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2016 ORÇAMENTO CIDADÃO - Ministério das Finanças

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2016 ORÇAMENTO CIDADÃO - Ministério das Finanças
REPÚBLICA DE ANGOLA
SUPLEMENTO ESPECIAL
ORÇAMENTO CIDADÃO
2016
Um Compromisso
do Executivo com o Cidadão
Ficha Técnica
Título
Edição:
Paginação e Design:
Fotografia:
Direcção Institucional:
Orçamento Cidadão 2016
Gabinete de Estudos e Relações Internacionais (GERI)
Gabinete de Comunicação e Imagem (GCI)
Gabinete de Comunicação e Imagem (GCI)
Armando Manuel, Minístro das Finanças
Ministério das Finanças (MINFIN)
Ministério das Finanças
Morada:
Telefone:
e-mail:
site:
Largo da Mutamba
[email protected]
www.minfin.gv.ao
O QUE E O PND?
2
p
PND
O
Plano Nacional de Desenvolvimento (PND)
2013-2017, elaborado com base na Estratégia
Nacional de Desenvolvimento de Longo Prazo
“Angola 2025”, é o primeiro plano de médio
prazo, concebido para ser o veículo principal do desenvolvimento económico e social do País. Este Plano deve
assim orientar e intensificar o ritmo e a qualidade do
desenvolvimento em direcção ao rumo fixado: aumentar
a qualidade de vida do Povo Angolano de Cabinda ao
Cunene, transformando a riqueza potencial que
constituem os recursos naturais de Angola em riqueza
real e tangível dos angolanos.
O Orçamento Geral do Estado para 2014 assume os grandes
Objectivos Nacionais fixados no PND:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
Preservação da unidade e coesão nacional.
Garantia dos pressupostos básicos necessários ao desenvolvimento.
Melhoria da qualidade de vida.
Inserção da juventude na vida activa.
Desenvolvimento do sector privado.
Inserção competitiva de Angola no contexto internacional.
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
CONCEITOS GERAIS
Orçamento Cidadão, o que é e para que serve? Como se elabora o OGE?
. O Cidadão trata-se de um documento resumo do Orça- . O Orçamento Geral do Estado (OGE) é formado pelo
mento Geral do Estado, nos seus pontos essenciais que
visa tornar acessível e compreensível a informação
sobre a gestão dos recursos público. Deste modo, o
Orçamento Cidadão é um dos instrumentos do Governo
para, no âmbito do seu compromisso de gestão transparente do erário público, fazer chegar ao cidadão as
linhas gerais do Orçamento Geral do Estado, garantido
uma maior participação do Cidadão nas fases do
processo orçamental. É assim que ao Longo do Orçamento Cidadão procura-se utilizar uma linguagem
simples e acessível a todos.
O que é o Orçamento Geral do Estado?
.O
Orçamento Geral do Estado é uma previsão das
receitas e despesas anuais do Estado. Engloba um
conjunto de documentos que, com forma de lei, apresentam a discriminação das receitas e despesas a efectuar durante um determinado ano. Inclui ainda a autorização concedida à Administração Financeira para
cobrar receitas e realizar despesas.
Orçamento Fiscal, da Seguridade e pelo Orçamento de
Investimentos Públicos. Existem princípios básicos que
devem ser seguidos para elaboração e controle do
Orçamento e que estão definidos na Constituições da
República. Ou seja, O Governo define no Projecto de Lei
Orçamental Anual, as prioridades da política sectorial e
as metas que deverão ser atingidas naquele ano civil e
deverá ser aprovada pela Assembleia Nacional. O
Governo através do Ministério das Finanças, avalia e
consolida as propostas do Projecto do Orçamento Geral
do Estado submetido ao Presidente da República e este
por sua vez remete à Assembleia Nacional para
aprovação.
O que são Receitas Públicas?
. Receita Pública é o montante total (impostos, taxas,
contribuições e outras fontes de recursos) em dinheiro
recolhido pela Administração Geral Tributária e depositada no Tesouro Nacional, incorporado ao Património do
Estado, que serve para custear as despesas públicas e
as necessidades de investimentos públicos.
Objectivo do PND
Qualquer Orçamento de Estado cumpre três conjuntos
de funções: económicas (permite uma melhor gestão
dos recursos públicos), e de eficácia, pois permite ao
Governo conhecerem a política económica global do
Estado), políticas (garante os direitos fundamentais dos
cidadãos, ao impedir que sejam tributados sem autorização dos seus legítimos representantes, e o equilíbrio
de poderes, já que, através do mecanismo de autorização política, a Assembleia da República pode controlar o Governo) e jurídicas (através de normas que
permitem concretizar as funções de garantia que o
Orçamento pretende prosseguir).
É usualmente formalizado por meio de Lei, proposta
pelo Poder Executivo, apreciada e ajustada pelo Poder
Legislativo (assembleia) na forma definida pela Constituição de acordo com os princípios de Unidade, Universalidade, Anualidade e Publicidade.
O que são Despesas Públicas?
. Despesa Pública é o conjunto de dispêndios realizados
pelos entes públicos para custear os serviços públicos
(despesas correntes) prestados à sociedade ou para a
realização de investimentos (despesas de capital). As
despesas públicas devem ser autorizadas pelo Poder
Legislativo, através do acto administrativo chamado
orçamento público.
O que é o Deficit ou Superavit orçamental?
