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Controle Químico de Moscas-das-Frutas

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Controle Químico de Moscas-das-Frutas
ISSN 1983-134X
Governo do Estado de São Paulo
Secretaria de Agricultura e Abastecimento
Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios
Instituto Biológico
Documento Técnico 20 - Janeiro de 2016 — p.1-14
Controle Químico de
Moscas-das-Frutas
Adalton Raga¹; Mário Eidi Sato¹
¹
Centro Experimental Central do Instituto Biológico, Laboratório de Entomologia
Econômica, Rodovia Heitor Penteado, km 3, Campinas, SP, CEP 13092-543.
E-mail: [email protected]; [email protected]
Instituto Biológico—APTA
Documento Técnico 20—Janeiro de 2016—p.1-14
Disponível em www.biologico.sp.gov.br
O desenvolvimento e a utilização de pesticidas sintéticos e naturais têm sido continuamente abordados
pela ciência. Pesticidas desenvolvidos durante os anos 1940 e 1950 foram hidrocarbonetos cíclicos clorados,
tais como o DDT. Estes tipos de pesticidas foram eficazes, baratos, tinham pouca toxicidade em mamíferos, e
salvaram milhares de vidas através da redução da incidência de doenças transmitidas por insetos, como a
malária. No entanto, muitos desses pesticidas mostraram-se persistentes no meio ambiente, potencialmente
tóxicos a aves, e no caso de alguns, carcinogênicos para seres humanos em estudos de laboratório. Nos países
desenvolvidos, pesticidas mais específicos e menos persistentes foram produzidos para substituir os
hidrocarbonetos clorados cíclicos. Pesticidas se destinam a reduzir a viabilidade ou a incidência de pragas e
necessitam ser potentes contra as espécies alvo. Preferencialmente, os pesticidas devem ser específicos em sua
ação contra determinadas pragas "alvo", e relativamente menos potentes para os organismos "nãoalvo" (DELZELL et al., 1994).
Muitas espécies de insetos conhecidas popularmente como moscas-das-frutas (Diptera: Tephritidae) são
pragas-chaves de fruteiras na maioria das regiões produtoras no mundo, cujo controle ainda depende
essencialmente da aplicação de inseticidas químicos sintéticos.
A família Tephritidae possui aproximadamente 4.000 espécies descritas, arranjadas em 500 gêneros. A fase
larval de cerca de 35% das espécies de moscas-das-frutas ataca frutos moles e 40% se desenvolve em flores de
Asteraceae, sendo que as demais espécies vivem em flores de outras famílias botânicas ou são minadoras de
folhas, ramos ou raízes (WHITE; ELSON-HARRIS, 1994). Segundo CHRISTENSON; FOOTE (1960), os tefritídeos
estão distribuídos nas regiões temperadas, tropicais e subtropicais. Segundo estes autores, nas regiões
tropicais e subtropicais as moscas-das-frutas são insetos multivoltinos.
Os danos causados pelas moscas-das-frutas se devem principalmente ao fato dessas utilizarem os frutos
para o desenvolvimento larval (NAVA; BOTTON, 2010). No Brasil, grande parte desses danos é causada por
Anastrepha spp. e Ceratitis capitata (Dip.: Tephritidae) (LIMA, 1926; FONSECA; AUTUORI, 1936; ORLANDO;
SAMPAIO, 1973; MALAVASI et al., 1980; SOUZA FILHO et al., 2000; ZUCCHI, 2000).
A proteção do produto vegetal a ser comercializado é o foco principal dos produtores ao aplicar
inseticidas. No entanto, a redução populacional de moscas-das-frutas por meio de inseticidas pode ser
considerada limitada no tempo e no espaço, devido às características intrínsecas de várias espécies de
Tephritidae, como alta fecundidade, elevada fertilidade, polifagia, migração e a existência de outros nichos
para abrigo e alimentação (RAGA, 2005).
A definição da estratégia a ser utilizada para o controle químico de moscas-das-frutas, como por cobertura
total, isca tóxica ou técnica de aniquilação de machos, depende da espécie de Tephritidae, da cultura
explorada e da região a ser abrangida. No Brasil, o controle de moscas-das-frutas, em nível de propriedade é
baseado principalmente na utilização de inseticidas (Tabela 1) na parte aérea da planta, nas formas de
cobertura total ou de isca tóxica. Os tempos letais que matam 50% da população testada (TL50) foram
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determinados em laboratório para a maioria dos ingredientes ativos registrados, enfocando as duas principais
espécies de moscas-das-frutas no Brasil (Tabela 2).
