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O violão e as linguagens violonísticas do choro

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O violão e as linguagens violonísticas do choro
O VIOLÃO
E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO
CARLOS W ALTER
O VIOLÃO
E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO
C ARLOS H. W ALTER
2014
É vedada a reprodução eletrônica
ou xerográfica desse livro
sem a autorização expressa do autor.
Registrado na Biblioteca Nacional | ISBN nº 978-85-911-3880-7
© C ARLOS H. W ALTER
Capa, revisão, projeto gráfico e formatação
C ARLOS W ALTER
F ICHA
DE CATALOGAÇÃO
WALTER, Carlos.
O violão e as linguagens violonísticas do Choro. Uberaba | Belo
Horizonte, MG: Carlos H. Walter, 2014: edição do livro publicado em
2010, revista, ampliada e atualizada em 23/02/2014.
159p.
A imagem da capa é uma pintura em látex de Giselda Walter. O
fundo da imagem da orelha corresponde à pintura em látex do Sítio
São Miguel (Oratórios, Minas Gerais) feita por Giselda e
fotografada por Cloves Walter. A marca d’água retrata os irmãos
Carlos e Cloves Walter. A imagem de Álvaro em Mariana (Minas
Gerais) foi tirada por Paulo (in memoriam) e editada por Cloves
Walter. O retrato de Aníbal, Álvaro e Márcio Walter com uniforme
da Sociedade Musical União XV de Novembro foi tirado na década
de 50 por autor desconhecido. Os titulares das logomarcas e das
referências citadas (livros, artigos, teses, dissertações, ensaios,
textos eletrônicos, músicas, vídeos, letras e poemas) foram
devidamente identificados.
Dados para a citação conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de
Normas Técnicas (ABNT):
WALTER, Carlos. O violão e as linguagens violonísticas do choro. Uberaba |
Belo Horizonte, MG: Carlos H. Walter, 2014: edição do livro
publicado em 2010, revista, ampliada e atualizada em 23/02/2014.
159p.
Dedico essas linhas aos meus talentosos pais (o maestro
Álvaro e a artesã Giselda) com homenagens extensivas ao meu filho
Pedro, à minha esposa Rosana, aos demais familiares, à obra
literomusical de meus ascendentes (Augusto e Aníbal), ao clube
do choro de Belo Horizonte, ao violão e seus asseclas (aqui
representados pelo professor Sérgio Ramos).
A música e o artesanato da Família Walter
[Fotos | Acervo familiar]
Meu primeiro violão.
A logomarca violonística e niemeyeriana
do clube do choro de Belo Horizonte
[Design | Ericson Silva]
“O violão é um instrumento fácil de se tocar mal
e difícil de se tocar bem”.
PAGANINI
S UMÁRIO
F ICHA DE CATALOGAÇÃO ................................................................................... 04
D EDICATÓRIA .................................................................................................... 05
E PÍGRAFE ........................................................................................................... 07
A PRESENTAÇÃO .................................................................................................. 17
1 ª P ARTE
V IOLÃO : BREVE HISTÓRICO ................................................................................ 19
H ISTÓRIA DO CHORO : ALGUMAS REFERÊNCIAS .................................................. 26
L ICENÇA POÉTICA I ............................................................................................ 28
P ROFISSÃO DE FÉ ................................................................................... 28
V IOLÃO .................................................................................................. 29
L UTERARIA , ESTRUTURA E CUIDADOS ESPECIAIS ............................................... 30
M ODELOS ........................................................................................................... 35
E XTENSÃO .......................................................................................................... 35
E NCORDOAMENTOS ............................................................................................ 36
A FINAÇÃO PADRÃO E AFINAÇÕES ALTERNATIVAS .............................................. 37
O UVIDO , MEMÓRIA , POSTURA E RELAXAMENTO ................................................. 37
E XERCÍCIOS ISOMÉTRICOS ............................................................................... 39
A CESSÓRIOS ERGONÔMICOS .............................................................................. 41
U NHAS ............................................................................................................... 41
L IXAMENTO ............................................................................................ 42
A CABAMENTO E POLIMENTO ................................................................... 42
A LIMENTAÇÃO ........................................................................................ 42
M ATERIAL SINTÉTICO ............................................................................ 42
M ETRÔNOMO | AFINADOR .................................................................................. 43
M ECANISMOS TÉCNICOS DE TOCABILIDADE ...................................................... 44
F ÓRMULAS DE ARPEJOS PARA A MÃO DIREITA ........................................ 44
E STUDOS SUGESTIVOS ................................................................. 45
O UTRAS PEÇAS ............................................................................. 46
F ÓRMULAS DE DIGITAÇÃO PARA A MÃO ESQUERDA ................................ 47
A MÚSICA ENQUANTO LINGUAGEM .................................................................... 48
S ISTEMAS DE NOTAÇÃO ..................................................................................... 48
P ARTITURA ............................................................................................. 49
T ABLATURA ............................................................................................ 49
C IFRA ..................................................................................................... 49
B RAILLE .................................................................................................. 50
A CIDENTES | CÍRCULO DE QUINTAS .................................................................. 50
C HART READING ................................................................................................. 51
2 ª P ARTE
O VIOLÃO DE 6 CORDAS NO CHORO .................................................................... 53
E STRUTURA DO CHORO ....................................................................................... 53
F ORMA .................................................................................................... 54
F ORMA TÍPICA .............................................................................. 54
F ORMAS ATÍPICAS ........................................................................ 55
A LTERNATIVAS TONAIS FREQÜENTES .......................................... 55
T ONS COMUNS PARA O TEMA CENTRAL ......................................... 56
R ITMO .................................................................................................... 56
C ÉLULAS CARACTERÍSTICAS ......................................................... 56
V ARIAÇÕES RÍTMICAS E DESDOBRAMENTOS ESTÉTICOS .............. 57
A NACRUSES ............................................................................................ 58
1 NOTA .......................................................................................... 58
2 NOTAS ....................................................................................... 58
3 NOTAS ....................................................................................... 58
F INALIZAÇÕES ....................................................................................... 59
2 NOTAS ....................................................................................... 60
3 NOTAS ....................................................................................... 60
4 NOTAS ....................................................................................... 60
5 NOTAS ....................................................................................... 60
F ADE OUT ..................................................................................... 60
H ARMONIA : NOÇÕES CONCEITUAIS ................................................................... 61
T OM E TONALIDADE ............................................................................... 61
I NTERVALOS ENTRE A TÔNICA OU A FUNDAMENTAL E OS OUTROS
GRAUS DE UM ACORDE OU UMA ESCALA ................................................... 62
A CORDES ................................................................................................ 63
T RÍADES ....................................................................................... 63
T ÉTRADES ..................................................................................... 63
A CORDES COM SEXTA ................................................................... 63
A CORDES SUSPENSOS ................................................................... 64
A CORDES COM NOTAS DE TENSÃO ................................................ 64
I NVERSÕES ................................................................................... 64
A CORDES HÍBRIDOS ...................................................................... 64
A CORDES QUARTAIS ..................................................................... 65
P OLIACORDES ............................................................................... 65
H ARMONIA FUNCIONAL .......................................................................... 65
L EIS TONAIS ................................................................................ 66
1 ª LEI TONAL ...................................................................... 66
2 ª LEI TONAL ...................................................................... 66
3 ª LEI TONAL ...................................................................... 66
4 ª LEI TONAL ...................................................................... 66
5 ª LEI TONAL ...................................................................... 66
T IPOS DE CADÊNCIA ..................................................................... 67
C ADÊNCIA AUTÊNTICA PERFEITA ........................................ 67
C ADÊNCIA AUTÊNTICA IMPERFEITA .................................... 68
C ADÊNCIA PLAGAL ............................................................... 68
M EIA - CADÊNCIA ................................................................. 68
C ADÊNCIA DECEPTIVA DIATÔNICA ...................................... 68
C ADÊNCIA DECEPTIVA MODULANTE ..................................... 69
M ARCHA HARMÔNICA MODULANTE ............................................... 69
A CORDES DIMINUTOS
( DE APROXIMAÇÃO , DE PASSAGEM , AUXILIARES , NÃO
PREPARATÓRIOS , PREPARAÇÃO DIMINUTA ) ......................... 69
T EORIA DAS ÁRVORES HARMÔNICAS ........................................... 70
H ARMONIA MODAL ................................................................................. 71
M ODOS GREGOS : FÓRMULAS INTERVALARES ................................ 71
I MPROVISAÇÃO .................................................................................................. 72
S ISTEMA DIATÔNICO DE ESCALAS ......................................................... 73
E SCALA MAIOR NATURAL .............................................................. 73
C AMPO HARMÔNICO MAIOR NATURAL ........................................... 73
E SCALA MENOR NATURAL .............................................................. 73
C AMPO HARMÔNICO MENOR NATURAL .......................................... 74
E SCALA MENOR HARMÔNICA ......................................................... 74
C AMPO HARMÔNICO MENOR HARMÔNICO ..................................... 74
E SCALA MENOR MELÓDICA ............................................................ 74
C AMPO HARMÔNICO MENOR MELÓDICO ........................................ 74
E SCALA MENOR BACHIANA OU HÍBRIDA ....................................... 74
C AMPO HARMÔNICO MENOR BACHIANO OU HÍBRIDO .................... 75
S ISTEMA SIMÉTRICO DE ESCALAS ......................................................... 75
E SCALA DE TONS INTEIROS ......................................................... 75
E SCALA DIMINUTA ....................................................................... 75
E SCALA DIMINUTA DOMINANTE ................................................... 75
O UTRAS ESCALAS ......................................................................... 75
E SCALA CROMÁTICA ............................................................ 75
E SCALAS ALTERADAS ( MAIOR E MENOR ) ............................. 76
E SCALAS PENTATÔNICAS ( MAIOR E MENOR ) ...................... 76
E SCALAS DE BLUES ( MAIOR E MENOR ) ................................ 76
A RRANJO : BREVE COMENTÁRIO .......................................................................... 77
N OÇÕES E RECURSOS TÉCNICOS ADICIONAIS .................................................... 77
B AIXARIA ( VARIAÇÃO DE BORDÕES ) ...................................................... 78
E SCALAR , ARPEJADA , MISTA , FLORIDA , ALTERNADA , COM OU
SEM APOIO , UNHA E / OU POLPA , FRONTAL , LATERAL , PULSANTE ... 78
O BRIGATÓRIA ............................................................................... 78
P REPARATÓRIA .............................................................................. 79
B AIXO PEDAL .......................................................................................... 79
P IZZICATO ............................................................................................. 80
A RRASTE ( GLISSANDO ) .......................................................................... 80
M OVIMENTOS MELÓDICOS ..................................................................... 81
M OVIMENTO PARALELO ................................................................ 81
M OVIMENTO DIRETO .................................................................... 81
M OVIMENTO OBLÍQUO ................................................................. 82
M OVIMENTO CONTRÁRIO ............................................................. 82
C ROMATISMO ......................................................................................... 82
P EDAL TONES .......................................................................................... 83
E MPRÉSTIMO MODAL .............................................................................. 84
C AMPANELA ............................................................................................ 85
H ARMÔNICOS NATURAIS E ARTIFICIAIS ............................................... 86
T RINADO ................................................................................................ 87
E FEITO REDEMOINHO ............................................................................. 88
A TIPICIDADES RÍTMICAS ....................................................................... 88
H ARMONIZAÇÃO EM BLOCO .................................................................... 89
T RÊMULO ................................................................................................ 90
R ASGUEO ................................................................................................ 91
A LZAPÚA ................................................................................................. 91
E SCALA DE TONS INTEIROS ................................................................... 92
A BERTURA .............................................................................................. 92
S ALTO .................................................................................................... 93
B END ...................................................................................................... 93
T APPING ................................................................................................. 94
L IGADOS ................................................................................................. 94
P OLEGAR ESQUERDO ............................................................................... 95
O UTRAS DIGITAÇÕES ALTERNATIVAS ( PESTANA , DEDO EM ALÇA E
DOUBLE STOPS )
...................................................................................... 95
S OBREPOSIÇÃO DE OITAVAS .................................................................. 96
D IGITAÇÃO TRANSPONÍVEL ( SEM CORDAS SOLTAS ) ............................... 96
C ONTRAPONTO ....................................................................................... 97
M ÚSICA INCIDENTAL ............................................................................. 98
D OMINANTES ESTENDIDOS ................................................................... 99
F ORMAS ATÍPICAS ................................................................................ 100
D IÁLOGOS DO CHORO COM OUTRAS LINGUAGENS ............................................ 101
3 ª P ARTE
R ELEASE | FLYER .............................................................................................. 104
E SCOLHA DO REPERTÓRIO ................................................................................ 104
P ERFORMANCE .................................................................................................. 104
S ET UP .............................................................................................................. 105
A MPLIFICAÇÃO ................................................................................................. 106
M ICROFONAÇÃO | CAPTAÇÃO ........................................................................... 107
S OFTWARES ..................................................................................................... 108
R EDES SOCIAIS ................................................................................................ 108
D ISCOGRAFIA ................................................................................................... 109
A CERVO DIGITAL | SITES | OUTRAS REFERÊNCIAS ........................................... 110
F ESTIVAIS | PRÊMIOS ...................................................................................... 110
C LUBES DE CHORO ............................................................................................. 111
A SSOCIAÇÕES VIOLONÍSTICAS ....................................................................... 112
I NSTITUTOS .................................................................................................... 113
P ROGRAMAS DE INTERCÂMBIO E DIFUSÃO ....................................................... 113
E DITORAS E GRAVADORAS ESPECIALIZADAS .................................................... 113
P ROJETOS ........................................................................................................ 114
C ENTROS DE FORMAÇÃO ................................................................................... 114
P ROPRIEDADE INTELECTUAL ............................................................................. 115
T ABELAS DE CACHÊS ......................................................................................... 116
E XERCÍCIO PROFISSIONAL ............................................................................... 116
R ODAS DE CHORO ............................................................................................ 117
O FICINAS DE CHORO : O PROJETO BEM SUCEDIDO DO C LUBE DO C HORO DE
B ELO H ORIZONTE E A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO AUTOR ............................... 118
L ICENÇA POÉTICA II ........................................................................................ 119
A LA GUITARRA ESPAÑOLA ................................................................... 119
C ORDAS DE AÇO .................................................................................... 120
V IOLÕES QUE CHORAM ......................................................................... 120
S ETE CORDAS ....................................................................................... 121
C ONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................. 122
R EFERÊNCIAS ................................................................................................... 124
T EXTOS CIENTÍFICOS : TESES E DISSERTAÇÕES .................................. 125
A RTIGOS | ENSAIOS ............................................................................ 128
P ROGRAMAS RADIOFÔNICOS ................................................................ 129
L IVROS ................................................................................................. 130
R EVISTAS ESPECIALIZADAS ................................................................. 134
D OCUMENTÁRIOS ................................................................................. 134
P OEMAS | LETRAS ................................................................................. 135
Á UDIOS | POD CASTS | OUTROS ........................................................... 135
S ITES ESPECIALIZADOS ....................................................................... 137
O UTROS
DIGITAIS ,
SITES
( INSTITUTOS ,
PROGRAMAS
DE
ENCICLOPÉDIAS ,
INTERCÂMBIO ,
CENTROS DE FORMAÇÃO , ENTRE OUTROS )
CLUBES
BIBLIOTECAS ,
DE
CHORO ,
........................................... 138
A NEXOS ........................................................................................................... 142
E MENTA ................................................................................................ 143
C ONTEÚDO PROGRAMÁTICO .................................................................. 148
F LYERS DEMONSTRATIVOS ................................................................... 149
B ELOS AIRES , BUENOS HORIZONTES : CHORO BREVE E ATÍPICO ( COM 1
PARTE E CAMPANELAS ) .......................................................................... 153
Í NDICE REMISSIVO ......................................................................................... 154
17
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
A PRESENTAÇÃO
O Violão é onipresente! Está em (quase) todos os lugares... Nos
botecos, picadeiros, quermesses, escolas, rodas de choro, folias de
reis, salas de concerto e estar...
Suas estórias contam a história da humanidade. No Brasil –
por exemplo – seu advento está relacionado à catequização jesuíta de
indígenas e/ou à imigração fugidia de ciganos perseguidos pela
inquisição portuguesa.
Dessa polêmica, subsiste um indiscutível diagnóstico: seu papel
na formação dos primeiros agrupamentos de Choro da 2ª metade do
século XIX foi essencial.
Com isso, não seria temerário afirmar que o Violão contribuiu (e
vem contribuindo) decisivamente nos processos de estruturação e
desenvolvimento da música brasileira.
É o que esse livro buscou enfatizar ao expor os conteúdos da
oficina de capacitação violonística do autor para o projeto de
educação musical do Clube do Choro de Belo Horizonte.
Repleto de temas que reclamam didatismo e maior publicidade
como estrutura do choro, ergonomia, luteraria, notação, harmonia
funcional, performance, propriedade intelectual, sonorização e
tocabilidade, lança mão de uma base sólida de referências reunidas
para despertar o(a) leitor(a) às linguagens violonísticas do Choro e
favorecê-lo(a) em seus estudos musicais.
O autor.
© CARLOS WALTER
www.carloswalter.com.br
18
1ª PARTE
19
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
V IOLÃO : BREVE HISTÓRICO 1
Há precedentes cordofônicos (de cordas dedilhadas) na
mitologia greco-romana (Hermes trocou a carapaça de tartaruga
com tripa de boi pelo gado roubado de Apolo), entre os hititas,
egípcios e assírios... De certa forma, a história do violão se
confunde com a história da humanidade.
Destacam-se, entre os sécs. XII e XIV, a guiterna (guittern)
e, entre os sécs. XV e XVI, 3 linhagens de instrumentos com
origem mozárabe: o alaúde (al ud = a madeira = forma de pêra =
instrumento nobre), a guitarra (char tar = quatro cordas duplas =
instrumento popular) e a vihuela (fidícula = latim).
No final do séc. XVI Vicente Espinel acrescentou uma 5ª
corda (espinela = guitarra espinela = guitarra espanhola) e, no fim
do séc. XVIII, ao substituir as cordas duplas pelas simples, Miguel
Garcia (ou Pe. Basílio) adicionou uma 6ª corda ao instrumento.
No séc. XIX o austríaco Johann Stauffer e o espanhol
Antonio de Torres Jurado realizaram modificações estruturais e
revolucionárias no violão.
1
Vide CAMPOS, André et al. História do violão. DEMAC/UFU. Disponível em
http://www.demac.ufu.br/numut/historiadoviolao/; ZANON, Fábio. A Arte do
Violão.
São Paulo:
Rádio
Cultura FM, 2003
e
segs.
Disponível
em
http://aadv.radio.googlepages.com; Idem. Violão Brasileiro. São Paulo: Rádio Cultura
FM, 2006 e segs. Disponível em http://vcfz.blogspot.com/2006/12/ndice-o-violobrasileiro.html; TAUBKIN, Myriam (Org.) et al. Violões do Brasil. São Paulo: M.
Taybkin, 2004, passim; FERNÁNDEZ, Jerónimo Pena. El arte de un guitarrero
español. Jaén, España: Soproarga, 1993, passim; SOUZA, Rogério. Choro 100: violão
– play along choro. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2008, p. 11-14.
© CARLOS WALTER
www.carloswalter.com.br
20
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Os jesuítas portugueses que se embrenharam nas matas e
sertões brasileiros para catequizar os nativos trouxeram a versão
lusa
da
vihuela
espanhola
do
séc.
XVI.
Sua
regionalização
transformou-a na viola caipira.
Já os ciganos, expulsos pela inquisição vindos de Portugal, são
considerados os responsáveis pela introdução da guitarra espanhola
no Brasil, conforme relato literário de ALENCAR, José de. O
Guarani. Cotia, SP: Ateliê, 2000, notabilizado por Francisco Araújo.
Segundo Henrique Cazes,
“muito antes do surgimento do Choro e da forma
chorada de tocar, o violão já era um instrumento
popular que acumulava uma grande participação em
todo tipo de música feita fora das elites. Estava
sempre presente no acompanhamento das serenatas,
dos lundus, das cançonetas, na música dos barbeiros,
enfim, tudo que se referia às atividades de música
popular anteriores ao Choro. Com o surgimento da
chamada música dos chorões, o violão, juntamente
com o cavaquinho, formou uma base rítmicoharmônica que recebia os solistas: flauta, clarinete e
outros;
e
os
contrapontistas,
inicialmente
bombardino, trombone e um outro instrumento hoje
em desuso, o oficleide.” 2
O abrasileiramento da polca européia na 2ª metade do séc.
XIX resultou no maxixe e em variações rítmicas tocadas pelos
xôlos/chôlos (bailes realizados em senzalas ou festas populares),
choromeleiros
(tocadores
de
charamelas)
e/ou
grupos,
sem
2
Cfr. CAZES, Henrique. Choro: do quintal ao municipal. São Paulo: Editora 34, 1998,
p. 47.
© CARLOS WALTER
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21
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
percussão 3, formados por 1 flauta, 2 violões e 1 cavaquinho (forma
derivativa do quarteto de cordas: 1 violoncelo, 2 violinos e 1 viola
clássica).
Henrique Cazes salienta que essa formação
“surgiu naturalmente da busca de um melhor
equilíbrio acústico entre o volume da flauta e um
cavaquinho, instrumentos que atuam do médio para o
agudo, com as freqüências médias e graves do violão”
[...]
“foi batizada por Batista Siqueira de ‘quarteto ideal’
e esteve presente na base de todo grupo de choro,
sempre com dois ou três violões” 4 – sendo um deles o
violão de 7 cordas, introduzido por Tute, propagado
por China, aperfeiçoado e consagrado por Dino 7
Cordas.
Os impactantes recitais do paraguaio Agustín Barrios e da
espanhola Josefina Robledo 5 em 1916 6 e 1917 (respectivamente)
levaram o estigmatizado violão para a sala de concerto. Trocando
em miúdos, o violão saiu da cozinha e foi para a sala. Essa mudança
de
paradigma
permitiu
que
o
violonista
brasileiro
Américo
Jacomino (Canhoto) se apresentasse em 1916 no salão nobre do
Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.
