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Balanço Financeiro Mendes Júnior 2014_2013

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Balanço Financeiro Mendes Júnior 2014_2013
MENDES JÚNIOR TRADING E ENGENHARIA S.A.
CNPJ nº 19.394.808/0001-29
Demonstrações Financeiras acompanhadas do relatório dos auditores independentes
RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – 2014
Atendendo às disposições legais, submetemos à apreciação de V. Sas. o Balanço Patrimonial e demais Demonstrações Financeiras da Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A. (“Companhia”) referentes ao exercício
de 2014, acompanhados do relatório dos Auditores Independentes.
Agradecemos aos senhores acionistas, colaboradores e parceiros pelo apoio e contribuições dispensadas ao
longo do exercício. A Diretoria.
BALANÇOS PATRIMONIAIS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
Ativo
ControladoraConsolidado
Nota 2014201320142013
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa...................................... 6
43.112102.318 43.138102.989
Contas a receber de clientes........................................ 7 325.906308.054326.017361.987
Títulos a receber.......................................................... 8 128.708179.758128.708179.758
Estoques......................................................................9 18.21939.82118.21945.959
Adiantamentos a fornecedores....................................
22.64332.73622.64332.736
Outros ativos circulantes..............................................
91.20355.06291.29859.418
629.791717.749630.023782.847
Não circulante
Partes relacionadas......................................................10
66.491 9.423 70.061 13.496
Títulos a receber.......................................................... 8 131.081131.081131.081131.081
Imposto de renda e contribuição social diferidos.........
27
54.510-
54.510Investimentos...............................................................11
82.763120.488 76.707 81.320
Imobilizado líquido........................................................12 74.23346.10874.23585.308
Intangivel......................................................................13 24.95325.09124.95325.091
434.031332.191431.547336.296
Total do ativo.............................................................. 1.063.822 1.049.9401.061.570 1.119.143
Passivo e patrimônio líquido
ControladoraConsolidado
Nota 2014201320142013
Circulante
Empréstimos e financiamentos....................................14 131.206196.021131.206200.870
Fornecedores e subempreiteiros..................................15 234.954127.340235.809145.622
Salários e encargos sociais..........................................16 91.61750.87091.63556.975
Impostos e contribuições..............................................17 50.73948.77551.05652.549
Adiantamentos de clientes...........................................
9.20215.250 9.20215.250
Outros contas a pagar..................................................
23.631 11.03323.634 19.564
541.349449.289542.542490.830
Não circulante
Empréstimos e financiamentos....................................14 36.80619.76936.80645.502
Impostos e Contribuições.............................................18 58.16136.89558.16136.895
Provisão para Contingências.......................................
19 24.4976.233
24.4976.233
Passivo Atuarial............................................................
21 19.9757.959
19.9757.959
Partes relacionadas......................................................10 23.71332.81216.59322.905
Títulos a pagar............................................................. 4.650495
4.650495
167.802 104.163160.682 119.989
Patrimônio líquido
Capital social................................................................20.1 235.000235.000235.000235.000
Reserva legal...............................................................
17.79117.79117.79117.791
Reservas de lucros.......................................................20.2 95.171236.704 95.171236.704
AAP - Ajustes de Avaliação Patrimonial.......................
6.7096.9936.7096.993
Patrimônio líquido atribuível aos acionistas
controladores................................................................ 354.671496.488354.671496.488
Participação dos não controladores.............................
-
- 3.67511.836
354.671496.488358.346508.324
Total do passivo e patrimônio líquido...................... 1.063.822 1.049.9401.061.570 1.119.143
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
ControladoraConsolidado
Nota2014201320142013
Receita operacional líquida ..................................23 1.287.7371.586.8101.482.5411.762.514
Custo de serviços e empreitadas de obras........... 24 (1.242.235)(1.338.060)(1.410.431)(1.449.422)
Lucro bruto .........................................................
45.502 248.750 72.110313.092
Receitas (despesas) operacionais
Administrativas e gerais........................................25 (110.693)(132.002)(145.498)(142.557)
Resultado de equivalência patrimonial..................11 (12.549) 39.272 (4.750) 3.176
Outras (despesas) receitas operacionais, líquidas.... (67.093)(16.806)(67.641)(17.606)
(190.335)(109.536)(217.889)(156.987)
Resultado operacional antes das receitas
(despesas) financeiras, líquidas ....................... (144.833) 139.214(145.779)156.105
Receitas (despesas) financeiras líquidas..............
26 (44.032)(49.292)(44.467)(50.079)
(44.032)(49.292)(44.467)(50.079)
Resultado antes do imposto de renda
e da contribuição social..................................... (188.865) 89.922(190.246)106.026
Imposto de renda e contribuição social
Imposto de renda e contribuição social
corrente e diferido.................................................
27 64.763(17.239) 64.312(22.689)
64.763(17.239) 64.312(22.689)
Resultado do exercício....................................... (124.102) 72.683(125.934) 83.337
Resultado atribuível a
Acionistas controladores....................................... (124.102) 72.683(124.102) 72.683
Participação dos não controladores......................
- - (1.832)
10.654
(124.102) 72.683(125.934) 83.337
Número de ações no final do exercício
(lote de mil ações)................................................. 205.058205.058 205.058205.058
Resultado líquido por ação do capital social - R$.
(0,61)
0,35
(0,61)
0,35
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÕES DOS VALORES ADICIONADOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
ControladoraConsolidado
2014201320142013
1 - Receitas
Serviços e revendas de materiais ................................... 1.415.486 1.711.802 1.628.7651.902.766
Outras ............................................................................. 1.8316.5991.8364.369
Total receitas .................................................................
1.417.317 1.718.401 1.630.6011.907.135
2 - Insumos adquiridos de terceiros
Materiais, serviços de terceiros e outros ........................
(752.554)(876.827)(851.005)(935.066)
Total de insumos adquiridos de terceiros ..................
(752.554)(876.827)(851.005)(935.066)
3 - Valor adicionado bruto (1 - 2) .......................................
664.763 841.574 779.596972.069
4 - Depreciação ...................................................................
(22.015) (8.856) (22.462)(14.209)
5 - Valor adicionado líquido (3 - 4) ....................................
642.748832.718757.134957.860
6 - Valor adicionado recebido em transferência
Resultado de equivalência patrimonial ........................... (12.549)39.272 (4.750) 3.176
Receitas financeiras ........................................................ 2.5502.0872.5522.093
Total valor adicionado recebido em transferência ....
(9.999)41.359 (2.198) 5.269
7 - Valor adicionado total a distribuir (5 + 7) ....................
632.749874.077754.936963.129
8 - Distribuição do valor adicionado
Pessoal ........................................................................... 463.442464.325538.969501.679
Impostos, taxas e contribuições ...................................... 92.579 148.086 112.015169.588
Remuneração de capitais de terceiros ........................... 200.830188.983229.886208.525
Resultado do exercício ................................................... (124.102) 72.683(125.934) 83.337
Total distribuição do valor adicionado .......................
632.749874.077754.936963.129
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
ControladoraConsolidado
20142013 20142013
Resultado antes do Imposto de Renda e da
Contribuição Social..................................................................... (188.865) 89.922 (190.246)106.026
Ajuste para conciliar o lucro antes do Imposto de Renda
e da Contribuição Social com caixa líquido gerado pelas
atividades operacionais
Depreciação e amortização........................................................... 22.015 8.856 22.463 14.209
Baixas de imobilizado e intangível................................................ 12.1783.69456.5333.897
Imposto de renda e contribuição social diferidos.......................... 64.763(17.239) 64.312(22.689)
Constituição imposto de renda diferido......................................... (54.510)
- (54.510)
Resultado de equivalência patrimonial.......................................... 12.549(39.272) 4.750 (3.176)
Passivo atuarial............................................................................. 12.0161.41912.0161.419
Constituição de provisão para perdas sobre contas a
receber de curto e longo prazo, líquida......................................... 13.796
- 13.796
Constituição (reversão) de provisão para contingências.............. 18.2642.00418.2642.004
(87.794) 49.384 (52.622)101.690
(Aumento)/redução nos ativos operacionais
Contas a receber de clientes......................................................... (31.648)149.609 22.174 95.787
Títulos a receber........................................................................... 51.050(64.606) 51.050(54.597)
Adiantamentos a fornecedores..................................................... 10.093(4.826) 10.093(4.826)
Estoques....................................................................................... 21.602
129 27.740 (5.973)
Outros realizáveis.......................................................................... (36.141)(18.785) (31.880)(17.069)
14.95661.521 79.17713.322
Aumento/(redução) nos passivos operacionais
Fornecedores e subempreiteiros 107.614
9.692
90.187
17.108
Salários e encargos sociais 40.747
738
34.660
5.865
Impostos e contribuições 23.230 (13.445)
19.773 (11.065)
Adiantamentos de clientes............................................................ (6.048)(49.913) (6.048)(43.820)
Outras contas a pagar 16.753
4.858
8.225
13.043
182.296(48.070) 146.797(18.869)
Caixa líquido proveniente das atividades operacionais
109.45862.835173.35296.143
Fluxo de caixa das atividades de investimento
Aquisição de ativos imobilizados e intangíveis............................. (62.180)(22.923) (67.785)(67.615)
Investimentos em controladas....................................................... 25.176 (33.179)
(137)(46.374)
Recebimentos (pagamentos) de partes relacionadas................... (66.167) 24.486 (62.877)25.563
Caixa líquido utilizado nas atividades de investimentos........ (103.171)(31.616)(130.799)(88.426)
Fluxo de caixa das atividades de financiamentos
Dividendos propostos.................................................................... (17.715)(27.352) (24.044)(35.090)
Empréstimos captados a longo prazo........................................... (47.778)25.751 (78.360)56.333
Caixa líquido utilizado/proveniente nas atividades
de financiamentos....................................................................... (65.493) (1.601)(102.404) 21.243
Redução / Acréscimo líquido no caixa e equivalentes de caixa... (59.206)29.618 (59.851)28.960
Caixa e equivalentes de caixa no início do exercício.................... 102.31872.700102.98974.029
Caixa e equivalentes de caixa no final do exercício...................... 43.112102.318 43.138102.989
Redução / Acréscimo líquido no caixa e equivalentes de caixa... (59.206)29.618 (59.851)28.960
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÕES DO RESULTADO ABRANGENTE EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
ControladoraConsolidado
20142013 20142013
Resultado do exercício................................................................(124.102)72.683(125.934)83.337
Outros resultados abrangentes
Realização do ajuste de avaliação patrimonial...........................
(284)(1.261) (284)(1.261)
Reconhecimento do ajuste acumulado de conversão.................
- (155)
- (155)
Resultado abrangente total do exercício atribuível a............
(124.386)71.267(126.218)81.921
Acionistas controladores.............................................................(124.386)71.267(124.386)71.267
Participação dos não controladores............................................
