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Prevenção, promoção e recuperação da saúde bucal do trabalhador

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Prevenção, promoção e recuperação da saúde bucal do trabalhador
REVISÃO | REVIEW
Prevenção, promoção e recuperação da saúde bucal do trabalhador
Prevention, promotion and restoration of worker´s oral health
Érica Silva CARVALHO1
Sandra Regina HORTENSE1
Lívia Maria Vieira RODRIGUES1
José Roberto de Magalhães BASTOS1
Arsenio SALES PERES1
RESUMO
No decorrer da História foram mudados os termos que se relacionavam ao trabalhador, sua saúde e seu ambiente de trabalho: de Medicina
do Trabalho para Saúde Ocupacional e chegando a Saúde do Trabalhador. Esse artigo tem como objetivo demonstrar, através de estudo de
diversos autores, a relevância da saúde bucal do trabalhador. Essa revisão de literatura alerta sobre a importância de conhecer os problemas
bucais que possam afetar os trabalhadores. Tem a intenção de analisar a epidemiologia, patologia e etiologia, além de compreender o
impacto que possam ocasionar na qualidade de vida, promovendo saúde bucal. Desse objetivo decorre a importância do cirurgião-dentista
na saúde do trabalhador, evitando o absenteísmo odontológico, pois a dor orofacial pode alterar as condições de vida e trabalho do indivíduo mais do que outras condições sistêmicas como, por exemplo, diabetes e pressão alta. A odontologia do trabalho só tem a colaborar
com a saúde do trabalhador tanto na esfera pública quanto na privada, porque, verdadeiramente, o que se busca é um trabalhador com
condições de saúde bucal adequadas para sua atividade laborativa e com uma melhoria em sua qualidade de vida.
Termos de indexação: odontologia do trabalho; saúde bucal; saúde do trabalhador.
ABSTRACT
In the course of history the terms related to workers, their health and work environment have been changed: from Medical Labor Health to
Occupational Health through to the Worker’s Health. This aim of this article is to demonstrate the importance of the worker’s oral health, by
means of the studies of several authors. This literature review draws attention to the importance of knowing the dental problems that may affect
workers, with the intention of analyzing the epidemiology, etiology and pathology in addition to understanding the impact they would cause on
the quality of life, oral health promotion and prevention. This goal stems from the dentist’s importance to the Worker’s Health, preventing dental
absenteeism, as orofacial pain may alter the conditions of life and work of the individual to a greater extent than other systemic conditions such
as diabetes and high blood pressure do. Occupational Dentistry has collaborated with worker’s health both in the public and private spheres,
because what really is really being sought is a worker with adequate oral health conditions for his/her work activities and an improvement in the
worker’s quality of life.
Indexing terms: occupational dentistry; oral health; occupational health.
INTRODUÇÃO
Fazendo uma análise do conceito básico de saúde
proposto por Wylie1, poderíamos afirmar que saúde “é a
perfeita e contínua adaptação do organismo ao ambiente”.
A história da saúde do trabalhador teve início
na Inglaterra, na primeira metade do século XIX, com a
Revolução Industrial, denominada na época como medicina
do trabalho. Naquele momento, o consumo da força de
trabalho, resultante da submissão dos trabalhadores a um
processo acelerado e desumano de produção, exigiu uma
intervenção, sob pena de tornar inviável a sobrevivência e
reprodução do próprio processo.
1
A tecnologia industrial evoluiu de forma acelerada,
traduzida pelo desenvolvimento de novos processos industriais, novos equipamentos, e pela síntese de novos produtos
químicos, simultaneamente ao rearranjo de uma nova divisão
internacional do trabalho. Surge nesse contexto a saúde ocupacional, sobre tudo dentro das grandes empresas, com o traço da multi e interdisciplinaridade, com a organização de equipes progressivamente multiprofissionais, e a ênfase na higiene
industrial, refletindo a origem histórica dos serviços médicos
e o lugar de destaque da indústria nos países industrializados.
Do intenso processo social de mudança, ocorrido no
mundo ocidental nos últimos vinte anos, foram mencionados,
anteriormente, alguns aspectos que, no âmbito das relações
trabalho x saúde, conformaram a saúde do trabalhador. Como
Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia. Al. Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75, Vila Universitária, 17012-901, Bauru, SP, Brasil. Correspondência para / Correspondence to: Email: <[email protected]>.
