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Prosperidade - Espaço Viver Zen

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Prosperidade - Espaço Viver Zen
LAIR RIBEIRO
LAIR RIBEIRO
PRO$PERIDADE
FAZENDO AMIZADE COM O
DINHEIRO
Coleção Sintonia
Vol.3
EDITORA OBJETIVA
Prefácio
O Universo é pura inteligência, abundante e paradoxal, feito para todos
serem ganhadores. Dos diferentes jogos possíveis entre os seres humanos, o
único que vale a pena ser jogado é o do ganha -ganha: para eu ganhar, você não
precisa perder; a não ser que você insista, e aí o problema é seu.
Entender esses conceitos, intelectualmente, é fácil. O difícil é incorporá-los
no seu dia-a-dia. A teoria na prática é outra: no jogo mortal do “salve-se quem
puder”, os bons de coração parecem não ter chance...
Neste livro, com o uso de princípios de várias disciplinas, numa linguagem
metafórica e poderosa, é transmitido o segredo da Prosperidade.
Saúde, riqueza e amizades são ofertas do Senhor. Com imaginação e garra,
nós transpomos o cordão, separando o boi da boiada, o vencido do vencedor,
acreditando firmemente na possibilidade de ser feliz e de ter muito sucesso na
vida.
Aperte o cinto de segurança e se prepare para uma viagem, ao mesmo
tempo proveitosa e emocionante.
Amor e sabedoria,
Vanguarda.
Sumário
1.0 NORMAL, O ESPERADO
Realismo e conformismo
2. REALIDADE, AMARGA REALIDADE
Percepções intuitivas e preliminares
3. A ROTINA DO COTIDIANO
Despertando novos horizontes
4. DANDO A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR
Apostando no futuro
5.0 RECONHECIMENTO DA PRESENÇA
Vivenciando outras dimensões
6. MAGNETISMO FINANCEIRO
Semelhante atrai semelhante
7. RECODIFICANDO O OBSOLETO
Soltando o freio de mão
8. AVALANCHE DE PRECONCEITOS
Rompendo as amarras
9. PSICOLOGIA DA POBREZA
Libertando-se de pesados fardos
10. O PARADOXO EXISTENCIAL
Imortalidade enquanto viver
11.0 ENIGMA DAS RIQUEZAS
O quanto é real a realidade
12. O PROCESSO CRIATIVO
Exercitando ser co-criador
13. TRANSCENDENDO LIMITAÇÕES
Inventando realidade
14. O SEGREDO DA ABUNDÂNCIA
Acelerando o ritmo
15. GANHANDO E MERECENDO
Riqueza ao alcance de todos
16. GASTANDO PARA COMPARTILHAR
Multiplicando recursos
17. POSSIBILITANDO O IMPOSSÍVEL
O futuro no presente
18. REALIDADE, DOCE REALIDADE
Integrando e prosperando
19. COMEÇO SEM FIM
O ciclo se renova
Capítulo 1
O NORMAL, O ESPERADO
Realismo e conformismo
Você e quase todos os que convivem com Você pensam do mesmo jeito. A gente
nasce, cresce, faz o que não gosta a maior parte do tempo, envelhece, aposenta-se e morre,
ou talvez um pouquinho somente disso: nasce, cresce, casa, tem filhos, cuida dos filhos,
eles crescem e vão-se embora, Você entra em depressão, envelhece e morre.
Será realmente verdade que tem de ser assim, ou poderia ser diferente? pensou
Você, inúmeras vezes. Chegou a comentar sobre o assunto com amigos, colegas, vizinhos.
Infelizmente a conversa não levou a nada e Você acabou resignando-se, atribuindo o seu
existir a um processo superior, talvez kármico, no qual Você não tem direito a voto. Você
é a conseqüência, não a causa.
—
—
Por outro lado, uma força oposta continua pulsando dentro de Você. Tão ou mais
poderosa que, mesmo semi-adormecida, lhe permite perceber, por frações de segundos,
que poderia ser diferente. Essa força lhe deixa saber que saúde, riqueza, amor e amizade
constituem partes integrantes do ser humano. Que todos nós temos direito à
Prosperidade.
Que o Universo é um lugar inteligente, feito para todo mundo ganhar, cada um tendo o
direito de fazer o que gosta e gostar do que faz.
Mas a outra parte volta a atuar: Esqueça tudo isso; isso é utopia; a vida é dura;
viver é sofrer. Começa a lembrar-lhe de todas as frustrações, humilhações e víolências
que Você presenciou e de certa forma incorporou como parte do seu “Eu”. É tarde
demais, não tem mais jeito esta parte procura convencê-lo de que Você está predestinado
a ser o que é.
—
—
—
—
E o livre arbítrio? - aquela parte volta a questionar. - Nós somos animais
lingüísticos. Linguagem não só cria realidade como nos diferencia dos outros seres e nos
faz humanos. Toda codificação cerebral é lingüística. Se foi codificado lingüisticamente,
-—
—
pode também ser descodificado lingüisticamente.
O constante conflito continua. Nesta ambigüidade de conceitos, duas personalidades
antagônicas vivem dentro de Você o binário universal: bem-mal, rico-pobre, quente-frio,
duro-mole, emoção-razão, sintonia-caos. Você está cansado com todo esse questionamento
filosófico-existencial. Muita leitura, muita cognição, algumas vezes muita esperança, mas
tudo continua no mesmo status quo.
Analisando a sua existência, você conclui então que o futuro é apenas uma repetição
do passado. Resignado quanto ao futuro, Você anda cabisbaixo, ombros arqueados para a
frente, mostrando ao mundo, com o seu corpo, quem é o perdedor neste jogo mortal.
Você está pensando em tudo isso quando vê, no chão, à sua frente, uma nota de um
dólar. Sem hesitação apanha a nota e, virando seu outro lado num movimento quase automático, vê escrito em letras garrafais:
Se Você continuar fazendo o que sempre fez, continuará obtendo o que sempre obteve. Para
obter algo diferente, Você tem que começar a fazer algo diferente.
- A sua primeira reação é de crítica.
- Como alguém pode escrever numa nota, ainda mais numa nota de dólar?
- Sua mente crítica toma conta da sua cognição e Você até se esquece do conteúdo da
mensagem escrita.
A nota, Você dobra e guarda no bolso, talvez como um talismã.
Ao chegar em casa, antes de entrar pela porta do prédio, Você é atraído pelo
barulho de um carro que passa próximo à calçada em marcha lenta. É um MercedesBenz. O motorista, com um uniforme que lembra um guarda, faz um sinal para Você, um
“V” com o indicador e o dedo médio da mão esquerda. Você não entende nada e sua
mente crítica volta a atuar.
Entrando em casa, a mulher exausta e compreensiva o recebe amavelmente. Os
filhos choram e o telefone toca. Mais um dia se foi. Igualzinho ao de ontem e,
provavelmente, não muito diferente do de amanhã. (Isto é o que Você pensa!!!)
Capítulo 2
REALIDADE, AMARGA, REALIDADE
Percepções intuitivas e preliminares
Você não sabe bem, até hoje, se estava dormindo ou acordado. Só lembra que
aqueles pontinhos brilhantes, como se fossem fiapos saídos de uma estrela, começaram a
entrar pela janela do seu quarto fazendo uma dança estranha e envolvente. Do
movimento deles faiscava um brilho especial, que tinha som, formando-se no ar uma
melodia de indescritível beleza. Você também nunca se esquecerá da melodia, em
compassos de três notas apenas, repetindo uma palavra que ao mesmo tempo se
desenhava ante seus olhos, flutuando a um metro e meio do seu rosto:
—
VAN...GUAR...DA...
Você chegou em casa, nessa noite, às voltas com a preocupação de sempre. Com o
dinheiro, que já era curto, cada vez mais mordido pela inflação, o custo de vida subindo e
os preços disparando, Você é obrigado a cortar mais ainda as suas despesas. Passa a
trabalhar mais do que antes, empenhando-se ao máximo, diminui drasticamente suas
horas de lazer, sacrifica sua alegria de viver e não tem tempo nem dinheiro para cuidar
da saúde, mas mesmo assim os seus esforços não têm tido um resultado compensador.
Você está estressado.
Jantando com a família, Você adiciona novos itens à sua pauta de compromissos: o
dentista do filho caçula, o curso de inglês da filha, o aumento das mensalidades da escola,
o urgente conserto da geladeira que enguiçou. Folheando o jornal, Você já nem se
espanta com as notícias costumeiras de corrupção, inflação e arrocho econômico, mas
sente um leve aperto no bolso e na fivela do cinto. Vendo um pouco de televisão, Você se
distrai com um filme sobre milionários infelizes e sem caráter e sobre pobres cheios de
dignidade. Abrindo um Livro para ler antes de dormir, Você procura relaxar um pouco
mas sabe que a preocupação e o estresse continuam presentes. Custa a dormir e, quando
consegue, seu sono é intermitente. Qualquer coisinha é pretexto para os pensamentos o
acordarem.
Desta vez foram as gotinhas pingando, na pia do banheiro, e se amplificando nos
seus ouvidos insones, que as percebiam como notas musicais, compassadas e hipnóticas.
De cada gotinha irrompia uma nota, breve e seca, e a cada três notas Você notava uma
pausa, seguida por outro conjunto de três gotas. Você levantou-se e foi fechar melhor a
torneira, mas não adiantou muito. Apenas mudou um pouquinho o ritmo e o tom.
“Chamar um encanador, mais uma despesa”, Você resmungou, aborrecido por não saber
trocar uma pecinha tão simples e decidindo não ligar muito para aqueles pingos tão sem
importância. Mas foi exatamente através deles que sua mente embarcou numa espécie de
estado alfa.
Aqueles sons, aos poucos, foram conduzindo Você a um cantinho da sonolência,
aquém do sono e além da vigília, onde as três notinhas surgiam não mais apenas do som.
Brilho, cores, movimento, era tudo uma só vibração como se o Universo inteiro pulsasse
naquele ritmo. E por esses compassos aquela palavra boiava no ar, acima da sua cama,
desafiando sua mente:
—VAN...GUAR...DA...
$$$
De manhã, Você achou melhor não contar o estranho “sonho~~ a sua mulher. Além
do mais, se ela já estava achando o marido meio esquisito por causa dos sintomas do
estresse, ficaria assustada se soubesse das letras brilhantes bailando no meio do quarto ao
som das gotinhas da pia e cantando: “VAN. . .GUAR.. .DA...”
-—
História mais absurda! Tá doido? ela diria, pragmática.
—
Mas Você, tentando decifrar com seus botões aquele enigma, sentia que no fundo
alguma mensagem de grande importância para a sua vida estava contida naquela palavrinha.
Como decifrar o mistério sem ser devorado por interpretações delirantes? “Preciso
entender direito isso que aconteceu comigo”, pensou Você, arranjando um pretexto para
levantar-se da mesa do café da manhã. No caminho entre a sala e o banheiro, pegou o
Aurélio.
Vanguarda. Frente, testa, dianteira. A parcela mais consciente e combativa, ou de idéias mais avançadas, de qualquer grupo social. Grupo de indivíduos que, por seus
conhecimentos ou por uma tendência natural, exerce papel de precursor ou pioneiro em
determinado movimento cultural, artístico, científico, etc.
‘
Vanguardeiro. Que, ou aquele que marcha na vanguarda.
na frente.
Que, ou aquele que vem
Talvez sua mulher tenha achado estranho vê-lo sair do banheiro com um dicionário
na mão, mas Você tentou agir com naturalidade e engatou uma pergunta bem trivial, do
tipo: “Quer que compre pão na volta do trabalho?”
Guardadas na memória, algumas palavras da definição de Vanguarda poderiam já
ser uma pista. A parcela mais consciente... de idéias mais avançadas.., papel de precursor ou
pioneiro... aquele que vem na frente.
Em frente ao jornaleiro, passa um amigo, indo apressado para o trabalho. Você
acena e cumprimenta:
- E aí, como é que vai? Que pressa é essa?
—Vou à luta, meu velho. Correndo atrás do dinheiro!...
Quando Você respondeu “Vai fundo e boa sorte”, seu amigo já ia longe. Mas um
lampejo da mensagem noturna de repente se abriu para Você: “Luta? Por que tem que
ser lutando? E por que correndo atrás? Não é melhor ir na frente?”
Vanguarda tinha manifestado um primeiro insight na cabeça de Você.
Capítulo 3
A ROTINA DO COTIDIANO
Despertando novos horizontes
Seu nome, Você, era um nome incomum. No início as pessoas estranhavam, achavam
engraçado. Mas depois se acostumavam.
- Você? É assim mesmo que o senhor se chama?
- É, mas não precisa do “senhor”. Pode me tratar de você.
Ele detestava formalidades e gostava muito de andar pelas ruas da cidade no meio da
multidão, sentindo-se parte do povo, identificando-se com as pessoas, prestando atenção
nos tipos.
A caminho do restaurante onde costumava almoçar, ia se comovendo com os
mendigos, familias inteiras morando na rua e pegando restos de comida no lixo. Chegava
a sentir unia certa culpa de estar indo almoçar uma comida decente. Identificava-se com
as pessoas humildes, gente de todo tipo que cruzava com ele pela rua, e olhava com um
misto de revolta e inveja para os ricos que passavam em seus carrões.
Esses contrastes, cada vez mais gritantes, de miséria e riqueza, traziam sempre à sua
lembrança algumas frases que aprendera na infância, em aulas de religião e nas conversas
em casa. Dinheiro não traz felicidade. Bem-aventurados os simples, porque eles tertão o
reino dos Céus. É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico
entrar no reino dos Céus...
$$$
Desde que Você tinha sete anos e ouviu essa frase pela primeira vez, sempre o
intrigara imaginar um camelo tentando passar pelo buraquinho de uma agulha. Num
passeio ao Zoológico, ficou olhando aquele animal enorme, e as duas corcovas tornavam a
idéia mais absurda ainda.
- Se fosse um dromedário, que só tem uma corc ova, já seria impossível. Muito mais
impossível é para um camelo, com duas... comentou seu irmão mais velho, metido a
sabido.
—
Ao chegar em casa, pegou a caixinha de costura da mãe e ficou olhando as agulhas,
de diversos tamanhos, todos tão inviáveis para os camelos como o céu devia ser para os
ricos.
- Puxa vida, sabe de uma coisa? disse Você para si mesmo. Eu quero ser pobre!
—
—
Agora, adulto, questionava essa idéia, mas a declaração feita aos sete anos morava
solidamente em seu cérebro.
- Não pode ser impossível alguém rico ir para o Céu, porque, se existe Céu e existe
Deus, nada é impossível. E não é pelo bolso ou pela conta bancária que se vê o coração ia
Você conjecturando enquanto andava pela rua. Mas é difícil, porque muito dinheiro
deixa as pessoas egoístas pensou, ao passar em frente a um hotel cinco estrelas com duas
limusines na porta.
—
—
—
$$$
O vozerio do restaurante popular e o tempero da lasanha fizeram-no esquecer um
pouco os questionamentos. Voltou para o trabalho por outra rua. À5 vezes gostava de
variar os caminhos. De repente ocorreu-lhe que ao fazer um trajeto diferente poderia
estar evitando alguma coisa desagradável que viu na ida ao restaurante: os mendigos ou
os milionários? não sabia responder.
—
Passou em frente a um templo enorme, que há poucas semanas não estava ali.
“Essas seitas pedem dízimos altos e as pessoas pagam de bom grado. Por quê?”
perguntava-se enquanto centenas de pessoas humildes saíam da igreja.
—
Um pouco adiante, uma voz firme chamou sua atenção.
- Meu Pai está no Céu, e o Reino de Deus está dentro de nós!
Nunca tinha ouvido essa frase em pregações de rua. E o velhinho esbelto e
sorridente que a repetia sem parar estava longe de parecer um pregador comum, desses
religiosos que vão às ruas fazer prosélitismo.
O velho estava na esquina do escritório onde Você trabalhava. Vestido com uma
túnica dourada, distinguia-se completamente da multidão, mas os passantes pareciam
nem reparar sua presença. Olhou para Você com um sorriso marcante e familiar.
Você nunca tinha visto alguém como ele, mas ao mesmo tempo era como se o
conhecesse há séculos. Como é que pode? Sua figura estava longe de ser a de um mendigo.
Pelo contrário, transparecia um ar saudável e um sentimento de Prosperidade, mas que
também nada tinha a ver com aqueles homens endinheirados que despertavam em Você
inveja e revolta.
Você não conseguia entender bem o porquê disso, mas a Prosperidade estava
refletida no sorriso do velho, que brilhava mais do que sua túnica dourada.
A frase do velho ficou martelando em sua cabeça a tarde toda. Meu Pai está no Céu,
e o Reino de Deus está dentro de nós...
O que aquele velho queria dizer com isso?
No final do expediente, Você pegou seu contracheque na tesouraria. O salário
estaria depositado em sua conta no dia seguinte. Apesar do aumento e das muitas horas
extras, ia ser preciso bastante malabarismo para cobrir todos os gastos.
Embora preocupado com o orçamento do mês, a lembrança do velhinho dourado
não lhe saía da mente e Você resolveu passar de novo por aquela esquina. Mas ele não
estava mais lá.
Capítulo 4
4.
DANDO A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR
Apostando no futuro
Corno
Sol a pino, Você suava atravessando o deserto, conduzindo um camelo
carregado de produtos para vender. Sedento. Esgotado. Esforçava-se para chegar a
tempo na Cidade. E fazia tudo para se manter lúcido e não se deixar iludir por nenhuma
miragem que o desviasse do caminho.
Sentado junto ao muro da Cidade, Você agora contava moedas tiradas de um
saquinho. Mentalmente dividia o destino daquelas moedas, féria do mercado.
Alimentação, aluguel, escola, dentista, as preocupações do dia-a-dia misturavam-se
no seu sonho às imagens do camelo das imaginações da infância e lembranças daquela
tarde.
De noite, em casa, depois do jantar, viu o telejornal e foi fazer as contas
malabaristas do orçamento mensal. A ginástica financeira o esgotou tanto que Você
dormiu sem se lembrar das gotas musicais da véspera e sem muito pensar no velho. Fez
calor de noite, deserto escaldante no sonho.
Você contava as moedas. De repente ouviu:
- O dízimo.
- O quê?
- Não se esqueça do dízimo.
Era o velhinho dourado! Vestia uma túnica parecida com a que usava na esquina, só
que bem mais antiga, larga e comprida.
Vendo seu ar de espanto e dúvida, o velhinho repetiu a frase da tarde, agora com
voz pausada, suave e ao mesmo tempo desafiadora:
- Meu Pai está no Céu. O Reino dos Céus está dentro de nós.
- E seguiu seu caminho. Mas a pergunta que Você fez ainda o alcançou:
- Se Deus está dentro de mim, então o certo é dar o dízimo para mim mesmo?!
- O velhinho parou, olhou para Você, sorriu e respondeu:
- Está na Bíblia: “Parte do que você ganha é seu para guardar.”
- Você fez a barba perguntando ao seu reflexo no espelho:
- Mas, como? Se a situação está apertada, como é que vou ter dez por cento para
guardar?
- Escovando os dentes, urna idéia veio clara:
- Em dinheiro vivo, à vista. Na hora em que receber qualquer pagamento!
Havia acordado bem mais cedo que o costume. Com o sonho ainda nítido em sua
mente. Sentou-se na escrivaninha e refez o orçamento. Antes de tudo anotou o valor total
e tirou dez por cento. O dízimo. Com os noventa por cento restantes programou de novo
todos os pagamentos essenciais. Cortou despesas. E anotou na agenda, ao lado do novo
orçamento:
“Aumentar receita em 100%.”
