Gangorra, situado no município de
Tibau-RN. Imediatamente após a colheita, foram
conduzidos para o Laboratório de Pós-colheita de
Frutos da Escola Superior de Agricultura de
Mossoró-ESAM. Em seguida foram separados em
três lotes de trinta, os dois primeiros lotes foram
armazenados em câmaras com temperatura de 10
ºC e 12 oC e umidade relativa de 96%. O terceiro
lote foi mantido em uma sala à temperatura
ambiente (28,8 ºC 2 e umidade relativa de 56,7
% 5).
O
experimento
foi
instalado
em
delineamento inteiramente casualisado em
esquema fatorial do tipo 3 x 7 com cinco
repetições, sendo o primeiro fator temperaturas de
armazenamento (10 ºC, 12 oC e temperatura
ambiente) e o segundo fator tempos de
armazenamento (0, 5, 10, 15, 20, 25 e 30 dias).
As análises de qualidade foram feitas nos
frutos, em intervalos de cinco dias, sendo que os
frutos mantidos sob refrigeração, retirados das
câmaras dois dias antes de serem analisados.
As avaliações da aparência externa e interna
foram feitas, considerando a ausência ou a
presença de defeitos, utilizando a seguinte escala
subjetiva: 1 = fruto extremamente deteriorado; 2 =
severo; 3 = médio; 4 = leve; 5 = ausência de
defeitos. Para a aparência externa, foram
considerados como defeitos: manchas, depressões
e murcha. Do mesmo modo, para a aparência
interna: colapso interno e sementes soltas.
A medida da firmeza de polpa foi feita,
utilizando-se um penetrômetro Mc Cormick
modelo FT 327, com ponteira de 110 mm de
diâmetro. O fruto foi dividido longitudinalmente
em duas partes, sendo realizadas três leituras em
cada uma. As leituras foram feitas eqüidistantes e
na região equatorial da polpa, os resultados
expressos em Newton (N).
A acidez potenciométrica (pH) foi
determinada em potenciômetro digital e a acidez
total titulável, por titulação, foi expressa em mmol
H+ L-1.
O conteúdo de sólidos solúveis totais (SST)
foi determinado em refratômetro digital, conforme
normas da AOAC (1992) e expressos em
porcentagem. Os açúcares redutores e nãoredutores foram analisados pelo método de
Somoghy-Nelson (Southgate, 1991). Os resultados
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.4, n.1, p.29-35, 2002
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foram expressos em gramas de glicose por 100 mL
de suco.
Os dados foram submetidos à análise de
variância e as médias comparadas pelo teste de
Tukey ao nível de 5% de probabilidade. A partir
das médias, foram ajustados modelos de regressão.
Todas as análises foram feitas, utilizando-se o
software SAS (SAS Institute Inc., 1993).
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Aparência externa e interna
Observou-se perda da qualidade na aparência
dos frutos com o aumento do tempo de
armazenamento, houve maior decréscimo para os
frutos submetidos à temperatura ambiente (Figuras
1e 2).
6,0
5,5
Aparência Externa (Notas 1-5)
5,0
4,5
4,0
3,5
3,0
2,5
Amb : y = 5,068 - 0,064x
2
R =93,45
2
10ºC : y = 5,3053 - 0,061x
2
R = 94,93
12ºC: y = 5,3948 - 0,065x
2
R = 93,16
2
2
2,0
1,5
0
5
10
15
20
25
30
Amb (Pred)
Amb (Obs)
10ºC (Pred)
10ºC (Obs)
12ºC (Pred)
12ºC (Obs)
Tempo (Dias)
Figura 1. Aparência externa (valores preditos e observados) de melancia ‘Crimson Sweet armazenada
durante 30 dias e submetida à temperatura ambien-te, 10 ºC e 12 ºC. ESAM, Mossoró-RN. 2001.
6,5
Aparência Interna (Notas 1-5)
5,5
4,5
3,5
Amb: y = 5,463 - 0,09x
2,5
10ºC: 5,2127 - 0,043x
2
2
2
R = 92,05
2
R = 81,09
12ºC: y = 5,312 - 0,0713x
2
2
R = 96,31
1,5
0,5
0
5
10
15
20
25
30
Amb (Pred)
Amb (Obs)
10ºC (Pred)
10ºC (Obs)
12ºC (Pred)
12ºC (Obs)
Tempo (Dias)
Figura 2. Aparência interna (valores preditos e observados) de melancia ‘Crimson Sweet’ armazenada
durante 30 dias e submetida à temperatura ambiente,
10 ºC e 12 ºC. ESAM, Mossoró-RN. 2001.
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.4, n.1, p.29-35, 2002
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O tempo de vida útil pós-colheita para a
comercialização à temperatura ambiente foi 20
dias, sem comprometer as aparências externa e
interna, com notas acima de 3,0, concordando com
Araújo Neto et al., (2000) que determinaram o
período de vida útil pós-colheita desta melancia de
18 dias, para estas características, à temperatura
ambiente.
