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relatório natura observa - Câmara Municipal de Cascais

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relatório natura observa - Câmara Municipal de Cascais
RELATÓRIO
NATURA OBSERVA
2014
FICHA TÉCNICA
TÍTULO Relatório Natura Observa 2014
ENTIDADE GESTORA DO Cascais Ambiente
PROJETO
Direção de Gestão da Estrutura Ecológica
Departamento de Espaços Naturais
Divisão do Meio Terrestre
CONCEÇÃO Cascais Ambiente
DATA Setembro 2014
AUTOR Irene Correia
COLABORADOR Sara Martins
FOTOGRAFIA Todas as imagens têm direitos reservados –
Cascais Ambiente
ÍNDICE
1.
ENQUADRAMENTO ..................................................................................................................................... 5
2.
ESTIMATIVA ORÇAMENTAL......................................................................................................................... 6
3.
EQUIPA TÉCNICA ......................................................................................................................................... 7
2.1 ELEMENTOS .......................................................................................................................................... 7
2.2 FUNÇÕES .............................................................................................................................................. 7
2.3 HORÁRIO .............................................................................................................................................. 8
3
FORMAÇÃO ................................................................................................................................................. 9
3.1 FORMAÇÃO MINISTRADA PELA EQUIPA DE COORDENAÇÃO DO NATURA OBSERVA E DIRIGIDA A
TODOS OS VOLUNTÁRIOS ............................................................................................................................. 9
3.2 CURSO DE LIDERANÇA, DIRIGIDO A COORDENADORES DO NATURA OBSERVA.................................. 9
3.3 CURSO DE PRIMEIROS SOCORROS, DIRIGIDO A COORDENADORES DO NATURA OBSERVA ............... 9
4
RESULTADOS ............................................................................................................................................. 10
4.1 INSCRIÇÕES......................................................................................................................................... 10
4.2 PERFIL DOS PARTICIPANTES ............................................................................................................... 11
4.3 CORUJA ............................................................................................................................................... 13
4.1.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO........................................................................................................................ 13
4.1.2 AÇÕES ................................................................................................................................................... 13
4.1.3 RESULTADOS......................................................................................................................................... 14
4.4 GERMINA ............................................................................................................................................ 16
4.4.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO........................................................................................................................ 16
4.4.2 AÇÕES ................................................................................................................................................... 16
4.4.3 RESULTADOS......................................................................................................................................... 17
4.5 JAVALI ................................................................................................................................................. 19
4.5.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO........................................................................................................................ 19
A área de intervenção incidiu num povoamento puro irregular de Eucalyptus globulus (eucalipto) que se
localiza na Quinta do Pisão – Parque de Natureza, EN9-1 (cruzamento da Barragem do Ribeiro da Mula)
(Figura 10)......................................................................................................................................................... 19
4.5.2 AÇÕES ................................................................................................................................................... 19
4.5.3 RESULTADOS......................................................................................................................................... 20
3
4.6 PILRITO ............................................................................................................................................... 22
4.6.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO........................................................................................................................ 22
4.6.2 AÇÕES ................................................................................................................................................... 22
4.6.3 RESULTADOS......................................................................................................................................... 23
4.7 RAPOSA .............................................................................................................................................. 24
4.7.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO........................................................................................................................ 25
4.7.2 AÇÕES ................................................................................................................................................... 26
4.7.3 RESULTADOS......................................................................................................................................... 26
4.8 TEXUGO .............................................................................................................................................. 28
4.8.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO........................................................................................................................ 28
4.8.2 ACÇÕES ................................................................................................................................................. 28
4.8.3 RESULTADOS......................................................................................................................................... 29
5
APOIOS ...................................................................................................................................................... 31
6
FINANCIAMENTO ...................................................................................................................................... 31
7
SUGESTÕES PARA 2015 ............................................................................................................................. 32
4
1. ENQUADRAMENTO
O Natura Observa é um programa de voluntariado jovem para a conservação e proteção da natureza e
biodiversidade, financiado pela Câmara Municipal de Cascais (CMC) e promovido pela Cascais Ambiente –
Empresa Municipal de Ambiente de Cascais (EMAC).
Este programa visa a ocupação dos tempos livres de verão, fomentando o voluntariado e a educação para o
desenvolvimento sustentável através do serviço à comunidade, na defesa do património natural do
concelho de Cascais, em plena área protegida do Parque Natural Sintra-Cascais (PNSC).
Nesse sentido, foi definida uma formação teórico-prática contínua que procurou cumprir com o rigor
científico, ao mesmo tempo que pretendeu ser acessível ao não-especialista, numa incursão em domínios
técnico-científicos ligados à gestão de espaços naturais, possibilitando o envolvimento de jovens com
distintos níveis escolares e experiências, em acções de monitorização da biodiversidade com resultados
válidos na perspectiva da gestão do território.
Em 2014 o programa decorreu entre 1 de julho e 31 de agosto (62 dias), num regime quinzenal com turnos
diários de 5h30, abrangendo (nas quatro quinzenas) um total de 306 bolsas de voluntariado (Tabela 1).
Esta 8ª edição do programa englobou apenas seis projetos, dos quais dois funcionaram em meses
alternados, o Raposa recebeu voluntários apenas em Julho e o Coruja em Agosto, e o projeto Pilrito possuiu
menos uma quinzena. Os dois projetos extintos foram o Gaio e o Guarda-Rios.
Os voluntários com idades compreendidas entre os 16 e 30 anos receberam uma bolsa diária de 10€ (dez
euros) e os coordenadores de campo de 22€ (vinte e dois euros), ambas ressarcidas pela CMC. Todos os
participantes estiveram cobertos por um seguro de acidentes pessoal.
Os custos de alimentação foram da responsabilidade dos participantes, porém tiveram direito a transporte
gratuito entre Cascais e a base operacional, a Quinta de Vale de Cavalos, durante a quinzena em que
participaram, que foi assegurado por um autocarro alugado para esse efeito.
O transporte da base operacional até aos diversos locais de trabalho no terreno foi também facultado,
tendo sido executado por meio de cinco viaturas de 9 lugares também alugadas para o efeito. Este ano,
duas viaturas foram partilhadas, uma pelo projeto Coruja e Raposa e outra pelo Pilrito e Germina.
No âmbito da geminação da cidade de Wuxi, na República Popular China, a Cascais, o Gabinete das
Relações Internacionais (GINT) propôs incorporar pelos vários programas de voluntariado de verão um
grupo de 4 alunos chineses (três raparigas e um rapaz) e a professora que visitou o nosso país em Agosto.
Este grupo participou no Natura Observa entre os dias 7 e 8 de Agosto, tendo colaborado no dia 7 Agosto
com os voluntários do projeto Javali T1 e no dia 8 Agosto com os voluntários do projeto Pilrito.
5
2. ESTIMATIVA ORÇAMENTAL
Em 2014, a estimativa orçamental prevista para o programa totalizou 108.997,06€, da qual cerca de 9% da
verba foi gerida diretamente pela Cascais Ambiente (Tabela 1).
Tabela 1 - Quadro resumo da estimativa orçamental.
VALOR S/ IVA
VALOR C/ IVA
PAGAMENTO A PARTICIPANTES
Voluntários
ENTIDADE
1
47.040,00 €
Coordenadores de campo1
Subtotal
CMC
10.604,00 €
57.644,00 €
EQUIPAMENTOS
ENTIDADE
Uniforme individual2
Material e equipamentos
7.065,24 €
9.948,82 €
17.014,06 €
Subtotal
TRANSPORTES
ENTIDADE
Aluguer 1 autocarro passageiros2
Aluguer 5 viaturas de 9 lug.
14.873,00 €
2
17.466,00 €
Fundo de reserva em caso de acidente com viaturas
2.000,00 €
Subtotal
34.339,00 €
Total
1
2
CMC
CA
57.644,00 €
CMC
51.353,06 €
108.997,06 €
Não inclui o seguro de acidentes pessoais
Custo estimado usando como referência os valores do ano anterior
6
3. EQUIPA TÉCNICA
A coordenação técnica do programa envolveu um gestor de projetos, técnico superior da Divisão do Meio
Terreste da Cascais Ambiente – Empresa Municipal de Ambiente de Cascais (DMT/EMAC) com a
colaboração de 11 coordenadores externos. Estes coordenadores foram, na sua maioria, voluntários no
programa em edições anteriores que pelo seu interesse, proactividade, espírito de equipa, capacidade de
liderança e qualidade de trabalho foram selecionados e convidados a participar no Natura Observa pelo
gestor do projeto.
2.1 ELEMENTOS
Os elementos que constituíram a equipa nesta edição foram:


Gestor do projeto – Irene Correia | Eng.ª Florestal
Coordenadores – apoio externo:
Aducabe Bancessi | Eng.º do Ambiente
Bernardo Venâncio | 3º ano de Licenciatura em Música
Carina Costa | 12º Ano
Filipa Serra | Arq. Paisagista
Helder Esteves | Eng.º do Ambiente
Luís Cláudio Ferreira | 12º Ano
Mário Valença | Eng.º do Ambiente
Rui Coelho | Licenciado em Educação Física e Desporto Escolar
Rui Serra | Geólogo
Sara Martins | Arq. Paisagista
Tiago Baltazar | 3º ano de Economia
O programa contou também com o apoio de outros elementos da equipa técnica da DMT/EMAC nas áreas
de flora, fauna, cartografia e GPS.
2.2 FUNÇÕES
A equipa de 11 coordenadores externos distribuiu-se ao longo das quatro quinzenas (Tabela 2).
Incluiu um coordenador afeto à base operacional do programa, na Quinta de Vale Cavalos, cujas funções
envolveram a logística da base: gestão da base de dados, receção e validação de inscrições, seleção e
recrutamento de voluntários, preparação dos mapas de pagamentos das bolsas de voluntariado,
comunicação interna da equipa, transporte ocasional de voluntários ao terreno e ao hospital e
encaminhamento dos documentos necessários para o reembolso das despesas médicas aos jovens.
Os outros 10 coordenadores executaram as suas funções no terreno sendo responsáveis por transportar
voluntários do respetivo projeto para o local de trabalho, explicar e executar com os voluntários os
7
trabalhos de campo programadas por quinzena pelo gestor de projeto, salvaguardar o espírito de equipa,
garantir a boa utilização e manutenção do material de campo afeto, garantir as condições adequadas de
segurança e higiene no local de trabalho, prestar primeiros socorros em caso de acidente, registar a
assiduidade dos jovens e efetuar a avaliação final do desempenho dos mesmos.
O gestor de projetos teve como principais funções a preparação e controlo orçamental, requisição e
compra de material, programação e acompanhamento dos trabalhos em campo, gestão de equipas e
situações de conflito, formação teórico-prática e educação ambiental e transporte ocasional de voluntários
para o terreno.
Tabela 2 − Cronograma da equipa de coordenadores de campo por quinzena.
Quinzenas
Gestor
Base
2 Maio a 30
Junho
Irene Correia
Sara Martins
1 a 15 Julho
16 a 31 Julho
1 a 15 Agosto
16 a 31 Agosto
Irene Correia
Sara Martins
Irene Correia
Sara Martins
Filipa Serra
Aducabe
Bancessi
Carina Costa
Tiago Baltazar
Mário Valença
Rui Serra
Filipa Serra
Aducabe
Bancessi
Carina Costa
Tiago Baltazar
Mário Valença
Rui Serra
Irene Correia
Sara Martins
Luís Cláudio
Ferreira
Filipa Serra
Irene Correia
Sara Martins
Bernardo
Venâncio
Filipa Serra
Mário Valença
Mário Valença
Helder Esteves
Rui Coelho
Helder Esteves
Rui Serra
Rui Serra
Coruja
Germina
Campo
Javali T1
Javali T2
Pilrito
Raposa
Texugo
1 a 30
Setembro
Irene Correia
Sara Martins
2.3 HORÁRIO
O horário de trabalho dos coordenadores de campo coincide com o horário do projeto que coordenam,
devendo começar sempre meia hora antes e terminar meia hora depois. Assim, existem dois horários
distintos:
 Turno 1 – 08:30 às 15:00
 Turno 2 – 09:30 às 16:00
Este horário permite ao coordenador preparar e arrumar, na respetiva viatura, todo o material de campo
necessário à atividade do dia e no final do turno permite acautelar o seu grupo de voluntários na Quinta de
Vale de Cavalos até este regressar a casa no autocarro alugado para o efeito. O coordenador da base
efetuou um horário rotativo de modo a garantir a assistência necessária em ambos os turnos.
Cada coordenador usufruiu de duas folgas alternadas por quinzena e nesses dois dias o respetivo grupo de
voluntários foi incluído noutro projeto de horário coincidente (Ex: o Javali Turno 1 juntou-se ao Pilrito e
vice-versa). Esses jovens foram orientados pelo segundo coordenador de campo e executaram as tarefas
preconizadas para esse novo local de intervenção.
8
3
FORMAÇÃO
3.1 FORMAÇÃO MINISTRADA PELA EQUIPA DE COORDENAÇÃO DO NATURA
OBSERVA E DIRIGIDA A TODOS OS VOLUNTÁRIOS
Temas abordados:
 Flora e Fauna
 Higiene e segurança no trabalho
 Boas práticas de utilização das ferramentas manuais
 Cartografia e GPS
Formadores – Aducabe Bancessi, Bernardo Venâncio, Carina Costa, Filipa Serra, Helder Esteves, Irene
Correia, Luís Cláudio Ferreira, Mário Valença, Rui Coelho, Rui Serra, Sara Martins, Tiago Baltazar
Número total de formandos – 263
Número total de formações – 4
Número total de horas de formação – 22
3.2 CURSO DE LIDERANÇA, DIRIGIDO A COORDENADORES DO NATURA OBSERVA
Formadora – Maria João Martins (Psicóloga)
Número total de formações – 1
Data da formação – 11 a 14 Agosto 2014
Número total de horas de formação – 20
Número total de formandos – 1
3.3 CURSO DE PRIMEIROS SOCORROS, DIRIGIDO A COORDENADORES DO
NATURA OBSERVA
Formadores – Jorge Moreno, Ângela Alves da Helped Emergency
Número total de formações – 2
Data das formações – 14 a 17 de Julho e de 4 a 7 de Agosto
Número total de horas de formação – 42
Número total de formandos – 8
9
4
RESULTADOS
Em 2014 o programa envolveu 263 voluntários participantes, dos quais 43 jovens repetiram quinzenas,
originando o pagamento de um total de 306 bolsas de voluntariado. Englobou ainda 97 desistências e 4