3
Ibidem, p. 79, “[...] o advento da percussão no gênero foi algo que levou em torno de
cinqüenta anos para acontecer. Para se ter uma idéia, o livro do Animal (Alexandre
Gonçalves Pinto) cita apenas um pandeirista, enquanto aparecem dezesseis oficleides,
dois oboés e duas cítaras. E o pandeirista citado não poderia ser outro senão o
grande João da Bahiana.”
4
Cfr. CAZES, Henrique. Choro: do quintal ao municipal. São Paulo: Editora 34, 1998,
p. 47.
5
PORTO, Patrícia Pereira. A contribuição de Josefina Robledo para a história do
violão de concerto no Brasil. In: Seminário de História da Arte. Pelotas: UFPEL,
2007, p. 01-04.
6
Agustín Barrios retornou ao Brasil em 1919 e 1928.
© CARLOS WALTER
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22
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Para uma investigação aprofundada sobre o percurso histórico e a
difusão espacial do instrumento, verifique TAUBKIN, Myriam (Org.) et al.
Violões do Brasil. São Paulo: M. Taybkin, 2004; TABORDA, Márcia. Violão e
identidade nacional. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011 e GALILEA,
Carlos. Violão ibérico. Rio de Janeiro: Trem Mineiro Produções Artísticas,
2012.
Eis uma lista aleatória e interminável de pesquisadores, didatas,
compositores, instrumentistas (diletantes e profissionais) ligados ou não ao
Choro que reverenciam (e enalteceram) o Violão7:
9 Ferdinando Carulli, Fernando Sor, Matteo Carcassi, Mauro Giuliani, Angelo
Zaniol... (Itália).
9 Dionísio Aguado, Antonio Cano, Francisco Tárrega, Josefina Robledo,
Andrés Segóvia, Emilio Pujol, Miguel Llobet, Sabicas, Paco de Lucia, Manolo
Sanlúcar, Tomatito, Vicente Amigo, Gerardo Nuñez... (Espanha).
7
O livro TAUBKIN, Myriam (Org.) et al. Violões do Brasil. São Paulo: M. Taybkin,
2004, p. 169-205, contém uma lista de violonistas brasileiros com os respectivos
contatos. Confira ainda SANCHEZ, Nilo Sérgio; CARRILHO, Fábio. História viva do
violão: há 66 anos iniciava a construção do seu acervo violonístico de discos e
partituras, o maior do mundo na atualidade. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2007,
vol. 08, p. 32-34, os sites “Músicos do Brasil: uma enciclopédia instrumental” e
“Dicionário
Cravo
Albin
da
Música
Popular
Brasileira”
disponíveis em
http://www.musicosdobrasil.com.br e http://www.diocionariompb.com.br e a obra
rara PINTO, Alexandre Gonçalves. O Choro: reminiscências dos chorões antigos. Rio
de Janeiro, 1936, passim. No mais, em setembro de 2007, o autor recebeu a seguinte
mensagem eletrônica: "Márcia Taborda, com apoio da Fundação Biblioteca Nacional,
está realizando o Dicionário do Violão Brasileiro. A realização do Dicionário prevê a
reunião, organização e sistematização de dados fundamentais relacionados à prática
do violão no Brasil, através da elaboração de verbetes em torno das principais
personalidades - violonistas, compositores, artesãos e pesquisadores. Para um nome
ser citado, é preciso preencher e enviar um formulário, disponível no endereço [...].”
© CARLOS WALTER
www.carloswalter.com.br
23
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
9 Napoleón Coste, Roland Dyens, Mathieu Guillemant, Jo Vurcchio, Véronique
Lherm (Verioca), Elodie Bouny (franco-venezuelana), Laurent Pouquet... (França).
9 Olivier Lob, Carlos Juan... (Alemanha).
9 Agustín Barrios... (Paraguai).
9 Sagreras, Cacho Tirao, Juan Falú, Luis Salinas... (Argentina).
9 Abel Carlevaro... (Uruguai).
9 Léo Brouwer... (Cuba).
9 Ralph Towner, David Tanenbaum... (EUA).
9 Julian Bream... (Inglaterra).
9 John Willians, Doug de Vries... (Austrália).
9 Radamés
Gnattalli
(compôs
pioneiramente
6
concertos
para
o
instrumento), Heitor Villa Lobos [autor dos Choros nº 01, Suíte Popular
Brasileira com 5 movimentos (mazurka-choro, schottish-choro, valsa-choro,
gavotta-choro e chorinho), 12 Estudos e 5 Prelúdios para violão], Quincas
Laranjeira, Antônio Rebello, Satyro Bilhar, Américo Jacomino, João
Teixeira Guimarães (João Pernambuco), Levino da Conceição, Dilermando
Reis, Rogério Guimarães, Mozart Bicalho, Aníbal Augusto Sardinha (Garoto),
Zé Menezes, Laurindo de Almeida, Bola Sete, Waltel Branco, Ronoel Simões,
Tute, China, Donga, Horondino da Silva (Dino), Jayme Florence (Meira),
Carlinhos Leite, César Faria, Sílvio Carlos Silva Costa, Paulinho da Viola,
Isaías Sávio (Uruguai/Brasil), Jodacil Damasceno, Paulinho Nogueira, Baden
Powell, Sebastião Tapajós, Luiz e Jorge Bonfá, Rosinha de Valença, Heraldo
© CARLOS WALTER
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24
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Monte, Guinga, Hélio Delmiro, Egberto Gismonti, Romero Lubambo, Lula
Galvão, Swami Jr., Marco Bertaglia, Celso e Filó Machado, Luizinho, Zé
Barbeiro, Sílvio Santisteban, Macumbinha, Carlos Lafelice, Atílio Bernardini,
Othon Salleiro, Henrique Pinto, Fábio Zanon, Everton e Edelton Gloeden,
Turíbio Santos, Paulo Porto Alegre, Paulo Pedrassoli, Geraldo Ribeiro,
Ubiratan Sousa, Francisco Araújo, Ulisses Rocha, Paulo Bellinati, Marco
Pereira, Raphael e João Rabello, Badi, Sérgio e Odair Assad, Toquinho,
Geraldo Vespar, Nicanor Teixeira, Cláudio Jorge, Luiz Cláudio Ramos, Zezo
Ribeiro, Paulo Martelli, Rogério Caetano, Daniel Sá, Nelson Veras, Douglas
Lora, João Luiz, Maria Haro, Paulo Aragão, Marcos Alves, Carlos Chaves,
Chrystian Dozza, Paola Picherzky, Sidney Molina, Fábio Ramazzina, Fanuel
Maciel, André Campos, Alencar, Hamilton Costa, Carlinhos Bombril, Gereba,
Canhoto da Paraíba, Nonato Luiz, Nenéu Liberalquino, Lalão, Maurício
Carrilho, Alessandro Penezzi, Yamandu Costa, Diego Figueiredo, Sérgio e
Toninho Ramos, Cloves Walter, Bozó, Nuca, Vinícius, Henrique Annes, Jonas
e Joel Cruz, Lúcio Flávio, Jair Campos, André Rocha, Antônio Loureiro, Luís
Carlos Santos, Victor Biglione, Conrado Paulino (Argentina/Brasil), Lula
Gama, André Geraissati, Nelson Faria, Rogério Souza, Luiz Otávio Braga,
Marcus Tardelli, Zé Paulo Becker, Marcello Gonçalves, Márcia Taborda,
José de Assis Martins, Warner Souto, José Lucena, Rosemiro e Leovegildo
Leal, José Nunes (Patesko), Pascoal Guimarães, José da Cruz Reis, Luiz
Otávio Savassi, Zazá de Mariana, Antônio Fofoca, Crispim, Laerte,
Bosquinho, Teodomiro Goulart, Cecília Barreto, Sebastião Idelfonso, Nelson
e Alexandre Piló, Eustáquio Grilo, Agostinho Bob, Pedro de Caux, Chico
Mário, Rivadávia, Celso e Juarez Moreira, Chiquito Braga, Toninho Horta,
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Nelson Ângelo, Ricardo Silveira, Ricardo Simões, Geraldo Vianna, Gilvan de
Oliveira, Rogério Leonel, Amauri Angêlo, Fernando Araújo, Aliéksey Vianna,
Flávio Barbeitas, Guilherme Paoliello, Vergílio Lima, Fábio Adour, Alvimar
Liberato, Beto, Wilson e Weber Lopes, Caxi Rajão, Tavinho Moura, Mozart
Secundino, Hélio Pereira, Geraldo Alvarenga, Paulinho Pedra Azul, Geraldo
Magela, Oscar e Luís Nassif, Emanuel Casara (Madeira), Flávio Fontenelle, J.
Torres, Du, Nego, Balsamão, Wagner, Trisquei, Humberto Junqueira,
Tabajara Belo, Thiago Perez (Delegado), Rodrigo Torino, Lucas Telles,
Gustavo Monteiro, Adir Reis, Agostinho Paolucci, Mateus Fernandes, Daniel
Rosa, Júlio César, Einstein, Hugo Azeredo, Toninho do Carmo, Rubens
Miranda, Joãozinho Jamaica, Vaninho Vieira, Marcelo Jiran, Fábio Palhares,
Pedro Gervason, Marcos Frederico, Adolfo Martins, Fernando de La Rua,
Flávio Rodrigues, Olegário Bandeira, Tales Bastos, Wilson Borges, Marcus
Vinícius, Marcelo Taynara, Carlos Valeriano, Helton Silva, Marcelo Issa,
Balbino, Zé Pretinho, Pedro Saramenha, João Relojoeiro, Márcio e Carlos
Fontoura, Bernardo Bernardes, Reinaldo e Álvaro Ferreira, Cadinho,
Faustino, Walmo Vianna, Reginaldo Oliveira, Cid e Paulo Ramos, Ezequiel Piaz,
Arismar Espírito Santo, Moisés Caciel, Chico Pinheiro, Maurício Marques,
Marcelo Loureiro, Gabriel Sater, Fabiano e Fernando Borges, Edy e Waldir
Mendes, Cabral, Baltazar, Renato Sampaio, João Randolfo, João Cunha,
Branco, Quintão, Arialdo, Marlúcio, Washington e Wellington Silva, Romildo,
Cristina Paranhos, Antônio, Bruno e Reinaldo De Vito, Reginaldo Martins,
André Fernandes, Manassés, Ausier Vinícius, Raimundo Reis (Bolão),
Henrique Cazes, Sérgio Belluco, Waldir Silva, Zito, José Carlos Choairy,
Paulo André, Daniel Santiago, Dado Prates, Dudu e Ramom Braga, Marcos
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Flávio, Carlos Felipe Horta, Rubim do Bandolim, Warley Henrique, Lamartine
do Vale, Jaime Ernest Dias, Álvaro Henrique, Chico Saraiva, Rudy Arnaut,
Rafael dos Anjos, Cláudio Menandro, Caio Márcio, Fernando Presta, Nilo
Sérgio Sanchez, Gilson Antunes, Daniel Wolff, Fábio Carrilho, Cristiano
Pentagna, Renato Candro, Arthur Nestrovski, Gabriel Neder, Karai Guedes,
Ronaldo Sontag, Edson José Alves, Luís Leite, Leo Eymard, Fabinho
Gonçalves, Osvaldo Colagrande, Ventura Ramirez, João Camarero, Gian
Corrêa, Rafael Schimidt... (Brasil).
HISTÓRIA DO CHORO: ALGUMAS REFERÊNCIAS
A História do Choro (e do Violão) vem sendo investigada por autores
de contributivas publicações. Apreciemos algumas:
BAROUH, Pierre. Saravah. 1969 (Documentário).
CAZES, Henrique. Os chorões e a roda: ambiência, práticas musicais e repertório nas
rodas de choro. Rio de Janeiro: UFRJ, 2011 (Dissertação de mestrado).
_______. Choro: do quintal ao municipal. São Paulo: Editora 34, 1998.
CLUBE DO CHORO DE BELO HORIZONTE. Choro na Pauta. Belo Horizonte: 20072008 (Informativo).
CLUBE DO CHORO DE BELO HORIZONTE; CARVALHO, Fernanda et al. Choro:
original do Brasil. Belo Horizonte: TV Uni-BH, 2010 (Documentário).
CÔGO, William. Alma carioca: um choro de menino. 2002. Disponível em
http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=2495 (Documentário).
COSTA, Marvile Palis. O Grupo Chorocultura e a I Semana Nacional do Choro em
Uberaba. Uberlândia, MG: UFU, 2007.
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27
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
GALILEA, Carlos. Violão ibérico. Rio de Janeiro: Trem Mineiro Produções Artísticas,
2012.
MEIRA, Daniela; GOMES, Amanda; BIAMONTI, Celso. Simplicidade: Mozart
Secundino (DVD em construção).
FONTOURA, Antonio Carlos da et al. Chorinhos e chorões. 1974. Disponível em
www.portacurtas.com.br/filme_abre_pop.asp?cod=4749&exib=4479#
(Documentário).
FREITAS, Marcos Flávio de Aguiar. O Choro em Belo Horizonte: aspectos históricos,
compositores e obras. Belo Horizonte: UFMG, 2005 (Dissertação de mestrado).
GRUPO CORTA JACA. Na levada do choro: um almanaque musical. Belo Horizonte:
Natura Musical/Lei Estadual de Incentivo a Cultura, 2008 (DVD).
KAURISMAKI, MIKA et al. Brasileirinho, 2005 (DVD).
PAES, Anna. O choro e sua árvore genealógica. Rio de Janeiro: Músicos do
Brasil/Petrobrás, s.d.
Disponível
em
http://ensaios.musicodobrasil.com.br/annapaes-
ochoroarvoregenealogica.htm
PINTO, Alexandre Gonçalves. O Choro: reminiscências dos chorões antigos. Rio de
Janeiro, 1936.
SAMPAIO, Renato. O violão brasileiro de Mozart Bicalho. Belo Horizonte:
Hematita, 2002.
TABORDA, Márcia. Violão e identidade nacional. Rio de Janeiro: Civilização
Brasileira, 2011.
TAUBKIN, Myriam (Org.) et al. Violões do Brasil. São Paulo: M. Taybkin, 2004 (DVD).
VIANNA, Geraldo et al. Violões de Minas. Belo Horizonte: Uirapuru, 2007 (DVD).
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
L ICENÇA POÉTICA I
Inspirados poetas também contaram a história do violão em
versos. Conheçamos alguns:
P ROFISSÃO DE FÉ 8
(Agustín Barrios)
“Tupã, o Espírito Supremo e protetor de minha raça,
encontrou-me um dia no meio de um bosque florescido.
E me disse: Toma esta caixa misteriosa e descobre seus segredos.
E, aprisionando nela todos os pássaros canoros da floresta
e a alma resignada dos vegetais, abandonou-a em minhas mãos.
Tomei-a, obedecendo a ordem de Tupã, colocando-a bem junto ao coração,
abraçado a ela passei muitas luas à borda de uma fonte.
E, uma noite, Jaci, retratada no líquido cristal,
Sentindo a tristeza de minha alma índia,
deu-me seis raios de prata para com eles descobrir
seus arcanos segredos.
E o milagre se operou: do fundo da caixa misteriosa,
brotou a sinfonia maravilhosa
de todas as vozes virgens da natureza da América.”
8
Cfr. BARRIOS, Agustín. Profissão de fé. Apud ZANON, Fábio. A Arte do Violão.
São
Paulo:
Rádio
Cultura
FM,
2003
e
segs.
Disponível
em
http://aadv.radio.googlepages.com
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
V IOLÃO 9
(Sueli Costa/Paulo César Pinheiro)
“Um dia eu vi numa estrada
um arvoredo caído,
não era um tronco qualquer.
Era madeira de pinho e um artesão esculpia
o corpo de uma mulher.
Depois eu vi pela noite
o artesão nos caminhos
colhendo raios de lua.
Fazia cordas de prata
que, se esticadas, vibravam
o corpo da mulher nua.
E o artesão, finalmente,
nesta mulher de madeira botou o seu coração
e lhe apertou contra o peito
e deu-lhe um nome bonito
e assim nasceu o violão.”
9
Cfr. COSTA, Sueli; PINHEIRO, Paulo César. Violão. In: GUEDES, Fátima. Pra bom
entendedor. Rio de Janeiro: Velas, 1993 (CD).
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30
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
L UTERARIA , ESTRUTURA E CUIDADOS ESPECIAIS 10
L UTHIERS
O nobre trabalho de construção, regulagem e restauração de
violões
é
desempenhado
pelos
luthiers.
Eis
alguns
de
uma
quilométrica lista de notáveis:
Vergílio Lima, Francisco e Miguel Munhoz, Sugiyama, Antônio
Tessarin,
Saraiva,
D’Souza,
Mário
Machado,
Paulo
Marcos,
Gianfranco Fiorini, Altino Onório e José Teodoro dos Prazeres,
Arivaldo Souza, João Batista, Antônio de Pádua, Jorge Raphael,
Fernando Cardoso, Lineu Bravo, Roberto Gomes, Sérgio Abreu,
Cláudio Arone, Samuel Carvalho, Tércio Ribeiro, Ramirez, Thomas
Humphrey, Hermanos Conde, Walter Vogt, Ignacio Fleta, Paul
Fischer, Do Souto, Del Vecchio, Di Giorgio, Oscar Testa, entre
outros...
O livro TAUBKIN, Myriam (Org.) et al. Violões do Brasil. São
Paulo: M. Taybkin, 2004, p. 169-205, contém uma lista de luthiers
brasileiros com os respectivos contatos.
10
Vide GOMES, Rubens et al. Manual de Lutheria: curso básico. Manaus: Unicef,
2004, passim; LIMA, Vergílio. Inovar e sempre. In: Violão Pro. São Paulo: Música &
Mercado, 2007, vol. 08, p. 42-45; TESSARIN, Antonio. A arte do fazer. In: Violão
Pro. São Paulo: Música & Mercado, 2006, vol. 04, p. 42-44; FERNÁNDEZ, Jerónimo
Pena. El arte de un guitarrero español. Jaén, España: Soproarga, 1993, passim.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
P ARTES ESTRUTURAIS E MATÉRIAS PRIMAS
Veja abaixo as partes estruturais e algumas das matérias
primas (nomes comerciais de madeiras, artefatos de plástico, osso,
metal...) que compõem o instrumento.
B RAÇO , CABEÇA E TRÓCULO
Composto de cedro, mogno...
P ESTANA ( CAPO TRASTE ) E RASTILHO
Feito de osso, plástico...
T AMPO E LEQUE HARMÔNICO
Feitos de pinho (abeto, spruce...), cedro canadense, macacaúba,
cipreste espanhol...
L ATERAIS
Confeccionadas em jacarandá da Bahia, jacarandá indiano, pau
ferro, pau rosa...
F UNDO
Composto de jacarandá da Bahia, jacarandá indiano...
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
C AVALETE
Feito de jacarandá da Bahia...
B OJO
É a caixa de ressonância constituída pelo tampo, fundo, laterais e
peças acessórias.
E SCALA OU ESPELHO
Construída em ébano, jacarandá (da Bahia ou indiano)...
T RASTES
Constituído por níquel, alpaca, latão...
T ARRAXAS
As tarraxas de afinação (compostas de plásticos, acrílicos e
metais) substituíram as cravelhas de madeira. Eis algumas marcas
fabris: Gotoh, Schaller, Condor (com parafusos de ajuste)...
B OCA
Abertura (campana) de projeção sonora.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
MOSAICO
Ornamento com desenho caleidoscópico ao redor da boca.
TENSOR
Barra de metal ou madeira inserida no braço para ajuste de tensão.
CRESCENTE X
O luthier Vergílio Lima aprimorou um inteligente mecanismo de regulagem
crescente e instantânea da altura das cordas no tampo estruturado em X. Tal
sistema de ajuste imediato da ação foi inventado pelo austríaco Johann Stauffer
no Séc. XIX que, antes do espanhol Antonio de Torres Jurado, já construía o bojo
em forma de oito (infinito) e foi responsável por outras inovações como a escala
suspensa tratada a seguir, segundo criterioso levantamento do próprio Vergílio.
ESCALA SUSPENSA
Com base em escritos sobre luteraria violinística (para violino) e em pesquisas
realizadas pelo físico norte-americano Michael Kasha e pelo francês Robert
Bouchet, Francisco e Miguel Munhoz adotaram a escala suspensa com o braço
preso ao corpo e minuciosas modificações internas para vivificação da zona morta
(região da caixa de ressonância próxima ao braço), maior equalização das
freqüências (agudas, médias e graves) e vibração do instrumento como um todo.11
Vale ressaltar que o norte-americano Thomas Humphrey utilizou outros critérios
na elaboração da escala elevada. E também registrar que a sua adoção está em
franca expansão, a exemplo dos modelos desenvolvidos pelos brasileiros Lineu
Bravo e Antonio de Pádua.
11
SILVA, Luís Felipe. O engenheiro musical. In: Jornal
Universidade
de
Uberaba,
2005.
http://www.revelacaoonline.uniube.br/2005/312/musica.html
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Revelação. Uberaba:
Disponível
em
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
C UIDADOS ESPECIAIS : UMIDADE E TEMPERATURA
A umidade deve oscilar entre 35 e 70%. Para medi-la, utilize
um higrômetro. Na falta deste, recorra ao informativo de
meteorologia dos jornais impressos, televisivos ou eletrônicos.
Quando
estiver
baixa,
utilize
um
umidificador
caseiro
[algodão umedecido dentro de um bobe capilar ou recipiente de
filme fotográfico com a tampa peneirada (cheia de furos)].
As travessas sob o tampo são rebaixadas para o instrumento
absorver a dilatação ocasionada pela umidade.
A temperatura de acondicionamento deve oscilar entre 15º e
30ºC. Logo, não submeta seu instrumento ao calor intenso.
OBS.:
9 Ao viajar, abaixe a afinação 2 ou mais tons.
9 Depois de tocá-lo, limpe-o com uma flanela seca.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
M ODELOS
Há espécimes fabris e artesanais para todos os gostos:
Violão de 6 cordas [clássico, cutway, dobro (ressonador ou
dinâmico), violão requinto (afinado uma quarta justa acima), violão
folk (dreadnought), jumbo, flat e vazado], violão tenor (ou triolim
com 4 cordas afinadas em lá, ré, sol, dó, de baixo para cima), violão
de 7 (com a última corda afinada em dó e excepcionalmente em si e
lá), 8, 9 (violão Brahms), 10, 12 (craviola) ou mais cordas,
baixolão...