RGO, Porto Alegre, v. 57, n.3, p. 345-349, jul./set. 2009
ES CARVALHO et al.
característica básica desta nova prática, destaca-se a de ser um
campo em construção no espaço da saúde pública. Assim, sua
descrição constitui, antes, uma tentativa de aproximação de
um objeto e de uma prática, com vistas a contribuir para sua
consolidação enquanto área2.
A área de saúde do trabalhador, integrante
indissociável da área de saúde, apresenta como princípios;
zelar pela saúde nos ambientes e nas relações do ser humano
com o trabalho, promovendo a saúde, prevenindo agravos,
recuperando a saúde/tratando e reabilitando o trabalhador. O
desenvolvimento de ações individuais e coletivas que visem
atuar no processo saúde-trabalho-doença, para eliminar ou
controlar determinantes, fatores de riscos e danos são do seu
escopo. Quando se reconhece o indivíduo como um todo
e não como um ser fragmentado, a visão de saúde bucal é
alterada e passa a ser ampla.
Dentro do aspecto conceitual da saúde, tendo em
vista, mais especificamente, a saúde bucal do trabalhador, esta
fica caracterizada da seguinte forma: “é a parte da atenção à saúde
do trabalhador, que trata de promover, preservar e recuperar a saúde
bucal do trabalhador, conseqüente dos agravos, afecções ou doenças do
exercício profissional, e que tem manifestações bucais, devendo ter sua
ação voltada à prevenção de todos os agravos laborais, ou seja, objetiva a
prevenção de doenças decorrentes da atuação profissional e dos acidentes
de trabalho” 3.
A odontologia do trabalho, neste contexto de
valorização dos recursos huma­nos, ganha destaque com o
intuito de estudar, interpretar e solucionar os diferentes pro­
blemas bucais que atingem os trabalhadores. As doenças
bucais não se desvinculam das condições ge­rais de saúde do
corpo e não podem ser deixadas de lado, quando se discutem
as incapacidades que atin­gem os trabalhadores. Qualquer
problema de origem bucal pode provocar desconforto físico,
emocional, prejuízos consideráveis à saúde geral, além de
dimi­nuir a produtividade de um empregado dentro de sua
função.
Araújo & Gonini Júnior4 alertaram sobre a
importância de conhecer os problemas bucais que possam
afetar os trabalhadores, analisar a sua epidemiologia, patologia
e etiologia, além de compreender o impacto que possam
ocasionar na sua qualidade de vida.
Este artigo teve como objetivo revisar a literatura
em busca de resultados e conclusões que demonstrem a
importância do assunto odontologia do trabalho como
atenção à saúde do trabalhador, promovendo, preservando e
recuperando a saúde bucal do trabalhador, consequente dos
agravos, afecções ou doenças do exercício profissional.
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A importância do dentista do trabalho
Numa visão holística e bem atual, Nogueira5 aborda
a participação do dentista na equipe de saúde do trabalhador
como essencial. “Dentre os especialistas que deveriam colaborar
com o médico do trabalho no grande campo da saúde do
trabalhador, merece especial atenção o trabalho do dentista”.
Sua afirmação é baseada na situação altamente
vulnerável da cavidade oral, pela sua comunicação quase
permanente com o meio externo. São muitas as lesões dos
dentes e demais estruturas daquela cavidade pela ação de
agentes mecânicos, físicos e, principalmente, químicos. Por
essa razão, o papel do dentista do trabalho é relevante, pois
a ele cabem, segundo Forney6, duas atividades de grande
importância, tanto no campo preventivo como no campo
construtivo da Higiene do Trabalho: a) reconhecimento e
prevenção dos riscos ambienciais causadores de manifestações
orais de doenças profissionais e b) correção de lesões orais e
condições afins, devidas à exposição a fatores profissionais.
O dentista tem uma grande responsabilidade no
reconhecimento e, consequentemente, na prevenção das
doenças profissionais que possam ser diagnosticadas através
do exame da cavidade oral. Isso exige um conhecimento
especializado por parte dos dentistas, conhecimento esse que
não pode ser obtido nos ambulatórios dentários gerais ou na
clínica particular, mas unicamente através do contato diário
com os trabalhadores, em seu local de trabalho. Os exames
odontológicos para fins trabalhistas devem ser realizados com
o objetivo principal de considerar as relações e implicações
entre saúde bucal e atividade laborativa, preservando-se
os padrões éticos e morais da prática profissional, como a
imparcialidade, o bom senso e a moderação.