Embora a maioria das moléculas registradas para o controle das moscas-frutas seja eficiente para adultos
(Figura 1), por ação de contato e/ou ingestão (Tabela 2), fentiom e triclorfom que possuem ação ovicida (que
são depositados no interior do fruto ou da flor fecundada) ou matam larvas jovens (PUZZI et al., 1963; SCOZ et
al., 2004) foram recentemente banidos no Brasil. Por isso, as formas jovens de moscas-das-frutas estão
protegidas de inseticidas não sistêmicos.
Figura 1. Fêmea adulta de Anastrepha grandis (Macquart). (Foto: Leonardo Tambones Galdino)
O uso de inseticidas sistêmicos não é recomendado devido ao risco dos frutos tratados apresentarem
níveis de inseticida acima do limite máximo de resíduo durante as etapas de comercialização e consumo.
Existe ainda o fato de que as pupas de Tephritidae estão protegidas por uma camada variável de solo e de que
os adultos podem emergir após o término do período residual de inseticidas sobre as folhas, ramos, flores e
frutos.
Os inseticidas fosforados, como malation, thriclorfom e fentiom, além do piretróide deltametrina foram
amplamente utilizados nas últimas três décadas para o controle de moscas-das-frutas no Brasil (RAGA; SATO,
2011). A redução das alternativas para o controle de moscas-das-frutas levou à necessidade de se pesquisar
novos produtos, principalmente para o período de pré-colheita quando um curto período de carência é
fundamental para os inseticidas utilizados (SCOZ et al., 2004). O crescente banimento de ingredientes ativos
autorizados para o controle de moscas-das-frutas demanda a busca urgente de moléculas alternativas para
viabilizar a fruticultura nacional.
Piridafentiona na concentração de 87,0 ppm têm causado mortalidade de 90% em adultos de C. capitata
tratados via tópica em laboratório. Este fato mostra o elevado potencial de uso deste produto para
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tratamentos em cobertura total, visando ao controle dessa praga. A concentração de 87,0 ppm é 5,7 vezes
menor que a concentração recomendada de fentiom para o controle de moscas-das-frutas. Quando
disponibilizado na forma de isca tóxica preparada com açúcar mascavo, a concentração de 200 pm provoca
mortalidade em torno de 95% em adultos da mosca-do-mediterrâneo (RAGA et al., 2002).
O uso de deltametrina, fenpropatrina e malatiom resulta em curtos tempos letais médios (≤ 10 min)
quando aplicados em adultos de C. capitata, na forma de pulverização ou isca tóxica, enquanto que, para
adultos de A. fraterculus, observam-se tempos letais até dez vezes maiores para iscas tóxicas que o tratamento
por pulverização, para os mesmos ingredientes ativos (Tabela 2). Para Bactrocera zonata Saunders, as
concentrações letais para fêmeas são normalmente maiores que aquelas verificadas para machos, para a
mesma molécula inseticida (MOSLEH et al., 2011).
Ingredientes como reguladores de crescimento de insetos, fipronil, espinosade, neonicotinoides (RAGA et
al., 2002; RAGA et al., 1994; RAGA; VIEIRA, 2005; SCOZ et al., 2004; RAGA; SATO, 2006; YEE; ALSTON, 2006) e novos
grupos químicos devem ser desenvolvidos com base em formulações específicas para o controle de espécies
de Tephritidae e, de preferência, visando ao uso seguro em áreas rurais, urbanas e periurbanas.
Aplicações em cobertura total da planta se limitam a matar adultos de moscas-das-frutas no interior dos
pomares (Figura 2). Os adultos imigrantes ou presentes no entorno dos pomares, além daqueles que devem
emergir nas semanas seguintes ao tratamento, estão livres da ação dos inseticidas aplicados e, portanto,
apresentam condições plenas para a realização das atividades de alimentação, cópula e postura.
Figura 2. Pulverização de inseticida em cobertura visando ao controle de moscas-das-frutas.