Sempre que recebia dinheiro, via-se pagando a todo mundo, menos a si próprio, que
foi quem trabalhou para ganhar aquele dinheiro. É claro que as pessoas e empresas a
quem Você tinha que pagar alguma coisa devem ter trabalhado pelo dinheiro que têm a
receber, prestando algum serviço ou fornecendo algum produto a Você, mas para o seu
cérebro isso não era tudo. Desta vez, cismava em vir à tona um pensamento:
- E eu, que trabalhei por este dinheiro? Não ganho a minha parte?
As coincidências, em certas horas, se sucedem, como se gritassem pela nossa atenção
para algum detalhe. No ônibus, folheando o jornal, Você viu uma notícia sobre um pastor
que, na TV americana, falava:
- Mande para mim dez por cento do que você ganha, e você ficará rico.
“Há pessoas que mandam dinheiro para o pastor Rob Schuller há dezenove anos”
dizia a nota. “Mas a cada semana o pastor recebe cartas com depoimentos de
telespectadores de todo o país, relatando que sua vida financeira prosperou de fato, a
olhos vistos”.
—
- A razão é simples comentava um especialista em Neurolingüística, entrevistado
pelo jornal. - Quando a pessoa manda seu dízimo em beneficio da própria Prosperidade,
está dizendo para o cérebro: “Eu tenho tanto que posso mandar dez por cento.” E assim
ela cria em seu cérebro uma consciência de Prosperidade.
—
Você achou mais do que válido esse raciocínio. Parecia que o velhinho da esquina e
do sonho estava lhe dirigindo uma série de pequenos recados encadeados.
- Mas, se pode dar certo dedicar o dízimo a alguma igreja, a um partido, uma
associação ou mesmo a uma pessoa
— pensou Você muito melhor poderá ser pagar esse dízimo a si próprio!
—
Resolveu pôr em prática a decisão, para valer. Uma força interior, que Você nunca
antes sentira tão forte, o impulsionava.
Às dez da manhã desceu do escritório e foi ao banco. Pagou algumas contas,
conferiu o saldo e retirou o seu dízimo. Ao sair do banco, num impulso Você entrou na
loja de câmbio que funcionava perto dali e trocou uma parte do seu dízimo por algumas
cédulas de pequeno valor de diferentes partes do mundo: libras, yens, marcos alemães,
dólares. Juntou-as com as notas de cruzeiros, guardando-as no bolso da camisa e sentindo
uma grande vontade de contá-las.
Deixou para contá-las no escritório, numa hora de pouco movimento. Trabalhava
como supervisor no departamento comercial da empresa. Examinava notas fiscais,
relatórios dos vendedores, fichas da clientela. Não lidava diretamente com dinheiro.
Mesmo em seus pagamentos pessoais, praticamente só usava cheque ou cartão. Nunca
antes sentira prazer de contar dinheiro, como Sentia agora, com o seu dízimo. Não era
muito ainda, mas ao contá-lo e recontá-lo teve a certeza de que aquele maço de cédulas
atrairia mais dinheiro. Muito mais.
Quando pensou isso, contando as notas, lembrou-se do velhinho. Disse um motivo
qualquer e desceu, para ver se o encontrava na esquina.
Nada. Você voltou ali outras vezes, aproveitando qualquer pretexto para descer à
rua, e o velhinho não aparecia. Na sétima vez que desceu (estavam estranhando, no
escritório, tantas saídas no mesmo dia), quando já se sentia sem esperanças de encontrá-lo
nesse dia, ouviu sua voz, inconfundível, dizendo a mesma frase do sonho.
- Parte do que você ganha é seu para guardar.
- Vira-se rápido, na direção da voz, mas o velho não estava lá.
Perplexo, Você pergunta a várias pessoas sobre o velhinho. Se o conheciam, quem
era ele, de onde viera, mas ninguém sabia que velhinho era esse. Nem os vendedores da
loja em frente, nem o camelô da esquina oposta, nem o caixa do botequim, nem o guarda
de trânsito.
Ninguém tinha visto velho nenhum de túnica dourada.
Nem hoje, nem ontem.
Capítulo 5
O RECONHECIMENTO DA PRESENÇA
Vivenciando outras dimensões
Quando chegou em casa, guardou o dinheiro na gaveta da escrivaninha, bem no
fundo.
Durante o banho ficou pensando. “Será que estou ficando maluco? Ou será verdade
que esse velho está vindo de outra dimensão para me revelar algum segredo?” Lembrouse de uma cena de um filme de pirata que viu na infância: o marujo bem velhinho, longas
barbas, dando um pedaço do mapa de um tesouro a um menino que passeava pelo porto.
Preferiu não untar a ninguém sobre o velhinho da esquina e do sonho, pois nem
para si conseguia explicar o que estava se passando. Brincou com os filhos, conversou com
a mulher, estarreceu-se um pouco diante dos telejornais, leu um pedaço da revista
semanal, contou novamente o dinheiro que havia separado, lavou as mãos e o rosto e
deitou-se para dormir.
Estava achando que algum novo contato ia acontecer naquela noite. Melhor seria
estar tranqüilo, e não ansioso. Colocou uma fita de música bem relaxante, tentou não ficar
pensando muito e adormeceu.
Não deu outra. De repente, Você abre os olhos e vê aqueles pontinhos luminosos
bailando acima da cama. Só que um deles chegou perto do seu ouvido e Você escutou
nitidamente:
- Estou te esperando naquela esquina.
Você nem pensou duas vezes. Levantou-se, vestiu-se com pressa e saiu sem fazer
barulho.
Passou de táxi pela esquina. Ele não estava lá. Saltou duas quadras depois e voltou
andando rápido. Ele estava.
- Quem é o senhor?
- O Senhor está no céu. Pode me chamar de você.
- Foi você quem me chamou aqui?
Sorriu, convidando-o a respirar, pois Você chegara ofegante. Depois de alguns
minutos mexeu-se e começou a andar calmamente, acenando-lhe para ir ao seu lado.
Quando Você virou a esquina com o velhinho, olhou em volta sem entender mais
nada. A paisagem era completamente outra. Em lugar dos prédios e das ruas por onde
Você passava todos os dia ia agora um vale florido e prateado de luar, sob céu estrelado.
Ao invés de buzinas e roncos dos carros, ouvia o som de uma pequena cascata no riacho
ao lado do caminho. Nas pedras do riacho, um brilho cristalino.
- O Universo é rico e abundante disse ele quando o viu mais relaxado. E ficou
novamente em silêncio, como se
esperasse alguma resposta. Mas Você insistiu na pergunta:
—
- Quem é você?
- Não me apresentei desde o primeiro contato?
Arrisquei:
- Vanguarda.., é o seu nome?
- É. Acha estranho?
—Bem...
—E Você?
Seu nome também não era dos mais comuns, mas nada disso vinha ao caso num
momento como aquele. Você respirou fundo e esperou que ele continuasse a falar.
- A riqueza do Universo manifesta-se de infinitas formas e de diversas maneiras.
Inclusive através de você e de mim. Cada um de nós tem o poder de criar uma parte dessa
riqueza e de desfrutar a abundância que o Universo nos oferece.
- Mas essa riqueza o dinheiro não compra, não é? disse Você, querendo checar se
estavam certos os seus insights sobre o dízimo.
—
- O dinheiro nos permite fazer coisas que ele não compra. Seu valor é muito maior
do que está escrito na cédula ou no extrato financeiro. Ele é um meio que o homem tem
para entrar em contato com essa riqueza. E um veículo que nos leva a Transmitir uma
mensagem de grande poder, um passaporte para o desfrute da abundância que há no
mundo, e ao mesmo tempo nos ensina a lidar com ela. O dinheiro é uma representação da
energia vital.
Ele percebeu em Você um certo espanto e emendou, adivinhando o motivo das suas
dúvidas:
—Gostar de dinheiro não é pecado, embora tanta gente acredite que seja. Ter
ambição de ganhar dinheiro e ficar rico também não é problema. Esses sentimentos são,
na verdade, altamente positivos, quando estão voltados para a felicidade e para a
realização. Ter ambição é ótimo, quando se faz o jogo do ganha-ganha.
- Que jogo é esse?
- É o jogo da Criação permanente, o jogo da vida. O Universo é potencialmente um
lugar abundante. Tem para todo mundo. Foi construído para que todos ganhem, para que
todos criem e todos desfrutem. Quem joga para ganhar por conta da perda do outro está
provocando desequilibrio ecológico no Universo. Jogar na base do ganha-perde não dá
certo para nenhum dos lados, porque se gasta mais energia do que se produz. Não é uma
ação sintonizada com o Universo. Éum ato entrópico. É entropia ao invés de sintropia. A
sintropia é o modo como os seres evoluem no Universo.
Entropia, sintropia, Você fica perplexo com o vocabulário usado por ele. Mas decide
seguir adiante no assunto da conversa e procurar mais tarde, no dicionário, o significado
desses termos.
- Quer dizer que todos poderiam ser ricos?
- Somente se todos fossem prósperos. Prosperidade é muito diferente de riqueza, é
muito mais. A Prosperidade individual é a harmonia com a Prosperidade do Universo. E
essa sintonia espiritual com o Universo tem como uma de suas conseqüências mais
imediatas a Prosperidade material, ou seja, o poder de ganhar mais dinheiro.
- Ganhar dinheiro é ter Prosperidade?
- Prosperidade não é só riqueza financeira. É também saúde e amizade. Não adianta
somente acumular dinheiro, pois ele não resolve nada sozinho. É preciso ter saúde para
desfrutá-lo e para fazer com que ele continue produzindo mais riqueza. E não adianta
somente dinheiro e saúde, sem amizade, bem-estar, e sem energia necessária para
produzir mais riqueza.
- Dinheiro não traz Prosperidade?
- Não. A Prosperidade é que traz dinheiro. Você vai encontrar na vida pessoas ricas que se
comportam como pobres. E pobres que se comportam como se fossem ricos, com tudo
pago, sem nem gastar do seu, com todo o conforto do mundo. Se a pessoa é rica mas não é
próspera, seu dinheiro se acaba e ela não fica rica nunca mais.
- Mas é muito difícil ficar próspero quando a gente não tem dinheiro, não é?
- Nem tanto, porque a Prosperidade é um estado mentaL Não dependemos do dinheiro
para começar a ser prósperos. Se fosse assim tão difícil você não encontraria tantos
imigrantes que chegam em um país completamente pobres, só com a roupa do corpo,
depois de perderem com a guerra todos os bens que tinham no país de origem, e poucos
anos depois se tornam novamente milionários.
SAÚDE
RIQUEZA PROSPERIDADE AMIZADE
- Como eles conseguem?
- Os que conseguem isso são os que desembarcam na terra escolhida com a
consciência da Prosperidade. Com a firme convicção de que vão vencer. Quando você
aprende a consciência da Prosperidade, consegue manifestar dinheiro em sua vida, na
hora que quiser. E consegue também manifestar saúde, bem-estar e felicidade, porque
está gerando riqueza no Universo.
- E como se consegue isso?
- Fazendo mais com menos. Produzindo mais com menos esforço. Fazendo o
dinheiro trabalhar para você ao invés de você trabalhar para o dinheiro.
- Mas como?
- Para estar no caminho da Prosperidade, às vezes o problema não é o dinheiro. Há
pessoas que têm muito dinheiro mas não são prósperas. Nesse caso elas têm que trabalhar
os outros aspectos: produtividade e criatividade, harmonia, saúde, bem-estar...
- Mas, no meu caso, dinheiro é problema interrompeu Você. E ele sorriu.
- O primeiro passo é fazer as pazes com o dinheiro.
Fazer amizade com ele. Se você achar que dinheiro é algo sujo e tiver que lavar as
mãos sempre que pega nele, para que vai querer tê-lo? Sua mente vai continuar fazendo
tudo para satisfazer seus sentimentos e mantê-lo pobre. Para começar a ser próspero,
então, procure fazer amizade com o dinheiro.
—
O velho deu um sorriso meio maroto e sua testa ficou dourada. Era o Sol refletindo
em seu rosto. E, numa voz musical, ele disse:
- Você passará a receber, todos os dias, no fax do seu consciente, uma mensagem que
lhe servirá de orientação para alcançar a Prosperidade.
Quando viu que o Sol nascia, Você lembrou-se do seu quarto. E num relance viu-se
lá. Olhou a mesinha de cabeceira, com o relógio marcando seis horas, e a gaveta da
escrivaninha onde tinha guardado o dinheiro. Na cama, sua mulher ao seu lado, os dois
dormindo. Piscou os olhos e acordou.
E aquela história de se vestir e sair, pegar um táxi e ir encontrar Vanguarda numa
esquina do centro da cidade?
Havia sido mais que um sonho?
Capítulo 6
MAGNETISMO FINANCEIRO
Semelhante atrai semelhante
Continhas apertadas nos canhotos do talão de cheques, extratos bancários, cartão de
crédito, contas a pagar e anotações na agenda, além da declaração de imposto de renda
que todo ano lhe ocupava algumas horas e muita paciência. Sua atividade financeira
praticamente resumia-se a esses papéis. Contar dinheiro não era um hábito em sua vida.
Por isso ela estranhou quando viu Você na escrivaninha contando aquele maço de
notas de vários países.
- Que é isso?
- É um dinheiro que agora estou guardando só para contar.
- Pra quê?
- Olha, se você quiser fazer amizade com alguém e ficar mais íntimo dessa pessoa,
não adianta ter contato com ela só através de recados ou bilhetinhos. Com o dinheiro
também é assim. Isso aqui é só um vale, um comprovante da riqueza do país que emitiu
esta cédula, não é? Mas não é à toa que a gente chama isso de “dinheiro vivo”. Cada nota
destas tem um valor simbólico especialmente forte. São símbolos diretos e portáteis da
riqueza financeira.
Essas palavras o surpreenderam tanto quanto à sua mulher, porque Você nunca
havia pensado nem falado assim. Enquanto falava, mantinha-se em sua lembrança a
figura do Vanguarda. Era como se ele estivesse lhe soprando pensamentos direto na
consciência.
r~
Consciência de Prosperidade:
- Habilidade de funcionar sem esforço e convenientemente neste Universo, tendo ou
não dinheiro.
Nesse momento Você percebeu que estava fazendo um curso intensivo, e que o
professor era exigente. Nome do curso: Prosperidade. Primeira lição: fazer amizade com
o dinheiro. Aonde isso tudo iría levá-lo?
Esse curso intensivo incluía coincidências constantes. No ônibus, senta-se ao seu lado
um menino lendo gibi. Você ainda pensava nas coisas que dissera à sua mulher sobre a
força do dinheiro vivo, quando viu que a revista do menino estava aberta exatamente num
desenho do Tio Patinhas dando um mergulho no dinheiro do seu cofre-forte.
- Que imagem mais absurda, numa economia inflacionária, essa imagem do
milionário acumulando moedas e notas em uru cofre gigantesco Você pensou.
—
- Mas que metáfora interessante do comportamento dos milionários que gostam de
dinheiro respondeu de pronto um pensamento (era Vanguarda) dentro de Você. Muitos
—
—
milionários guardam sempre algum dinheiro e jóias em um cofre, em sua casa ou no
banco. Quem tem esse hábito costuma abrir o cofre de vez em quando para contar e
conferir o pequeno tesouro que está guardado ali. Manusear dinheiro é importante,
porque dá a sensação direta, tátil, de ter dinheiro. Essa sensação vai diretamente para o
hemisfério direito do cérebro e é levada a níveis muito além do consciente...
Ao descer para o almoço, Você passou na esquina e ele estava lá, esperando-o para
mais uma “aula”. Abraçaram-se como velhos amigos, sem dizer nada, e saíram
conversando pela rua, desta vez cheia de carros e edifícios. Você comentou a conversa
com sua mulher de manhã e a figura do Tio Patinhas no ônibus. Ele apenas sorriu, como
quem já sabia.
Vanguarda estava mesmo disposto a fixar bem a primeira lição, pois foi repetindo
tudo o que Você já tinha percebido no dia anterior:
- Guarde sempre no bolso dinheiro de contar. Notas altas, de preferência. E sempre
que puder, quando o lugar e o tempo forem propícios, conte e reconte esse dinheiro, com
prazer, sentindo carinho pelo dinheiro que está nas suas mãos, e com pensamentos
positivos, confiante no poder de ímã que esse maço de notas passará a ter para você. Um
ímã de dinheiro.
- Ah, se fosse assim, todo caixa de banco seria milionário!
- Não é, porque ele conta o dinheiro pensando que é dos outros. Se ele, enquanto
conta, mentalizar que tem todo aquele dinheiro, muito provavelmente o Universo tomará
providências para que ele em breve esteja contando cada vez mais o seu próprio dinheiro.
- Mas atualmente não é perigoso andar com dinheiro assim no bolso? Tá bom que
dinheiro atrai dinheiro, mas dinheiro no bolso, assim na rua, atrai também ladrão, não
atrai?
- Pode ser. Mas tudo depende da nossa predisposição mental. Você sabia que o medo
de ser assaltado é o mais poderoso ímã de assaltantes que existe? Olhe só: fizeram uma
pesquisa com duzentas pessoas; a metade dessas pessoas havia sido assaltada, a outra metade
não. O resultado foi claríssimo: das cem pessoas assaltadas, todas elas tinham medo de
assalto antes dele acontecer com elas. Das outras cem pessoas, a grande maioria não tinha
medo de assaltos.
- E, mas hoje em dia quem não tomar cuidado é louco.
- Certo, mas há muita diferença entre cuidado e paranóia. Quem vive preocupado
com segurança, colocando mil cadeados e trancas em casa, andando armado, contratando
seguranças, acaba ficando mais propenso à insegurança, de tanta vibração negativa que
atrai nesse sentido.
- E o que fazer em caso de roubo, se for inevitável?
- Relaxe, é o jeito. A frase clássica, “a bolsa ou a vida”, que era dita pelos
assaltantes, define bem essa situação. Se você tiver que escolher entre a bolsa e a vida, o
que fará? Basta pensar que a bolsa (o dinheiro) não compra uma vida nova depois que a
pessoa morre, mas a pessoa viva sempre pode produzir mais dinheiro. Então, se for
roubado, diga para si mesmo: “De onde vem esse, tem mais . O ladrão vai gostar, mas
quem vai sair ganhando mais será você.
- E o dízimo? Você mudou de assunto. Por que essa história de dez por cento?
- Procure em livros de simbologia e cabala o significado do número dez e tire você
—
—
mesmo as suas conclusões disse ele sem dar muita trela e voltando a conduzir a conversa.
- Doar para si esses dez por cento de tudo o que você ganha tem um sentido
simbólico profundo e milenar, com um grande poder sobre nossa atuação no mundo. É
um ato enraizado há muito tempo na mente humana. Esse dízimo que guardamos passa a
funcionar como um verdadeiro ímã de dinheiro.
- Mas é só para contar?
- Não, é claro que não riu da pergunta ingênua do discípulo. Isso foi só a primeira
lição. Agora você tem esse ímã de bolso. Não se desfaça dele. E daqui por diante passe a
poupar o seu dízimo pessoal de modo seguro e a aplicá-lo em bens permanentes, como
imóveis, por exemplo. Somente em bens que fiquem para toda a vida ou que possam ser
trocados, quando você quiser, por bens ainda mais valiosos. Não aplique esse dinheiro em
nada que possa cair, quebrar ou perder o valor.
