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Fevereiro-março`15 - Filhas de Maria Auxiliadora

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Fevereiro-março`15 - Filhas de Maria Auxiliadora
Província Portuguesa Nossa Senhora de Fátima
fevereiro
março
2015
nº 214
Índice:
Editorial
José, educador de Jesus
Tempo de recordar…75 anos Vigília de oração
Paranhos – Festa de D. Bosco Tempo para viver diferente… Festa de D. Bosco na Chainça Paranhos - Dia do Consagrado Tempo de encontro com os mais pequenos
Tempo de encontro
Vivência Única em Tempo Quaresmal Tempo para caminhar… Retiro da Família Salesiana
Dia Diocesano do Adolescente “Escola aberta”
Tempo para rezar… 24 Horas com Jesus
Encontro de Conselhos Locais Gratos pelos 75 anos e por muito mais
Comunidade ‘Em Saída’
Um Dia Diferente no Estoril
José e Jesus
Casa “28 de Maio”
O Senhor chamou a Si
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Editorial
Ir. Dores Rodrigues
MEMÓRIA e COMPROMISSO
Neste ano da Vida Consagrada, Bicentenário do nascimento de S.
João Bosco e 75º aniversário da chegada FMA a Portugal, somos triplamente convidadas a ‘fazer memória agradecida do passado’, a ‘viver
o presente com paixão’ e a ‘abraçar o futuro com esperança’.
Aproximam-se as festas pascais que nos apontam a excelência deste
processo de memória, compromisso e esperança. Celebrar a Páscoa é
reviver o acontecimento central da nossa fé, numa atitude de adoração
agradecida Àquele que nos salvou pela morte e ressurreição.
Celebrar a Páscoa é fazer memória que nos implica e compromete
no seguimento do Senhor em Quem acreditamos e a Quem nos entregamos! É assumir e reafirmar: “Faça-se! Eis que venho para fazer
a Tua vontade!” É segui-Lo nos caminhos da vida que percorremos,
onde o Calvário integra o percurso, a Cruz é requisição obrigatória, e
a Salvação meta assegurada!
Irrompa a nossa
gratidão a Deus...
...Chegue a nossa
gratidão a cada Irmã
da Província e a cada
Comunidade Educativa!
Com as celebrações pascais aproxima-se o dia provincial de memória e gratidão pelos 75 anos de presença FMA em Portugal. À luz do
Ressuscitado louvemos agradecidas este percurso da nossa vida e da
história da nossa Província!
Irrompa a nossa gratidão a Deus que em Dom Bosco e Madre Mazzarello nos confiou o dom do Carisma; ao Instituto que na abertura
missionária das origens se abriu às solicitações do Mundo colocando-se em saída evangelizadora; à Igreja de Évora que na pessoa do
seu pastor de então solicitou a presença das FMA; a todas as Irmãs
que ao longo destes 75 anos entregaram a sua vida à causa da missão
educativa e evangelizadora, no seguimento de Jesus e ao jeito dos
nossos Fundadores.
Chegue a nossa gratidão a cada Irmã da Província e a cada Comunidade Educativa, chamados a ser, hoje, o rosto vivo e fiel do Carisma,
na Família Salesiana, na Igreja e sociedade! Na continuidade dos nossos Fundadores, hoje somos chamadas a ‘alargar o olhar’ para sermos
missionárias de esperança e de alegria, incarnando o amor de Deus
aos jovens.
Que a celebração deste dia de festa provincial de ação de graças seja
também de renovação do nosso sim no seguimento do Senhor, imbuídas pela radicalidade do Evangelho, na fidelidade criativa a S. João
Bosco e a Sta. Maria Mazzarello, atentas e abertas às realidades que
reclamam a nossa presença mística e profética a anunciar com a vida
a alegria da Páscoa do Senhor!
Santas festas Pascais!
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José, educador de Jesus
P. Jean Le Gall
O Papa Paulo VI, durante a sua peregrinação à Terra Santa em 1964,
fez uma etapa em Nazaré e fez um elogio entusiasta do clima da casa
de Nazaré. «Aprendamos de Nazaré como a formação que aí recebemos é doce e insubstituível… Gostaríamos de voltar a ser crianças e
de nos pormos nesta humilde e sublime escola de Nazaré.» Ele apresenta três grandes lições desta vida da Sagrada Família: silêncio, vida
familiar e trabalho. Nazaré ensina-nos que Deus quer estabelecer com
o seu povo um estilo de relações às quais o povo judeu não estava habituado segundo os textos da Bíblia: eram sessões de trovão e de tremores de terra. Deus exigia obediência suscitando o medo. No entanto,
profetas como Isaías e Ezequiel tinham anunciado um novo estilo de
relações: «Gravarei a minha lei nos seus corações, eu serei o seu Deus e
eles serão o meu povo.» Deus oferece-se como companheiro de viagem
num pedido de amor. É a Nova Aliança que está a chegar com esta
criança que nasce de Maria e é criada em Nazaré.