(Foto: Adalton Raga)
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A exposição de pessoas aos inseticidas aplicados pode ocorrer por contato dermal, inalação ou ingestão dos
resíduos químicos. O contato dermal com superfícies tratadas representa o principal risco de intoxicação para os
trabalhadores rurais. A exposição de pessoas às iscas tóxicas aplicadas via terrestre é menor devido à menor área
tratada nas plantas e à menor quantidade de inseticida disponibilizada por área de produção (APHIS, 2008).
Segundo PROKOPY et al. (1992), iscas tóxicas preparadas com proteína + malatiom não são repelentes para
adultos de C. capitata. O uso intensivo de malatiom em várias partes do mundo foi influenciado pela baixa
toxicidade em mamíferos e aves, e reduzido custo do produto. A menor toxicidade de malatiom em
mamíferos, que em insetos, se deve principalmente à maior atividade de carboxiesterases em vertebrados, que
propicia uma rápida metabolização e excreção do inseticida (LIN et al., 1983).
As iscas tóxicas são preparadas diluindo-se em água o atrativo alimentar acrescido de um inseticida. A isca
tóxica preparada com proteína hidrolisada foi testada inicialmente na década de 1950-60, nos estados norteamericanos do Havaí (STEINER, 1952) e da Flórida (STEINER et al., 1961) e em São Paulo (PUZZI et al., 1964),
sendo utilizada até hoje em programas de controle, supressão ou erradicação da mosca-do-mediterrâneo e de
espécies de Anastrepha e Bactrocera
(BARRY et al., 2006). Atualmente existem iscas tóxicas comerciais
previamente preparadas. Com seu uso autorizado no Brasil, Espinosade 0,02CB é uma isca tóxica concentrada
contendo proteína hidrolisada, a qual deve ser diluída em água na proporção de 1: 1,5 litro do produto
comercial para cada litro de água (Figura 3).
Figura 3. Isca tóxica contra moscas-das-frutas aplicada em citros. (Foto: Adalton Raga)
Em aplicações terrestres, a isca tóxica pode ser utilizada de diversas formas, dependendo da cultura. A isca
tóxica geralmente é aplicada em ruas alternadas visando folhagem e ramos (não os frutos), atingindo apenas
uma parte não superior a 1,0 m2 da copa da plantas (RAGA, 2005). Podem-se iscar plantas alternadas de todas
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as ruas do pomar ou iscar todas as plantas de ruas alternadas. O aumento de ruas não iscadas pode ser viável
em pomares extensivos, mas exige a aplicação de um maior volume de isca tóxica por planta tratada. Também
é recomendável, durante o período de frutificação, proteger a periferia dos pomares, utilizando-se iscas
tóxicas para minimizar a entrada de moscas-das-frutas imigrantes. PIÑERO et al. (2009) obtiveram sucesso no
controle de Bactrocera dorsalis (Hendel) em área de 432 hectares, ao aplicar semanalmente iscas tóxicas em cada
cinco ruas em pomares de papaia no Havaí.
Ao aplicar iscas tóxicas, é recomendável produzir gotas grandes (acima de 450 micrometros). A densidade
da calda produzida permite a formação de gotas de até 5,0 mm, o que facilita a atração dos adultos das
moscas-das-frutas para alimentação e protege e a molécula contra a degradação. Segundo THOMAS; MANGAN
(2005), a aplicação de isca tóxica à base de espinosade para o controle de Anastrepha ludens (Loew) no Texas
não afetou a população de parasitoides e pragas secundárias de citros.
A isca tóxica pode provocar a supressão populacional de moscas-das-frutas, abrangendo uma área maior
do que aquela iscada. A eficácia dessa técnica depende essencialmente da disponibilidade comercial de
proteínas atrativas de qualidade e que sejam fagoestimulantes para adultos. Por outro lado, o inseticida não
pode ter efeito repelente às moscas. No Brasil, a isca tóxica é largamente utilizada em pomares de citros e, nos
últimos anos, seu uso vem se intensificando em culturas de maçã, pêssego, manga e uva, dentre outras.
Os inseticidas diferem na sua habilidade para incapacitar ou matar adultos. Uma das vantagens da
aplicação de isca tóxica é a sua eficácia em baixas concentrações do inseticida, devido ao maior efeito desses
compostos por via oral (BARRY; POLAVARAPU, 2005).
