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O USO DA LEITURA DE IMAGENS COMO INSTRUMENTO PARA A

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O USO DA LEITURA DE IMAGENS COMO INSTRUMENTO PARA A
O USO DA LEITURA DE IMAGENS COMO INSTRUMENTO
PARA A ALFABETIZAÇÃO VISUAL
Cristiane Rodrigues de Lima ¹
RESUMO
O presente artigo faz parte das atividades do PDE - Programa de Desenvolvimento
Educacional- da Secretaria de Estado da Educação do Paraná e busca relatar os
resultados do projeto de intervenção pedagógica desenvolvido no primeiro semestre
de 2008, com alunos do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Estadual Des.
Jorge Andriguetto. Esta proposta tem como principal objetivo proporcionar a
alfabetização visual a partir de um variado repertório de imagens, contribuindo para
que os alunos em seu cotidiano busquem um olhar mais crítico e atento diante da
imensa variedade de imagens que lhes são apresentadas, dentro e fora da escola.
Também é um instrumento para que professores, dentro de suas disciplinas,
busquem novos métodos de leituras das imagens, para a formação de sujeitos
críticos ,participativos e abertos ao diálogo.
Palavras-chave: alfabetização,imagem,visual.
ABSTRACT
This article is part of the activities of the EDP - Educational Development Program,
the State Department of Education of Parana and seeks to report the results of the
pedagogical intervention project developed in the first half of 2008, with students
from second year of high school College State Des. Jorge Andriguetto. This
proposal whose main objective is to provide visual literacy from a varied repertoire of
images, helping students in their daily seek a more critical and vigilant in the
enormous variety of images presented to them within and outside of school. It is also
a tool for teachers, within their disciplines, to seek new methods of reading the
images, for the formation of critical, participatory and open to dialogue.
Keywords: literacy, image, visual.
¹ Professora de Arte com licenciatura em Educação Artística- Artes Plásticas pela
Faculdade de Artes do Paraná, Pós-Graduada em Metodologia do Ensino da
Arte.Atua no Col.Estadual Des. Jorge Andriguetto , concluinte do PDE 2008/09.
2
1- INTRODUÇÃO
Ao longo da história da humanidade o homem sempre produziu imagens
como forma de expressar os diversos aspectos do seu cotidiano e da sociedade na
qual esteve inserido. Essa produção de imagens esteve associada à arte através do
desenho, da pintura, da escultura e da arquitetura, mas atualmente com a criação de
outras tecnologias de produção de imagens como a fotografia, o cinema,a televisão
e mais recentemente o computador,observa-se que a imagem praticamente
substituiu a palavra e a escrita como meio de comunicação. É importante ressaltar
que a crescente presença das imagens na atualidade é imposta, através do que
alguns autores chamam de “cultura visual”.
Analisando estes fatos, constata-se que tais aspectos são praticamente
desprezados pelos professores em sala de aula, que muitas vezes acabam
utilizando as imagens apenas como mera ilustração de seu “imponente e importante”
conteúdo programático. A partir dessa realidade que está posta dentro da escola
surge à necessidade de aproximar professor e aluno através do vasto e rico universo
das imagens presente cada vez mais no mundo contemporâneo.
Durante a história do ensino das artes, a disciplina de Arte, sempre foi de
certa forma discriminada, associada ao fazer, ao manual, de pouca relevância e não
vista como uma forma de conhecimento organizado.
Ao mesmo tempo em que o mundo das artes é relegado a um segundo plano
no espaço escolar, o que se percebe é um aumento considerável, principalmente
nos dois últimos séculos, do uso da imagem como forma de comunicação e de
expressão no mundo contemporâneo, seja na mídia, através das obras de arte, do
uso das novas tecnologias ou da publicidade, observa-se o poder e a influência que
a imagem exerce sobre as pessoas, principalmente sobre as crianças e os
adolescentes.
O mundo é cada vez mais visual e a escola ainda não encontrou a forma
adequada de utilizar a imagem a seu favor. ”A pedagogia deve criar pele nova,para
integrar,
sem
deformá-los,
os
produtos
da
cultura
de
massa”(TARDY,1976,p.59).Também deve-se levar em conta que este universo
imagético
exige
tanto
por
parte
dos
professores,quanto
dos
alunos,uma
3
decodificação dos signos que se colocam diante de todos para que sejam
interpretados e apreendidos.
Este é o grande desafio que se apresenta aos professores na atualidade,
segundo Michel Tardy (1976, p.27) “atualmente os alunos pertencem a uma
civilização icônica, enquanto os professores pertencem a uma civilização préicônica”, portanto é importante que se criem “pontes” para que professores e alunos
possam construir novas formas de construção de conhecimento através das
imagens.
