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divisão sul-africana-oceano índico
Boletim
Missionário
DIVISÃO SUL-AFRICANA-OCEANO ÍNDICO
4º Trimestre de 2015
Caro Diretor da Escola Sabatina,
Este trimestre põe em destaque a Divisão Sul-Africana-Oceano Índico. Mais de 176 milhões de
pessoas vivem nesta Divisão, dos quais mais de 3 milhões são Adventistas do Sétimo Dia. Aproximadamente uma pessoa em cada 58 é Adventista do Sétimo Dia.
Este trimestre, destacamos histórias procedentes de vários países, incluindo o Botswana, Madagáscar, o Malawi, a África do Sul, a Zâmbia e o Zimbabué. Embora estes países representem uma
grande diversidade de culturas, línguas, climas e povos, é entusiasmante ver como Deus está a
trabalhar de formas similares em todo o continente.
Os nossos Projetos para a Oferta do Décimo Terceiro Sábado, neste trimestre, têm como objetivo
a educação e a saúde. No Botswana, temos a oportunidade de ajudar a providenciar uma muito necessária escola primária Adventista – a primeira da Conferência do Norte do Botswana. No
Zimbabué, a Oferta do Décimo Terceiro Sábado ajudará a fundar uma clínica médica Adventista na
cidade de Gweru, onde já foi concedido um terreno para esse fim pelo governo local. Na Universidade de Solusi, também no Zimbabué, a nossa oferta missionária ajudará a ampliar o refeitório
para servir a crescente população de estudantes.
Para além de partilhar as histórias deste Boletim Missionário, quero incentivá-lo a visitar o nosso
website em www.adventistmission.org para mais informações, e a fazer o download gratuito do
DVD Mission Spotlight, onde encontrará mais histórias missionárias inspiradoras da Divisão Sul-Africana-Oceano Índico.
Desejamos-lhe as mais ricas bênçãos de Deus!
Gina Wahlen,
Editora
Oportunidades
A Oferta do Décimo Terceiro Sábado deste trimestre ajudará a:
• Construir a Escola Primária Adventista de Gateway, no Botswana.
• Construir o Centro de Saúde Adventista de Gweru, no Zimbabué.
• Ampliar o refeitório da Universidade de Solusi.
1º Sábado, 3 de outubro
Perdida na Noite
Hoje vamos visitar o Botswana [localizar no mapa]. É um país pacífico com muitos lugares descampados para os animais selvagens passearem. Algumas das maiores reservas de animais selvagens localizam-se no Botswana.
A história de hoje aconteceu durante uma reunião campal realizada no Nordeste do Botswana. O
acampamento está situado no meio da floresta, perto de uma represa que abastece a região.
A Katie, uma garota de cinco anos, foi com a avó à reunião campal. Na quinta-feira à tarde, ela foi
brincar com os amigos perto da represa. Depois, ao voltar para a barraca, confundiu-se e, em vez de
ir na direção da barraca, foi por outro caminho bem distante da avó e do acampamento.
Quando as outras crianças chegaram ao acampamento, a Katie não estava com elas. A avó pôs-se
a pensar onde a Katie poderia estar. Talvez estivesse a brincar com outras crianças noutro local do
acampamento, pensou. Mas, ao anoitecer, ela começou a ficar preocupada e perguntou pela Katie
às amiguinhas dela, mas ninguém sabia onde ela estava.
Busca e Encontro
No Botswana, os dias são quentes, mas após o pôr do Sol o clima esfria rapidamente. A avó da Katie ficou preocupada, pois a menina apenas tinha vestido uma camisa e uma saia; roupa insuficiente
para protegê-la do frio da noite.
À noite, durante o culto, um homem anunciou que uma menina de cinco anos, Katie, estava desaparecida. Ele chamou voluntários para procurá-la e pediu que orassem para que Deus a protegesse
e a mantivesse em segurança.
Os campistas saíram da tenda e espalharam-se com o objetivo de encontrar a garotinha. Alguns
correram para o lago onde ela fora vista pela última vez. Outra pessoa rodeou o lago e encontrou
uma marca de sapato infantil na margem. Eles seguiram as pegadas até desaparecerem na erva alta.
Então, voltaram ao acampamento para contar o que haviam encontrado.
A essa altura, já eram 22 horas. Os voluntários estavam cansados, mas não quiseram ir dormir até
que a menina fosse encontrada. Talvez estivesse viva.
Alguns homens foram à cidade mais próxima em busca de um holofote. Quando voltaram, continuaram as buscas. Sem ter nenhuma pista da criança, eles voltaram ao local onde tinham encontrado as marcas de sapatos. Ao chegarem, as pegadas tinham desaparecido. Os homens espalharam-se
e caminharam em busca de mais pegadas.
Eles descobriram outras pegadas e seguiram-nas até encontrar pequenos riachos e gramas altas.
Em seguida, o trilho levou-os a uma densa floresta, da qual até mesmo os adultos tinham medo.
Nesse momento, descobriram que a criança tinha tirado os sapatos e seguiram as pegadas. A partir de certo ponto, perceberam que ela havia começado a correr. O que será que a assustou?
Já passava da meia-noite e as lanternas estavam a ficar fracas. Desesperados para encontrar a
criança, continuaram, seguindo o trilho através do solo arenoso. Em seguida, perto da uma hora da
manhã o holofote atingiu uma menina, a dormir no chão. Os voluntários aproximaram-se em silêncio, tremendo por causa do frio.
“Olhem!”, um dos voluntários sussurrou. “Vejam como a cabeça repousa sobre os braços! E os sapatos estão organizados ao seu lado.” Alguém se baixou e tocou a criança. Ela estava viva! Exausta e
com frio, tinha caído no sono pelo caminho.
Louvor e Gratidão
Só então a menina acordou, levantou a cabeça e olhou para os rostos preocupados em torno dela.
Ela reconheceu um dos homens como seu pastor. Outros abraçaram a menina sonolenta e envolveram-na num casaco quente. Todos agradeceram a proteção de Deus em favor dela. Então, voltaram
para o acampamento, cantando.
No acampamento, os campistas foram despertados com a música alegre dos voluntários. Eles
correram para recebê-los e lotaram a grande tenda para um culto de agradecimento à meia-noite.
Ouviram o relatório sobre as buscas, cantaram canções de louvor e fizeram orações de agradecimento a Deus, por devolver a criança com segurança à família.
Enquanto voltavam para as tendas, todos concordaram que Deus tinha protegido a menina contra os perigos da floresta. “Como podemos duvidar de que Deus existe e de que trabalha em favor
dos Seus filhos?”, perguntavam. “Presenciámos um milagre de Deus, e estamos felizes.”
Resumo Missionário
O Botswana é um país localizado no Sul da África. Sem faixa litoral, faz fronteira com o Zimbabué, a
África do Sul, a Namíbia e a Zâmbia.
A mina de diamante Jwaneng, a mais rica do mundo, fica no Botswana. Foi descoberta quando os
cupins levaram partículas de diamante à superfície.
Quase 40% do Botswana são parques nacionais e reservas de vida selvagem, proporcionando grandes áreas para os passeios dos animais.