Na Espanha, URBANEJA et al. (2009) obtiveram em laboratório até 98% de mortalidade de C. capitata
utilizando folhas de citros impregnadas com iscas tóxicas à base de fosmete. HARTER et al. (2015), avaliando o
efeito residual de iscas tóxicas preparadas com malatiom e os atrativos alimentares Biofruit (proteína
hidrolisada) (3%) ou melaço (7%) aplicados em ramos de pessegueiro, concluíram que ambas as misturas
provocaram em laboratório 100% de mortalidade de adultos de A. fraterculus aos sete dias após a aplicação
das iscas tóxicas, mas que essas misturas provocaram mortalidade de apenas 39,5 % e 37,6% aos 14 dias após a
aplicação, respectivamente.
A baixa eficiência de alguns atrativos disponíveis no mercado brasileiro, como o melaço de cana-de-açúcar,
tem levado muitos fruticultores a empregar inseticidas em cobertura total, fato que não é recomendável
dentro do manejo de moscas-das-frutas.
Imidacloprido apresentou o menor tempo letal (TL50) para A. fraterculus: 10,6 min para machos e 13,0 min
para fêmeas, expostas respectivamente a 120,0 mg/L e 150,0 mg/L. Fêmeas de A. fraterculus foram mais
suscetíveis a imidacloprido e tiametoxam que fêmeas de C. capitata. A mosca-do-mediterrâneo foi mais
tolerante a imidacloprido e tiametoxam que A. fraterculus.
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Por meio da Técnica de Aniquilação de Machos (TAM), os machos são atraídos e mortos por iscas com
paraferomônio misturado com inseticida, provocando a não fertilização de fêmeas, que se tornam incapazes
de ovipositar (CUNNINGHAM, 1989). Algumas espécies de Tephritidae, especialmente de Bactrocera, têm sido
controladas pela TAM (atrai e mata). O sistema utiliza blocos de madeira embebidos em uma mistura dos
paraferomônios metil eugenol ou cuelure e um inseticida. Os blocos são pendurados em árvores (SISODIYA et
al., 2005). Pode-se ainda, aplicar a mistura tóxica na forma de jatos dirigidos aos troncos (MALAVASI, 2000). A
vantagem dos blocos de madeira impregnados com a isca tóxica reside no fato de que eles podem ser
estocados para facilitar a liberação programada.
Essa técnica, utilizada com sucesso em várias partes do mundo, tem a vantagem do baixo custo e da alta
resposta dos machos ao metil eugenol. Foi empregada inicialmente no programa de erradicação da mosca-dacarambola Bactrocera carambolae Drew & Hancock na América do Sul (MALAVASI, 2000). Bactrocera dorsalis e B.
cucurbitae (Coquillett) foram erradicadas do Japão, após 22 anos de uso intensivo da técnica de aniquilação de
machos (YOSHIZAWA, 1996). A TAM testada na Guiana Francesa utilizando blocos de madeira não apresentou
impacto sobre organismos não alvos (VAYSSIÈRES et al., 2007).
O sistema ―atrai e mata‖ usa semioquímicos e inseticida em uma área concentrada para alcançar o controle
de pragas (EL-SAYED et al., 2009) e tem grande potencial de uso no manejo de moscas-das-frutas e de outras
pragas de fruteiras no Brasil, através do uso de ―multilure‖ (feromônios de agregação) em sistemas
sustentáveis de produção. A eficácia dos produtos comerciais a serem utilizados por essa técnica depende
grandemente da capacidade dessas formulações atraírem adultos sexualmente maduros ou não, em sistemas
de cultivos dotados de outras fontes alimentares, como frutos com ferimentos e exsudatos, honey dew
proveniente da ação de insetos sugadores, fezes de pássaros, frutos caídos ao solo e outros frutos hospedeiros
disponíveis no entorno dos pomares a serem tratados. Somando-se a isso, a formulação deve manter por um
longo tempo a atividade da molécula inseticida, viabilizando um alto nível de controle da praga.