. Superavit
é quando há um excesso de receita, em
relação à previsão, fazendo com que seja superior à
despesa, representando assim um benefício nas contas
públicas. Deficit é quando se regista uma receita inferior
à estimativa de receitas num determinado período,
fazendo com que as despesas fixadas sejam maiores às
receitas previstas. Em caso de superavit isto significa
poupança, enquanto o deficit, o Governo teria de recorrer a um financiamento adicional, endividando-se.
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
3
1º
Objectivo do PND
PRESERVAÇÃO DA UNIDADE E COESÃO NACIONAL
4
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
3
3
Os principais objectivos do Executivo neste âmbito são os seguintes:
•Melhorar as tendências demográficas e promover a
intervenção activa da população no processo de desenvolvimento e de reconstrução do País;
• Promover a satisfação de necessidades fundamentais
da população e a criação de uma maior eficiência e
competitividade da economia e do sector empresarial;
• Assegurar os pressupostos fundamentais para a
estratégia de reforço da democracia e da promoção do
desenvolvimento nacional;
• Implementar de forma progressiva um Programa de
Desconcentração e Descentralização Administrativa.
• Promover a dignificação dos Ex-Militares, em reconhecimento à sua participação da Luta de Libertação
Nacional;
• Combater os desequilíbrios territoriais existentes no
País, através do desenvolvimento de uma rede de pólos
de desenvolvimento, pólos de equilíbrio, plataformas de
internacionalização e eixos de desenvolvimento,
consolidados e potenciais.
• Assegurar a reinserção socioeconómica e profissional
dos ex-Militares.
Principais documentos
do OGE
Proposta de Lei do Orçamento Geral do Estado:
O
O processo de elaboração das propostas
orçamentais tem início com atribuição dos
Limites de Despesa aos Órgãos do Sistema
Orçamental e estes por sua vez procedem a
afectação do Limite de Despesa de cada Unidade
Orçamental. A base de dados do SIGFE, para a recolha
das propostas orçamentais, será aberta com as
células orçamentais do exercício económico anterior
e com valores “Zero”, sendo que, cada unidade Orçamental, em função das despesas a propor para o ano
previsto, poderá criar “Novas Células Orçamentais”.
No prosseguimento das melhorias do processo de
orçamentação, na elaboração das propostas orçamentais deve ser observada a metodologia de orçamentação por programas, como modelo de afectação
de recursos orçamentais às instituições do Estado.
6
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
A “Metodologia de Orçamentação Por Programas”
visando melhorar os padrões de eficácia e eficiência da
despesa pública, incentivando uma afectação de recursos públicos assente em prioridades e objectivos específicos, centrados na redução da pobreza e numa gestão
físico-financeira baseada em resultados. A Metodologia
de Orçamentação por Programas tem por objectivo:
I.
Estruturar as despesas em programas –
assegurando o melhor equilíbrio entre
custo, qualidade e prazo;
Lei do Orçamento Geral do Estado:
II.
III.
IV.
V.
VI.
VII.
Assegurar o alinhamento dos Programas
com os objectivos gerais e áreas
estratégicas do Plano Nacional de Desenvolvimento 2013-2017;
Proporcionar a afectação de recursos nos
orçamentos anuais de modo compatível
com os objectivos e estabelecidos no
Plano Nacional de Desenvolvimento e no
Cenário Fiscal de Médio Prazo;
Melhorar o desempenho na gestão da
administração pública, tendo como
elemento básico a definição de responsabilidade por custos e resultados de cada
programa;
Criar condição para a melhoria contínua e
mensurável da qualidade e produtividade
dos bens e serviços públicos;
Oferecer elementos para que as acções
de controlo interno e externo possam
relacionar a execução física e financeira
dos programas aos resultados da actuação do Executivo; e.
O Orçamento Geral do Estado para o
Exercício Económico de 2016, doravante
designado por Orçamento Geral do
Estado/2016, é elaborado e aprovado
nos termos dos prazos estabelecidos
pela Lei n.o15/10, de 14 de Julho, Lei do
Orçamento Geral do Estado. Lei que
aprova o OGE 2016 estimado em Kz
6.429.287.906.777,00 (Seis Trilhões,
Quatrocentos e Vinte e Nove Biliões,
Duzentos e Oitenta e Sete Milhões,
Novecentos e Seis Mil, Setecentos e
Setenta e Sete Kwanzas).
Síntese de Execução do OGE:
Publicadas mensalmente pela DGO,
apresentam dados sobre a liquidação
mensal da receita e da despesa para os
vários subsectores das administrações
públicas.
Conta Geral do Estado:
Documento que apresenta a comparação
dos valores orçamentados (receitas e
despesas) e o executado.
Dar maior transparência à aplicação de
recursos públicos e aos resultados
obtidos.
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
7
2º
Objectivo do PND
GARANTIA BÁSICA DOS PRESSUPOSTOS BÁSICOS
AO DESENVOLVIMENTO
8
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
9
Para garantir que todos os pressupostos básicos necessários ao desenvolvimento sejam
garantidos, os seguintes objectivos norteiam a actuação do Executivo:
•Adopção de medidas que viabilizam a manutenção da
inflação nos níveis de um dígito;
•Estabilidade cambial e esvaziamento da função do
mercado paralelo;
• Obtenção de saldos orçamentais correntes positivos e
saldos orçamentais globais (excluindo investimentos
públicos de
tipo estruturante) em relação ao PIB, próximos do
equilíbrio;
• Alcançar níveis elevados de emprego, produtividade e
competitividade, bem como a valorização e a diversificação
estrutural da economia angolana.