—
—
—
Chegaram em frente ao restaurante quando Vanguarda dizia:
- Cuidando bem do seu ímã de dinheiro e sempre honrando o compromisso desse
dízimo consigo mesmo, você passará a receber do Universo muito mais do que está
guardando.
Você pensou por um instante: “Será que ele vai entrar e almoçar comigo?” Quando
olhou para o lado, o velho tinha sumido. E Você procurou disfarçar seu espanto, pois
durante a caminhada pela rua percebera que as outras pessoas não o viam. Só Você.
Você almoçou depressa para ter tempo de dar uma passadinha na Biblioteca antes de
voltar ao escritório. Abriu um Dicionário de Símbolos e anotou alguns significados do
número:
É impossível resolver problemas financeiros com
Problemas financeiros são resolvidos com imaginação.
dinheiro.
“A dezena era, para os pitagóricos, o mais sagrado dos números, o símbolo da
criaçâo universal, sobre o qual eles prestavam juramento, evocando-o da seguinte forma:
A Tetraktys, na qual se encontram a fonte e a raiz da eterna Natureza. Se tudo deriva dela, tudo
a ela retoma: ela é, então, também, uma imagem da totalidade do movimento.”
(...)
“Totalizador, além de tudo, o número dez aparece no Decálogo, que simboliza o conjunto
da lei em dez mandamentos que se resumem em um.”
Capítulo 7
RECODIFICANDO O OBSOLETO
Soltando o freio de mão
—‘Você é capaz de andar por cima dessa tábua sem perder o equilíbrio?
—Claro!!
Era uma tábua com dois metros de comprimento e quarenta centímetros de largura.
Uma largura suficiente para qualquer pessoa andar sem dificuldades. E, além do mais, a
tábua estava no chão!
- Ah, é? Então ande sobre essa tábua, mas vamos fazer isso em outro lugar.
Vanguarda sorriu e de repente os dois estavam no terraço de um prédio. Era uma
das win Towers (torres gêmeas), em Nova York. Sem dar tempo a Você de se espantar
com o fenômeno, ele propôs:
- A tábua é a mesma, só que agora está entre os dois arranha-céus, como uma ponte.
Não está ventando, e a tábua está bem amarrada. Você atravessa?
A urna altura de centenas de metros, você olha para baixo e vê os carros minúsculos
no trânsito da WaIl Street. Olha em volta e vê todos os outros terraços, inclusive a torre do
Empire State, bem abaixo. E sente medo de andar por cima da tábua. “Será que vou cair?
Vai balançar? Vai ventar? Vou escorregar?” Mas é a mesma tábua de boa largura que
parecia tão fácil há poucos instantes!
- Sabe por que está com medo agora? Porque começou uma conversa dentro da tua
cabeça. Essa conversa intema, self-talk, é que determina nossos sucessos e fracassos. Esses
pensamentos negativos fazem desaparecer a sua habilidade física de atravessar a tábua.
Se você entrar em qualquer situação da vida cheio de dúvidas e de inseguranças, suas
chances de vitória serão mínimas.
Você se lembrou então de uma frase de Henry Ford que leu recentemente em um
livro:
Se você pensa que pode ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo.
Dessa vez não foram necessários os pontinhos brilhantes nem o encontro na esquina.
Foi só adormecer na cama e Você despertou imediatamente no mesmo vale onde havia
caminhado com Vanguarda na noite anterior. A paisagem 40 resplandecia agora em
brilhos dourados. O nascer do Sol era o mesmo que Você tinha visto na véspera,
momentos antes de voltar para a cama e acordar. Era como se o tempo ali não tivesse
passado, ou não passasse nunca. Timeless. Eternidade, presente absoluto.
Tão rápido quanto viram-se no terraço mais alto de Nova York, voltaram ao vale
florido, sentados agora sobre uma grande pedra ao lado do riacho cristalino.
- Os valores que formamos na infância ficam presentes em toda nossa vida, mesmo
que a gente nem se lembre deles, e participam ativamente da conversa interior que nos
convence sobre a nossa possibilidade de conseguir ou não qualquer coisa em nosso dia-adia.
Enquanto falava, Vanguarda entregou a Você um pedaço de papel com algumas
linhas em branco, propondo um exercício:
- Assim como o medo de cair da tábua quando ela foi colocada entre dois arranhacéus, deve haver dentro de você algumas idéias que atuam na sua conversa interna sobre
a Prosperidade. São as suas crenças pessoais sobre dinheiro e riqueza, incutidas desde a
sua infância, que agora podem estar lhe dizendo para não atravessar a tábua em direção
à Prosperidade, porque você não conseguiria chegar lá. Respire fundo algumas vezes,
relaxe o corpo e a mente, chame na sua memória esses valores sobre dinheiro e riqueza e
escreva-os, em frases curtas, nestas linhas.
- Aproveite a chance! Escreva! Você está tendo uma oportunidade rara
Vanguarda, vendo que Você ainda
hesita.
—
diz
Você se lembra então da história do camelo e pergunta:
- Rico não vai para o céu. É para escrever esse tipo de frase?
- Isso mesmo diz, ele, encorajando-o. Continue a lembrar-se de valores como esse,
que interferem na sua idéia
de Prosperidade. Vá em frente!
—
—
(Escreva mesmo, você que está lendo este relato. Pegue um lápis ou caneta e escreva
nas linhas acima ou em outra folha de papel, como se estivesse agora conversando com o
Vanguarda. Na verdade você está tendo esta conversa, desde que abriu este livro.
Aproveite também essa oportunidade que a vida está lhe oferecendo! Antes de seguir
adiante e ver as frases escritas pelo personagem, escreva as suas, e depois tire você mesmo
as suas conclusões.)
Dinheiro mio cresce em árvore.
Dinheiro mio traz felicidade.
Dinheiro é sujo, corrompe e provoca a corrupção.
Rico mio vai para o céu.
Os pobres são abençoados, pois suo mais simples e puros.
Você escreve cinco frases e faz menção de entregar o papel a Vanguarda.
- Não precisa mostrar-me diz ele. Mostre-as a você mesmo. Procure lembrar-se de
como essas crenças passaram a fazer parte do seu sistema de valores. E responda no
mesmo papel às perguntas que vou fazer.
—
—
Você pega novamente o papel e o lápis e responde por 42 escrito a cada pergunta feita
por Vanguarda.
- Essas idéias foram formadas por você mesmo ou incutidas em sua cabeça por outra
pessoa? Neste caso, as transmitiu a você?
- Como esses valores estão afetando a sua vida? Eles estão limitando a sua busca de
Prosperidade ou alguma meta que você gostaria de alcançar?
- Quer livrar-se dos valores que atrapalham seus passos rumo à Prosperidade?
desafiou Vanguarda.
- É claro!
—
Você disse. Para isso estou aqui.
—
—
- Então vamos lá. Primeiro sente-se de forma bem confortável e relaxada. Respire
lentamente, sem atrelar sua mente aos pensamentos.
Você vai seguindo, confiante, as instruções de Vanguarda (faça também, leitor, esse
exercício; vale a pena!), que indicam um cenário a ser visualizado para essa vivência
interior.
- Imagine que você está caminhando tranqüilamente por um lindo bosque. Toda a
atmosfera é agradável e tranqüila em seu redor. Sinta o ar puro, olhe para o verde das
folhagens e dos troncos, escute os passarinhos cantando, suavemente. Continue
“caminhando pelo bosque” e concentre-se na frase, ou nas frases, que você quer liberar.
Você chega ao fim do bosque e vê uma praia encantadora. Senta-se na areia da praia e
pensa na frase, mais uma vez, enquanto vê chegar, aos poucos, um pequeno balão, que
pousa ao seu lado. Visualize as frases como se estivessem embrulhadas para viagem e
escreva-as dentro do balão. Agora deixe que o balão se vá, subindo em direção ao céu e
distanciando-se cada vez mais.
Concentrado no exercício, de olhos fechados Você via o balão sumindo no horizonte,
levando embora os valores que há tantos anos, sem que Você percebesse, bloqueavam seus
caminhos para a Prosperidade. Todo esforço que Você fazia até então, trabalhando de
forma estressante, tentando produzir acima da média, empacava sempre nesses bloqueios
internos. Se achava dinheiro sujo, dava sempre um jeito de não tê-lo. Se achava que só os
pobres podiam ser realmente felizes, cuidava de continuar sendo pobre. Mas agora, com
um exercício simples de visualização, Você consegue despachar essas crenças para a
estratosfera.
Você quer ser rico? Você acredita ser merecedor de riqueza?
Você acredita que pode ser rico?
- Agora veja o balão voltando, aos poucos. Ele vem se aproximando de onde você
está, e pousa bem ao seu lado. Você olha para dentro do balão e vê que ele agora lhe traz
outras frases, bem diferentes daquelas que você mandou para longe. Essas frases novas
são: Dinheiro cresce como árvore; dinheiro contribui para a felicidade; dinheiro é limpo e
ajuda-nos a sermos saudáveis e felizes; pessoas ricas são abençoadas; o Universo é próspero;
o ser humano nasceu para ser próspero.
(Preencha também, leitor, nas linhas abaixo, novas frases com este enfoque positivo
sobre dinheiro e Prosperidade:)
O que fazer agora? Antes que Você pergunte, Vanguarda não demora a responder,
completando o exercício.
- Olhe para o espaço que tinha sido deixado vazio por aquelas idéias que foram
embora da sua mente, como quem esvaziou um armário. Agora esse mesmo espaço está
preenchido pelas novas idéias, que já estão impressas em sua estrutura cerebral. Você vai
iluminando esse mesmo espaço com uma luz dourada, que brilha intensamente, atingindo
cada célula, cada tecido, cada órgão do seu corpo, selando em você os sentimentos
positivos e irradiando para o seu cérebro, de dentro para fora, a cor do ouro, símbolo da
Prosperidade.
O brilho do Sol veio bater em seu rosto exatamente nesta fase do exercício, refletindo
a luz dourada para dentro dos seus olhos fechados. E os primeiros raios da
manhã,entrando pela janela e reluzindo no seu travesseiro, fizeram Você acordar
animado, para um novo dia.
Capítulo 8
AVALANCHE DE PRECONCEITOS
Rompendo as amarras
Corno é estar no dia-a-dia, depois de ter entrado em contato com um tempo onde
tudo é presente, inclusive o passado e o futuro? Você levava consigo essa pergunta
enquanto ia para o trabalho. O que sentia e respondia para si mesmo era uma atitude
diferente em relação ao aproveitamento do tempo, valorizando mais a atenção a cada
momento.
—
—
Sua intuição estava suficientemente aguçada para que o processo de aprendizagem
continuasse acontecendo durante todo o dia, mesmo nos momentos mais triviais. Um
detalhe no trabalho, um comentário ouvido a esmo, um trecho de canção que alguém
passava assobiando, tudo parecia ter ligação com o “curso intensivo” que Você estava
fazendo sob a orientação de Vanguarda.
- O jeito é correr contra o tempo, porque tempo é dinheiro!
Antes Você acharia normal essa frase, dita por seu chefe durante uma reunião no
trabalho sobre os preparativos para o lançamento de um novo produto pela empresa. Mas
dessa vez a frase lhe soou como a idéia mais absurda do mundo e Você protestou:
- Nós temos que correr é a favor do tempo, e não contra ele Se tempo é dinheiro, estar
contra o tempo é também estar contra o dinheiro!
Foi um clima estranho na reunião, porque nunca tinham visto Você discordar dessa
forma. Mas não ficou nisso:
Você começou a criticar vários pontos do projeto, propondo otimizar esforços e
“fazer mais com menos”. Defendeu urna reformulação completa dos cronogramas e disse
que a empresa precisava tomar-se mais ousada, ou senão perderia a sua posição no
mercado.
Ante o olhar do seu chefe, Você achou melhor ficar quieto, ouvir mais e, por
enquanto, ir guardando os seus insights para si próprio, até sentir-se mais delineado em
seu projeto pessoal que começava a tomar forma. A Prosperidade estava se firmando em
nível mental e agora começaria a pedir medidas concretas para se manifestar.
Vanguarda havia ensinado Você a livrar-se dos valores negativos que bloqueiam o
caminho para a Prosperidade, mas Você sentia que faltava alguma coisa. O clima de malestar que ficou entre Você e seu chefe depois daquela reunião mostrou que há outros
componentes emocionais na sua relação com a autoridade, que ainda precisavam ser
trabalhados.
Por isso, naquele dia Você resolveu não almoçar e procurar um recanto bem
tranqüilo onde pudesse meditar sobre essas questões. No caminho, ia pensando em Vanguarda
e pedindo-lhe que o orientasse. Sem saber, Você estava a caminho de outro encontro
convocado por ele.
Uma das maiores desgraças do mundo
é a pobreza. Principalmente
para quem é pobre.
Sentado na relva do parque florestal, Você não chegou a ver as bolinhas brilhantes
que haviam estado em seu quarto, mas lembrou-se nitidamente delas, como se estivessem
ali, numa dimensão invisível para seus olhos. Fechou os olhos e sentiu que o hemisfério
direito do seu cérebro comandava o processo mental naquele momento, para abrir seu
contato com regiões inexploradas do seu conhecimento.
- O que são essas bolinhas douradas? pensou.
—
- São simplesmente transmissores de comunicação, pombos-correios informáticos
ainda desconhecidos para o seu tempo disse-lhe nitidamente a voz de Vanguarda, dentro
do seu ouvido esquerdo.
—
Você sorriu, já familiarizado e contente por estar em contato com ele. Sentou-se em
posição relaxada e respirou fundo, mostrando-se pronto para outra “aula”.
- Existem alguns fatores psicológicos importantes que é preciso equilibrar, no
caminho da Prosperidade. O primeiro fator é a experiência do seu nascimento. Saimos de
uma situação confortável para um lugar desconhecido que, logo no primeiro momento nos
parece inóspito: uma luz forte ofuscando os olhinhos ainda fechados mas sensíveis e um “comitê
de recepção” nem sempre carinhoso, recebendo o neném com palmadas no bumbam.
Nossa primeira vivência de respiração no mundo fica em nosso cérebro relacionada ao
medo da morte. Chorando, em meio a esse pânico, você começou a respirar nesta vida, e essa
lembrança se revive, inconsciente, cada vez que se respira.
- Ë aí, como resolver esse problema?
Há lá uma técnica de regressão chamada rebirthing, que faz a pessoa reviver seu
próprio nascimento, relembrando os detalhes ocorridos e as emoções que surgiram ali.
Mas esse trabalho precisa ser feito com um profissional especializado. Procure um. Faça
junto com sua esposa, para que um ajude o outro fazendo o papel de “mãe”, e será muito
bom para os dois. Muita gente não deslancha na vida por causa do trauma do próprio
nascimento.
Life is so simple really.
Think through what people want,
watch what othors fail to give them
and provido it. Then biIl’em.
Você ficou em silêncio por alguns minutos, cuidando de respirar relaxadamente, pois
sentia que a aula estava apenas começando.
Num relance, lembrou-se do olhar do seu chefe, ao final da reunião daquela manhã, e
do sentimento desconcertado em que Você ficou depois dali. Não quis fixar na mente
aquela preocupação, mas percebeu que em vez do olhar do chefe sua memória mostravalhe agora o olhar do seu pai. Nesse instante, voltou a ouvir a voz do mestre Vanguarda:
- Continue relaxado, de olhos fechados, e imagine-se bem pobre, morando embaixo
de uma ponte. Sem nada, destituído de qualquer recurso material, na mais completa
miséria. Você está tentando fazer um foguinho para se aquecer e esquentar uma lata com
um pouco de café dormido que pediu num bar.
(Como das outras vezes, leitor, faça esse exercício mentalizando as situações
propostas por Vanguarda. Releia bem devagar o parágrafo acima e aproveite a valiosa
oportunidade que Você está tendo, neste momento!)
- Completamente pobre, morando embaixo da ponte, você vê seus pais chegando de
carro para visitá-lo. Responda agora mentalmente (ou, se quiser, leitor, escrevendo nas
linhas abaixo): O que seu pai sente quando olha para você?
O que sua mãe sente quando olha para você naquela situação?
O que você sente quando olha para eles?
O que seu pai diz para você?
O que sua mãe diz para você?
O que você diz para eles?
Vocês conversam um pouco sobre a sua situação e sobre assuntos gerais, e depois de
alguns minutos eles se despedem de você.
O que lhe diz seu pai quando vai embora?
O que lhe diz sua mãe?
O que você lhes diz ao despedir-se deles?
Agora mentalize uma outra situação: você está morando numa casinha simples, em
condições bem modestas, e seus pais chegam para visitá-lo.
O que seu pai sente quando olha para você?
O que sua mãe sente quando olha para você naquela situação?
O que você sente quando olha para eles?
O que seu pai diz para você?
O que sua mãe diz para você?
O que você diz para eles?
Vocês conversam um pouco sobre a sua situação e sobre assuntos gerais, e depois de
alguns minutos eles se despedem de você.
O que lhe diz seu pai quando vai embora?
O que lhe diz sua mãe?
O que você lhes diz ao despedir-se deles?
Imagine agora que você está morando em um palacete, com muito luxo e todas as
comodidades que só uma imensa fortuna pode propiciar. Seus pais chegam para visitá-lo e
seu mordomo vai recebê-los na porta. Eles entram e ficam aguardando em um salão
enorme, ricamente decorado. Você desce uma escada de mármore que leva ao salão e olha
para seus pais.
,‘
O que seu pai sente quando olha para você?
O que sua mãe sente quando olha para você naquela situação?
O que você sente quando olha para eles?
Vocês se cumprimentam carinhosamente.
O que seu pai diz para você?
O que sua mãe diz para você?
O que você diz para eles?
Vocês conversam enquanto um drink é servido em bandejas de prata e cálices de
cristal ,depois de alguns minutos, seus pais se despedem de você e saem.
O que lhe diz seu pai quando vai embora?
O que lhe diz sua mãe?
O que você lhes diz ao despedir-se deles?
- Continue respirando suavemente e entrando em contato com a emoção que ficou ao
final dessas três situações. Você trabalhou em sua mente o que chamamos de síndrome da
desaprovação dos pais. Há pessoas que sentem um medo inconsciente de alcançar na vida
mais do que o pai alcançou, e o mero desejo de ser próspero vem carregado de culpa.
Outras vezes, o filho sente-se pressionado pelo pai a mostrar-se vitorioso e exatamente por
causa da pesada cobrança ou expectativa patena ele não consegue ser bem-sucedido.
Outros, revoltam-se contra o modelo de vida dos pais mas estão de tal forma
programados por esse modelo que não conseguem fazer nada fora desse sistema de
valores. Com o exercício que acabamos de fazer, você tem condições de observar suas
emoções em três situações diferentes, e dessa forma consegue desfazer amarras no
envolvimento emocional com seus pais em relação à Prosperidade.
“Pobre do papai, que se esforçou tanto por mim... Pensamentos como este vinham à
sua mente enquanto Vanguarda explicava sobre o exercício feito. E vinham associados a
outro sentimento exatamente igual ao primeiro exemplo da síndrome, citado por ele: “Se
eu ficar mais próspero do que ele, vou ter sentimento de culpa...”