2º Sábado, 10 de outubro
Caminhando com os Leões – Parte I
O Takila é pioneiro da Missão Global na Zâmbia [localizar no mapa], na Divisão Sul-Africana-Oceano Índico, cujos projetos missionários serão beneficiados com a oferta do Décimo Terceiro Sábado
deste trimestre.
Quem sabe o que significa ser pioneiro da Missão Global? [Deixar uma criança responder.] Sim,
pioneiro da Missão Global é alguém que dedica um ano ou mais de trabalho numa região em que
as pessoas não conhecem Jesus.
O Takila participou em reuniões para aprender a partilhar Jesus. Ele aprendeu um pouco a respeito de como elas vivem e como alcançá-las. Percebeu que muitas dessas pessoas acreditavam
em bruxaria. Elas consultavam o feiticeiro quando estavam doentes ou quando as coisas pareciam
correr mal. O feiticeiro recitava algumas palavras estranhas, jogava alguns amuletos e ossos velhos
no chão e, em seguida, “lia” os ossos e amuletos e contava às pessoas o que os espíritos diziam
sobre o problema. Às vezes, o problema era um antepassado irritado que não fora reverenciado
corretamente, ou talvez alguém tivesse lançado uma maldição sobre a pessoa. Nesse caso, a pessoa
precisava de pagar para remover a maldição. Muitas vezes, alguém testava a honestidade de outro,
colocando uma maldição sobre ele. Se esse alguém morresse, não era honesto nem verdadeiro. Mas
se vivesse, era confiável.
Trabalhando por Jesus
O Takila estava ansioso para começar a trabalhar para Jesus. Ele caminhou até à primeira vila no
seu novo território e conversou com o chefe. Então, falou ao povo da aldeia a respeito de Jesus.
Logo chegou o momento de ir para a aldeia seguinte. O Takila não sabia a distância do próximo vilarejo, mas pelo que os moradores disseram, ele imaginou que fosse perto. No fim da tarde, o Takila
começou a viagem.
Ele não sabia, mas as pessoas queriam ter a certeza de que o que ele havia ensinado era verdade.
Então, elas foram até ao feiticeiro e pediram que chamasse os leões que viviam em torno da sua
aldeia para testar a honestidade do Takila.
Enquanto o Takila caminhava para a aldeia mais próxima, o Sol pôs-se por trás das montanhas. Ele
não sabia se a próxima aldeia estava distante nem onde poderia passar aquela noite. Ao anoitecer, o
Takila viu leões à distância. Era a época de caça desses animais. O Takila teve medo, mas não adiantaria chorar nem pedir ajuda, porque não havia ninguém por perto.
(Continua.)
Resumo Missionário
A Zâmbia é um dos 20 países que compõem a Divisão Sul-Africana-Oceano Índico.
A Divisão Sul-Africana-Oceano Índico tem 9591 igrejas e 3 227 104 membros.
A Zâmbia recebeu nove jovens em 2015 no projeto One Year In Mission (Um ano em Missão), uma
iniciativa da Conferência Geral para a evangelização das comunidades.
3º Sábado, 17 de outubro
Caminhando com os Leões – Parte II
Certa noite, o Takila, um pioneiro da Missão Global, viajava para um vilarejo e viu, ao longe, leões à sua frente. Ele parou, pediu a Deus que enviasse os Seus anjos da guarda para protegê-lo.
Continuou a andar e notou que os leões estavam a caminhar na mesma direção que ele, mas não
se aproximavam. À luz da Lua, o Takila podia ver os olhos dos leões a brilhar. Então, perguntou aos
leões: “Vocês são os anjos da guarda que eu pedi que Deus enviasse para me proteger?”
De repente, o Takila sentiu o medo diminuir e continuou a andar. Os leões também caminhavam
ao lado e atrás dele. O Takila sentiu cansaço, mas não havia um local para dormir, por isso continuou
a viagem. Quando o Takila parou para descansar, os leões também pararam. E, ao recomeçar a caminhada, lá estavam os leões, protegendo-o.
O Takila andou a noite toda e os leões seguiram-no. Quando o Sol surgiu por trás das montanhas,
ele viu o vilarejo. Com novo ânimo, caminhou e, por um momento, esqueceu-se dos leões.
Ao chegar ao vilarejo, voltou-se para vê-los, mas eles tinham desaparecido no meio da savana.
Moradores Surpreendidos
As pessoas do vilarejo ficaram surpreendidas ao ver um estranho aproximar-se. Perguntaram de
onde ele viera e o Takila informou que tinha vindo do vilarejo vizinho e que havia caminhado durante a noite toda.
“A savana é cheia de leões”, disseram os moradores. “Como conseguiu andar a noite toda e não ser
atacado? Muitas pessoas morreram quando saíram do vilarejo à noite.”
O Takila disse que, após o pôr do Sol, ele parou e pediu que Deus enviasse anjos para protegê-lo.
Contou sobre os leões que caminharam ao seu lado e que, quando ele parava, os leões paravam
também.
A história do Takila espalhou-se como fogo pela aldeia. Rapidamente, uma multidão se reuniu ao
seu lado. O chefe pediu que ele contasse como chegou ao vilarejo sem ser devorado pelos leões. O
Takila disse que conseguiu atravessar a savana durante a noite, porque o Deus a Quem ele servia
enviou leões para protegê-lo.
O chefe convidou o Takila para falar às pessoas do vilarejo sobre o seu Deus. Assim que a estação
de chuvas terminou, um pastor foi batizar aqueles que entregaram o coração a Deus. Mais pessoas
de vilarejos localizados por toda a savana convidaram o Takila para falar sobre o poderoso Deus a
Quem ele servia, o Deus que enviou leões para proteger um homem que confiava n’Ele.
Curiosidades Sobre Leões
Os leões são grandes felinos que vivem em grupos, chamados bandos: grupos familiares fechados.
Trabalham juntos, defendem o território e caçam.
Eles rugem para comunicar a sua posição a outros bandos. O seu rugido é o mais alto de todos os
felinos e pode ser ouvido a 8km de distância.
Os leões têm uma visão noturna impressionante. A sua sensibilidade à luz é seis vezes maior do que
a dos seres humanos. Isso dá-lhes uma clara vantagem quando caçam à noite.
4º Sábado, 24 de outubro
A Nova Escola
Em 1905, o W. H. Anderson e a esposa viajaram para a Zâmbia numa carroça puxada por bois. Depois de muitos dias a andarem por terrenos acidentados e estradas poeirentas, chegaram ao lugar
que o chefe local tinha doado à Igreja Adventista, para que fosse construída uma escola.
Certo dia, enquanto a Sra. Anderson preparava o jantar, o esposo percorria a propriedade em busca de um lugar para a nova construção. Havia tanta coisa para fazer! Precisava de aprender a língua
local, o chitonga, encontrar ajudantes para derrubar árvores e cortar madeira. Pensando em dar
início a uma escola-fazenda, ele quis aprender como a população local trabalhava na agricultura.
“Se eu trabalhar arduamente”, pensou, “posso abrir a escola em dois anos”.
