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SATANÁS SUA ORIGEM E MISSÃO

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SATANÁS SUA ORIGEM E MISSÃO
5ª Lição – SATANÁS - SUA ORIGEM E MISSÃO -2 livro
1
5ª LIÇÃO
SATANÁS
SUA ORIGEM E MISSÃO
A vida por si mesma é suficientemente difícil, sem nenhuma
força externa. Infelizmente, há uma força externa a governar contra
nós. Dentro das páginas da Santa Escritura, essa “força externa” é
identificada por uma variedade de designações. Mas provavelmente
a melhor conhecida e mais amplamente usada é Satanás. Desde
o primeiro livro da Bíblia até ao último, a existência de Satanás,
como um adversário real e literal é afirmada. Mas, exactamente,
quem é o diabo, Satanás? Quem o estabeleceu como o inimigo
fervoroso e diabólico de Deus e da humanidade? O que se sabe
acerca de sua origem específica? Por que se dispôs a si mesmo
contra Deus e contra o homem? E, qual é a sua missão? Estas são
perguntas que clamam por respostas, desde o coração do homem.
A ORIGEM DE SATANÁS
A Bíblia não aborda especificamente a origem de Satanás,
embora exista informação adequada para apresentar uma
conclusão bem razoável de como entrou em existência. Considere o
seguinte:
É Satanás Divino?
Embora bastante poderoso, Satanás não desfruta do estado da
divindade. A ideia deste facto está espalhada através das páginas
da Inspiração.
A divindade é eterna. As Escrituras falam “do Deus eterno”
(Deuteronómio 33:27), e de quem Seus “anos nunca terão fim”
(Salmos 102:27), e Quem é “o Alfa e o Ómega…, que é, e que
era, e que há-de vir” (Apocalipse 1;8). A divindade é omnipotente.
Ele é referido como “o Deus Todo-poderoso” (Génesis 17:1), o
qual não pode “ser restringido” (Job 42:2). Quem entenderia o
“trovão de seu poder?” (Job 26:13,14). Ele tem a força para criar
(Génesis 1:1; Isaías 45:12) ou destruir (II Pedro 3:10). Ele somente
contém o poder para infundir vida (Génesis 2:7) e para levantar aos
mortos (Efésios 1:20). A divindade é omnipresente. “[…] não há
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coisa criada que não seja manifesta em Sua presença; antes
todas as coisas estão nuas e patentes, aos olhos daquele com
quem temos que dar contas” (Hebreus 4;13). “Ele é Deus de
perto e de longe… Ele enche os céus e a terra” (Jeremias 23:
23,24). “Ele é capaz de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o
que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau” (Eclesiastes
12:14). A divindade é omnisciente. O salmista escreveu:
Ó Senhor, tu me sondaste, e me conheces. Tu conheces o
meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu
pensamento. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar; e
conheces todos os meus caminhos. Sem que haja uma
palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tu sabes tudo…
Tal conhecimento é para mim demasiado maravilhoso; tão
alto que não o posso atingir.” (Salmos 139:1-6).
Deus não somente sabe o passado e o presente, mas também o
futuro (Actos 15:18). Efectivamente “quão insondáveis são os
seus juízos, e quão difíceis os seus caminhos!”(Romanos
11:33).
Satanás, em comparação, não possui essas qualidades. Por
exemplo, ele não é omnipotente. As Escrituras afirmam: “Maior é o
que está em vós (Deus), que o que está no mundo (Satanás)” (I
João 4:4). Quando Ele buscou “cirandar” aos apóstolos como a
trigo, teve primeiro que “pedir” por eles (Lucas 22:31,32). Satanás
não é omnipresente. A sua posição como “deus deste século” (II
Coríntios 4:4) foi “entregue” a ele (Lucas 4:6).