• Promover o acesso de todos os angolanos a um
emprego produtivo, qualificado, remunerador e socialmente útil e
assegurar a valorização sustentada dos recursos
humanos nacionais;
Origem e Aplicação dos
Recursos
Fonte de Receitas do Estado:
As principais fontes de receita pública do Orçamento Geral do Estado são a receita fiscal, as contribuições para a
segurança social pagas pelas entidades empregadores (8% do salario bruto) e pelos trabalhadores (3% do salario
bruto, as receitas), e doações.
6 500
5 500
4 500
3 500
2 500
1 500
500
- 500
10
p
•
•
•
•
•
•
•
•
6 429,29
Receitas do
OGE 2016
(mil milhões de Kz)
1 689,73
•
Receitas
Petrolíferas
1 545,38
•
Receitas Não
Petrolíferas
1 395,18
1 517,98
•
•
Receitas de
Receitas de
Financiamento Interno Financiamento Externo
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
281,03
•
Outreas
Receitas
•
OGE 2016
Despesas do OGE 2016 (mil milhões de Kz)
6 500
5 500
4 500
3 500
2 500
1 500
500
- 500
•
•
•
•
•
•
•
•
6 429,3
3 480,09
1 743,51
1 497,19
815,50
995,19
•
Correntes
•
Pessoal
•
Bens e Serviços
680,17
307,35
•
Juros
Receitas Tributarias previstas para 2016:
Expressas em mil milhões de Kwanza
1- Receitas Tributária
1.1 - Impostos
1.1.1- Impostos Sobre Rendimentos
Imposto Sobre o Rendimento do trabalhador por Conta de Outrem
Imposto Sobre o Rendimento do Petróleo
Imposto Industrial
1.1.2- Imposto Sobre o Património
Imposto Predial Urbano
Imposto Sobre Sucessões e Doações
1.1.3- Imposto Sobre a Produção
Imposto Sobre Produção da Indústria Petrolífera
Imposto Sobre Produção de Diamantes
Imposto Sobre Produção de Produtos Diversos
1.1.4- Imposto Sobre o Consumo
Imposto Sobre o Consumo de Bens
Imposto Sobre o Consumo de Serviços
Imposto de Selo
1.2- Taxas Custas e Emolumentos
1.3- Receita Parafiscal
1.4- Contribuições
1.5- Receita Patrimonial
2- Receitas de Capital
OGE 2016
2 295,88
1 973,72
1 054,42
213,62
368,50
416,54
46,99
45,07
0,35
165,42
158,23
6,95
0,24
431,95
248,64
35,48
147,83
82,42
•
Transferências
•
Investimentos
•
390,08
•
Amortização
da dívida
•
Outras
OGE 2016
Reforma dos Subsídios:
A
evolução das despesas com os
subsídios, nos últimos anos, tem
constituído motivo de preocupação. A nível orçamental, chegaram a atingir 5,9% do PIB entre 2013 e
5,4% do PIB em 2014. Neste contexto, o
Governo deu início a estratégia de
redução da carga dos subsídios aos
preços, ao introduzir até então três
ajustamentos, em Setembro e Dezembro de 2014, e o terceiro em Abril do
corrente ano. De acordo com as
previsões,
as
despesas
com
subvenções poderão se reduzir a cerca
de 2,6% do PIB em 2016.
Peso dos Subsídios aos combustíveis no PIB
48,28
191,47
1 182,10
2 915,46
2016 Exec.
2,6
5,9
2013 Exec.
2014 Exec.
5,4
1,7
2015 Exec.
O Equilíbrio
Fiscal é uma
prioridade
do Governo
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
11
3º
3
Objectivo do PND
MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA
12
8
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
13
O Executivo busca incessantemente a elevação da qualidade de vida de toda a sociedade por
intermédio de uma melhor distribuição do rendimento nacional, transformando a riqueza
potencial que constituem os recursos naturais de Angola em riqueza real e tangível dos angolanos. Assim, as seguintes acções serão desenvolvidas:
• Continuar a desenvolver e consolidar as acções que
visam uma melhor repartição do rendimento nacional;
• Melhorar a implementação, de forma integrada, dos
programas de rendimento mínimo e outras formas de
protecção
social.
ACTUAL CENÁRIO ECONÓMICO vs. OGE 2016
Pressupostos Macroeconómicos para 2016:
Evolução do preço médio do petróleo
Evolução das Ramas Angolanas e Brent
93,21
98,21
88,05
98,05
104,23
109,98
103,40
108,19
106,15
107,95
111,97
109,08
105,20
108,13
107,64
106,75
107,11
107,02
108,74
106,91
107,71
107,93
110,64
107,85
110,92
110,01
109,30
110,20
111,03
102,57
107,73
102,00
107,22
100,63
103,38
103,27
88
106,73
98
114,07
108
103,43
118
109,48
115,94
128
70,15
84,50
78
68
fev
/1
m 3
ar/
13
ab
r/1
m 3
ai/
1
jun 3
/1
3
jul
/1
3
ag
o/
1
se 3
t/1
3
ou
t/1
no 3
v/
1
de 3
z/
1
jan 3
/1
4
fev
/1
4
m
ar/
1
ab 4
r/1
4
m
ai/
14
jun
/1
4
jul
/1
4
ag
o/
1
se 4
t/1
4
ou
t/1
4
no
v/
1
de 4
z/
1
jan 4
/1
fez 5
/1
5
m
ar/
1
ab 5
r/1
m 5
ai/
1
jun 5
/1
5
jul
/1
5
ag
o/
1
se 5
t/1
ou 5
t/1
no 5
v/
1
de 5
z/
15
46,60 41,76
49,60 44,74
47,30 42,48
46,70 41,90
42,54
46,00 41,22
46,00
41,04
40,52
45,20 40,44
45,30
38,41
38,91
44,50
43,70
38
43,20
53,38
48
42,70
57,33
67,75
58
Para o ano 2016
prevê-se a
manutenção do
quadro macroeconómico
restritivo observado ao longo de
2015, marcado
pela trajectória
instável do preço
do petróleo
Brent nos
mercados
internacionais.