A Surpresa
Naquele mesmo dia, um jovem aproximou-se do Sr. Anderson e disse, num idioma que ele entendeu:
– Vim para estudar na sua escola.
– Escola! – Anderson exclamou. – Não temos nenhuma escola ainda.
– Você não é professor? – perguntou o garoto. O Sr. Anderson confirmou, balançando a cabeça.
– Então ensine-me – insistiu o menino, seguindo o Sr. Anderson até à carroça onde a Sra. Anderson esperava para servir o jantar.
– Este garoto quer ir à escola – o Sr. Anderson disse à esposa. – Ele não vai voltar para casa!
– Alguma vez Jesus dispensou alguém? – a Sra. Anderson perguntou, e o esposo teve que concordar com ela.
No dia seguinte, mais quatro meninos chegaram, pedindo para estudar. O Sr. Anderson colocou
os meninos a trabalhar, lavrando a terra para fazer uma horta e preparando o terreno para construir
a escola. Depois de trabalharem durante o dia, os meninos e o professor sentavam-se ao redor de
uma fogueira para estudar. O Sr. Anderson aprendia chitonga palavra por palavra, e anotava cada
uma delas. Em seguida, copiava as palavras na lousa e pedia que os garotos as escrevessem e pronunciassem.
Pouco tempo depois, o Sr. Anderson já conseguia contar uma história bíblica aos alunos, e eles,
por sua vez, conseguiam ler algumas palavras no próprio idioma.
O Crescimento
Um mês depois, mais de 40 meninos estavam matriculados na nova escola. Também havia meninas. Num ano, o Sr. Anderson escreveu e publicou o primeiro livro de histórias bíblicas na língua
chitonga. As crianças leram tantas vezes esse primeiro livro, que memorizaram as histórias, antes da
impressão do segundo livro.
Os alunos continuaram a trabalhar nas construções e na fazenda. Plantaram milho e vegetais, e
ajudaram a construir o primeiro dormitório, com paredes de barro, piso de terra e telhado de palha.
À noite, os meninos dormiam no chão.
Não Há Vagas
O dormitório não abrigava todos os que desejavam estudar. Certo sábado, depois do culto, o
diretor encontrou cinco rapazes sentados perto da casa dele. Ele sabia que eles queriam estudar,
porém, não havia mais espaço. Mas quando soube que os rapazes tinham viajado 241 quilómetros
para frequentar a nova escola, decidiu aceitá-los.
– O que devemos fazer? – perguntou o Sr. Anderson ao Detja, o professor africano. – Quando vão
dormir, os estudantes ocupam todo o espaço do dormitório! A estação chuvosa está a chegar, e não
há palha para construir o telhado. Não podemos receber mais nenhum estudante!
Observando uma grande mesa que providencialmente havia sido construída pelo diretor, o Detja
pensou um pouco e disse:
– Professor, o chão está cheio de garotos, mas ninguém dorme sobre a mesa.
E assim, durante cinco meses, a mesa serviu para comer, estudar e dormir.
Milagre da Graça
As crianças aprenderam rapidamente as histórias, enquanto o amor de Deus lhes enchia o coração de alegria e as transformava. David Livingstone, famoso missionário na África, certa vez disse
que, se algum dia o coração do povo bitonga fosse transformado, seria um milagre da graça. E isso
aconteceu. As crianças bitongas mudaram completamente, ao aprender sobre Jesus na pequena
escola de barro que ajudaram a construir.
Essas crianças foram os primeiros estudantes da Escola Missionária Rusangu, uma escola que,
ainda hoje, continua a ensinar a respeito do amor de Deus.
Resumo Missionário
A Escola Adventista Rusangu continua a funcionar, e os seus professores ainda ensinam às crianças
sobre Jesus. O primeiro edifício de barro e palha foi substituído por um de concreto com telhado de
metal.
No mesmo terreno, estão uma grande escola de Ensino Secundário e a Universidade Adventista
da Zâmbia, que recebeu, há alguns anos, parte da Oferta do Décimo Terceiro Sábado para ajudar a
construir uma biblioteca. A oferta do Décimo Terceiro Sábado deste trimestre ajudará a construir
uma escola no Botswana.
5º Sábado, 31 de outubro
A História da Mbali
Hoje conheceremos uma história que aconteceu na Cidade do Cabo, na África do Sul [localizar no
mapa].
A Escola Adventista de Riverside é uma verdadeira escola missionária. Está localizada numa parte
movimentada da Cidade do Cabo. Foi inaugurada há 80 anos e alguns prédios originais ainda são
usados. O bairro vizinho à escola mudou muito e, atualmente, mais de metade dos alunos vem de
famílias não Adventistas. Ao chegar à escola, a maioria dos alunos fala pouco ou nada em inglês.
Então, precisam de aprender o idioma, para conseguir entender os professores.
A Mbali está no segundo ano na Escola Adventista de Riverside. A família dela não é Adventista,
mas a mãe quis que ela estudasse numa escola cristã que ensinasse inglês. Quando a Mbali começou o primeiro ano, ela só falava o idioma tradicional da família – zulu e xhosa. Sabia apenas algumas palavras em inglês e teve que estudar bastante para aprender esse idioma e tornar-se na boa
aluna que é atualmente.
Ajudando a Professora
A Mbali lembra-se de como se sentiu quando começou a estudar em Riverside e ouvia a professora falar em inglês. Ela nada entendia e sentia-se perdida. Mas a professora era bondosa e entendia que todos os alunos se esforçavam para aprender o novo idioma. Ela falava de maneira clara e
cuidadosa, de modo que, em pouco tempo, os alunos começavam a entender.
Hoje, quando a Mbali vê que alguma criança tem dificuldade com o inglês, dispõe-se a ajudar.
Uma garota da sua classe falava apenas xhosa quando chegou à escola. Então, a Mbali ajudou-a, traduzindo o que a professora falava em inglês. Em seguida, pedia à menina que repetisse as palavras
em inglês. “Gosto de ajudar outros colegas”, diz a Mbali.
Participação Especial
Os professores e alunos da Escola Adventista de Riverside sempre dirigem programações nas
igrejas Adventistas na Cidade do Cabo. As crianças gostam de participar. Algumas cantam no coro,
outras oram ou leem a Bíblia.
Quando a professora estava a planear uma dessas programações, a Mbali perguntou se poderia
ler uma história bíblica. A professora ficou surpreendida, pois ela estava no segundo ano, e o inglês
não era a sua língua materna. A professora concordou e escolheu a história da pequena criada – a
serva de Naamã, do livro My Bible Friends [Os Meus Amigos da Bíblia].
A Mbali lia bem, mas, como a maioria das crianças africanas, falava baixinho e achou difícil ler em
voz alta, mesmo ao microfone. Por isso, ela teve que ensaiar muito.
No dia da programação, a Mbali convidou a mãe para que fosse assistir e a ouvisse ler a história. A
mãe ficou entusiasmada e feliz por assistir ao culto e ouvir a filha e os seus colegas apresentarem o
programa.