Era evidente que Vanguarda lia seus pensamentos mais recônditos, pois interrompeu o
que falava e lhe disse em outro tom:
Isso que você está pensando agora, por exemplo, é um típico pensamento negativo,
outro fator psicológico que é fatal para a Prosperidade. Temos poder sobre o que pensamos, e os pensamentos moldam a nossa realidade; então por que não dar vazão sempre a
pensamentos positivos? Em vez de pensar assim, diga para você mesmo: “Sou mais próspero
do que meu pai, e isso é a melhor homenagem que posso prestar a ele, por tudo de bom que
ele me deu.” E não culpe seus pais, nem ninguém, pelo que você não teve ou não conseguiu,
pois quem determina as condições de sua vida é você mesmo.
—
Muitos são os que querem,
mas poucos são os que acreditam.
Sem crença, é difícil agir
na realização das metas.
—
Mas e se a pessoa tem um karma, de viver pobre, por exemplo, para pagar por erros
de outras vidas?
Vanguarda surgiu na sua frente, com uma expressão furiosa.
- Olhe aqui, se uma vida passada fosse tão importante assim, mais importante que a
vida presente, você estaria vivendo aquela, e não esta!
A falta de dinheiro traz mais problemas
para o Universo do que o excesso.
Deu uns tapinhas no seu rosto e em seguida bateu com a palma da mão na terra,
fortemente. Parecia querer aterrissar Você à consciência da vida mais concreta, em
sintonia com a terra.
- O karma tem a sua função no Universo, a astrologia também, tudo tem sua razão
de ser, mas acima de tudo a manifestação da vida individual baseia-se no llvre arbítrio.
Seu crescimento espiritual está exatamente em conseguir transcender quaisquer desígnios
anteriores, em direção àharmonia plena com a Prosperidade do Universo. Ou você pensa
que este Universo todo foi criado para ser essa pobreza em que a maior parte da
Humanidade está vivendo?
Você ia concordar com um gesto, quando ele pôs a mão no seu ombro com força e
completou a bronca:
- Seria uma verdadeira “sacanagem cósmica” se tudo já estivesse escrito, com um
destino inevitável. Muitas histórias de karmase de cataclismos que se contam por aí não
têm nada a ver com o que de fato é. São maneiras de fugir da realidade, são desculpas
para não se fazer nada. O que importa, mesmo para superar problemas de karma, é viver
bem o aqui-agora. Viver o melhor possível, com amor, felicidade, paz e muita
Prosperidade!
s f\
Prosperidade é uma comprovação da existência divina.
Exatamente quando ele falava em “aqui agora”, o relógio de uma torre próxima deu duas
badaladas. Mais uma vez o tempo das lições de Vanguarda se encadeava perfeitamente
com o presente vivido por Você no dia-a-dia. O velho evaporou tão rápido quanto surgira,
e Você saiu caminhando para o trabalho com a cabeça ainda rodando mas o pé bem firme
no chão.
PSICOLOGIA DA POBREZA
Libertando-se de pesados fardos
A noite, mesmo depois da conversa longa com Vanguarda, algumas preocupações
ficam martelando na sua cabeça, como se o assunto não tivesse terminado ainda. Você já
começa a perceber que os seus pensamentos moldam a sua realidade física, e vai dormir
com uma pergunta difícil de responder:
- Vanguarda me ensinou que a minha vida é, nada mais nada menos, uma
manifestação daquilo que venho pensando. Então, o que tenho pensado que tem feito a
minha vida ser da maneira como é?
Enquanto faz a si esta pergunta, começa a pensar nas suas dificuldades financeiras.
O sono chegando, Você vai se sentindo em um poço escuro, lembra-se da cena de pobreza
que vivenciou no último exercício, depois se vê atolado em dívidas e trabalhando até a
exaustão sem conseguir saná-las. Nuvens densas de um pesadelo estão rondando seu
sonho, quando Você escuta a voz de Vanguarda. Com a vista nublada, no início Você não
enxerga. Mas, à medida que ele fala, as nuvens se dissipam e sua figura se torna mais
nítida.
KAISEN.
Palavra japonesa que significa:
A melhora continua;
Hoje melhor do que ontem, pior do que
amanhã.
- Existem alguns “pesos pesados”, entre os aspectos psicológicos que bloqueiam a
Prosperidade diz Vanguarda. Um dos mais sérios desses pesos é o problema de dívidas.
Se você tem problema de dívida que não está conseguindo pagar, está faltando perdoar
alguém. Perdoar, no caso, não é só uma questão de amor, mas principalmente de
inteligência. Quem mais sai perdendo é quem não perdoa, pois obriga-se a carregar
consigo o peso deste rancor.
—
—
- A quem está faltando eu perdoar? pensa Você.
—
- Na hora em que você descobrir isso e perdoar, eu garanto que o dinheiro aparece e
a dívida se resolve. Dívida é falta de perdão no passado.
A esta altura, Vanguarda convida-o a fechar os olhos. Você escuta uma música
suave e penetrante. O mestre começa a conduzi-lo no exercício, falando lenta e pausadamente.
—Vamos fazer um exercício para resolver uma falha de vingança, que ficou pendente
em sua estrutura emocionaL Imagine que você está em um grande salão, onde vai
acontecer uma festa reunindo todas as pessoas que de alguma forma foram marcantes em
sua vida. Seus pais, irmãos, primos, tios, professores de infância, colegas, amigos,
inimigos, todos estarão nessa festa, desde que tenham tido alguma importância em sua
vida. Quando todos tiverem chegado, ou seja, quando você tiver visualizado cada um
deles em seu pensamento, você vai olhar um por um, nos olhos, com toda a verdade do seu
coração, sem esconder nenhum sentimento que estiver tendo por essas pessoas.
Você concentra-se totalmente no exercício, sabendo que esta oportunidade é muito
valiosa em sua vida. (Faça o mesmo, leitor: aproveite mais esta chance e, depois de ler a
descrição do exercício, feche o livro e pratique-o também!)
É
preferível um pouco de cautela do que muito remorso.
- Depois de olhar no olho de cada um dos presentes continuou Vanguarda, você vai
escolher uma pessoa que teve importância na sua vida e a quem você teria mais
dificuldade, entre todas essas pessoas, de dizer “eu te amo”. Mentalmente, você vai trazer
a pessoa escolhida para o meio da sala. O restante do pessoal vai ficar sentado, assistindo
a tudo, como platéia. E você então vai perguntar ao inconsciente dessa pessoa: “Você me
dá permissão para eu fazer aqui um exercício onde vou me vingar de você, com a
finalidade de beneficiar a nós dois?” Se a resposta for “não”, escolha outra pessoa e faça a
mesma coisa. Se a resposta dessa segunda pessoa continuar sendo negativa, você escolhe
uma terceira.
Se esta também disser ”não”, deixe a conclusão do exercício para outro dia porque
hoje não é dia de você vingar-se de ninguém...
—
—
Você seguiu as instruções de Vanguarda e a resposta da
pessoa escolhida foi afirmativa. Ela, em sua mente, concordou
em participar do exercício.
- Vamos seguir então, já que a resposta foi “sim” disse Vanguarda. Você agora vai
vingar-se dessa pessoa. Só não vale matá-la; você pode bater, xingar, humilhar, fazer
qualquer coisa, menos matar. Mas você tem que fazê-lo de tal jeito que, ao terminar,
todos os que estão assistindo saibam que foi você o vencedor. Então, você vai fazer sua
vingança. Depois que todas as outras pessoas reunidas em sua festa tiverem percebido que
você ganhou, agradeça à pessoa que fez o exercício com você. Isso vai ter um impacto
decisivo em sua vida.
—
—
Você vai concluindo o exercício, com toda calma, aproveitando cada momento,
vendo cada detalhe, ouvindo cada palavra e cada nota musical, sentindo cada sentimento.
Você está cortando amarras que durante muitos anos estiveram prendendo alguns pesos
às suas costas. Ao final do exercício, sente-se muito mais leve do que estava antes, embora
tenha passado por emoções fortes, que Você vinha evitando durante tantos anos.
Vanguarda esperou que Você retomasse completamente das vivências do exercício
da falha de vingança, e continuou:
- Vamos a outras causas psicológicas das dificuldades financeiras entre as pessoas e
da falta de Prosperidade. O medo de perder o amor dos pais é outra dessas causas. Como nós
já vimos no exercício da visita dos pais, os sentimentos negativos que ficam em nós, por
emoções e situações de afeto mal-resolvidas, bloqueiam a Prosperidade, impedindo a
pessoa de ser feliz.
Você examina suas emoções e sentimentos ligados aos seus pais e percebe que alguns
nós ainda existem, bloqueando o livre fluxo da sua energia vital.
- Outro fator, ligado a esse, é a síndrome da falta de afeto prossegue Vanguarda.
Principalmente nas situações em que o pai ou a mãe trocavam carinho por dinheiro. O
filho, pequeno, pede ao pai ou à mãe que o levem ao cinema, ou lhe contem uma história,
ou brinquem com ele, e sempre escuta como resposta: “Não, filho, não posso. Tome aqui
um dinheiro, compre ali uma bala para você”, ou algo assim. O afeto que ele não recebe
dos pais chega na forma de dinheiro. Essa criança começa então a relacionar o dinheiro
com a falta de carinho. Isso poderá ficar associado em seu inconsciente, durante toda a
sua vida, provocando dificuldades tanto financeiras quanto afetivas.
—
—
Você respira, identificando-se com algumas coisas, aprendendo outras, e Vanguarda
segue em suas lições:
—As dificuldades no campo afetivo podem manifestar-se também numa síndrome da
dependência. Tem gente que não ganha dinheiro suficiente porque está sempre precisando
de ajuda, sempre dependendo. Ou seja, precisando sempre depender dos outros.
inconscientemente ou não, quer continuar dependendo financeiramente, para tentar
suprir uma dependência afetiva. Um modo de depender dos outros é precisar sempre de
ajuda financeira. Uma pessoa assim precisa trabalhar sua auto-estima, sua confiança em
si mesmo e no Universo, sua vontade firme de libertar-se dessas amarras para poder
crescer como indivíduo e prosperar na vida.
Não é você que trabalha para o dinheiro.
É o dinheiro que trabalha para você.
Vanguarda sempre acertava no alvo. Costurando em sua mente os detalhes das
lições do mestre que mais lhe tocavam, Você percebia o quanto estivera misturando
emoções mal-resolvidas com suas atitudes em relação a dinheiro. Freqüentemente
precisava pedir dinheiro emprestado para pagar .dívidas, e quando o fazia percebia
sensações que não conseguia definir, mas que estavam ligadas a carências e amarras no
campo afetivo. Percebia também que costumava sentir uma ponta de inveja das pessoas
endinheiradas, como se elas lhe devessem alguma coisa que Você não pôde ter, ou que
ainda não se permitiu desfrutar.
—Outra dificuldade psicológica com a Prosperidade— continua Vanguarda,
adivinhando mais uma vez os pensamentos de Você está no dinheiro herdado. Se você até
agora sentia inveja de quem herdou muito dinheiro, não vai mais precisar sentir. Saiba
que uma das principais causas da consciência de pobreza no mundo é o dinheiro herdado.
Sabe por quê? Porque esse dinheiro vem com uma conotação de morte. A não ser que a
pessoa faça um trabalho psicológico bem feito em sua mente para mudar essa tendência,
costuma existir uma forte associação emocional entre dinheiro herdado e morte.
—
- “O pai constrói, o filho mantém, o neto destrói.” Não é assim que sentencia um
ditado popular? lembra Você.
—
- Exatamente. As pessoas já trazem essas sentenças gravadas no inconsciente. Mas o
principal é a culpa, que a pessoa carrega, de ter recebido aquele dinheiro em
conseqüência da morte do pai, da mãe, de uma pessoa marcante em sua vida afetiva. “Só
recebi este dinheiro porque ele morreu”, pensa o herdeiro, principalmente quando não
recebia suficiente afeto ou dinheiro da pessoa quando viva. E aí procura ficar livre disso o
mais depressa possível. Queima tudo no jogo, na política, em negócios mal feitos, em
vícios, algo assim. Muitos conseguem até manter o dinheiro herdado, mas não têm
Prosperidade. São ricos mas são pobres ao mesmo tempo. Se alguém tomar o dinheiro de
uma pessoa assim, que é rica e não é próspera, ela não tem capacidade para ganhar de
novo o dinheiro perdido, porque nunca soube merecê-lo realmente.
Alguma coisa o convoca a sair do “sono”. Vanguarda não está mais na sua frente. E
a música é substituída por uma insistente campainha de telefone.
Capítulo 10
,
O PARADOXO EXISTENCIAL
Imortalidade enquanto viver
São duas horas da manhã. Você acorda com o telefone tocando. A primeira reação
de Você é não atender. Deve ser engano, como das últimas três vezes pensa. O tocar
silencia por alguns instantes e recomeça, insistente. Você se levanta procurando pelos
chinelos que tinha deixado nos pés da cama. Acha um pé, mas não o outro. Corre para o
telefone na sala e atende.
—
- Alô, 258-4323. Você falando.
- Alô, Você, aqui é tia Maria.
- Olá, tia. Tudo bem? Algum problema?
- Infelizmente sim, meu querido. O seu pai foi levado para o hospital com o
diagnóstico de infarto. Ele está agora na Unidade Coronariana e pediu que você fosse vêlo.
- Está bem, tia, estou indo já. Beijos.
Você põe o telefone no gancho, veste a primeira roupa que acha e, após despedir-se
da mulher que continua sonolenta, sai correndo, procurando por um táxi. Por uma
coincidência, ou talvez sincronicidade, Você encontra um táxi na primeira esquina. Entra
e pede para ser levado ao Hospital São Lucas, que antes era particular mas hoje tem
convênio com o Inamps. Na mente de Você vão passando em flashes os momentos tristes
(muitos) e alegres (poucos) que conviveu com o pai.
Riqueza, como a árvore,
cresce de uma pequena semente.
Você gostaria de ficar em silêncio, mas o motorista está ávido por um bate-papo e
começa a falar sobre um livro que acabou de ler, o best seller O Sucesso Não Ocorre por
Acaso o único livro na vida dele que ele tinha conseguido ler de capa a capa.
—
—
Já leu esse livro? pergunta-lhe.
—
Você responde que não, mas na realidade tinha lido, só que não queria muita
conversa. O motorista começa então a descrever “a diferença que faz a diferença”, entre a
pessoa sem sucesso e aquela bem-sucedida. Comenta quais os ingredientes necessários.
Você faz de conta que está interessado no assunto, mas a sua mente está mesmo é no seu
pai. Será que ele vai morrer?
Chegando ao hospital, Você procura se informar sobre 70 o estado do seu pai e, depois
de muito insistir, consegue a oportunidade de entrar por alguns minutos na Unidade
Coronariana e dizer-lhe um alô.
Você entra apreensivo, sem saber o que esperar. O pai deitado o vê chegar e, num ato
de amor, pisca o olho e acena com a mão que está amarrada à cama por causa do soro que
pinga na veia do braço. Você cumprimenta o pai, sentindo aquele mesmo sentimento de
compaixão que sentiu quando o Vanguarda lhe ensinou o exercício do corte das amarras
onde Você era um multimilionário e os seus pais vieram lhe visitar. Transposto este
sentimento inicial, Você percebe que o seu relacionamento com o seu pai estava diferente,
para melhor.
De repente, num passe de mágica, Você se conscientiza de que, apesar de não ter
gostado de muitas atitudes e comportamentos do seu pai quando criança, era o que seu
pai tinha para oferecer na época. Ele não sabia o que ele não sabia. Uma sensação forte de
sabedoria tomou posse de Você e um novo insight Surgiu na sua mente. Você não pode
mudar o que você não pode mudar. Lembrando-se novamente de Vanguarda, Você se
conscientiza mais urna vez de que o poder está no presente. O passado já passou. O futuro
ainda não chegou. Só existe o aqui-e-agora. O eterno agora!
Você abraça seu pai de urna forma toda especial. Com corpo e alma. Lágrimas
escorrem dos olhos, lágrimas de cura. Olhando bem nos olhos do pai, Você balbucia quase
sem poder verbalizar o que sentia no peito.
- Pai, eu o amo. Eu o perdôo por tudo o que o senhor me fez que não gostei, peço-lhe
perdão por não ter entendido o seu amor e sou grato por sua existência.
Onde existe determinação, a solução será
encontrada.
Dentro do cérebro de Você circulavam palavras sábias de Vanguarda: Gratidão é a
mãe de todos os outros sentimentos.
O pai, também com lágrimas nos olhos e sorrindo, responde com doçura:
- Eu também o amo, meu filho. Você foi, é e sempre será o orgulho de minha vida.
Quando eu não estava presente na sua infância, era porque eu ganhava o pão que
abastecia a nossa mesa. Quando você precisava da minha palavra amiga e eu não a
proferia, o meu coração sangrava por não saber dizê-la. Apesar dos nossos olhos terem
estado distante a maior parte do tempo, os nossos corações estão sempre juntos,
brincando um com o outro. Você está sempre nos meus pensamentos. A sua imagem faz
parte do meu pensar.
Os dois abraçados, chorando, recriando o passado, demonstram mais urna vez o
poder do espírito humano. Milagre em ação. Transcendência em exercício. Um novo
começo onde o Céu é o Limite.
A enfermeira se aproxima e, entendendo o momento, aguarda alguns minutos.
Como se participasse também do processo, celebra com um sorriso o despertar de um
novo relacionamento, fundamental na vida dos seres humanos.
Gentilmente, a enfermeira informa a Você que é chegada a hora de retirar-se da
Unidade Coronariana. Você se despede do pai, entendendo que a Vida é uma seqüência de
até-logos e olás, olás e até-logos. Caminha em direção à sala de espera, tira o maço de
cigarros do bolso e, ao invés de retirar um cigarro do maço, joga o maço e o isqueiro na
lata do lixo. Senta-se no sofá, refletindo nas transcendências que tinham acabado de
ocorrer, e conclui:
- Vale a pena viver!!!
Nisto, surge um médico moreno, olhos castanhos-escuros, de meia-idade, comum
sorriso que provoca covinhas no rosto e faz a face remoçar pelo menos dez anos quando
sorri. O médico toca Você nos ombros e pelo toque, ou talvez pela energia que vem dele,
Você sente que é o Vanguarda quem acaba de chegar, sem nunca ter ido!
Ele senta-se a seu lado e, com um jeito um tanto profissional, começa a conversar e
lhe trazer novos insights.
- A vida é um constante aprender diz Vanguarda.
- Os ensinamentos vêm nas mais variadas formas. No seu caso, foi preciso o seu pai
ficar doente para você entender o seu amor por ele e o dele por você. Você também pode
aprender com a experiência dos outros. Usar a experiência dos outros não só nos faz
economizar tempo como também permite-nos saber antecipadamente o resultado. Um
modo eficiente e eficaz de transmitir conhecimento é através de histórias. Por falar em
histórias, eu gostaria de Lhe contar uma, que pode trazer uma profunda transformação à
sua vida.
—
As palavras de Vanguarda o envolvem completamente,
mistério.
num clima de revelação e
Se você quiser continuar colhendo ovos de ouro, cuide bem da galinha que os põe.
