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Rosa - FC - Veiling Holambra

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Rosa - FC - Veiling Holambra
Critério de Classificação
Rosa Corte.
Classificar é separar os produtos em lotes homogêneos quanto ao padrão e qualidade, caracterizados
separadamente. O critério de classificação é o instrumento que unifica a comunicação entre toda a cadeia de
produção. Produtores, atacadistas, varejistas, consumidores precisam seguir os mesmos critérios para determinar
a qualidade do produto. Assim, haverá mais transparência na comercialização, valorização do melhor produto,
maior qualidade e maior consumo.
1. PADRÃO.
São as características mensuráveis do produto. O Padrão é determinado pela uniformidade
do lote. O lote classificado de Rosa é aquele que apresenta 95% de uniformidade quanto ao comprimento,
espessura da haste, ponto de abertura e o tamanho do botão.
1.1. Comprimento da haste
É determinado pelo tamanho da haste desde a sua base até a ponta do botão, obedecendo à tabela abaixo:
CLASSE
Comprimento da Haste
30
25 a 30 cm
40
35 a 40 cm
50
45 a 50 cm
60
55 a 60 cm
70
65 a 70 cm
80
75 a 80 cm
1.2. Espessura da haste
A seleção do lote por espessura serve para dar uniformidade ao lote.
De acordo com o comprimento da haste, a Rosa classificada deverão apresentar as seguintes espessuras,
medidas pelo meio da haste:
Comprimento
Espessura
da Haste
Para haste de 30 cm
Para haste de 40 cm
Para haste de 50, 60, 70 e 80 cm.
Mínimo de 3,0 mm
Mínimo de 4,0 mm
Mínimo de 5,0 mm
Cooperativa Veiling Holambra
Departamento de Qualidade e Pós-Colheita


Em relação à espessura da haste, o maço classificado deve garantir uniformidade ao lote, além da
sustentação do botão.
Haste torta. Desvio da forma retilínea da haste apresentando envergadura em forma de arco.
o Admite-se em relação à linha horizontal, quando segurada pela ponta, a haste não deve envergar
mais do que 10 cm.
Menor que 10 cm
o
Igual a 10 cm
Maior que 10 cm
Admite-se até 3 cm de desvio da haste em relação a linha vertical. Hastes tortas em forma de “S”
deverão ser descartadas;
Haste Torta
Até 2 hastes
no maço
para A1
Até 4 hastes
no maço
para A2
1.3. Tamanho do botão
É medido desde a base da pétala até a ponta do botão. De acordo com as características genéticas da variedade e
o comprimento da haste. Admite-se uma variação de 0,5 cm entre os botões do maço, para garantir uniformidade
ao lote.
Cooperativa Veiling Holambra
Departamento de Qualidade e Pós-Colheita
Botão deformado (“pescoço torto”). Desvio da forma característica do botão. Admite-se desvio de até 1 cm
em relação a vertical.
Botão Torto
(“Pescoço torto”)
Até 2 hastes
no maço
para A1
Até 4 hastes
no maço
para A2
1.4. Ponto de abertura
Refere-se ao ponto de maturação no qual o produto é comercializado.
Excesso de maturação é a haste floral que apresenta um avançado estágio de maturação ou envelhecimento.
Ponto de abertura irregular. Pontos de aberturas diferentes entre os botões no mesmo maço, que causa
desuniformidade ou redução da durabilidade:
Ponto de Abertura Irregular
Até 2 hastes
no maço
para A1
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Departamento de Qualidade e Pós-Colheita
Até 4 hastes
no maço
para A2
2. QUALIDADE.
É a ausência de defeitos.
A categoria de classificação (A1 ou A2) caracteriza a qualidade do lote e deverá ser estabelecida conforme limites
de tolerâncias para defeitos graves e leves. Os defeitos graves são aqueles que podem continuar a evoluir
durante o processo de comercialização. O produtor deverá selecionar o produto, eliminando os defeitos antes do
embalamento, assegurando requisitos mínimos de qualidade, abaixo do qual o produto não poderá ser
comercializado.
Defeitos
Defeitos Graves
Danos de botrytis
Danos de oídio
Danos de pinta preta e míldio
Danos de lagartas
Danos de pragas
(ácaros, thrips e pulgão)
Danos mecânicos (para produtos de Campo)
 Na flor
 Na folha
Danos mecânicos (para produtos de Estufa)
 Na flor
 Na folha
Desidratação
Defeitos Leves
Presença de ganchos pequenos
(“emenda vermelha”)
Queima por fitoxidez
(queimadura)
A1
A2
0
0
Leve intensidade
sem comprometer a beleza
do produto.
Leve intensidade
sem comprometer a beleza
do produto.
Moderada intensidade
sem comprometer a beleza
do produto.
Moderada intensidade
sem comprometer a beleza
do produto.
1
Até 2
Leve intensidade
sem comprometer a beleza
do produto.
Moderada intensidade
sem comprometer a beleza
do produto.
Leve intensidade
sem comprometer a beleza
do produto.
Moderada intensidade
sem comprometer a beleza
do produto.
0
0
A1
A2
1
2
Leve intensidade
sem comprometer a beleza
do produto.
Leve intensidade
sem comprometer a beleza
do produto.
Moderada intensidade sem
comprometer a beleza
do produto.
Resíduo químico
Moderada intensidade sem
(leve intensidade)
comprometer a beleza
do produto.
Tab. - Tabela para determinação da categoria de qualidade de acordo com a tolerância aos defeitos .
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Departamento de Qualidade e Pós-Colheita
OBS: Para o enquadramento da Rosa em categorias, devemos avaliar o número de hastes com defeito com a
intensidade com que essa haste está afetada, ou seja, há também um limite de tolerância para o sintoma do
ataque de pragas, doenças e demais defeitos, como descrito a seguir:
2.1. Defeitos Graves
São aqueles que depreciam a aparência e desvalorizam a qualidade do produto, podendo aumentar de
intensidade com o tempo, restringindo ou inviabilizando sua comercialização;