Depois do culto, ela falou com a professora: “Estou muito feliz com a maneira como a minha filha
está a aprender. Gostaria de assistir a mais programas como este.” A professora informou a data do
programa seguinte e convidou-a. A mãe da Mbali assistiu a vários programas, realizados em diferentes igrejas Adventistas.
O Sonho
“Amo muito Jesus”, diz a Mbali. “Gosto de ouvir histórias da Bíblia e as histórias missionárias. Certo
dia, a minha professora contou sobre a época em que lecionou noutro país. Ela era missionária. Um
dia, quero ser enfermeira, para cuidar dos doentes e falar-lhes sobre o amor de Jesus. Talvez também possa ser missionária.”
A Mbali quer dizer-nos algo: “Se a tua professora pedir que faças alguma coisa na Escola Sabatina
ou na igreja, não tenhas medo. Deus abençoa-nos quando abençoamos outros.”
Parte da oferta do Décimo Terceiro Sábado ajudará a reformar as antigas salas de aula da Escola
Adventista de Riverside. Planeemos doar uma generosa oferta para que as crianças dessa escola
aprendam sobre Jesus num ambiente confortável e seguro.
Resumo Missionário
A África do Sul está localizada na parte sul do continente africano, com uma população de mais de
50 milhões de habitantes.
O país tem diferentes culturas e idiomas: inglês, afrikaans (idioma trazido pelos Holandeses há 350
anos) e nove dialetos como idiomas oficiais.
Quase 80% dos Sul-africanos são descendentes de Africanos. Os dois maiores grupos africanos são
o xhosa e o zulu. A maioria dos estudantes da Escola Adventista de Riverside vem de escolas que
ensinam nesses idiomas.
6º Sábado, 7 de novembro
Os Óculos Perdidos
A Valerie caminhava lentamente em direção à sala de aula e lágrimas escorriam pela sua face. A
sua melhor amiga acompanhava-a enquanto os seus colegas corriam para não chegarem atrasados
à aula.
Ela tem onze anos e estuda na Escola Adventista de Riverside, na Cidade do Cabo, África do Sul.
Durante o recreio, ela e as colegas estavam a jogar netball, uma forma de basquetebol. Antes de
começar a jogar, a Valerie colocou os óculos num lugar seguro. Mas quando o recreio terminou, ela
não conseguiu encontrá-los. A amiga então sugeriu que ela fosse à sala de aula dizer à professora o
que tinha acontecido.
Depois de ouvir o relato, a professora sugeriu: “Vamos orar para que Deus nos ajude a encontrar
os teus óculos”, e também incentivou os outros alunos a procurá-los. “Andem com cuidado para não
os pisarem acidentalmente”, a professora alertou.
As crianças procuraram no campo de netball, enquanto a Valerie esperava na sala de aula. A Valerie começou a chorar novamente e a professora orou com ela. Depois de vinte minutos os alunos
voltaram sem os óculos.
Os colegas continuaram a fazer as tarefas escolares, mas estavam tristes porque a colega não
conseguia ler.
Orações Atendidas
Chegada a hora do recreio, as crianças saíram para brincar. Alguns minutos depois, três garotas
correram na direção da professora. Uma delas balançava alguma coisa. “Encontrámos os óculos!
Encontrámos, professora!”, elas gritavam. “Ajoelhámo-nos no pátio e orámos novamente, pedindo a
Deus que nos mostrasse onde estavam os óculos da Valerie. Depois, fomos ao campo de futebol e
vimos algo a brilhar na relva. Eram eles!”
A professora pegou nos óculos. “Eles estavam no campo de futebol?”, perguntou. “Sim, senhora”, as
meninas responderam.
– O campo de futebol fica longe de onde as garotas estavam a jogar. Os meninos poderiam ter
pisado esses óculos enquanto jogavam futebol. Mas eles estão perfeitos! – A professora sorriu e
confirmou: – Tenho a certeza de que Deus respondeu às nossas orações!
A professora limpou a poeira dos óculos e entregou-os à Valerie, que estava muito agradecida. Os
alunos reuniram-se novamente para orar, mas, desta vez, agradecendo a Deus por ter guardado os
óculos da colega.
Mesmo não sendo Adventista, ao perceber a resposta de Deus à oração, a fé da família da Valerie
foi fortalecida.
Resumo Missionário
A Escola Adventista de Riverside está localizada na Cidade do Cabo, uma grande cidade na África
do Sul. Os alunos frequentam a escola para aprender inglês, a fim de que possam trabalhar e ter um
futuro melhor.
Muitos desses alunos não vêm de lares Adventistas. Em Riverside, eles encontram Jesus como seu
Amigo especial e Salvador.
O Governo exige que se façam restaurações, para que o prédio continue a funcionar. Parte da Oferta do Décimo Terceiro Sábado atenderá a essa necessidade.
7º Sábado, 14 de novembro
O Fugitivo
O Sibono mora numa cidade no topo de uma montanha, no Nordeste da África do Sul [localizar no mapa].
Ele e a mãe frequentavam a igreja todos os domingos. Certo dia, a mãe disse que iriam à igreja
no sábado. O Sibono gostou da ideia, mas não queria perder as brincadeiras com os amigos. Por
isso, no sábado, depois do café da manhã, ele fugiu para a casa de um deles.
A mãe chamou, mas ele não respondeu. Então, ela foi sozinha. O Sibono e os amigos jogaram
futebol durante a manhã inteira. Não tendo uma bola de verdade, fizeram uma bola usando
uma meia e enchendo-a de sacos de plástico. Geralmente, funciona muito bem. Quando uma
bola se estraga, eles usam outra meia.
Depois de terem jogado muito, os meninos foram brincar com os carrinhos que tinham feito
com pedaços de arame. Construíram estradas na terra e brincaram com os carrinhos, fingindo
passar nas cidades e sobre as montanhas. O Sibono almoçou com o amigo, e depois brincou um
pouco mais.
Perto do pôr do Sol, o Sibono viu a mãe chegar e correu na direção dela. Ele tinha-se esquecido da igreja até que a mãe o chamou para casa.
– Nós deveríamos ter ido à igreja juntos – ela disse. – Porque fugiste para brincar?
– Os meus amigos esperavam que eu fosse brincar – respondeu o Sibono calmamente.
A mãe contou-lhe a história que tinha aprendido na igreja. Era a história de Josué, que liderou
o povo de Israel em direção à Terra Prometida. Contou como Deus separou as águas do rio Jordão, permitindo que o povo passasse. O Sibono ficou impressionado com a história e prometeu
ir à igreja na semana seguinte.
Nova Igreja
No sábado, em vez de fugir para brincar, ele foi à igreja com a mãe. As crianças não têm a sua
própria sala, então reuniram-se debaixo de uma grande árvore. Cantaram muitas músicas, e
depois a professora contou uma história da Bíblia.
Depois do culto, o Sibono e a mãe almoçaram debaixo da árvore. Em seguida, enquanto os
adultos participavam do estudo bíblico, as crianças cantaram muitas músicas e ouviram mais
histórias. Foi muito divertido!
Partilhando o Amor de Deus
Quando os amigos perguntaram porque ele não tinha ido jogar no sábado, o Sibono respondeu que estava na igreja.