- Numa tribo do Haiti, onde se praticam cultos vodus, o pajé carrega com ele um
crânio humano, uma caveira. Quando um membro da tribo é condenado à morte, o pajé,
num ritual milenar, encosta a caveira na testa do condenado. A partir do momento em
que isto ocorre, o condenado pára de falar, perde a sede, a fome e o sono. Fica deprimido
e morre em 72 horas. Até hoje, todas as pessoas da tribo que foram submetidas a esse
processo morreram. Há alguns anos, três professores da Universidade do Alabama,
Estados Unidos, resolveram desafiar o ritual com a finalidade de demonstrar o poder das
crenças na realidade do ser humano. Depois de muitas negociações e convencimentos, o
pajé aceitou fazer o ritual com os professores, conquanto que eles assumissem total
responsabilidade pelos resultados. O ritual foi feito exatamente como é feito com os
condenados. Dias depois, os professores voltaram para o seu país e publicaram um artigo
sobre a experiência deles com o Vodu e seus praticantes.
Você continuava, em transe, ouvindo Vanguarda contar a história, e imaginando o
que estava por vir. Qual seria a mensagem que ele deixaria codificada na sua estrutura
psicológica desta vez? Vanguarda continuou discursando, como se estivesse dando uma
conferência para um grande público.
- Os membros da tribo morrem e os professores do Alabama não, simplesmente
porque o sistema de crenças é diferente. O membro da tribo, desde o nascimento, foi
exposto à idéia de morte, no caso de o pajé encostar a caveira em sua testa.
Você só fazia confirmar, com um movimento da cabeça, a sabedoria vinda de
Vanguarda. Este, percebendo o ambiente preparado, resolve então transferir para a
mente de Você a Mensagem das mensagens. Pausadamente, continuou a falar:
- Imagine você que o ser humano não precisasse morrer. Imagine que o ser humano
tivesse sido criado para viver eternamente. Mas, como toda regra tem exceção, no começo,
bem no começo da existência humana, as exceções foram ocorrendo, uma seguida da
outra e da outra. Imagine que os homens que presenciavam esses fatos, tal qual as
crianças da tribo haitiana vendo as pessoas morrerem com o “toque mágico” do pajé,
chegaram à conclusão de que a morte era inevitável para todos os seres humanos, fazendo
parte integrante do viver.
Você continuava perplexo com tantos paradoxos e novos paradigmas, tudo isso
comunicado metaforicamente, de uma forma elegante, ao mesmo tempo superficial e
profunda Vanguarda, então, finalmente marca o gol:
- Imagine que você e todos nós, os seres humanos, na realidade possuímos a
imortalidade física. O que ocorre é que ainda estamos todos hipnotizados com a morte e
morremos para confirmação da crença que nos governa!
Você já não entende mais nada. - Que absurdo o mestre está dizendo
Imortalidade física... Ha! Ha! Ha!
—
pensa.
—
Vanguarda chama-lhe a atenção.
- Você precisa deixar que eu complete meu raciocínio antes de tirar suas
conclusões precipitadas. Siga a linha do meu pensamento. O homem, sabendo que vai
morrer, traz consigo o desejo inconsciente da morte. Esta sensação faz parte do seu viver
24 horas por dia. Para morrer, consomese uma tremenda carga de energia vital. Muitas
pessoas, na plenitude da sua força, com uma idade onde conhecimento e sabedoria se
somam, deixam de contribuir para o Universo pensando que a morte se aproxima. Veja o
caso do seu pai, morrendo aos 66 anos, sem nenhuma visão de futuro. O indivíduo, a
sociedade ou a nação sem visão constituem um indivíduo, uma sociedade, uma nação em
perigo. Viva a sua vida de uma forma extraordinária! Tenha uma visão maior que o seu
interesse individual. Acredite na sua imortalidade física (enquanto viver!) e faça deste
planeta um lugar melhor para aqueles que virão depois de você.
Ser pobre é diferente de não ter dinheiro.
Pobreza é um estado de espírito.
E a falta de dinheiro é uma situação temporária.
Ainda mais perplexo, Você absorve como uma esponja tudo o que foi dito. O
conceito de Prosperidade adquire uma nova dimensão na mente de Você. Vanguarda se
despede e deixa nas suas mãos um embrulho violeta, amarrado com uma fita verde. Você
desamarra, abre e, dentro do pequeno embrulho, encontra uma medalha de ouro e unia
placa com os dizeres gravados em dourado:
Intenção sem ação é ilusão.
Ouse fazer e o poder lhe será dado.
Capítulo 11
O ENIGMA DAS RIQUEZAS
O
quanto é real a realidade
E agora? Há alguns dias Você vinha mantendo contatos com Vanguarda e,
principalmente depois do exercício feito àquela tarde, Os bloqueios que limitavam a
Prosperidade não tmham mais razão de ser. Mas aquelas idéias limitadoras estavam
presentes há tempos em sua mente, alimentadas durante tantos anos por seus
pensamentos e atitudes, e Você estava de tal forma acostumado com elas que sentia agora
um espaço vazio, uma lacuna a preencher. Com quê?
Você já dera uns passos iniciais, como que preparando o terreno, e agora sentia-se
num ponto crucial da trajetória: ou seguia avante, imediatamente, ou estacionava no que
já tuiha aprendido e tudo ficava no que era antes, apenas levemente melhorado.
Seguir em frente seria partir da teoria para a prática e tomar-se próspero de fato.
Mas como conseguiria? Quando alcançaria, finalmente, a Prosperidade?
- Agora, imediatamente.
- Hein?
Quando você quiser saber alguma coisa sobre jóias,
não pergunte ao alfaiate. Pergunte ao joalheiro.
1
O menino disse apenas isso: “Agora”. Cábelos dourados e um sorriso brincalhão,
como se estivesse respondendo com essa única palavra às perguntas que Você ruminava
em pensamento, e sumiu por entre as pessoas que formigavam pela calçada no rush
vespertino. Mas não ficou só nisso. Deixou em sua mão um envelope fechado. “Abra
somente em casa” estava escrito no envelope, com letra de criança.
—
“Não é possível, deve ser uma brincadeira, um trote” ia Você dizendo no trajeto de
casa, ansioso para abrir o envelope.
-
Era sexta-feira, ainda bem: daria para descansar um pouco, depois de uma semana
agitada e cheia de surpresas. Mas uma surpresa ainda maior talvez o aguardasse dentro
daquele envelope, O que estaria Vanguarda aprontando dessa vez?
A mulher e os filhos o aguardavam para jantar. O envelope em seu bolso esperava
para ser aberto. Você corre 80 para um banho levando consigo a misteriosa mensagem.
“BILHETE PREMIADO!
VALOR: 1 MILHÃO DE DÓLARES.
RESGATA VEL NA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA.”
- Droga, era só uma brincadeira daquele menino! Você se decepciona quando vê o
pedaço de papel de caderno, escrito em caligrafia infantil. Bilhete premiado, só faltava
essa!
Deixa o papel de lado e abre o chuveiro, censurando-se pela ingenuidade.
—
—
- Como é que pode, um cara como eu ficar tão ansioso por causa de um pedaço de
papel que um menino brincalhão me dá no meio da rua?
Mas os primeiros pingos d’água gotejam nítidos pensamentos em sua testa e Você
tem a exata sensação de estar ouvindo a voz do menino:
- Como você vai se sentir quando tiver 1 milhão de dólares?
(Responda, leitor, entre no jogo, logo de uma vez. Faça de contas que o Você é você
mesmo.)
“Vou me sentir assim, assim, assim” £ começou a descrever mentalmente
(exatamente como você, leitor, escreveu nas linhas acima).
- Então continuava a voz no som do chuveiro—, se você passar a sentir-se assim desde agora,
vai ter mesmo um milhão de dólares.
E começou a rir. A voz do menino e Você.
- É isso mesmo!
—
Berrou. Só faltava sair nu e gritando “Eureka”.
Seus filhos acharam engraçado ouvi-lo cantar no chuveiro daquele jeito. Na melodia
de uma velha marchinha de carnaval, Você improvisava uma letra sem rima nem métrica,
mas cheia de alegres e prósperos significados, que pareciam estar sendo “soprados” para
Você através da água do banho: “A ordem dos fatores! Pensamento e sentimento! Não
altera o produto! Em sua mente”. o refrão, mais animado ainda: “O menino me falou!
Prosperidade! Prosperidade! Agora e já! Prosperidade.”
Enxugando-se, Você pensava:
- Imagine, se eu estivesse mesmo com um bilhete premiado na mão. É sexta-feira à
noite e tenho só uni pedacinho de papel que vai ser trocado por outros pedaços de papel
no valor de 1 milhão de dólares. Nestes três dias, antes da segunda-feira, eu já me sentiria
realmente com aquele dinheiro. Um milhão de dólares!
Segredo da Prosperidade:
O processo de chegar lá
é a qualidade de estar lá.
A marchinha de carnaval tomava-se agora uma ária de ópera: “Um milhão de
dólares...! Tudo em cima, desde já! Éso questao de tempo...
Seus filhos divertiam-se na sala, escutando aqueles berros, sua mulher também ria
mas intrigava-se com a súbita euforia. E Você mesmo amda pensava que estava
brincando de ter um milhão de dólares, até que pegou o papeizinho “premiado” e viu que
nele não estava mais escrito o mesmo que havia antes. Em letras douradas, Você lia agora
outra mensagem:
O processo de chegar lá é a qualidade de estar lá.
Mais surpreso ainda Você ficou quando o papel que estava em suas mãos, logo que
foi lido, desintegrou-se, como se fosse transportado de volta para outra dimensão.
Você ficou contemplando o “nada”. Não o nada da ausência, mas sim o nada da
“presença total” que se identificava com o Todo. Novos insights começavam a surgir na
sua mente. Você percebia estar começando a pensar em mais de uma dimensão.
Capítulo 12
O PROCESSO CRIATIVO
Exercitando ser co-criador
O sentimento da Prosperidade permaneceu nas horas seguintes e em todo o fim de
semana. Alegre, brincando com seus filhos, divertindo-se com sua mulher, conversando
com os amigos, Você experimentava uma confiança interna em tudo aquilo que tinha
vivenciado e aprendido nos últimos dias.
O sábado e o domingo se passaram sem maiores novidades. De vez em quando Você
lembrava-se da história do bilhete premiado e lhe ocorria uma perguntinha atrás da
orelha:
- Como tornar realidade esse sentimento? Como tornar-me realmente próspero?
“Largo, de Vivaldi”. Você não entendia este pensamento solto que piscava em sua
cabeça sempre que aquela
pergunta lhe ocorria. “Largo, de Vivaldi.”
- Tá bom, Largo, de Vivaldi, e daí? Você perguntou
pela enésima vez.
Miracles are Iove in action.
—
a mesma idéia repetiu-se
“Largo, de Vivaldi” foi a única resposta que lhe ocorreu.
—
De modo que, enquanto a famfiia assistia à televisão na noite do domingo, Você foi
procurar entre as fitas e discos o que tinha de Vivaldi, compositor que sua mulher
adorava mas que há muito tempo não ecoava em sua casa. Lá estavam, em uma fita da
coleção “Relax with the Classics “, alguns trechos de Vivaldi no andamento largo, entre
outras composições selecionadas para relaxamento.
—Vamos nessa —murmurou Você, indo para o quarto. Colocou o gravador na
cabeceira, acendeu somente o abajur e deixou-se relaxar.
A melodia suave foi-se introduzindo em sua mente até se misturar completamente
aos seus pensamentos. Quando essa fusão se completou, seus olhos fechados passaram a
ver tudo claro. Sob a luz radiante do sol, Vanguarda estava sentado à sua frente, no cume
de um dos montes que formavam o vale onde, em sonhos, Você já tinha estado algumas
vezes. Mais além do monte, avistavam-se outras paisagens ainda mais bonitas.
Ao mesmo tempo que Você maravilhava-se com tudo o 86 que via, um pensamento
de dúvida se alojou em seu self-talk:
—
Não é possível! Devo estar maluco.
Nesse exato instante as paisagens ensolaradas desfizeram-se em cenários de
tormenta e cataclismos. Tempestades, terremotos, explosões, incêndios, guerras, vulcões
em plena erupção, todo tipo de catástrofe parecia acontecer nos vales ao seu redor. Mas o
velho sorria, impassível. Você resolveu ligar-se apenas no sorriso dele e foi sentindo que,
aos poucos, as tormentas se dissipavam e o Sol voltava a brilhar em toda parte.
Tudo no Universo é assim disse Vanguarda. Uma face positiva e outra negativa,
mas a moeda é uma só. Ávida flui a partir dessa bip claridade. E a grande Consciência
que gerou e gera tudo isso está manifestada em cada um de nós. Cada indivíduo é também
um Criador. Com a estrutura que chamamos de cérebro, podemos fazer uma conexão
entre as duas polaridades e assim trabalhar em sintonia com a Criação. E temos o poder
de criar a nossa realidade.
—
—
- E como conseguimos fazer isso?
—
- Estamos sempre fazendo isso. Sempre estamos criando a nossa realidade, seja ela
positiva ou negativa.
- Mas como passar da tempestade à bonança? Vi isso acontecer agora mesmo. Foi só
o seu sorriso? Basta~ que eu tenha alegria e otimismo para manifestar Prosperidade em
minha vida?
- Calma. Uma das primeiras providências, em muitos casos, é tirar o pé do
acelerador. E prestar muita atenção no momento presente, que é onde reside a
eternidade.
- Mas, como?
- Veja bem; O Universo físico não se cria sozinho. Ébem planejado. E exuberante e
abundante. Quanto mais desenvolvermos nossas capacidades, mais estaremos
sintonizados com a Prosperidade universal. Podemos entrar em contato com essa força
infinita através do hemisfério direito do nosso cérebro, onde há um canal que chamamos
de intuição.
Independência financeira é quando você
nunca faz nada que você não queira,
por dinheiro, e nunca deixa de fazer qualquer
coisa que você queira, por falta de dinheiro.
- A intuição vale mais que a inteligência racional?
-Não é o caso, porque são coisas diferentes. Ela é a porta para percepção de
dimensões que a nossa inteligência ainda não alcança racionalmente mas que poderá
alcançar desde que esteja aberta para a grande mudança deparadigmas que está
acontecendo no tempo em que Você vive.
- E o senhor? Você tinha vontade de tratá-lo com mais intimidade, mas ainda não
ousava.
Vive
em
que
tempo?
Vanguarda
ignorou
sua
pergunta
e
continuou
sua
“aula”.
- Nós mesmos é que determinamos as condições econômicas da nossa
existência no universo físico, inclusive os bens pessoais: seu carro, sua conta bancária, sua
casa, suas condições de bem-estar material. Em nossa mente convivem um pensador e um
provador: o eu que pensa e o eu que põe à prova. O provador que há em nós encarrega-se
provar o que o pensador pensa. Então, a nossa concepção do universo físico, a nossa
maneira de encará-lo, vai determinar a forma de vivermos neste mundo físico. O que
pensarmos que ira acontecer é o que certamente o nosso cérebro e o Universo se
encarregarão de fazer acontecer.
—
O PROCESSO CRIATIVO
INFINITO (FONTE, DEUS, ESPÍRITO)
”
MENTE
PENSADOR
PROVADOR
UNIVERSO FÍSICO
- Isso é Lindo, mas a maioria dos homens acharia muito ilógica essa maneira de
pensar comentou Voce.
—
- Isso tudo transcende em muito a lógica atual dos homens, que ainda usam apenas
5% de sua capacidade mental. Usarlógica numa coisa ilógica é algo completamente
ilógico.
O paradoxo da resposta de Vanguarda fez com que Você se lembrasse da conversa
negativa que houve em sua mente antes daquelas tormentas. Por isso Você perguntou:
- Mas não entendo por que, mesmo depois daqueles exercícios para eliminar a culpa
em relação à Prosperidade, continuei tendo algumas sugestões negativas... Como se
elimina essa conversa interna negativa? O que se põe no lugar das idéias
Limitadoras que desejamos eliminar de nossa mente?
- Entendendo a fundo o processo criativo. Quer ver como se faz?
- Quero.
- Então volte ao seu quarto, vire a fita que está no gravador e sente-se na sua
escrivaninha, para fazer umas anotações.
‘Você abriu os olhos, viu-se de novo deitado na cama, a fita com músicas de
relaxamento já tinha parado de tocar e a TV continuava ligada na sala. Virou a fita e
sentou-se na escrivaninha. Um belo adágio de Albinoni o mantinha no mesmo padrão
mental dos momentos anteriores, e Você começou a anotar no papel algumas frases que
chegavam prontas à sua mente, resumindo noções que já tinha aprendido e acrescentando
outras:
“Tudo no Universo é construído a partir de três unidades básicas. O nosso poder de
criar realidade no Universo pode também ser descrito em três princípios básicos.
As coisas acontecem conforme a sua crença. E a sua crença não é necessariamente a
verdade, mas sim a sua verdade.
Se, por exemplo, uma pessoa fica pensando em velhice associada à doença, à medida
que vai ficando velho vai ficando doente.
A vida que você tem hoje é exatamente a manifestação física do que você tiver feito até
agora, incluindo o que você faz no presente.
Uma parte do que você ganha
é sua para guardar.
2) O princípio das sugestões:
O
eu gostaria?
que eu gostaria de pensar para fazer minha vida ser da maneira que
É fundamental que as afirmações sejam positivas e conjugadas no presente, para
formar a nova realidade em sua mente a partir de agora.
Nesse ponto das anotações, Você passou a ouvir a voz de Vanguarda, suave e lenta,
dentro de seu cérebro. Parou de escrever e percebeu que estava entrando num momento
decisivo em sua trajetória.
Sente-se bem confortavelmente e feche os olhos. Você está tendo a
oportunidade de desenvolver a consciência da Prosperidade em sua vida. Com esse
exercício, você estará registrando na sua estrutura psíquica afirmações que o ajudarão a
ganhar a quantidade de dinheiro que você deseja. Muito mais do que isso, além da parte
financeira o Universo também lhe proporcionará mais saúde e amor.
—
A música e a voz estavam bem no centro da sua cabeça, no ponto entre os dois
ouvidos, tomando-se parte de Você.
Torne sua respiração mais profunda e rítmica, sentindo-se mais relaxado, e
sua energia vai ficando mais balanceada. Continue respirando lentamente e sentindo-se
relaxar cada vez mais. Agora concentre-se em cada parte do seu corpo, uma parte de cada
vez, desde o dedão do pé direito até o topo de cabeça. Sinta-se o quão relaxado você está.
—
Você percebeu que, nesse momento, a preocupação e a ansiedade haviam
desaparecido de sua mente. A voz continuou soando dentro de Você:
Sua mente começa a imaginar um lugar favorito, que você conhece, ou um lugar
que você cria na sua mente. Imagine-se nesse lugar. Veja, ouça e sinta o que aí existe. E
repita mentalmente, três vezes, cada uma das mensagens seguintes, lentamente, bem
concentrado no que está dizendo para si mesmo:
—
(Aproveite essa chance valiosa, leitor. Leia de novo os parágrafos acima, se for
preciso, e entre em sintonia com este exercício. Siga exatamente as instruções de
Vanguarda e ouça a sua voz, dentro do seu cérebro, lendo essas frases. Lembre-se: repita
mentalmente três vezes cada frase!)
Para poder fazer mais vezes o exercício que lhe chegava à mente, Você começou a
anotar as frases, além de repeti-las em pensamento:
- Eu mereço ser próspero e rico.
- É justo que eu seja pago para me divertir.
—Minha conexão pessoal com a inteligência universal éo bastante para me proporcionar uma
enorme fortuna.
—Eu (diga seu próprio nome, leitor)mereço ser próspero e rico.
- Você (diga seu nome)merece ser próspero e rico.
- Ele (diga novamente o seu nome) merece ser prós pero e rico.