Quando finalmente, Satanás for arrojado permanentemente ao seu
lugar de tormento eterno, o diabo será impotente de resistir
(Apocalipse 20:10), já que será preso (Apocalipse 20:2). A
omnipresença, por definição, não está restringida. Além disso,
Satanás não é omnisciente. Se nós somos suficientemente
entendidos da Palavra de Deus, e exercemos cuidadosamente esse
conhecimento para resistir-lhe, o diabo não possui um
conhecimento superior para vencermos, mas “fugirá” (Tiago 4:7;
Mateus 4:4). Ele não é suficientemente inteligente para nos burlar e
assim “arrebatar-nos” da mão do Senhor (João 10:28). A única
conclusão possível referente a Satanás é que ele não é divino. Mas
tal conclusão tem implicações sérias. Se Satanás não participa da
natureza da divindade, então, não pode ser eterno. Por
conseguinte, ele deve ser um ser criado.
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Foi Satanás Criado “Mau”?
Mas que foi Satanás originalmente? Quando foi criado? E, foi
criado “mau”? A evidência bíblica pode ser resumida, dizendo que
as Escrituras declaram categoricamente que todas as coisas, tal
como foram criadas originalmente, foram boas. Génesis 1:31
regista: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito
bom.”
Por conseguinte, seja o que tenha sido Satanás originalmente,
ele foi bom. Deus não criou Satanás como um adversário ou
malvado; dizendo melhor: Satanás fez-se mau.
Não obstante, alguns têm sugerido que o enunciado de Deus em
Isaías 45:7 - “que formo a luz e crio as trevas, que faço a paz e
crio a adversidade. Eu, o Senhor sou o que faço tudo isto” indica que Deus sim, de facto, cria coisas que são más. Este ponto
de vista resulta de mau entendimento do uso da palavra
“adversidade” no contexto da passagem. O enunciado obviamente
não pode ter referência à maldade moral, já que tal é contrária a
natureza santa de Deus (Isaías 6:3). Deuteronómio 32:4 descreve a
Jeová como o “Deus de verdade, e sem nenhuma iniquidade
nele”. Um exame profundo da passagem em Isaías revela que
Deus, através do profeta, esteve anunciando ao (ainda não nascido)
rei da Pérsia, Ciro, a Sua intenção para usar o monarca como um
instrumento para castigar.
Note em Isaías 45:7 como a palavra “adversidade (maldade) ”
é empregada em contraste directo com a “paz”. O ponto de Deus
foi: “Eu formo a luz e crio a obscuridade” [isto é, Eu controlo a
natureza]; Eu crio a paz e crio a adversidade [isto é, Eu também
controlo as nações]; Eu sou Jeová que faz todas estas coisas”.
Logo no capítulo 47, há um comentário que explica mais como
a palavra “adversidade” é usada no capítulo 45, versículo 7. No
versículo 11, enquanto descreve o juízo vindouro sobre a Babilónia,
Isaías disse: “Virá pois sobre ti mal, cujo nascimento não
saberás; cairá sobre ti o mal, que não poderás remediar; e
destruição que não sabes virá de repente, sobre ti”. O “mal”
que Deus “criou” foi destruição por causa da maldade do império
Babilónico. Em Isaías 31:1,2, Deus semelhantemente advertiu a
Israel que, se a nação hebreia seguisse adiante com a sua aliança
adversa com o Egipto, então, Ele traria “mal” (isto é, castigo) sobre
eles. Por conseguinte, como outro escritor observou: a “maldade”
pode ser usada com um significado puramente singular para
denotar dano físico (Jeremias 39:12), ou tempo de aflição (Amós
6:3), e esse é o seu significado em Isaías 45:7” (Jack-son, 1064,
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1:84). Quando a esposa de Job disse ao marido para maldizer a
Deus e morresse, ele respondeu: “Como sabe falar qualquer das
mulheres néscias, assim tens falado. Quê? Recebermos de
Deus o bem, e o mal não o receberemos?” (Job 2:10). O
significado das palavras de Job é claro: Não receberemos de Deus
castigo e correcção, assim como também inumeráveis bênçãos?
Deus criou o mal só no sentido de que Ele traz castigo ou
calamidade sobre aqueles que fazem o mal. O falecido, Don Rex A.
Turner escreveu referente a este ponto: “Portanto, em nenhum
sentido Deus criou moral criminal ou má. Portanto, em nenhum
sentido, Deus provocou ou causou a maldade em nenhum anjo ou
homem” (1989, p.79). Nós estamos de acordo.
É Satanás um Anjo Caído?