E XTENSÃO
O violão é um instrumento transpositor. Suas notas musicais
são escritas no pentagrama uma oitava acima.
O violão de 6 cordas – afinado em mi (1ª), si (2ª), sol (3ª),
ré (4ª), lá (5ª), mi (6ª) – tem 3 oitavas e 1 quinta justa
distribuídas ao longo da escala (espelho).
O sistema adotado pela escala violonística é
cromático
temperado 12. Possui, portanto, casas separadas por trastes em
12
Há aproximadamente 40 anos, o mineiro José da Cruz Reis realizou recálculos na
escala cromática temperada com “redução de ‘nu’décimos de milionésimos”.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
intervalos de semitom divididos em comas e calculados com
precisão.
A coma é um micro intervalo correspondente a 1/9 de 1 tom.
Em tal sistema, encontramos uma eqüidistância entre os semitons
de 4 comas e ½.
No sistema natural (não temperado) existem entre o Dó e o
Dó# (Dó sustenido) 5 comas, o Dó# e o Ré 4 comas, o Ré e o Réb
(Ré bemol) 5 comas, o Réb e o Dó 4 comas. Ou seja, uma diferença
de 1 coma entre o Dó# e o Réb. Pode-se então afirmar que a
enarmonia se dá especialmente no sistema temperado.
E NCORDOAMENTOS 13
Há encordoamentos de nylon, titanium, fibra de carbono, lona,
aço, níquel, entre outros, com diversas tensões (baixa, média, alta
e extra-pesada).
Troque uma corda de cada vez, trançando-a um pouco no
cavalete e bastante na tarraxa.
Pressione o rastilho cuidadosamente (entre as cordas) para a
captação piezo se reajustar.
13
Vide ROCHA, Ulisses. Cordas leves ou pesadas? In: Acústico. São Paulo: HMP,
2006, vol. 05, p. 44; Idem. Dicas: troca do encordoamento. Disponível em
http://www.ulissesrocha.com
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
A FINAÇÃO PADRÃO E A FINAÇÕES ALTERNATIVAS
As 6 cordas do violão são afinadas em mi (1ª), si (2ª), sol
(3ª), ré (4ª), lá (5ª), mi (6ª).
Para ampliação da textura, facilitação interpretativa e/ou
produção de efeitos não alcançados pela afinação tradicional,
outras afinações são adotadas. Identifiquemos algumas:
Mi | si | sol | ré | lá | ré
Sons de carrilhões e Interrogando (João Pernambuco)
Mi | si | sol | ré | sol | ré
Choro da saudade (Agustín Barrios)
Ré | si | sol | ré | sol | ré 14
O UVIDO , MEMÓRIA , POSTURA E RELAXAMENTO 15
Segundo Henrique Pinto, a observância dos seguintes fatores
é indispensável:
14
Conheça outras a partir de GERAISSATI, André. Estilo de violão. São Paulo:
MPO, s.d. (VHS).
15
Vide PINTO, Henrique. Antologia violonística: história, fundamentos de um
método, notas biográficas, repertório. São Paulo: Ricordi, 2007, p. 11-19.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
O UVIDO
Ao discorrer sobre duração, força e qualidade sonoras, o
autor acima dá destaque à “auto-audição”, ao “controle auditivo
da extensão da nota” [mediante vibratos 16 (longos e curtos)
produzidos pela mão esquerda 17], à expressividade da mão direita 18,
à dinâmica em pontos frasais culminantes, à personalidade musical,
ao estado das unhas e à situação do instrumento durante o “treino
do ouvido”.
M EMÓRIA
A concentração e o “estudo por reflexão” (assimilação dos
conteúdos da partitura de um choro sem o instrumento ou a partir
da visualização imaginária do braço, dos dedilhados e digitações)
beneficiam o desenvolvimento equilibrado dos 3 tipos de memória
categorizados pelo notável professor: visual, muscular (digital) e
auditiva que abrangem respectivamente a leitura à primeira vista e
a visualização imaginária do todo violonístico, o conjunto de
movimentos realizados pelas mãos e o estoque de vivências
musicais do instrumentista.
16
WOLFF, Daniel. O uso do vibrato no violão. In: Revista da Associação Gaúcha do
Violão. Porto Alegre: Assovio, 1999, v. 1, n.1, passim. Disponível em
http://www.danielwolff.com.br/arquivos/File/Vibrato_Port.htm
17
Leia “mão direita” se for canhoto não ambidestro.
18
Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
P OSTURA E RELAXAMENTO
Ter “reflexo condicionado” (capacidade de tocar um choro ou
trecho sem interrupções), equilíbrio mental (paz de espírito, bem
estar familiar e vital), respiração, postura corporal (coluna reta,
ombros, mãos, braços e antebraços relaxados...), contração e
relaxamento muscular conscientes, maximização do rendimento com
mínimo esforço muscular (“liberdade muscular”), repertório afim e
sob controle técnico, estudo reflexivo, concentrado e regular em
curtos períodos de tempo, garantirão resultados frutíferos.
E XERCÍCIOS ISOMÉTRICOS 19
A isometria está relacionada ao equilíbrio das forças de
contração e relaxamento dos músculos agonista e antagonista e
dos tendões flexor e extensor.
Milton Raskin e Howard Roberts – autores da publicação
indicada na nota de rodapé abaixo – desenvolveram os seguintes
exercícios
isométricos
demonstrados
em
K,
para
violonistas
Demma.
e
Exercícios
guitarristas
bem
isométricos
para
guitarristas. No Cabo TV, 2009. Pesquise-os!
19
Vide RASKIN, Milton; ROBERTS, Howard. Isometric
Hollywood: Playback pub, 1971, passim.
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for
Guitarists. North
40
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
M ÃO ESQUERDA 20
9 Fortalecimento dos movimentos da mão esquerda.
9 Fortalecimento e aquecimento dos dedos da mão esquerda.
9 Fortalecimento das juntas da mão esquerda.
M ÃO DIREITA 21
9 Desenvolvimento dos movimentos de subida e descida da mão
direita.
9 Resistência, tensão e relaxamento do pulso e antebraço da mão
direita.
9 Fortalecimento do polegar.
O UTROS
9 Desenvolvimento dos músculos rotatórios do antebraço.
9 Estimulação dos dedos.
9 Fortalecimento das juntas: dedilhado e digitação.
9 Fortalecimento dos pulsos e mãos.
20
21
Leia “mão direita” se for canhoto não ambidestro.
Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
OBS.:
9 O 1º e o 4º exercícios necessitam de 1 pequena bola de borracha.
9 O 7º exercício requer um pequeno bastão cilíndrico.
A CESSÓRIOS ERGONÔMICOS
Para prevenir LER, DORT ou LTC 22, luthiers e violonistas
desenvolvem
acessórios
ergonômicos
constantemente.
Experimente-os!
Apoios anatômicos (Begut...), plenosom pads e arm rest (Antonio
Tessarin e Paulo Bellinati), luva (Matepis...), banquinho, powerball
(dynaflex)...
U NHAS
Quando utilizadas, as unhas requerem cuidados especiais.
22
Tais siglas possuem os seguintes significados: lesões por esforços repetitivos,
distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho e lesões por traumas
cumulativos.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
L IXAMENTO
O tamanho e a forma variam. Ora maior, menor, quadrada,
arredondada ou com o comprimento da largura da corda seguindo
(ou não) o formato do dedo. Nessa etapa usa-se a lixa comum.
A CABAMENTO E POLIMENTO
Nos processos de acabamento e polimento, utiliza-se a lixa
d’água para pintura automotiva de nº 2500 ou uma lixa de manicure
tripla face.
A LIMENTAÇÃO
Recomenda-se uma alimentação saudável, rica em cálcio e
proteínas. Consulte um médico nutrólogo ou um nutricionista a
respeito.
M ATERIAL SINTÉTICO
Existem materiais postiços de substituição e bases para
fortalecimento e restauração das unhas naturais. Consulte um
médico dermatologista a respeito.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
OBS.:
9 Sonoridade dinâmica: timbre + intensidade (maior ou menor
pressão dos dedos e unhas sobre as cordas). Essa combinação
favorecerá o alcance de uma sonoridade limpa, robusta, equilibrada
e dinâmica (capaz de emitir sons fortes e pianos [f (forte), mf
(mezzo forte), p (piano), pp (pianíssimo)...].
9 O toque pode ser lateral [A (ponto de contato = polpa) -> B
(ponto de deslizamento = lado esquerdo da unha) -> C (ponto de
desligamento = próximo ao meio da unha)], frontal [A (ponto de
contato = polpa) –> B 1 B 2 (pontos de deslizamento = extremidades
da unha) –> C (ponto de desligamento = meio da unha)], com apoio (o
dedo apóia na corda posterior via movimento do tendão flexor) ou
sem apoio 23 (o dedo não apóia na corda posterior = movimento e
repouso via tendões flexor e extensor). Para tanto, a mão e o pulso
direito ficarão retos ou quase retos em relação ao antebraço.
M ETRÔNOMO | AFINADOR
Tenha-os sempre por perto (analógicos ou digitais).
O choro para metrônomo de Baden Powell é pertinente.
Estude-o!
23
Vide ROCHA, Ulisses. Tocar com ou sem apoio? In: Acústico. São Paulo: HMP,
2006, vol. 02, p. 46.
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44
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
M ECANISMOS TÉCNICOS DE TOCABILIDADE
Realize esses exercícios com regularidade (diariamente, se
possível) e moderação (sem sobrecarga), imprimindo em suas
fórmulas cartesianas (mecanicistas) um sentido musical. Para
tanto,
use-as
em
composições
compatíveis
com
as
rítmicas
indicadas ao lado.
F ÓRMULAS DE ARPEJOS PARA A MÃO DIREITA 24
Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro. Sendo
canhoto e adepto do “violão pelo avesso” (afinado para destros),
espelhe-se nos geniais Américo Jacomino e Canhoto da Paraíba.
PIM
3/4
PMI
3/4
PIMI
4/4
PMIM
4/4
PIMA
4/4
PAMI
4/4
PIMAMI
6/8
PAMIMA
6/8
24
P, I, M e A significam respectivamente polegar, indicador, médio e anular. As
frações 3/4, 4/4, 6/8... correspondem aos compassos ternário, quaternário e seis por
oito. O numerador da fração indica a quantidade de notas e o denominador a
qualidade, isto é, o tipo de valor.
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45
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
PIMIAIMI
2/4 ou 4/4
P M I M A M I M 2/4 ou 4/4
P I M A M A M A 2/4 ou 4/4
PAMIMIMI
2/4 ou 4/4
PĻ PĹ PĻ PĹ
Alternado
E STUDOS SUGESTIVOS
Estudos nº 01 a 06 para Violão (Ulisses Rocha) 25
PIAMAI
6/8
PIMAMIMI
2/4
PIMA
4/4
AMIPIM
12/8
PIMPIMPIM
9/8
P I M I ou P I M A 4/4 (para velocidade)
Conforme Ulisses Rocha, o aumento gradativo da velocidade
não
decorre
tão
somente
de
um
fator
muscular.
Provém
especialmente de um reflexo cerebral ocasionado por ataques
rápidos
(movimentos)
seguidos
tocados em frases curtas.
de
breves
pausas
(repousos)
26
25
Vide ROCHA, Ulisses. Estudos para violão nº 01. São Paulo: Árvore da Terra, 1998, p. 16-43.
Vide Idem. O segredo da velocidade. In: Acústico. São Paulo: HMP, 2006, vol. 01, p. 46; Idem. Estudo
6: estudo trabalha elementos para desenvolver a velocidade. In: Violão pro. São Paulo: M & M, 2008,
vol. 18, p. 49-50; Verifique também PENEZZI, Alessandro. Desenvolvendo a velocidade: uma ferramenta
importante a serviço da música. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2007, vol. 08, p. 46-49.
26
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46
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Estudo nº 01 (Heitor Villa Lobos) 27
PIPIPMIAMIMIPIPI
4/4
Prelúdio para Alaúde (Johann Sebastian Bach) 28
PIMAMIMIPIPI
3/4
O UTRAS PEÇAS
Para manutenção e fruição desse aporte técnico favorável à
interpretação violonística de choros, recomendam-se também
outras peças:
La catedral (Agustín Barrios): prelúdio,
andante religioso, allegro solemne
29
2/4
4/4 e 6/8
Las abejas (Agustín Barrios) 30
4/4
Estudo nº 02 (Heitor Villa Lobos) 31
4/4
Estudos nº 07 a 08 (Ulisses Rocha)32
Étude en mi majeur (Toninho Ramos)
Astúrias: leyenda (Isaac Albéniz) 34
27
33
4/4 e 2/4
3/4
3/4
Vide VILLA-LOBOS, Heitor. Villa-Lobos collected works for solo guitar: with an introduction by
Frederick Noad. New York/London/Sydney: Amsco, 1990, passim.
28
Peça de domínio público disponível em http://www.free-scores.com/PDF_FR/bach-johann-sebastianprelude-minor.pdf
29
Vide PINTO, Henrique. Antologia violonística: história, fundamentos de um método, notas biográficas,
repertório. São Paulo: Ricordi, 2007, p. 104-116.
30
Ibidem, p. 101-103.
31
Vide VILLA-LOBOS, Heitor, Op. cit., passim.
32
Vide ROCHA, Ulisses. Estudos para violão nº 01. São Paulo: Árvore da Terra, 1998, p. 44-54.
33
Vide RAMOS, Toninho. O Brasil de Norte a Sul: pour guitare. Paris: Henry Lemoine, 1996, p. 23-24.
34
Peça de domínio público disponível em http://www.free-scores.com/PDF_FR/albeniz-isaac-asturiaslehenda-1708.pdf
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47
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Resta então informar que a mão direita recorre a 3 técnicas
[finger style (acima), de palheta e híbrida 35] que dispensam – na
pós-modernidade – os arcaicos estigmas de estratificação da
classe violonística em instrumentistas que tocam certo ou errado
por servirem-se ou não dos dedos.
F ÓRMULAS DE DIGITAÇÃO PARA A MÃO ESQUERDA 36
Pratique os exercícios abaixo, percorrendo todo o braço do
violão.
1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 | 1ª à 6ª corda | Alternando 1ª e 2ª casas
2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 | 6ª à 1ª corda | Alternando 2ª e 3ª casas
3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 | 1ª à 6ª corda | Alternando 3ª e 4ª casas
4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 4 3 | 6ª à 1ª corda | Alternando 3ª e 4ª casas
3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 3 2 | 1ª à 6ª corda | Alternando 3ª e 2ª casas
2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 | 6ª à 1ª corda | Alternando 2ª e 1ª casas
1 2 3 4 3 2 1 | 1ª à 6ª corda e vice-versa
1 3 2 4 | 1ª à 6ª corda e vice-versa
4 2 3 1 | 1ª à 6ª corda e vice-versa
1 4 2 3 | 1ª à 6ª corda e vice-versa
4 1 3 2 | 1ª à 6ª corda e vice-versa
35
Vide MAIA, Marcos da Silva. Técnica híbrida aplicada ao violão. Campinas:
UNICAMP, 2007 (Dissertação de mestrado), passim.
36
Os números 1, 2, 3 e 4 correspondem aos dedos indicador, médio, anular e mindinho
da mão esquerda (“mão direita” caso seja canhoto não ambidestro) e devem estar em
sincronia com as fórmulas aleatórias dos dedos p, i, m e a da mão direita (“mão
esquerda” caso seja canhoto não ambidestro).
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48
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
OBS.:
9 Procure manter o polegar na região central do braço e os demais
dedos da mão esquerda no centro das casas.
9 Realize os exercícios com e sem ligados.
A MÚSICA ENQUANTO LINGUAGEM
Quando encaramos a música como linguagem, damos um salto
paradigmático! Convertemos o monólogo recluso de sons num
diálogo
comunicativo
discursiva
37
e
musical.
Promovemos
a
socialização
de nossas perspectivas e histórias com criatividade e
cognição.
A roda de choro é rotativa (inclusiva e sociável). Seus
diálogos musicais são reconstrutivos e transitam entre a tradição e
a contemporaneidade.
S ISTEMAS DE NOTAÇÃO
Enumeramos a seguir os sistemas usuais de notação:
37
WALTER,
Carlos.
Discurso
jurídico
na
democracia:
constitucionalizada. Belo Horizonte: Fórum, 2008, p. 20.
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processualidade
49
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
P ARTITURA
Sistema pentagramático de 5 linhas, 4 espaços, linhas e
espaços suplementares (superiores e inferiores) onde se anotam
claves, notas, acidentes (# = sustenido e b = bemol), valores,
pausas, barras de repetição, ligaduras (de prolongamento, frase,
expressão...),
portamentos,
bordaduras,
pizzicatos,
staccatos,
vibratos, rubatos, indicadores de dinâmica e andamento, pontos de
aumento e diminuição...
T ABLATURA
Sistema com 6 linhas e números arábicos alusivos às cordas e
casas do violão.
C IFRA
Sistema alfanumérico de representação dos acordes, a saber:
A (lá), B (si), C (dó), D (ré), E (mi), F (fá), G (sol), m (menor), M
(maior), 1 (tônica), b2 (segunda menor), 2 (segunda maior), #2
(segunda aumentada), b3 (terça menor), 3 (terça maior), 4J
(quarta justa), #4 (quarta aumentada), b5 (quinta diminuta), 5J
(quinta justa), #5 (quinta aumentada), b6 (sexta menor), 6 (sexta
maior), bb7 (sétima diminuta), 7b (sétima menor), 7 (sétima
maior)...
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50
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
B RAILLE
Musibraille é um processo de educação musical via método
Braille desenvolvido para portadores de deficiência visual e
difundido por Dolores Tomé (flautista e filha do compositor de
choros João Tomé), entre outros.
A CIDENTES | CÍRCULO DE QUINTAS
Conforme
Bohumil
Med 38,
#
(sustenido),
sustenido), b (bemol), bb (dobrado bemol) e
X
(dobrado
(bequadro) são
acidentes. As notas da armadura com sustenido são fá, dó, sol, ré,
lá, mi, si e as com bemol si, mi, lá, ré, sol, dó, fá.
Para descobrir o tom na armadura da clave com sustenidos,
considere a nota ascendente ou descendente (acima ou abaixo) em
relação
ao
último
respectivamente)
e,
sustenido
na
armadura
(modo
com
maior
bemóis,
ou
menor
considere
o
penúltimo bemol para o modo maior e conte 3 notas a partir do
último bemol para o modo menor.
O círculo das quintas é um sistema cíclico de descrição das
relações entre as 12 notas de uma escala cromática.
38
Cfr. MED, Bohumil. Teoria da música. 4. ed. rev. e ampl. Brasília: Musimed, 1996,
p. 269.
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51
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
C HART READING 39
Aprenda a mapear a partitura através dos sinais indicativos
[sessão, intro, chorus, bridge (turn around), voicing, drop, vamp,
símile, %, ghost notes (notas fantasmas simbolizadas com X), palm
muting (staccato), D. C. (Dal Capo = do caput = da cabeça) D. S.
(Dal Segno = do sinal), Coda (Calda), barras (duplas, de repetição
ou ritornellos...), casas (endings), convenções rítmicas...] bem
explicados por BERSANI, Wanderson. Chart reading: mapeando a
partitura através dos sinais de indicação de roteiro. In: TAFFO,
Wander et al. IG & T Book. São Paulo: EM&T Editora, 2007, vol.
01, p. 18-33.
39
Mapeando a partitura (tradução livre). Confira também WOLFF, Daniel. Como
digitar uma obra para violão. In: Violão intercâmbio. São Paulo, 2001, nº 46, passim.
Disponível em http://www.danielwolff.com.br/arquivos/File/Como_Digitar_Port.htm
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52
2ª PARTE
53
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
O VIOLÃO DE 6 CORDAS NO CHORO 40
O papel do violão de 6 cordas no Choro é essencial nas
conduções
melódica (como instrumento solista), rítmica (junto ao
cavaquinho, à percussão etc) e harmônica [ao realizar centro,
fraseados, inversões e dialogar com os demais instrumentos (tocar
o baixo contínuo em terças contrastantes com os contrapontos
especialmente emitidos pelo violão de 7 cordas)], prestando
destacada contribuição na ampliação de seu acervo composicional
através dos violonistas-compositores 41.
E STRUTURA DO CHORO42
O estudo sistêmico de fatores musicais característicos
(forma, rítmica, tons, inflexões, anacruses, finalizações típicas e
40
Vide SOUZA, Rogério. Choro 100: violão – play along choro. Rio de Janeiro:
Biscoito Fino, 2008, passim; PAULINO, Conrado. Choro básico. In: Acústico. São
Paulo: HMP, 2006, vol. 08, p. 42; MARQUES, Euclides. Os violões no choro. In: Violão
Pro. São Paulo: Música & Mercado, 2006, vol. 06, p. 42-47; GAMA, Lula. O papel do
seis-cordas. In: Violão Pro. São Paulo: Música & Mercado, 2006, vol. 05, p. 58-59;
PETAGNA, Cristiano. Remexendo o violão brasileiro. In: Violão Pro. São Paulo:
Música & Mercado, 2006, vol. 04, p. 38-44.
41
Vide HARO, Maria Jesus Fábregas. Nicanor Teixeira: a música de um violonista
compositor brasileiro. Rio de Janeiro: UFRJ, 1993 (Dissertação de mestrado),
passim; CARDOSO, Thomas Fontes Saboga. Um violonista-compositor brasileiro:
Guinga – a presença do idiomatismo em sua obra. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2006
(Dissertação de mestrado), passim.
42
Vide ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da Fonseca, 2006,
passim; SÈVE, Mário. Vocabulário do choro: estudos e composições. Rio de Janeiro:
Lumiar, 1999, passim.
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54
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
atípicas)
lança
as
bases
de
uma
teoria
geral
do
choro
encaminhadora de parâmetros (convenções), variantes e diretrizes
a serem observados por intérpretes e compositores em suas
criativas incursões.