2- A Imagem na História
As imagens estão presentes o tempo todo no dia-a-dia. Muitas vezes
escutamos as pessoas falarem que “uma imagem vale mais do que mil palavras”, e
este ditado popular define bem a importância da imagem na história da humanidade,
sobretudo para a sociedade contemporânea.
Sabe-se que uma das primeiras formas de comunicação do homem se deu
através das pinturas e desenhos feitos nas cavernas. Até hoje estas imagens são
utilizadas para investigar como era a vida na Pré-História. Por milhares de anos o
homem vem contando sua história por meio das imagens o que produz e o que
mudou ao longo dos séculos foi à tecnologia utilizada para a confecção destas
imagens, principalmente com a descoberta da fotografia e de outros meios como o
cinema e o computador.
“A palavra “imagem” vem do latim imago e corresponde à idéia de semelhança,
que por sua vez, teve origem no grego mimeses, corresponde à idéia de imitação
“(CAMARGO, 2007). Fazendo uma relação com o significado da palavra
imagem,que está ligada à idéia de semelhança,pode-se dizer que por muito tempo
foi o que se buscou na construção das imagens na história.Neste sentido
entendemos que as imagens,por muito tempo,tiveram o objetivo de “reproduzir a
realidade”,muitas vezes quase se confundindo,fazendo com que o observador não
tenha muito claro que as imagens são apenas representações dos objetos que nos
cercam.
Na medida em que o homem evoluiu entende-se que as imagens fazem parte
do mundo e também de determinados contextos culturais, sendo assim as diferentes
4
maneiras de interpretá-lo a partir de diversos pontos de vista são também formas de
construirmos imagens mentais. Portanto as imagens passaram a ser narrativa do
mundo, estabelecendo diálogos com” o mundo e não serem apenas representações
dele”(Camargo,2007,p.112)
No cotidiano estamos ao tempo todo sendo “bombardeados” pelas imagens.
Muitas vezes o nosso complexo sistema de visão não tem tempo para selecionar ou
filtrar tudo o que vemos. ”Algumas funções do processamento de percepção de
objetos são feitas pelos neurônios da retina. A retina faz o trabalho de um filtro, para
que o cérebro não seja inundado de informações”. (Wachovicz, 2008).
Este excesso de imagens de diversos tipos faz com que não observemos os
detalhes, as mensagens que ali estão contidas. Segundo Gombrich (1986)
Para ver, é necessário antes,aprender a ver.O aprendizado acontece por
meio de um “infinito retrocesso”,a explicação de uma coisa em termos de
uma outra anterior. As representações se baseiam em ilusão, cujas
regras de convencimento mudam com o tempo. Se nossa percepção é
capaz de aceitar uma ilusão corrente, a obra será assimilada
Para podermos entender como se dá o processo de apreensão do universo
visual, é importante observarmos a diferença entre visão e visualidade, segundo
Rose Gillian:
Visão- é o que o olho humano é capaz de ver fisiologicamente.
Visualidade- refere-se à forma da visão ser construída de diversas maneiras.
Nas sociedades pré-modernas as imagens não tinham tanta importância, pois
não havia tanta divulgação. Com os meios de comunicação de massa isto começou
a mudar, pois atualmente muitas formas de conhecimento se constituem através de
uma junção entre o visual e o textual.
Com o crescente excesso de recursos visuais pelos quais as pessoas são
atingidas constantemente, muitas vezes esses recursos não obedecem nenhum
critério ou objetivos claros, não se fazendo uma leitura ou uma interpretação
adequada dos diferentes objetos visuais, em Donde (1991):
Dentre todos os meios de comunicação humana, o visual é o único que não
dispõem de um conjunto de normas e preceitos, de metodologia e nem de
5
um único sistema com critérios definidos, tanto para a expressão quanto
para o entendimento dos métodos visuais.
Debray (1994 apud PINHEIRO, 2006), faz uma divisão com relação à
evolução da imagem na história, fazendo uma ligação entre o olhar e as mudanças
ocorridas na vida histórico-social do homem. As épocas sugeridas por Debray são:
Logosfera, Grafosfera e Videosfera.
“Na Logosfera” a imagem representa os ídolos e está a serviço do divino
“(PINHEIRO, 2006, p.8). Neste caso, a imagem é considerada sagrada, o
observador apresenta uma postura de respeito em relação ao objeto representado.
Este período vai dos primeiros registros escritos, até a invenção da imprensa.