Diferença
Brent
Ramas Angolanas
Por outro lado, as previsões de médio prazo para preço do petróleo apontam para uma recuperação lenta do preço, devendo o mesmo apresentar uma tendência crescente, mas estabilizando
abaixo dos US$ 70.
A tabela a seguir apresenta as hipóteses técnicas de partidas subjacentes ao quadro macroeconómico 2016.
14
8
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
2016
2013
2014
2015
Est.
Est.
PND
96,6
98,3
99,1
125,98
100,1
7,7
7,5
7
13,8
7
11 - 13
Produção Petrolífera (MBbl )
626,3
610,2
732,5
657,7
760,3
689,4
Produção Petrolífera (MBbl ) /dia
1,716
1,617
2,01
1,802
2,083
1,888
Preço Médio do Petróleo (US$/Bbl)
107,7
96,9
92
53
INDICADORES
Taxa de Cambio (Kz/US$)
Inflação (%)
Q
2015
(PME-Outubro )
PND
89,9
Presupostos
Técnicos
45
uanto a inflação e de taxa de câmbio, com a manutenção de tendência de queda do preço do petróleo,
assim como das expectativas dos agentes económicos sobre a dinâmica futura do canal de transmissão
taxa de câmbio, esperam-se ajustamentos na economia, alinhando-se assim gradualmente a devolução
da tendência da taxa de inflação para o centro de gravitação de 7,7% previsto no PND 20113-2017.7
Evolução da taxa de inflação
15
13,8
13
Inflação
observada
11
•
9
9
7
7,69
8
•
7,48
5
3
1
-1
-3
Atual conjuntura de valatilidade nos preços das comodities, sobretudo do preço do petroleo, impõe a gestão macroeconomica a assunção de um custo que se traduz numa maior inflação, contrariamente ao custo da manunteção da inflação a um
digito (vg. exaustão dasreservas fiscais, insustentabilidade fiscal e macroeconomica), num constragimento estruturais, que
limitam a expansão da produção e/ou uma maior velocidade de circulação da moeda.
Desvio da Meta; pontos
percentuais
-1,31
7 PND
•
6,8
-0,52
(-) Inflação abaixo do previsto no PND; (+) Inflação acima do previsto no PND
-5
2011
2012
2013
2014
2015 P
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
15
Crescimento económico previsto para 2016:
De acordo com
as previsões
mais recentes,
espera-se para
2016, o crescimento do PIB
real de 3,3%.
Este crescimento esperado do
PIB real em 2016
é sustentado
tanto pelo
crescimento de
4,8% previsto
para a produção
petrolífera, bem
como pelo
crescimento de
2,7% do sector
não petrolífero.
18
15
12
PIB não Petroleo
9
8,3
6
7,8
8,2
4,8
4,8
4,0
4,1
3
3,3
PIB Global
2,7
2,4
0
-2,0
-3
PIB Petrolifero
-2,6
-6
2003 - 2007
R
2009 - 2013
2014
2015
2016
elativamente ao crescimento previsto de 7,5% no PND 2013-2017 para o ano 2016, o crescimento
acumulado de 3,3% representa um agravamento, traduzindo um desvio na ordem dos 4,14pp.
A tabela abaixo apresenta uma síntese dos números do crescimento real para 2016, e as contribuições
dos principais agregados macroeconómicos para a taxa de crescimento real global do PIB, bem como
os níveis esperados para o PIB em termos nominais.
2013
2014
2015
2016
PIB
6,8
Agricultura
Pescas e derivados
42,3
2,4
4,8
4
3,3
11,9
19,1
2,5
2
4,6
0,2
Diamantes e outros
Petróleo
3,3
-0,9
1
-2,6
3,2
1
7,8
4,8
8,6
8,1
8,1
8
2,6
3,5
3,1
3,1
34,4
17,3
12
20
2,4
0
PIB Real e Componentes da Produção (%)
Indústria transformadora
Construção
Energia
7
8
2,2
0,7
6
1,1
-0,3
-0,8
2,3
Serviços mercantis
Outros
Contributos para o crescimento do PIB (%)
Sector Petrolífero
16
p
Sector Não Petrolífero
PIB Nominal (mil milhões de Kz)
7,2
12 056,34
5,6
12 462,32
dos quais: Não Petrolífero
7 238,60
8 158,00
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
1,7
12 745,61
9 495,90
1,5
1,9
14 410,09
11 108,40
4º
Objectivo do PND
INSERÇÃO DA JUVENTUDE NA VIDA ACTIVA
17
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
18
A Juventude é prioridade nas acções do Executivo que, através de políticas específicas, busca
promover a sua inserção e participação activa nos processos de transformação política, social,
económica e cultural do País. Destaques nesta esfera incluem:
• Promover soluções para os principais problemas da
juventude e alcançar os grandes objectivos de democracia participativa e de desenvolvimento social;
• Promover a qualificação e formação profissional de
jovens e adolescentes, visando a sua inserção no
mercado de trabalho e na vida económica.