- - (1.832) 10.654
(124.386)71.267(126.218)81.921
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
Reservas de Lucros
Resultado abrangente
Patrimônio
Reservalíquido
especial
Ajuste de
Ajuste de
Lucros atribuível aos Participação
Capital Reserva
dividendos Retenção
avaliação
avaliação
(Prejuízos)
acionistas
dos não
Descrição
social
legal não distribuídos de lucros patrimonial de correção acumulados controladores controladores
Total
Saldos em 31 de dezembro de 2012.......................................................... Pagamentos de dividendos........................................................................... Realização do ajuste de avaliação patrimonial............................................. Constituição do ajuste acumulado de conversão.......................................... Lucro líquido do exercício............................................................................. Reserva legal................................................................................................ Reserva especial p/ dividendos não distribuídos.......................................... Reserva para retenção de lucros.................................................................. 235.000
-
-
-
-
-
-
-
14.094
-
-
-
-
3.697
-
-
27.505
(27.352)
- - - - 17.562
- 166.304
- - - - - - 52.685
8.254
- (1.261)
- - - - - 155
- - (155)
- - - - - - 1.261
- 72.683
(3.697)
(17.562)
(52.685)
451.312
(27.352)
- (155)
72.683
- - - 8.920 460.232
(7.738) (35.090)
- - (155)
10.654
83.337
- - - -
Saldos em 31 de dezembro de 2013.......................................................... Prejuízo líquido do exercício......................................................................... Realização do ajuste de avaliação patrimonial............................................. Absorção do prejuízo líquido do exercício.................................................... Pagamentos de dividendos........................................................................... 235.000
-
-
-
-
17.791
-
-
-
-
17.715
218.989
- - - - - (123.818)
(17.715)
- 6.993
- (284)
- - - - - - - - (124.102)
284
123.818
- 496.488
(124.102)
- - (17.715)
11.836 508.324
(1.832) (125.934)
- - (6.329) (24.044)
Saldos em 31 de dezembro de 2014.......................................................... 235.000
17.791
6.709
- - 354.671
- 95.171
As notas explicativas da Administração são parte integrante das demonstrações contábeis.
3.675
358.346
MENDES JÚNIOR TRADING E ENGENHARIA S.A.
CNPJ nº 19.394.808/0001-29
Demonstrações Financeiras acompanhadas do relatório dos auditores independentes
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
1. Contexto operacional
A Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A. (“Companhia”) é uma Sociedade anônima, de capital fechado, com
sede em São Paulo, Capital, e atua na indústria de construções, montagens industriais e eletromecânicas, gerenciamento de empreendimentos, comércio, exportações, importações e outras atividades relacionadas com
seu objeto principal, constantes do estatuto social. As suas controladas e controladas em conjunto possuem,
substancialmente, o mesmo ramo de atividade da controladora.
2. Bases e apresentação das demonstrações contábeis
As demonstrações contábeis individuais e consolidadas foram preparadas de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, que compreendem a legislação societária, as normas dos Pronunciamentos, Orientações
e Interpretações emitidas pelo CPC, e estão em conformidade com as normas internacionais de contabilidade
(International Financial Reporting Standard – IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board
(IASB). A Diretoria autorizou a conclusão da elaboração e aprovou as demonstrações contábeis de 31 de dezembro de 2014 em 25 de junho de 2015.
3. Resumo das principais políticas contábeis
3.1. Base de preparação – As demonstrações contábeis foram preparadas considerando o custo histórico
como base de valor e certos ativos e passivos financeiros mensurados a valor justo. A preparação de demonstrações contábeis requer o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento
por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das práticas contábeis. Aquelas áreas que
requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas
e estimativas são significativas para as demonstrações contábeis, estão divulgadas na Nota Explicativa nº 5.
Demonstrações contábeis consolidadas – As demonstrações contábeis consolidadas da Companhia foram
preparadas e são apresentadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil, incluindo os pronunciamentos emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPCs), referendados pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM) e conforme as normas internacionais de relatório financeiro International Financial Reporting
Standards (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB).
Demonstrações contábeis individuais – As demonstrações contábeis individuais da Controladora foram
preparadas conforme as práticas contábeis adotadas no Brasil emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos
Contábeis (CPC). Adicionalmente, a partir de 2014, as práticas contábeis adotadas no Brasil aplicadas nas
demonstrações contábeis individuais não diferem do IFRS aplicável às demonstrações contábeis separadas,
uma vez que ele passou a permitir a aplicação do método de equivalência patrimonial em controladas nas
demonstrações separadas, elas também estão em conformidade com as normas internacionais de relatório
financeiro (International Financial Reporting Standards (IFRS), emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB)). Essas demonstrações individuais são divulgadas em conjunto com as demonstrações
contábeis consolidadas.
a. Base de consolidação – As informações financeiras consolidadas incluem as operações da Companhia e
das seguintes controladas:
% de participação
Controladas
Sede 31/12/201431/12/2013
ETA Brasília...................................................................................... Brasil 75,00%75,00%
Boulevard......................................................................................... Brasil 56,00%56,00%
Meta 1 Norte..................................................................................... Brasil 80,00%80,00%
Ferrugem.......................................................................................... Brasil 50,00%50,00%
Abaixo, base para consolidação:
Em 31 de dezembro de 2014
Controladas
Descrição Ferrugem Meta Norte1 ETA Brasília Boulevard
Participação % 50% 80% 75%56%
Ativo circulante
35
-
174
22
Ativo não circulante
1.192
-
4.506
4.994
1.227
- 4.6805.016
Passivo circulante
66
-
1.122
5
Passivo não circulante
-
-
-
Patrimônio líquido
1.161
-
3.558
5.011
1.227
- 4.6805.016
Receitas...................................................................... 3.261191.547
- (3)
Custos......................................................................... (2.117)(199.987)
(27) (870)
Despesas/(receitas) operacionais............................... (91) (410)
-(44)
Receitas/(despesas) financeiras líquidas.................... (1)(432)
- (2)
IR e CSLL corrente e diferido...................................... -(452) - Lucro/(Prejuízo) Líquido do exercício..........................
1.052 (9.734)
(27)(919)
Em 31 de dezembro de 2013
Controladas
Descrição Ferrugem Meta Norte1 ETA Brasília Boulevard
Participação %........................................................... 50% 80% 75%56%
Ativo circulante............................................................ 48964.284 174 150
Ativo não circulante..................................................... - 42.928 4.5335.915
489 107.212 4.7076.065
Passivo circulante....................................................... 18440.099 1.122 135
Passivo não circulante................................................ 19625.734
- Patrimônio líquido........................................................ 109 41.379 3.5855.930
489 107.212 4.7076.065
Receitas 1.683 163.293
-10.727
Custos......................................................................... (1.528)(115.273)
- (5.091)
Despesas/(receitas) operacionais............................... (43) (413)
(25)(337)
Receitas/(despesas) financeiras líquidas.................... (3)(778) - (5)
IR e CSLL corrente e diferido...................................... -(5.450)
- Lucro/(Prejuízo) Líquido do exercício..................... 109 41.379
(25)5.294
b. Entidades controladas em conjunto – As demonstrações contábeis consolidadas da Companhia incluem
as seguintes entidades registradas pelo método de equivalência patrimonial:
% de participação
Controladas em conjunto
Sede
31/12/2014 31/12/2013
Rodoanel Sul 5 Engª Ltda................................................................ Brasil 28,57%28,57%
Integra Offshore Ltda........................................................................ Brasil 51,00%51,00%
4. Sumário das principais práticas contábeis
4.1. Instrumentos financeiros ativos – A Companhia e suas controladas reconhecem os empréstimos, recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros (incluindo
os ativos designados pelo valor justo por meio do resultado) são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Sociedade se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento.
Um ativo financeiro é baixado quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando
transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos:
• Instrumentos financeiros ao valor justo através do resultado: um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como
tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do
resultado se a Sociedade gerencia tais investimentos e toma decisões de compras e vendas baseadas em
seus valores justos. Os custos da transação são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo e mudanças no valor
justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. São considerados dessa forma, quando a
Sociedade a possui, as aplicações financeiras, incluídas em caixa e equivalentes de caixa;
• Empréstimos e recebíveis: são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados
no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de
transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável.
São considerados dessa forma as contas a receber de clientes, os direitos creditórios e os títulos a receber.
Os ativos financeiros são classificados no momento de seu reconhecimento inicial, quando a Sociedade se
torna parte das disposições contratuais do instrumento, em uma das quatro categorias a seguir: (a) ativos
financeiros a valor justo por meio do resultado; (b) empréstimos e recebíveis; (c) investimentos mantidos até
o vencimento; e (d) disponíveis para venda. A classificação do ativo financeiro em uma dessas categorias
depende de sua natureza e finalidade. Os ativos financeiros sujeitos à indexação contratual ou legal são atualizados mensalmente, conforme o índice aplicável. Ganhos e perdas decorrentes de variações monetárias são
reconhecidos no resultado do exercício de acordo com o regime de competência.
A Companhia não efetuou operações com derivativos e/ou outros instrumentos de risco.
• Caixa e equivalentes de caixa: incluem os depósitos bancários e os títulos financeiros de alta liquidez, com
vencimento em 90 dias ou menos e com risco irrelevante de variação de valor de mercado, sendo demonstrados pelo custo acrescido de juros auferidos. São utilizados para gerenciamento dos compromissos de
curto prazo (Nota Explicativa 6);
• Contas a receber de clientes: referem-se a serviços executados e representam os valores estimados de
realização. Se o prazo de recebimento é equivalente a um ano ou menos, as contas a receber são classificadas no ativo circulante. Caso contrário, estão apresentadas no ativo não circulante. As contas a receber de
clientes são reconhecidas inicialmente pelo valor justo, diminuídas ao valor recuperável, quando necessário
(Nota Explicativa 7);
• Títulos a receber: estão registrados ao custo de aquisição, conforme os contratos e/ou outros documentos
pertinentes. Os valores consignados nas demonstrações contábeis são inferiores aos que têm sido efetivamente realizados (Nota Explicativa 8).
4.2. Estoques – Os estoques de materiais de aplicação em obras (almoxarifado) e de mercadorias para revenda, também destinados a obras, são avaliados e demonstrados pelo custo médio de aquisição, deduzidos
os tributos recuperáveis, quando aplicável. Quando o valor realizável dos estoques (considerados os tributos
e despesas sobre a venda) é inferior aos valores registrados, é efetuado ajuste ao valor recuperável (Nota
Explicativa 9).
4.3. Investimentos – A Companhia detém investimento em controladas e em outras sociedades nas quais
exerce o controle em conjunto com outros sócios, cujas demonstrações foram consolidadas. As participações
em controladas em conjunto são reconhecidas pelo método de equivalência patrimonial conforme premissas
definidas através do Pronunciamento Técnico CPC 18 (R2), caracterizando-se como joint ventures (Nota Explicativa nº 11).
4.4. Imobilizado – Nos termos do “Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado” e da “Interpretação
Técnica ICPC 10 – Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para Investimentos”, a Companhia verificou o valor justo do ativo imobilizado, tendo constatado diferença relevante em
relação aos bens registrados nas contas de Máquinas, Equipamentos e Veículos. Logo, registrou os mesmos
ao valor justo, com base em avaliações efetuadas por técnicos avaliadores com larga experiência na avaliação
de bens desta natureza. Os efeitos fiscais dessa avaliação foram reconhecidos de acordo com o ICPC 10 e o
“Pronunciamento Técnico CPC 32 – Tributo sobre o lucro”. Quanto aos demais itens do imobilizado, não foi verificada diferença substancial entre o valor contábil e o valor justo dos mesmos. A depreciação é calculada pelo
método linear, às taxas que levam em consideração a vida útil estimada dos bens e o valor residual estimado
dos ativos no final de sua vida útil. Quando aplicável, os gastos na reforma do imobilizado são incorporados ao
mesmo, somente se os benefícios econômicos associados aos gastos forem prováveis e os valores mensurados de forma confiável. Os reparos e manutenções são reconhecidos no resultado quando incorridos. O valor
residual ao final da vida útil e a vida útil estimada dos bens são revisados na data de encerramento do exercício
e ajustados, se necessário. O valor residual dos itens do imobilizado é reduzido ao seu valor recuperável, na
hipótese de valor residual exceder o valor recuperável (Nota Explicativa 12).