No período chamado Grafosfera, o sagrado vai ficando de lado, com o
humanismo. ”As núpcias do olho com a lógica matemática tiveram como efeito abrir
ao olhar a natureza física e não mais somente mitológica ou psicológica” (DEBRAY,
1994, p.231). Nesta perspectiva, a imagem passa a representar a natureza e passa
a ser objeto estético.
A Videosfera é a era do visual, onde a imagem tem um apelo mais
publicitário do que artístico”. [...] a promoção da obra torna-se a obra, a arte é a
operação da sua publicidade” (DEBRAY, 1994, p.242).
O que pode- se concluir dessa evolução nas maneiras de produzir imagens
ao longo do tempo é que elas trouxeram alterações profundas e conseqüências “[...]
desde psicológicas, psíquicas, cognitivas, sociais, epistemológicas, pois toda
mudança no modo de produzir imagens provoca inevitavelmente mudanças no modo
como percebemos o mundo [...]” (SANTANELLA& NÖRTH, 2005, p.158).
Sem dúvida este é o grande dilema, que a chamada sociedade
contemporânea terá que enfrentar, para que consiga interpretar a realidade que está
a sua volta, utilizando-se do poder que imagem tem em transmitir mensagens, não
apenas como mera ilustração, mas como elemento fundamental no processo de
construção do conhecimento.
3 - Cultura visual.
Com o surgimento das novas tecnologias de obtenção de imagens,
principalmente a partir da fotografia, cinema, televisão, publicidade e hoje com a
6
internet o que se vê é um novo conceito de produção e distribuição do
conhecimento, que se dá, cada vez mais pelo uso da imagem. Atualmente as
imagens não são mais manipuladas exclusivamente por artistas, mas desempenham
funções sociais. “Assim, distancia-se das obras de arte, dos museus e do cinema
para focalizar sua atenção na experiência cotidiana”(Sardelich, 2006,p.462).
A isso muitos autores dão o nome de “cultura visual”, muitas vezes este termo
é utilizado para estudar e entender o mundo contemporâneo, cada vez mais
influenciado e construído através das imagens. Segundo Freedman (2002 apud
SARDELICH, 2006, p.463) “a cultura é a forma de viver e a cultura visual dá forma
ao nosso mundo, ao mesmo tempo em que é nossa forma de olhar o mundo”.
Para Apter (1996 apud HERNANDEZ, 2000, p.131), ”as questões à Arte
redefiniram-se no ciberespaço ou nas novas formas de apresentação, divulgação e
interpretação que estão sendo geradas nesse meio que denominamos “cultura
visual”. Hoje não podemos mais olhar as imagens que nos são apresentadas, com o
mesmo olhar de alguns séculos atrás, pois atualmente tudo passa pelos nossos
olhos de forma muito mais acelerada e dinâmica, tudo pode ser alterado em questão
de segundos, a imagem tornou-se “mutante”.
O estudo da cultura visual em termos de economia, negócios, tecnologia,
experiências da vida diária pode proporcionar uma compreensão crítica com relação
ao seu papel na contemporaneidade, indo além da apreciação ou do simples prazer
que as imagens possam proporcionar.
A partir de um olhar mais atento sobre a cultura visual, observando-se desde
as imagens das revistas, dos programas de televisão, cinema, jogos de computador,
entre outros, pode-se considerar, segundo Hernandez (2000 apud SARDELICH,
2006, p.467):
•
•
Histórico-antropológico: as representações e artefatos visuais são frutos
de determinados contextos que os produzem e legitimam. Por isso, é
necessário ir além de uma abordagem perceptiva daquilo que se vê na
produção, para estabelecer conexões entre os significados dessa
produção e a tradição :valores,costumes,crenças,idéias políticas e
religiosas que as geraram.
Estético- artístico: este aspecto refere-se aos sistemas de
representação. O aspecto estético-artístico é compreendido em relação
à cultura de origem da produção, e não em termos universais, pois o
código europeu ocidental não é o único válido para a compreensão
crítica da cultura visual.
7
•
•
Biográfico: as representações e artefatos fomentam uma relação com
os processos identitários, construindo valores e crenças, visões sobre a
realidade.
Crítico-social: representações e artefatos têm contribuído para a
configuração atual das políticas da diferença e das relações de poder
Estes aspectos podem ser analisados em diferentes momentos, mas todos
são de fundamental importância para a compreensão da cultura visual e sua
influência no quotidiano das pessoas. Também deve-se ressaltar que a construção
de uma cultura visual está relacionada aos elementos formadores de uma
determinada cultura e a um momento histórico e social e estes são o ponto de
partida para qualquer leitura de imagem.
4 -IMAGEM NA ESCOLA.