Orçamento Geral do
Estado 2016
19
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
2011
25,8
23,8
41,9
35,33
39,9
40,22
36,5
42,66
36,2
45,58
D
urante o período 2011-2014, as receitas
fiscais em percentagem do PIB registaram uma tendência de queda, esperando-se a mesma evolução no corrente
ano. Não obstante, a despesa apresentar, no
mesmo período um comportamento estável
com ligeiros aumentos, a mesma observou
2pp em 2014, tendo atingindo os 41,9% do PIB.
Para 2015, as estimativas são de que, a despesa venha a estabelecer-se em 25,8% do PIB,
cerca de 38,4% abaixo do nível registado em
2014, reflectindo uma queda importante,
justificada pelo ajustamento fiscal realizado no
início de 2015, devido a queda do preço do
petróleo. Os dados preliminares de feicho para
o ano de 2015, indicam um défice de cerca de
2%
% do PIB
Síntese do Desempenho Fiscal e Perspectivas para 2016:
2012
2013
2014 2015 Prel.
Receita Fiscal
Despesa Total
As projecções fiscais de médio prazo foram preparadas
para o horizonte 2013-2017, em consonância com o
PND 2013-2017. As projecções disponíveis para o encerramento do primeiro ciclo do Quadro Fiscal de Médio
Prazo apontam para a ocorrência de um défice de 5,5%
em 2016, justificado pela necessidade de se dar
continuidade a Agenda do Executivo, em particular, no
domínio das infra-estruturas, com impacto macroeconómico.
Composição das receitas em % do PIB:
Receita Total
Petrolíferas
Não Petrolíferas
10,1
11,5
40,2
30,1
35,3
12,8
12,7
23,8
24,7
25,4
11,9
12,7
PIB % em
Componentes
PIB % em
Componentes
PIB % em
Componentes
PIB % em
Componentes
2013
2014
2015
2016 Prevista
8 000,00
120,00
7 000,00
2012
Exportação de Petróleo
2013
2014
Receita Petrolífera
60,00
40,00
40,00
1 616,26
4 734,97
2 969,78
1 000,00
6 249,01
2 000,00
3 629,83
3 000,00
6 460,53
4 000,00
80,00
77,00
4 102,67
5 000,00
100,00
98,00
96,00
6 719,25
6 000,00
20,00
2015 Prel
(Setembro)
Evolução do
sector
petrolífero e
seu impacto
sobre as
receitas
petrolíferas:
0,00
Preço de Referência Fiscal
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
20
Despesa Total
Corrente
Composição
das despesas
em % do PIB:
Capital
12,5
11,4
5,7
8,9
41,9
39,9
29,4
28,5
30,2
29,6
20,7
24,5
PIB % em
Componentes
PIB % em
Componentes
PIB % em
Componentes
PIB % em
Componentes
2013
2014
2015
2016 Prevista
Evolução do
saldo fiscal:
As perspectivas de fecho
2015, indicam que o
défice global será de
4,2% do PIB, cerca de 2,8
% abaixo do défice
inicialmente previsto no
âmbito OGE 2015 Revisto.
Esta melhoria do Saldo
fiscal resulta da queda de
21,6% despesa pública,
face ao ano 2014, ao
atingir em 2015 cerca de
Kz 3.776,2 milhões. A
despesa corrente
estima-se em Kz 2.639,7
mil milhões (20,7% do
PIB) e a despesa de
capital estima-se que venha
situar-se em Kz 1.136,5 mil
milhões, correspondendo a 8%
do PIB.
21
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
5º
Objectivo do PND
APOIO AO EMPRESARIADO NACIONAL
22
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
23
Os objectivos do Executivo no âmbito da promoção do empresariado nacional envolvem:
• Valorizar a capacidade empreendedora como
alicerce do desenvolvimento sustentável;
• Incrementar o volume de investimento privado, de
origem nacional e estrangeira, e incentivar a localização no País de investimento estruturante que
promova os objectivos específicos da sua estratégia de
desenvolvimento;
• Assegurar o funcionamento transparente e competitivo dos mercados;
• Melhorar a eficiência das indústrias de rede e dos
mercados financeiros.
Os principais incentivos ao desenvolvimento do sector privado nacional estão
consubstanciados:
• Na disponibilização de crédito subsidiado;
• No apoio das instituições públicas, tais como o
INAPEM, no desenvolvimento de projectos de investimento;
• Na actuação do BDA no fomento á agricultura e à
indústria.
24
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
ORÇAMENTO GERAL DO ESTADO 2016
Para o OGE 2016, esta prevista, em valores absolutos, a arrecadação de Receitas Fiscais em cerca de Kz 3.514,5 mil
milhões e Despesas Fiscais fixadas em cerca de Kz 4.295,7 mil milhões, correspondendo, respectivamente, a 24,7%
e 30,2% do PIB. Com efeito, em valor absoluto, prevê-se um Défice Global de Kz 781,2 mil milhões, ou seja, cerca de
5,5% do PIB.
24,7
30,2
Défice Previsto
para 2016
Défice Estimado
para 2015(Prel.)