- O dinheiro é meu amigo.
- Tão-somente o fato de eu estar presente produz resultados maravilhosos.
—Meu bem-estar não tem nada a ver com meu sucesso financeiro.
- Eu perdôo meus pais e o obstetra pela dor que causaram no meu nascimento. Eu reconheço o
amor deles por mim e o meu por eles.
- Eu agora estou querendo ser bem-sucedido.
- Eu gosto de mim mesmo, portanto eu gosto dos outros.
- Eu perdôo meus pais pelo modo como eles me trataram.
—Eu mereço o amor, independente de ser bem-sucedido ou não.
- Minha riqueza contribui para minha liberdade, e a minha liberdade contribui para a minha
riqueza.
- Eu agora estou certo de que existe o bastante para mzm.
- O meu ganho é maior do que as minhas despesas.
- Todo o dinheiro que eu gasto volta para mim, multiplicado.
- Uma parte do que eu ganho é meu para guardar.
- Todo dia o meu ganho aumenta, independente de eu 94 estar trabalhando, brincando ou
dormindo.
- Todos os meus investimentos são lucrativos, em dinheiro ou em experiências valiosas.
- Eu elimino a escassez da minha vida.
- Eu compartilho minha Prosperidade com os outros.
-
Ame o que faz e dinheiro surgirá.
Com essas mensagens impregnadas em seu inconsciente, Você começa a imaginar
como as coisas estão melhorando em sua vida.
A música continua ajudando seu pensamento a conduzir-se por idéias e sentimentos
positivos. Você põe-se a imaginar e vivenciar situações de Prosperidade, implantando-as
firmemente em seu cérebro. Daí para o universo fisico, será um passo.
—
O uso diário dessas declarações lhe trará grandes benefícios, tanto pessoais quanto
profissionais* disse a voz interna. Faça todos os dias este exercício, se possível ao
acordar, ou na hora que lhe seja mais conveniente.
- E posso acrescentar outras frases, criadas por mim mesmo? pergunta Você.
—
—
—
*Se você tiver interesse em adquirir uma fita com todas essas mensagens gravadas,
telefone para o Sintonia, em SP: Tel.: (011)231-5374 / 258-4323
- Pode, se quiser, desde que sejam sempre no presente do indicativo e sempre
positivas. Ou seja, evite dizer: “Eu não quero ser pobre:; diga: “Eu sou rico “.
The safest way to double your money
isto fold it over once and
put it in your pocket.
(Kin Hubbard)
Abrindo os olhos, ainda ao som da música, Você vai se sentindo calmo, relaxado e
próspero. Mas lembra-se de que Vanguarda havia anunciado três princípios. A aula,
puxada, não tinha terminado ainda. Pegou a caneta e esperou vir:
“3) Princípio de finalidades e objetivos:
Meta é diferente de objetivo ou finalidade. A meta é uma etapa em direção a um
objetivo maior, a uma finalidade na vida. É fundamental que saibamos a nossa finalidade
de vida, para podermos traçar nossas metas. Se eu alinhar minhas metas de acordo com
minha finalidade de vida, o Universo passará imediatamente a conspirar a meu favor. Se eu
fizer esse alinhamento no campo da Prosperidade, nunca mais os problemas financeiros
existirão no meu universo físico.
Descobrir minha finalidade de vida é passar a saber a razao da minha existência neste
planeta. Para que eu saiba que caminho seguir, é fundamental saber aonde quero ir. Essa
questão deveria ser colocada desde a escola primária: ‘Qual é a sua finalidade na vida?’
Se todos procurassem saber a sua finalidade neste planeta, certa-mente a situa çJo da
Humanidade estaria muitíssimo melhor.”
- Mas como se descobre isso? pergunta-se Você, interrompendo a escrita. Como
posso descobrir, sem me enganar, qual é a minha finalidade na vida?
—
—
A resposta vem logo, na voz interior, pedindo a Você que se relaxe novamente,
concentrando-se em mais uru round dessa maratona de autoconhecimento em direção
àProsperidade.
- Escute seu inconsciente, entre em contato com suas verdades mais íntimas.
Procure, dentro de você, perceber a resposta a estas perguntas:
O que você mais gosta de fazer?
O que mais sabe fazer?
O que você almeja realizar nesta vida?
Depois de responder a estas perguntas, procure definir seu objetivo, sua finalidade
de vida. Não se limite a conquistas pequenas, alcançáveis com certa facilidade. Estabeleça
um de, algo que possa fazer com que objetivo realmente orando você se sinta plenamente
feliz e vitorioso.
____
Terra permanece do mesmo tamanho.
A população cresce.
Portanto, imóveis sempre serão
um grande investimento.
- Mas e se, mesmo assim, eu não conseguir saber qual é a minha finalidade na vida,
ou não tiver certeza dela? perguntou Você. O que faço?
- Escreva. Aí vai uma receita simples e poderosíssima.
—
—
Leve um copo d’água para a cabeceira da sua cama. Beba a metade da água antes de
dormir e, ao beber, pergunte a si mesmo:
- Qual é a finalidade da minha vida? Qual é o meu objetivo nesta vida?
Na manhã seguinte, beba a outra metade fazendo de novo as mesmas perguntas. Faça
silêncio em sua mente alguns instantes e a resposta virá.
META
AÇÃO
REALIZAÇÃO
CRENÇA
- Isso é mágica? É crendice? Simpatia? Não, nada disso. Toda tecnologia
sofisticada, quando em uso, parece mágica. Esta é uma técnica científica da Programação
Neurolingüística, que chamamos de ancoragem. No fundo, é uma técnica muito simples,
baseada no princípio do estímulo/resposta: toda resposta corresponde a um estímulo.
É simples, mas não é fácil
—
disse Você, citando uma frase que leu recentemente.
Mas vale a pena saber respondeu de pronto a voz dentro de Você.
—
E uma meta? Como definir?
—
—
—
A meta é cada etapa do trabalho que você pode fazer para construção do seu
próprio destino. Ela pode ser financeira, fisica, profissional, familiar, mental ou espiritual.
Existem diversos tipos de metas, mas é fundamental que não se restrinjam a um ou dois
desses aspectos, porque é preciso que todos eles estejam bem balanceados em nossa vida.
Além disso, a meta precisa ser específica: você tem que definir exatamente o que pretende
alcançar, para que seu cérebro possa trabalhar por isso, em sintonia com o Universo.
Precisa também ser datada: a meta só vale se tiver uma data para acontecer. E deve ser
planejada, porque você não acorda de repente no último dia do prazo com a meta
realizada: deve-se trabalhar por ela a partir de agora, desde o momento em que ela é
firmada.
—
- A finalidade de vida, então, é mais a longo prazo, e mais abstrata do que a meta?
- É. Ela é mais ampla e mais espiritual. É a finalidade para a qual devem dirigir-se
todas as suas metas. Qual é a sua finalidade devida? Responda esta pergunta para você
mesmo e siga, confiantemente ativo, a caminho dessa finalidade.
BIBLiOTECA PUBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO
A voz interior foi ficando mais tênue e a música da fita chegou ao fim, fazendo-o
sentir que as instruções daquele domingo estavam terminando.
Ainda na escrivaninha, Você abre a agenda, na página do dia em que tinha estado
com Vanguarda em sonhos pela primeira vez.
“Aumentar receita em 100%.”
Há quase uma semana Você tinha escrito essa meta em sua agenda e no entanto
ainda não sabia claramente como conseguir realizá-la. Percebeu então que faltava um
detalhe importante. Completou a frase:
“Aumentar receita em 100% dentro de seis meses.
E anotou na página do dia seguinte, segunda-feira:
“Primeiro dia da nova fase.
Cumprimento da meta.
Providências de hoje:”
Capítulo 14
O SEGREDO DA ABUNDÂNCIA
Acelerando o ritmo
A segunda-feira foi, de fato, rica em novas atitudes e providências. Você acordou
mais cedo e foi para o trabalho decidido a aprofundar sua posição naquele projeto que
gerou a divergência com seu chefe. Daria razão a ele, se chegasse a essa conclusão, mas
tinha certeza de que não estava enganado em seu feeling.
Não fugiria do assunto. Pelo contrário, estudaria melhor o projeto e procuraria o
chefe para expor a ele, abertamente, suas sugestões.
Quando começou a examinar o caso e anotar suas idéias, antes que as tarefas
daquele dia ficassem mais intensas, viu que os pedacinhos de tempo no expediente normal
não seriam suficientes. Logo que percebeu isso, teve uma idéia e resolveu bancar. Foi falar
com o chefe.
Estou com algumas idéias em relação àquele projeto que discutimos na sexta-feira,
e quero Lhe pedir autorização para dedicar-me somente a esse assunto hoje e amanhã.
Preciso estudar direito alguns pontos. Tenho certeza que as idéias serão úteis à empresa.
O senhor autoriza?
—
Era tudo ou nada. O chefe estava mesmo atravessado com Você e, se as idéias não
fossem muito boas, ele teria um bom motivo para afastá-lo. Se fossem boas, a empresa
sairia ganhando e ele ficaria com o mérito de tê-lo incentivado a discutir o projeto.
O valor do dinheiro é determinado pelo
comprador e pelo vendedor em cada transação.
Durante todo aquele dia, Você trabalhou no projeto, aplicando nele as idéias que
Vanguarda estava lhe ensinando. Traçou um perfil da empresa e um objetivo grande,
ambicioso. Definiu metas elevadas. E começou a criar propostas ousadas para uma
mudança de paradigmas na empresa. Sua intuição estava a mil. O dia passou rápido e,
quando o expediente acabou, seu chefe foi conferir como estavam indo as coisas.
- Tá andando, tá andando di~e Você, não querendo ainda entrar em detalhes e
guardando na pasta as folhas de papel com todas as anotações feitas durante o dia. Vou
levar para desenvolver um pouco mais em casa e amanhã, logo que terminar, mostro ao
senhor. Tudo bem?
—
—
- Tá 0K disse ele, curioso. Até amanhã, então.
—
—
Tanto na sua vida pessoal quanto no trabalho, os acontecimentos estavam em franca
efervescência. Mas Você sentia que ainda faltavam alguns elementos para ter uma
compreensão mais ampla sobre a Prosperidade e seus segredos.
Trabalhou um pouco mais as suas propostas, que eram no mínimo ousadas: uma
guinada radical da empresa no mercado, em direção à liderança em sua linha de
produtos. Mas o sono veio cedo: ou Você estava cansado, ou alguém o convocava para
mais um turno de treinamento intensivo. Ou os dois motivos.
Depois de quatro horas de sono veio aquela imagem que Você nunca mais vai
esquecer. Você está no vale e percebe, com os sentidos aguçados, o brilho do Sol vibrando,
em seu corpo e em tudo o que é por ele tocado, direta ou indiretamente. Os raios têm som,
um som contínuo e fértil; em si eles trazem todas as cores; e giram em ondas espirais, que
formam infinitos círculos dourados.
Você olha para o Sol e, como se embarcasse na sintonia de seus raios, vê uma roda
girando. Nesse giro dourado Você vê o dia e a noite, feminino e masculino, yin e yang,
noite e dia, frio e calor. Percebe então que cada círculo desses é formado por duas ondas,
em sentidos opostos e complementares. Energia indo e vindo. Vida pulsando. De um lado,
doando. De outro, recebendo, em movimento contínuo.
Você percebe no círculo as quatro estações verão, inverno, outono, primavera e os
quatro elementos fogo, água, terra, ar E lê quatro palavras gravadas nele:
—
—
—.
AGRADECENDO / DECLARANDO / ARRISCANDO / SOLICITANDO.
—
Está olhando extasiado quando sente que alguém toca seu braço.
seu lado.
É
Vanguarda, a
- Agradecer, declarar, arriscar, solicitar. O movimento da Roda da Abundância em
todo o Universo e na nossa vida individual é impulsionado por essas quatro atitudes. Se
soubermos equilibrar, em nossa vida, as quatro formas de ação, estaremos sintonizados
com a Abundância.
—Quer dizer que cada um de nós participa diretamente da criação da abundância
universal?
- Cada um de nós, a cada momento, está recebendo, processando, recriando e
emitindo energia vital. E quem consegue sintonizar seu movimento individual com o
movimento do Universo, vive em abundância.
- Mas como? perguntou Você. E as pessoas que têm pouquíssimos recursos
materiais, ou mesmo nenhum?
—
—
Toda riqueza é criada pela mente humana.
Prosperidade e Abundância não são dons somente materiais. Eles se manifestam no
universo físico mas existem em todas as dimensões do Universo, em todos os planos. Então
elas não podem ser medidas pela quantidade de bens materiais, e sim pelo estado de
espírito de cada indivíduo, de cada ser vivo.
—
- E o estado de espírito muda a realidade física?
- Muda. Sabe como? Através dessas quatro ações.
Sobre uma delas nós já conversamos: a ação de declarar. Mas nem toda declaração
cria realidade. Por exemplo: “Se eu tivesse dinheiro, eu faria o que gente rica faz e agiria
como rico...” Não é assim. Declare positivamente para si mesmo e para o Universo o que
você deseja ser. Faça da declaração uma realidade na sua vida presente, e não uma
promessa para o futuro.
- Eu declaro ser próspero!
- Isso mesmo. Exatamente assim. Declarando, você cria algo no Universo, inclusive
abundância. “Declaro viver num Universo abundante.” Faça sempre esta declaração para
si mesmo, e o Universo lhe dará abundância.
- Declaro viver num Universo abundante!
- Declaração cria realidade comenta Vanguarda. Você está lembrado quando você
e sua noiva foram se casar? O casamento passou a existir quando vocês foram declarados
marido e mulher, não é verdade?
—
—
- Eu declaro ser feliz e saudável. continuou Você, exercitando-se nas declarações
positivas.
—
- Outra ação fundamental em nossa vida é o solicitar;
- continuou Vanguarda. A criança pede, até receber, mas o adulto tem vergonha de
pedir. Quando se pára de pedir ao próprio Universo, a Prosperidade toma-se impossível.
Um dos casos de desequilíbrio na Roda da Abundância é o ladrão, que nem pede, porque
acha que não vai conseguir o que quer, a não ser roubando.
—
- A oração religiosa é uma forma de pedir ao Universo?
- É. Existem muitas maneiras de se pedir, ao outro e ao Universo. Algumas orações
têm grande poder vibratório, mas nada impede que cada um desenvolva a sua forma de
solicitar ao Universo. Outra ação que impulsiona a Roda da Abundância é o arriscar.
Quanto mais você pratica,
mais sortudo você fica.
- Arriscar é não ter medo?
- Arriscar é superar o medo corrigiu Vanguarda. Arriscar é quando você não tem
idéia do resultado final. Sabendo o resultado, não é arriscar, não é coragem. Coragem é
quando não se sabe o que vai acontecer. É fazer alguma coisa arriscada, apesar do medo.
Se não tem medo, não é coragem.
—
- Toda vez que você arrisca, o Universo conspira a seu favor?
- Quando você põe a sua energia para fora, realizando coisas, arriscando-se, doando
um pouco da sua capacidade de realização, o Universo aplaude e retribui. E também é
fundamental retribuir ao Universo. Agradecer. Quem agradece ao Universo está dizendo
ao seu próprio cérebro que tudo está indo bem, e o Universo toma as providências para
que essa realidade se manifeste. Aproveite alguns momentos do seu dia (mesmo que sejam
poucos segundos, mas que seja todo dia) agradecendo pelo que você tem e gostaria, e pelo
que não tem e não queria mesmo ter. O cérebro recebe esse feedback e realmente a
Prosperidade. A maioria das pessoas reclama do que não tem e gostaria de ter, ou do que
teve e deixou de ter. Falta gratidão no Universo.
Vanguarda, percebendo que Você se encontrava completamente atento ao que ele
dizia, resolveu arriscar e sofisticar o nível de questionamento.
- Diga-me, Você: o que é que você não tem e nem sabe que gostaria de possuir?
Você não tem resposta, mas entendeu a profundidade da pergunta e promete refletir
sobre ela.
A conversa continua, substancial. Você retoma o fôlego e pergunta ao mestre
Vanguarda:
- A velocidade da Roda influi no seu resultado e em nossa vida?
- Dependendo da velocidade com que ela gira, você vai ter abundância na vida. E
essa velocidade pode ir aumentando indefinidamente. Não só na vida individual, mas
também nas instituições econômicas humanas, no governo e nas empresas, isso acontece.
O que a Bolsa de Valores de Nova York faturava em doze meses há cem anos, atualmente
não daria para pagar a conta telefônica de um dia!
- Quer dizer que toda a Economia depende desse movimento?
- Exatamente. A recessão, por exemplo, é uma grande queda na velocidade da Roda
da Abundância. E um fenômeno linguístico. Ninguém compra, ninguém vende, até a roda
parar. Aí começa a rodar de novo, e se as pessoas começam a duvidar do poder que têm
para movimentar a Roda, aí vem 108 a recessão de novo.
A banker is a fellow who Iends his umbrella when the sun
is shining and wants it back the minute it begins to rain.
(MarkTwain)
Esses problemas econômicos, individuais ou coletivos, dependem sempre do modo
como nós participamos do movimento da Roda da Abundância?
No Brasil, a Roda da Abundância está quase parando. Aí, culpam-se as
circunstâncias. É a falta disso, é a falta daquilo, é o clima, é o governo, é a má-vontade de
certos grupos, é o boicote de outros, é o atravessador, são os comerciantes, são as estatais,
são os corruptos, são os expioradores, é o dum ping, é o chuchu, é o tomate, é o dólar, é o
petróleo, são os juros da dívida externa, é o atraso tecnológico, é a Constituição, é o
Congresso, é a falta de consciência do povo, são os empresários, é a crise internacional e
por aí afora. Na crise de 1929, nos Estados Unidos, o dinheiro sumiu da mão de muitos,
mas não deixou de existir. O que aconteceu? Concentrou-se na mão de poucos. Quais estes
poucos? Os que acreditaram na Prosperidade.
—
Sofrer ou não os efeitos da Economia do país ou do mundo perguntou Você
depende de cada pessoa?
—
—
—
—Cada um de nós decide se quer participar ou não da recessão, ou mesmo da
inflação. A palavra CRISE, por exemplo. Em chinês, o ideograma que representa essa
palavra, CRISE, é formado por dois simbolos, que significam PERIGO e
OPORTUNIDADE. Ou seja: o primeiro significado implica diminuir a velocidade da
Roda da Abundância; e o segundo é aumentar essa velocidade. Isso não é incoerência. E
paradoxo. Sugere um equilíbrio entre os dois movimentos. Durante a CRISE, você tem
que aprender a cortar o S da palavra e colocá-lo adiante, ficando CRIE $ : crie dinheiro!
—
E dá para todos ganharem, ou para que um prospere é preciso que outros fiquem
pobres?
- O Universo é inteligente. Tudo funciona direitinho, sem engarrafamento de
estrelas ou trombadas de planetas. Foi criado para todo mundo ganhar, desde que você
entre em contato com as leis universais e as siga. Ou seja, desde que você esteja em
sintonia com o equilíbrio do Universo.
- Por que os economistas não conseguem resolver os problemas econômicos?
- Porque só se ligam na dimensão humana e não levam em conta as leis universais.