Danos de botrytis. Danos de apodrecimento do tecido da flor ou folhas, sem tolerância para qualquer
estágio de desenvolvimento da doença;

Danos de oídio. Manchas de coloração esbranquiçada na face superior da folha podendo enrugá-la
levemente. Não serão aceitos produtos com folhas totalmente afetadas e nem o sintoma nas hastes.
Será desclassificado o produto que apresentar o sintoma imediatamente visualizado na inspeção;

Danos de pinta preta e míldio. Danos de diferentes características causadas pela infecção de agentes
fúngicos. Só serão toleradas hastes com sintomas que não sejam facilmente (ou rapidamente)
visualizados ao abrir o maço;
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
Danos de lagarta. Danos de furo nas pétalas dos botões causado pela presença de lagartas;

Danos de ácaro, thrips e pulgão. Danos de diferentes características causadas pela infestação de
insetos ou ácaros;

Danos mecânicos no botão. Dano com rompimento ou deformação superficial do tecido provocado
por ação mecânica ou má colocação da rede.
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2.2. Defeitos Leves
São aqueles que depreciam a qualidade, mas não evoluem com o tempo causando mudança na aparência até
destino final.

Presença de ganchos e ou emendas. Cicatrizes ou resíduos da poda anterior. O produto A1 deve
estar livre de tais defeitos;

Queima por fitoxidez. Mancha de diferentes características decorrentes da toxidez, geralmente
apresenta aspecto de queima nas bordas. Será aceito até 10 % da superfície das folhas afetadas
(bordas);
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
Resíduo químico. Manchas difusas leves que recobrem as folhas e botões dando um aspecto
esbranquiçado à planta. Admite-se uma leve intensidade de resíduo nas folhas.
3. INFORMAÇÕES ADICIONAIS.

Tratamento pós - colheita: é obrigatório;

Limpeza de folhas da base: 15 cm e o elástico a 10 cm da base;

O produto deverá chegar previamente refrigerado do Sítio;

“Shoot” e broto grande não deverão ser enviados para comercialização;
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Departamento de Qualidade e Pós-Colheita

Em caso de retirada de pétalas, recomenda-se a utilização do código (324) PÉTALAS RETIRADAS, nos
campos de observação 1 ou 2 da GFP;

A “redinha” deve estar colocada a 1 cm acima da ponta do botão;

Os maços devem ter boa apresentação, com as pontas dos botões no mesmo nível, embaladas em papel
limpo e firme.
Departamento de Qualidade.
Cooperativa Veiling Holambra.
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Departamento de Qualidade e Pós-Colheita
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