Durante a leitura das subscritas noções, procure identificar
os elementos da estrutura do choro em registros escritos e
gravados. Depois, dê vazão à sua verve composicional. Invente um
choro!
F ORMA
A forma mais utilizada no Choro corresponde à rondó,
originária do período medieval Ars Nova e composta de uma parte
principal (refrão ou tema central) que se repete após a intervenção
distintiva de outras partes.
F ORMA TÍPICA
A forma típica do Choro é constituída por 3 partes de 16
compassos (cada), assim distribuídas:
A 1 A 2 (ou A com ritornello) -> B 1 B 2 (ou B com ritornello) ->
-> A 3 -> C 1 C 2 (ou C com ritornello) -> A 4 ...
A 1 = 1º motivo (tema = 4 compassos | resposta suspensiva = 4
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55
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
compassos); A 2 = 2º motivo (tema = 4 compassos | resposta
conclusiva = 4 compassos) e assim sucessivamente em relação às
demais quadraturas e sessões, conforme Maurício Carrilho citado
por Lúcia Campos. 43
F ORMAS ATÍPICAS 44
Determinados choros possuem menos ou mais de 3 partes
(sessões) com menos ou mais de 16 compassos. Verifique os
exemplos das páginas 100 e 153.
A LTERNATIVAS TONAIS FREQÜENTES
Pode-se depreender do extenso acervo de choros compostos
desde a 2ª metade do séc. XIX, parâmetros lógicos de graus tonais
freqüentes nas sessões (partes) da forma típica, conforme
ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da
Fonseca, 2006, p. 09-10:
Choros iniciados em modo maior
I (1ª parte) | V (2ª parte) | IV (3ª parte) = C | G | F
I (1ª parte) | VIm (2ª parte) | IV (3ª parte) = C | Am | F
43
Vide CARRILHO, Maurício apud CAMPOS, Lúcia Pompeu de Freitas. Tudo isso de
uma vez só: o choro, o forró e as bandas de pífanos na música de Hermeto Pascoal.
Belo Horizonte: UFMG, 2006, p. 56-57.
44
Por exemplo, MOREIRA, Juarez. Choro diferente. In: BH no Choro. Belo
Horizonte: Belotur/Clube do Choro de Belo Horizonte/Auditório JK, 2008. Cfr.
ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da Fonseca, 2006, p. 09,
“Obviamente, existem exceções (que, como sempre, confirmam a regra): ver, por
exemplo, o caso de Lamentos, de Pixinguinha, choro estruturado em duas, em vez das
três partes convencionais. Além disso, a primeira parte possui 24 compassos (no lugar
de 16), que são subdivididos irregularmente em frases de 8, 4, 6 e 6 compassos”.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Choros iniciados em modo menor
Im (1ª parte) | III (2ª parte) | I (3ª parte) = Am | C | A
Im (1ª parte) | III (2ª parte) | VI (3ª parte) = Am | C | F
T ONS
COMUNS PARA O TEMA CENTRAL
A escolha dos tons temáticos segue raciocínio idêntico. Contempla
certos tons com assiduidade, a saber:
Modos maiores = fá, dó, sol e ré
Modos menores = ré, lá, mi e sol
Afinal, segundo ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de
Janeiro: Da Fonseca, 2006, p. 10,
“normalmente adota-se uma tonalidade que seja ‘boa’ para
os
principais
instrumentos
acompanhantes,
violão,
cavaquinho e bandolim. Em outras palavras, tonalidades
cujas escalas forneçam o maior número de notas que
coincidam com as cordas soltas soam mais vibrantes,
resultando numa sonoridade geral mais cheia, sendo, além
disso, no que se refere à execução, mais ‘naturais’, o que
torna a interpretação do conjunto mais solta”.
R ITMO
A rítmica do Choro está assentada em células características,
passíveis de desdobramentos e variações.
C ÉLULAS
CARACTERÍSTICAS
8 semicolcheias = [ [ [ [
[[[[|[[[[
4 semicolcheias e 2 colcheias = [ [ [ [
[ [ [ [ |...
HH|[[[[
H H |...
1 semicolcheia, 1 colcheia, 1 semicolcheia, 1 semicolcheia, 1 colcheia, 1 semicolcheia =
[H[
[H[|[H[
[ H [ |...
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57
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
V ARIAÇÕES RÍTMICAS 45 E DESDOBRAMENTOS ESTÉTICOS
O diacronismo e a atemporalidade do choro engendraram
variações rítmicas e desdobramentos estéticos, a saber:
Polca brasileira, lundu, corta-jaca, maxixe, tango brasileiro,
schottisch (xótis), mazurka, choro, choro-canção, chorinho (choro
sapeca), choro sambado (choro-samba), samba-choro, valsa-choro
(valsa brasileira), choro barroco, choro cantado, entre outros 46...
O trecho a seguir – extraído da entrevista de Jacob do
Bandolim ao Museu de Imagem e Som do Rio de Janeiro em 1967 –
é esclarecedor:
“O choro, choro mesmo, teve uma grande definição
foi com Pixinguinha. Pixinguinha deu rítmica ao choro.
O choro até então era considerado uma coleção de
músicas para chorar, fazer chorar [...] Eu tenho
inclusive cadernos de antes de 1900, coleções de
choro, músicas de choro e não choros. Ali dentro
tinha Valsas, tinha polcas, tinha quadrilhas, tinha
schottisch, tudo era considerado músicas de choro.” 47
45
Vide BECKER, Zé Paulo. Levadas brasileiras para violão. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2013,
p. 19-22; PEREIRA, Marco. Ritmos brasileiros. Rio de Janeiro: Garbolights, 2007, p. 19-20, 37-42;
FARIA, Nelson. The Brazilian guitar book. Petaluma: Sher Music Co, 1995, p. 86-99; BRAGA, Luiz
Otávio. O violão de 7 cordas. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumiar, 2004, p. 14-18; GUIMARÃES, Maria
Inês. Danses et oiseaux du Brésil. Paris: Gérard Billaudot, 2003, vols. 01-02; CAMPOS, Lúcia
Pompeu de Freitas. Tudo isso de uma vez só: o choro, o forró e as bandas de pífanos na música de
Hermeto Pascoal. Belo Horizonte: UFMG, 2006, p. 58-66.
46
Cfr. FERRAZ, Daniela Silva de Rezende. A voz e o choro: aspectos técnicos vocais e o repertório
de choro cantado como ferramenta de estudo no canto popular. Rio de Janeiro: UNIRIO, 2010
(Dissertação de mestrado); JIRAN, Marcelo. Samba chorado. In: ZOCKRATTO, Mauro et al. Pelo
espaço de um compasso. Belo Horizonte, 2008; a vida e a obra de Ademilde Fonseca; JACQUES,
Lígia; LEONEL, Rogério. Choro barroco. Belo Horizonte, 2001; Idem. Choro cantado. Belo
Horizonte, 2010 e o choro francobrasileiro “Reconciliação” de AURÉLIE E VERIOCA. Além des
nuages. Paris, 2011.
47
BANDOLIM, Jacob do. Depoimento prestado ao Museu da Imagem e do Som. Rio de
Janeiro:
MIS,
24
fev.
1967.
(Informações
verbais).
Disponível
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58
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
A NACRUSES 48
As anacruses mais comuns compõem-se de:
1 NOTA (1 COLCHEIA OU 1 SEMICOLCHEIA )
Essa fórmula perfaz 15% dos choros pesquisados por Carlos
Almada sendo seguida por salto [Brejeiro (Ernesto Nazareth),
Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo)...] ou movimento em grau
conjunto [Querida por todos (Joaquim Callado), Ele e Eu e Naquele
tempo (Pixinguinha/Benedito Lacerda)...].
2 NOTAS (1 COLCHEIA E 1 SEMICOLCHEIA )
Essa fórmula perfaz 5% dos choros pesquisados por Carlos Almada
[Proezas de Solon (Pixinguinha), Na Glória (Ary dos Santos e Raul
de Barros)...].
3 NOTAS (3 SEMICOLCHEIAS )
Essa fórmula perfaz 80% dos choros pesquisados por Carlos
Almada
em movimento
escalar
ascendente
ou
descendente
[Descendo a serra (Pixinguinha/Benedito Lacerda), Choro negro
(Paulinho
da
Viola/Fernando
Costa),
Apanhei-te
cavaquinho
http://www.jacobdobandolim.com.br/jacob/oucajacob.php#trechos; BARRETO, Almir Côrtes.
O estilo interpretativo de Jacob do Bandolim. Campinas: UNICAMP, 2006, p. 09.
48
Vide ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da Fonseca, 2006, p.
61-62.
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59
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
(Ernesto Nazareth)...], cromático [Flor amorosa (Joaquim Calado),
André de sapato novo (André Victor Corrêa), Benzinho (Jacob do
Bandolim)...], com bordadura ascendente ou descendente [Ticotico no fubá (Zequinha de Abreu), Um a zero (Pixinguinha)...],
contorno em arpejo (mescla de salto com graus conjuntos; Bemte-vi atrevido (Lina Pesce)...] e como antecipação [Brasileirinho
(Waldir
Azevedo),
Sonoroso
(K-Ximbinho),
Dr.
Sabe
Tudo
(Dilermando Reis)...].
Carlos Almada considera as anacruses de 4 ou 5 semicolcheias
raras.
F INALIZAÇÕES
Segundo Carlos Almada,
“[...] a finalização que também poderíamos chamar de
uma brevíssima coda, acontece logo após a chegada
da tônica, através da progressão harmônica V –> I e
do movimento melódico que resolve no I grau da
escala [...] normalmente a tônica segue uma das notas
pertencentes ao acorde do V grau – os graus
escalares II, V ou VII –, embora seja também
bastante típica de choros a conclusão melódica III –>
I [...]” 49
49
Cfr. ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de Janeiro: Da Fonseca, 2006, p.
65.
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60
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
As finalizações costumeiras possuem:
2 NOTAS
Salto entre tônicas oitavadas em 2 colcheias, 2 semínimas ou 2
colcheias separadas por pausa.
3 NOTAS
Análise combinatória do movimento tônica –> dominante –> tônica.
4 NOTAS
Arpejo da tônica em sentido ascendente = 1 semicolcheia, 1
colcheia, 1 semicolcheia, 1 colcheia.
5 NOTAS
Arpejo com 4 semicolcheias e 1 colcheia.
Verifique ainda os baixos para finalização sugeridos por
BERTAGLIA, Marco. O violão de 7 cordas. 2. ed. Bertaglia: São
Paulo, 2002, p. 42-50.
F ADE OUT
A música também pode ser concluída com um fade out (atenuação
gradativa da intensidade sonora).
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61
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
H ARMONIA : NOÇÕES CONCEITUAIS 50
A música tem momentos instáveis, estáveis e menos instáveis
ocasionados por repousos e movimentos harmônicos. Tenha, por
isso, algumas noções conceituais em mente (disposição intervalar,
leis
tonais,
fórmulas
harmônicas,
modalidades
de
acorde
e
cadência...)!
T OM E TONALIDADE
Tonalidade é um complexo de sons (arpejos, escalas, acordes,
melodias) adstritos ao centro tonal (tônica).
Tom é a órbita (altura) onde essa tonalidade trafega (se
desenrola).
50
Vide GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2006, vols.
01-02, passim; CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7. ed. Rio de Janeiro:
Lumiar, 1986, p. 84; BUCHER, Hannelore. Harmonia funcional prática. Vitória:
Gráfica Al, 2001, passim; WALTER, Álvaro. Composição instantânea: apontamentos
sobre improvisação. Uberaba, MG | São Paulo: Álvaro A. Walter | Clube de Autores,
2011, passim; FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas
em chord melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009,
passim; Idem. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de Janeiro:
Lumiar, 1999, passim. BARASNEVICIUS, Ivan. Jazz: harmonia e improvisação. São
Paulo: Irmãos Vitale, 2007, passim.
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62
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
I NTERVALOS ENTRE A TÔNICA OU A FUNDAMENTAL E OS OUTROS
GRAUS DE UM ACORDE OU UMA ESCALA
51
1 (tônica = escala ou fundamental = acorde)
b2 (segunda menor) ou b9 (nona menor)
2 (segunda maior) ou 9 (nona maior)
#2 (segunda aumentada)
b3 (terça menor) ou #9 (nona aumentada)
3 (terça maior)
4J (quarta justa) ou 11 (décima primeira)
#4 (quarta aumentada)
b5 (quinta diminuta) ou #11 (décima primeira aumentada)
5J (quinta justa)
#5 (quinta aumentada) ou b13 (décima terceira menor)
b6 (sexta menor)
6 (sexta maior) ou 13 (décima terceira maior)
bb7 (sétima diminuta)
7b (sétima menor)
7 (sétima maior)
51
FARIA, Nelson. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de
Janeiro: Lumiar, 1999, p. 09; Vide NOGUEIRA, Paulinho. Método Paulinho Nogueira:
para violão e outros instrumentos de harmonia. 21 ed. São Paulo: Casa Manon, s.d., p.
16-17, 22-23.
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63
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
A CORDES 52
T RÍADES
Maior: 1, 3, 5 = C
Menor: 1, b3, 5 = Cm
Aumentada: 1, 3, #5 = C+ ou C(#5)
Diminuta: 1, b3, b5 = Cº ou Cm(b5)
T ÉTRADES
Sétima maior: 1, 3, 5, 7 = C7M
Menor com sétima: 1, b3, 5, b7 = Cm7
Maior com sétima menor ou Dominante: 1, 3, 5, b7 = C7
Diminuta: 1, b3, b5, bb7 = Cº
Meia diminuta: 1, b3, b5, b7 = Cm7(b5)
Menor com sétima maior: 1, b3, 5, 7 = Cm(7M)
Sétima maior e quinta aumentada: 1, 3, #5, 7 = C7M(#5)
A CORDES COM SEXTA
Maior com sexta: 1, 3, 5, 6 = C6
Menor com sexta: 1, b3, 5, 6 = Cm6
52
Cfr. FARIA, Nelson. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de
Janeiro: Lumiar, 1999, p. 13-16; Vide também o “quadro geral dos acordes sobre os
graus da tonalidade maior e menor” de CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7
ed. rev. Rio de Janeiro: Lumiar, 1986, p. 351-353, e do mesmo autor o Dicionário de
acordes cifrados: harmonia aplicada à música popular. Rio de Janeiro: Lumiar, 1984,
passim.
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64
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
A CORDES SUSPENSOS
Acordes em que a terça é substituída pela 4ª justa:
1, 4, 5, b7 = C4 ou C74
A CORDES COM NOTAS DE TENSÃO
Tríades ou tétrades acrescidas de b9 (nona menor), 9 (nona maior),
#9 (nona aumentada), add9 (nona adicionada ou tríade acrescida de
nona maior), 11 (décima primeira justa), #11 (décima primeira
aumentada), b13 (décima terceira menor) ou 13 (décima terceira
maior).
I NVERSÕES
Eis os tipos usuais de inversão:
1ª inversão (3ª no baixo ou como fundamental).
2ª inversão (5ª no baixo ou como fundamental).
3ª inversão (7ª menor no baixo ou como fundamental).
A CORDES HÍBRIDOS 53
Os acordes híbridos não possuem terça. Por estarem desprovidos
do grau modal, não são maiores, nem menores.
53
FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em chord
melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, p. 55.
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65
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
A CORDES QUARTAIS 54
Os acordes quartais são integrados por quartas superpostas.
P OLIACORDES 55
Os poliacordes são acordes superpostos (tríades ou tétrades
sobrepostas). A forma da notação é fracional:
D
.
H ARMONIA FUNCIONAL 56
Conforme Ian Guest,
“a música tonal [...] vem dos últimos séculos e adota
uma linguagem melódica e harmônica inventada e, por
vezes, rebuscada. Sua harmonia é uma narrativa
imprevisível; uma sucessão de preparações e
resoluções, ou preparações não resolvidas ou, ainda,
resolvidas inesperadamente, tal como um conto de
aventuras. Trabalha com tétrades e é enriquecida
com dissonâncias. Por sua sofisticação, prevê um
público passivo e pagante, nos moldes do consumismo
ocidental. Quem porventura participar deve conhecer
a música ou recorrer à leitura.” 57
54
FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em chord melody. 2. ed. Rio de
Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, p. 57.
Ibidem, p. 55; Na introdução de GUEST, Ian. 16 estudos escritos e gravados para piano. Rio de
F
Janeiro: Lumiar, 2000, p. 05, o autor redige uma nota explica sobre o poliacorde
56
Vide GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2006, vols. 01-02, passim;
CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7. ed. Rio de Janeiro: Lumiar, 1986, passim;
KOELLREUTTER, H. J. Harmonia funcional: introdução à teoria das funções harmônicas. São Paulo:
Ricordi, 1986, passim; BUCHER, Hannelore. Harmonia funcional prática. Vitória: Gráfica Al, 2001,
passim; WALTER, Álvaro. Composição instantânea: apontamentos sobre improvisação. Uberaba, MG |
São Paulo: Álvaro A. Walter | Clube de Autores, 2011, passim; FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao
violão e à guitarra: técnicas em chord melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais,
2009, passim; Idem. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de Janeiro: Lumiar, 1999,
passim; BARASNEVICIUS, Ivan. Jazz: harmonia e improvisação. São Paulo: Irmãos Vitale, 2007, passim.
57
Cfr. GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2006, vol. 01, p. 36.
55
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66
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
L EIS TONAIS 58
1 ª L EI T ONAL
Todos acordes da estrutura harmônica relacionam-se com uma das 3
funções principais [tônica (estável), subdominante (menos instável) e
dominante (instável)].
2 ª L EI T ONAL
Os acordes vizinhos de terça da tônica (C), subdominante (F) e
dominante (G) podem exercer secundariamente as respectivas funções.
Por exemplo: Am (tônica relativa de C), Em (tônica antirrelativa de C),
Dm (subdominante relativo de F), Am (subdominante antirrelativo de F),
Em (dominante relativo de G) e Bm (dominante antirrelativo de G),
respectivamente.
3 ª L EI T ONAL
Todos os acordes da estrutura harmônica podem ser valorizados
(antecedidos) por uma dominante ou subdominante própria.
4 ª L EI T ONAL
Qualquer acorde pode ser seguido de outro. Acordes de tons afastados
(de tons não vizinhos) podem necessitar de preparação. Os tons vizinhos
possuem um acidente a mais ou a menos ou a mesma armadura do tom
principal.
5 ª L EI T ONAL
A mudança da função do acorde representa a modulação do tom. Há
modulações diatônicas, cromáticas etc.
58
Vide KOELLREUTTER, H. J. Harmonia funcional: introdução à teoria das funções
harmônicas. São Paulo: Ricordi, 1986, p. 14-41, com ábaco analítico (círculos
concêntricos) das funções harmônicas.
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67
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
OBS.:
9 Quando 2 acordes possuem 2
notas
em
comum, poderão
substituir um ao outro desde que o resultado seja satisfatório ou
reflita a expectativa.
9 O trítono é a essência do dominante e corresponde ao intervalo
de 3 tons entre o 3º e o 7º graus.
T IPOS DE CADÊNCIA
De acordo com Almir Chediak, a cadência harmônica é uma
“combinação funcional dos acordes, com sentido conclusivo ou
suspensivo” 59.
Ela pode ser classificada em 6 tipos facilmente encontrados
nas composições da música popular brasileira (choros, sambas e
afins):
C ADÊNCIA AUTÊNTICA PERFEITA
Dominante (V) -> Tônica (I)
[Dominante resolvida na Tônica]
G7 -> C
59
CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7. ed. Rio de Janeiro: Lumiar, 1986, p.
109.
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68
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C ADÊNCIA AUTÊNTICA IMPERFEITA
Dominante (V) -> Tônica (I) invertidos
[Dominante invertida resolvida na Tônica invertida]
G/F -> C/E
C ADÊNCIA PLAGAL
Subdominante (IV) -> Tônica (I)
[Subdominante resolvida na Tônica]
F -> C ou Dm -> C
MEIA CADÊNCIA
Subdominante (IIm) -> Dominante (V)
[Subdominante resolvida na Dominante]
Dm -> G
C ADÊNCIA DECEPTIVA 60 DIATÔNICA
Dominante (V) -> Qualquer grau diatônico (VIm ou IIIm...)
[Dominante sucedida por qualquer grau diatônico]
G -> Am ou G -> Em
60
A cadência é deceptiva quando gera decepção, interrupção ou suspensão.
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C ADÊNCIA DECEPTIVA MODULANTE
Dominante (V) -> Tônica de outro tom (I)
[Dominante seguida da Tônica de outro tom]
G -> D
M ARCHA HARMÔNICA MODULANTE
A denominação é auto-explicativa. Ocorre, por exemplo,
quando módulos sucessivos de acordes se repetem até a resolução
pretendida. Essa marcha (modulação transicional) acaba então por
se desvincular do centro tonal originário. Esse fenômeno pode ser
encontrado no Chorinho pra Ele de Hermeto Pascoal, conforme
exemplo de PRINCE, Adamo. Linguagem Harmônica do Choro. São
Paulo: Irmãos Vitale, 2010, p. 88.
A CORDES DIMINUTOS
Existem ACORDES DIMINUTOS DE APROXIMAÇÃO (C G#º Am = os
que, através de um salto, alcançam o próximo acorde a ½ tom), DE
PASSAGEM
(C Bº Am = conduzidos antes e depois por ½ tom na
mesma direção ou sem salto),
AUXILIARES
(Cº C = os que
antecedem acorde maior com o mesmo baixo), NÃO PREPARATÓRIOS
(Em
Ebº
Dm7
=
os
que
alcançam
o
próximo
acorde
cromaticamente)...
A PREPARAÇÃO DIMINUTA ocorre quando a nota fundamental da
diminuta é a 3º maior do acorde dominante (Eº em relação a C7b9).
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70
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
OBS.:
9 Se baixarmos qualquer nota de um acorde diminuto em meio
tom o transformaremos em um acorde de sétima menor.
9 Qualquer acorde poderá ser tocado em outras regiões do
instrumento. Basta transferir a posição para o grupo superior de
cordas, diminuir meio tom na 3ª corda e subir 5 casas ou
transferir a posição para o grupo inferior de cordas, aumentar
meio tom na 2ª corda e descer 5 casas.