Existe evidência textual convincente na Bíblia que indica que
originalmente Satanás foi um dos anjos que habitava o reino
celestial, e que ele (com outros) se apartara de um estado justo e
se rebelaram contra Deus. Em duas distintas passagens do Novo
Testamento, se faz referência à rebelião entre os anjos do céu. O
apóstolo Paulo disse que “Deus não perdoou aos anjos que
pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno, os entregou às
cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo “(I! Pedro
2:4). Outro escritor inspirado do Novo Testamento escreveu: “E aos
anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a
sua própria habitação, reservou na escuridão e em prisões
eternas, até ao juízo daquele grande dia”. (Judas 6). Já que a
Bíblia também se refere a Satanás como “o príncipe dos
demónios” (Mateus 12:24), e fala do “diabo e seus anjos”
(Mateus 25:41), a única conclusão lógica é que Satanás é o líder de
um grupo de anjos rebeldes expulsos do céu para que finalmente
passem a eternidade no inferno.
De referências tais como estas, é claro que Deus criou os anjos
(exactamente como criou o homem) com os poderes e a razão e o
livre arbítrio, o qual fez possível para eles, tanto o pensar como o
eleger. Aparentemente, certos anjos escolheram erradamente, que
é a razão pela qual Pedro se referiu aos anjos “que pecaram”.
Mesmo João escreveu que o pecado é “anarquia” (transgressão da
lei de Deus; I João 3:4). Então, de alguma maneira, o pecado dos
anjos consistiu em quebrantar a lei de Deus por não manter a Sua
“própria morada”, mas pelo contrário apartaram-se de qualquer
posição apropriada que Deus havia estabelecido para eles.
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Já que a Escritura fala do “diabo e seus anjos”, chega a ser
razoável sugerir que Satanás foi o instigador, ou o líder (ou ambos)
desta rebelião celestial.
POR QUE SATANÁS SE DISPÔS A SI MESMO
CONTRA DEUS E DO HOMEM?
Em qualquer estudo sobre o Satanás, a pergunta é obrigada a
surgir: Porque é que Satanás se estabeleceu a si mesmo como o
inimigo fervoroso de Deus e do homem? Sem dúvida, uma porção
da resposta pode ser encontrada no facto de que ele também, uma
vez habitou no reino celestial, mas como resultado da sua rebelião
contra o grande “Eu Sou”, foi arrojado “ao inferno” (II Pedro 2:4). A
insurreição de Satanás falhou miseravelmente, e esta falha teve
consequências eternas graves. O seu intento obstinado de usurpar
a autoridade de Deus lhe custou a sua posição entre os anfitriões
celestiais e foi condenado a “prisões eternas de obscuridade”
(Judas 6). Finalmente, com sua sedição nada ganhou e lhe custou
tudo. Apesar do plano de batalha que ele adoptou para desafiar ao
Criador do Universo, apesar do campo de batalha que escolheu
como seu cenário de guerra, e apesar da fortaleza e o número do
seu exército, o simples facto é que – na contenda mais importante
da sua existência – ele perdeu! Mesmo, sua ira por ter sido
derrotado alimentou a sua determinação para contra atacar em
vingança
Mas contra atacar a quem? Seria inútil tentar uma segunda
revolta. O poder de Deus era tão grande, e a sua omnipotência tão
devastadora (Job 42:2; I João 4:4). Era necessário mais outro
objectivo; outro depósito mais de vingança satânica teria de ser
colocado. E, quem melhor para servir como receptor da indignação
injusta do inferno que a humanidade – a única criatura no Universo
feita “à imagem de Deus” (Génesis 1:26,27)? Por conseguinte, com
a criação do homem, a batalha continuou – e tem continuado desde
então.
Em sua batalha contra o Céu, Satanás não parará por nada;
esta é uma batalha “sem restrições onde o ganhador toma tudo”.