voluntários excluídos por excesso de faltas.
Em termos de formação dos voluntários bem como da equipa de coordenadores que participaram, esta
edição proporcionou um total de 84 horas.
O número total de voluntários e coordenadores representou 28.530 horas de voluntariado.
4.1 INSCRIÇÕES
Nesta 8ª edição o período de inscrição efetuou-se entre 5 de Maio e 30 de Junho (Tabela 3), obtendo-se um
total de 650 jovens inscritos. Registou-se uma redução significativa face ao ano anterior (49%), fator que
poderá estar relacionado com a diminuição do valor diário da bolsa de voluntariado para os 10€ e pela
extinção de projetos, nomeadamente o Gaio que desde a 1ª edição do programa foi (a par com o Javali) o
projeto mais selecionado aquando da inscrição dos jovens.
Tabela 3 – Datas de inscrição, seleção e divulgação das listas de voluntários.
QUINZENAS
DIVULGAÇÃO, CONTACTO DOS
INÍCIO DAS
DATA LIMITE
SELEÇÃO DE
INSCRIÇÕES
DE INSCRIÇÃO
VOLUNTÁRIOS
2 Junho
3 a 6 Junho
9 a 20 Junho
30 Junho
1 a 4 Julho
7 a 18 Julho
VOLUNTÁRIOS SELECIONADOS E
ENTREGA DE DOCUMENTOS
1
1 a 15 Julho
16 a 31 Julho
5 Maio
1 a 15 Agosto
16 a 31 Agosto
1
A entrega de documentos dos voluntários selecionados deverá ser feita em formato JPEG ou PDF nas datas indicadas para o
efeito e através do e-mail [email protected]
As lojas Geração C, principalmente a de Cascais, foram sem dúvida um meio de grande relevância para a
publicitação do programa e um mecanismo facilitador no período das inscrições.
Nas observações seguintes foram tidos em conta todos os jovens participantes (n=263) e usados os dados
facultados por estes na altura da Inscrição. Analisando a preferência de projetos, verificou-se que 30%o dos
jovens participantes elegeu o projeto Javali como 1ª opção seguido do projeto Texugo (24%). O projeto
Pilrito foi o menos selecionado (9%) (Figura 1).
10
Quanto à seleção de quinzenas, verificou-se que 42% dos jovens participantes escolheu a 1ª quinzena em
seguida da 3ª quinzena em Agosto (30%). A 4ª e última quinzena foi a menos solicitada com apenas 9%
(Figura 2).
Figura 1 – Preferência de projetos pelos voluntários
participantes.
Nesta edição, constatou-se que 62% dos
voluntários participou no Natura
Observa pela primeira vez (Figura 3).
Participação
programas
voluntariado
Participação
Natura Observa
Verificou-se que grande parte dos jovens
participantes (60%) já tinha participado
anteriormente nalgum tipo de programa
de voluntariado (e.g. Banco Alimentar)
(Figura 3), o que demonstra ser um
grupo dinâmico e interessado.
Figura 2 – Preferência de quinzenas dos voluntários
participantes.
158
Sim
105
Não
100
Sim
163
Não
0
50
100
150
200
Figura 3 – Participação dos jovens em programas de
voluntariado.
4.2 PERFIL DOS PARTICIPANTES
Para efetuar a análise do perfil dos voluntários foram avaliados todos os jovens participantes (n=263) e
usados os dados facultados por estes na altura da Inscrição.
A faixa etária dos voluntários manteve-se entre os 16 e 30 anos, verificando-se que 54% dos jovens
participantes eram maiores de idade e na sua maioria do sexo masculino (57%) (Figura 4).
11
Idade dos voluntários por género
A faixa etária média dos
coordenadores de campo e da
base que participaram é de 28
anos, sendo estes também na sua
maioria do sexo masculino (73%).
28
27
26
25
24
23
22
Feminino
21
Masculino
20
19
18
17
Figura 4 – Distribuição dos voluntários por
género e faixa etária.
16
30
20
10
0
10
20
30
A maioria dos voluntários é residente no
concelho de Cascais (72%) e os restantes
jovens (28%) distribuem-se principalmente
pelos concelhos de Sintra, Oeiras e Lisboa
(Figura 5).
Figura 5 − Proveniência dos voluntários
participantes.
Quanto à nacionalidade dos voluntários,
apurou-se que participaram jovens de sete
nacionalidades diferentes, sendo na grande
maioria (86%) portugueses seguindo-se a
nacionalidade guineense (9%) como a
segunda mais representativa (Figura 6).
Figura 6 − Nacionalidades dos voluntários
participantes.
12
4.3 CORUJA
O projeto Coruja visa apoiar a
requalificação
de
património
arquitetónico histórico. Nesta edição
interveio-se na propriedade da Peninha
(Figura 7), situada no extremo oeste da
serra de Sintra, durante o mês de Agosto
(duas quinzenas) e abrangendo um total
de 16 voluntários.
4.1.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO
As
infraestruturas
intervencionadas
localizam-se no interior da quinta e
incluem as seguintes infraestruturas: a
casa e a fonte dos romeiros, toda a
escadaria até à Capela, a lavandaria e
edifícios contíguos que se prevê que
constituam o centro de interpretação da
Peninha.
Figura 7 – Peninha, aspeto posterior à intervenção dos
voluntários.
4.1.2 AÇÕES
Para a execução dos trabalhos os jovens possuíram material e equipamento manual técnico adequado e
foram respeitadas as normas de higiene e segurança inerentes ao tipo de trabalho realizado.
Os trabalhos foram realizados por duas equipas de oito voluntários, num turno único, entre as 09:00 e as
14:30, acompanhados por um coordenador de campo a tempo inteiro.
Os trabalhos realizados envolveram o seguinte (Figura 8):