9 Na progressão IIm7b5 | V7 | Im, o 2º acorde pode ser
substituído pelo 1º feito uma terça menor acima e o 3º acorde
pode ser substituído pelo 2º feito uma terça maior acima [Dm7b5,
Fm7b5 (ou G7b9#5), Am7b5 (ou Cm6)].
T EORIA DAS ÁRVORES HARMÔNICAS 61
Teorização do violonista cearense (radicado em Brasília) José
de Alencar Soares (Alencar 7 Cordas) construída a partir da
análise sistêmica de composições brasileiras e suas probabilidades
harmônicas.
61
Vide FERNEDA, Edmilson et al. Rumo à formalização da teoria das árvores
harmônicas . Disponível em www.cefala.org/sbcm2005/papers/13850.pdf
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71
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
H ARMONIA MODAL 62
Segundo Ian Guest,
“a música modal é milenar, tem a história da
humanidade e expressa sua emoção. É base nos
rituais de vitória, derrota e prece. É contagiante e
estimula à participação. É intermitente, sem momento
de partida e de término. É feita de ritmos,
sonoridades e climas. A melodia é simples, curta e
repetitiva. A harmonia, se é que existe, é feita de um
ou poucos acordes, que quase sempre são tríades, por
vezes
não
cifráveis
(não
decifráveis).
Num
permanente crescendo, acompanha o entusiasmo
tribal, ou lamenta e chora, conforme os caprichos do
ânimo. Tudo nela é coletivo, e convida a entrar na
roda, a participar. A tribo vem até os nossos dias.” 63
M ODOS G REGOS : FÓRMULAS INTERVALARES
J ÔNIO
T | T | ½T | T | T | T
D ÓRICO
T | ½T | T | T | T | ½T
F RÍGIO
½T | T | T | T | ½T | T
L ÍDIO
T | T | T | ½T | T | T
M IXOLÍDIO T | T | ½T | T | T | ½T
62
Vide GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2006, vols.
01-02, passim; CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7. ed. Rio de Janeiro:
Lumiar, 1986, passim; BUCHER, Hannelore. Harmonia funcional prática. Vitória:
Gráfica Al, 2001, passim; WALTER, Álvaro. Composição instantânea: apontamentos
sobre improvisação. Uberaba, MG | São Paulo: Álvaro A. Walter | Clube de Autores,
2011, passim; FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas
em chord melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009,
passim; Idem. Acordes, arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de Janeiro:
Lumiar, 1999, passim; BARASNEVICIUS, Ivan. Jazz: harmonia e improvisação. São
Paulo: Irmãos Vitale, 2007, passim.
63
Cfr. GUEST, Ian. Harmonia: método prático. Rio de Janeiro: Lumiar, 2006, vols.
01, p. 36.
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E ÓLIO
T | ½T | T | T | ½T | T
L ÓCRIO
½T | T | T | ½T | T | T
I MPROVISAÇÃO 64
Trata-se de uma composição instantânea e/ou paráfrase
musical desenvolvida temática, horizontal e/ou verticalmente com
momentos de tensão, resolução e clímax.
A apreciação musical irrestrita, as práticas de conjunto e
composição, os treinos de ouvido e memória (visual, digital,
auditiva), a confecção de arranjos e um amplo vocabulário de
melodias, rítmicas, acordes, arpejos e escalas articulados com
emoção, imaginação e sensibilidade potencializarão o sotaque
improvisacional. As referências das notas abaixo são pertinentes.
A seguir escalas 65 e campos harmônicos, precedidos por
conselho do sábio Paulo Moura:
64
Vide ROCHA, Ulisses. O que é melhor para improvisar: escalas ou arpejos? In:
Acústico. São Paulo: HMP, 2006, vol. 06, p. 44; WALTER, Álvaro. Composição
instantânea: apontamentos sobre improvisação. Uberaba, MG | São Paulo: Álvaro A.
Walter | Clube de Autores, 2011, passim; PADIAL, Douglas. Improvisação: dicas
essenciais para começar a improvisar os seus solos. In: Violão Pro. São Paulo: M & M,
2009, vol. 25, p. 16-22; Idem. Improvisação: explorando as possibilidades da escala
diminuta. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, vol. 27, p. 46-47; Acordes,
arpejos e escalas para violão e guitarra. Rio de Janeiro: Lumiar, 1999, passim;
COLLURA, Turi. Improvisação: práticas criativas para a composição melódica na
música popular. São Paulo: Irmãos Vitale, 2008, vol. 01, passim; BARASNEVICIUS,
Ivan. Jazz: harmonia e improvisação. São Paulo: Irmãos Vitale, 2007, passim.
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73
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
“E muitos dos estudantes que eu encontro em oficinas
de música têm a preocupação em saber o que é a
improvisação no choro, como fazê-la sem cair no jazz.
E sempre recomendo que ouçam os mestres da
autenticidade brasileira, como Pixinguinha, Jacob do
Bandolim, Dino 7 Cordas, Raphael Rabello, Zé da
Velha. São estes que dominam a rítmica que dialoga
com os tambores de nossa tradição africana e com o
contracanto da melodia.” 66
S ISTEMA DIATÔNICO DE ESCALAS
E SCALA
MAIOR NATURAL
T | T | ½T | T | T | T | ½T
Dó | ré | mi | fá | sol | lá | si | dó
[ascendente = descendente]
C AMPO
HARMÔNICO MAIOR NATURAL
I7M | IIm | IIIm | IV7M | V7 |VIm | VIIm7(b5)
C7M | Dm | Em | F7M | G7 |Am | Bm7(b5)
E SCALA
MENOR NATURAL
T | ½T | T | T | ½T | T | T
Lá | si | dó | ré | mi | fá | sol | lá
[ascendente = descendente]
65
Confira a parte 5 de CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7 ed. rev. Rio de
Janeiro: Lumiar, 1986, p. 335-350, contendo “Todas as escalas dos acordes aplicadas
ao estudo da improvisação ou no enriquecimento harmônico”.
66
MOURA, Paulo. Prefácio. In: ALMADA, Carlos. A estrutura do choro. Rio de
Janeiro: Da Fonseca, 2006; SÈVE, Mário. Vocabulário do choro: estudos e
composições. Rio de Janeiro: Lumiar, 1999, passim.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
C AMPO
HARMÔNICO MENOR NATURAL
Im | IIm7(b5) | III7M | IVm | Vm | VI7M | VII7
Am | Bm7(b5) | C7M | Dm | Em | F7M | G7
E SCALA
MENOR HARMÔNICA
T | ½T | T | T | ½T | T e ½T | ½T
Lá | si | dó | ré | mi | fá | sol# | lá
[ascendente = descendente]
C AMPO
HARMÔNICO MENOR HARMÔNICO
Im7M | IIm7b(5) | III7M(#5) | IVm7 | V7 | VI7M | VIIº
Am7M | Bm7b5 | C7M(#5) | Dm7 | E7 | F7M | G#º
E SCALA
MENOR MELÓDICA
T | ½T | T | T | T | T | ½T
Lá | si | dó | ré | mi | fá# | sol# | lá
[ascendente descendente (menor natural)]
C AMPO
HARMÔNICO MENOR MELÓDICO
Im7M ou Im6 | IIm7 | III7M(#5) | IV7 | V7 | VIm7(b5) | VIIm7(b5)
Am7M ou Am6 | Bm7 | C7M(#5) | D7 | E7 | F#m7b5 | G#m7b5
E SCALA
MENOR BACHIANA OU HÍBRIDA
T | ½T | T | T | T | T | ½T
Lá | si | dó | ré | mi | fá# | sol# | lá
(ascendente = descendente)
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
C AMPO
HARMÔNICO MENOR BACHIANO OU HÍBRIDO
Im7M ou Im6 | IIm7 | III7M(#5) | IV7 | V7 | VIm7(b5) | VIIm7(b5)
Am7M (ou Am6) | Bm7 | C7M(#5) | D7 | E7 | F#m7b5 | G#m7b5
S ISTEMA SIMÉTRICO DE ESCALAS
E SCALA DE TONS INTEIROS
T|T|T|T|T|T|T
Dó | ré | mi | fá# | sol# | lá# | dó
E SCALA DIMINUTA
T | ½T | T | ½T | T | ½T | T | ½T
Dó | ré | ré# | fá | fá# | sol# | lá | si | dó
E SCALA DIMINUTA DOMINANTE
½T | T | ½T | T | ½T | T | ½T | T | ½T | T
Dó | dó# | ré# | mi | fá# | sol | lá | lá# | dó
O UTRAS ESCALAS
E SCALA C ROMÁTICA
½T | ½T | ½T | ½T | ½T | ½T |...
Dó | dó # | ré | ré # | mi | fá |...
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76
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
E SCALAS
ALTERADAS ( MAIOR E MENOR )
Construídas mediante a alteração dos graus II, IV, VI, VII ou sem a
alteração do I, III e V graus.
E SCALAS
PENTATÔNICAS ( MAIOR E MENOR )
T | T | T e ½T | T
Dó | ré | mi | sol | lá
[maior natural sem IV e VII graus]
T e ½T | T | T | T e ½T
Lá | dó | ré | mi | sol
[menor natural sem II e VI graus]
E SCALAS
DE BLUES ( MAIOR E MENOR )
T | ½T | ½T | T e ½T | T
Dó | ré | ré# | mi | sol | lá
[pentatônica maior com a 2ª ou a 9ª aumentada entre o 2º e 3º graus]
T e ½T | T | ½T | ½T | T e ½T
Lá | dó | ré | ré# | mi | sol
[pentatônica menor com a 4ª aumentada entre o 4º e 5º graus]
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77
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
A RRANJO : BREVE COMENTÁRIO 67
A adaptação ou releitura de choros vale-se de um processo
cognitivo de criação (inspirada e/ou transpirada) conhecido como
arranjo.
Para estilizar uma transcrição e incrementar a linha melódica
com inversões, voicings, acordes quartais, notas de tensão etc, o
violonista recorre ao chord melody 68, técnica que possibilita a
realização simultânea de solo e acompanhamento.
A leitura das referências indicadas nas notas de rodapé
abaixo e a apreciação de arranjos escritos e/ou gravados para
violão e outros instrumentos enriquecerão seus arranjos.
N OÇÕES E RECURSOS TÉCNICOS ADICIONAIS
Séculos
de
história
violonística
produziram
um
aporte
caleidoscópico de recursos técnicos para a otimização dos efeitos
com a atenuação dos esforços.
67
Vide SANCHEZ, Nilo Sérgio. Como criar arranjos: saiba como organizar suas idéias
musicais para criar preciosidades nas seis cordas. In: Violão Pro. São Paulo: M & M,
2008, vol. 20, p. 16-21; LIMA JÚNIOR, Fanuel Maciel de. A elaboração de arranjos
para canções populares para violão solo. Campinas: UNICAMP, 2003 (Dissertação
de mestrado), passim; GUEST, Ian. Arranjo: método prática. Rio de Janeiro: Lumiar,
1996, vols. 01-03, passim; ROCHA, Marcel Eduardo Leal. Elaboração de arranjo para
guitarra solo. Campinas: UNICAMP, 2005 (Dissertação de mestrado), passim.
68
FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em chord
melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, passim.
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78
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Como o objeto desse trabalho não se presta à explanação
minuciosa de temas exaustivamente investigados em publicações
especializadas – muitas das quais citadas nas referências –,
delimitamo-nos apenas a identificá-los com sucintos comentários,
subsídios bibliográficos (geralmente assinalados nas notas de
rodapé) e/ou remissões ao repertório sugestivo do autor.
B AIXARIA ( VARIAÇÃO DE BORDÕES ) 69
A baixaria pode ser classificada em:
E SCALAR (diatônica, cromática, simétrica, alterada), ARPEJADA ,
MISTA
(escalar e arpejada), FLORIDA (com apojaturas, escapadas,
bordaduras, antecipações 70), ALTERNADA (com movimento contínuo
descendente e ascendente), COM OU SEM APOIO , UNHA e/ou POLPA ,
FRONTAL , LATERAL , PULSANTE
(com balanço rítmico)...
O BRIGATÓRIA
Integra a composição ou uma gravação antológica e dependendo da
situação funciona como contracanto ativo. A consagrada linha de
baixo nos primeiros compassos do Carinhoso de Pixinguinha e João
de Barro é um bom exemplo.
69
Vide PENEZZI, Alessandro. Choro: baixarias no violão de seis cordas. In: Violão
Pro. São Paulo: M & M, 2007, vol. 09, p. 46-49; Idem. Que baixaria!: saiba como
organizar as idéias em seu violão de sete cordas e enriquecer as suas rodas de choro.
In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, vol. 28, p. 22-26; BERTAGLIA, Marco. O
violão de 7 cordas. 2. ed. Bertaglia: São Paulo, 2002, p. 38; BRAGA, Luiz Otávio. O
violão de 7 cordas. 2. ed. Rio de Janeiro: Lumiar, 2004, p. 35-40. CAETANO,
Rogério; PEREIRA, Marco (Org.). Sete cordas: técnica e estilo. Rio de Janeiro:
Garbolights, 2010, p. 10-12, 14 e segs.
70
Vide
UFBA.
Notas
melódicas.
LEM:
Bahia.
Disponível
em
www.clem.ufba.br/bordini/cons/n_mel/n_mel.htm
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79
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
P REPARATÓRIA
Inicia e finaliza partes, prepara uma modulação ou se desenvolve
nas pausas da melodia principal.
Sendo assim, o polegar exerce sustentação
harmônica,
realiza contrapontos, toca levadas rítmicas e linhas melódicas.
B AIXO PEDAL 71
Consiste na repetição ou sustentação de uma nota grave ao
longo da progressão harmônica.
Jorge da Fusa (Garoto): nos primeiros compassos da 2ª parte*
Lamentos do morro (Garoto): baixaria alternada na 1ª parte
Interrogando | Sons de carrilhões (João Pernambuco): mediante
afinação da 6ª corda em Ré.*
Rua Harmonia (Ulisses Rocha): usado constantemente.**
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
71
Cfr. CAZES, Henrique. Choro: do quintal ao municipal. São Paulo: Editora 34, 1998,
p. 45, “Em 1915, o Passos no Choro gravou uma polca amaxixada bem moderna para
sua época. Seu título: ‘Soluçando’; seu autor: Cândido Pereira da Silva, o Candinho do
Trombone. Na gravação, observa-se que, além do grupo usual, há um contraponto de
trombone que sem dúvida deve ter sido executado pelo próprio autor. Três anos
depois, o mesmo grupo gravou o tanguinho de Marcelo Tupinambá ‘Maricota sai da
chuva’, no qual se observa, nos primeiros compassos da segunda parte, o
aparecimento do baixo pedal no acompanhamento de violão, um recurso copiado do
piano e que até então não havia aparecido em gravações de grupos de Choro.” (...)
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80
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
** ROCHA, Ulisses. Arranjos e performance para violão. São
Paulo: MPO Vídeo, 1992 (VHS).
P IZZICATO
O pizzicato é obtido a partir do abafamento das cordas com a
palma da mão direita 72 (parte inferior), através de leves toques
superficiais dos dedos da mão esquerda 73 entre os trastes ou com
o auxílio de um flanela colocada sob as cordas e próxima ao
cavalete.
Magoado (Dilermando Reis): na 2ª parte
A RRASTE ( GLISSANDO )
Consegue-se o glissando com o rápido ou moderado arraste
(ascendente ou descendente) da mão esquerda.
Graúna (João Pernambuco): na 3ª parte
Noite de lua (Dilermando Reis): na 1ª parte
72
73
Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro.
Leia “mão direita” se for canhoto não ambidestro.
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81
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
M OVIMENTOS MELÓDICOS 74
M OVIMENTO PARALELO
Ocorre quando 2 ou mais vozes se movimentam na mesma
direção com idêntica relação intervalar.
Magoado (Dilermando Reis):
Quando o início da 2ª parte é tocado em terças
Doce de côco (Jacob do Bandolim):
Quando a introdução é tocada em terças superpostas
Choro Chorado para Paulinho Nogueira
(Paulinho Nogueira/Toquinho/Vinícius de Moraes):
Quando a introdução é tocada em terças superpostas
M OVIMENTO DIRETO
Ocorre quando 2 ou mais vozes se movimentam na mesma
direção sem coincidência intervalar.
74
Vide FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em
chord melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, p. 8485; SANCHEZ, Nilo Sérgio. Como criar arranjos: saiba como organizar suas idéias
musicais para criar preciosidades nas seis cordas. In: Violão Pro. São Paulo: M & M,
2008, vol. 20, p. 20.
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82
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
M OVIMENTO OBLÍQUO
Acontece quando 1 das vozes se movimenta e a outra se
mantém fixa.
Meditação (Garoto): na 1ª parte
M OVIMENTO CONTRÁRIO
Ocorre quando as vozes se movimentam em direções opostas.
Valsa de um sonho (Sebastião Tapajós):
Baixos no ritornello da 1ª parte
C ROMATISMO
Terças superpostas tocadas cromaticamente a partir da 1ª,
3ª e 5ª notas do acorde em direção ascendente e/ou descendente
com movimentação paralela ou contrária soam bem.
Diz-se o mesmo em relação à 1ª e 5ª notas dos acordes
(maiores ou menores) evidenciadas pelos baixos, voicings (vozes
internas) e notas de ponta (mais agudas).
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83
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Já te digo (Pixinguinha/China): nos breques*
Marceneiro Paulo (Hélio Delmiro): nos breques
Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo): no final*
Aprendiz de Joãozinho (Álvaro Walter): na introdução
Tânia (Álvaro Walter): na mudança de tom
Zé Lucas e Chico Fidélis no choro – Chorando em Mariana
(Álvaro Walter): no término da 1ª parte
Saudades de Itabira (Sílvio Carlos Silva Costa):
Em alguns trechos melódicos
Canto de rua (Toninho Ramos): no final da 1ª parte
Carinhoso (Pixinguinha/João de Barro): na 2ª parte*
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
P EDAL TONES
Consiste em repetir uma nota pedal intercalando-a com
outras.
Prelúdio nº 3 (Heitor Villa Lobos): na 2ª sessão
Tantos anos sem ele (Sílvio Carlos Silva Costa): na introdução*
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84
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Zenaide (Maria Inês Guimarães): na introdução*
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
E MPRÉSTIMO MODAL
Ocorre quando utilizamos acordes do modo menor no modo
maior e vice-versa.
Lamentos (Pixinguinha/Vinícius de Moraes): após o ritornello de B,
experimente tocar a parte inicial do A 1 em modo menor
Valsa de Vila Valqueire Henrique Cazes): na segunda parte
Tantos anos sem ele (Sílvio Carlos Silva Costa):
No final da 1ª parte*
Choro pra Cláudio (Sílvio Carlos Silva Costa): na última parte
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
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85
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
C AMPANELA
Arpejo com cordas soltas e/ou notas digitadas que gera um
sustain mimético de sinos. A expressão é derivativa do termo
campanário.
Brasileirinho (João Pernambuco)
Estudo nº 01 (Heitor Villa Lobos)
Fabuloso Belini (Marcelo Chiaretti)*
Vibrações (Jacob do Bandolim)*
Nhá Chica (Carlos Walter/Marcelo Jiran)*: na introdução
Choro de Juliana (Marco Pereira)
Vôo da mosca (Jacob do Bandolim)
La catedral (Agustín Barrios)
Quadros modernos
(Toninho Horta/Murilo Antunes/Flávio Henrique)
Dichavado (Guinga)
Quase sempre (Carlos Walter/Marcelo Jiran)
Choro em serenata (Marcelo Jiran)
Choro pra Cláudio (Sílvio Carlos Silva Costa)
Belos Aires, Buenos Horizontes (Carlos Walter)**
Quelque chose (Carlos Walter) 75
75
Vide WALTER, Carlos. Quelque chose. In: DEL NEGRI, André. Quase poesia. São
Paulo: Clube de Autores, 2009, p. 63.
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86
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
** Vide partitura anexa do autor.
H ARMÔNICOS NATURAIS E ARTIFICIAIS
Os harmônicos naturais são principalmente obtidos quando
tocamos levemente o 5º, 7º, 12º e 19º trastes para a obtenção
de notas situadas respectivamente 2 oitavas | 1 oitava e 1
quinta justa | 1 oitava | 1 oitava e 1 quinta justa acima dos
sons emitidos pelas cordas soltas ajustadas na afinação padrão.
Já os harmônicos artificiais são obtidos a partir da leve
sobreposição do dedo indicador da mão direita 76 sobre a(s)
corda(s) com toque auxiliar do dedo anular da mesma mão e
digitação simultânea dos dedos 1, 2, 3 e/ou 4 da mão esquerda 77 na
escala do instrumento.
Oscilaremos as comas se movimentarmos o bojo e o braço
conjuntamente.
Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo): no final*
Estudo nº 01 (Heitor Villa Lobos): no final
Nós e as horas (Ulisses Rocha): na 3ª parte**
76
77
Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro.
Leia “mão direita” se for canhoto não ambidestro.
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87
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Um amor de valsa (Paulo Bellinati)
Abismo de rosas (Américo Jacomino): no início e na 3ª parte
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
** Vide ROCHA, Ulisses. Arranjos e performance para violão.
São Paulo: MPO, 1992 (VHS).
T RINADO
O trinado ou trilo consiste na emissão rápida de 2 notas.
Bebê (Hermeto Pascoal)*: no início da 1ª parte
Bachianinha nº 01 (Paulinho Nogueira)*:
entre as notas sol # e lá do acorde E7 do final da introdução
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
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88
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
E FEITO REDEMOINHO
Ao comentar a valsa “Ao luar” gravada em 1928 por seu
compositor – o violonista Rogério Guimarães –, Fábio Zanon informa
que ele foi “um precursor”. Pois,
“com esse tipo de composição, ele abre
precedente para as composições mais sérias
artisticamente mais ambiciosas de violonistas
geração posterior como Laurindo de Almeida
Garoto. Por exemplo, a famosa valsa Desvairada
Garoto é baseada nesse estilo melódico
redemoinho que já é prenunciada nessa valsa
Rogério Guimarães de 1928.” 78 (g.n.)
um
ou
da
ou
de
de
de
Desvairada (Garoto)
Risonha (Luperce Miranda)
O vôo da mosca (Jacob do Bandolim)
A TIPICIDADES RÍTMICAS
Estamos acostumados a tocar músicas em compassos binário,
ternário e quaternário. Experimentemos compor e tocar choros
com divisões atípicas.