Apesar de estarmos vivendo na chamada “era da imagem”, os educadores
de maneira geral ainda não utilizam métodos de ensino, que façam da imagem o
ponto de partida para a construção do conhecimento. Ainda há um predomínio da
linguagem oral e escrita, “restringindo o suporte visual meramente à ilustração de
um conhecimento dado como devidamente elaborado” (MOLINA, 2007.p.24).
Hernandez (2000) define bem esta discriminação quanto ao uso da imagem
na escola: “Repensar a educação a partir da arte, da cultura visual, é fazê-lo, em
parte, da posição dos perdedores, pois quase ninguém considera esses
conhecimentos valiosos para a formação dos cidadãos mais jovens.”
A arte sempre foi vista como algo prático e manual, um saber informal, sem
grande relevância para o campo dos conhecimentos organizados. O que por muito
tempo não se considerou, foi que o conhecimento a partir das imagens, requer “um
pensamento de ordem superior” (VIGOTSKY, 1979) e um constante exercício de
interpretação e compreensão do universo visual que caracteriza cada cultura.
O estudo da leitura de imagens começa a fazer parte dos currículos no Brasil,
principalmente a partir dos anos 90, com a Metodologia Triangular, através da
proposta de Ana Mae Barbosa, amplamente utilizada pelos professores de artes e
também vai influenciar a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais e nas
atuais Diretrizes Curriculares Estaduais do Paraná (2008) nas quais aparece a figura
do professor , que deve ser o “mediador” no processo de percepção e apropriação
8
dos
conhecimentos
sobre
arte,para
que
o
aluno
possa
interpretar
as
obras,transcender as aparências e apreender,pela arte,aspectos da realidade
humana em sua dimensão singular e social
Os pedagogos, na atualidade, devem tomar consciência desta nova realidade
que está posta, reconhecendo que as imagens são códigos e levar os alunos a
compreendê-los a partir das diferentes referências culturais,eis o grande desafio
para a educação.Hernandez (2000,p.89),afirma que :
Se o ensino da arte quiser chegar a ser um veículo de conhecimento e
contribuir para uma visão intercultural e alternativa diante da
homogeneização da atual cultura global e tecnológica, é necessária uma
mudança que se vincule à transformação da formação dos professores e
que possa voltar a pensar a função da escolaridade.
O principal objetivo desta proposta não é ler uma imagem identificando
apenas seus elementos formais isoladamente, mas reconhecer as manifestações e
expressões de cada cultura. Relacionando com outras disciplinas seria o mesmo
que por exemplo,na Língua Portuguesa compreender e comunicar-se,não só
identificar questões ortográficas.
Sendo assim entende-se que atualmente as tendências do ensino da arte
apontam para uma aprendizagem voltada para o desenvolvimento do senso
crítico,partindo das imagens que fazem parte da cultura,da história e do cotidiano
dos alunos. Hernandez (2000, p.1330) define bem esta questão:
As imagens são mediadoras de valores culturais e contém metáforas
nascidas da necessidade social de construir significados. Reconhecer essas
metáforas e seu valor em diferentes culturas,assim como estabelecer as
possibilidades de produzir outras,é uma das finalidades da educação para a
compreensão da cultura visual.
Desta forma, é importante salientar que as imagens que o professor leva
para seus alunos não devem ser utilizadas gratuitamente mas é preciso que sejam
escolhidas adequando-as aos objetivos propostos a partir dos conteúdos
trabalhados,buscando uma “relação sócio-afetiva com a imagem em uma situação
de cognição” (MOLINA,2007,p.25).
É importante salientar que esta mudança nos paradigmas
educacionais, enfocando a imagem como recurso metodológico parte da formação
dos professores, a qual ainda caminha a passos lentos e muitas vezes não
acompanha o processo de evolução ou os problemas que surgem no dia- a- dia de
sala de aula,por isso este programa do PDE é fundamental para que esta mudança
9
ocorra de forma que atenda as reais necessidades da escola,havendo maior
interação entre as instituições formadoras (academia) e a realidade educacional.
5 LEITURA DE IMAGENS
Este termo leitura de imagens começou a ser utilizado por volta da década
de 1970 com a introdução de novos sistemas audiovisuais, esta nova tendência se
fundamentou nos estudos da psicologia da forma Gestalt e da semiótica. Sendo
assim a imagem é entendida como um processo perceptivo, segundo os estudos de
Arnheim (1989) a partir do momento que a imagem passa a ser compreendida como
signo,é necessário que haja uma compreensão de seus códigos. Esta tendência no
campo da leitura de imagens é considerada pelos estudiosos como mais formalista,
onde são utilizados os fundamentos da linguagem visual para levar o expectador a
uma compreensão da imagem que lhe é apresentada.