– Vocês também devem ir – disse. – Cantamos muitas músicas e ouvimos histórias emocionantes sobre Deus.
Dois amigos prometeram ir com ele no sábado seguinte, mas depois decidiram ficar em casa
e jogar futebol. O Sibono ficou triste com isso.
Às vezes, quando o Sibono volta da igreja, os seus amigos estão a brincar. Ele convida-os para
irem ao quintal da sua casa e conta-lhes as histórias que ouviu na igreja. Os meninos gostam de
ouvir. Mas quando o Sibono os convida para irem à igreja, eles não querem deixar de brincar.
Então, ele continua a contar as histórias, mesmo que seja apenas para um amigo.
– Sou feliz porque a minha mãe e eu frequentamos a igreja Adventista e aprendemos sobre o
Sábado do Senhor. É um dia maravilhoso e é melhor do que jogar futebol!
Resumo Missionário
Ingwavuma é uma cidade no Nordeste da África do Sul. Está situada perto da fronteira da Suazilândia e Moçambique.
A maioria dos habitantes trabalha na agricultura. Eles cultivam tomate, batata-doce e milho, e
criam gado. A maioria só consegue colher alimento para a família.
A SIDA é um grave problema de saúde na região de Ingwavuma. Aproximadamente cada três
pessoas acreditam ter ou têm a doença.
8º Sábado, 21 de novembro
Lição de Amor
A África Oriental é terra de leões, elefantes, zebras, macacos, girafas e muitos outros animais fantásticos.
É também o lar de crianças maravilhosas, como o Jordan e o Sifa, dois irmãos que vivem no campus da
Universidade Solusi no Zimbabué [localizar no mapa; Solusi está perto de Bulawayo, no Centro-Sul do
Zimbabué]. Parte da Oferta do Décimo Terceiro Sábado deste trimestre ajudará os alunos da Universidade
Solusi a ter um lugar amplo para fazerem as refeições juntos.
O Jordan tem seis anos e é o mais velho dos irmãos. O Sifa, de três anos, é o mais novo. Mas o Sifa é grande para a sua idade, quase tão grande quanto o Jordan. Às vezes, o Sifa não entende que ele é mais novo
do que o irmão e não pode fazer tudo o que ele faz. Mesmo assim, insiste em fazer as mesmas coisas que
o Jordan faz.
Há algum tempo, o Jordan ganhou uma bicicleta com rodinhas laterais. O Jordan brincava na calçada
em frente à sua casa. Mas era difícil andar na estrada sem asfalto em frente da sua casa. E sempre que o
Sifa via o irmão montado na bicicleta nova, ele também queria andar. Então o Jordan, pacientemente,
deixava o Sifa pedalar pela calçada.
Bicicletas sem Rodinhas
Certo dia, o pai do Jordan viu-o a andar de bicicleta e decidiu que era hora de tirar as rodinhas laterais.
Assim, pai e filho trabalharam juntos na tarefa. O Jordan sentiu que já era tempo de andar de bicicleta
sem as rodinhas e decidiu atravessar a rua até à casa do vizinho. Era muito mais difícil equilibrar-se e andar na areia. Quando o Sifa viu o irmão passear do outro lado da estrada, correu atrás dele, chorando. Ele
queria juntar-se ao Jordan nessa nova aventura.
Quando o Jordan viu que o irmão corria atrás dele, chorando, pedalou mais rápido para fugir dele. Depois resolveu parar a fim de ver o que o Sifa queria. “Quero andar!”, disse o pequeno Sifa, soluçando. Então,
o Jordan saiu da bicicleta para ajudá-lo a subir. Mas havia um problema. As rodinhas que ajudavam a
equilibrar a bicicleta tinham sido tiradas. Os meninos não estavam na frente da garagem, onde o chão era
liso e nivelado. O Sifa não conseguiu montar na bicicleta sozinho. E como poderia o Jordan ajudar o Sifa
na rua de terra sem as rodinhas?
O Jordan tentou de várias maneiras ajudar o Sifa, mas não conseguiu.
Bondade em Ação
Um vizinho ouviu o Sifa a choramingar e foi ver o que estava a acontecer. O Jordan pediu ao vizinho
que ajudasse o irmão a sentar-se na bicicleta. O vizinho ofereceu-se para segurar a bicicleta enquanto o
Jordan tentava ajudá-lo. Mas, em seguida, o Jordan descobriu outro problema: não conseguia pedalar a
bicicleta sem se sentar, e o Sifa estava no banco. Não, isso não estava a funcionar.
Enquanto o vizinho pensava num meio de resolver o problema, o Jordan tomou uma decisão. “Se segurar o meu irmão, posso empurrar a bicicleta até à nossa casa e o Sifa ainda poderá andar”, disse o Jordan. O
vizinho sorriu com a solução do garoto e logo o Sifa, o Jordan e o vizinho estavam estacionados em frente
à casa do Jordan. O Sifa ficou muito feliz e o vizinho ajudou-o a sair da bicicleta. “Obrigado, Jordan!”, disse
ele, enxugando os olhos mais uma vez. Em seguida, os irmãos correram para brincar dentro de casa.
Naquele dia, o Jordan fez mais do que dar ao seu irmão um passeio. Ele mostrou ao seu irmão mais
novo o tipo de amor que Jesus tem por nós. Um amor altruísta, amor que não espera recompensas, pois o
Sifa não poderia dar-lhe nada de volta. Esse é o amor de Deus. Vamos demonstrar esse tipo de amor esta
semana e tornar o mundo num lugar mais feliz.
Resumo Missionário
A República do Zimbabué é um país localizado na parte sul da África, entre os rios Zambeze e Limpopo.
As Cataratas Vitória, que formam a maior cortina de água do mundo, ficam na fronteira entre a Zâmbia e o
Zimbabué. Mosi-oa-Tunya é o nome local das cataratas e significa “fumaça que troveja”.
O Parque Nacional de Mana Pools, localizado às margens do Zambeze, é o habitat de inúmeros animais
selvagens, incluindo o crocodilo-do-Nilo.
9º Sábado, 28 de novembro
Deus é Nosso Ajudador
– Bom dia, crianças! – A professora sorria, enquanto as crianças entravam na sala, na pequena escola de Ensino Primário, no campus da Universidade Solusi, no Zimbabué. – É hora do culto; então,
vamos cantar um hino.
As crianças cantaram um dos seus cânticos favoritos: Sim, Cristo me ama, em inglês, ndebele e
shona, as principais línguas da região.
– Vamos recitar o nosso verso para memorizar, o Salmo 46:1 – disse a professora: “Deus é o nosso
refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade” (NVI).
– Temos aprendido como Deus ajudou as pessoas nos tempos bíblicos. Como é que Ele nos tem
ajudado quando estamos com problemas? – perguntou a professora. Uma a uma, as mãos se ergueram, demonstrando o que aprenderam.
Quase Afogado
A professora pediu ao Papias, um garoto de nove anos, que contasse como Deus o ajudou.