-2,0
Receita Total 2016
RECEITA
Despesa Total 2016
-5,5
Expressas em mil milhões de Kwanza
Total Geral
Relativamente a receita prevista no OGE 2016, espera-se um crescimento do nível geral de receitas de cerca
de 31%, comparativamente ao OGE 2015 Revisto, em
consequências do crescimento das receitas petrolíferas
em cerca de 63%, enquanto para as receitas não
petrolíferas espera-se um crescimento de aproximadamente 8%.
DESPESA
Quanto as despesas, comparativamente ao OGE 2015
Revisto, a presente proposta orçamental para 2016
reflecte um cenário mais optimista, prevendo-se um
crescimento da despesa total em torno de 22,8%. A
despesa de capital cresce em cerca de 28,1%, todavia,
destaca-se a despesa com os subsídios, para as quais
se pretende a contínua redução do seu peso a nível
orçamental, relevando-se a continuidade da reforma da
subvenção aos combustíveis, por forma a criar espaço
fiscal para acomodação das opções de política.
OGE 2016
6429,29
3 -Despesas Correntes
3.1-Despesas com o Pessoal
3.2-Contribuições do Empregador
3.3-Despesas em Bens e Serviços
3.4-Juros
3.5-Subsídios e Transferências Correntes
3.5.1-Subsídios
3.5.1.1.0.1-Subsídios a Preço
3.5.2-Transferências Correntes
4-Despesa de Capital
4.1-Investimentos
4.2-Transferência de Capital
4.3-Despesas de Capital Financeiro
4.3.1-Aplicação em Activos Financeiros
4.3.2-Amortização de Passivos Financeiros
4.3.3-Outros de Passivos Financeiros
4.9-Outras Despesas de Capital
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
3 390,09
1 420,45
76,92
905,19
307,35
680,17
370,07
319,23
310,10
2 940,20
751,01
182,93
2 000,14
256,63
1 743,51
216,41
15,11
p
25
Despesas Fiscais (Isenções Fiscais)
Esta prevista para o ano de 2016, a realização de despesas com pessoal do montante de KZ 1.497,4 mil milhões,
para o consumo de bens e serviços cerca de Kz 905,2
mil milhões, pagamento de juros e transferências
correntes no montante de Kz 307,4 mil milhões e Kz
680,2mil milhões, respectivamente e Kz 815,6 mil
milhões em investimentos.
26
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
O esforço do Executivo para a diversificação da economia vem contemplando a concessão de isenções
fiscais. Para o ano de 2016, as isenções fiscais previstas
são no montante de Kz 69,48 mil milhões, representando 1,1% do total do OGE.
6º
Objectivo do PND
INSERÇÃO COMPETITIVA DE ANGOLA NO MERCADO
INTERNACIONAL
28
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
29
Estratégia para inserir
Angola no Mercado
internacional engloba:
• A promoção da integração regional com liderança –
actuando de forma activa nas negociações para a
formação do mercado comum regional;
• Tomar iniciativas políticas para garantir a segurança e
a estabilidade política regional;
• Reforçar a posição geoestratégica do País,
afirmando-se como plataforma de articulação
entre a SADC a CEEAC e a região do Golfo da Guiné.
Para concretizar estes objectivos,
serão implementadas acções voltadas
para:
Criar condições favoráveis para a modernização
do País e para a melhoria da competitividade de
Angola num mundo cada vez mais globalizado e
incerto;
• Participar e influenciar o processo regional de criação
de uma ordem justa e democrática em África e no mundo,
procurando soluções colectivas para os problemas do
continente e para os problemas internacionais na base do direito
internacional e reconhecendo um papel central à União Africana e à ONU;
• Contribuir para a eliminação de focos de tensão e conflitos bem como para a prevenção dos mesmos,
nomeadamente nas regiões circunvizinhas;
• Proteger os interesses do País no exterior e promover a imagem de Estado democrático e de direito, de
economia social de mercado e com uma política externa independente
30
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
LEITURA FUNCIONAL E TERRITORIAL DO OGE 2016
Contrabando de combustíveis:
O
contrabando de gasolina, gasóleo, petróleo iluminante e lubrificantes causa graves prejuízos à economia
nacional. Provoca escassez de combustíveis, desvia as despesas alocadas nos subsídios ao preço dos
combustíveis para fora do território nacional. Os comerciantes ilegais, para fugirem ao controlo das
autoridades policiais e aduaneiras, utilizam, na calada da noite, as desguarnecidas zonas fronteiriças
para fazer chagar o combustível contrabandeado nas regiões de Boma e Muanda, no Baixo Congo, e mesmo Kinshasa, a capital da RDC e em outras regiões do continente.
Quantidade/Litros
2010
Gasóleo
43 605,00
2011
Gasóleo
2012
Gasóleo
Petróleo
Gasóleo
Gasolina
Patróleo
Querosene
Gasóleo
Gasolina
149 025,00
44 990,00
17 240,00
134 100,00
59 022 433,00
400,00
77 648 844,00
139 410,00
23 274,00
2013
2014
Contrabando de
combustível entre
2010 à 2014
O combustível é um produto subvencionado
pelo Estado angolano, que gasta avultadas
somas monetárias para garantir a venda
dos derivados do petróleo à população
Angolana, daí a necessidade de estancar
esta prática, para que a população beneficie
deste produto.