Por exemplo, observe o seu cruel engano a Eva (Génesis 3:1-6)
com suas consequências temporais e eternas de morte física e
morte espiritual (I Coríntios 15:21); Ezequiel 18:20). Recorde as
provas, tribulações e tragédias que visitaram o patriarca do Antigo
Testamento, Job (Job 1:2). Chore de tristeza ao ver o Grande
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Adversário convencendo com êxito a Judas para que traísse a seu
Senhor (João 13:2), tanto que Cristo se refere a ele como o “diabo”
(João 6:70). Ou, trema na consternação pela ruína potencial da
humanidade se Satanás tivesse tido êxito causando que Cristo
pecasse quando o tentou no deserto muitos anos atrás (Mateus 4:
1.11). Se Cristo tivesse cedido “não haveria mais sacrifício pelos
pecado” (Hebreus 10:26), o homem teria sido condenado –
destinado a habitar para sempre na obscuridade das trevas (Judas
13) no inferno.
Não se equivoque nisto. Satanás dispôs-se a si mesmo contra
Deus e do homem. Ele é o inimigo de Deus, e o inimigo fervente do
homem. Nada menos que uma vitória absoluta o satisfará; nada
menos que um inferno cheio com cada simples membro da raça
humana o satisfará. Ele é, efectivamente, “o inimigo” (Mateus
13:39).
POR QUE DEUS PERMITE QUE SATANÁS
CONTINUE EXISTINDO?
Enquanto que estudamos a este inimigo, outra pergunta mais
chega à nossa mente: Por quê Deus permitiu que Satanás continue
existindo? Que justificação possível poderia Deus ter para permitir
que alguém tão malvado continue vivendo? Parece que a resposta
tem que ver tanto com a natureza de Deus e a natureza dos seres
espirituais (anjos) que Ele criou. Há uma ideia com respeito a este
ponto no texto de Lucas 20:33-36. Nesta passagem, Jesus falou
dos justos que um dia morariam no céu e declarou que “eles não
podem morrer, pois são iguais aos anjos”. Se os justos que
morarão no céu não podem morrer, e se eles são iguais aos anjos,
então, logicamente se deduz que os anjos não podem morrer.
Nunca haverá um momento em que os espíritos dos anjos, dos
maus como dos bons, cessarão de existir. Muitos castigos e limites
prescritos têm sido passados sobre os espíritos maus, e muito mais
será passado sobre eles, mas eles sempre existirão.
Podem existir mais razões para a existência contínua de
Satanás que simplesmente a natureza imortal dos anjos. Talvez a
razão expressa nas palavras que o Senhor deu a Moisés para dizer
ao faraó ímpio: “Porque agora eu estenderei a minha mão para
ferir-te a ti e ao teu povo de praga, e serás tirado da terra. E na
verdade eu te pus para mostrar em ti o meu poder, e para que o
meu nome seja anunciado em toda a terra” (Êxodo 9:15,16).
Efectivamente, desde uma posição humana vantajosa e clara – o
prolongamento da maldade, mesmo por um período breve – não é
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visto nem como desejável ou ideal. Mas, como um autor concluiu,
Deus pode ter “permitido que Satanás retenha o seu poder,
temporalmente, até que Ele acabe de usá-lo para provar e purificar
as pessoas para a Sua glória e propósitos finais.” (Brown, 1974,91
[16]: 245).
Em João 9, se narra a história de m homem que tinha nascido
cego. Quando os discípulos de Jesus perguntaram pela razão de
sua desdita, Ele respondeu que isso foi assim para que “as obras
de Deus se manifestem nele” (João 9:3). Todas estas implicações,
não professamos saber, dando-nos conta de que as “coisas
secretas pertencem a Jeová nosso Deus” (Deuteronómio 29:29).
Pelas Escrituras se revelam informações suficientes para que nós
concluamos que a existência contínua de Satanás se deriva
logicamente da natureza imortal dos seres angélicos. Estas também
revelam que a existência do diabo não está em desacordo com o
plano eterno do Céu, já que às vezes isto proporciona
oportunidades para que a humanidade presencie a Deus obrando
no meio da Sua criação.
QUAL É A MISSÃO DE SATANÁS?
Se Satanás tivesse sido feito de carne e ossos, nós
poderíamos empregar a frase usada frequentemente para
descrevê-lo como “Um homem com uma missão”. Mas não deixe
que o facto de que ele é espírito em vez de carne o engane para
pensar que ele não tem uma missão. Com mais segurança, ele a
tem - e a tem desde o dia em que foi arrastado desde os portas
celestiais. Declarado simplesmente, essa missão é a destruição
completa de toda a humanidade no inferno.