4.5. Intangível – Substancialmente, o ativo intangível refere-se a direitos minerários, que é uma atividade que
também faz parte do objeto da Companhia e cuja exploração se pretende futuramente. Encontra-se registrado
pelo custo incorrido na operação. O montante registrado não excede a substância econômica do direito (Nota
Explicativa 13).
4.6. Redução ao valor recuperável dos ativos – No fim de cada exercício, a Companhia e suas controladas
revisam o valor contábil de seus ativos para determinar se há alguma indicação de que tais ativos sofreram
alguma perda por redução ao valor recuperável (impairment). Se houver tal indicação, o montante recuperável
do ativo é estimado com a finalidade de mensurar o montante dessa perda, se houver, conforme critérios definidos no Pronunciamento Técnico CPC 01 – Redução ao valor recuperável de ativos. A perda por redução ao
valor recuperável é reconhecida imediatamente no resultado.
4.7. Instrumentos financeiros passivos – Os passivos financeiros são reconhecidos a partir da data em que
a Sociedade assume uma obrigação prevista em disposição contratual de um instrumento financeiro. Quando
reconhecidos, são inicialmente registrados pelos seus valores justos, acrescidos dos custos de transação diretamente atribuíveis às suas aquisições ou emissões. Os passivos financeiros da Sociedade são mensurados
pelo custo amortizado. Os principais passivos financeiros reconhecidos pela Sociedade são: empréstimos
e financiamentos, fornecedores e subempreiteiros. Os empréstimos são reconhecidos, de início, pelo valor
justo, líquido dos custos das transações incorridas e subsequentemente mensurados pelo custo amortizado.
Qualquer diferença entre os valores captados (líquidos dos custos da transação) e o valor de liquidação é
reconhecida na demonstração do resultado durante o período em que os empréstimos estejam em andamento, utilizando o método da taxa de juros efetiva. Os empréstimos são classificados como passivo circulante,
quando exigíveis em prazo de até 12 meses da data do balanço e no passivo não circulante, quando exigíveis
em prazos superiores ao mencionado. Os passivos financeiros sujeitos à indexação contratual ou legal são
atualizados mensalmente conforme o índice aplicável. Ganhos e perdas decorrentes de variações monetárias
são reconhecidos no resultado do exercício de acordo com o regime de competência. Os ativos e passivos
financeiros são compensados e o valor líquido é apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando a Companhia tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidá-los em uma base
líquida ou de realizar o ativo e quitar o passivo simultaneamente.
4.8. Provisões (passivos contingentes) – As provisões são reconhecidas para obrigações presentes (legal
ou presumida) resultantes de eventos passados, em que seja possível estimar os valores de forma confiável
e cuja liquidação seja provável. O valor reconhecido como provisão é a melhor estimativa das considerações
requeridas para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas relativos à obrigação (Nota Explicativa 19).
4.9. Ajuste a Valor Presente (AVP) – Os ativos e passivos monetários (circulantes e não circulantes) são
ajustados pelo seu valor presente quando o efeito é considerado relevante em relação às demonstrações
contábeis.
4.10. Imposto sobre a Renda (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) – O IRPJ e a
CSLL são calculados com base na legislação vigente, considerando as adições e exclusões legais previstas.
Se aplicável, nos termos do CPC 32, sobre as adições temporárias que se tornarão dedutíveis quando realizadas sobre o prejuízo fiscal/base negativa da CSLL, são constituídos créditos tributários diferidos. A realização
do saldo dos tributos diferidos ativos é revisada no final de cada período de relatório e, quando não for mais
provável que resultados tributáveis futuros sejam apurados, de forma a permitir a recuperação do ativo, ou
parte dele, o saldo é ajustado ao valor que se espera que seja realizado. O encargo com tributos (correntes e
diferidos) é reconhecido no resultado, exceto quando corresponde a valores registrados em “Outros resultados
abrangentes”, ou diretamente no patrimônio líquido; hipótese na qual os tributos também são reconhecidos em
“Outros resultados abrangentes” ou diretamente no patrimônio liquido, respectivamente. (Nota Explicativa 27).
4.11. Benefícios a empregados - previdência privada – A Companhia possui planos de benefícios a empregados, em síntese: planos de aposentadoria (normal, antecipada, por invalidez) e pensão por morte; assistência médica e seguro de vida em grupo. Os compromissos atuariais com os planos de benefícios de pensão e
aposentadoria são provisionados com base em cálculo atuarial elaborado anualmente por atuário independente, de acordo com o método da unidade de crédito projetada, líquido dos ativos garantidores do plano, quando aplicável, sendo os custos correspondentes reconhecidos durante o período aquisitivo dos empregados.
Eventuais superávits com planos de benefícios a empregados também são contabilizados, reconhecidos até
o montante provável de redução nas contribuições futuras da patrocinadora para estes planos. O método da
unidade de crédito projetada considera cada período de serviço como fato gerador de uma unidade adicional
de benefício, que são acumuladas para o cômputo da obrigação final. Os ganhos e perdas atuariais gerados
por ajustes e alterações nas premissas atuariais dos planos de benefícios de pensão e aposentadoria são
reconhecidos diretamente na demonstração dos resultados abrangentes. Em atendimento à Deliberação CVM
nº 600, de 07/10/2011, que aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 33, a Companhia reconheceu os efeitos
da aplicação dessas práticas contábeis nas demonstrações contábeis, reconhecendo os efeitos nos resultados
abrangentes (Nota Explicativa 21).
4.12. Reconhecimento da receita – As receitas de serviços (obras) e da revenda de mercadorias somente são
reconhecidas quando: (i) os riscos e benefícios decorrentes da transação forem transferidos ao contratante;
(ii) o seu valor puder ser estimado com segurança; e (iii) for provável que os benefícios econômicos decorrentes da transação fluam para a Companhia e suas controladas. As receitas financeiras são reconhecidas
pelo regime de competência. As receitas e os custos de um contrato de construção são reconhecidos com
base no estágio de conclusão do contrato no final do período, mensurados com base na proporção dos custos
incorridos em relação aos custos totais orçados do contrato. As variações nos custos com mão de obra, reclamações e pagamentos de incentivos estão incluídas até o ponto em que esses custos possam ser mensurados
com confiabilidade e seu recebimento seja provável. Quando o resultado de um contrato de construção não
pode ser estimado com confiabilidade, sua receita é reconhecida até o montante dos custos incorridos cuja
recuperação seja provável. Os custos de cada contrato são reconhecidos como despesas no período em que
são incorridos. Na hipótese de os custos incorridos atuais, acrescidos dos lucros reconhecidos e diminuídos
das perdas reconhecidas excedem os adiantamentos recebidos, a diferença é reconhecida como “valores a
receber de clientes”. Se os adiantamentos recebidos, conforme o progresso da construção excedem os custos
incorridos atuais acrescidos dos lucros reconhecidos e diminuídos das perdas reconhecidas, a diferença é reconhecida como um passivo. Os valores recebidos antes da realização do correspondente trabalho, a título de
adiantamento, são registrados no balanço patrimonial como um passivo. Os montantes faturados pelo trabalho
executado, mas ainda não pagos pelo cliente, são registrados no balanço patrimonial como um ativo, na rubrica
“Contas a receber de clientes e outras” (Nota Explicativa 23).
4.13. Lucro por ação – O lucro por ação está apresentado com base na média ponderada do número de ações
existentes na data de reporte. Não existem instrumentos financeiros ou patrimoniais que possam potencialmente diluir o número de ações.
4.14. Moeda funcional e moeda de apresentação – As demonstrações contábeis individuais e consolidadas
estão apresentadas na moeda do ambiente econômico no qual a Sociedade atua (moeda funcional). Os ativos
em moeda estrangeira são inicialmente registrados à taxa de câmbio da moeda funcional em vigor na data
da transação. As variações cambiais são registradas na demonstração do resultado. Não existem passivos
indexados à moeda estrangeira.
4.15. Demonstração do Valor Adicionado (DVA) – Essa demonstração tem por finalidade evidenciar os valores criados pela Companhia (e controladas) e sua distribuição durante o exercício e é apresentada conforme
requerido pela legislação societária brasileira, como informação suplementar às demonstrações contábeis.
A DVA foi preparada com base em informações obtidas dos registros contábeis, que servem de base para a
preparação das demonstrações contábeis e seguindo as disposições contidas no CPC 09 – Demonstração do
Valor Adicionado.
4.16. Novos pronunciamentos do IFRS, emissões, alterações e interpretações emitidas pelo IASB aplicável às demonstrações contábeis – As seguintes novas normas, alterações e interpretações de normas
foram emitidas pelo IASB e possuem adoção inicial em 1º de janeiro de 2014:
• IAS 32 – Compensação de ativos financeiros e passivos financeiros: em dezembro de 2011, o IASB emitiu
uma revisão da norma IAS 32. A alteração desta norma aborda aspectos relacionados à compensação de
ativos e passivos financeiros. Esta norma é efetiva desde 1º de janeiro de 2014;
• IFRS 10, IFRS 12 e IAS 27 – “Entidades de Investimento”, em outubro de 2012, o IASB emitiu uma revisão
das normas IFRS 10, IFRS 12 e IAS 27, as quais definem entidade de investimento e introduzem uma exceção para consolidação de controladas por entidade de investimentos, estabelecendo o tratamento contábil
nestes casos. As alterações destas normas são efetivas para períodos anuais iniciando desde 1º de janeiro
de 2014;
• IFRIC 21 – “Impostos”, em maio de 2013, o IASB emitiu a interpretação IFRIC 21. Esta interpretação aborda
aspectos relacionados ao reconhecimento de um passivo de impostos quando esse tiver origem em requerimento do IAS 37 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes. Esta interpretação de norma é
efetiva para períodos anuais desde 1º de janeiro de 2014;
• IAS 36 – “Redução ao Valor Recuperável de Ativos”, em maio de 2013, o IASB emitiu uma revisão da norma
IAS 36. A alteração desta norma requer a divulgação das taxas de desconto que foram utilizadas na avaliação atual e anterior do valor recuperável dos ativos, se o montante recuperável do ativo deteriorado for
baseado em uma técnica de avaliação a valor presente baseada no valor justo menos o custo da baixa. Esta
norma é efetiva para períodos anuais iniciando desde 1º de janeiro de 2014;
• IAS 39 – “Mudanças em Derivativos e Continuidade da Contabilidade de Hedge”, em junho de 2013, o IASB
emitiu uma revisão da norma IAS 39. A alteração desta norma tem o objetivo de esclarecer quando uma entidade é requerida a descontinuar um instrumento de hedge, em situações em que este instrumento expirar,
for vendido, terminado ou exercido. Esta norma é efetiva para períodos anuais desde 1º de janeiro de 2014;
MENDES JÚNIOR TRADING E ENGENHARIA S.A.