Remoção de ervas infestantes em todas as estruturas de pedra: escadarias, muretes, pátios com
calçada de granito;
Arranque de um exemplar de erva-das-pampas (Cortaderia selloana), planta exótica invasora a
obstruir um planímetro informativo;
Desmontagem de uma cozinha, salvaguardando as bancadas em mármore e o lava-loiças;
Triagem e separação de equipamento inutilizado no interior das infraestruturas que foi
posteriormente recolhido pela EMAC;
Colocação de decapante e lixagem das caixilharias e molduras interiores e exteriores das janelas em
madeira;
Aplicação de velatura incolor nos tetos interiores em madeira;
Lixagem e aplicação de velatura de cor de carvalho escuro nas portas em madeira;
13





Limpeza de vegetação na estrutura de pedra da fonte e área envolvente e subsequente pintura
com cal;
Lavagem de fachadas com jato de água fria a alta pressão;
Pintura da porta exterior do quadro elétrico com tinta de esmalte verde;
Pintura de fachadas e molduras exteriores das janelas em cantaria com primário branco (uma
demão);
Pintura de fachadas com tinta plástica lisa de cor-de-laranja (uma demão).
A cal utilizada para pintar a fonte dos romeiros foi preparada e aplicada pelos próprios voluntários,
mediante instrução do coordenador.
No final da cada quinzena, os voluntários limparam todo o material utilizado para estar disponível e em
boas condições para os jovens da quinzena seguinte. A lavagem exterior e interior da viatura afeta ao
projeto foi também executada pelos jovens quinzenalmente.
4.1.3
RESULTADOS
Os resultados sumários obtidos no projeto Coruja nesta edição foram:






Área total de remoção de ervas infestantes – 390 m2
Lixagem de caixilharias e molduras interiores e exteriores de janelas – 12
Área total de pintura exterior com primário − 262 m2
Área total de pintura exterior com tinta plástica – 262 m2
Área total de pintura com cal – 20 m2
Área total de aplicação de velaturas − 148 m2
14
Figura 8 - Tarefas
realizadas pelos
voluntários nas diversas
infraestruturas.
15
4.4 GERMINA
O projeto Germina visa apoiar os trabalhos de propagação de espécies vegetais autóctones desenvolvidos
no Banco Genético Vegetal Autóctone (BGVA) e a manutenção das suas infraestruturas.
O Germina funcionou durante as quatro quinzenas, implicando um total de 32 voluntários.
4.4.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO
A recolha de sementes e estacas feita pelos voluntários ocorreu em cinco áreas distintas:





Duna da Cresmina
Quinta do Pisão – Parque de Natureza
Pisão de Baixo
Pedra Amarela Campo Base
Ribeira das Vinhas (a jusante da Barragem do Rio da Mula)
4.4.2 AÇÕES
As ações desenvolvidas por quatro equipas de oito voluntários, num turno único das 10:00 às 15:30,
concentraram-se na estufa e casa de sombra do BGVA, que se situa na Quinta de Vale de Cavalos (zona do
hangar) em Alcabideche (EN 247-5), sendo no entanto conciliadas com duas saídas de campo por quinzena
às várias áreas de intervenção mencionadas. Nas saídas de campo os voluntários foram acompanhados
pelo respetivo coordenador de campo e gestor do programa.
Nesta edição contou-se com o apoio técnico do João Monjardino no desenvolvimento dos diversos
trabalhos e saídas de campo.
Em suma desenvolveram-se as seguintes ações (Figura 9):


Recolha, limpeza e armazenamento de sementes das espécies: Ammophila arenaria (estorno),
Armeria welwitschii (raiz-divina), Eryngium maritimum (cardo-marítimo), Iberis procumbens, Juncus
valvatus, Ononis ramosissima (joina-das-areias), Pistacia lentiscus (aroeira), Juniperus turbinata
(sabina-das-praias), Rhamnus alaternos (sanguinho-das-sebes), Rhamnus lycioides (espinheiropreto), Spartium junceum (giesta), Thymus villosus (tomilho); Ulex densus (tojo-gatunho);
Sementeiras de: Ammophila arenaria (estorno), Armeria welwitschii (raiz-divina), Elymus farctus
(feno-das-areias), Euphorbia paralias (morganheira-das-praias), Eryngium maritimum (cardomarítimo), Helichrysum italicum (perpétuas-das-areias), Iberis procumbens, Juncus valvatus,
Juniperus turbinata (sabina-das-praias), Lotus creticus (trevo-de-creta), Myrtus communis (murta),
Ononis ramosissima (joina-das-areias), Pistacia lentiscus (aroeira), Rhamnus alaternos (sanguinhodas-sebes), Rhamnus lycioides (espinheiro-preto), Spartium junceum (giesta), Thymus villosus
(tomilho);
16

Recolha de ramos de três espécies, preparação de estacas para ensaio de enraizamento: Prunus
spinosa (abrunheiro), Salix atrocinerea (borrazeira-preta), Tamarix africana (tamargueira);



Repicagem e transplante de plantas germinadas em alvéolo e/ou vaso;

Rega diária das plantas existentes na orla da casa de sombra e parque exterior: Arbutus unedo
Limpeza de aspersores de rega, filtros, sistema de cooler e caleiras exteriores;
Lavagem de alvéolos e vasos antes da sua utilização;
(medronheiro), Crataegus monogyna (pilriteiro), Rhamnus alaternos (sanguinho-das-sebes),
Viburnum tinus (folhado);




Limpeza do terreno, abertura de valas de drenagem e rega diária das plantas ripícolas (Fraxinus
angustifolia) plantadas no exterior;
Monda de infestantes debaixo das bancadas e nas diversas plantas existentes em alvéolo e vaso na
casa de sombra;
Reorganização da distribuição de alvéolos e vasos no parque exterior, definindo zonas distintas
para plantas em vasos e plantas em alvéolos de produção caseira;
Manutenção do equipamento e material de campo (e.g. arrumo dos armários, afiação de tesouras,
substituição de cabos de enxadas partidos).
No final de cada quinzena, os voluntários limparam todo o material utilizado para estar disponível e em
boas condições para os jovens da quinzena seguinte.
Por iniciativa do coordenador de campo e aprovação do gestor do programa, organizou-se uma sinergia
entre os voluntários do Germina e do Texugo, com o intuito de enriquecer a experiência dos jovens. Assim,
por um dia os voluntários e coordenador de campo do Germina saíram do BGVA e executaram as tarefas
em conjunto com os voluntários do Texugo na sua área de intervenção, o Pedra Amarela Campo Base.
4.4.3 RESULTADOS
Os principais resultados obtidos encontram-se descriminados em seguida:







Núcleos de vegetação para recolha – 5
Nº total de saídas de campo – 8
Sementes recolhidas, limpas e armazenadas (n.º espécies) – 13
Nº total espécies semeadas (dunares e florestais) – 17
Sementeiras em cuvete (alvéolo) – 4.949 exemplares
Sementeiras em tabuleiro (n.º espécies) – 6
Ensaio de enraizamento com estacas de três espécies – 1.191 exemplares
Os trabalhos posteriores de repicagem e transplante serão executados ao longo do ano pelo gestor do
programa Natura Observa, que gere também o BGVA.
17
Figura 9 - Tarefas realizadas pelos voluntários ao longo das quinzenas.
18
4.5 JAVALI
O projeto Javali destina-se à execução de trabalhos florestais em manchas de matos e floresta pertencentes
ao concelho de Cascais e inseridas em área protegida do PNSC.
O projeto funcionou durante as quatro quinzenas, implicando um total de 128 voluntários.
4.5.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO
A área de intervenção incidiu num
povoamento puro irregular de
Eucalyptus globulus (eucalipto) que
se localiza na Quinta do Pisão –
Parque
de
Natureza,
EN9-1
(cruzamento da Barragem do Ribeiro
da Mula) (Figura 10).
4.5.2 AÇÕES
Os trabalhos florestais foram
realizados por duas equipas de 16
voluntários cada, mantendo os dois
turnos diários, turno 1 das 09:0014:30 e turno 2 das 10:00-15:30,
sempre acompanhados por um
coordenador em cada turno. Os
voluntários usaram equipamento
técnico
manual
adequado
à
execução das tarefas, respeitando as
normas de higiene e segurança
inerentes ao tipo de trabalho
realizado.
Figura 10 – Localização da Quinta do Pisão –
Parque de Natureza.
As ações realizadas pelos voluntários envolveram (Figura 11):
 Controlo de seguimento do rebentamento por toiça de Eucalyptus globulus (eucalipto);
 Pincelamento dos cepos com glifosato a 50% após o corte (com corante);
 Arranque de espécies exóticas invasoras (e.g. Acacia longifolia (acácia-de-espigas), A. melanoxylon
(austrália), A. dealbata (mimosa), Pittosporum undulatum (árvore-do- incenso);
 Arranque de espécies exóticas invasoras na área envolvente do BGVA (e.g. Cortaderia selloana
(erva-das-pampas), Acacia spp.);
19
 Desramações e/ou podas de formação e manutenção em Olea europaea var. sylvestris
(zambujeiro);
 Beneficiação da regeneração natural autóctone com a remoção da regeneração por toiça e/ou
semente de espécies exóticas invasoras (e.g. Acacia spp., Albizia lophanta (albízia));
 Limpeza de entulhos e/ou lixos domésticos.
Ao longo das quinzenas o material danificado foi sendo substituído (e.g. cabos partidos) e afiado (e.g. afiar
alviões, foices suíças) e no final de cada quinzena, os voluntários limparam todo o material utilizado para
estar disponível e em boas condições para os jovens da quinzena seguinte.
A lavagem exterior e interior da viatura afeta ao projeto foi também executada pelos jovens
quinzenalmente.
4.5.3 RESULTADOS
As principais ações desenvolvidas incluíram:
 Controlo de seguimento e erradicação de espécies exóticas invasoras – 26,7ha (267.000 m2)
 Colocação dos sobrantes florestais em fiadas paralelas às curvas de nível sem constituir
acumulações, para evitar o risco de propagação de incêndio e proporcionar terreno limpo
para as plantações subsequentes;
 Beneficiação da vegetação natural autóctone (talhão 2b) – 0,5ha (5.000 m2)
 Desramação e/ou poda de formação e manutenção (1/3 inferior do tronco) – 500 m2
 Arranque de espécies exóticas invasoras (BGVA) – 300 m2
20
Figura 11 - Tarefas realizadas pelos voluntários
do Javali ao longo das quinzenas.
21
4.6 PILRITO
O projeto Pilrito visa a implementação de medidas específicas de proteção e recuperação do sistema dunar
Cresmina-Guincho, tendo decorrido entre 1 Julho e 15 Agosto (três quinzenas), implicando um total de 48
voluntários.
4.6.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO
Em 2014, a intervenção dos
voluntários englobou duas áreas
distintas: a duna da Cresmina e a foz
da ribeira de Caparide (Figura 12).
As dunas do Guincho-Cresmina são
uma pequena parcela do complexo
dunar Guincho-Oitavos em área
protegida do PNSC, que têm vindo a
ser intervencionadas pelos voluntários
do projeto Pilrito desde 2010.
Figura 12 – Duna da Cresmina (à esq.) e foz da Rib.ª Caparide (à dta.).
A intervenção na foz da ribeira de Caparide foi executada este ano pela primeira vez, dando sequência à
gestão de habitat preconizada para a unidade de gestão (UG) Pedra do Sal – Bafureira do Plano de Gestão
da Orla Costeira. Esta ação resultou da colaboração entre as Divisões do Meio Terrestre e da Orla Costeira e
Meio Marinho, ambas do Departamento de Espaços Naturais da Cascais Ambiente.
Nesta edição o Núcleo de Interpretação da Duna da Cresmina já se encontrava aberto ao público, pelo que
foi usado como ponto de água e de WC quando estritamente necessário.
4.6.2 AÇÕES
As ações foram realizadas por três equipas de 16 voluntários, num turno único, entre as 09:00 e as 14:30,
acompanhados por um coordenador. Os voluntários usaram material e equipamento manual técnico
adequado e foram respeitadas as normas de higiene e segurança inerentes ao tipo de trabalho realizado.
Na Duna da Cresmina executou-se principalmente (Figura 13):
 Erradicação de espécies exóticas invasoras através do arranque manual, entre elas: Acacia
longifolia (acácia-de-espigas), A. pycnantha (acácia), Aeonium arboreum (saião-arbóreo), Agave
americana (piteira), Albizia lophanta (albízia), Arundo donax (cana), Carpobrotus edulis
(chorão), Cortaderia selloana (erva-das-pampas), Melaleuca armillaris (escovilhão), Myoporum
laetum (mióporo), Stenotaphrum secundatum (escalracho), Phytolacca americana (tintureira);
22
 Limpeza de lixo disperso pelo vento;
 Sensibilização ambiental dos visitantes, informando que se encontram numa área de proteção
integral devendo circular sempre pelos passadiços.
A foz da ribeira de Caparide localiza-se junto ao Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal (CIAPS).
As ações aqui desenvolvidas pelos voluntários englobaram essencialmente (Figura 14):
 Corte e remoção de rizomas de Arundo donax (cana);
 Limpeza de lixo doméstico e/ou entulho;
 Sensibilização ambiental aos visitantes interessados, sobre a importância do trabalho realizado.
A remoção dos rizomas do solo provou ser um processo mais árduo e extenuante do que previsto, pois foi
preciso ir desviando o curso de água e escavar toda a terra rija acumulada no leito da ribeira. Em seguida
foi necessário transportar (com lonas) os rizomas removidos para um local pré-definido na arriba para
serem neutralizados pela água salgada do mar e transportar e empilhar os caules junto à Av. Marginal (N6)
para serem removidos pela Divisão de Limpeza Urbana da Cascais Ambiente e posteriormente destroçados.
No final de cada quinzena, os voluntários limparam todo o material utilizado para estar disponível e em
boas condições para os jovens da quinzena seguinte. A lavagem exterior e interior da viatura afeta ao
projeto foi também executada pelos jovens quinzenalmente.
4.6.3 RESULTADOS
Os resultados obtidos encontram-se descriminados abaixo:




Erradicação de espécies exóticas invasoras – 10ha (100.000m2)
Beneficiação da regeneração da vegetação natural (e.g. Fraxinus angustifolia (freixo));
Reabilitação do ecossistema fluvial da ribeira (por troços) – 150 m
Recolha de lixo – 600L
23
Figura 13 - Tarefas realizadas pelos voluntários na duna da Cresmina.
Figura 14 - Tarefas realizadas pelos voluntários na faz da rib.ª de Caparide.
24
4.7 RAPOSA
O projeto Raposa consiste na instalação de sinalética e
monitorização das quatro pequenas rotas (PR1, PR2,
PR3, PR4) e grande rota (GR11) do PNSC inseridos num
sistema de georreferenciação.
O Raposa decorreu durante o mês de Julho (duas
quinzenas), implicando um total de 16 voluntários.
4.7.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO
A área de intervenção consiste nos 4 percursos de
Pequena Rota (PR) e um troço da Grande Rota (GR11)
(Figura 15). As PR são percursos circulares que
apresentam uma extensão entre os 6,8Km e os
15,2Km, estando avaliados entre a média e pequena
dificuldade (Tabela 4).
A GR permite a ligação a noroeste, dando continuidade
ao concelho de Sintra, e para este para o concelho de
Oeiras. Este troço insere-se num grande percurso
pedestre transeuropeu, que tem início em S.
Petersburgo (Rússia) e contorna toda a costa dos
países da Europa do norte ou central até, em Tarifa
encontrar o Caminho do Mediterrâneo antes da
travessia para África.
Figura 15 – Percursos pedestres no PNSC.
Tabela 4. Características gerais dos Percursos pedestres de Cascais.
Rota
Extensão (Km)
PR1 – Rotas das Quintas
14,4
PR2 – Rota do Cabo Raso
15
Partida/Chegada
Malveira da Serra
Areia ou Farol da Guia
PR3 – Rota das Aldeias
12,5
Malveira da Serra
PR4 – Rota do Litoral do
Guincho
9,9
Malveira da Serra
GR11 – Caminho do
Atlântico
25,1
Forte de S. Julião da
Barra
25
No final da quinzena, os voluntários limparam todo o material utilizado para estar disponível e em boas
condições para os jovens da quinzena seguinte. A lavagem exterior e interior da viatura afeta ao projeto foi
também executada pelos jovens quinzenalmente.
4.7.2 AÇÕES
As ações foram realizadas por duas equipas de oito voluntários, num turno único, entre as 09:00 e as 14:30,
sempre acompanhados por um coordenador.
O levantamento em GPS de todas as marcas e equipamentos inerente às rotas (postes, balizas, placares
informativos) foi concluído no ano anterior. Esta informação serviu de base à programação dos trabalhos
nesta edição, que incluíram principalmente (Figura 16):