Outra corrente esta baseada nos estudos de Ott (1984), Housen (1992) e
Parsons (1992),está mais voltada para aspectos mais estéticos das imagens,os
autores concordam que o que mais favorece o desenvolvimento estético é a
familiaridade que o sujeito tem com as imagens,sejam obras de arte ou imagens da
publicidade por exemplo.
O enfoque semiótico da leitura de imagens vem do conceito de denotação e
conotação. A denotação é o significado objetivo da imagem, ou seja, a descrição
objetiva do de se vê,como personagens,ações,tempo,espaço,etc.Já a conotação é a
apreciação do observador,isto é o que ele entendeu a partir da sua observação,é um
entendimento mais subjetivo pois depende da compreensão que o mesmo faz dos
signos contidos na imagem.
Sob outros pontos de vista como antropológico, histórico e sociológico há um
enfoque documental, a imagem passa a ser um instrumento de pesquisa.Diante
desse conceito,reforça-se a tendência de construção do conhecimento através do
universo imagético.
Outro campo no estudo das imagens é a chamada pedagogia da imagem que
considera a produção de imagens como uma estratégia de promoção e
desenvolvimento educacional,”as imagens não cumprem apenas a função de
10
informar
ou
ilustrar,mas
também
de
educar
e
produzir
conhecimento”
(Sardelich,2006,p.459).
Todas essas teorias apontam para uma crescente busca no estudo da leitura
de imagens que reflita diretamente na promoção da alfabetização visual.
6- ALFABETIZAÇÃO VISUAL
Com o crescente “bombardeio” de recursos visuais pelos quais os alunos são
atingidos constantemente, dentro e fora da escola, muitas vezes esses recursos não
obedecem nenhum critério ou objetivos claros, fazendo com que não se obtenha
uma avaliação mais criteriosa sobre a qualidade destas imagens.
Ao mesmo tempo em que não existe uma norma, também é preciso entender
que o processo de ler imagens depende de vários fatores, entre eles culturais,
psicológicos, ambientais, etc. Mas alguns elementos básicos da visualidade como:
cor, textura, proporção, forma, movimento, entre outros “a partir deles, obtemos
matéria – prima para todos os níveis de inteligência visual,e também a partir deles
que
se
planejam
e
expressam
todas
as
variedades
de
manifestações
visuais,objetos,ambientes e experiências” (DONDIS,1991,p.23).
Apesar de não parecer fácil, desenvolver métodos para promover a
alfabetização visual é de fundamental importância para o ensino na atualidade, tanto
quanto o desenvolvimento da escrita foi para o texto impresso pois,” nos modernos
meios de comunicação acontece o contrário. O visual predomina, o verbal tem a
função de acréscimo “(DONDIS,1991,p.12).
Esta inversão no processo de aprendizagem, onde predomina o visual,
deixando de lado o verbal, implica numa urgente necessidade de se promover na
escola o alfabetismo visual, “pois os alunos não vêem essas imagens criticamente, a
menos que sejam ensinados a fazê-lo” (FREEDMAN, 2002,p.130).
Hernandez em seus estudos sobre a leitura de imagens enfatiza alguns
pontos importantes no processo de interpretação. O autor ressalta que é preciso
saber escolher as imagens que são significativas para os alunos, no que elas podem
11
contribuir para o processo de aprendizagem, ao mesmo tempo, elas devem falar à
respeito de várias culturas, momentos históricos, fatos de relevância para a
comunidade. O professor deve construir estratégias que possam levá-los a conhecer
os elementos visuais, tendo seus objetivos bem claros, quanto ao que pretende
ensinar e ao mesmo tempo possibilitar conexões com as outras disciplinas. Através
dessas ações, afirmar que a sensibilidade artística não é inata e sim construída,
”pois as habilidades para a compreensão estética crescem cumulativamente à
medida que o leitor vai evoluindo” (Sardelich,2006,p.456).
Para Porcher (1982), é de grande necessidade, mostrar aos educandos que
as imagens que eles consomem não são neutras, que são criadas a partir de certas
necessidades e ideologias, desmistificando a confusão que se faz entre a realidade
e sua imagem. Seja de qualquer formato que se constitua a imagem é incontestável
seu poder de transmitir mensagens, sejam elas sobre uma determinada realidade,
tempo ou espaço.
No processo de alfabetização visual “deve-se buscar um equilíbrio ideal: nem
uma simplificação exagerada, que exclua detalhes importantes, nem a complexidade
que introduza detalhes desnecessários” (DONDIS,1991,p.185). A inteligência visual
processa as informações recebidas de maneira muito rápida, portanto, quanto mais
organizados os elementos, mais facilmente serão compreendidos.