CNPJ nº 19.394.808/0001-29
Demonstrações Financeiras acompanhadas do relatório dos auditores independentes
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
9. Estoques
• IAS 19 – “Benefícios a empregados”, em novembro de 2013, o IASB emitiu uma revisão da norma IAS 19. A
alteração desta norma tem o objetivo de estabelecer aspectos relacionados ao reconhecimento das contriOs valores referem-se a estoque de materiais adquiridos para serem aplicados em obras (almoxarifado) e de
buições de empregados ou terceiros e seus impactos no custo do serviço e períodos de serviços. Esta norma
mercadorias a serem revendidas também para os clientes de obras. Os valores estão assim discriminados:
é efetiva para períodos anuais desde 1º de julho de 2014;
ControladoraConsolidado
• IAS 27 – “Demonstrações separadas”, em 12 de agosto de 2014, o IASB emitiu revisão da norma IAS 27,
2014 20132014 2013
permitirá o método de equivalência patrimonial para contabilizar os investimentos em subsidiárias, joint ventures e associadas em suas demonstrações contábeis separadas. Esta norma é efetiva para períodos anuais
Almoxarifado.................................................................................. 17.328 31.97717.328 38.115
iniciando em/ou após 1º de janeiro de 2016 nas IFRS e para as práticas contábeis adotadas no Brasil já é
Bens destinados à revenda............................................................ 8917.844 891 7.844
aceito a partir de 31 de dezembro de 2014, conforme aprovação do Conselho Federal de Contabilidade e
Total............................................................................................... 18.219 39.82118.219 45.959
adoção antecipada das IFRS.
Adicionalmente, a Companhia avaliou o potencial impacto dessas normas, interpretações e alterações sobre
10.
Partes
relacionadas
as demonstrações contábeis no exercício de 2014 e seus possíveis efeitos retrospectivos, e quando aplicável,
As transações entre a Companhia e outras empresas referem-se a operações comerciais e de contas correnprocedeu com as alterações conforme divulgado em notas explicativas.
tes. Os valores destas transações são os seguintes:
4.17. Normas, alterações e interpretações de normas que ainda não estão em vigor – As seguintes novas
Controladora
normas, alterações e interpretações de normas foram emitidas pelo IASB, mas não foram editadas pelo CPC:
• IAS 1 – “Apresentação das demonstrações financeiras” – em 18 de dezembro de 2014, o IASB publicou
20142013
“Iniciativa de Divulgação” (alterações ao IAS 1). As alterações visam esclarecer o IAS 1 e direcionar os impe
Ativo Passivo AtivoPassivo
dimentos percebidos sobre o julgamento para a preparação e apresentação das demonstrações contábeis.
Esta norma é efetiva para os períodos anuais iniciando em/ou após 1º de janeiro de 2016, com aplicação
Coligadas...................................................................................... 53.075
-9.423
antecipadas permitida;
Consórcios e SCP´s...................................................................... 13.416 23.713
-32.812
• IFRS 9 – Instrumentos financeiros – em julho de 2014, o IASB emitiu versão final da norma IFRS 9, a qual
Total..............................................................................................
66.491 23.7139.423 32.812
tem o objetivo de substituir a norma IAS 39 – Instrumentos financeiros: Reconhecimento e mensuração.
Estas alterações endereçam algumas questões sobre a aplicação da norma e introduzem o conceito de
Consolidado
“valor justo contra os resultados abrangentes” para a mensuração de alguns tipos de instrumentos de dívida.
20142013
Adicionalmente, o IASB incluiu na norma IFRS 9 requerimentos de reconhecimento de perdas pela não recuperabilidade de ativos relacionadas ao registro de perdas esperadas com créditos sobre os ativos financeiros
Ativo Passivo AtivoPassivo
e compromissos de renegociação destes créditos. Esta norma é efetiva para períodos anuais iniciando em/
Coligadas...................................................................................... 53.075
-9.423
ou após 1º de janeiro de 2018;
Consórcios e SCP´s...................................................................... 16.986 16.5934.073 22.905
• IFRS 14 – Contas de diferimento regulatório, em janeiro de 2014, o IASB emitiu a norma IFRS 14, a qual tem o
objetivo específico de regular o reconhecimento de ativos e passivos regulatórios quando da primeira adoção
Total..............................................................................................
70.061 16.59313.496 22.905
das normas IFRS. Esta norma é efetiva para períodos anuais iniciando em/ou após 1º de janeiro de 2016;
11. Investimentos
• IFRS 11 – “Acordos de compartilhamento”, em maio de 2014, o IASB emitiu uma revisão da norma IFRS
Os investimentos avaliados, conforme descrito na Nota Explicativa nº 4.3, a movimentação dos mesmos e as
11. A alteração da norma IFRS 11 aborda critérios relacionados ao tratamento contábil para aquisições de
participações em acordos de compartilhamento que constituam um negócio de acordo com os conceitos
informações financeiras sobre as investidas são discriminados a seguir:
constantes no IFRS 3. Esta alteração na norma é efetiva para períodos anuais iniciando em/ou após 1º de
Controladora - Investimentos atualizados por equivalência patrimonial
janeiro de 2016;
Patrimônio
• IAS 16 e IAS 38 – “Esclarecimentos sobre Métodos Aceitáveis de Depreciação e Amortização”, em maio de
2014, o IASB emitiu revisão das normas IAS 16 e IAS 38. Esta revisão tem o objetivo de esclarecer sobre
líquido
Participação %
AFAC
Investimento
métodos de depreciação e amortização, observando o alinhamento ao conceito de benefícios econômicos
2014 2013 2014 2013201420132014 2013
futuros esperados pela utilização do ativo durante sua vida útil econômica. Esta alteração na norma é efetiva
para os períodos anuais iniciando em/ou após 1º de janeiro de 2016;
Meta 1............................................ -
41.379
80,00%
80,00%---
33.103
• IFRS 15 – “Receitas de contratos com clientes”, em maio de 2014, o IASB emitiu a norma IFRS 15. A norma
ETA Brasilia.................................... 3.558 3.58575,00%75,00%
-
- 2.669 2.689
substitui a IAS 18 – “Receitas” e a IAS 11 – “Contratos de construção” e uma série de interpretações relacioBoulevard....................................... 5.011 5.93056,00%56,00%
-
- 2.806 3.321
nadas a receitas. Esta norma é efetiva para os períodos anuais iniciando em/ou após 1º de janeiro de 2017;
Ferrugem........................................ 1.161 10950,00%50,00%
-
- 581
54
• IAS 16 e IAS 41 – em julho de 2014, o IASB emitiu revisão das normas IAS 16 – Ativo Imobilizado e IAS 41
Rodoanel Sul 5 Engenharia Ltda...129.201129.35928,57%28,57%
-
-36.913 36.958
– Ativo Biológico, para incluir ativos biológicos que atendam a definição de “bearer plants” (definidos como
Integra Offshore Ltda...................... 8.271 7.211 51,00% 51,00%40.66540.66539.774 44.343
“plantas vivas” que são usadas na produção de produtos agrícolas), essa alteração requer que os “bearer
20
20
Outros investimentos......................
plants” sejam registrados como ativo imobilizado de acordo com o IAS 16, registrando a custo histórico ao
Total...............................................
82.763120.488
invés de serem mensurados ao valor justo conforme é requerido pelo IAS 41. Esta norma é efetiva para
períodos anuais iniciando em/ou após 1º de julho de 2016;
Consolidado - Investimentos atualizados por equivalência patrimonial “Joint venture”
• IFRS 10 e IAS 28 – em 11 de setembro de 2014, o IASB emitiu revisão das normas IFRS 10 – Demonstrações Consolidadas e IAS 28 – Investimento em Coligada, em Controladas e em Empreendimento Controlado
Patrimônio
em Conjunto, essas alterações têm como consequência a inconsistência reconhecida entre as exigências da
líquido
Participação %
AFAC
Investimento
IFRS 10 e aqueles na IAS 28, para lidar com a venda ou a entrada de ativos de um investidor, coligada ou
Empresas2014201320142013
2014
201320142013
empreendimento controlado em conjunto. A principal consequência das alterações é que o ganho ou perda é
reconhecido quando uma transação envolve um negócio (se ele está instalado em uma subsidiária ou não).
129.201
129.359 28,57%
28,57%--
36.913
36.957
Rodoanel Sul 5 Engenharia Ltda...
Um ganho ou perda parcial é reconhecido quando uma transação envolve ativos que não constituam um
Integra Offshore Ltda...................... 8.271 7.211 51,00% 51,00%40.66540.665 39.774 44.343
negócio, mesmo que esses ativos estejam alocados em uma subsidiária. Esta norma é efetiva para períodos
20
20
Outros investimentos......................
anuais iniciando em/ou após 1º de julho de 2016;
76.70781.320
• Melhoria anual das IFRS de setembro de 2014 - o IASB emitiu uma revisão das normas IFRS 5, IFRS 7, IAS
19 e IAS 34. Estas normas são efetivas para os períodos anuais iniciando em/ou após 1º de janeiro de 2016.
A movimentação dos investimentos (posição consolidado) é conforme segue:
A Companhia está avaliando o impacto da adoção destas alterações em suas demonstrações contábeis.
Movimentação 2013
Movimentação 2014
5. Julgamentos, estimativas e premissas contábeis significativas
Aumento Equiva-Aumento EquivaO processo de elaboração das demonstrações requer que a Administração efetue estimativa e adote premissas
do seu melhor julgamento, baseadas na experiência e em outros fatores relevantes que afetam os montan
Saldo de capital lência pa-
Saldo de capital lência pa-
Saldo
tes apresentados dos ativos e passivos, bem como os valores das receitas, custos e despesas. A liquidação
em 2012
e AFAC trimonial em 2013 e AFAC trimonial em 2014
das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores divergentes dos registrados nestas
Rodoanel Sul 5 Eng. Ltda....31.888 5.482 (413) 36.957
137 (182)36.912
demonstrações contábeis. As estimativas e premissas subjacentes são revisadas periodicamente. Os efeitos
Integra offshore Ltda............
38 40.716 3.589 44.343
- (4.568)39.775
decorrentes das revisões feitas às estimativas contábeis são reconhecidos no período em que as estimativas
Outros investimentos............
20
-
- 20
-
- 20
são revistas, se a revisão afetar apenas este período; ou também em períodos posteriores se a revisão afetar tanto o período presente como períodos futuros. Os principais julgamentos e estimativas efetuados pela
31.946 46.198 3.176 81.320
137 (4.750)76.707
Administração, na elaboração das demonstrações contábeis e que mais afetam os valores reconhecidos nas
demonstrações contábeis são as seguintes:
As principais subsidiárias da Companhia, as quais foram incluídas nestas demonstrações contábeis consoli5.1. Redução ao valor recuperável de ativos – No caso da existência de prova objetiva ou efeito combinado
dadas, são os seguintes:
de eventos internos ou externos que afetem a realização de um ativo, a Companhia e suas controladas reco
% de participação
nhecem as perdas estimadas (impairment) nas demonstrações contábeis.
ControladasSede 20142013
5.2. Avaliação dos instrumentos financeiros – Adiante, em notas específicas, são fornecidas informações
sobre as principais premissas utilizadas na determinação do valor justo de instrumentos financeiros. A AdmiETA Brasília................................................................................................. Brasil 75,00%75,00%
nistração acredita que as técnicas de avaliação selecionadas e as premissas utilizadas são adequadas para a
Boulevard.................................................................................................... Brasil 56,00%56,00%
determinação do valor justo dos instrumentos financeiros.