– Certo sábado, no ano passado, a minha família estava a caminhar nas margens do rio, próximo
a uma barragem – ele começou. – O meu irmão viu um peixe na água, estendeu a mão e agarrou-o.
Eu também quis apanhar um peixe, mas quando me baixei para pegá-lo, o meu pé escorregou e eu
caí. Eu não sabia nadar e não conseguia agarrar-me às pedras. Fiquei debaixo da água e orei para
que Deus me salvasse. A minha irmã viu tudo e chamou os meus pais para vir e ajudar. A minha mãe
saltou para a água e puxou-me. Ela manteve-me à superfície da água para que eu pudesse respirar e ajudou-me a sair. Então, o meu pai envolveu-me no seu casaco quente, porque a água estava
muito fria.
– O que aprendeste naquele dia? – a professora perguntou ao Papias.
– Aprendi que Deus nos ajuda quando estamos em apuros, se Lhe pedirmos. – O Papias fez uma
pausa e acrescentou: – Também aprendi a obedecer aos meus pais. Eles alertaram-me para que eu
tivesse cuidado com as pedras escorregadias. E aprendi que preciso de saber nadar. – Os colegas
riam baixinho. – Estou feliz porque Deus cuidou de mim e me manteve seguro – ele disse.
Acidente na Estrada
A Sahana foi outra aluna que contou a sua experiência. Ela tem dez anos e está no quinto ano. A
Sahana nasceu na Índia, mas os seus pais trabalham em Solusi.
– Quando estávamos de regresso a casa depois das férias – disse a Sahana calmamente – o meu
tio levou-nos ao aeroporto. Ele teve que parar de repente, para não bater noutro carro. A porta do
carro abriu-se e eu caí na calçada, perto das rodas, mas algo me empurrou para longe e elas não
me atingiram. A minha cabeça e costas doíam, mas eu estava bem. Aprendi que devemos sempre
confiar em Deus. Ele cuidará de nós.
Uma Cobra na Cama!
– Temos tempo para mais um testemunho – disse a professora. – Petronella, gostarias de partilhar
como Deus te ajudou em momentos de apuros?”
A Petronella levantou-se: – No ano passado, eu estava hospedada na casa da minha tia na Zâmbia.
Certo dia, lavámos os cobertores e pendurámo-los no varal e, à noite, recolhi-os. Estava a ficar frio,
então, na hora de dormir, cobri-me com o cobertor e adormeci. Acordei, sentindo algo frio no meu
pescoço. Demorou alguns instantes para eu perceber que o algo frio estava a mover-se! Saltei da
cama e acendi a luz para ver o que estava na minha cama. Não podia acreditar no que estava a ver:
havia uma cobra na minha cama! Gritei, a minha tia veio a correr e levou-me para o quarto dela. O
meu tio matou a cobra. A serpente era uma espécie que vive nas árvores. Acho que, como estava a
ficar frio, a cobra também pensou que o meu cobertor a manteria aquecida! Fiquei com tanto medo
que não voltei ao quarto por três dias! Mas estou feliz porque Deus me salvou.
A professora sorriu e disse: – Podemos confiar na certeza de que Deus nos salva. Vamos repetir
o verso para memorizar: “Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na
adversidade.”
Resumo Missionário
O Zimbabué pertence à Divisão Sul-Africana-Oceano Índico.
A Universidade Solusi, localizada no Zimbabué, foi criada em 1894.
Atualmente, são mais de 14 mil estudantes matriculados na Universidade.
A Universidade Solusi tem um campus de 12 mil acres.
10º Sábado, 5 de dezembro
Salohy e Yvonne – Parte I
Hoje conheceremos a história de uma garotinha que vive em Madagáscar. O seu nome é Salohy e
ela tem dez anos.
A Salohy sentou-se à sombra de uma grande árvore para jogar tantara com a sua amiga Yvonne.
Tantara é um jogo de fingir, muito comum entre as crianças em Madagáscar. Elas fingem que pedras
ou paus são pessoas reais. Elas movimentam-se e falam com as pedras assim como as crianças de
outros países falam com as suas bonecas.
A Salohy colocou quatro pedras no chão: duas grandes, uma de tamanho médio e uma pequena.
– Esta é a bebé Maria – disse a menina. – E estes são o seu irmão mais velho, John, e a sua mãe e o
seu pai. Eles vivem numa fazenda onde plantam tomates e feijão-verde.
A Yvonne colocou três pedras no chão, duas grandes e uma de tamanho médio. – Esta é a Sarah –
disse. – Ela, a mãe e o pai vivem numa fazenda e plantam mandioca. Todos os dias, a Sarah ajuda a
mãe a plantar mandioca. Ela ajuda a desenterrar, descascar, triturar e cozinhar as raízes para o jantar.
A Salohy apanhou a pedra média que estava perto da da Yvonne. – Vou trocar alguns tomates e
feijão-verde por algumas raízes de mandioca – falou a Salohy, como se fosse a pedra Maria.
– Ok! – a Yvonne disse. – Vou buscar a mandioca.
Quando as meninas se cansaram de brincar com as suas famílias de pedrinhas, sentaram-se para
conversar.
Convite para as Reuniões
– Para onde ias na noite passada? – perguntou a Yvonne à amiga.
– Estamos a participar em reuniões muito boas no salão perto da estrada – disse a Salohy. – Os
pais vão para o salão maior para aprender sobre a Bíblia e as crianças reúnem-se num salão menor.
Ouvimos histórias bíblicas emocionantes, cantamos e fazemos muitas coisas divertidas. Gostarias
de vir comigo esta noite?
– Não, eu não quero ir à reunião de idosos. Prefiro brincar e divertir-me. – A Yvonne pegou numa
pedra e atirou-a para a estrada.
– Mas as reuniões são muito divertidas! – rebateu a Salohy.
– Não me importo! Não vou e pronto! – A Yvonne fez uma careta e saiu a correr.
No dia seguinte, a Salohy convidou a amiga novamente para acompanhá-la às reuniões. Novamente a Yvonne disse: “Não!”, e correu. Dia após dia a Salohy convidava a Yvonne.
– Gostaria que parasses de me convidar para ir a essas reuniões! – disse a Yvonne finalmente. – Já
disse que eu acho que elas são chatas e não quero ir.
– Não vou parar até aceitares – a Salohy riu. – Elas são muito divertidas e tu és a minha amiga. Eu
quero que venhas e te divirtas. Por favor, vem apenas uma vez.
(Continua.)
Resumo Missionário
Madagáscar fica na costa leste da África do Sul. É a quarta maior ilha do mundo. Por estar isolada de
outras grandes regiões, cerca de 80% das plantas e dos animais que ali existem não são encontrados em nenhum outro país.
Os habitantes de Madagáscar são provenientes da Indonésia e da costa leste da África. Posteriormente, as pessoas da Índia e da Arábia estabeleceram-se em Madagáscar. Os primeiros colonizadores trouxeram com eles a cultura de adoração a ancestrais, que é praticada ali até hoje.
Cerca de 20 milhões de pessoas vivem na ilha de Madagáscar.
11º Sábado, 12 de dezembro
Salohy e Yvonne – Parte II
A amiga da Yvonne, a Salohy, continuou a convidá-la para as reuniões da igreja até que, finalmente, ela concordou em ir.