Preparação de moldes e pintura da informação respetiva a cada seta direcional;
Colocação das setas direcionais nos respetivos postes consoante os ângulos de orientação;
Abertura de buracos com mínimo 50 cm para instalação dos postes de madeira;
Reaproveitamento de postes de madeira tratada sendo cortados à medida para usar como
balizas;
 Gravação da sinalética respetiva em cada baliza (caminho certo, caminho errado, virar à
direita ou esquerda), abertura de buracos de 50 cm e instalação das mesmas;
 Repintura da sinalética existente nas PR e GR11;
 Recolha de lixo disperso ao longo das rotas (garrafas e sacos de plástico principalmente).
4.7.3 RESULTADOS
Os resultados obtidos encontram-se descriminados abaixo:










Colocação de postes direcionais – 17;
Colocação de setas direcionais em falta em postes já existentes – 3;
Colocação de balizas de caminho certo na GR – 6;
Colocação de balizas de caminho errado na GR – 1
Colocação de balizas de caminho certo em PR – 9
Colocação de balizas de caminho errado em PR – 2
Colocação de planímetro da PR4 (na N247-5 junto ao recinto das festas da Malveira da Serra) – 1
Nº total de marcas repintadas – 345
Extensão total percorrida a pé nas rotas – 321 km
Recolha total de lixo nas rotas – 3.720L
26
Figura 16 - Tarefas realizadas pelos
voluntários nos diversos percursos
pedestres.
27
4.8 TEXUGO
O projeto Texugo visa a formação de uma
equipa para apoiar o projeto Pedra Amarela
Campo Base (PACB) desenvolvido pela equipa
técnica da DMT/EMAC, no período do ano com
maior número de reservas e por conseguinte
maior realização de atividades (Campos Sioux).
O Texugo funcionou durante as quatro
quinzenas, implicando um total de 64
voluntários.
4.8.1 ÁREA DE INTERVENÇÃO
A área de intervenção é o PACB (130ha), em
particular a zona do Chão de Batel, onde se
pretende promover o usufruto do património
natural e cultural do PNSC. O campo e as suas
atividades são concebidos segundo o princípio
da sustentabilidade e com minimização do
impacto ambiental (Figura 17).
Figura 17 – Mapa do PACB
(zona Chão de Batel).
4.8.2 ACÇÕES
As principais ações realizadas pelos voluntários envolveram (Figura 18):
 Apoiar a realização de jogos lúdico-desportivos, dinâmicas de grupo e atividades de aventura
desenvolvidas;
 Construção de novas estruturas de madeira necessárias à execução das atividades;
 Manutenção das estruturas de madeira existentes;
 Beneficiação da regeneração da vegetação natural;
 Informar os utilizadores e transeuntes acerca das várias atividades e ações de conservação da
natureza desenvolvidas.
28
4.8.3 RESULTADOS
Os resultados obtidos encontram-se descriminados abaixo:
 Requalificação das cercas de madeira através do corte de varas de Eucalyptus globulus (eucalipto)
usando-as para substituir os postes danificados e aprumo do sisal;
 Corte de varas eucalipto para a construção do abrigo Raposa (A) – 14 m2;
 Corte de varas de eucalipto para a construção do WC norte – 13,5 m2;
 Corte de varas de eucalipto para a construção dos três lavatórios;
 Delimitação de entradas para zonas de acampamento e construção de caminhos internos – 300 m2;
 Beneficiação da regeneração da vegetação natural através do controlo de plantas exóticas
invasoras e limpeza de mato – 50 m2;
29
Figura 18 - Tarefas realizadas pelos voluntários
no Chão de Batel (PACB).
30
5
APOIOS
Serviço de Espaços Verdes | Câmara Municipal de Cascais
Divisão de Limpeza Urbana | Cascais Ambiente
Divisão de Juventude e Conhecimento | Câmara Municipal de Cascais
Rede de lojas Geração C
6
FINANCIAMENTO
QREN POR Lisboa
Câmara Municipal de Cascais
31
7
SUGESTÕES PARA 2015
Com vista a dar continuidade ao programa, a equipa de coordenadores e gestor do projeto considera que
existem alguns aspectos que devem ser ponderados e tidos em conta na próxima edição, nomeadamente:
 Retomar o valor das bolsas de voluntariado anteriores, 12€/dia para voluntários e 25€/dia para
coordenadores, devido à exigência física e especializada que os trabalhos desenvolvidos acarretam;
 Retomar o “momento sala” na formação teórico-prática ministrada no primeiro dia de cada
quinzena;
 Retomar a participação de entidades de vigilância no PNSC e a sua interação com os jovens;
 Interromper os trabalhos de campo ao 7º dia de cada quinzena para criar um momento de
descontração e de convívio, ficando este dia reservado à realização de atividades de team building,
dinâmicas de grupo para reforçar a interação dos jovens entre projetos e reforçar o espírito Natura.
Todos os coordenadores e o gestor de programa deverão trabalhar em conjunto para garantir o
sucesso destas atividades. A bolsa neste dia seria ressarcida;
 Implementar uma paragem geral do programa ao 8º dia de cada quinzena para descanso dos
voluntários e equipa de coordenadores, sem remuneração da bolsa;
 Criar uma parceria com o intuito de reduzir os custos de transporte dos voluntários (autocarro e
viaturas de 9 lugares).
32
Fly UP