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
31
Leitura Territorial das Despesas:
Cabinda
53,75
Cuanza Norte
61,67
Zaire
54,12
Uige
67,14
Bengo
34,32
Luanda
287,92
Lunda Norte
49,66
Malanje
88,03
Lunda Sul
46,36
Cuanza Sul
55,45
Benguela
90,81
Huambo
81,86
Bie
65,72
Moxico
57,29
Huila
77,56
Namibe
45,77
Cunene
41,57
Cuando Cubango
53,63
0
x
40
40
x
60
60
x
80
80
x
100
Valores em mil milhões de Kwanzas
No tocante a despesa, para 2016 está centrada maioritariamente na província de Luanda, estando de seguida as
províncias de Benguela, Malange e Huambo. No entanto, observa-se que as despesa em províncias como Uíge,
Cuanza Norte, Bié, e Huíla ganham cada vez mais importância, o que espelhando a dinâmica do executivo na alocação
de forma gradual de um volume cada vez maior de recursos às demais províncias.
32
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
MAIOR RIGOR NA GESTÃO DOS RECURSOS
Como racionalizar as
nossas despesas:
Para conseguir economizar dinheiro, basta gastar
menos do que se ganha. É
claro que, na prática,
seguir essa regra é bem
mais difícil, mas, existem,
sim, formas mais fáceis
de administrar melhor
suas finanças.
O primeiro passo para economizar dinheiro passa pelo pagamento das dívidas, deve ser sua grande prioridade financeira e em segundo programar as poupanças, dificilmente conseguirá economizar dinheiro se deixar essa tarefa para
o final do mês.
Realizar sempre que possível pagamentos à vista e monitorar o seu orçamento ao longo do mês e desfazer-se dos
gastos desnecessários por meio do estabelecimento de prioridade nas tuas despesas e assim guardar dinheiro para
o que realmente necessitas.
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
33
Leitura Funcional das
Despesas:
3 500
3 000
2 500
Mil Milhões de Kz
2 000
1 500
1 000
500
0
Sector Social
Sector Económico
Defesa, Seguraça
Serviços Públicos
e Ordem Pública
Gerais
OGE 2014
2 175,06
1 423,72
1 194,12
2 465,48
OGE 2015 Rev.
1 772,90
584,40
847,30
2 249,40
OGE 2016
1 985,33
631,03
925,87
2 887,06
Na perspectiva funcional
da despesa (excluídas as
operações financeiras), o
sector social representa
43,2%, Serviços Públicos
Gerais 22,9%, funções
Defesa, Segurança e
Ordem Pública 20,2% e
Económica 13,7%.
O peso do sector social resulta da necessidade de garantia da manutenção serviços públicos de saúde, de educação
e de assistência social a crianças e idosos, de formas a assegurar a contínua implementação do Plano Nacional de
Desenvolvimento 2013-2017. Face ao ano 2015, as despesas com o sector social deverão crescer em 12%.
Composição Funcional do Orçamento
(excluindo Operações de Dívida) -em percentagem
1 985,22
Sector Social
Serviços Públicos Gerais
Defesa Segurança e Ordem Pública
Sector Económico
43,2
22,9
20,2
13,7
O peso do sector social
resulta da importância da
operação e manutenção
das instituições prestadoras de serviços públicos
de saúde, de educação e
de assistência social a
crianças e idosos,
1 052,61
925,87
631,03
Sector Social
Serviços Públicos
Gerais
Defesa, Segurança
e Ordem Pública
Sector Económico
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
34
QUALIDADE NAS DESPESAS
Melhores práticas de contratação pública:
Maior eficiência nas despesas pública:
O Serviço Nacional da Contratação Pública (SNCP)
adoptou, partir de 2013, um conjunto de tarefas, desde
as acções de formação ministradas às Entidades Públicas Contratantes, o apoio às Entidades Públicas
Contratantes em matéria de contratação pública, a
criação do Portal da Contratação Pública e do primeiro
Boletim Estatístico da Contratação Pública Angolana
(BECPA), a elaboração de projectos de diplomas legislativos que promovam políticas e boas práticas de
contratação pública. Estamos expectantes de que a
Proposta de Lei dos Contractos Públicos e seus regulamentos, a implementação da contratação centralizada
por intermédio dos acordos-quadro e da contratação
electrónica irão alicerçar mais a aplicação dos
princípios gerais transversais à Administração Pública,
para alcançarmos o rigor e transparência nas aquisições públicas.
Todo o programa público deve gerar benefícios visíveis
para o país, ao passo que os custos são pagos por todos
os contribuintes, de forma extensiva. Os gastos públicos
devem estimular o crescimento sustentável da economia. Maior racionalidade nas despesas públicas,
portanto, provoca maior crescimento do PIB.
Maior eficácia no pagamento dos salários:
No âmbito da revisão de Orçamento Geral do Estado
(OGE) 2015, o Governo avançou com várias medidas de
contenção das despesas, mas com a garantia de
manter "constante" os gastos com os salários do sector
público. No entanto, para imprimir maior qualidade nas
despesas com os salários no sector público, foi aprovada por um decreto-executivo conjunto dos ministérios
das Finanças, da Administração do Território, e da
Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, de
04 de Setembro, a criação de brigadas para a recolha e
armazenamento dos dados pessoais, tendo como finalidade a identificação biométrica e a actualização dos
dados dos funcionários Público, de modo a garantir o
controlo eficaz e permitir que o pagamento de salários
seja efectuado somente aos funcionários públicos
devidamente registados no Sistema Integrado de
Gestão Financeira do Estado.
35
p
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
Maior eficiência do gasto público é necessário para que
o país possa obter maior crescimento económico, mais
renda, menor desigualdade, mais oportunidades de
trabalho e bem- estar para as populações.