É urgente a necessidade de uma mudança nos paradigmas educacionais,
para que as pessoas sejam alfabetizadas não só com o domínio da linguagem
verbal e escrita, mas também visualmente, proporcionando aos indivíduos a chance
de se tornarem espectadores menos passivos e mais críticos diante das imagens
que os cercam.
7- MATERIAL DIDÁTICO
A partir das considerações sobre as necessidades de uma alfabetização
visual na escola, e como uma das etapas do PDE desenvolveu-se uma unidade
didática com sugestões de atividades direcionadas aos professores, abordando
diferentes possibilidades de leituras. Foram então escolhidas algumas imagens
enfocando temas específicos. É importante ressaltar que estes exercícios de leitura
12
de imagem tem como finalidade o estímulo da observação, através de imagens que
constituem diferentes formas de representação do universo imagético.As mesmas
servem apenas como exemplo,pois cada professor pode adequá-las dentro de suas
práticas em sala de aula.
Na primeira atividade foi escolhida a pintura “Brincadeiras Infantis” (Figura 1)
de Peter Bruegel, cujo objetivo é fazer com que os alunos exercitem sua percepção,
tentando observar os detalhes,quais as brincadeiras que aparecem na imagem,
ângulos de visão, perspectiva, personagens, ações, cores, buscando estimular ao
máximo a observação, já que esta imagem contém muitos detalhes,exigindo um
olhar mais atento do observador.É importante também mostrar imagens com ilusão
de ótica,ou aquelas que evidenciam questões como figura/fundo,estimulando uma
observação mais atenta e minuciosa da imagem.
Figura 1-“Brincadeiras Infantis”-Peter Bruegel –
(1560) –118X161 cm, Kunsthistorisches Museum
Viena
Outra atividade procurou enfocar o uso da imagem na publicidade, foi
selecionada uma propaganda de cerveja (Figura 2),onde aparece a imagem
estereotipada típica deste produto,mulher bonita,jovem,com pouca roupa, a intenção
é levar os alunos a uma reflexão sobre as imagens veiculadas pelos meios de
comunicação e as estratégias utilizadas pela publicidade para vender diferentes
produtos através do apelo visual,enfatizando aspectos relacionados a padrões de
beleza impostos pela mídia,comparações com padrões de beleza em outras épocas,
13
questionar até que ponto isto influencia a vida das pessoas,pesquisar como é feita a
manipulação de imagens através de programas de computador,as reais intenções
que estão por trás de uma imagem publicitária.
Na terceira
atividade
foi
selecionada a obra
“Guernica” (Figura 3)
de
Pablo
nessa
Picasso,
proposta
a
principal questão é
fazer
mais
uma
leitura
formal
de
imagem, a partir da
interferência
Figura 2 – Imagem publicitária – Agência Fischer América
Acesso
em
23/11/2008
dos –
alunos na obra do http://downloads.open4group.com/wallpapers
artista, dever-se-iam
abordar
/garotas-da-kaiser-78d44.jpg – originalmente com
1024X768
questões
como cores, composição, estilo, movimento artístico ao qual o artista pertence,
período histórico, técnica, etc. Neste exercício o aluno deve ser estimulado a
entender como é o processo de elaboração de uma imagem, seja uma obra de arte,
fotografia, internet, ou seja, deve-se deixar claro que uma imagem não é construída
gratuitamente,mas faz parte de um contexto histórico e estético.Para isto é
necessário fornecer dados sobre o estilo do artista, no caso o Cubismo, inclusive
mostrando outras obras de outros artistas que utilizaram esta linguagem como forma
de expressão.
14
Figura 3- “Guernica”-Pablo Picasso (1937) dimensão350X782 cm - óleo sobre tela- Centro nacional de Arte
Rainha Sofia-Madrid
A última proposta do material didático buscou a construção do olhar dos
alunos, isto é,a partir do tema ,”árvore”(figuras 4,5) onde são apresentados vários
exemplos do referido objeto de estudo(pinturas,fotografias). Utilizando a técnica da
fotografia eles devem buscar novos olhares ou pontos de vista inusitados, texturas,
enquadramentos da imagem, manipulação digital, etc, a partir do referencial
imagético construído em sala de aula. Nesta atividade os alunos também devem
realizar leituras dos trabalhos produzidos pelos colegas. Esta atividade é de grande
importância para que os educandos percebam que o resultado de um trabalho com
imagem se constrói a partir de um referencial de imagens, que só é possível quando
existe uma compreensão a respeito das mesmas.
Figura
4-“Árvore
Vermelha”- Figura 5 – Fotografia-“Três árvores”- Japão,
Mondrian (1908), óleo sobre tela. Tóquio- originalmente: 3932x2656 pixels.