78
ZANON, Fábio. Os pioneiros III: Rogério Guimarães e Mozart Bicalho. In: Idem.
Violão Brasileiro. São Paulo: Rádio Cultura FM, 2006 e segs. Disponível em
http://vcfz.blogspot.com/2006/12/ndice-o-violo-brasileiro.html
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89
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Em 3 (Rodrigo Torino)
Bachianas brasileiras nº 05 – ária cantilena – 1ª parte
(Heitor Villa Lobos): em 5/4, 3/4, 4/4, 6/4...*
Chora jazz (Juarez Moreira): 2/4 e 3/4 nos compassos 8 e 9
Churrassom (Rubim do Bandolim): em 7/8
Jequibau (Mário Albanese/Ciro Pereira): em 5/4**
Jequibach (Sílvio Satisteban/Macumbinha): em 5/4
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
** Assista ao vídeo explicativo do compositor Mário Albanese
sobre
o
Jequibau
em
http://il.youtube.com/watch?v=Bww_pV1YnoU&feature=related
H ARMONIZAÇÃO EM BLOCOS 79
A harmonização em blocos é adotada quando tocamos as vozes
de um acorde (voicings) com divisão idêntica à da melodia.
A peça abaixo é condizente. A roupagem rítmica do Choro lhe
cairá bem.
79
FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em chord
melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, p. 78-80.
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90
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Prelúdio nº 20 (Frédéric Chopin): arranjo de Paulinho Nogueira*
* Vide NOGUEIRA, Paulinho. Violão em harmonia. São Paulo: MPO,
s.d. (VHS).
T RÊMULO 80
Eis as fórmulas usuais para esse majestoso efeito, presente
nas 3 primeiras composições e aplicável às demais.
PMI
PAMI
P I A M I (trêmulo flamenco)
P + M (juntos) I
Recuerdos de Alhambra (Francisco Tárrega) 81
Una limosnita por un amor de Dios (Agustín Barrios)
Valsa de um sonho (Sebastião Tapajós)
Soneto em mi menor (Paulinho Nogueira)
Santa morena (Jacob do Bandolim)*
Se ela perguntar (Dilermando Reis): na 2ª parte
Evocação a Jacob (Avena de Castro): na 2ª parte*
80
Vide INDA, Paulo. Técnicas de trêmulo. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2006,
vol. 04, 62-63; RIBEIRO, Zezo. Técnica de flamenco: 10 exercícios de Zezo Ribeiro.
In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2006, vol. 04, p. 23.
81
Peça
de
domínio
público
disponível
em
http://www2.freescores.com/PUBLIC/kb/RiBS0836.pdf
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91
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Valsa de Eurídice (Vinícius de Moraes)
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
R ASGUEO 82
O rasgueo é um recurso muito utilizado pelos violonistas
flamencos. Seu parcimonioso uso incrementará a intenção rítmica
de seus solos e acompanhamentos. Toque a fórmula abaixo repetida
e rapidamente (polegar subindo, médio e polegar descendo)
P M P
A LZAPÚA 83
A alzapúa é também uma técnica típica do violão flamenco que
confere ao polegar um vigoroso papel percussivo. Eis a fórmula:
P (o polegar toca a 6ª corda e apoia na 5ª corda) P (o polegar desce até a
1ª corda) P (o polegar sobe até a 6ª corda)
82
Vide RIBEIRO, Zezo. Técnica de flamenco: 10 exercícios de Zezo Ribeiro. In:
Violão Pro. São Paulo: M & M, 2006, vol. 04, p. 23.
83
Ibidem, p. 24.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
E SCALA DE TONS INTEIROS
Conforme salientado, a escala de tons inteiros é simétrica e
formada por intervalos de 1 tom. Confira os exemplos abaixo.
Garoto (Tom Jobim): na 2ª parte
Jorge da Fusa (Garoto)*: no turn around do ritornello de A
Valsa do desencanto (Paulinho Pedra Azul):
no final da introdução e no término do arranjo de Wagner Tiso
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
A BERTURA
A prática contínua dos exercícios isométricos e mecanismos
técnicos
de
tocabilidade
conferirá
maior
independência
e
maleabilidade aos dedos.
Somemos a isso as peças abaixo e o providencial artigo
WOLFF, Daniel. Abrindo os dedos: lição especial para aprimorar a
sua técnica de distensão e contração dos dedos da mão esquerda.
In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2007, vol. 11, p. 14-19.
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93
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Étude en mi majeur (Toninho Ramos)
Emotiva nº 01 (Hélio Delmiro)
Estudos nº 05, 07 e 08 (Ulisses Rocha)
Waltel Branco: paranaense “baiano da Baía de Paranaguá”
(Carlos Walter)
S ALTO
O arranjo de Dilermando Reis para o Escorregando – tango
brasileiro de Ernesto Nazareth – está recheado de saltos.
Pesquise-o!
B END
O bend usado pelos intérpretes de blues soa bem no A 2 do
Assanhado, choro sambado de Jacob do Bandolim (compassos 13 a
17). Faça-o levantando a corda para cima ou empurrando-a para
baixo com os dedos da mão esquerda 84. O resultado gerará uma
nota quase ½ tom acima, ou ainda, uma bemolização ou oscilação de
comas.
84
Leia “mão direita” se for canhoto não ambidestro.
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94
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
T APPING
Através do tapping martelamos e ligamos as notas com as 2
mãos.
O violonista André Geraissati 85 do revolucionário Grupo
D’Alma utiliza o tapping e outras técnicas sui generis (hammer on,
pull off...).
O inesquecível Paulinho Nogueira usou esse artifício em um
inspirado arranjo para a valsa Abismo de rosas de Américo
Jacomino (Canhoto), conforme NOGUEIRA, Paulinho. Violão em
harmonia. São Paulo: MPO, s.d. (VHS).
L IGADOS
Quando tocamos 2 ou mais notas sem interrupção mediante o
ataque de um dos dedos da mão direita 86, as executamos ligadas.
Esse recurso vem a calhar em choros sapecas e sambados.
Chorinho pra ele (Hermeto Pascoal)*
Vamos acabar com o baile (Garoto)
Tempo de criança (Dilermando Reis)
Dr. Sabe Tudo (Dilermando Reis)
Marceneiro Silvino (Carlos Walter): na 2ª parte
85
86
Vide GERAISSATI, André. Estilo de violão. São Paulo: MPO, s.d. (VHS).
Leia “mão esquerda” se for canhoto não ambidestro.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
P OLEGAR ESQUERDO 87
Alguns violonistas recorrem a técnicas pouco ortodoxas para
ampliarem o campo de ação da mão esquerda. Marcus Tardelli 88, por
exemplo, utiliza fluentemente o polegar esquerdo na digitação.
Observe-o!
O UTRAS DIGITAÇÕES ALTERNATIVAS 89
Use a pestana para digitar 2 ou mais cordas de uma casa com
o mesmo dedo disposto em barra (como se fosse um capo traste).
Faça o dedo em alça, digitando 2 notas dispostas em casas
distintas com a falange proximal.
Para fazer double stops, digite 2 cordas adjacentes (numa
determinada casa) com a ponta de um dedo posicionada entre as
mesmas.
87
Leia “polegar direito” se for canhoto não ambidestro.
TARDELLI, Marcus. Unha e carne: composições de Guinga para violão. Rio de
Janeiro: Biscoito fino, 2006 (CD).
89
Vide FARIA, Nelson. Harmonia aplicada ao violão e à guitarra: técnicas em
chord melody. 2. ed. Rio de Janeiro: Nelson Faria Produções Musicais, 2009, p. 45-51.
88
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
S OBREPOSIÇÃO DE OITAVAS
A sobreposição de oitavas foi imortalizada pelo guitarrista
Wes Montgomery. A seguir algumas sugestões:
Choro de Juliana (Marco Pereira): no final da segunda parte
Tantos anos sem ele (Sílvio Carlos Silva Costa):
Efeito oitavador com trêmulo na última sessão*
Bole, bole (Jacob do Bandolim):
Sobreponha notas oitavadas junto a baixaria obrigatória inicial
constituída pelas notas ré, ré#, mi, ré#, ré
Falta-me você (Jacob do Bandolim):
Efeito oitavador com trêmulo na 2ª parte
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
D IGITAÇÃO TRANSPONÍVEL ( SEM CORDAS SOLTAS )
Nem sempre as rodas de choro adotam os mesmos tons em
certas músicas. Garanta sua contributiva participação no solo de
choros tocados em diferentes tons, memorizando digitações
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97
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
transponíveis (que eventualmente sacrifiquem o belo som das
cordas soltas).
Migalhas de amor (Jacob do Bandolim):
Ora iniciado em Gm, ora em Am
Vamos acabar com o baile (Garoto):
Ora iniciado em Am, ora em Cm
Chorinho pra ele (Hermeto Pascoal):
Ora tocado em D, ora em G*
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
C ONTRAPONTO
Faz-se um contraponto quando 2 ou mais vozes melódicas são
tocadas simultaneamente. A música abaixo é exemplar.
Samba em prelúdio (Baden Powell/Vinícius de Moraes):
Depois de serem interpretadas, as melodias da 1ª e 2ª partes são
tocadas ao mesmo tempo.*
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98
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
* Confira arranjos de violão solo que realizam essa façanha em
NOGUEIRA, Paulinho. Violão em harmonia. São Paulo: MPO Vídeo,
s.d., (VHS) e DELMIRO, Hélio. Recital de violão. In: RT SOM. São
Paulo: TV Cultura, s.d. (Transmissão televisiva).
M ÚSICA INCIDENTAL
Implica
em
hospedar
o
trecho
de
uma
determinada
composição em outra. O resultado soará satisfatório especialmente
se houver compatibilidade harmônica.
Experimente interpretar:
O início de Tua imagem (Canhoto da Paraíba) no começo de
Tristezas de um violão (Garoto) ou vice-versa.
O início de Doce de côco (Jacob do Bandolim) no começo de
Pedacinhos do céu (Waldir Azevedo) ou vice-versa.*
A parte inicial da introdução de Chega
de
saudade (Tom
Jobim/Vinícius de Moraes) na introdução de Meu cavaquinho
(Garoto) ou vice-versa.
A parte inicial do tema central de Meu amigo Radamés (Tom
Jobim) no início da 1ª parte de Meu cavaquinho (Garoto) ou viceversa.
O início de Homenagem a velha guarda (Sivuca) no início da 2ª
parte de Vibrações (Jacob do Bandolim) ou vice-versa.
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99
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
D OMINANTES ESTENDIDOS 90
Os
dominantes
estendidos
ocorrem
numa
progressão
harmônica de acordes dominantes dispostos em intervalos de 5ª
justa descendente ou 4ª justa ascendente.
Lamentos (Pixinguinha/Vinícius de Moraes):
Entre os compassos 14 e 16, temos
G#7 -> C#7 -> F#7 -> B7 -> E7(9) -> A7...
Assanhado (Jacob do Bandolim)*:
Entre os compassos 29 e 43, temos
A7 -> D7 -> G7 -> C7 -> F7 -> Bb7...
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
90
Vide CHEDIAK, Almir. Harmonia e improvisação. 7. ed. rev. Rio de Janeiro:
Lumiar, 1986, p. 107.
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100
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
F ORMAS ATÍPICAS 91
A Estrutura do Choro admite exceções: formas com mais ou
menos de 3 partes contendo ou não 16 compassos. Eis alguns
exemplos:
Estou voltando (Pixinguinha/Donga/João Pernambuco):
Dotado de 4 partes
Vaidoso (Moacir Santos): com 2 partes
Choro negro (Paulinho da Viola/Fernando Costa): com 2 partes*
Chora jazz (Juarez Moreira): Contendo uma atipicidade rítmica
nos compassos 8 e 9 (tocados em 3/4)
Belos Aires, Buenos Horizontes (Carlos Walter):
Choro breve e atípico com 1 parte e campanelas
(Disponível na página 153)
* Vide WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13
Cordas: VI Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de
Intercâmbio e Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de
Paris/Cebramusik, 2010 (DVD).
91
Cfr. MOREIRA, Juarez. Choro diferente. In: BH no Choro. Belo Horizonte:
Belotur/Clube do Choro de Belo Horizonte/Auditório JK, 2008.
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101
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
D IÁLOGOS DO CHORO COM OUTRAS LINGUAGENS
Ao
estabelecer
o
entretecimento
da
tradição
com
a
contemporaneidade, o Choro ultrapassa os limites históricos e
conceituais do gênero 92 para estabelecer diálogos com outras
linguagens. Essa interface possibilita incursões convidativas que,
tocadas ao vivo ou registradas em gravações 93, emprestam a
estilística do Choro a standarts de jazz, rock, tango, seresta,
samba, flamenco, música barroca, romântica, modal, serial, mineira,
afro-sambista e marcial.
Não
se
propõe
com
isso
uma
apologia
irrefreada
de
descaracterização do Choro. Conforme dito, essa brasileiríssima
linguagem detém características próprias (uma estrutura com
forma, células rítmicas, alternâncias tonais típicas...) que permitem
nuances e variações.
As seguintes composições renderão experiências musicais
satisfatórias. Teste-as e, sempre que possível, explore outras!
92
A esse respeito, confira a entrevista de Aline Soulhat a Maurício Carrilho
disponível em www.youtube.com/watch?v=VvBDOsxr-Pw
93
CAZES, Henrique et al. Beatles ‘n’ Choro. Rio de Janeiro: Deck Disc, 2006, vol. 0104 (CD); MACEDO, Armandinho. Pop Choro. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2006 (CD);
SILVA COSTA, Sílvio Carlos et al. Flor de abacate. Belo Horizonte, 1999 (CD):
faixas 02 e 04 com arranjos de Sílvio 7 Cordas para Adios Nonino de A. Piazzolla e
Bachianas Brasileiras nº 05 (1ª parte da ária - cantilena) de H. Villa Lobos;
BANDOLIM, Rubim do. Formas de chorar. Timóteo, 2002 (CD): faixa 4 com arranjo
para Ária na 4ª Corda de J. S. Bach; FREITAS, Marcos Flávio de Aguiar. Choro bone.
Betim/Belo Horizonte, 2005 (CD): faixa 06 contendo Czardas de V. Monti.
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102
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Bachianas brasileiras nº 05 (Heitor Villa Lobos)
Ária na 4ª corda (Johann Sebastian Bach)
Prelúdio nº 20 (Frédéric. Chopin)
La catedral (Agustín Barrios)
Estudo nº 01 (Heitor Villa Lobos)
Aprendiz de Joãozinho (Álvaro Walter)
Tânia (Álvaro Walter)
Noite de lua (Dilermando Reis)
Rua Harmonia (Ulisses Rocha)
Bebê (Hermeto Pascoal)
Emotiva nº 01 (Hélio Delmiro)
Chora jazz (Juarez Moreira)
Choro barroco (Rogério Leonel)
Adios Nonino (Astor Piazzolla)
Luiza (Tom Jobim)
Profunda emoção (Toninho Horta)
Samba em prelúdio (Baden Powell/Vinícius de Moraes)
Samba triste (Baden Powell)
Abismo de rosas (Américo Jacomino)
Chega de saudade (Tom Jobim/Vinícius de Moraes)
Valsa de Vila Valqueire (Henrique Cazes)
Churrassom (Rubim do Bandolim)
Quadros modernos
(Toninho Horta/Murilo Antunes/Flávio Henrique)
Salvador (Egberto Gismonti)
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103
3ª PARTE
104
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
R ELEASE | FLYER
Não deixe de confeccionar peças gráficas (releases e flyers
impressos
e/ou
eletrônicos)
de
natureza
divulgacional
com
conteúdo verdadeiro, claro, coeso, fotogênico (bem apresentável),
bilíngüe,
com
ou
sem
trilha
demonstrativa,
testimonial
(apresentação ou parecer qualificativo de um expoente) ou link de
áudio-visualização ao dar publicidade às suas atividades musicais.
Verifique os flyers demonstrativos das páginas 149 a 152.
E SCOLHA DO REPERTÓRIO
Monte
um
repertório
diversificado,
contrastante,
contemplativo das principais variações rítmicas do choro [polca,
maxixe, tango brasileiro, choro, choro-canção, chorinho (choro
sapeca), choro sambado, valsa-choro, por exemplo...], tecnicamente
suportado, com enredo, amarração temática e final apoteótico.
P ERFORMANCE
Confira o mestrado em performance musical do programa de
pós-graduação da Escola de Música da Universidade Federal de
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105
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Minas
Gerais
(UFMG),
matérias
publicadas
em
revistas
especializadas e textos científicos (artigos, teses e dissertações)
sobre o assunto depositados nos acervos físicos e virtuais das
bibliotecas universitárias.
As publicações abaixo são sucintas e pertinentes:
FREITAS, Marcos Flávio de Aguiar. Como lidar com a ansiedade
antes da performance. In: Revista Weril. São Paulo: Weril, 2007.
HENRIQUE, Álvaro. Primeiro recital: o que fazer? In: Violão Pro.
São Paulo: M & M, 2008, vol. 16, p. 42-49.
Idem. Agendando os primeiros recitais: dicas para quem está
fazendo um som de alto nível e quer levá-lo para a público. In:
Violão Pro. São Paulo: M & M, 2008, vol. 18, p. 42-43.
ROCHA, Ulisses. Ficar nervoso na hora de tocar ao vivo. In:
Acústico. São Paulo: HMP, 2006, vol. 07, p. 42.
S ETUP 94
Existem vários acessórios para favorecer o desempenho
eletro-acústico. Eis alguns:
94
Vide JAPYS, Mr. Monte o seu set up. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, vol.
27, p. 22-28.
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106
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Pedais (de volume, seleção, equalização), pedaleiras (AD8 da Boss,
por exemplo), cabos (p10, XLR e midi), mesas (analógica e digital),
interfaces
Behringer
de
e
áudio, pré-amplificadores (Tube ultragain da
Aura
Spectrum
DI
da
Fishman,
por
exemplo),
amplificadores [Acoustic Chorus (AC) da Roland, por exemplo],
bags e cases para traslado, fontes de alimentação, entre outros.
A MPLIFICAÇÃO 95
Conheça
os
significados
de
expressões
imanentes
à
amplificação violonística:
Sistema de P.A. (public adress system: o som ouvido pela platéia é
transmitido por esse sistema de projeção externa da fonte
sonora), monitor (o som de palco ouvido pelo músico é transmitido
por
esse
sistema
de
retorno),
direct
balanceamento das impedâncias), mesas
box
(dispositivo
digitais
e
de
analógicas
(interfaces de controle e ajuste de freqüência, intensidade, ganho,
efeito...), mapa de palco (desenho da disposição espacial dos
instrumentos, microfones, amplificadores, conexões e fontes de
alimentação num determinado palco), rider [lista de equipamentos
de sonorização (P.A., retorno...) e iluminação], input list (lista de
endereçamento das entradas com identificação dos canais)...
95
Vide JAPYS, Mr. Monte o seu set up. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, vol.
27, p. 22-28.
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107
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
M ICROFONAÇÃO | CAPTAÇÃO 96
Ao gravar, utilize 2 microfones cardióides ou hiper-cardióides situados a
30 cm do instrumento: um na região do cavalete e outro entre a boca e a escala.
Para captar a ambiência, aplique a técnica XY, dispondo-os a 1 metro de
distância (entre si) com angulação intermediária de 90 a 120º, ou a regra 3:1 em
que a distância entre os microfones é tripla se comparada à distância do 1º
microfone em relação ao violão.
Na falta de um estúdio, registre seus choros em ambiente adequado
(silencioso) com um microfone multifuncional [cardióide, condensador, contendo
saída USB e interface de áudio integrada (G-Track da Sansom, por exemplo)].
Quanto à captação, experimente as passivas (diretas ou sem alimentação)
e as ativas (com circuito e alimentação) de rastilho e contato com preços e
resultados diversos [RMC, Carlos Juan, Fishman, Highlander, Shadow, Artec,
AKG C 411 (captador de contato que requer phantom power)].
Para humanizarmos o som sintético das captações, recorremos ao
hibridismo, mesclando-as a sistemas eficazes de microfonação como, por
exemplo, o microfone supercadioide 4099 da DPA, o par de microfones
cardióides Km 184 da Neumann, o microfone supercadióide PRA 383 dxlr da
Superlux (inserido numa espuma vazada de média densidade no sentido horário
19h00, conforme sugestão do violonista de 7 cordas João Camarero orientado
pelo violonista João Lyra), entre outros.
96
Vide MARUI, Ricardo. Gravando: o que você precisa saber antes de entrar em
estúdio pela primeira vez. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2007, vol. 14, p. 15-19;
GIUFFRIDA, Ricardo. Violonista no estúdio. In: Acústico. São Paulo: HMP, 2006, vol.
06, p. 43; JAPYS, Mr. Monte o seu set up. In: Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010,
vol. 27, p. 22-28; AUDIOLIST. Gravando violão e instrumentos de cordas
dedilhadas. Disponível em http://audiolist.org/forum/kb.php?mode=article&k=91
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Evite
realimentações
indesejadas,
cobrindo
a
boca
do
instrumento com anti feed back (tampa anti-ruído), espuma ou, em
último caso, papel contact (sem estragar o mosaico e o tampo).
Para os ruídos decorrentes da falta de aterramento, busque
especialistas em isolamento ou blindagem eletromagnética.
S OFTWARES
Há
inúmeros
softwares
para
edição
de
partituras
e
tablaturas (Encore, Finale, Guitar Pro...), gravação (Sonar, Pro
Tools, Cool Edit...), edição de áudio (Sound Forge, Melodyne...),
desenvolvimento musical (Earmaster, Best Practice, Band in a
Box...), simulação de amplificadores e efeitos (Amplitube, Guitar
Rig, GTR...), entre outros. Conheça-os!