Meta 1 Norte................................................................................................ Brasil 80,00%80,00%
5.3. Provisões – Os montantes contabilizados como provisão são a melhor estimativa dos valores requeridos
Ferrugem..................................................................................................... Brasil 50,00%50,00%
para liquidar a obrigação no final de cada período de relatório, considerando-se os riscos e as incertezas reAs controladas são integralmente consolidadas a partir da data de aquisição ou constituição, sendo a primeira
lativos à obrigação.
a data na qual a Controladora obtém controle, e continuam a ser consolidadas até a data em que esse controle
5.4. Contingências ativas e passivas – Os registros dos ativos e passivos contingentes, quando aplicável,
são realizados em conformidade com o CPC 25 - Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes, e
deixe de existir. Os exercícios sociais das controladas são coincidentes com o da Controladora, e as políticas
os julgamentos quanto aos valores de realização são suportados pelo laudo de especialistas e com base na
contábeis foram aplicadas de forma uniforme nas empresas consolidadas e são condizentes com aquelas
opinião dos assessores jurídicos da Companhia e suas controladas.
utilizadas nas demonstrações contábeis anuais.
6. Caixa e equivalentes de caixa
a. Controladas diretas
Os saldos da rubrica “Caixa e bancos” são constituídos por Fundo Fixo de Caixa e valores disponíveis em
Em 31 de dezembro de 2014
contas correntes bancárias no País. As aplicações financeiras correspondem substancialmente a investimentos remunerados às taxas compatíveis com Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Possuem liquidez
ControladoraControladas
imediata e os valores de mercado não diferem dos consignados a seguir:
Mendes
ControladoraConsolidado
Júnior
2014 20132014 2013
Trading e
Engenharia
Meta
ETA
Caixa e contas correntes bancárias............................................... 10.443 55.55110.469 56.222
Descrição
S.A.Ferrugem Norte1BrasíliaBoulevard
Aplicações financeiras.................................................................... 32.669 46.76732.669 46.767
Ativo circulante...............................................
629.792
35
- 174
22
Total............................................................................................... 43.112102.318 43.138 102.989
Ativo não circulante........................................
434.030
1.192
- 4.506
4.994
7. Contas a receber de clientes
O saldo de contas a receber de clientes é oriundo de operações de prestação de serviços de construção e de
1.063.822
1.227
- 4.680
5.016
revenda de mercadorias:
Passivo circulante..........................................
541.349
66
- 1.122
5
ControladoraConsolidado
Passivo não circulante...................................
167.802
- - - Patrimônio líquido...........................................
354.671
1.161
- 3.558
5.011
2014 20132014 2013
1.063.822
1.227
- 4.680
5.016
Clientes públicos............................................................................ 255.916 219.962256.027 273.895
Clientes privados............................................................................ 83.786 88.09283.786 88.092
Receitas......................................................... 1.287.737
3.261 191.547
- (3)
(–) Perda estimada para créditos de liquidação duvidosa............. (13.796)
-(13.796)
Custos............................................................ (1.242.235)
(2.117) (199.987)
(27)
(870)
Despesas/(receitas) operacionais..................
(190.335)
(91)
(410)
- (44)
Total............................................................................................... 325.906 308.054326.017 361.987
Receitas/(despesas) financeiras líquidas.......
(44.032)
(1)
(432)
- (2)
A seguir, aging list apresentado por vencimentos:
IR e CSLL corrente e diferido.........................
64.763
- (452)
- ControladoraConsolidado
Lucro/(Prejuízo) Líquido do exercício.............
(124.102) 1.052(9.734) (27)
(919)
Descrição 2014201320142013
A vencer em até 30 dias............................................................. 281.449 298.940281.560 352.763
Em 31 de dezembro de 2013
Total a vencer............................................................................ 281.449 298.940281.560 352.763
ControladoraControladas
Vencidos de 30 a 90 dias........................................................... 4.027 4.2734.027 4.273
Mendes
Vencidos de 91 a 180 dias......................................................... 34.710 2.86634.710 2.976
Júnior
Vencidos de 91 a 180 dias......................................................... 19.516 1.97519.516 1.975
Trading e
Total vencidos........................................................................... 58.253 9.11458.253 9.224
Engenharia
Meta
ETA
(-) PECLD................................................................................... (13.796)
-(13.796)
Descrição
S.A.Ferrugem Norte1BrasíliaBoulevard
(13.796)
-(13.796)
Ativo circulante............................................... 717.749
48964.284 174
150
Ativo não circulante........................................
332.191
- 42.928
4.533
5.915
Total........................................................................................... 325.906 308.054326.017 361.987
8. Títulos a receber (curto e longo prazo)
Referem-se, principalmente, a títulos a receber de entidades governamentais. A Companhia adota todos os
procedimentos cabíveis ao recebimento dos seus créditos, por meio de negociações e ajuizamento de ações
judiciais, nas quais vem obtendo decisões favoráveis. Os consultores jurídicos avaliam que são remotas as
possibilidades de perdas das ações judiciais movidas contra os devedores. Os montantes apresentados estão
registrados a valores históricos e são inferiores aos que vem sendo realizados:
ControladoraConsolidado
Títulos a receber
2014
2013
2014
2013
Curto Prazo.................................................................................... 128.708 179.758128.708 179.758
Longo Prazo................................................................................... 131.081 131.081131.081 131.081
Total............................................................................................... 259.789 310.839259.789 310.839
1.049.940
489107.212 4.707
Passivo circulante.......................................... 449.289
18440.099 1.122
Passivo não circulante...................................
104.163
196
25.734
- Patrimônio líquido........................................... 496.488
10941.379 3.585
6.065
135
5.930
1.049.940
489107.212 4.707
6.065
Receitas......................................................... 1.586.810
1.683 163.293
- 10.727
Custos............................................................ (1.338.060)
(1.528) (115.273)
- (5.091)
Despesas/(receitas) operacionais..................(109.536)
(43) (413) (25)
(337)
Receitas/(despesas) financeiras líquidas.......
(49.292)
(3)
(778)
- (5)
IR e CSLL corrente e diferido.........................
(17.239)
- (5.450)
- Lucro/(Prejuízo) Líquido do exercício.............
72.683
10941.379
(25)
5.294
MENDES JÚNIOR TRADING E ENGENHARIA S.A.
CNPJ nº 19.394.808/0001-29
Demonstrações Financeiras acompanhadas do relatório dos auditores independentes
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
12. Imobilizado
A discriminação e a movimentação das contas do ativo imobilizado são assim demonstradas:
Controladora
Maq, Equips
Contas Terrenos Edificações e Veículos Outras
Total
Saldos em 31 de dezembro de 2012............. 713
896
26.672 7.67535.956
Aquisição.......................................................... -
3.782
10.191 7.04221.015
Depreciação..................................................... -
(40)
(8.187) (629)(8.856)
Baixa................................................................ -(145)(504)
(1.358)
(2.007)
Saldos em 31 de dezembro de 2013............. 713
4.493
28.17212.730 46.108
Aquisição.......................................................... -
126
59.481 2.17861.785
Depreciação..................................................... -
(2.648)
(18.605) (762)(22.015)
Baixa................................................................ -
(71)
(1.929) (9.645)(11.645)
Saldos em 31 de dezembro de 2014............. 713
1.900
67.119 4.50174.233
Taxas de Depreciação.................................... -
4%
20%10%
Consolidado
Maq. Equips.
Contas Terrenos Edificações e Veículos Outras
Total
Saldos em 31 de dezembro de 2012..............
713
896
26.647 7.76436.020
Aquisição........................................................... 112
8.509
48.644 8.44265.707
Depreciação......................................................
- (119)
(13.448)
(642) (14.209)
Baixa.................................................................- (145)(707)
(1.358)
(2.210)
Saldos em 31 de dezembro de 2013..............
825
9.141
61.13614.206 85.308
Aquisição...........................................................
- 364
64.568
2.458 67.390
Depreciação......................................................
- (2.648)
(18.354) (1.461) (22.463)
Baixa.................................................................
(112)
(4.957)
(40.229)(10.702) (56.000)
Saldos em 31 de dezembro de 2014..............
713
1.900
67.121 4.50174.235
Taxas de depreciação.....................................
- 4%
20%
10%
13. Intangível
A discriminação e a movimentação das contas do ativo intangível são assim demonstradas:
ControladoraConsolidado
Direitos OutrosDireitos Outros
mineráriosintangíveis Total mineráriosintangíveis Total
Saldos em 31 de dezembro de 2012.... 22.1502.720
24.87022.1502.720
24.870
Aquisição............................................. -1.908
1.908
-1.908
1.908
Baixa................................................... -(1.687)
(1.687)
-(1.687)
(1.687)
Saldos em 31 de dezembro de 2013.... 22.1502.941
25.09122.1502.941
25.091
Aquisição............................................. -395
395
-395
395
Baixa................................................... -(533)
(533)
-(533)
(533)
Saldos em 31 de dezembro de 2014.... 22.1502.803
24.95322.1502.803
24.953
Custo total........................................... 22.1502.803
24.95322.1502.803
24.953
Valor contábil..................................... 22.1502.803
24.95322.1502.803
24.953
14. Empréstimos e financiamentos
Os empréstimos e financiamentos estão garantidos por recebíveis, avais e notas promissórias. Os encargos
financeiros variaram de CDI + 0,40% ao mês a CDI + 1,00% ao mês. A parcela do longo prazo tem vencimento
para setembro de 2019. Os montantes de curto e longo prazo são os seguintes:
ControladoraConsolidado
2014 20132014 2013
Empréstimos e financiamentos:
Parcela a curto prazo..................................................................... 131.206 196.021131.206 200.870
Parcela a longo prazo.................................................................... 36.806 19.76936.806 45.502
Total............................................................................................... 168.012 215.790168.012 246.372
15. Fornecedores e subempreiteiros
Os saldos de fornecedores e subempreiteiros, discriminados por espécie de fornecimentos são os seguintes:
ControladoraConsolidado
2014 20132014 2013
Materiais e Equipamentos ............................................................. 201.683 96.874202.043 106.834
Serviços.......................................................................................... 33.271 30.46633.766 38.788
Total............................................................................................... 234.954 127.340235.809 145.622
16. Salários e encargos sociais
As obrigações sociais e trabalhistas são compostas substancialmente por salários a pagar e provisões de
encargos trabalhistas, calculados conforme a legislação aplicável e estão assim demonstrados nas datas dos
balanços:
ControladoraConsolidado
2014 20132014 2013
Salarios.......................................................................................... 21.724 9.18121.729 10.283
Encargos........................................................................................ 37.483 13.61537.490 15.249
Provisão Férias.............................................................................. 32.410 28.07432.416 31.443
Total............................................................................................... 91.617 50.87091.635 56.975
17. Impostos e contribuições – curto prazo
As obrigações tributárias referem-se a tributos correntes de ISSQN, COFINS, PIS, IRPJ, CSLL e parcelamentos:
ControladoraConsolidado
2014 20132014 2013
Tributos correntes........................................................................... 40.79742.39241.114 46.166
Parcelamentos............................................................................... 9.942 6.3839.942 6.383
Total............................................................................................... 50.739 48.77551.056 52.549
18. Impostos e contribuições – Longo prazo
A Lei nº 11.941/09 proporcionou aos contribuintes um novo parcelamento de débitos tributários administrados
pela Receita Federal do Brasil – RFB, inclusive previdenciários, e débitos com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional – PGFN, incluindo o saldo remanescente dos débitos consolidados no Refis (Lei nº 9.964/00), no
parcelamento Especial – PAES (Lei nº 10.684/03) e no Parcelamento Excepcional – PAEX (Medida Provisória
nº 303/06), além dos parcelamentos convencionais previstos no artigo 38 da Lei nº 8.212/91 e no artigo 10 da
Lei nº 10.522/02. A Companhia optou pela inclusão dos débitos, antes incluídos no PAEX, parcelamento convencional, além de outros, no parcelamento da Lei nº 11.941/09. O débito é discriminado a seguir:
ControladoraConsolidado
2014 20132014 2013
Parcelamento Lei nº 11.941/09...................................................... 26.353 25.05426.353 25.054
Provisão IRPJ/CSLL diferida.......................................................... -11.841
- 11.841
Outros parcelamentos.................................................................... 31.808
-31.808
Total............................................................................................... 58.161 36.89558.161 36.895
19. Passivos contingentes
A Companhia é parte em ações judiciais e em processos administrativos, decorrentes do curso normal de suas
operações. A Administração, respaldada em pareceres de seus advogados, bem como em experiência anterior
em relação às quantias reivindicadas, constituiu provisão para as seguintes contingências, julgadas suficientes
para cobrir eventuais desembolsos futuros de caixa, nos termos do CPC 25:
ControladoraConsolidado
2014 20132014 2013
Trabalhistas.................................................................................... 11.351 5.86811.351 5.868
Tributarias....................................................................................... 9.507
-9.507
Cível............................................................................................... 3.639 3653.639 365
Total............................................................................................... 24.497 6.23324.497 6.233
A Companhia é parte em ação administrativa movida pelo Ministério Público Federal, em operação denominada “Lava Jato”, sobre supostas irregularidades cometidas em contratações com a Petrobras. Conforme nota
explicativa nº 30, a Administração, apoiada na opinião de seus advogados, conclui que ainda não é possível
estimar a duração e o resultado das referidas ações, em função de as mesmas terem sido iniciadas recentemente e de dependerem de eventos futuros.