79X99 cm - Haia
Disponível
em
http://www.yunphoto.net/
photobase/y63196.html
15
Estas estratégias foram desenvolvidas para induzir os alunos a apreenderem
os elementos que compõem uma imagem sob vários pontos de vista, tendo bem
claros os objetivos quanto ao que se pretende ensinar e ao mesmo tempo
possibilitar conexões com as outras áreas do conhecimento.
Para que realmente ocorra o processo de alfabetização visual é de fundamental
importância que o observador esteja familiarizado o máximo possível com as
imagens que lhe são apresentadas. Para isso o professor deve fornecer várias
informações e promover atividades que exercitem a percepção e o conhecimento
sobre a representação estudada.
8 RESULTADOS DAS ATIVIDADES EM SALA DE AULA
As atividades da unidade didática foram aplicadas com alunos do segundo ano
do Ensino Médio do Colégio Estadual Des. Jorge Andriguetto, durante o primeiro
semestre de 2009
A implementação iniciou com a apresentação do projeto à equipe
pedagógica e professores, esta etapa foi importante para que o grupo ficasse ciente
da proposta. Esse momento teve a intenção de haver uma troca de idéias e a
possibilidade de interação com outras disciplinas e também com a equipe
pedagógica.
Logo após o início do ano letivo iniciou a fase de contato com as turmas
envolvidas e a oportunidade de esclarecer para os alunos os objetivos da proposta,
principalmente os motivos da escolha do tema “leitura de imagem” e a importância
da participação do grupo.
Nesse momento foram apresentados alguns conceitos sobre a palavra
imagem, seu papel na história, como influenciou e influencia as sociedades,
utilizando uma linguagem acessível aos alunos também procurou-se mostrar alguns
conceitos a respeito do tema,enfatizando a importância das imagens na
contemporaneidade.
A etapa seguinte consistiu em desenvolver as quatro atividades propostas na
unidade didática. Para isto o uso dos recursos materiais existentes na escola, como
16
a TV pendrive, o projetor multimídia e o laboratório de informática, foram
fundamentais para que as imagens pudessem ser reproduzidas e vistas de forma
adequada pelos alunos.
No início das atividades houve certo estranhamento, pois muitos não estavam
habituados a terem aulas onde as imagens eram os “personagens principais”, na
primeira, cujo foco era estimular a percepção através da observação de
detalhes,alguns não conseguiam enxergar aspectos que exigiam um olhar mais
atento,mas aos poucos isto foi superado e muitos se mostravam surpresos com as
descobertas que iam fazendo ao longo das observações.Nesta primeira etapa podese perceber que no cotidiano os alunos não olham as imagens de forma mais
atenta,explorando pequenas sutilezas e detalhes,a imagens são vistas de forma
superficial,isto ocorre principalmente porque muitos não conseguem se concentrar
por muito tempo num mesmo objeto,dificultando uma análise mais aprofundada.
Já na segunda atividade houve um interesse maior porque a linguagem
publicitária está mais presente no dia-a-dia de todos, foram levantadas várias
questões importantes como os padrões de beleza impostos pela mídia, as
estratégias de venda que estão por trás dessas imagens,muitos pesquisaram
exemplos de propagandas e se mostraram críticos com relação a forma como se
manipulam imagens com a simples finalidade de vender,seja um produto ou ideia.
Um aluno trouxe um programa de edição de imagem para mostrar para o grupo
como hoje é simples e acessível fazer manipulações e até que ponto as imagens
que vemos são reais. Este foi um momento de reflexão a respeito das novas
tecnologias de produção de imagens e como são utilizadas de forma positiva ou
negativa na vida das pessoas.
A atividade três exigiu mais atenção, pois para realizar a leitura houve a
necessidade de explicar todos os seus aspectos históricos e estéticos,percebe-se
que nas imagens consideradas com uma linguagem mais moderna,como é o caso
de “Guernica”,houve maior resistência e dificuldade de compreensão,a maioria ainda
tem a idéia pré-concebida que a arte é só “ imitação da realidade”,durante as aulas
muitos
demoraram para compreender o significado da imagem,e qual a sua
importância no desenvolvimento das formas de representação através da história da
arte.Foi muito comum ouvir a expressão”isso até eu faço”,mas aos poucos foi se
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criando uma certa intimidade com a imagem o que acabou favorecendo a conclusão
do trabalho.
A última etapa foi a mais produtiva, no início foram mostradas várias imagens de
árvores, feitas por vários artistas, o principal objetivo era fazer com que
percebessem a diversidade de forma que podemos ter de um mesmo objeto.