Não adianta ir contra uma lei, como a da gravidade, por exemplo. Seria uma pretensão
insana... Do mesmo modo, temos leis universais que são traduzidas de maneiras diversas
pelo conhecimento humano. De uns tempos para cá, o conhecimento foi fragmentado em
mil subdivisões que procuravam entender a existência vendo apenas a partir de um ponto
de vista especializado. A Economia é uma dessas subdivisões do conhecimento, que se
torna uma visão limitada, parcial e tecnocrática quando se distancia das outras áreas do
conhecimento humano. Economia não é só a circulação do dinheiro e das mercadorias
mas também, de forma bem mais ampla, todo o sistema auto-regulador deste planeta em
que vivemos e suas relações com o Cosmo.
- Por que o dinheiro é motivo de tanto desequilíbrio e desarmonia?
- Porque reflete o nosso desequilíbrio na relação com os outros e com o Universo.
Muita gente encara o dinheiro e os negócios de forma hostil, como se vivessem numa
guerra constante. Há situações de hostilidade muito comuns, que muitas vezes nem
percebemos, como a do pai que fala para o filho: “Nunca aceite dinheiro de amigos, porque
aos amigos a gente nJo cobra.” Aí vem a mãe e diz ao filho: “Nunca aceite dinheiro de
estranhos.” O que sobra, então? Só inimigos. Fazer negócios torna-se uma ação entre
inimigos. As relações no trabalho também sofrem dessa síndrome do parceiro inimigo.
Você sente culpa quando recebe o seu dinheiro. A amizade com seu chefe começa a
incomodá-lo. Você briga com o chefe para ficar sem culpa. E vai, de emprego em
emprego, brigando, até que sobram somente inimigos, para você tentar ganhar dinheiro
deles...
Você pensou no seu trabalho e isso o fez acordar. Eram cinco horas da manhã neste
lado do Universo e oSol estava para nascer. Você levantou-se para trabalhar no projeto,
aproveitando as inspirações da longa conversa com Vanguarda.
Capítulo 15
GANHANDO E MERECENDO
Riqueza ao alcance de todos
No escritório, aproveitou toda a manhã para fechar as
linhas gerais do seu projeto e apresentou suas idéias ao chefe, que levou um
susto.
Mas... o que você está sugerindo é uma mudança total na maneira de
trabalharmos, desde a concepção dos produtos até a comercialização! Nossa
empresa levou anos para conquistar e manter a posição que desfruta no
mercado, ainda estamos subindo, e você acha que vamos dar uma guinada
deste tipo?
—
- Enquanto é tempo.
—O quê??
- Se não mudar agora enquanto estiver subindo, vai ser muito mais difícil
e demorado mudar depois, quando estiver caindo.
Seu chefe pediu para analisar suas idéias com mais calma. Talvez as
mostrasse à Diretoria. Seria, no mínimo, uma boa oportunidade para
crucificá-lo.
Dinheiro é abundante
para aqueles que entendem
as leis que governam
sua aquisição.
Você voltou para sua mesa excitado com os últimos acontecimentos. Parecia sentir a
Roda da Abundância girando no seu cérebro.
- Andando com calma se chega mais rápido. Vamos devagar, porque estamos com
pressa!
A caminho do almoço, Você logo reconheceu aquela voz, na calçada cheia de gente.
Vanguarda estava de temo, bastante diferente da forma como geralmente se apresentava.
Você estranhou.
—De temo? Andando pelas ruas da cidade?
- São muitas as dimensões no Universo, e nos sintonizamos melhor com cada uma
delas quando nos vestimos e agimos de forma harmoniosa com as pessoas. Em Roma, faça
como os romanos.
Para Vanguarda, era tão tranqüilo estar ali no burburinho do centro da cidade
quanto naquele vale paradisíaco. Era como se trouxesse o vale consigo, o riacho cristalino
em suas veias, a luz do Sol radiando em seu rosto.
- Tem contado seu dinheiro todos os dias, para fazer mais amizade com ele?
- A roda está girando tão rapidamente que nos últimos dois dias até me esqueci disso
confessou Você.
- Mas lembre-se de manuseá-lo com carinho e de contá-lo mais de uma vez por dia...
É bom lembrar-se dos amigos, sempre. E o dinheiro pode ser um grande amigo nosso, em
qualquer dos seus quatro movimentos.
- Que movimentos?
- Os movimentos básicos que fazem vigorar as Leis da Riqueza
Vanguarda.
—
respondeu
- Leis da Riqueza? Como são essas leis?
- Elas são simplesmente um modelo, para dar referências à nossa mente, assim como
aquelas palavras que você viu na Roda da Abundância. Muitas leis da Ciência são, na
verdade, modelos que orientam nossos conhecimentos durante uma determinada época,
até que sejam substituídos por outros modelos, mais sofisticados. O principal, em um
modelo, é que ele seja útil; sua verdade é sempre relativa.
- Como assim? O que tenho visto naquele vale e nas suas instruções são também
modelos?
- São formas traduzidas por sua própria mente, de realidades multidimensionais que
sua consciência humana ainda percebe de modo muito parcial: —explicou ele,entrando
com Você no restaurante e, desta vez, fazendo um pedido ao garçom, normalmente.
- Átomos, prótons e nêutrons continuou Vanguarda. Todos nós aprendemos na
escola os nomes destes elementos mínimos da matéria, conforme o modelo formulado por
Niels Bohr, que foi unanimidade no conhecimento científico das últimas décadas. Hoje, na
Física Quântica, o modelo de Niels Bohr não faz mais sentido. Mas baseado nele é que o
homem foi à Lua. Isso significa que o que ele fez estava errado? Não. Ele criou uru
modelo, a partir do qual a Humanidade foi conduzida para a frente.
—
—
Imagination is more important than
knowledge.
(Albert Einstein)
- Nas outras ciências também acontece assim?
- Assim é em todos os modelos científicos e filosóficos. As teorias de Freud, por
exemplo: o inconsciente já existia antes de Freud teorizá-lo? E hoje, existe? Não sei, mas
sua teoria teve utilidade para uma série de avanços no conhecimento humano.
- Mas e as leis da riqueza? insistiu Você.
—
- Ganhar, gastar, economizar e investir. Estes são os quatro movimentos básicos do
Círculo da Abundância. Seremos mais prósperos na medida em que vivermos esses
movimentos em equilíbrio e sintonia com as leis universais do Universo. Quer que
explique um por um?
- Claro que quero!
- Mas por enquanto só vou lhe falar um pouquinho dos dois primeiros. Em outro
momento, depois dessa etapa que você está vivendo atualmente, a gente aprofunda os
outros dois.
- Então tá respondeu Você, curioso pelas novas revelações de Vanguarda.
- Primeiro vem a lei do ganhar explicou. O equilíbrio com esta lei está em ter uma
renda suficiente para não precisar ficar se preocupando com dinheiro e poder fazer
outras coisas importantes na vida.
—
—
- E como se consegue isso?
- Antes de tudo, com a mente. Toda riqueza é criada pela mente humana. E com a
vontade firme. Ë mais fácil um mosquito entrar na sua boca do que você topar na
Prosperidade sem ter pensado nela. Mas há alguns mitos em nossa mente que atrapalham
bastante a sintonia com essa lei.
- Quais são esses mitos?
- São muitos, mas posso dizer alguns. Trabalhar muito é a causa da riqueza, por
exemplo.
- E isso não é verdade?
- Não, isso é um mito. Muitas pessoas deixam-se ficar tão ocupadas, trabalhando,
que não têm tempo nem para ganhar dinheiro. Trabalhar, só, não traz riqueza, O que
traz riqueza é pensamento abstrato, são as idéias mais amplas, ousadas e sutis.
- Quer dizer que boa parte dos meus esforços de trabalho, até agora, foram em vão?
- Foram, pelo menos até antes de começarem essas nossas conversas sobre
Prosperidade. De uns dias pra cá você vem melhorando a pontaria...
—Como? O que vai acontecer?
- Você verá. Bom, outro mito é a crença de que não é correto divertir-se e ser pago por
isso. Muita gente pensa que trabalhar só no que se gosta não dá dinheiro. Quem tem
coragem de dedicar sua energia ao que mais gosta, com o intuito de alcançar a
Prosperidade, chega lá. Quando alguém se propõe a dar esse salto, cobrando em dinheiro
para praticar o seu hobby preferido, o Universo coloca-se ao seu inteiro dispor.
- É mesmo? E por que às vezes esse tipo de aventura não dá certo?
- Por que no íntimo a pessoa continua duvidando, com culpa de estar se divertindo e
querendo ganhar dinheiro ao mesmo tempo. Outro mito é o de que a ocupação correta é
segredo do sucesso financeiro. Muitos dizem: “Ah, eu não tenho a profissão certa. Se
tivesse...” Outros desculpam-se assim dos seus fracassos: “Ah, eu não tenho estudo...” Isso
é um erro, uma crendice.
- Mas não é importante fazer o que se gosta?
- Mito mais importante é gostar do que se faz.
- Isso não é incoerente com o que você falou sobre trabalhar divertindo-se?
‘Ir
- É apenas um paradoxo. A vida está cheia deles...
Você não entendeu muito bem mas preferiu puxar a conversa adiante, para que o
tempo do almoço rendesse o máximo de novos ensinamentos.
- Certo. E que mitos existem mais?
- Outro mito muito comum é: Boa formação garantirá sucesso financeiro. Se
formação intelectual fosse causa de riqueza, os professores universitários seriam, quase
todos, milionários. Entretanto, nos Estados Unidos há muitos desempregados com Ph.D.,
nas filas de seguro-desemprego. Por outro lado, outros homens brilhantes fizeram
grandes fortunas e contribuíram com grandes avanços para a Humanidade sem terem
passado das primeiras séries escolares, como Thomas Edson e Henry Ford.
- A formação superior pode atrapalhar, então?
- Em alguns casos pode: se a pessoa desviar-se dos seus reais interesses e talentos.
Conheço pessoas que poderiam realizar-se trabalhando em lanchonetes ou oficinas, por
exemplo, mas que, para darem satisfações aos pais ou à sociedade, ostentam na parede
diplomas de profissões para as quais são totalmente inaptas.
Acceptance (of self) is
the foundation of receiving.
- Existem outros mitos assim? perguntou Você, para saber se estava enquadrado
em mais algum.
—
- Tem gente que afirma: Não há riqueza suficiente para todos. E muitos raciocinam
assim: “Se eu ganhar muito dinheiro e ficar milionário, outros vão ficar pobres por minha
causa.” Isso não é verdade. Quanto mais rico você for, mais rico fica o Universo. Outros
mitos nós já comentamos antes, quando falamos das crenças que limitam a Prosperidade,
como “dinheiro é sujo”, “dinheiro não cresce em arvores e outras crendices arraigadas na
pobreza das pessoas.
- E a lei do gastar? atalhou Você, porque o almoço tinha terminado.
—
- Pague minha conta que eu te explico no caminho... disse o velho sábio, com um
sorriso matreiro. - Você vai me pagar o almoço não porque eu não tenha dinheiro, pois eu
tenho e muito, mas sim como uma oportunidade para você praticar a generosidade. Sabe
a diferença entre caridade e generosidade?
—
- Não. Qual é? a cada momento Você se deparava com um novo desafio, proposto
por Vanguarda, à sua capacidade de fazer distinções.
—
- Daqui a pouco eu lhe explico
—
disse ele.
—
Não só a diferença, como também a
importância de saber distinguilas e de praticar tanto uma quanto a outra.
Capítulo 16
GASTANDO PARA COMPARTILHAR
Multiplicando recursos
—Quanto é este relógio?
perguntou o velho a um camelô de produtos
“importados”, na calçada em frente ao restaurante.
—
- Dez dólares disse o camelô, versado no câmbio da moeda americana.
—
De novo a mesma pergunta, desta vez numa joalheria, ante um Rolex.
- Cinco mil dólares disse o vendedor.
—
- Está vendo? comentou o velho, colocando no pulso o Rolex recém-adquirido. A
utilidade é a mesma, só que este, talvez um pouco melhor tecnicamente, é muitíssimo mais
valioso, porque, mais que um simples relógio, é uma jóia.
—
—
- A lei do gastar é por aí?
- Esse é um dos aspectos. Os preços são arbitrários. Dependem sempre de um acerto
entre as duas partes que negociam. O valor do dinheiro é determinado por quem compra
e por quem vende, e não pelo produto em si. Tudo no universo físico é negociável. Por
exemplo, quer fazer um negócio comigo?
—Bem... que negócio?
- Você carrega consigo uma nota de um dólar como talismã, não é?
- E, carrego sim respondeu Você, percebendo que aquele episódio da nota
encontrada no chão já tinha sido coisa do Vanguarda.
—
- Eu te proponho trocar esse seu dólar por uma fita cassete de música utilizada no
processo de aprendizado acelerado, vendida em qualquer loja pelo preço de trinta
dólares, no mínimo. Aceita? Um dólar por algo que vale trinta?
The Iack of money
is the cause of ali evii.
(George Bernard Shaw).
Você pensou um pouco e respondeu:
—
Não.
Então, você agora entende um pouco mais a lei do gastar? Essa nota, para você,
tem um valor especial. E esse valor é diferente para cada pessoa e para cada
circunstância. Imagine o seguinte: Você está perdido numa ilha da Floresta
122 Amazônica, com dez mil dólares na sua mochila. Aparece
—
1~
um grupo de índios que nunca viu papel-moeda, e você propõe pagar-lhes com esse
dinheiro para que eles o transportem de canoa, cem quilômetros rio abaixo. Qual a
chance deles aceitarem a sua proposta?
—
Acho que seria difícil eles aceitarem fazer isso pelo dinheiro.
—Imagineagoraamesmaproposta sendo feita para o
• dono de um barco em Miami. Só que nesse caso a distância é de mil quilômetros,
ou seja, dez vezes maior, e a quantia é
a mesma que você teria para oferecer aos índios. Qual a chance dele aceitar?
—
É bem maior, não é?
Claro que sim. O valor do dinheiro é determinado pelo comprador e pelo vendedor
em cada transação. Lembre-se dessa lei toda vez que você for comprar qualquer coisa.
—
—
—
Mas gastar dinheiro é bom?
É ótimo, se o dinheiro for bem gasto. Ganhar, gastar, ganhar, gastar, uma coisa
puxa a outra. Se você não gosta do que faz para ganhar dinheiro, não vai querer gastar
para não precisar ganhar mais.
- Então gastar dinheiro pode atrair mais riqueza?
- Se você jogar um copo de água no rio, o que acontece?
- Ué, as águas se misturam.
- E depois?
- O rio corre para o mar, não é isso?
- Exatamente. A água de um copo mistura-se às águas do rio que, por sua vez,
correm para se juntarem às águas do mar. Assim como acontece com a água, dinheiro
atrai dinheiro, pobreza atrai pobreza. indo mais além: quem tem a mente ligada
positivamente na Prosperidade atrai mais Prosperidade. Quem vive pensando em ficar
doente, acaba ficando. Quem pensa em dinheiro e tem com ele uma relação positiva atrai
para si a riqueza. Semelhante atrai semelhante. Esta é uma lei universal tão simples e
certa quanto a lei da gravidade.
- Semelhante atrai semelhante... por isso é que gente rica tem mais crédito?
-É
claro. Quem pede dinheiro no banco mostrando que precisa, não consegue. Só
quem prova que não precisa é que recebe dinheiro emprestado. O crédito é paradoxal,
obedecendo à lei do gastar.
- E gastar ajudando os outros? Também ajuda a ganhar mais dinheiro?
- E possível, mas a gente precisa entender a diferença entre caridade e generosidade.
Quando dou alguma coisa a alguém que precisa, faço caridade. Quando dou também a
quem não precisa, pratico generosidade. Para ser próspero, você tem que praticar as duas
coisas. Se você só der a quem precisa, estará dando a seu cérebro a seguinte mensagem:
“Nesse mundo só se ajuda quem precisa, então vou continuar precisando para poder
ganhar.” Se você for generoso, dando também a quem não precisa, estará pensando
assim: “Mesmo quem nti’o precisa é ajudado neste mundo.” Diga isso para você mesmo, e
os outros serão generosos com você.
Vanguarda o surpreendia com valores às vezes opostos a tudo o que Você pensava
antes. Como será que ele explicaria aquela antiga história do camelo? Mas, sem lhe dar
tempo de perguntar desta vez, ele seguiu nos comentários sobre a lei do gastar.
- Os paradoxos da lei do gastar são interessantes. No que você gastar dinheiro no
presente, você terá mais dinheiro para aquele propósito no futuro.
- E qual é a melhor maneira de gastar dinheiro?
- O maior investimento que você pode fazer nesta vida é em você mesmo. investindo
em cursos, por exemplo, no seu constante aprimoramento e atualização. Ler bons livros,
também, é outro grande investimento. Não é porque acabou a universidade que você vai
parar de estudar. E o fato de não ter feito curso superior também não impede que a
pessoa estude e se aprimore nos assuntos que gosta. A vida é para se investir sempre, sem
parar, aperfeiçoando, crescendo, aprendendo progredindo.
- Mesmo as pessoas que já estão bem-sucedidas e sabem tudo sobre sua profissão
precisam continuar estudando?
- Sucesso no passado não garante sucesso no futuro. Competência no presente não
garante competência para sempre, porque os conhecimentos e tecnologias mudam. Você
precisa estar sempre se reciclando (e a vida é isso mesmo, esse eterno movimento) para
estar afinado com a Prosperidade. Boa sorte aí no seu trabalho.
Você estava entretido com as palavras de Vanguarda e nem percebeu que já estava
bem na porta da sua empresa. Agradeceu e se despediu, sem entender exatamente o
sentido daqueles votos de boa sorte.
Capítulo 17
POSSIBILITANDO O IMPOSSÍVEL
O futuro no presente
—‘Você gosta de circo?
O diretor, que o chamou ao seu gabinete, começou a conversa com essa pergunta
insólita.
“Aonde será que ele quer chegar com essa história de circo?”, pensou Você,
preocupado porque ele tem fama de não ter papas na língua.
Gosto. Levo meus filhos sempre que há um bom circo na cidade respondeu Você,
tentando manter a calma, enquanto pensava: “Será que vou sair daqui crucificado?”
—
—
—
E de trapezistas?
—É
uma das atrações que mais gosto no circo— disse Você, arriscando:
—
E o
senhor?
—Quando o trapezista larga o trapézio onde estava suspenso e ainda não pegou o
outro, que está indo e vindo, o que ele tem para segurar?
- Por uns momentos, nada. Fica no vazio. Ou melhor, segura-se somente na idéia da
meta que quer alcançar.
Aquilo que chamamos “despesas
necessárias” sempre crescem,
a não ser que protestemos.
- E você acha que urna firma do porte da nossa iria fazer uma coisa dessas?
perguntou ele, levantando-se da mesa com uma cópia das suas anotações na mão.
- Bem... Você quase não soube o que diier, pois estava no ar
rumos que a diretoria definir...
—
—
—
isso depende dos
- Exato! - o diretor interrompeu sua resposta, bruscamente.
E ainda mais surpreso Você ficou quando ele começou a lhe explicar por que o tinha
chamado ao seu gabinete.
- Suas idéias chegaram ao conhecimento da direção exatamente no momento em que
estávamos tomando graves decisões sobre a empresa. Os diretores estavam divididos, por
causa da situação econômica do país. Pensava-se inclusive no enxugamento da empresa,
com a dispensa de boa parte dos empregados. No meio dessa discussão chegam as suas
propostas, que alguns logo taxaram de maluca...
Você suava frio, ansioso para saber a conclusão da história, mas o diretor ia
contando lentamente, de propósito, para mantê-lo em suspense.