20. Patrimônio líquido
20.1. Capital social – O capital social, totalmente integralizado, é de R$ 235.000 mil representado por
205.058.000 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal.
20.2. Dividendos e reservas de lucros – Aos acionistas é garantido um dividendo mínimo de 25% do lucro
líquido do exercício ajustado de acordo com a legislação em vigor.
21. Previdência complementar
Os valores dos passivos atuariais, nos padrões da Deliberação CVM nº 600 e do CPC 33, relativos aos benefícios concedidos aos empregados estão reconhecidos nas demonstrações contábeis da Companhia:
ControladoraConsolidado
2014 20132014 2013
Obrigações de longo prazo ........................................................... 19.975 7.95919.975 7.959
Total .............................................................................................. 19.975 7.95919.975 7.959
A Companhia é patrocinadora da Mendesprev – Sociedade Previdenciária, entidade fechada de previdência
complementar, estabelecida sob a forma de sociedade civil de caráter não econômico e sem fins lucrativos,
com autonomia administrativa e financeira, é constituída com o objetivo de assegurar aos seus beneficiários
o complemento dos proventos de aposentadoria e pensão. A Mendesprev adota dois planos de benefícios,
ou seja, Plano CD de Benefícios e o Plano Misto de Benefícios. O Plano CD de Benefícios é estruturado na
modalidade de Contribuição Definida, em que o valor dos benefícios são ajustados ao saldo de conta mantido
em favor do participante, inclusive na fase de percepção dos benefícios considerando o resultado líquido de
sua aplicação, os valores portados e os benefícios pagos e o Plano Misto de Benefícios que trata-se de um
plano misto composto de duas partes: uma que é contribuição definida (fase de acumulação de recursos na
atividade) e outra de benefício definido (fase de recebimento de benefícios).
21.1. Plano CD de Benefícios – O Plano CD de Benefícios, administrado pela Mendesprev, é estruturado
na modalidade de contribuição definida. Em 31 de dezembro de 2014 a Mendesprev possuía no plano CD de
benefícios 301 participantes ativos (em 31 de dezembro de 2013, 426 participantes ativos) e não existia participantes assistidos e pensionistas.
21.1.1. Plano de custeio – As contribuições dos participantes ativos e autopatrocinados compreendem:
a) Contribuição normal: de caráter obrigatório e mensal, correspondente a um percentual escolhido pelo
participante de 2% (dois por cento) a 7% (sete por cento) do seu salário de participação;
b) Contribuição extraordinária: de caráter opcional e eventual, corresponde ao valor escolhido pelo participante ativo e autopatrocinado de acordo com sua conveniência.
As contribuições da patrocinadora compreendem:
a) Contribuição normal: efetuada mensalmente, corresponde a 2% (dois por cento) do salário de participação;
b) Contribuição extraordinária: esporádica, voluntária, destinada a reforçar o saldo de conta do participante ativo.
As despesas administrativas são custeadas pela patrocinadora, pelos participantes autopatrocinados, optantes
pelo benefício proporcional diferido e assistido, na forma estabelecida pelo atuário.
21.1.2. Benefícios – Os benefícios assegurados pelo Plano CD de benefícios são os seguintes:
a) Aposentadoria;
b) Aposentadoria por invalidez;
c) Pensão por morte;
d) Benefício proporcional diferido;
e) Abono anual.
O valor mensal do benefício de aposentadoria é obtido na data do seu requerimento, calculado por equivalência atuarial, com base no saldo de conta e nas faixas etárias do participante e seus beneficiários. Os benefícios
são recalculados, anualmente, no mês de novembro, com base nas características etárias do assistido, de
seus beneficiários e do saldo de conta remanescente da conta individual de benefício concedido. Para fins de
atendimento ao CPC 33, a contabilização dos compromissos para esta modalidade de plano é apurada através
do montante das contribuições da patrocinadora vertidas ao plano durante o exercício de 2014, não sendo
necessário o cálculo das obrigações atuariais.
21.2. Plano misto de benefícios – Em 31 de dezembro de 2014, a Mendesprev possuía no Plano Misto de
Benefícios 153 participantes ativos, 75 participantes diferidos, 76 participantes aposentados (em 31 de dezembro de 2013, 179 participantes ativos, 69 participantes diferidos, 64 participantes aposentados). O Plano Misto
de Benefícios trata-se de um plano misto composto de duas partes: uma que é contribuição definida e outra de
benefício definido, não sendo mais admitida adesões ao plano.
21.2.1. Plano de custeio – Os benefícios oferecidos pelo Plano serão custeados por meio de:
a) Contribuições dos participantes ativos e autopatrocinados: de caráter obrigatório e mensal, correspondente
à 7,5% (sete e meio por cento) da parcela do salário de participação que exceder a 20 salários unitários;
b) Contribuição das patrocinadoras: igual a 100% (cem por cento) da contribuição efetuada pelo participante;
c) Receitas de aplicações do patrimônio;
d) Dotações, doações, subvenções, legados, rendas e outros pagamentos de qualquer natureza.
As despesas administrativas serão custeadas por recursos oriundos dos participantes e da patrocinadora.
21.2.2. Benefícios do plano – Os benefícios do plano são os seguintes:
a) Aposentadoria normal: terá direito ao benefício de aposentadoria normal o participante que preencher as
seguintes condições: idade mínima de 60 anos e mínimo de 5 anos de participação no Plano;
b) Aposentadoria antecipada: a elegibilidade ao benefício de aposentadoria antecipada começará quando o
participante preencher as seguintes condições: idade mínima de 55 anos e mínimo de 5 anos de participação
no Plano;
c) Aposentadoria por invalidez: para a aposentadoria por invalidez, o participante deve ter a sua invalidez
atestada por um médico clínico ou perito credenciado pela Mendesprev Sociedade Previdenciária;
d) Pensão por morte: a elegibilidade para a pensão por morte é o falecimento do participante ou do assistido:
• Morte de participante antes do gozo de aposentadoria: sobre o valor que o participante teria direito a
receber caso tivesse se aposentado por invalidez, é aplicado percentual definido no regulamento do Plano
de acordo com o número de dependentes, acrescido da transformação do saldo de conta de acordo com as
normas atuariais;
• Morte de participante assistido: aplicação de percentual definido do regulamento do Plano, de acordo com
o número de dependentes, sobre o benefício percebido na data do falecimento.
Os benefícios mensais previstos no Regulamento do Plano Misto são reajustados anualmente no mês da data
base da patrocinadora, de acordo com a variação do INPC. Os dados cadastrais possuem data-base em 31 de
dezembro 2014. A seguir, o resumo dos dados da Sociedade:
Participantes ativos
Frequência de participantes.................................................................................................................153
Idade média (em anos)........................................................................................................................53
Folha de salários de participação mensal............................................................................................1.459
Salário de participação médio..............................................................................................................9
Participantes diferidos
Frequência de participantes.................................................................................................................75
Idade média (em anos)........................................................................................................................48
Folha de salários de participação mensal............................................................................................251
Salário de participação médio..............................................................................................................3
Participantes aposentados
Frequência de participantes.................................................................................................................76
Idade média (em anos)........................................................................................................................64
Folha de salários de participação mensal............................................................................................580
Salário de participação médio..............................................................................................................8
Conciliação dos (ativos) e passivos reconhecidos
2014
2013
Obrigações atuariais....................................................................................................... 132.312112.967
Valor justo dos ativos do plano........................................................................................ 112.337105.008
Valor presente das obrigações a descoberto.................................................................. 19.975 7.959
Perda ou (ganhos) atuariais............................................................................................ -Passivo (ativo) atuarial líquido total reconhecido............................................................ 19.975 7.959
Passivo (ativo) atuarial provisionado no Balanço............................................................ 7.9596.540
Passivo (ativo)................................................................................................................. 12.016 1.419
A Companhia reconheceu em 2014 uma obrigação atuarial no montante de R$ 12.016 como forma de garantir
Em 31 de dezembro de 2014, a Companhia apresentava as seguintes movimentações de passivos contingentes:
o pagamento dos compromissos do plano na sua totalidade, dentro das regras da Deliberação CVM 600. A
Total
movimentação do valor justo do plano de benefícios nos períodos apresentados é o seguinte:
Saldo em 31 de dezembro de 2013............................................................................................
6.233
Evolução do valor justo dos ativos
Constituição/(rervesão) de provisões............................................................................................18.264
Valor justo dos ativos ao início do ano ..............................................................................................105.008
Saldo em 31 de dezembro de 2014............................................................................................
24.497
Benefícios pagos durante o exercício ...............................................................................................(6.699)
Contribuições de participante vertidas durante o exercício ...............................................................958
A Companhia é parte em outras ações judiciais e administrativas para as quais a expectativa de perda é posContribuições do empregador vertidas durante o exercício ..............................................................1.499
sível. Neste contexto, a Administração, lastreada na avaliação de seus consultores jurídicos, não constituiu
Rendimento efetivo dos ativos no ano ..............................................................................................11.571
provisão para eventuais perdas. Baseada nestas avaliações, a Companhia considera ter sólido embasamento
jurídico que fundamente os procedimentos adotados para a sua defesa. A necessidade da constituição de
Valor justo dos ativos ao final do ano............................................................................................
