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Seminário de Riscos de Engenharia aponta importantes

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Seminário de Riscos de Engenharia aponta importantes
Seminário de Riscos de Engenharia aponta importantes pontos de ocorrências de sinistros
Análise das exposições do risco, acidentes mais frequentes e regulação foram os temas debatidos durante as palestras
A necessidade de uma vistoria prévia detalhada, a importância de conhecimento de aspectos variados
como as condições geológicas do solo, a situação dos imóveis na vizinhança do empreendimento e a verificação da
qualidade do fator humano, assim como uma excelente inspeção prévia e a clareza das apólices, foram importantes
pontos de ocorrências de sinistros, mencionados durante o Seminário de Riscos de Engenharia, ocorrido no dia 27
de outubro, em São Paulo. O evento que reuniu cerca de 90 participantes foi uma iniciativa da Comissão de riscos
de Engenharia da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), e teve o apoio do Sindicato das Seguradoras,
Previdência e Capitalização (Sindseg/SP) e da Escola Nacional de Seguros. Para o diretor executivo da FenSeg,
Neival Freitas, “os seminários são uma excelente oportunidade para promover a troca de informações e discutir
temas de relevância para o setor”.
O engenheiro civil Demétrio Moura Rebello – um dos três palestrantes presentes - apresentou um
levantamento que aponta os principais fatores de ocorrência de sinistros em obras de engenharia civil: dos 61%
que se referem à cobertura por responsabilidade civil, 54% são de obras com fundações e 7% de obras sem
fundações. Também demonstrou como são feitos os processos de contenção do terreno e escavação, salientando
que “é nesta fase, de contenção do terreno para viabilizar a escavação e tirar água do solo, que os sinistros
ocorrem”, por derivarem de técnicas equivocadas.
Erros nestes processos, segundo o professor, tendem a provocar movimento no solo do entorno afetando a
vizinhança com rachaduras e até desabamentos. “No rebaixamento do lençol freático, por exemplo, se vai tirando
água em excesso. Como ele é contínuo, sai também água debaixo da vizinhança e fica um buraco, afetando os
imóveis na superfície”, lembrando que este processo não pode ser interrompido e as casas só podem ser
consertadas após a estabilização do terreno.
O fator humano foi considerado outra causa importante de ocorrência de sinistros. “Procure saber quem
é o construtor, contrate um bom regulador de sinistro, também um inspetor experiente que consiga prever
eventuais sinistros naquela obra”, orientou Demétrio Rebello. Ele também chamou a atenção para a origem destas
empresas e para a experiência de profissionais como os calculistas de fundações. O estudo do engenheiro analisou
16 anos de sinistros e mais de mil ocorrências, com foco, apenas, em obras de engenharia privada.
Fabio Carbonari, consultor e professor em cursos técnicos voltados para a área seguradora, incluindo o
MBA em Gerência de Risco e Direito Securitário na Escola Nacional de Seguros, chamou a atenção para o continuo
aperfeiçoamento profissional, durante sua palestra sobre “Solos e fundações – análise das experiências do risco”.
Para ele a inspeção prévia é fundamental, além de ir ao local ver se tudo o descrito pelo construtor está em
conformidade.
Carbonari apresentou uma lista de ‘passos importantes para uma inspeção prévia’, antes de subscrever o
risco em uma apólice de uma obra de engenharia. É fundamental solicitar: a escritura do terreno e o código de obra
do município; a sondagem do terreno e seus subsolos; os projetos arquitetônico e básico; verificar qual a
preparação de canteiro de obras, como almoxarifado, banheiro e tapumes; solicitar o cronograma executivo da
obra e o laudo da vizinhança. “Tem gente que acha que o laudo do entorno não é obrigatório, mas pela ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas), é sim, tem de ter em mãos”, comenta. Ainda complementa que é
necessário que a ficha de informações solicitada para a construtora seja completa e preenchida corretamente.
Com o tema “Regulação de sinistro envolvendo fundações e serviços correlatos” o engenheiro civil e
coordenador da Assessoria da Diretoria – Riscos Especiais da ADDValora, José Luiz Dantas Lucariny, chamou a
atenção para a maior clareza das apólices. “Tem apólice com mais de cem folhas e o ideal é algo mais direto,
enxuto”. Também comentou do importante papel do perito. “Um bom perito é importante para auxiliar o
regulador do sinistro, ele conhece várias questões técnicas de engenharia”, complementou.
Lucariny citou alguns cases de projetos que geraram importantes sinistros e que foram difíceis de o
regulador atuar. Um deles, em uma hidrelétrica, o vertedouro auxiliar seria, pelo projeto, feito parte de concreto,
parte escavado na rocha. Mas, a construtora reduziu a parte do concreto e não avisou à seguradora. O risco foi
agravado por um problema geológico, já que havia uma junta-falha na rocha. “Quando abriram o vertedouro,
mesmo com vazão mínima, causou desplacamento na rocha na parte não coberta por cimento”, disse Lucariny. “A
discussão foi longa e só foi decidido o pagamento do seguro por meio de arbitragem.”
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