R EDES SOCIAIS
Os
fóruns,
blogs
e
comunidades
virtuais
constituem
ferramentas eficazes de integração, publicidade e comunicação
global na era da convergência (Fórum de Violão Brasileiro, SambaChoro, Blogspot, Blogger, Myspace, Palco Mp3, Last Fm, Youtube,
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109
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Facebook, Twitter, Soundcloud, Orkut, BM&A, entre outros). Saiba
manuseá-los!
D ISCOGRAFIA
Consulte o acervo eletrônico de registros fonográficos
organizado por Maria Luísa Kfouri no site “Discos do Brasil – Uma
Discografia
banco
Brasileira”
de
dados
(http://www.discosdobrasil.com.br),
do
Instituto
Moreira
o
Salles
(http://ims.uol.com.br/), o livro SOUZA, Rogério. Choro 100:
violão – play along choro. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2008, p. 1819,
artigos
contendo
listas
de
gravações
históricas
como
MARQUES, Euclides. Os violões no choro. In: Violão Pro. São
Paulo: Música & Mercado, 2006, vol. 06, p. 47, PENEZZI,
Alessandro. Que baixaria!: saiba como organizar as ideias em seu
violão de sete cordas e enriquecer as suas rodas de choro. In:
Violão Pro. São Paulo: M & M, 2010, vol. 28, p. 25, os catálogos das
gravadoras especializadas [Acari, Biscoito Fino (BECKER, Zé Paulo.
Um violão na roda de choro, 2006 etc), as extintas Guarup e
Marcus Pereira, por exemplo], entre outras fontes antológicas e
revolucionárias.
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110
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
ACERVO DIGITAL
| SITES | OUTRAS REFERÊNCIAS
Visite o Acervo Digital do Violão Brasileiro idealizado pelo violonista
Alessandro Soares com colaboração dos instrumentistas Alexandre Dias e
Gilson Antunes contendo dicionário de verbetes, discoteca, biblioteca, banco
de partituras, imagens e vídeos, rádio, agenda e linha do tempo sobre o violão
brasileiro, disponível em http://www.violaobrasileiro.com.br/. Confira também
a plataforma educativa sobre a História do violão do Departamento de
Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU),
coordenada
por
André
Campos,
em
http://www.demac.ufu.br/numut/historiadoviolao/; a biografia eletrônica de
João
Pernambuco
desenvolvida
pelo
italiano
Angelo
Zaniol
em
http://www.joaopernambuco.com; o hot site de Geraldo Vianna sobre os
Violões de Minas em http://www.gvianna.com.br/violoesdeminas.asp, os
projetos Movimento Violão idealizado por Paulo Martelli com concertos
mensais no Estado de São Paulo em http://www.movimentoviolao.com.br e
Violão Intercâmbio realizado em Belo Horizonte pelo violonista Frederico
Herrmann para entretecer a cena violonística local com tarimbados
professores e concertistas através de workshops, master classes e recitais.
Confira
a
programação
em
http://www.fredericoherrmann.com/violao.intercambio.html. Encontre outros
links nas referências deste livro.
FESTIVAIS | PRÊMIOS
A quantidade de festivais, mostras e prêmios dirigidos à música
instrumental é crescente. Eis alguns:
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111
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Festival Nacional de Choro, Semana Nacional do Choro de Uberaba,
Festival de Choro e Samba – Semana Nacional do Choro de Belo
Horizonte, Festival Internacional de Violão de Belo Horizonte,
Festival Nacional de Violão de Piauí, Rencontres internationales de la
guitare de Anthony, Festival Internacional de Música de Pulso y púa
Ciudad de Cristal, Festivais de Choro de Paris e Curitiba, Festival de
Música Instrumental de Guarulhos, Prêmio Nabor Pires, Prêmios do
Instituto Cultural Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG
Cultural
–
Marco
Instrumental),
Antônio
Mostra
da
Araújo,
Nova
Jovem
Música
Instrumentista
Instrumental
e
Mineira,
Festival Choro Novo, Festival de Jazz da Savassi, Prêmios da
Fundação Nacional de Arte (FUNARTE: gravação de música popular,
produção crítica em música, entre outros)...
CLUBES DE CHORO
Existem
diversas
entidades
socioculturais
–
dotadas
de
personalidade jurídica – criadas para preservar e difundir o Choro
dentro e fora do Brasil, a saber:
Clube do Choro de Brasília, Clube do Choro de Belo Horizonte, Clube
do Choro de Juiz de Fora, Clube do Choro da Bahia, Clube do Choro
de Santos, Clube do Choro de Porto Alegre, Clube do Choro de
Goiânia, Clube do Choro de Florianópolis, Clube do Choro de Paris,
Bando do Chorão, Casa de Choro de Toulouse...
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112
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
A SSOCIAÇÕES VIOLONÍSTICAS
Associações brasileiras foram fundadas para o fomento de
práticas institucionais de valorização sistêmica do instrumento.
Citemos algumas:
D ESATIVADAS
Sociedade Violonística Prof. José de Assis Martins, fundada por
Rosemiro Pereira Leal e a Associação Brasileira de Violão (ABV). 97
M ILITANTES
Associação de Violão do Rio (AVRIO).
Associação Brasiliense de Violão (BRAVIO).
97
“Em 1952, foi criada a ABV - Associação Brasileira de Violão, órgão incentivador da
atividade violonística, patrocinador da visita de inúmeros concertistas como Isaias
Sávio, Maria Luiza Anido, Oscar Cáceres, Narciso Yepes, entre outros. A associação
teve também importante atuação junto a intérpretes que estavam ainda em formação,
promovendo a realização de cursos de técnica e interpretação. Destacaram-se os
jovens Jodacil Damaceno, Turíbio Santos e Antonio Carlos Barbosa Lima, todos
artistas que desenvolveriam atividade profissional de grande relevância para o
desenvolvimento do violão brasileiro”, conforme TABORDA, Marcia Ermelindo. O
violão de concerto no Rio de Janeiro: Villa-Lobos + Turíbio Santos. Revista Polêmica.
Rio
de
Janeiro:
UERJ,
v.
17,
p.
1,
2006.
Disponível
em
http://www.polemica.uerj.br/pol17/cimagem/p17_marcia.htm
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113
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
I NSTITUTOS
Confira os acervos (físicos e/ou eletrônicos) dos Institutos
Jacob do Bandolim, Moreira Salles, Villa Lobos, Cravo Albin...
Os links estão indicados nas referências dessa publicação.
P ROGRAMAS DE INTERCÂMBIO E DIFUSÃO
Conheça o trabalho desenvolvido pelo Música Minas (parceria
entre a Secretaria de Estado da Cultura e o Fórum da Música de
Minas Gerais) e o Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural do
Ministério da Cultura em:
www.musicaminas.com/
www.cultura.gov.br/site/categoria/apoio-a-projetos/
E DITORAS E GRAVADORAS ESPECIALIZADAS
Resistindo à pirataria e a contrafações autorais de toda
sorte,
as
editoras
e
gravadoras
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especializadas
(Acari,
114
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Choromusic, Biscoito Fino, Da Fonseca, Musimed, Vitale, Lumiar,
Ricordi...) oferecem excelentes catálogos. Pesquise-os!
P ROJETOS
Inúmeros
projetos
institucionais
de
intercâmbio,
entretenimento e ensino-aprendizagem musical são mantidos pelo
setor público e/ou privado, tais como:
Violões de Minas, Violões do Brasil, Movimento Violão, Musibraille,
Música de Minas, Portal GVianna, Arena da Cultura, Pixinguinha,
Pizindin, BH Choro, Festa da Música de Belo Horizonte, Feira do
Choro, BH no Choro, Mês do Choro, Oficinas de Choro, Hoje é Dia
de Choro (programa televisivo transmitido pela extinta Manchete),
Choro Livre, por exemplo...
Importa destacar o Novas, projeto idealizado pela violonista
Elodie Bouny com banca julgadora composta por ela, Sérgio Assad,
Fábio Zanon e Marco Pereira. Esse valioso edital incentiva
compositores a enriquecer o repertório para o violão-solo através
do registro de peças inéditas em CD e álbum de partituras.
C ENTROS DE FORMAÇÃO
Conheça as propostas pedagógicas dos centros musicais de
formação continuada, a saber:
Escola de Música da UFMG – Práticas Interpretativas do Choro,
Brasil com S, CEFAR – Fundação Clóvis Salgado, Fundação de
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115
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Educação Artística (situadas em Belo Horizonte), Escola de Choro
Raphael Rabello (situada no Distrito Federal), Escola Portátil de
Música (situada no Rio de Janeiro), IV&T (situada em São Paulo),
bacharelados
e
licenciaturas
em
Música
Popular
(UNICAMP,
UFMG...)
P ROPRIEDADE INTELECTUAL 98
A propriedade imaterial de uma obra artística (composições,
arranjos, adaptações e transcrições, por exemplo) confere ao
titular
direitos
morais
e
patrimoniais
regidos
pela
Lei
nº
9610/1998 e tutelados pelo Escritório Central de Arrecadação de
Direitos Autorais (ECAD), Instituto Nacional de Propriedade
Industrial (INPI: registro de marca de grupo, instrumento,
espetáculo musical), Escola de Música da UFRJ (registro de
composição,
transcrição,
arranjo),
Registro
BR
(registro
de
domínios eletrônicos)...
98
Vide FRANCEZ, Andréa et al. Manual do direito do entretenimento: guia de
produção cultural. São Paulo: Senac/Sesc, 2009, passim.
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116
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
T ABELAS DE CACHÊS
A adoção de parâmetros sindicais na negociação de cachês
evita a banalização (anti-classista) do exercício profissional.
Visite os links http://www.sindmussp.com.br/caches.asp e
http://www.sindmusi.com.br/Caches/tabela_completa.asp
E XERCÍCIO PROFISSIONAL 99
A profissão de músico é regulamentada
acadêmica
estruturada
segundo
as
e a formação
diretrizes
curriculares
nacionais.
Sendo assim, os violonistas são titulares de direitos e
obrigações contidos no Código de Ética Profissional, nas Leis nº
3857/1960 (OMB) 100 e nº 8213/1991 (Regime Geral de Previdência
99
Vide ROCHA, Ulisses. Pensando na carreira. In: Acústico. São Paulo: HMP, 2006,
vol. 08, p. 44; MED, Bohumil. Vida de músico não é fácil: pequeno manual de
sobrivênvia na selva musical – dicas do Bohumil. Brasília: Musimed, 2004, passim;
HENRIQUE, Álvaro. Primeiro recital: o que fazer? In: Violão Pro. São Paulo: M & M,
2008, vol. 16, p. 42-49; Idem. Agendando os primeiros recitais: dicas para quem está
fazendo um som de alto nível e quer levá-lo para a público. In: Violão Pro. São Paulo:
M & M, 2008, vol. 18, p. 42-43.
100
Vide acórdão do TRF – 3ª Região para a apelação nº 20066109002404-0 apud
FRANCEZ, Andréa et al. Manual do direito do entretenimento: guia de produção
cultural. São Paulo: Senac/Sesc, 2009, p. 132: “Assim como no caso dos artistas, a
falta de registro dos músicos na Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), no seu
Conselho Federal ou nos Conselhos Regionais, não tem representado motivo para
afastar o exercício da profissão, como têm decidido alguns tribunais do país. São
cada vez mais freqüentes decisões judiciais declarando nula a imposição do exercício
da profissão de músico apenas aos que preencherem os requisitos do artigo 28 da Lei
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117
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
do INSS), na Portaria nº 3347/1986 (nota contratual e modelos de
contrato) e sua prestação de serviço musical deve ser objeto de
propostas e contratos bem elaborados.
R ODAS DE CHORO
As
rodas
são
fenômenos
lúdicos
e
reconstrutivos
de
experimentação orgânica das linguagens do Choro. Detêm um
saber pragmático catalisador de práticas musicais integrativas
(compartilhadas entre jovens e experientes chorões) e imune às
interferências imediatistas da cultura de massa.
Em 2011, Henrique Cazes defendeu na Escola de Música da
UFRJ a dissertação de mestrado “Os
chorões
e
a
roda:
ambiência, práticas musicais e repertório nas rodas de choro”.
Na capital mineira, as rodas ocorrem diariamente em espaços
de entretenimento elogiáveis. Prestigie-as! Eis algumas:
Bar do Bolão: quinta-feira
Pedacinhos do Céu: quinta-feira a sábado
Bar do Salomão: quinta-feira
Mosteiro: sexta-feira
Entre outras rodas
nº 3857/1960, bem como a obrigação de se inscreverem perante a OMB e terem seus
diplomas registrados no Ministério da Educação. Por se tratar de órgão federal, as
ações, normalmente pela via do mandado de segurança, são ajuizadas pelos músicos
interessados perante a Justiça Federal de cada estado.” É o que em agosto de 2011
se consumou em decisão do pleno do Supremo Tribunal Federal pelo não provimento
do Recurso Extraordinário nº 414426 interposto pela OMB/SC.
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118
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
O FICINAS DE CHORO : O PROJETO BEM SUCEDIDO DO C LUBE DO
C HORO DE B ELO H ORIZONTE E A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO
AUTOR
O Clube do Choro de Belo Horizonte – associação cultural e
filantrópica com mais de 80 associados sob a direção de Jonas
Cruz, Sílvio Carlos Silva Costa e Hamilton Gangana – submeteu à
Comissão
Municipal
capacitação
em
de
Incentivo
instrumentos
à
Cultura um projeto
típicos
das
conferiu
ao
de
formações
interpretativas do Choro.
Aprovado
abrangente
sem
(jovens,
restrições,
adultos,
estudantes
de
público-alvo
música,
músicos
amadores e profissionais) acesso gratuito a oficinas e workshops
coordenados por Rafael Guimarães com assistência de Lílian
Macedo e ministrados por Leonardo Barreto (saxofone e flauta),
Carlos
Walter,
Cecília
Barreto
(violão
de
6
cordas),
Bozó,
Humberto Junqueira, Sílvio Carlos (violão de 7 cordas), Marcos
Frederico (bandolim), Marcelo Jiran (cavaquinho), Oszenclever
Camargo, Luciana Dietze (pandeiro) e Marcos Flávio (trombone) em
espaços culturais da região metropolitana de Belo Horizonte.
Os matizes da proposta pedagógica perquirida ao longa dessa
publicação foram testabilizados no âmbito do projeto acima com
resultados satisfatórios. Para difundi-los ainda mais, juntamos aos
anexos a ementa e o conteúdo programático elaborados pelo autor.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
L ICENÇA POÉTICA II
Por fim, outros versos dedicados ao festejado instrumento...
A LA GUITARRA ESPAÑOLA 101
(Jerónimo Peña Fernandez)
“Sonora Caja, que vibras cuando eres acariciada,
manantial infinito de sonidos mágicos y misteriosos,
Alma profunda, sincera, extensa como tus horizontes.
Cultura milenaria de una raza
que te ha idolatrado por los siglos de los siglos.
Son tus cuerdas trinos de ruiseñor
que al alba musitan poesia ardientes pétalas de azucenas
que al aire perfumas con tu presencia.
Eres siempre fiel con aquél que ha sentido
la vocación de tu llamada para expresar en ti lo que Dios
ha puesto em sua corazón.
Maderas nobles y bellas de la creación,
que obedecen a las sensibles manos
que te dan forma de mujer.
Herencia viva, en un pasado glorioso,
de aquellos peregrinos que tanto te amaron
y dedicaron sus vidas, y murieron, recibiendo a cambio solamente
el aliento dela grandeza de tus ecos divinos.”
101
Cfr. FERNÁNDEZ, Jerónimo Pena. El arte de un guitarrero español. Jaén,
España: Soproarga, 1993.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
C ORDAS DE A ÇO 102
(Cartola)
“Ah, essas cordas de aço
este minúsculo braço
do violão que os dedos meus acariciam.
Ah, este bojo perfeito
que trago junto ao meu peito
só você violão
compreende porque perdi toda alegria.
E, no entanto, meu pinho
pode crer, eu adivinho.
Aquela mulher
até hoje está nos esperando.
Solte o teu som da madeira
eu, você e a companheira
na madrugada iremos pra casa cantando...”
V IOLÕES QUE C HORAM 103
(Cruz e Sousa)
“Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
Tudo nas cordas dos violões ecoa
E vibra e se contorce no ar, convulso...”
102
Cfr. OLIVEIRA, Angenor de. Cordas de aço. In: Idem. Cartola. Rio de Janeiro:
Marcus Pereira, 1976 (LP).
103
Cfr. trecho de CRUZ e SOUSA. Violões que choram. In: Faróis. São Paulo:
Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro | USP, p. 29.
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121
×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
S ETE C ORDAS 104
(Raphael Rabello/Paulo César Pinheiro)
“Nada me fará sofrer, pois trago junto ao coração
o bojo do meu violão cantando.
Nada me dá mais prazer, nem mesmo uma grande paixão,
que o som das sete cordas do meu violão tocando.
E eu me vejo a obedecer.
Eu nem sei bem o porquê.
E sinto uma transformação e os acordes nascem sem querer.
Sem querer desponta uma canção e eu sinto o coração nos dedos
passeando em calma, afugentando os medos
que residem n'alma.
E deixo-me envolver pelo braço do meu violão.
E o peito meu, fibra por fibra,
apaixonado vibra com prima e bordão.
E é aí que eu sinto a mão de Deus na minha mão.
Eu me ponho a dedilhar com emoção e fervor
as velhas melodias, cheias de harmonias novas.
E nesse instante então eu sou um sonhador,
acompanhante das canções de amor.
Chego a cantar sem perceber alguns versos e trovas.
E aí começo a ver que eu nunca fui sozinho.
Meu violão me acompanhou por todo o meu caminho.
E isso eu quero agradecer, fazendo uma canção falando de você,
Amigo Violão que comigo estará até eu morrer.”
104
Cfr. RABELLO, Raphael; PINHEIRO, Paulo César. Sete cordas. In: RABELLO,
Raphael; RABELLO, Amélia. Todas as canções. Rio de Janeiro: Acari, 2001 (CD).
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
C ONSIDERAÇÕES FINAIS
Essa proposta de capacitação
violonística não é auto-
suficiente.
Respalda-se numa base consistente de referências e requer
a experimentação contextual de seus significados (conteúdos). O
violão é inerte. Não toca sozinho. Exige cumplicidade do tocador!
Uma publicação só traz resultados significativos se o(a)
leitor(a) desveste-se da condição de paciente (posta restante de
preceitos ou depositário irrefletido de informações).
Isto é, se converte dados isolados (saberes desconexos) em
conhecimentos úteis ao seu cotidiano musical.
Por isso, mãos à obra!
Ou melhor, mãos nas cordas...
O autor.
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124
REFERÊNCIAS
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MOREIRA, Juarez. Choro diferente. In: BH no Choro. Belo
Horizonte: Belotur/Clube do Choro de Belo Horizonte/Auditório
JK, 2008.
NOGUEIRA, Paulinho. Violão em harmonia. São Paulo: MPO, s.d.
(VHS).
ROCHA, Ulisses. Arranjos e performance para violão. São Paulo:
MPO, 1992. (VHS).
_______. Dicas: troca do
http://www.ulissesrocha.com
encordoamento.
Disponível
em
SILVA, Luís Felipe. O engenheiro musical. In: Jornal Revelação.
Uberaba: Universidade de Uberaba, 2005. Disponível em
http://www.revelacaoonline.uniube.br/2005/312/musica.html
SILVA COSTA, Sílvio Carlos et al. Flor
Horizonte, 1999 (CD).
de
abacate.
Belo
TARDELLI, Marcus. Unha e carne: composições de Guinga para
violão. Rio de Janeiro: Biscoito fino, 2006 (CD).
WALTER, Carlos; COSTA, Sílvio Carlos Silva et al. 13 Cordas: VI
Festival de Choro de Paris. Paris: Programa de Intercâmbio e
Difusão Cultural do MinC/Club du Choro de Paris/Cebramusik, 2010
(DVD).
_______. Quelque chose. In: DEL NEGRI, André. Quase poesia.
São Paulo: Clube de Autores, 2009, p. 63.
ZOCKRATTO, Mauro et al. Pelo espaço de um compasso. Belo
Horizonte, 2008.
http://www.musicfrombrazil.com.br/html/portugues.html
http://www.musical-express.com.br/br/podcast/
http://www.osesp.art.br/podcast/?pagina=/2008/02/21/entrevist
a-com-fabio-zanon/
http://www.youtube.com/watch?v=VvBDOsxr-Pw
S ITES ESPECIALIZADOS
Acervo eletrônico de partituras: http://www.free-scores.com/
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138
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http://www.joaopernambuco.com/
http://www.musicademinas.com.br/
http://www.gvianna.com.br/violoesdeminas.asp
http://www.demac.ufu.br/numut/historiadoviolao/
www.festivaldeviolao.com.br
http://www.bravio.blogspot.com/
http://www.av-rio.org.br/AVRIO/Arquivos.html
http://www.movimentoviolao.com.br/
http://brazilianguitar.net
http://www.violaobrasil.com.br/
O UTROS SITES
I NSTITUTOS C RAVO A LBIN ( DICIONÁRIO
B ANDOLIM
DA MPB ),
M OREIRA S ALLES
E
J ACOB
DO
http://www.dicionariompb.com.br/
http://ims.uol.com.br/
http://www.jacobdobandolim.com.br/apresentacao.php
S AMBA - CHORO
http://www.samba-choro.com.br
M ÚSICOS
DO
B RASIL
http://www.musicosdobrasil.com.br; enciclopédia de música instrumental
organizada
por
“Maria
Luiza
Kfouri
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([email protected]), pesquisadora da música brasileira
que mantém desde 2005 o site “Discos do Brasil – Uma Discografia
Brasileira” (www.discosdobrasil.com.br) – banco de dados com a
catalogação de discos (5 mil e 770 títulos), instrumentistas (15 mil e
400), instrumentos (2 mil e 832), arranjadores (2 mil e 426),
compositores (10 mil), músicas (42 mil e 800), e datas de gravações e de
nascimento e morte dos intérpretes principais.”