Os insetos podem desenvolver resistência a quase todas as classes de inseticidas (BROWN; PAINE, 1988). No
caso de Tephritidae, o número de relatos de resistência a inseticidas ainda é relativamente baixo (191 casos),
porém, esse número tem crescido nos últimos anos (IRAC, 2015). A grande maioria (95%) dos casos se refere a
populações de Bactrocera, com destaque para Bactrocera zonata (Saunders) (39%), B. dorsalis (Hendel) (36%) e B.
oleae (Gmelin) (19%) (IRAC, 2015). Há relatos de populações de B. dorsalis e B. oleae selecionadas para
resistência a organofosforados, carbamatos e piretroides (VONTAS et al., 2002; HSU et al., 2004). Foram
reportadas populações de C. capitata resistentes à isca tóxica com malatiom, e populações de B. dorsalis (HSU;
FENG, 2006) e B. oleae (KAKANI et al., 2010) resistentes à isca tóxica à base de espinosade. Foram detectadas
também populações de C. capitata resistentes a malatiom em pomares de fruteiras na Espanha (MAGAÑA et al.,
2007). Populações de campo de B. zonata resistentes a vários grupos químicos de inseticidas organofosforados
(triclorfom, malatiom), piretroides (bifentrina, λ-cihalotrina) e espinosinas (espinosade) foram detectadas no
Paquistão (NADEEM et al., 2012).
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No Brasil, C. capitata e A. fraterculus são consideradas suscetíveis aos inseticidas de diversos grupos
químicos disponíveis (RAGA; SATO, 2005; RAGA; SATO, 2006), mas as pesquisas sobre monitoramento da
resistência de moscas-das-frutas a inseticidas ainda são escassas no Brasil. Provavelmente, por serem as
espécies de Tephritidae com maior número de hospedeiros registrados e de ampla distribuição geográfica no
Brasil, o fluxo gênico resultante do deslocamento de insetos suscetíveis originários de áreas não tratadas com
inseticidas (áreas de refúgio) dificulta o estabelecimento de populações resistentes em campo, sob condições
de baixa pressão de seleção. As populações de moscas-das-frutas presentes em zonas urbanas, periurbanas e
áreas de mata não sofrem pressão de seleção por inseticidas e mantêm ampla base genética para
suscetibilidade aos agroquímicos em populações migrantes.
Tabela 1 – Inseticidas autorizados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para o controle de
espécies de moscas-das-frutas no Brasil.*
Ingrediente Ativo/
Formulação
Grupo
Químico
Cultura(s)
Espécie (s)
alvo(s)
Acetamiprido 200 SP Neonicotinoide
Maçã
A. fraterculus
Cipermetrina 250 EC Piretroide
Citros
Clorpirifós 480 EC
Organofosforado
Deltametrina 25 EC
Piretroide
g ou mL
Produto
Produto
Comercial/
Comercial/
hectare
100L água
Modo de
Aplicação
Carência
(dias)
30-40
-
Cobertura
7
C. capitata
-
300-360 mL
Cobertura
28
Citros
C. capitata
200
-
Cobertura
21
Ameixa
C.capitata
50
-
Cobertura
2
Citros
C. capitata
50
Cobertura
21
40
Isca Tóxica
21
Maçã
C.capitata
40
-
Cobertura
11
Pêssego
Anastrepha spp.,
40
-
Cobertura
15
C.capitata
Dimetotato
Organofosforado
Citros
C. capitata
500
-
Cobertura
3
Maçã
A. fraterculus;
80
-
Cobertura
3
-
1000-1600
Isca Tóxica
14
C. capitata
Espinosade 0,24 CB
Espinosina
Citros
Manga
A.obliqua,
C. capitata,
m
B. carambolae
L
A.obliqua,
-
1000-1600
Isca Tóxica
C. capitata,
m
B. carambolae
L
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Tabela 1 (cont.) – Inseticidas autorizados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para o controle