– Tudo bem, vou só desta vez! – referiu a Yvonne. – Então talvez deixes de me incomodar!
Naquela noite, os olhos da Salohy brilhavam enquanto se dirigia à igreja com a amiga Yvonne.
Havia muitas crianças naquela noite, muitas eram amigos que a Salohy havia convidado. As músicas
eram animadas e a Yvonne divertiu-se. Ela também gostou das histórias. Eram emocionantes, como
a Salohy tinha dito.
– Gostei muito do culto – disse a Yvonne, quando voltavam para casa. – Desculpa-me por eu ter
dito que os cultos eram chatos e estúpidos.
– Tudo bem – respondeu a Salohy. – Eu sabia que ias gostar. Vais voltar amanhã à noite?
– Bem, não sei – a Yvonne hesitou. – Não contei à minha mãe aonde iria hoje à noite. Quando voltar ela vai ficar aborrecida. Provavelmente não vai deixar-me ir contigo.
– Queres que eu vá à tua casa e explique tudo aos teus pais? – perguntou a Salohy. – Se eles ficarem zangados, digo que é minha culpa.
– Tudo bem – disse a Yvonne. – Acho que poderia ajudar, se viesses para casa comigo. Eu realmente deveria ter dito à minha mãe aonde iria, mas pensei que não ia ficar por muito tempo. Achava
que não gostaria do culto, mas gostei!
“Onde Estavas?”
Já estava escuro quando as meninas chegaram à casa da Yvonne. As estrelas estavam a brilhar no
céu. A mãe e o pai estavam sentados à espera dela.
– Onde estiveste? – perguntou o pai. – Porque não nos disseste para onde ias?
– Estávamos preocupados contigo! – indicou a mãe. – Eu chamei-te para entrar e não vieste!
A Yvonne baixou a cabeça. – Sinto muito – disse. – Eu sei que deveria ter dito aonde ia, mas não
achei que ficaria por muito tempo.
– Mas onde estavas? – o pai repetiu.
– Ela estava comigo – respondeu a Salohy. – É minha culpa, porque eu convidei-a para ir a uma
reunião no grande salão. Conhecem o salão do exército?
– Que tipo de reunião? – perguntou a mãe.
– Fomos a um culto de oração – disse a Salohy. – Havia muitas crianças lá. O professor contou-nos
histórias bíblicas emocionantes. Aprendi muito sobre Jesus. Foi bom.
– Gostaste? – perguntou a mãe à Yvonne.
– Oh, sim! Muito! – ela respondeu. – No começo eu não queria ir. Pensei que seria chato. Mas foi
tão bom que agora quero ir todas as noites. Posso? Por favor! Eu realmente quero ir de novo! (Continua.)
Resumo Missionário
Madagáscar faz parte da Associação-União Oceano Índico na Divisão Sul-Africana-Oceano Índico.
Há uma Associação e duas Missões em Madagáscar, com um total de 626 igrejas e 101 419 membros Adventistas nessa nação insular.
A Igreja tem muitas escolas e uma universidade na ilha. A oferta do Décimo Terceiro Sábado já ajudou a construir um bloco de sala de aula na Escola Adventista de Mahajanga, no Leste de Madagáscar e ajudou na construção de um edifício na Universidade Adventista Zurcher.
12º Sábado, 19 de dezembro
Salohy e Yvonne – Parte III
A Salohy convidou a amiga Yvonne para participar em algumas reuniões especiais, mas, no início,
a Yvonne não queria ir, porque achava que seria chato. Ela finalmente foi. Acabou por gostar tanto
que pediu aos pais que a deixassem ir novamente.
– Por mim, tudo bem – disse a mãe. – Gosto da Salohy. Ela é uma boa menina e fico feliz porque
brincas com ela. Podes ir, se quiseres.
– Mas avisa a tua mãe quando saíres – o pai acrescentou.
– Vocês também poderiam vir – a Salohy sugeriu. – Eles têm reuniões para os adultos num lugar e
as crianças reúnem-se numa sala diferente. Tenho a certeza de que gostariam também.
– Não! – a mãe balançou a cabeça. – Não queremos ir. Mas está tudo bem, se a Yvonne for contigo.
A Yvonne foi, e cada noite ela recebia um autocolante que era colado num cartão. Quando o completou, pôde levá-lo para casa.
O que a Yvonne Aprendeu
Quais são algumas das coisas que pensas que a Yvonne aprendeu nas reuniões das crianças? [Deixe as crianças responderem. Aceite as respostas certas.]
Sim, ela aprendeu que Jesus a ama muito.
Ela aprendeu que, um dia, em breve, Jesus voltará para nos levar para o Céu.
Ela aprendeu sobre a bela casa que Jesus prepara para nós no Céu. Ela aprendeu que não haverá
doença, nenhuma dor de barriga nem dor de dentes. Aprendeu sobre os animais que, no Céu, serão
mansinhos.
Ela também aprendeu sobre os anjos; que cada um de nós tem um anjo que cuida de nós, dia e
noite.
Não somente isso, ela aprendeu muitas músicas. Aprendeu também a orar. Aprendeu que Deus
ouve as orações das crianças e lhes responde.
Todos Podem Ser Missionários
A Salohy convidou outras crianças para as reuniões. A Yvonne também começou a convidar os
seus amigos. E aqueles amigos convidaram mais amigos. Em pouco tempo, a sala ficou lotada de
crianças.
No primeiro dia de reuniões, houve apenas nove crianças. No dia seguinte, 11. Em seguida, 18. No
final, estavam presentes 32 crianças. O grupo cresceu progressivamente. A Salohy e a Yvonne fizeram tudo o que podiam para convidar muitas crianças para as reuniões.
A Salohy e a Yvonne foram verdadeiras missionárias para Jesus. Tu podes ser um missionário para
Jesus? O que podes fazer para contar a alguém sobre Ele? [Deixe as crianças responderem.]
Resumo Missionário
Madagáscar é a quarta maior ilha do mundo.
Os idiomas oficiais de Madagáscar são malagasy e francês.
O lémure só é encontrado na savana de Madagáscar. A maioria das 103 espécies de lémures é classificada como rara ou ameaçada de extinção.
13º Sábado, 26 de dezembro
Programa do Décimo Terceiro Sábado
“Pitcairn: o Primeiro Projeto Missionário”
Participantes: Um narrador e dois repórteres.
Cenário: Um mapa grande da Divisão Sul-Africana-Oceano Índico; fotografias de The Pitcairn e de
Daniel Fitch, o menino da cabine.
Narrador: Em 2016, será comemorado o 130º aniversário do primeiro projeto missionário da Igreja
Adventista do Sétimo Dia que arrecadou recursos financeiros para construir um navio missionário, o
Pitcairn. Em homenagem, vamos ouvir a história do primeiro projeto missionário.