S OVACO
DE COBRA
O grupo vem publicando textos sobre o itinerário existencial do Garoto
com exemplos musicais disponíveis para download nos links:
http://sovacodecobra.uol.com.br/category/series/cancioneiro-degaroto/
http://sovacodecobra.uol.com.br/category/series/garoto-inedito/
http://sovacodecobra.uol.com.br/category/conteudo/ensaios/
http://sovacodecobra.uol.com.br/category/conteudo/memoria/
http://sovacodecobra.uol.com.br/category/destaques/
B IBLIOTECAS
DIGITAIS
http://www.dominiopublico.gov.br
http://libdigi.unicamp.br/
http://www.periodicos.capes.gov.br
P ROGRAMAS
DE INTERCÂMBIO E DIFUSÃO CULTURAL
http://www.cultura.gov.br/site/categoria/apoio-a-projetos/
http://musicaminas.blogspot.com/
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G RAVADORAS
E EDITORAS ESPECIALIZADAS
http://www.acari.com.br/
http://www.choromusic.com/
http://www.biscoitofino.com.br/
B AR
MUSICAL
P EDACINHOS
DO
C ÉU
http://www.pedacinhosdoceu.com.br
C LUBES
DE
C HORO
Clube do Choro de Belo Horizonte
http://www.clubedochorodebh.com.br
http://www.myspace.com/clubedochorodebelohorizonte
Clube do Choro de Brasília
http://www.clubedochoro.com.br/
Clube do Choro de Paris
http://clubduchorodeparis.free.fr/
Bando do Chorão
http://bando.do.chorao.free.fr/
Casa de Choro de Toulouse
http://voixdubresil.com/index.php?option=com_content&view=article&id
=45&Itemid=131
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Clube do Choro de Juiz de Fora
http://clubedochorojf.blogspot.com/ e
http://www.acessa.com/nossagente/arquivo/artistas/2001/06/26Clube_do_Choro/
Clube do Choro de Santos
http://www.clubedochoro.org.br/
Clube do Choro de Porto Alegre
http://odarablog.blogspot.com/2010/03/clube-do-choro-de-portoalegre-sem.html
Clube do Choro de Goiânia
http://www.clubedochorogo.hpg.com.br/principal.htm
Clube do Choro da Bahia
http://clubedochorodabahia.blogspot.com/2007/08/sobre-osintegrantes-do-clube-do-choro.html
Clube do Choro de Florianópolis
http://www.samba-choro.com.br/noticias/arquivo/12532
E SCOLAS
DE CHORO
Brasil com S, Escola Portátil de Música e Escola de Choro Raphael
Rabello
http://www.escoladechorobrasilcoms.com.br/
http://www.escolaportatil.com.br/
http://www.clubedochoro.com.br/index.php?option=com_content&task=v
iew&id=249&Itemid=23
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142
ANEXOS
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E MENTA
O VIOLÃO DE 6 CORDAS NO CHORO
01. R ESUMO DOS CONTEÚDOS QUE SERÃO MINISTRADOS :
O professor abordará os seguintes conteúdos:
9 Breve histórico sobre o violão: constituição (luteraria), escolas,
posturas (ergonomia) e técnicas (aquecimento, tocabilidade e
digitação).
9 As
linguagens
do
choro:
estruturas
(formas)
e
variações
rítmicas.
9O
repertório
para
o
instrumento:
análise
de
intérpretes,
compositores e composições.
9 Funções no choro: rítmica, solo e harmonização.
9 Prática de conjunto e sonorização: roda presencial de choro e
amplificação eletroacústica.
9 Perspectivas profissionais, referências de ensino-aprendizagem
e centros de formação.
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02. R ESPONSÁVEL PELA OFICINA :
O professor da oficina se chama Carlos H. Walter.
03. O BJETIVOS GERAIS :
Os objetivos gerais da oficina estão indicados a seguir:
9 Fortalecer a identidade cultural da música brasileira.
9 Preservar e difundir o choro com práticas educacionais.
9 Humanizar
cidadãos
com
estratégias
transdisciplinares
de
musicalização.
04. O BJETIVOS ESPECÍFICOS:
Os objetivos específicos da oficina estão assinalados abaixo:
9 Popularizar (socializar) as linguagens do violão desenvolvidas no
choro.
9 Ampliar o vocabulário violonístico do público-alvo.
9 Favorecer os processos musicais de percepção, apreciação e
performance violonística no Choro.
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9 Capacitar
o
público-alvo
à
difusão
cultural
do
saber
transdisciplinar ministrado.
05. J USTIFICATIVA :
Projetos de oficinas dirigidas aos instrumentos musicais
típicos das formações interpretativas do Choro são indispensáveis
à vida cultural de uma sociedade.
Socializar práticas de evidenciação do papel do violão na
história
do
choro
com
medidas
pedagógicas
de
escopo
sócioeducacional fomentará ainda mais as políticas culturais de
cidadanização.
Ademais, o empreendedor do projeto tem como missão
precípua divulgar as manifestações artísticas que, desde a 2ª
metade do século XIX, compõem o itinerário evolutivo do Choro.
06. C ARGA HORÁRIA COMPLETA :
A carga horária integral da oficina corresponde a 8 (oito)
horas igualmente distribuídas em 2 (dois) encontros realizados em
escolas e/ou espaços culturais.
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07. P ÚBLICO - ALVO ( CARACTERÍSTICAS E IDADE):
O perfil do público-alvo é abrangente. Contempla jovens,
adultos, estudantes de música, músicos amadores e profissionais.
Já o número de inscrições está limitado a 30 (trinta) vagas.
08. M ETODOLOGIA QUE SERÁ APLICADA :
A epistemologia do conhecimento que sustenta o marco
metodológico está centrada na relação educando-educador e
compõe-se de estratégias de ensino-aprendizagem desenvolvidas a
partir de investigações transdisciplinares sobre Violão e Choro que
serão operacionalizadas pelos partícipes com a utilização de
instrumentos musicais (violões).
09. M ATERIAL DIDÁTICO UTILIZADO :
As
oficinas
serão
ministradas
com
recursos
didáticos
interativos:
9 Interpretação ilustrativa de choros com análises verbais dos
executantes (professor e público-alvo) do instrumento musical
investigado (violão).
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9 Projeção áudio-visual e fonográfica (data-show, players de CD e
DVD) de documentários e performances.
9 Amplificação
sonora
condizente
com
as
necessidades
ministrante: utilização de microfone e amplificador.
| Design | Tibé |
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do
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C ONTEÚDO PROGRAMÁTICO
“O V IOLÃO
DE 6 C ORDAS NO C HORO ”
Carlos Walter
N ÚCLEO DE F ORMAÇÃO E C RIAÇÃO A RTÍSTICA
– Belo Horizonte, MG, 18h30 às 22h30 dos dias 14 e 15/09/2010 –
I
1. O Violão no Choro: breve histórico.
2. Luteraria, Anatomia e Modelos.
3. Extensão, Encordoamento e Afinação.
4. Exercícios Isométricos e Acessórios Ergonômicos.
5. Unhas: formas, lixas e artefatos sintéticos.
6. Mecanismos Técnicos de Tocabilidade: exercícios de calibragem, resistência,
sonoridade, abertura, independência e velocidade para as mãos.
7. Sistemas de Notação: partitura, tablatura, cifragem e musibraille.
8. Estrutura do Choro: formas, cadências, anacruses e finalizações.
9. Rodas de Choro: fenômeno orgânico de experimentação reconstrutiva das
linguagens do Choro.
II
10. O Violão Harmonizador: harmonia funcional (funções, acordes e inversões),
baixaria e centro.
11. Variações Rítmicas: maxixe, tango brasileiro, choro, choro-canção, chorinho
(choro sapeca), samba-choro e valsa-choro.
12. O Violão Solista: interpretação, arranjo, improviso e composição.
13. Performance espaço-temporal: rodas de choro, auditórios e estúdios de
gravação.
14. Amplificação (captação, no feed back, mapa, rider e input list) e Gravação
(preparativos, afinação, tipos de microfone, técnica XY e regra 3:1).
15. Ferramentas Tecnológicas: setup, sites e softwares.
16. Festivais, Clubes, Institutos, Programas de Difusão, Redes Sociais,
Editoras e Gravadoras Especializadas, Projetos e Centros de Formação.
17. Registro Autoral e Tabelas de Cachês.
18. Referências de Ensino-aprendizagem: material didático complementar.
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F LYERS DEMONSTRATIVOS
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O 13 CORDAS é integrado pelos violonistas mineiros Carlos Walter (violão de 6 cordas) e Sílvio
Carlos (violão de 7 cordas) e foi criado em 2006 para difundir o Choro e variações rítmicas
afins.
Entre 26 e 27 de março de 2010 – mediante apoio do Programa de Intercâmbio e Difusão
Cultural do Ministério da Cultura – representará o Brasil no concerto de encerramento do
“VI Festival du Choro de Paris”, evento anual realizado pelo “Club du Choro de Paris” com
apoio do Cebramusik (Centro Eurobrasileiro de Música), entidades sem fins lucrativos que
promovem a divulgação da música brasileira na Europa através de ações culturais e
pedagógicas.
O concerto contará com a participação da pianista, compositora e presidente do Clube do
Choro de Paris, a uberabense Maria Inês Guimarães e de outros convidados (a percussionista
Lúcia Campos e o flautista Marcelo Chiaretti...).
O duo também ofertará uma oficina sobre as linguagens violonísticas do Choro.
Em seguida, entre 13:00 e 15:00 h de 10 de abril de 2010, o 13 CORDAS marcará presença
no palco da Feira do Choro do Instituto Cultural Aletria – evento semanal que abriga as
tendências e desdobramentos do Choro em espaço gratuito de Belo Horizonte (Praça Tom
Jobim) – para demonstrar o repertório tocado na França. Depois se apresentará às 20:00 h
de 17 de maio de 2010 no auditório do Conservatório da UFMG pelo Projeto Pizindin.
Enfim, apresentações que contarão com o talento percussivo do pandeirista Camargo.
Maiores informações:
http://clubduchorodeparis.free.fr/ e http://www.myspace.com/13cordas
[email protected] e [email protected]
P.s.: Carlos Walter e Sílvio Carlos respondem, atual e respectivamente, pela assessoria e
diretoria cultural do Clube do Choro de Belo Horizonte.
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
13 CORDAS began in 2006 at the State of Minas Gerais with brazilian guitarists Carlos
Walter (classical guitar) and Sílvio Carlos (seven-string classical guitar) inspired by Choro’s
language.
The group will play – through support of the Culture Ministry of Brazil – in the Paris Choro
Festival (20:00h, march 26-27, 2010), an annual event organized by the “Club du Choro de
Paris” with the support of Cebramusik (Eurobrazilian Center of Music), unprofitable
organizations that publicize of brazilian music in Europe through cultural and educational
activities.
The group will invite Maria Inês Guimarães (pianist, composer and president of the “Club du
Choro de Paris”) and others guests (the percussionist Lúcia Campos and flutist Marcelo
Chiaretti...).
The duo will also offer a workshop.
Finally, it will do a recitals at Belo Horizonte city with a repertoire of songs played in France:
- Choro’s Fair of Aletria Cultural Institute (Tom Jobim Square, 13:00 h, april 10, 2010) and
Pizindin Project (Conservatory of UFMG, 20:00 h, may 17, 2010) with ex’perienced
percussionist Camargo.
More information:
http://clubduchorodeparis.free.fr/ e http://www.myspace.com/13cordas
[email protected] e [email protected]
P.s.: Carlos Walter and Silvio Carlos are cultural adviser and director of Belo Horizonte
Choro Club, respectively.
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13 CORDAS es un duo brasileño de guitarras compuesto por Carlos Walter (guitarra clásica) y
Silvio Carlos (guitarra de siete cuerdas), creado em 2006 para difundir el lenguaje del Choro.
Del 26 al 27 de Marzo (20:00 h)– con ayuda institucional del Ministerio brasileño de la
Cultura, tocará en VI Festival del Choro de Paris, encuentro anual del “Club du Choro de
Paris” apoyado por Cebramusik (Cientro Eurobrasileño de Música), organizaciones sin finalidad
lucrativa que divulgan la música brasileña en Europa a traés de actividades educativas y
culturales.
Habrá participación especial de Maria Inês Guimaraes (pianista, compositora y presidente del
Clube francés) y de otros invitados (la percusionista Lucia Campos y el flautista Marcelo
Chiaretti...).
Aún se producirá un taller sobre guitarra brasileña.
Después presentará en la ciudad de Belo Horizonte conciertos con repertorio interpretado en
Francia:
- Feria del Choro de la Aletria en la Plaza Tom Jobim (10 de abril, 13:00 h) y Projecto
Pizindin en Teatro del Conservatorio de la UFMG (17 de mayo, 20:00 h) con el calificado
percusionista Camargo.
Otros datos:
http://clubduchorodeparis.free.fr/ e http://www.myspace.com/13cordas
[email protected] e [email protected]
P.s.: Carlos Walter y Silvio Carlos son, respectivamente, asesor y director de cultura del
Clube del Choro de Belo Horizonte.
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ÍNDICE REMISSIVO
155
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Í NDICE REMISSIVO
A
C
Abertura ................................................. 92
Acabamento
Unhas ................................................... 42
Acessórios ergonômicos........................ 41
Acidentes ................................................ 50
Acordes com notas de tensão ............ 64
Acordes com sexta ............................... 63
Acordes diminutos ................................ 69
Acordes híbridos ................................... 64
Acordes quartais ................................... 65
Acordes suspensos ................................ 64
Afinação padrão..................................... 37
Afinações alternativas ......................... 37
Afinador .................................................. 43
Alaúde ....................................................... 19
Alzapúa ..................................................... 91
Amplificação ..........................................106
Anacruses................................................ 58
Anti feed back ......................................108
Arranjo .................................................... 77
Arraste .................................................... 80
Artigos e ensaios ..................................128
Associações violonísticas .................... 112
Atipicidades rítmicas ........................... 88
Auto-audição .......................................... 38
Cadência autêntica imperfeita ........... 68
Cadência autêntica perfeita ............... 67
Cadência deceptiva diatônica ............. 68
Cadência deceptiva modulante ........... 69
Cadência plagal ....................................... 68
Cadências ................................................ 67
Campanela ............................................... 85
Campo harmônico maior natural ......... 73
Campo harmônico menor bachiano ou
híbrido ................................................. 75
Campo harmônico menor harmônico .. 74
Campo harmônico menor melódico ..... 74
Campo harmônico menor natural ........ 74
Captação ................................................. 107
Captação ativa ....................................... 107
Captação de contato ............................ 107
Captação de rastilho............................ 107
Captação passiva................................... 107
Células rítmicas ..................................... 56
Centros de formação ........................... 114
Chart reading .......................................... 51
Chord melody ......................................... 77
Choro ........................................................ 57
Choro barroco ........................................ 57
Choro cantado ........................................ 57
Choro sambado ....................................... 57
Choro sapeca .......................................... 57
Choro-canção .......................................... 57
Cifra ......................................................... 49
Círculo das quintas ................................ 50
Clubes de choro ............................ 111, 140
Coma ......................................................... 36
Comunidades virtuais ........................... 108
Concentração .......................................... 38
Conteúdo programático ....................... 148
Contraponto ............................................ 97
Controle auditivo da extensão............ 38
B
Baixaria
Tipos .................................................... 78
Baixo pedal.............................................. 79
Bemolização ............................................ 93
Bend.......................................................... 93
Blindagem eletromagnética ................108
Blogs ........................................................108
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Corta-jaca ............................................... 57
Crescente X ............................................ 33
Cromatismo ............................................. 82
Cuidados especiais ................................ 30
D
Dedo em alça .......................................... 95
Desdobramentos estéticos ................. 57
Digitação transponível .......................... 96
Digitações alternativas ........................ 95
Diminutos auxiliares ............................. 69
Diminutos de aproximação................... 69
Diminutos de passagem ........................ 69
Diminutos não preparatórios .............. 69
Dinâmica .................................................. 38
Direct box ..............................................106
Discografia ............................................109
Discos do Brasil ....................................109
Documentários ......................................134
Dominantes estendidos ........................ 99
Double stops ........................................... 95
E
Editoras e gravadoras especializadas
............................................................. 113
Efeito redemoinho ................................ 88
Ementa ....................................................143
Empréstimo modal ................................. 84
Encordoamentos .................................... 36
Equilíbrio mental .................................... 39
Era da convergência .............................108
Escala alterada (menor e maior) ........ 76
Escala cromática.................................... 75
Escala de blues maior ........................... 76
Escala de tons inteiros......................... 75
Escala diminuta ...................................... 75
Escala diminuta dominante .................. 75
Escala maior natural ............................. 73
Escala menor bachiana ou híbrida...... 74
Escala menor harmônica....................... 74
Escala menor melódica ......................... 74
Escala menor natural ............................ 73
Escala pentatônica ................................ 76
Escala suspensa ..................................... 33
Escolas de choro................................... 141
Estrutura ................................................ 30
Estrutura do choro ............................... 53
Estudo por reflexão ............................. 38
Exercício profissional ......................... 116
Exercícios isométricos ......................... 39
Extensão.................................................. 35
F
Fade out .................................................. 60
Feira do choro....................................... 114
Festivais ................................................. 110
Finalizações ............................................ 59
Finger style ............................................ 47
Flyer ........................................................ 104
Forma rondó ........................................... 54
Forma típica............................................ 54
Formas atípicas...................................... 55
Fórmulas de arpejos ............................. 44
Fórmulas de digitação .......................... 47
Fóruns ..................................................... 108
G
Guitarra .................................................... 19
Guiterna.................................................... 19
H
Harmonia funcional ............................... 65
Harmonia modal ...................................... 71
Harmônicos
Naturais e artificiais ....................... 86
Harmonização em blocos...................... 89
História do choro .................................. 26
História do violão ................................... 19
I
Improvisação .......................................... 72
Input list ................................................ 106
Instituto Moreira Salles .................... 138
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Institutos............................................... 113
Instrumento transpositor ................... 35
Intervalos ............................................... 62
Inversões ................................................ 64
Isometria ................................................ 39
O
Oficinas de choro ................................. 118
Ouvido ...................................................... 38
P
L
Leis tonais ............................................... 66
Liberdade muscular............................... 39
Ligados ..................................................... 94
Linguagem ................................................ 48
Livros ......................................................130
Lixamento ................................................ 42
Lundu ........................................................ 57
Luteraria ................................................. 30
M
Mapa de palco........................................106
Marcha harmônica modulante ............. 69
Maxixe ..................................................... 57
Mazurka ................................................... 57
Mecanismos técnicos de tocabilidade
.............................................................. 44
Meia cadência ......................................... 68
Memória ................................................... 38
Mesa de som ..........................................106
Metodologia ...........................................146
Metrônomo .............................................. 43
Microfonação.........................................107
Microfone multifuncional ...................107
Modelos ................................................... 35
Monitor ...................................................106
Movimento contrário ............................ 82
Movimento direto ................................... 81
Movimento oblíquo................................. 82
Movimento paralelo ................................ 81
Movimento Violão ................................. 110
Música de Minas ...................................138
Música incidental ................................... 98
Música Minas ......................................... 113
Músicos do Brasil..................................138
Partitura .................................................. 49
Pedal tones ............................................. 83
Performance .......................................... 104
Pestana .................................................... 95
Pizzicato .................................................. 80
Pod casts ................................................ 135
Poemas .................................................... 135
Polca brasileira ...................................... 57
Polegar esquerdo ................................... 95
Poliacordes .............................................. 65
Polimento
Unhas ................................................... 42
Postura..................................................... 39
Prêmios ................................................... 110
Preparação diminuta ............................. 69
Programa de intercâmbio e difusão
cultural ............................................... 113
Programas radiofônicos ...................... 129
Projetos .................................................. 114
Proposta pedagógica ............................ 118
Propriedade intelectual ...................... 115
R
Rasgueo ..................................................... 91
Redes sociais ......................................... 108
Reflexo condicionado ........................... 39
Regra 3:1 ................................................ 107
Relaxamento ........................................... 39
Release ................................................... 104
Repertório.............................................. 104
Revistas especializadas....................... 134
Rider........................................................ 106
Rodas de choro ..................................... 117
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
S
Salto ......................................................... 93
Samba-Choro .........................................138
Schottisch .............................................. 57
Setup .......................................................105
Sistema cromático temperado ........... 35
Sistema de P.A. .....................................106
Sistema diatônico de escalas ............. 73
Sistema natural (não temperado) ...... 36
Sistema simétrico de escalas ............. 75
Sites ........................................................ 110
Sites especializados ............................137
Sobreposição de oitavas ...................... 96
Softwares ..............................................108
Sonoridade dinâmica ............................. 43
Sovaco de cobra ...................................139
T
Tabelas de cachês ................................ 116
Tablatura................................................. 49
Tango brasileiro ..................................... 57
Tapping .................................................... 94
Técnica híbrida ...................................... 47
Técnica XY .............................................107
Temperatura........................................... 34
Teoria das árvores harmônicas .......... 70
Teoria geral do choro ........................... 54
Tétrades ................................................. 63
Textos científicos
Teses e dissertações .................. 125
Tom ............................................................ 61
Tonalidade ................................................ 61
Tons vizinhos .......................................... 66
Toque com apoio .................................... 43
Toque frontal ......................................... 43
Toque lateral .......................................... 43
Toque sem apoio .................................... 43
Treino do ouvido .................................... 38
Trêmulo ................................................... 90
Tríades .................................................... 63
Trinado .................................................... 87
U
Umidade................................................... 34
Umidificador .......................................... 34
Unhas ........................................................ 41
V
Valsa-choro ............................................. 57
Variações rítmicas ................................ 57
Velocidade............................................... 45
Vibratos ................................................... 38
Vicente Espinel ....................................... 19
Vihuela ...................................................... 19
Viola caipira ............................................ 20
Violão......................................................... 19
Violões de Minas .................................. 138
Violonistas-compositores .................... 53
X
Xôlos/chôlos ........................................... 20
Z
Zona morta ............................................. 33
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×O VIOLÃO E AS LINGUAGENS VIOLONÍSTICAS DO CHORO ×
Obra composta em fonte Comic Sans MS com
capa em papelão 250g/m 2 , 4x0, laminação fosca,
miolo impresso em papel Offset 75g/m 2 , 1x1,
cadernos fresados e colados, A5, preto e branco.
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