Aos 25 dias, os frutos estavam mais bem
condicionados em ambiente refrigerado, com notas
em torno de 3,0, considerando-se a aparência
externa (Figura 1), e nota próximo a 4,0 a 10 ºC
para aparência interna (Figura 2).
Em melancias ‘Baby Fun’, ‘Mickylee’ e
‘Minilee’ Risse et. al., (1990) observaram baixa
percentagem de injúrias pelo frio em frutos
armazenados a 20 ºC, os condicionados a 7 ºC
foram mais sensíveis a deterioração.
Firmeza de polpa
A firmeza da polpa dos frutos armazenada
nas diferentes temperaturas decresceu até o final
do período de observação (Figura 3),
comportamento semelhante foi observado por
Araújo Neto et al., (2000) e Risse et al., (1990).
O amolecimento dos frutos, durante o
processo de maturação, característica comum, é
atribuída à hidrólise de vários polissacarídeos
estruturais, sendo as substâncias pécticas as
principais (Menezes et al., 1998).
As médias para firmeza da polpa dos frutos
armazenados a 10 ºC e 12 ºC foram superiores a
média dos frutos armazenados a temperatura
ambiente. No entanto, elas não diferiram entre si
(Tabela 1).
A firmeza da polpa varia com a temperatura
de armazenamento, embora algumas variedades
mantenham sua firmeza, outras tendem a diminuir
(Risse et al., 1990).
Tabela 1. Valores médios para aparências externa e interna (notas 1-5), Firmeza da polpa (N), Sólidos
solúveis (g.100 mL-1), Acidez Total Titulável (mmolH+. L-1), pH e Açúcares Totais (%) obtidos
de frutos de melancia ‘Crimson Sweet’ submetidos a diferentes temperaturas de
armazenamento. ESAM, Mossoró-RN, 2001.
Características 1
Condições de
Aparência Aparência Firmeza
Sólidos
Acidez
pH
Açucares
Armazenamento
Externa
Interna
da Polpa
Solúveis
Total
Totais
Titulável
Ambiente
3,77
3,65
10,92 b
10,61
17,74 b
5,03
8,45 a
10 ºC
4,08
4,34
12,55 a
11,10
21,17 a
4,95
9,44 a
12 ºC
4,08
3,88
12,38 a
10,97
21,14 a
4,94
8,75 a
CV (%)
8,49
11,28
14,72
6,62
10,88
1,67
32,18
1
Médias seguidas pela mesma letra na coluna não diferem significativamente pelo teste de Tukey (5%)
15,5
14,5
y = 13,4725 - 0,0047x
2
R =85,16
13,5
Firmeza da Polpa (N)
2
12,5
11,5
10,5
9,5
8,5
0
5
10
15
20
25
30
Pred
Obs
Tempo (Dias)
Figura 3. Firmeza da polpa de melancia ‘Crimson Sweet’ (valores preditos e observados) armazenada
durante 30 dias. ESAM, Mossoró - RN. 2001.
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.4, n.1, p.29-35, 2002
33
(Sass, 1993). Neste trabalho, verificou-se que
houve uma tendência de redução na acidez ao
longo do armazenamento, em qualquer uma das
temperaturas consideradas (Figura 4).
A concentração de ácidos orgânicos é
influenciada pela disponibilidade de carboidratos
metabolizáveis, sendo o ácido málico e cítrico os
principais em melancia. Os resultados encontrados
para acidez estão de acordo com Chisholm & Picha
(1986).
Acidez total titulável
Observou-se acidez total titulável 11,37%
maior nos frutos armazenados em temperaturas
refrigeradas comparados aos armazenados a
temperatura ambiente. Entretanto, não houve
diferença significativa entre as temperaturas 10 ºC
e 12 ºC (Tabela 1).
A acidez total titulável tende a aumentar com
o crescimento do fruto até seu completo
desenvolvimento fisiológico, quando então começa
a decrescer com o processo de amadurecimento
28
y = 25,0930 - 0,3387x
26
+
-1
Acidez Total Titulável (mmol.H .L )
2
R = 84,77
24
22
20
18
16
14
0
5
10
15
20
25
30
Pred
Obs
Tempo (Dias)
Figura 4. Acidez total titulável de melancia ‘Crimson Sweet’ (valores preditos e observados) armazenada
durante 30 dias. ESAM, Mossoró-RN. 2001.
pH
As curvas ajustadas revelaram aumento do
pH ao longo do tempo para todas as temperaturas
(Figura 5), concordando com os valores
apresentados por Chisholm & Picha (1986), em
diferentes variedades deste fruto, e Araújo Neto et
al., (2000) que observaram variação de 4,89 a 5,20
durante o armazenamento desta melancia.
Aos 25 dias, o pH estava muito próximo, em
todas as temperaturas, sendo pouco acima de 5,0
(Figura 5).