Repórter 1: Era manhã de sábado. A Catherine* e o Elisha* estavam sentados no banco de madeira
da igreja na pequena cidade em que viviam. Eles seguravam firmemente as moedas que levaram
para dar como oferta missionária. Era a primeira oferta missionária da igreja e ajudaria a construir
um barco missionário. A Catherine ajudou a mãe a assar pães e vendê-los. O Elisha lavou janelas e
entregou mantimentos para o dono de uma mercearia. Juntos, arrecadaram 11 centavos e doaram-nos para comprar o barco. Hoje, essa quantia equivale a mais de 3,50 dólares. Para efeitos comparativos, em 1886 um pão custava menos de cinco centavos.
Quando a oferta foi anunciada, as crianças foram à frente. “Trouxemos o suficiente para comprar
uma tábua!”, disse o Elisha ao pastor, com brilho nos olhos. Outras crianças e adultos também se
aproximaram. Alguns levaram um centavo, enquanto outros levaram dez ou até 15 centavos. “A
minha oferta pode comprar os pregos!”, um garoto quase gritou. “Espero que a minha oferta possa
comprar a lona para as velas”, disse outra menina, mais tímida.
Os irmãos Adventistas estavam animados, pois aquele era o seu navio missionário, construído e
equipado para partilhar o amor de Deus com as pessoas no Pacífico Sul. Um menino ajudou a mãe
a fazer pipocas para vender e conseguiram arrecadar 15 dólares! Imaginem estourar pipocas num
fogão a lenha!
Cada centavo foi adquirido com sacrifício e trabalho árduo. Era impossível imaginar juntar os 12 mil
dólares necessários para construir o barco missionário. Na verdade, o custo final do navio, incluindo
os móveis, chegou a 19 mil dólares.
Repórter 2: A história do navio Pitcairn começou há muitos anos, quando um jovem chamado John Tay
ouviu a história de um grupo rebelde de um navio britânico que abandonou o seu cruel capitão num
barco salva-vidas e o deixou à deriva. A tripulação refugiou-se numa pequena ilha no Sul do Pacífico,
chamada Pitcairn. Os rebeldes tinham a certeza de que nunca seriam encontrados.
Mas o alcoolismo quase destruiu os habitantes da ilha, pois estavam sempre a discutir uns com os outros. Finalmente, somente um homem, John Adams, permaneceu vivo para cuidar das mulheres e crianças. Ele desistiu do álcool e voltou-se para a Bíblia. Todo o povo de Pitcairn entregou o coração a Deus.
Depois de algum tempo, as notícias sobre a ilha Pitcairn alcançaram o mundo. John Tay prometeu
que visitaria a ilha para partilhar a mensagem Adventista. Em 1886, ele viajou para o Pacífico Sul e
pagou a passagem trabalhando no navio. Quatro meses e seis navios depois, ele chegou a Pitcairn.
O povo de Pitcairn convidou Tay para ficar na ilha até que chegasse o navio seguinte; e isso aconteceu várias semanas mais tarde. Ele apresentou novas verdades bíblicas e os moradores da ilha aceitaram a mensagem. Eles começaram a guardar o sábado e a estudar as profecias de Daniel e Apocalipse. Quando Tay deixou a ilha, praticamente todas as pessoas em Pitcairn guardavam o sábado.
“Por favor, queremos ser batizados!”, o povo implorava. John Tay prometeu enviar um pastor para
batizá-los.
Repórter 1: Tay voltou aos Estados Unidos e partilhou a história de Pitcairn. Os líderes da Igreja reuniram-se imediatamente para reunir recursos a fim de construir um navio que navegaria até Pitcairn
e outras ilhas do Sul do Pacífico, para partilhar o Evangelho. Apropriadamente, o navio chamou-se
Pitcairn.
Os alunos da Escola Sabatina de toda a América do Norte, onde, na época, havia o maior número de
Adventistas, uniram-se para construir o navio. Cada centavo arrecadado foi usado na construção e,
em 1890, quatro anos após a visita de John Tay à ilha de Pitcairn, o navio partiu com a tripulação e
três casais de missionários, incluindo John e Hannah Tay.
Quando o pequeno navio chegou à ilha, os habitantes de Pitcairn alegraram-se! Finalmente, eles
seriam batizados! Em poucas semanas, 82 pessoas foram batizadas e uma igreja foi fundada na ilha.
Mas a tarefa do Pitcairn não estava terminada. Ele prosseguiu, navegando pelos mares do Sul do
Pacífico, levando a mensagem do Evangelho aos moradores da cidade e também aos canibais. E
pensar que tudo começou com um sonho, muito trabalho árduo e centenas de sacos de pipocas!
Repórter 2: O navio Pitcairn foi construído com as primeiras ofertas missionárias recolhidas na
Igreja Adventista do Sétimo Dia. A campanha para a oferta durou seis meses. Adultos e crianças
trabalharam para conseguir o dinheiro para a primeira viagem missionária. Depois de deixar a ilha
de Pitcairn, o navio alcançou outras ilhas do Sul do Pacífico. John Tay e a esposa permaneceram
nas ilhas Fiji para partilhar o amor de Deus com os canibais nativos. Infelizmente, ele morreu cinco
meses depois e foi sepultado na ilha.
Narrador: Desde a primeira oferta missionária em 1886, os Adventistas do Sétimo Dia ao redor do
mundo já entregaram mais de 2,2 biliões de dólares (ou 13,3 biliões em dólares americanos atuais)
em ofertas missionárias.
Neste trimestre, o nosso foco missionário é a Divisão Sul-Africana-Oceano Índico. A oferta de hoje
ajudará a construir uma escola Adventista de Ensino Primário na região norte de Botswana, onde a
igreja local já mantém faculdades mas não há escolas para as crianças. O valor da educação Adventista é reconhecido pelo seu papel fundamental em produzir cidadãos dignos. Muitos alunos
que frequentam as nossas escolas decidiram ser batizados e servem como pontes para os amigos
e familiares. A nossa escola Adventista servirá como centro missionário e alcançará famílias inteiras
para Cristo.
Repórter 1: Além da construção da Gateway Adventist Primary School no Botswana, as nossas
ofertas ajudarão os alunos da Universidade Solusi no Zimbabué, que cada dia se amontoam num
refeitório muito pequeno. Desde a sua fundação, em 1894, a escola tem crescido muito e agora possui mais de 14 mil alunos. A Universidade Solusi foi a primeira instituição privada de ensino superior
no Zimbabué. A nossa oferta de hoje ajudará a expandir as suas instalações para acomodar mais
estudantes no refeitório da universidade.
Repórter 2: A saúde também é uma prioridade, e a oferta deste Décimo Terceiro Sábado ajudará
a estabelecer o Gweru Adventist Health Center no Zimbabué. Esse ambulatório prestará serviços à
comunidade, desde as pessoas de baixos rendimentos até aos cidadãos da classe alta. Haverá uma
unidade pediátrica especial que servirá todas as crianças da região.
Narrador: Hoje, vamos continuar a maravilhosa tradição de doar liberalmente para apoiar a missão.
Muito agradecemos pela oferta do Décimo Terceiro Sábado que ajudará as pessoas no Botswana e
no Zimbabué.
[Ofertas.]
*Os nomes das crianças são fictícios, já que não há registos oficiais.
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