112.337
provisão é analisada periodicamente. Os processos judiciais em andamento nas instâncias administrativas e
A movimentação do valor referente à obrigação do benefício definido durante o exercício é demonstrada a seguir:
judiciais, com expectativa de perda possível, estão assim demonstrados nas datas dos balanços:
Evolução do valor presente das obrigações atuariais
ControladoraConsolidado
Valor das obrigações atuariais ao início do ano ................................................................................112.967
2014 20132014 2013
Custo do serviço corrente bruto (com juros) .....................................................................................1.908
Juros sobre obrigação atuarial ..........................................................................................................13.990
Trabalhistas.................................................................................... 30.61119.50530.611 19.505
Benefícios pagos no ano ...................................................................................................................(6.699)
Cíveis............................................................................................. 9.16051.233 9.160 51.233
Tributárias....................................................................................... 4.578 1.4314.578 1.431
(Ganhos)/perdas Atuariais .................................................................................................................10.146
Total............................................................................................... 44.349 72.16944.349 72.169
Valor das obrigações atuariais avaliadas ao final do ano ........................................................... 132.312
MENDES JÚNIOR TRADING E ENGENHARIA S.A.
CNPJ nº 19.394.808/0001-29
Demonstrações Financeiras acompanhadas do relatório dos auditores independentes
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
Os valores a serem pagos foram projetados em decorrência das variações atuariais e deverão ser os seguintes:
Despesa a reconhecer na demonstração de resultados 2014
2013
Custo do serviço corrente (com juros) ......................................................................... 1.9082.748
Contribuições esperadas de participante ..................................................................... (958)(1.011)
Custo de juros sobre as obrigações atuariais .............................................................. 13.99011.245
Rendimento esperado dos ativos ................................................................................. (13.127) (8.159)
Amortização referente ao custo de serviço passado ................................................... - (1.186)
Despesa a ser reconhecida pelo empregador no exercício ......................................... 1.8133.637
Contribuições do empregador referente a custeio de plano ........................................ (1.499)(2.218)
Total da despesa (receita) adicional a reconhecer .................................................. 3141.419
21.3. Premissas utilizadas para o cálculo do passivo e das projeções – As premissas e métodos adotados
foram aquelas requeridas pelos padrões do CPC 33 e Deliberação CVM 600. Como exigido pelas regras da
norma, foi adotado o método da Unidade de Crédito Projetada para calcular todas as obrigações atuariais:
Econômicas e financeiras 2014
2013
Taxa de desconto atuarial – real ........................................................................ 6,17% a.a.
6,57% a.a.
Taxa de desconto atuarial – nominal .................................................................. 13,10% a.a. 12,75% a.a.
Taxa de retorno esperado dos ativos – real ....................................................... 6,17% a.a.
6,57% a.a.
Taxa de retorno esperado dos ativos – nominal ................................................. 13,10% a.a. 12,75% a.a.
Taxa de crescimento salarial – nominal ............................................................. 6,53% a.a.
5,80% a.a.
Taxa de crescimento dos benefícios – nominal .................................................. 6,53% a.a.
5,80% a.a.
Inflação projetada ............................................................................................... 6,53% a.a.
5,80% a.a.
Fator de capacidade ........................................................................................... 98,00% a.a. 98,00% a.a.
21.4. Política contábil para o reconhecimento dos ganhos/perdas atuariais – Os estudos atuariais projetam a movimentação de diversas variáveis (premissas) para os exercícios futuros. Essas projeções podem
se concretizar ou não, fazendo com que, a cada reavaliação atuarial anual, sejam calculadas as diferenças
entre os valores projetados e os que efetivamente ocorreram. A essas diferenças dá-se o nome de ganho (ou
perda) atuarial.
22. Informações por segmentos de negócios
As informações por segmentos de negócios da Companhia são unidades de negócio estratégicas que oferecem produtos e serviços distintos. Eles são gerenciados separadamente, pois cada negócio exige diferentes
tecnologias e estratégias de marketing. Os segmentos operacionais são apresentados de modo consistente
com o relatório gerencial interno fornecido para o principal tomador de decisões operacionais. O principal tomador de decisões operacionais, é a equipe de gestão, incluindo o Diretor Presidente, Diretor de Operações
e Diretor Financeiro.
Os principais segmentos de negócio apresentado pela Administração da Companhia são:
• Infraestrutura - são incluídos nessa linha de segmento a construção de rodovias, vias rápidas, pontes,
viadutos, terminais intermodais, ferrovias, aeroportos, usinas hidrelétricas, portos, metrôs e sistemas de
saneamento;
• Industrial - são incluídos nessa linha de segmento a construção, manutenção e construção de edifícios
industriais e projetos na siderurgia, mineração e indústrias termelétricas, bem como centros comerciais complexos; e
• Óleo e gás - são incluídos nessa linha de segmento as soluções de engenharia onshore em projetos integrados para construir e ampliar refinarias, terminais e unidades de processamento de produtos petroquímicos e
de dutos, bem como extração de petróleo e gás e processamento de plataformas offshore.
Mensuração do lucro ou perda operacional por segmento
A Companhia avalia o desempenho dos seus segmentos operacionais com base em lucro ou prejuízo das operações calculadas de acordo com as informações abaixo:
2014
Descrição
Infra-estrutura
Industrial
Óleo e Gás
Total
Controladora Consolidado ControladoraConsolidadoControladoraConsolidadoControladoraConsolidado
Receita bruta por segmento ................................................................................................... 767.947981.225394.969394.969252.571252.571
1.415.487
1.628.765
Deduções de receitas por segmento ...................................................................................... (68.783)(87.257)(31.769)(31.769)(27.198)(27.198)
(127.750)
(146.224)
Receita líquida do segmento de atividades continuadas ................................................. 699.164893.968363.200363.200225.373225.373
1.287.737
1.482.541
Custo de serviços por segmento ............................................................................................ (732.927)(901.123)(306.779)(306.779)(202.529)(202.529)
(1.242.235)
(1.410.431)
Lucro bruto por segmento ................................................................................................... (33.763) (7.155)56.42156.421 22.84422.844 45.50272.110
Despesas alocadas
Despesas gerais e administrativas por segmento .................................................................. (58.039)(92.844)(32.074)(32.074)(20.580)(20.580)
(110.693)
(145.498)
Resultado de equivalência patrimonial ................................................................................... (7.990)
(749)
- - (4.559)
(4.001)
(12.549)
(4.750)
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas ................................................................ (27.953) (27.943) (12.845)(12.845) (26.295)(26.853) (67.093)(67.641)
Lucro operacional antes das receitas (despesas) financeiras, líquidas ......................... (127.745)
(128.691)11.50211.502(28.590)
(28.590)
(144.833)
(145.779)
Receitas (despesas) financeiras, líquidas .............................................................................. (25.672) (26.107) (11.468)(11.468) (6.892) (6.892) (44.032)(44.467)
Resultado antes do imposto de renda e contribuição social .......................................... (153.417)
(154.798)3434
(35.482)
(35.482)
(188.865)
(190.246)
Imposto de renda e contribuição social .................................................................................. 48.735
48.284
- - 16.028
16.028
64.763
64.312
Lucro líquido ......................................................................................................................... (104.682)
(106.514)3434
(19.454)
(19.454)
(124.102)
(125.934)
2013
Descrição Infra-estrutura
Industrial
Óleo e Gás
Total
Controladora Consolidado ControladoraConsolidadoControladoraConsolidadoControladoraConsolidado
Receita bruta por segmento ................................................................................................... 574.174765.138671.789671.789465.839465.839
1.711.802
1.902.766
Deduções de receitas por segmento ...................................................................................... (42.546)(57.806)(37.821)(37.821)(44.625)(44.625)
(124.992)
(140.252)
Receita líquida do segmento de atividades continuadas ................................................. 531.628707.332633.968633.968421.214421.214
1.586.810
1.762.514
Custo de serviços por segmento ............................................................................................ (470.634)(581.996)(522.765)(522.765)(344.661)(344.661)
(1.338.060)
(1.449.422)
Lucro bruto por segmento ................................................................................................... 60.994 125.336 111.203 111.203 76.553 76.553 248.750313.092
Despesas alocadas
Despesas gerais e administrativas por segmento .................................................................. (50.148)(60.703)(44.101)(44.101)(37.753)(37.753)
(132.002)
(142.557)
Resultado de equivalência patrimonial ................................................................................... 35.683
(413)
- - 3.589
3.589
39.272
3.176
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas ................................................................ (5.134)(5.934)(8.136)(8.136)(3.536)(3.536)
(16.806)
(17.606)
Lucro operacional antes das receitas (despesas) financeiras, líquidas ......................... 41.39558.28658.96658.96638.85338.853
139.214
156.105
Receitas (despesas) financeiras, líquidas .............................................................................. (14.952) (15.739) (20.313)(20.313) (14.027)(14.027) (49.292)(50.079)
Resultado antes do imposto de renda e contribuição social .......................................... 26.443 42.547 38.65338.65324.82624.82689.922
106.026
Imposto de renda e contribuição social .................................................................................. (5.516) (10.966) (6.983) (6.983) (4.740) (4.740) (17.239)(22.689)
Lucro líquido do período ..................................................................................................... 20.927 31.581 31.67031.670 20.08620.086 72.68383.337
23. Receita líquida
A discriminação das principais rubricas é a seguinte:
A conciliação das provisões para o IRPJ e para a CSLL da Companhia, são demonstrados a seguir:
ControladoraConsolidado
2014201320142013
Receita bruta de vendas e/ou serviços............................... 1.415.4871.711.8021.628.7651.902.766
Deduções das receitas brutas............................................. (127.750)(124.992)(146.224)(140.252)
Total....................................................................................
24. Custo de serviços e empreitadas de obras
1.287.7371.586.8101.482.5411.762.514
ControladoraConsolidado
2014201320142013
Gastos com pessoal....................................................
Compras de materiais diversos...................................
Aluguel........................................................................
Serviços de terceiros...................................................
Outras..........................................................................
Total............................................................................
(340.026)(395.520)(375.467)(427.673)
(236.859)(261.871)(287.136)(290.089)
(152.571)(125.736)(181.183)(148.715)
(329.254)(415.051)(372.558)(442.548)
(183.525)(139.882)(194.087)(140.397)
(1.242.235)(1.338.060)(1.410.431)(1.449.422)
25. Despesas administrativas e gerais
ControladoraConsolidado
2014201320142013
Gastos com pessoal............................................................
Compras de materiais diversos...........................................
Aluguel................................................................................
Serviços de terceiros...........................................................
Outras..................................................................................
Total....................................................................................