de espécies de moscas-das-frutas no Brasil.*
Ingrediente Ativo/
Formulação
Espinosade Splat
Grupo
Químico
Espinosina
Cultura(s)
Acerola
Espécie (s)
alvo(s)
Anastrepha spp.,
g ou mL
Produto
Produto
Comercial/
Comercial/
hectare
100L água
Modo de
Aplicação
Carência
(dias)
-
1,0 kg
Isca Tóxica
7
-
1,0 kg
Isca Tóxica
1
-
1,0 kg
Isca Tóxica
1
-
1,0 kg
Isca Tóxica
7
-
300 g
Isca Tóxica
C.capitata
Goiaba
Anastrepha spp.,
C. capitata
Manga
Anastrepha spp.,
C.capitata
Uva
Anastrepha spp.,
C.capitata
Espinosade Splat ME
Espinosina
Carambola, B. carambolae
Goiaba,
Jambo e
Manga
Citros
C.capitata
40-60
Isca Tóxica
7
Manga
C.capitata
40-60
Isca Tóxica
7
Fenpropatrina 300 EC Piretroide
Citros
C.capitata
40
-
Isca Tóxica
28
Dimetotato 400 EC
Citros
C.capitata,
500
-
Cobertura
3
A.fraterculus
500
Isca Tóxica
3
Etofenproxi 300 EC
Éter difenilico
Organofosforado
Maçã
Fosmete 500 WP
Organofosforado
Citros
C.capitata,
80 -150
-
Cobertura
3
A.fraterculus
80 -150
-
Cobertura
3
A.fraterculus,
150
-
Isca Tóxica
20
150-200
-
Isca Tóxica
14
C.capitata
Maçã
A.fraterculus
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Tabela 1 (cont.) – Inseticidas autorizados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para o controle
de espécies de moscas-das-frutas no Brasil.*
Ingrediente Ativo/
Formulação
Malatiom 500 EC
Grupo
Químico
Oganofosforado
Cultura(s)
Citros
Espécie (s)
alvo(s)
g ou mL
Produto
Produto
Comercial/
Comercial/
hectare
100L água
Modo de
Aplicação
Carência
(dias)
A.fraterculus,
400
-
Cobertura
7
C.capitata
400
-
Isca tóxica
7
A. fraterculus,
400
-
Cobertura
7
C.capitata
400
-
Isca tóxica
1000-120mL
Cobertura
3
400
-
Cobertura
7
A.fraterculus,
C. capitata
Maçã
A. fraterculus,
C. capitrata
Pepino
A. grandis
Pêssego
A.fraterculus,
C.capitata
Malatiom 1000 EC
Organofosforado
Citros
C.capitata
200
-
Cobertura
7
Pêssego
A. obliqua,
200
-
Cobertura
7
C.capitata
Malatiom 440 EW
Metidatiom 400EC
Organofosforado
Organofosforado
Citros
C.capitata
450
-
Cobertura
7
Pêssego
C.capitata
450
-
Cobertura
7
Maçã
A. fraterculus
100
-
Cobertura
21
*Fonte: Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit/MAPA) – abril/2015. Anastrepha (A.); Bactrocera (B.); Ceratitis(C.).
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Tabela 2 – Tempos letais (TL50) médios, obtidos em minutos para ambos os sexos de Anastrepha fraterculus (Af) e Ceratitis
capitata (Cc), expostos à inseticidas sob dois sistemas de aplicação em laboratório (RAGA; SATO, 2006).
Ingrediente Ativo (IA)
Deltametrina
Etiom
Clorpirifós
Malatiom
Triclorfom
Fentiom
Fenpropatrina
Dimetoato
Dose g IA/ 100 L água
Espécie
Sexo
Pulverização
Isca Tóxica
1,25
Af
Fêmeas
5,25
49,3
Cc
Fêmeas
3,89
9,33
Af
Machos
5,18
47,4
Cc
Machos
2,87
6,81
Af
Fêmeas
15,9
71,1
Cc
Fêmeas
7,58
49,4
Af
Machos
16,3
61,5
Cc
Machos
9,26
44,2
Af
Fêmeas
13,2
17,5
Cc
Fêmeas
13,5
50,1
Af
Machos
10,7
17,3
Cc
Machos
15,9
65,7
Af
Fêmeas
4,67
9,68
Cc
Fêmeas
10,2
37,9
Af
Machos
4,68
7,33
Cc
Machos
8,49
33,5
Af
Fêmeas
16,3
7,93
Cc
Fêmeas
13,2
 5,00
Af
Machos
9,38
7,66
Cc
Machos
14.6
 5,00
Af
Fêmeas
7,59
29,3
Cc
Fêmeas
14,0
19,8
Af
Machos
6,28
25,1
Cc
Machos
13,3
23,3
Af
Fêmeas
3,29
35,7
Cc
Fêmeas
5,20
 5,00
Af
Machos
5,07
28,9
Cc
Machos
3,69
 5,00
Af
Fêmeas
7,91
8.79
Cc
Fêmeas
16,2
20.6
Af
Machos
6,58
5,33
Cc
Machos
15,0
33,3
100,0
96,0
200,0
150,0
50,0
12,0
200,0
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