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Anexo 6-O

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Anexo 6-O
ANEXO 6-O
REQUISITOS MÍNIMOS PARA TRANSPORTE DE CONTAINERS EM PORÃO, NA BACIA DO SUDESTE, EM EMBARCAÇÕES DESPROVIDAS DE TAMPAS DE ESCOTILHA
1 - APLICAÇÃO
Aplicam-se os presentes requisitos às embarcações de transporte de containers, com
AB igual ou inferior a 100, do Tipo C (desprovidas de tampas de escotilha), que sejam designadas para navegação na Área 2 e que sejam certificadas por Entidade Especializada
ou classificadas por Sociedade Classificadora reconhecida. As embarcações com AB inferior a 100 não estão autorizadas a operar nas condições previstas neste anexo.
2 - REQUISITOS DE FIXAÇÃO DOS CONTAINERS, DE PREVENÇÃO DE ALAGAMENTO, E OUTROS.
1) Meios eficientes de fixação dos containers a bordo deverão ser previstos, seja por
peiamento (através de búricas, pinos-guias, cabos e esticadores, ou sistemas equivalentes), seja através de confinamento por células-guia (“cell system”).
2) Nenhuma condição de carregamento (em situação anterior à ocorrência de alagamento) que gere trim de proa será prevista no Folheto de Trim e Estabilidade. Este deverá
conter uma observação indicando que é proibido operar a embarcação com trim de proa.
Deverá ainda este documento conter uma condição de alagamento dos porões (no nível
correspondente ao da entrada automática em funcionamento das bombas de esgoto),
demonstrando cabalmente que o calado máximo atribuído à embarcação não é ultrapassado e de que a estabilidade é satisfatória (vide alíneas pertinentes do item 3).
3) Pocetos, sensores de nível e dispositivos de disparo das bombas de esgoto deverão ser sempre posicionados à ré do respectivo porão.
4) Alarmes de nível de alagamento dos porões deverão ser instalados, na praça de
máquinas e no passadiço, constituindo-se de sinal acústico e visual, e com identificação
do compartimento de carga que sofreu alagamento. Deverá ser simultaneamente acionada, de forma automática, a bomba dedicada de esgoto do respectivo porão. Os painéis de
controle (na praça de máquinas e no passadiço), deverão possuir indicação luminosa de
“bomba acionada”. O sinal acústico de alarme poderá ser colocado em condição “mudo”
através de botoeira, não sendo permitido, entretanto, desligamento do alarme visual.
5) O desligamento da bomba de esgoto poderá ser automático ou assistido. Na segunda hipótese devem existir meios de se detectar que a operação de esgoto está concluída (por exemplo, através da instalação de um manômetro na saída da bomba). Em qualquer uma das duas hipóteses, para se prevenir desligamento indevido, deverá haver condições de se certificar (através dos dispositivos de alarme já referidos), que a condição de
alagamento desapareceu.
6) A cada porão deve corresponder uma bomba de esgoto. As redes de esgoto dos
diversos porões devem ser independentes. Em situações de emergência, a bomba de um
porão deverá ter condições de atender outro(s) porão(ões).
7) O fundo dos containers deverá estar acima do nível de água que determina o início
de operação das bombas.
8) A capacidade individual da bomba (em m3/h) não poderá ser menor que o resultado
do produto da respectiva área da escotilha (em m2) do porão que ela atende, multiplicada
por 0,07.
9) O posicionamento do sensor de alarme deve ser tal que a operação de esgoto, a
partir do memento em que o alarme é disparado, não demande mais que 3 horas (cessado o reembarque de água por chuva). Para efeito do cálculo de volume a ser esgotado,
deverá ser considerado o menor trim dentre os resultantes das condições de carregamento analisadas, com o devido reflexo (no trim) do embarque de água que gerou o disparo
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NORMAM-02/DPC/2005
ANEXO 6-O
do sensor.
10) A altura da lateral do tronco, ou da braçola, ou ainda do conjunto tronco/braçola
em relação ao convés da borda-livre deverá ser de no mínimo (0,01L+1) metros (L é o
Comprimento de Regra – segundo item 0603 da NORMAM 02, também em metros). Na
região definida por esta altura mínima, nenhuma abertura no tronco, na braçola, ou no
conjunto tronco/braçola, será permitida.
3 - INTERPRETAÇÃO E APLICABILIDADE DOS REQUISITOS GERAIS ESTIPULADOS NAS NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA PARA EMBARCAÇÕES EMPREGADAS NA NAVEGAÇÃO INTERIOR (NORMAM 02)
Pelas particularidades das embarcações de que tratam os presentes Requisitos, os itens da NORMAM 02 abaixo relacionados têm sua aplicação como segue:
a) 0608 – Tronco (ou braçola, ou ainda o conjunto tronco/braçola) não poderá ser
considerado como superestrutura fechada para efeito de redução de borda-livre;
b) 0612(a) – A embarcação enquadrada no presente regulamento, embora sendo do
tipo C, poderá ser designada para navegação na área 2, desde que cumpra integralmente
os demais requisitos deste item 0612.
c) 0619 – O calado máximo definido pelo cálculo da borda-livre não poderá ser ultrapassado na condição de carga máxima, com tanques de cunsumíveis cheios, e com os
porões alagados até o nível definido abaixo.
d) 0637 – Os critérios de estabilidade estabelecidos neste item deverão ser também
satisfeitos para as condições de fundo do porão alagado, portanto apresentando efeito de
superfície livre, até o nível em que ocorre o acionamento automático das bombas de esgoto (considerado o trim nas diferentes condições de carregamento – inclusive em viagem de retorno sem containers). As referidas condições de porão alagado deverão, ao
lado das condições de carregamento previstas em projeto, compor o Folheto Trim e Estabilidade. Se constatado que o ângulo de alagamento propiciado pela aresta livre do tronco
ou braçola do(s) porão (ões) destinado(s) aos containers não atende ao mínimo exigido
(30º), pode-se aceitar um valor menor para esse ângulo (15º), desde que:
1. A altura metacêntrica inicial seja igual ou maior que 0,50 m.
2. O braço de endireitamento máximo seja maior ou igual a 0,20m.
4 - CERTIFICAÇÃO
O Certificado de Borda-Livre e o Certificado de Segurança da Navegação de embarcações enquadradas no presente regulamento deverão conter, ambos, a seguinte observação:
“A embarcação portadora deste Certificado é destinada a transporte de containers,
podendo ser utilizada sem tampas de escotilha. Atende aos requisitos do Anexo 6-O da
NORMAM-02”.
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NORMAM-02/DPC/2005
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