50,0
40,0
30,0
20,0
10,0
0,3
0,0
-10,0
-6,6
2013
2014
2015
Despesa Total (% do PIB)
2016
2013
2014
-4,2
-5,5
2015
2016
Saldo Global (% do PIB)
No contexto do Programa de Diversificação da
Produção Nacional, para 2016 está será concretizada
uma reforma estrutural na agricultura, dando maior
amplitude a mecanização agrícola voltada para o
aumento da produtividade, o aprofundamento das
sinergias entre o Banco de Desenvolvimento de Angola
(BDA) e as Instituições Multilaterais de apoio ao desenvolvimento do agronegócio, geradores de externalidades positivas que potenciam os esforços de combate
a pobreza. Com efeito, o limite das garantias públicas
disponíveis para o ano de 2016 será maioritariamente
voltado para operações do sector agrícola.
VEICULOS DE FINANCIAMENTO DA ECONOMIA
O crédito estimula o investimento, a criação de
novos negócios e serve de impulsionador aos
negócios já existentes. Em um cenário económico
desfavorável, fruto das pressões da queda dos
preços do petróleo nos mercados internacionais,
urge a necessidade de diversificar-se a economia
nacional.
Programa Angola Investe: Tem como principal objectivo a criação em Angola de um tecido empresarial nacional
fortalecido, sobretudo ao nível das Micro Pequenas e Médias Empresas (MPME), que sejam geradores de emprego e
de riqueza para os angolanos.
O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA): Dentro do seu programa de financiamento com taxas de juro
atractivas tem privilegiado financiamentos até 90% dos investimentos direccionados para os sectores da Agricultura; Indústria; Comércio e Prestação de Serviços, a taxa de juros de 6,7% ao ano.
Linha especial de crédito agrícola: No quadro do programa de fortalecimento dos pequenos e médios produtores
agro- pecuários, o Executivo aprovou uma linha de crédito para apoio a estes produtores, no valor em Kwanzas equivalente a USD 350.000.000,00, dos quais USD 150.000.000,00 para o Crédito Agrícola de Campanha (CAC) e USD
200.000.000,00 para Crédito Agrícola de Investimento.
O CAC é concedido pelos Bancos Operadores (BPC; BCI; BSOL e BAI Micro Finanças) a taxa de juro de 2% ao ano. O
CAI é concedido pelo BDA a taxa de juro de 3,4%.
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
36
Fundo activo de capital de risco (FACRA): Oferece financiamento para as Micro Pequenas e Médias Empresas, no
montante em Kwanza equivalente a USD 8.000.000,00, num período de vigência de 3 a 7 anos e participações
minoritárias até 49% sobre o valor do projecto.
Fundo de garantia de crédito (FGC): Criado considerando a necessidade das sociedades de garantia de crédito
desenvolverem a sua actividade com eficiência, assim como os agentes económicos obterem garantias no financiamento das suas operações. Os beneficiários são as MPME certificadas pelo INAPEM. O fundo cobre até 70% do valor
do empréstimo, os restantes 30% cobertos pelo cliente sob a forma de garantias pessoais ou consignação de receitas, tem como encargo a comissão de 2% ao ano, cobrada ao beneficiário pelo benefício da garantia.
A REFORMA NA AGRICULTURA
É
objectivo do Governo, a criação de condições para que a agricultura de pequenos produtores seja sustentáveis. Isto torna-se importante pelo papel dos pequenos produtores na produção de alimentos e da
crescente preocupação da sociedade com os impactos das atividades humanas no meio ambiente. A
transformação do modo de produção da agricultura de pequeno porte, aumentará o seu impacto
económico, social, assim como os rendimentos obtidos pelos agricultores.
Com o intuito de reforçar a aposta na actividade agrícola, numa altura em que a área petrolífera está em queda e o
País aposta na diversificação da economia, o Governo Angolano aumentou os investimentos no sector primário, com
grande destaque para o da Agricultura, de forma prudente, claro.
ORÇAMENTO GERAL DO ESTADO
2013
2014
Agricultura
67 040 369 018,00
47 743 080 311,00
Sivicultura
35 864 742,00
25 000 000,00
8 456 037 698,00
12 157 358 522,00
Pesca e Caça
2015
2016
29 299 021 685,63
34 775 228 926,00
666 667,00
7 382 094 794,00
5 795 445 448,00
Contrariamente a tendência de queda das despesas do OGE direccionado para Agricultura, dos últimos anos, o
Governo Angolano tem previsto para o OGE 2016 um aumento de 19% dos recursos reservados a Agricultura, tendo
fixado as despesas para o sector em KZ 34,8 mil milhões.
Este esforço e justificado pela necessidade de restruturar a agricultura, reforçando o seu papel base central para a
industrialização do País. Este sector da cadeia produtiva de valores tem uma forte influência na diversificação da
economia, diante do actual cenário macroeconómico. A reflexão em torno do sector da cadeia produtiva, bem como
a sua implementação ganhar grande relevo, para acudir a situação da dependência do petróleo (que está em queda).
SUPLEMENTO ESPECIAL ORÇAMENTO CIDADÃO 2016
p
37
A Agro-indústria é a
aposta do Governo.
O
RÇ
VO
AM
EN
TO
TI
R
PA
C
TI
A
IP
Largo da Mutamba
Contactos: +244 222 335 250/ +244 222 395 376
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