5,3
2
Amb: y = 4,9166 + 0,0059x
5,2
3
10ºC : y = 4,8576 + 0,0008x
pH
5,1
12ºC: y=4,8402 + 0,0009x
2
R = 61,45
2
2
R = 63,53
2
R = 66,66
5,0
4,9
4,8
4,7
0
5
10
15
20
25
30
Amb (Pred)
Amb (Obs)
10ºC (Pred)
10ºC (Obs)
12ºC (Pred)
12ºC (Obs)
Tempo (Dias)
Figura 5. pH de melancia ‘Crimson Sweet’ (valores preditos e observados) armazenada durante 30 dias e
submetida à temperatura ambiente, 10 ºC e 12 ºC. ESAM, Mossoró-RN. 2001.
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.4, n.1, p.29-35, 2002
34
(1990), observou-se redução no conteúdo de
sólidos solúveis totais com o aumento da
temperatura de armazenamento, sendo o maior
valor de 12,3% a 1 C e o menor 9,8% a 21 C. O
aumento do período de armazenamento promoveu
redução no teor de sólidos solúveis totais.
Não houve diferença entre as médias de
açúcares totais nas três temperaturas de
armazenamento (Tabela 1), não obstante, no
presente trabalho não houve tendência para o
aumento do teor de açúcar (Figura 7), observou-se
um comportamento alternado de açúcares ao longo
do período de armazenamento.
Sólidos solúveis totais (SST) e Açúcares totais
Os sólidos solúveis totais oscilaram durante
o armazenamento nas três temperaturas (Figura 6),
comportamento semelhante também foi verificado
por Araújo Neto et al., (2000). O maior valor
encontrado foi de 11,10% com a temperatura de
10 C.
Entre 15 e 25 dias, houve incremento no
conteúdo de SST, nos frutos submetidos a 10 C,
isto também aconteceu a 12 C, entre 15 e 20 dias,
declinando bruscamente aos 25 dias (Figura 6).
Em estudos desenvolvidos por Rissel et al.,
15,5
14,5
-1
Sólidos Solúveis (g.100mL )
13,5
12,5
11,5
10,5
9,5
Amb (Obs)
10ºC (Obs)
12ºC (Obs)
8,5
0
5
10
15
20
25
30
Tempo (Dias)
Figura 6. Sólidos solúveis totais de melancia ‘Crimson Sweet’ (valores observados) armazenada durante 30
dias e submetida à temperatura ambiente, 10 ºC e 12 ºC. ESAM, Mossoró-RN. 2001.
10,8
10,4
Açucares Totais (%)
10,0
9,6
9,2
8,8
8,4
8,0
7,6
0
]
5
10
15
20
25
30
Tempo (Dias)
Figura 7. Açúcares totais de melancia ‘Crimson Sweet’ (valores observados) armazenada durante 30 dias.
ESAM, Mossoró-RN. 2001.
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.4, n.1, p.29-35, 2002
35
cultivars fruits. HortScience, Alexandria, v. 21,
n. 3, p. 501-503p. 1986.
CONCLUSÕES
A vida útil pós-colheita da melancia
‘Crimson Sweet’ foi de 25 dias, sendo a melhor
temperatura 10 ºC, que manteve as aparências
externa e interna com nota superior a 3,0,
considerada comercial, sólidos solúveis acima de
10,5 g 100 mL-1 e açúcares totais 9,44 g 100 mL-1.
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Waflingford: CAB International, 1997, 226p.
Revista Brasileira de Produtos Agroindustriais, Campina Grande, v.4, n.1, p.29-35, 2002
36
ÁREA DE ARMAZENAMENTO PROCESSAMENTO DE
PRODUTOS AGRÍCOLAS
A Área de Armazenamento e Processamento de Produtos Agrícolas do Departamento de Engenharia
Agrícola da Universidade Federal de Campina Grande mantém 5 Laboratórios dentre eles o
Laboratório de Propriedade Físicas dos Matériais Biológicos, atendendo diversas linhas de pesquisas
dentre as quais as de:
Estudos das características físicas dos produtos agrícolas como grãos, sementes, frutos,
raízes e tubérculos, além de produtos cárneos, peixes e crustáceos;
Propriedades termofísicas dos materiais biológicos a temperaturas acima do ponto de
congelamento, abaixo do ponto de congelamento e a temperaturas criogenicas
Desenvolvimento de equipamentos para medições sensoriais dos alimentos
Estudo de propriedades aerodinâmicas e hidrodinâmicas dos materiais biológicos
Estudo reológico e reométrico de produtos agroindustriais
LABORATÓRIO DE PROPRIEDADES FÍ SICAS DE MATERIAIS BIOLÓGICOS
O Laboratório atende principalmente os Cursos de Graduação e Pós-Graduação em Engenharia
Agrícola, além do Doutorado em Engenharia de Processos da UFCG.
Coordenação da Área de Armazenamento e Processamento de Produtos Agrícolas
Av. Aprígio Veloso, 882 – Caixa Postal 10.087 Fones (083)310-1287; 310-1194 FAX 310-1185
email- [email protected]
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