Doenças ocupacionais e sua relação com a saúde bucal
As doenças ocupacionais das gengivas, dos dentes e
das demais estruturas da boca podem ser agrupadas em a)
doenças devidas às ações diretas do agente causal sobre as
estruturas da boca e b) doenças em que surgem lesões orais
como parte de uma doença sistêmica.
Os dentes e demais estruturas da cavidade oral
podem ser lesados diretamente por agentes químicos, físicos
ou mecânicos com que tenham estado em contato; por
outro lado, podem ser observadas, na boca, manifestações
de doenças sistêmicas, o que permitirá ao dentista, bem
orientado em relação à higiene do trabalho, encaminhar o seu
paciente ao médico especializado. Um dos papéis do dentista
especializado em Odontologia do Trabalho é diagnosticar e
atuar na prevenção das doenças profissionais.
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Saúde bucal do trabalhador
Quadro 1.Tipos de agentes mecânicos, físicos e químicos e suas conse
quências bucais.
odontológicos que acarretam ausências ao trabalho têm sido de
interesse crescente ao setor público e privado, principalmente em
razão do contexto econômico competitivo e produtivo, em que
a sociedade se encontra atualmente, razão esta que tem levado
alguns pesquisadores a estudar os principais fatores que estão
envolvidos com o absenteísmo por motivos odontológicos.
Estudos demonstram que a dor orofacial pode alterar a
qualidade de vida mais do que outras condições sistêmicas, tais
como, úlceras, diabetes e pressão alta. Indivíduos nessa condição
vivenciam grandes mudanças no seu dia-a-dia, incluindo dias de
trabalho perdidos, ficando isolados em casa, evitando os amigos
e a família, preocupando-se com as condições bucais, visitando
dentistas, tomando medicamentos e evitando certos alimentos8-13.
Os problemas bucais constituem uma incapacidade da
atividade produtiva, com efeitos sobre a capacidade de trabalho
e a qualidade de vida, além do prejuízo para o empresário.
Em pesquisa feita por Carvalho14, em mineradora no
noroeste de Minas Gerais, com 662 empregados, sobre a ausência
por causa odontológica, num período de novembro de 2006 a
janeiro de 2007 (três meses), com a metodologia de levantamento
junto ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
(PCMSO) da empresa, obteve-se os seguintes resultados:
Tabela 1. Causas do absenteísmo.
Tabela 2. Absenteísmo de causa odontológica.
Absenteísmo por motivos odontológicos
O absenteísmo laboral, segundo Mazzilli7, é o termo
utilizado na literatura para, genericamente, indicar o não
comparecimento inesperado ao trabalho, em especial aquele de
caráter repetitivo. Ele gera um aumento de custos, pois além da
concessão de auxílio-doença, gera diminuição de produtividade
e eficiência, assim como um aumento de problemas administrativos, o que compromete a engrenagem industrial. Os fatores
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ES CARVALHO et al.
A contribuição da odontologia do trabalho no serviço público e privado
As ações odontológicas tornam-se importantes
principalmente no que se refere à prática do pensamento
promotor da saúde no desenvolvimento das ações em saúde
do trabalhador.
Se as condições bucais se vinculam às condições
gerais de saúde, e são consideradas quando se discutem as
incapacidades que atingem os trabalhadores, a promoção da
saúde torna-se um meio potencial de combate ao desconforto,
dor e sofrimento associado às doenças bucais, tornando-se
estratégia importante na redução do impacto destas doenças
no processo de viver humano. O conhecimento sobre riscos
ocupacionais para a saúde bucal do trabalhador é ainda
incipiente, e a sua disseminação precária, seja no meio acadêmico seja entre os profissionais de serviços, mesmo para aqueles
que trabalham em indústrias, onde exposições ocupacionais são
comuns. Isso expressa a falta de integração entre a odontologia
e a saúde pública em geral, e, mais especialmente, entre as
práticas de saúde bucal e o campo da saúde do trabalhador.
Assim, torna-se necessária a incorporação dos profissionais de
odontologia nas equipes de saúde e segurança do trabalhador.
É importante também o deslocamento do foco de atenção da
boca para o indivíduo, e deste para o coletivo, na expressão de
sua complexidade social.