- Acontece que as tuas idéias malucas eram exatamente o que eu precisava para uma
cartada decisiva. “Entre ficar estacionado, balançando sempre no mesmo trapézio, daqui
pra lá, e saltar para outro patamar, prefiro ousar mais, mesmo que seja arriscado.” Fui
falando assim e alguns diretores foram simpatizando com minhas posições, outros não. A
temperatura subiu.
—E aí?
- Aí que decidimos saltar para o outro trapézio. Vamos inovar, mudar nosso perfil
em vários aspectos que você está apontando, e essa nova fase começa imediatamente.
Vamos para a ponta, para a frente. Queremos convidá-lo para assumir a coordenação
dessas mudanças e a chefia do primeiro escritório que vamos abrir no exterior. Você
aceita?
Você nem sabia em que pensar. Desde que ele falou em ir “para a ponta, para a
frente”, lembrou-se da definição de “Vanguarda” que leu no Dicionário e escutou o som
melodioso dos pontinhos brilhantes naquela noite em que toda essa história começou a
mudar.
E as leis do economizar e do investir? Quando ele explicaria para Você, com seus
raciocínios desafiadores, esses detalhes que ficaram faltando?
Haviam se passado mais de duas semanas e, desde aquela última conversa, sobre
ganhar e gastar, Vanguarda nunca mais aparecera.
- Será que ele cumpriu uma etapa no trabalho comigo e agora está dedicado a outras
pessoas? comentou Você com sua mulher, depois de contar-lhe em detalhes toda a
história.
Nesse momento exato, a campainha toca. Era o correio, trazendo uma carta sem
nome de remetente. Um envelope semelhante àquele do “bilhete premiado” que havia se
desintegrado em suas mãos. Seria uma nova mensagem dele?
—
Era. Em letras douradas, pequenos recados que só podiam ser de Vanguarda:
Pegue um retrato seu
quando você era criança
de sete anos de idade.
Essa criança ainda vive
com a mesma idade
dentro do adulto que você é.
Olhe para o retratinho,
todos os dias, de manhã,
perguntando a si mesmo:
“Como agradarei a essa criança hoje?”
Trabalhe o seu futuro no presente
estimulando com auto-estima
e muita confiança
a criancinha que você foie
que existe ainda, em você.
O que, para ela,foi futuro,
agora é o presente
do adulto que você hoje é.
Se você gostar da sua criança,
gostará mais de si próprio.
E se der um bom futuro ao seu passado
(no presente que você vive hoje)
estará construindo para si
um bom futuro do presente.
Não conjugue para você mesmo
o futuro do pretérito (“Eu seria
próspero... “pois o melhor futuro do seu passado
é o presente do indicativo (“Eu sou
próspero!”).
E é deste seu presente que se forma
o verdadeiro futuro do presente
(“Eu serei cada vez mais próspero!”).
Desmanchar crenças.
Mexer no inconsciente.
É como dinamitar a estrutura de uma
ponte.
Ela pode não cair no mesmo dia
Mas em breve cama.
Recado especial para Você
Você mesmo
Que está lendo esta mensagem:
Abalada está
Sua estrutura de pobreza
Para que em seu lugar vigore
Definitiva e sem limites
A Prosperidade.
Você chega de limusine às Twin Towers para ir ao restaurante Windows ofthe World,
para o coquetel de lançamento da divisão internacional de sua empresa, em Nova York.
Vem se preparando há vários meses para este acontecimento, e nesse período sua vida
mudou completamente. A famflia já está praticamente ambientada com o novo ritmo, e
tudo está dando certo com o seu projeto para mudança do perfil da empresa onde Você
há pouco tempo era um empregado de quarto escalão.
Pensando em tudo o que lhe aconteceu, Você percebe nitidamente que não foi
simplesmente sorte. Conforme dizia Vanguarda, tudo ia se concatenando no universo
físico para a realização de situações que já existiam dentro de Você. A forma como as
coisas acontecem pode variar, mas o objetivo sempre se manifesta quando a pessoa
aponta bem para ele e caminha decidida. No seu caso, Você pensava, mesmo que a direção
da empresa não tiVesse aceito suas idéias e sua trajetória tivesse sido, então, inteiramente
outra, saindo daquele emprego e partindo para outro empreendimento, sem dúvida
nenhuma estaria hoje em situação idêntica a esta que alcançou.
Circulando, no concorrido coquetel, entre personalidades do mundo empresarial,
político e cultural, Você lamenta apenas um detalhe: a ausência de Vanguarda, em pessoa,
como da última vez em que o viu, há meses. Mas nutre uma certeza interna de que ainda o
verá, em outros episódios, nem que seja para completarem as lições sobre as leis da
nqueza.
A saudade dos contatos com Vanguarda o convida a
estar sozinho em alguns pequenos momentos da festa, para
agradecer, em silêncio, a ajuda que ele deu.
Você ainda consegue passar no fundo de uma agulha?
Era ele, de smoking dourado, esperando por Você numa mesinha de canto.
Emocionado, Você não sabe o que dizer. Passa um garçom e serve aos dois um drink. Você
e Vanguarda brindam.ÂProspendade.
—
—
A verdadeira Prosperidade passa pelo fundo de uma agulha. Sabe o que isso quer
dizer?
—
Sempre quis saber, desde menino
—Pouca gente sabe o verdadeiro sentido dessa metáfora, que chegou até nós através
das palavras do Mestre. Ele falava muito por parábolas, para que as pessoas daquela
época entendessem melhor os seus ensinamentos, mas suas palavras acabaram sendo
traduzidas e interpretadas ao pé da letra pelos pregadores dos séculos seguintes, embora
os simbolos metafóricos de agora sejam outros e variem em cada cultura.
- Mas e o camelo passando pela agulha? Você demonstrou ansiedade, porque a sua
presença no coquetel devia estar sendo necessária.
—
- Calma. A sua presença já está implantada neste acontecimento de hoje. Não se
preocupe em aparecer todo o tempo. Esteja bem disponível, agora, para Você mesmo.
- Tem razão —Você disse, respirando fundo e relaxando, para tirar o máximo
proveito das palavras de Vanguarda.
- Na cidade de Jerusalém, há milhares de anos, havia uma lei que proibia, depois do
entardecer, a entrada de camelos carregados. Para garantir o cumprimento da lei,
ficavam abertos à noite apenas os portões menores e mais baixos, chamados fundos de
agulha. Por esses portões, os camelos até conseguiam passar, mas somente se entrassem de
joelhos. Se estivessem carregados, não conseguiam ajoelhar-se nem passar no fundo da
agulha. Tinham que deixar a carga do lado de fora, assim como nós temos que deixar aqui
no mundo os bens materiais, quando partimos desta vida.
- Mas basta deixar a carga material para entrar nesse portão?
- Descarregar-se é muito importante: implica em desprendimento, desapego pelas
posses materiais. Mas não étudo. Mesmo quem conhece o significado da metáfora raramente atenta para o principal: além de deixar a carga, para entrar na Cidade é preciso
que os camelos fiquem ajoelha-dos. Os joelhos são simbolos de poder em numerosas tradições antigas. Ficar de joelhos é ter fé, confiança, sintonia com a terra (os joelhos no chão) e
com o Universo (os olhos para cima). É ter, ao mesmo tempo, humildade ante o poder
universal,forçano corpo fisicoe autoridade como ser humano. E, principalmente, é
exercitar o poder pessoal, como criador que cada um é, deste Universo infinito, eterno e
próspero.
Acenam para Você, chamando-o para fotos e entrevistas.
Você precisa despedir-se de Vanguarda e aproveita para fazer-lhe de novo uma
antiga pergunta:
- Quem é você, afinal? De onde vem? Onde posso encontrá-lo?
Ele sorri e responde, sucinto:
- Sou Você mesmo, amanhã. Em breve Você terá um sonho e todo o ensinamento que
recebeu estará integrado numa linguagem poética. Até breve. God bless you.
Capítulo 18
REALIDADE, DocE REALIDADE
Integrando e prosperando
Depois de um exaustivo e gratificante dia no trabalho, Você chega em casa para o
jantar. Entendendo, bem mais do que Você pensa, o que está se passando, sua esposa
Evagard está à sua espera com muitas revelações a lhe comunicar.
O jantar é servido com sutileza e elegância. Uma garrafa de vinho é aberta e Você
fica sem entender o significado de tudo isto. Após o jantar, Você é convidado para a sala
de estar, longe das crianças e da televisão. Neste ambiente tranqüilo e informal, é Eva
gard quem inicia:
—Você, amor, que nota daria, de um a dez, para o nosso relacionamento?
Com um pouco de hesitação, sem olhar direto para ela, Você responde:
- Entre seis e sete...
Ela não se surpreende com a sua resposta e continua a conversa:
- Estive fazendo alguns cursos e lendo alguns livros sobre comunicação e
relacionamento a dois, e acho que posso contribuir para a superação desta fase crítica que
estamos
vivenciando.
- O que você quer dizer com “fase crítica”?
- Quero dizer desta impaciência que temos um com o outro, e que atinge também as
crianças. Esta sua falta de tempo para nós, sua família. O seu desinteresse pelo sexo~e a
sua obsessão pelo trabalho e sucesso.
Você não tem como negar. Tudo isso, de fato, estava ocorrendo na sua vida em
família. No entanto, ainda tentando justificar, responde:
- Essas coisas existem em todos os casamentos... Depois de cinco anos de casados,
marido e mulher praticamente se tomam irmaos...
- Pode ser até que a maioria seja assim, mas isso não significa que o nosso tenha de
ser também, não é verdade?
Evagard gosta do que está acontecendo, pois percebe que novas possibilidades
surgem desta conversa. Tocando em suas mãos com carinho, ela mostra que está
realmente interessada no bem-estar de Você.
Uma conversa franca e aberta já é um bom começo. Veja só, eu li recentemente o
livro Comunicação Global aumentando sua inteligência inter-pessoal, e aprendi que você é
visual e eu sou auditiva.
—
-
- Que história é essa de visual e auditiva? Está parecendo coisa de americano!
- Talvez até seja. O que importa é que essas noções possam nos ajudar em nosso
relacionamento. Visual significa que o seu cérebro, Você, processa informações mais na
forma de imagens. E auditiva é a pessoa que processa informação mais na forma de sons.
- E daí, quais as conseqüências práticas dessa informação?
- Daí que, quando falo com você, tenho que me preocupar em não só falar, mas
também em lhe “mostrar” o que estou dizendo. Você,por outro lado, deve não só mostrar
como também deixar que eu “ouça” o que você tem para comunicar. Como você vê isso? Faz
sentido?
- É, faz sentido respondeu Você, interessado no que Evagard estava lhe mostrando.
Que mais você tem aprendido sobre a comunicação a dois?
—
—
- Semana passada, quando você viajava, eu fiz um curso chamado Diferenças entre o
homem e a mulher, onde aprendi coisas que me fizeram entender melhor as suas atitudes e
as minhas.
- O quê, por exemplo?
- Por exemplo, o cérebro masculino e o feminino têm diferenças bem sutis. Enquanto
o homem só é capaz de fazer uma coisa de cada vez, a mulher pode fazer várias coisas
simultaneamente. Podemos estar assistindo à televisão, fazendo o jantar, trocando fraldas,
terminando um relatório para o dia seguinte, tudo ao mesmo tempo. Quando vocês,
homens, estão assistindo à televisão, por exemplo, é isso que vocês estão fazendo, vendo
TV, e nada mais. Por causa dessa característica é que o homem tem dificuldade para fazer
amor e conversar ao mesmo tempo...
- Para fazer bem feito, tem que ser uma coisa ou outra.
- Responde Você, com uma risada.
Os dois continuam conversando por muitas horas, resolvendo vários conflitos que
estavam se acumulando há vários anos em sua vida conjugal. Os exercícios com Vanguarda
haviam ensinado Você a manter-se calmo e disposto a ir até o” fundo do poço”.
Quando terminou a maratona lingüística, Você e Evagard estavam abraçados e
ouvindo a música favorita deles. Ouvindo e cantando juntos, com Vinícius: “Não há você
sem mim, eu não existo sem você...”
Foram para o quarto, fizeram amor com uma intensidade que há muitos anos não
sentiam e, abraçados, adormeceram.
Conhecimento não é acúmulo
mas sim de informação,
competência para ação.
Quando o sono mergulhou no seu estágio mais profundo, Você começa o “sonho dos
sonhos”, previsto por Vanguarda:
Você está numa estrada larga e florida, em uma planície que se estende por muitos
quilômetros. O Sol brilhando. O céu azul e límpido. Caminhando com os pés no chão e a
cabeça nas estrelas, ao som do riacho que passa por perto e da música Pachel bel Canon
que soa de um modo perfeito nos seus ouvidos, Você tem a sensação de ser dono do
mundo. Nisto surge, vinda do nada (aquele nada que é o todo) urna mulher de corpo
esbelto e sorriso largo. Seu andar é como um bailado, expressando sabedoria nos
movimentos e muito amor no olhar. Ela traz consigo uma flor multicolorida e um livro de
capa tão dourada quanto seus longos cabelos.
A flor que ela lhe entrega simboliza vida, amor, beleza, a perenidade das coisas e a
eternidade dos sentimentos. Você deixa-se tomar pelo seu hemisfério direito e entra na
dança, confundindo-se com as notas musicais. Deixa-se dançar pela música e pela plenitude
do momento.
A mulher, que agora se confundia com Evagard, joga Você ao chão, num movimento
elegante de Aikido, sem machucá-lo. Você cai levemente, e sua cabeça fica apoiada no colo
dela. Com o respeito de quem abre uma Bíblia para orar, ela abre o livro dourado e
sussurra em seu ouvido:
- Era uma vez.., há muitos e muitos anos atrás, e ao tempo agora... havia um ser que
sofreu uma transcendência no seu viver e deixou esta experiência registrada em forma de
poesia.
Sua voz toma-se ainda mais melodiosa quando ela começa a dizer o poema:
A cabeça gira
meu corpo balança
os limites se ampliam
minha alma dança.
O eterno se faz
visível eritmo
a imaginação
flutuabusca do conhecimento.
alucinante
na incessante
Na minha visão surge um mago.
Coragem tenho para abrir a
caixa da minha idade
e no eco da saudade
encontrar o ser que sou?
Pensador, oh, pensador...
Por que te desgastas pensando
só nas pedras do caminho?
Tudo o que pensas obriga
o teu lado provador
a provar, provar, provar.
Ocupa a tua energia em pensar
só alegrias! Acredita no amanhã
pois assim o provador tudo o que de bom
pensares provará, provará, provará...
Um balão leva consigo idéias que
esquecerei e me traz nova esperança.
Desponta minha criança otimista e
confiante.
Transformador transformado sou
próspero, gero fortunas na matéria e
no espírito.
Atento no dia-a-dia sigo livre, alçando
vôo em busca de novas fontes. Vou
pedindo ao Universo tudo o que
almejo e mereço! Agindo para
conquistar ouvirei, tenho certeza, no
eco dos meus pedidos as respostas
positivas alimentando meu verso
meu canto
meu caminho...
É Vanguarda quem me fala
suave, mas com energia:
Tens luz, talento, harmonia
e conhecimento bastante
para realizar na vida
com qualidade e excelência
todo o bem que já conheces.
Deixa-te podar dos medos limitações
e bloqueios e a mais linda flor se abre
como estrela cintilante.
Movimento, quietude rigidez,brandura,
criança, velho e adulto, tudo está dentro de mim.
Quero dar e receber poderes, idéias, sonhos e amor,
num profundo encontro com vantagens para todos
sem sufoco ou sacrifício num jogo em que só se ganha.
Entrego-me à vida numa nova dimensão.
Na solidão consciente de que sou parte e sou
Todo vou vagando pelo escuro iluminando
o caminho e apurando os meus sentidos
dou-me conta de onde piso para ter sempre equilíbrio.
Quero ser participante
do lado melhor da vida
onde está minha verdade
e onde está também a sua
que é diferente da minha.
Perdoando me liberto para o mundo prosperar.
Pratico desejos e sonhos.
Cada meta eu traço e sei aonde quero
chegar neste caminho sem fim rido é
pouco, pois é tudo e muito mais.
Sou Terra, ardente, segura provedora
e professora gulosa e fértil, materna.
Desfruto, produzo, cresço, despojo-me
de armaduras descarto-me de vaidades
crio, sofro, amando e rindo
protegendo e confiando.
Sou fogo, Sol criador enérgico
e resoluto seguro da minha força
capaz de mover montanhas arrebentar
obstáculos estar pronto para a luta
fazendo paz onde passo
aprendendo e esclarecendo.
Trabalhando e motivando ao máximo a
minha vontade, relaxando e
descansando para afiar meu machado,
preparo-me para a vida no desafio
sublime de cada momento breve.
Meu mago mostra um tesouro
que está e esteve sempre
dentro, bem dentro de mim.
Bastava-me abrir os tampos do amor
e da consciência para o dourado
brilhar forte, firme e generoso gerando
no barco energia para atravessar estrelas
e ser estrela também.
Reconheço antigo e novo e conduzo
meu futuro pois o tempo não tem limites
em nosso dom criador.
Capítulo 19
COMEÇO SEM FIM
O ciclo se renova
Você acorda com o sonho poético totalmente integrado e codificado na sua
estrutura psíquica, todo o conhecimento fazendo parte dele. Sua sensação é de que o
Vanguarda funcionou como um veículo para Você redescobrir aquilo que já sabia.
Agora sentindo-se mais próspero, mais saudável e apreciando as vantagens de ser
um não-fumante, Você está mais otimista e senhor dos seus atos. Sabendo, não só
intelectualmente, mas organicamente, viver o hoje e planejar o amanhã, visualizando
novos horizontes.
Vanguarda continua fazendo parte da vida de Você. Indo e vindo de acordo com as
necessidades. No entanto, o relacionamento não é mais de dependência, e sim de
interdependência. Você tem consciência de que ainda precisará do Vanguarda em outras
ocasiões, tais como: no processo de emagrecimento, na convivência com problemas existenciais e na mudança de outros paradigmas pessoais e 1 profissionais.
Eufórico, Você resolveu extravasar seus sentimentos escrevendo uma história.
Sentou-se à mesa do jantar e começou a colocar suas idéias no papel.
Era uma vez, num lugar bem longínquo (e, ao mesmo tempo, aqui), há muitos e muitos
anos (e, ao mesmo tempo, agora), um grupo de cavaleiros viajando numa noite escura. Com
seus cavalos já cansados, subiam uma montanha pedregosa e íngreme.
A exaustão e o desanimo estavam presentes em todos os membros do grupo. 0 desejo de
todos era parar e dormir, mas a viagem não podia ser interrompida.
Nisto, uma forte voz surgiu, vinda dos céus, como um trovao:
- Desmontem de suas montarias, encham suas sacolas com as pedras que há no chão e
remontem, continuando a viagem. Ao amanhecer, vocês estarão alegres e tristes ao mesmo
tempo.
Alguns desmontaram, outros rindo.
Uns pegaram muitas, outros poucas pedras.
Sem muita demora, seguiram viagem.
Ao amanhecer, conforme a voz anunciara, estavam alegres e tristes ao mesmo tempo.
Alegres porque não eram pedras comuns: eram diamantes.
E tristes, porque ficaram arrependidos de rido terem recolhido maior quantidade.
Assim é a vida.
Você
Assim também é o conhecimento transmitido neste livro.
Volte e releia. Pegue mais diamantes. Eles estão esperando por você.
Vanguarda
Fly UP