Quando começamos a atividade de fotografar foi muito interessante, pois fomos para
fora da escola, o que geralmente não acontece, o trabalho foi feito em grupo e das
fotografias tiradas cada grupo escolheu uma, os resultados surpreenderam, apesar
de a serem feitas com câmeras de celulares, e câmeras comuns, pois a ideia era
trabalhar com recursos acessíveis a todos, as imagens mostram maturidade e
envolvimento dos alunos na proposta, inclusive alguns grupos chegaram a editar as
imagens utilizando programas de computador.
Durante o desenvolvimento do trabalho é importante salientar que outras
imagens foram utilizadas, sempre contextualizadas com os objetivos e com os temas
de cada atividade.
A participação dos alunos foi de fundamental importância, pois as atividades
dependiam diretamente do envolvimento do grupo, partindo do olhar e da
observação de todos é que pode-se obter os resultados aqui apresentados.No final
dos trabalhos foi pedido que individualmente fizessem uma crítica sobre o que
acharam das atividades desenvolvidas.Grande parte dos depoimentos enfatiza a
falta do uso de imagens em sala de aula,a maioria afirma que se os professores em
geral utilizassem mais as imagens como recurso pedagógico,a aprendizagem seria
mais eficaz,pois através delas é mais fácil assimilar os conteúdos e também
compreender
os
temas
que
fazem
parte
do
universo
escolar,como
sexualidade,drogas,violência,cidadania,entre outros.
CONCLUSÕES FINAIS
Os resultados deste processo demonstram alguns aspectos abordados na
fundamentação teórica deste trabalho. Primeiro ficou comprovado que a escola
ainda não está pronta para trabalhar as imagens em sala de aula, durante o
desenvolvimento das atividades ficou claro que as imagens são trabalhadas
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somente nas aulas de Arte e muitas vezes de forma superficial, o que impede que os
alunos criem hábitos e aprendam a lê-las de forma crítica.
Outro ponto importante é que para que o aluno tenha uma real compreensão
das imagens que lhe são apresentadas é necessário que tenha acesso a um
repertório amplo de imagens, o que não acontece muitas vezes porque os recursos
materiais em determinadas escolas são escassos, cabe ao professor realizar uma
pesquisa de imagens de qualidade e adequá-las a suas aulas e a realidade de sua
escola.
Pôde-se perceber que deve haver um estímulo por parte do professor para
que os alunos percebam as características de cada imagem, pois durante o
processo ficou evidente que se não fossem levantadas questões envolvendo
diferentes aspectos da imagem não haveria compreensão, portanto chegou-se à
conclusão que ainda nossos alunos fazem leituras muito superficiais do mundo
imagético que os cerca,mundo este repleto de imagens estereotipadas,as quais são
o único referencial que lhes é oferecido,principalmente pela escola e pela mídia.É de
responsabilidade da escola,e não só do professor de Arte estimular e criar
estratégias de leitura de imagens,fazendo com que os alunos passem a ter um
repertório de imagens mais rico e consequentemente passe a observá-las de forma
mais aprofundada.
Apesar dessas constatações é importante ressaltar que os objetivos propostos
foram alcançados, pois no decorrer do processo houve uma evolução que aconteceu
gradativamente, onde aos poucos os alunos foram se familiarizando com cada
imagem, passando a vê-las não só como meras ilustrações, mas como fonte de
conhecimentos e de mensagens que fazem parte da história da humanidade.
Durante o desenvolvimento do trabalho não foram trabalhadas imagens de
outras linguagens como o cinema, a internet, a computação gráfica, televisão, temas
que dependeriam de outras estratégias por serem linguagens onde os estudos a
respeito ainda estão no início, mas sem dúvida é um dos grandes desafios que se
colocam à frente da escola na atualidade.
Também é importante ressaltar que o presente estudo não pretendeu
confirmar nenhum método específico de leitura de imagens, mas mostrar que essas
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leituras podem ser feitas sob diversos pontos de vista, dependendo dos objetivos
que o professor quiser atingir em suas aulas e também dentro dos conteúdos
trabalhados.
A experiência aqui relatada mostra, portanto a real necessidade de se
aprofundar métodos de trabalho nos quais o uso de imagens esteja mais presente
na escola, favorecendo a educação do olhar, proporcionando o refinamento estético
diante da crescente diversidade de imagens produzidas principalmente pela indústria
cultural,proporcionando ao indivíduo entender o mundo a sua volta não apenas
como expectador passivo mas como personagem importante nesse processo.
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ANEXOS
Trabalhos com fotografia, desenvolvido na “atividade 4” do material didático pelos
alunos da 2ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Desembargador Jorge
Andriguetto que participaram do projeto de implementação no primeiro semestre de
2009.
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