(60.128)(67.539)(94.933)(78.094)
(699)(2.779) (699)(2.779)
(5.514)(4.382)(5.514)(4.382)
(36.561)(48.831)(36.561)(48.831)
(7.791)(8.471)(7.791)(8.471)
(110.693)(132.002)(145.498)(142.557)
26. Resultado financeiro
A descriminação das receitas (despesas) financeiras líquidas é a seguinte:
ControladoraConsolidado
20142013 20142013
Receitas financeiras decorrentes de:
Rendimento de aplicações financeiras......................................... 2.2971.003 2.2971.003
Juros ativos.................................................................................. 1.739960
1.739960
Descontos obtidos........................................................................ 76159 76164
Outras........................................................................................... 4161441614
20142013
IRPJ e CSLL correntes
Lucro antes do IR e da CSLL................................................................................... - 89.922
Adições permanentes............................................................................................... - 6.080
Doações e brindes................................................................................................... - 5.640
Equivalência patrimonial.......................................................................................... - 440
Adições temporárias................................................................................................. - 66.694
Lucro diferido entidades governamentais................................................................ - 66.694
Exclusões permanentes........................................................................................... - (39.712)
Equivalência patrimonial.......................................................................................... - (39.712)
Exclusões temporárias............................................................................................. - (46.920)
Lucro diferido entidades governamentais................................................................ - (46.920)
Lucro real ............................................................................................................... - 76.064
Imposto de Renda 15%............................................................................................ Adicional IRPJ.......................................................................................................... Incentivos................................................................................................................. CSLL 9%.................................................................................................................. - - - - (11.410)
(7.582)
457
(6.846)
- (25.381)
Total corrente atribuível a Controladora.............................................................. Receita presumida tributável relativo a Consolidação............................................ Imposto de Renda 15%............................................................................................ Adicional IRPJ.......................................................................................................... Incentivos................................................................................................................. CSLL 9%.................................................................................................................. Total corrente ......................................................................................................... 1.39716.397
(210)(2.460)
(116)(1.616)
- 102
(126)(1.476)
(451)(5.450)
IRPJ e CSLL diferidos
Ativos
Provisão p/ perdas................................................................................................... (13.930)
Provisão p/ contingências........................................................................................ (24.497)
Prejuízo fiscal........................................................................................................... (101.922)
Passivo atuarial........................................................................................................ (19.975)
- -
(160.324)Ativo fiscal diferido - 34%...................................................................................... (54.510)-
Lucro diferido entidades governamentais................................................................ Passivos não circulante
Lucro diferido entidades governamentais................................................................ Passivo contencioso................................................................................................. (30.156)(46.920)
- - 66.694
4.174
Base de calculo imposto diferido......................................................................... (190.480)23.948
4.5282.136 4.5282.141
Imposto diferido 34% - Controladora................................................................... 64.7638.142
Despesas financeiras decorrentes de:
Total Corrente e diferido........................................................................................ 64.312(22.689)
Juros passivos.............................................................................. (40.304)(42.393) (40.304)(42.763)
28. Gerenciamento de riscos e instrumentos financeiros
Variação cambial.......................................................................... (61)(5)(61)(5)
A Companhia e suas controladas participam de operações envolvendo ativos e passivos financeiros com o
IOF................................................................................................ (2.879)(4.246) (2.879)(4.506)
objetivo de gerir os recursos financeiros disponíveis gerados pelas operações. Os riscos associados a estes
Outras........................................................................................... (5.316)(4.784) (5.751)(4.946)
instrumentos são gerenciados por meio de estratégias conservadoras, visando liquidez, rentabilidade e se
(48.560)(51.428) (48.995)(52.220)
gurança. A avaliação destes ativos e passivos financeiros em relação aos valores de mercado, por meio de
informações disponíveis e metodologias de avaliação requerem considerável julgamento e estimativas apreResultado financeiro líquido..................................................... (44.032)(49.292) (44.467)(50.079)
sentadas podem divergir se utilizadas hipóteses e metodologias diferentes. A Companhia e suas controladas
não aplicam em derivativos complexos, ou em quaisquer outros ativos de riscos. Os valores de mercado dos
27. Imposto sobre a Renda (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
ativos e passivos financeiros não divergem dos valores contábeis dos mesmos, na extensão em que foram
Os cálculos do IRPJ e da CSLL, estão sujeitos à revisão por parte das autoridades fiscais por exercícios e
pactuados e encontram-se registrados por taxas e condições praticadas no mercado para operações de natuprazos variáveis em relação à respectiva data do pagamento ou entrega da Declaração de Informações Ecoreza risco e prazo similares.
nômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ).
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Demonstrações Financeiras acompanhadas do relatório dos auditores independentes
NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2014 E 2013
(Valores expressos em milhares de Reais, exceto quando indicado de outra forma)
A Companhia e suas controladas estão expostas a diversos riscos financeiros inerentes à natureza de suas
operações. Dentre os principais fatores de riscos de mercado que podem afetar o negócio da Companhia,
destacam-se:
a)Risco de liquidez – O risco de liquidez consiste na eventualidade da Companhia e suas controladas não
disporem de recursos suficientes para cumprir com seus compromissos em função de diferença dos prazos
de liquidação de seus direitos e obrigações.
O controle da liquidez e do fluxo de caixa da Companhia e suas controladas é monitorado diariamente pela
área financeira, de modo a garantir que a geração operacional de caixa e a captação prévia de recursos,
quando necessária, sejam suficientes para a manutenção do seu cronograma de compromissos, não gerando riscos de liquidez para a Companhia e de suas controladas.
b)Riscos de crédito – O risco de crédito está associado à possibilidade do não recebimento de valores faturados
aos seus clientes e é atenuado pelo fato de que a sua carteira é composta, na sua grande maioria, por clientes
de grande porte e contratos de longo prazo com cláusulas de interrupção. Os valores demonstrados como vencidos e relacionados a contratos de curto prazo possuem repactuação de prazo de pagamento. Não há nenhum
histórico de perdas registradas em contas a receber desde a constituição da Companhia e de suas controladas.
c) Riscos financeiros – É o risco de que o valor justo ou os fluxos de caixa futuros de determinados instrumentos financeiros oscilem devido às variações nas taxas de juros e índices de correção. A Companhia gerencia o risco de mercado com o objetivo de garantir que ela e suas controladas estejam expostas somente
a níveis considerados aceitáveis de riscos dentro do contexto de suas operações.
29. Seguros
A Companhia e suas controladas avaliam a necessidade de contratação ou não de coberturas de seguros para
os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando
a natureza de sua atividade. As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo
de exame pela auditoria e, consequentemente, não foram examinadas pelos nossos auditores independentes.
30. Operação Lava Jato
A Administração da Companhia tem conhecimento de investigações realizadas por parte do Ministério Público
Federal e da Polícia Federal, em operação denominada “Lava Jato”, sobre supostas irregularidades cometidas
em contratações com a Petrobras. No âmbito de tais investigações, a Companhia disponibilizou documentos
e prestou os esclarecimentos requeridos, tendo, durante todo o tempo, esclarecido os fatos junto às autoridades competentes. Em 20 de fevereiro de 2015, após as referidas investigações, foi ajuizada pelo Ministério
Público Federal perante a Justiça Federal do Paraná, Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa n°
5006695-57.2015.4.04.7000. Através da referida ação pretende o Ministério Público Federal a aplicação das
penas previstas na Lei nº 8.429/92. Essa ação proposta pelo Ministério Público Federal encontra-se em fase
de apresentação de manifestações preliminares pelos réus, já tendo a Companhia se manifestado. Posteriormente ao ajuizamento da referida ação, o Ministério Público Federal ajuizou Ação Cautelar de Arresto com
pedido liminar, a qual foi deferida parcialmente para decretar a indisponibilidade de bens dos réus até o limite
de R$ 137.526.767,64 (cento e trinta e sete milhões, quinhentos e vinte e seis mil, setecentos e sessenta e
sete reais e sessenta e quatro centavos), valor do suposto dano apurado pelo Ministério Público Federal. Para
cumprimento da referida medida foi determinada a intimação dos réus para que, no prazo de 15 (quinze) dias,
apresentem em juízo rol de bens livres e desimpedidos sobre os quais recairá a ordem de indisponibilidade.
Em relação a estas garantias, importante ressaltar que a Companhia já está tomando todas as providências
necessárias ao seu cumprimento, bem como interposição de recurso. Ressalte-se que, em relação a estas
ações, terá a Companhia prazo para apresentação de sua defesa, bem como haverá a fase de instrução com
apresentação/produção de provas, o julgamento, e a possibilidade de manejar todos os recursos previstos em
lei às instâncias superiores, garantindo, portanto, o mais amplo e pleno direito de defesa. A Administração,
apoiada na opinião de seus advogados, conclui que ainda não é possível estimar a duração e o resultado das
referidas ações, em função de as mesmas terem sido iniciadas recentemente e de dependerem de eventos futuros. Entretanto, reconhece a possibilidade de vir a sofrer medidas punitivas em relação a estes ou quaisquer
outros assuntos relacionados, caso haja condenações.
31. Eventos subsequentes
De acordo com o disposto no Pronunciamento Técnico CPC 24, não houve eventos subsequentes relevantes
que ocasionassem ajustes ou divulgações especiais.
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Presidente:
J. Murillo Valle Mendes
Conselheiros:
Eduardo Mendes Moreira
Leonardo Bocchese Mendes
DIRETORIA
Diretor Presidente:
J. Murillo Valle Mendes
Diretor Vice-Presidente de Engenharia: Victório Duque Semionato
CORPO TÉCNICO
Contador:
Alexandre M. de Pinho Freitas
CRC MG 046.601/O-3
RELATÓRIO DOS AUDITORES INDEPENDENTES SOBRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
Aos Diretores e Acionistas da
Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A.
São Paulo – SP
Examinamos as demonstrações contábeis individuais e consolidadas da Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A. (“Companhia” ou “Controladora”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro
de 2014 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio
líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas
contábeis e demais notas explicativas.
Responsabilidade da Administração sobre as demonstrações contábeis
A Administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações
contábeis individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações contábeis
consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), emitidas pelo International
Accounting Standards Board (IASB), e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como
pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações contábeis livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
Responsabilidade dos auditores independentes
Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis individuais e
consolidadas com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais
de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria
seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis
estão livres de distorção relevante.
Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito
dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações contábeis. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações
contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera
os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis
da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não
para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria
inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas
contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis
tomadas em conjunto.
Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião
com ressalva.
Base para opinião com ressalva sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas
Conforme descrito na Nota Explicativa nº 30, a Administração da Companhia tem conhecimento da abertura de
processo administrativo movido pelo Ministério Público Federal em razão de investigações realizadas pela Polícia Federal, em operação denominada “Lava Jato”, sobre supostas irregularidades cometidas em contratações
com a Petrobrás. Adicionalmente, o Ministério Público Federal ajuizou Ação Cautelar de Arresto com pedido
liminar, a qual foi deferida parcialmente para decretar a indisponibilidade de bens da Companhia até o limite de
R$ 137.527 mil, valor do suposto dano apurado pelo Ministério Público Federal. A Administração, apoiada na
opinião de seus advogados reconhece a possibilidade de vir a sofrer medidas punitivas em relação a estes ou
quaisquer outros assuntos relacionados, caso haja condenações. Portanto, não foi possível concluir a respeito
de eventuais efeitos nas demonstrações contábeis, que possam advir destes assuntos.
Opinião sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas com ressalva
Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos do assunto descrito no parágrafo “Base para opinião com
ressalva sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas”, as demonstrações contábeis individuais e consolidadas acima referidas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição
patrimonial e financeira individual e consolidada da Mendes Júnior Trading e Engenharia S.A., em 31 de
dezembro de 2014, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa
individuais e consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de
relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) e as práticas contábeis adotadas no Brasil.
Outros assuntos
Demonstração do valor adicionado
Examinamos também as Demonstrações do Valor Adicionado (DVA), individuais e consolidadas, referentes ao
exercício findo em 31 de dezembro de 2014, preparadas sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como
informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram
submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis
individuais e consolidadas tomadas em conjunto.
São Paulo, 30 de junho de 2015.
BDO RCS Auditores Independentes SS
CRC 2 SP 013846/O-1
Francisco de Paula dos Reis Júnior
Paulo Eduardo Santos
Contador CRC 1 SP 139268/O-6
Contador CRC 1 MG 078750/O-3 S – SP
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