Na Escritura, Satanás (nosso “adversário”; Zacarias 3:1)
vulgarmente é denominado por tais designações indecorosas como:
(a) o diabo (difamador; Mateus 4:1); (b) “o deus deste século” (II
Coríntios 4:4): (c) o pai da mentira (João 8:44): (d) o “Grande
Dragão” (Apocalipse 12:19); (e) “Belzebu” (príncipe dos
demónios; Mateus 12:24; (f) o “maligno” (Mateus 13:38); (g) “o
príncipe deste mundo” (João 12 :31; (h) o governador das
trevas (Efésios 6:12); (i) “o tentador” (I Tessalonicenses 3:5); “o
acusador dos irmãos” (Apocalipse 2:10; (J) um “homicida” (João
8:44); (l) “o inimigo” (Mateus 13:39); (m) “um leão rugente” (I
Pedro 5:8); (n) uma “serpente” (II Coríntios 11:13); (o) o “anjo do
abismo” (Apocalípse 9:11).
Os nomes de Satanás descrevem a sua missão. A sua meta
principal é afastar o homem de Deus fazendo-o pecar. O seu
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objectivo principal é fazer de todos os homens seus escravos,
roubando-lhes a sua liberdade que somente a Palavra de Deus
pode dar (João 8:32).
“RESISTI AO DIABO…”
É nossa batalha contra o inimigo de Deus e o fervente inimigo
do homem perdido? São os poderes do diabo tão grandes para
vencer? Simplesmente nos daremos por vencidos e levantaremos a
bandeira branca em derrota final? Qual será o final deste assunto?
Mesmo nós nunca deveríamos subestimar o poder e a
habilidade de Satanás; tampouco deveríamos subestimar o poder e
a habilidade do nosso Deus e de Sua Palavra. Satanás pode ter o
poder de nos tentar, mas Deus tem o poder de tirar-nos dessa
tentação (II Timóteo 2:26). Verdadeiramente, “o Senhor sabe livrar
da tentação aos piedosos” (II Pedro 2:9). Devemos dar conta que
mesmo, Deus tampouco permitirá que sejamos tentados mais do
que possamos resistir (I Coríntios 10:13).
Como adversários de Satanás, nós não devemos – não
podemos – ser “ignorantes das suas maquinações” (II Coríntios
2:11). Tampouco podemos ser de doble ânimo (Tiago 1:8). Nem
tíbios (Apocalipse 3:15,16). Sem dúvida, devemos estar alerta do
perigo existente que o nosso inimigo representa. Nós devemos
“vestir-nos de toda a armadura de Deus”, para que “possamos
estar firmes contra as manhas do diabo…” (Efésios 6:10-18).
Então, com tal armadura nós podemos “resistir ao diabo”(Tiago
4:7) e dizer com os fieis de todos os tempos: “Mas graças sejam
dadas a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor
Jesus Cristo” (I Coríntios 15:57).
CONCLUSÃO
Deus não somente atou a Satanás, mas também selou o seu
destino final. Nosso Senhor será vitorioso sobre o Grande
Adversário do Céu, porque “para isto apareceu o Filho de Deus,
para desfazer as obras do diabo” (I João 3:8). É por meio do
poder inerente da Sua própria morte e ressurreição que Ele
“destruirá ao que tinha o império da morte, isto é, ao diabo”
(Hebreus 2:14). O destino que espera a este tirano traidor é claro:
“E o diabo que os enganava foi lançado no lago de fogo e
enxofre, onde estavam a besta e o falso profeta; e serão
atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos”
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(Apocalipse 20:10). Um castigo eterno no inferno foi “preparado
para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41).
A promessa do pacto de Deus, feito com os nossos
antepassados em Génesis 3:5, será cumprido uma vez por todas:
“Ele [Cristo] ferirá a tua [Satanás] cabeça”. O paraíso perdido de
Génesis terá chegado a ser o paraíso recuperado de Apocalipse.
Com o reinado terreno de Satanás destruído, e a eterna promessa
dos santos de Deus seguros, então poderemos dizer com o
salmista: “Este é o dia que Jeová fez; nos gozaremos e
alegraremos nele” (Salmos 118:24).
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