Desde a promulgação da Constituição Federal, em
1988, e a consequente criação do Sistema Único de Saúde,
Brasil em 1988, um capítulo específico foi criado com as
diretrizes para atender à saúde do trabalhador brasileiro15.
Várias diretrizes já foram postas em prática, porém os
programas de saúde propriamente, principalmente do
trabalhador, muitas vezes esbarram nos contextos social,
econômico e político do momento, gerando mudanças de
enfoque e priorização de metas. Araújo3 concluiu que as
condições de trabalho interferem na qualidade de saúde bucal
dos trabalhadores, e que tal alteração poderia desencadear
alterações na mucosa bucal, que muitas vezes permitem um
diagnóstico precoce de um envolvimento sistêmico. Hoje,
porém, não se faz uma odontologia do trabalho voltada para
a identificação epidemiológica, catalogação ou prevenção das
doenças, e sim de maneira usual, simplesmente curativa.
É importante não só levantar os problemas bucais
que podem afetar diretamente os trabalhadores como
também analisar concretamente a epidemiologia e patologia
desses problemas, assim como estudar o impacto que
podem ocasionar em suas qualidades de vida, trazendo à
tona novos elementos na análise da causalidade das doenças
e dos porquês da sua maior ocorrência e manutenção em
determinados segmentos da sociedade. Há que se considerar,
ainda, o desconhecimento da problemática de saúde bucal por
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parte dos trabalhadores, a falta de interesse e conhecimento
dos profissionais da saúde, no que se refere ao estudo e
interpretação correta dos problemas de saúde bucal que
afetam os trabalhadores, e a necessidade de uma política de
saúde do trabalhador firme e eficaz.
O Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT)16
revelou, em 1989, que não se conhece o número exato de
trabalhadores afetados por determinadas doenças profissionais,
em decorrência da ausência de centros de referência em
medicina do trabalho ao alcance de todos. Em decorrência
disto, não se conhece a severidade do quadro epidemiológico
de muitas afecções bucais que acometem os trabalhadores,
restringindo-se a atenção odontológica existente nos níveis
primário, secundário e terciário, respectivamente, a cuidados
com o ambiente de trabalho e controle periódico da população,
atendimento prestado em âmbito ambulatorial e atendimentos
em âmbito hospitalar para os acidentes do trabalho.
As empresas privadas sofrem um prejuízo bastante
alto, tanto do ponto de vista financeiro como humano. Por isso,
é fundamental que os programas de saúde ocupacional incluam
a odontologia, e para que essa iniciativa obtenha sucesso é
importante a participação do cirurgião-dentista nesse processo.
No ambiente de trabalho, o desconforto ocasionado
por doenças bucais e o controle da dor com base em
medicamentos causam perda de concentração e redução da
capacidade e qualidade de trabalho, predispondo o indivíduo
a acidentes pessoais e no ambiente de trabalho17. Empregados
representam um dos maiores patrimônios das empresas, e só
atingem o máximo de sua capacidade de trabalho quando suas
necessidades básicas de saúde estão atendidas18.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
No decorrer da História, com as mudanças dos
termos de Medicina do Trabalho para Saúde do Trabalhador,
visando inter e multidisciplinaridade e integralidade na saúde
do trabalhador, a odontologia ainda não obteve seu devido
espaço. A literatura vem mostrando, desde 1972, que a saúde
bucal do trabalhador é essencial para sua produtividade e bem
estar no trabalho, além disso, o próprio empregador perde com
esse descaso. A Odontologia do Trabalho tem diretrizes muito
próximas às do Sistema Único de Saúde, que teoricamente
se fundamenta como uma política de saúde eficaz. Tanto
para o sistema público como para o privado, a promoção e
prevenção da saúde bucal dos trabalhadores são necessárias,
visto que essa faixa etária de indivíduos no Brasil nunca teve
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Saúde bucal do trabalhador
um olhar relevante nem privilegiado. Levar ao trabalhador, em
seu ambiente de trabalho, projetos de promoção e prevenção
em saúde bucal, traçando soluções para os danos já existentes,
é cooperar para que o trabalhador seja visto como um todo
e para que a saúde bucal faça parte do Sistema da Saúde do
Trabalhador, formando, assim, uma equipe de saúde integral.
Colaboradores
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Recebido em: 19/1/2009
Aprovado em: 25/3/2009
RGO, Porto Alegre, v. 57, n.3, p. 345-349, jul./set. 2009
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