O quadro de vida em Nazaré
À força de ver as estátuas de mármore da Sagrada Família, um S. José
coroado, Maria vestida como uma imperatriz, podemos correr o risco
de esquecer que nada distinguia esta jovem família com um filho pequeno dos outros habitantes de Nazaré. Nada de aparente, mas bem
cedo posta à prova. O anjo tinha dito a Maria: «Ele será grande e será
chamado filho do Altíssimo; reinará para sempre sobre a casa de Jacob
e o seu reino não terá fim» (Lc 1, 32-33).
E eis que a lei do ocupante romano impõe a ida a Belém onde o bebé
nascerá num contexto de extrema pobreza. Logo o orgulho de Herodes se dirige contra este recém-nascido e decide suprimi-lo, obrigando-os a fugir para o Egito. A doze, treze anos, é a idade do bar mitsva,
isto é, a maioridade religiosa do jovem judeu, o momento em que ele é
recebido oficialmente na comunidade. A família vai a Jerusalém para
o acontecimento, e sabemos como Jesus, sem lhes prevenir, fica em
Jerusalém, à volta dos doutores da lei. À chamada de atenção de sua
mãe, ele tem uma resposta misteriosa: «Porque me procuráveis? Não
o sabíeis? Devo estar em casa do meu Pai.» S. Lucas nota claramente:
«Eles não compreenderam o que ele dizia» (2, 49). Mas o evangelista
continua: «desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso […]. Ele
crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos
homens» (2, 49-52).
A vida familiar
Na aldeia de Nazaré, uma zona rural onde a maioria da população
vive do trabalho da terra e das árvores frutíferas: vinhas, figueiras,
laranjeiras… José é carpinteiro. Maria é doméstica como as outras
mulheres de Nazaré. Jesus aprende, na adolescência, a sua profissão
junto de José e continuará a exercê-la até à sua partida para anunciar
o Evangelho. S. Lucas nota que a criança crescia e se fortificava cheio
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de sabedoria e a graça de Deus estava com ele. Ele aprende a ler e a fazer contas como as crianças da aldeia. Quando Jesus, surpreendendo
seus discípulos pelos seus tempos de oração, terá que responder ao seu
pedido: «ensina-nos a rezar», ele não inventa uma oração realmente
nova: o Pai Nosso é inspirado nas fórmulas tradicionais aprendidas
em casa. O judeu religioso rezava três vezes por dia. Jesus aprendeu
a rezar com os seus pais. À idade dos doze anos, ele acompanha José
à sinagoga no dia de sábado. Ele sabe ler o aramaico, a língua falada.
Ele será convidado um dia a fazer a leitura, no início da sua vida pública e ele comentará o texto sagrado. Esta reflexão de Jesus em Jerusalém, «Devo estar na casa do meu Pai», terá ficado na memória de
José durante os anos em que ele participou na educação desta criança.
Ele era-lhes submisso, diz S. Lucas. José, por seu lado, é respeitoso do
modo de agir de Deus sobre esta criança, depois adolescente, jovem e
companheiro de trabalho. A tentação de ver as coisas ir mais depressa
ter-nos-ia, sem dúvida, assaltado. Há tanta coisa para fazer! É Maria,
sua mãe, que vai agitar o plano da paciência. Foi em Caná onde os dois,
Maria e Jesus, eram convidados. José teria já morrido.
«Não têm mais vinho!» diz Maria a seu filho. É a vergonha para os
noivos. «Minha hora ainda não chegou», e tudo vai começar. É o primeiro milagre de Jesus. É de notar a extrema eficiência da intercessão
de Maria.
A profissão de carpinteiro
O papel de José é, não só o de assegurar o pão quotidiano, mas também de comunicar a ciência do artesão carpinteiro. A figura de Jesus
não tem a aparência das pinturas; nada o distingue dos seus compatriotas: sua face, suas roupas, sua abordagem, são os de um operário.
As suas mãos são marcadas pelo trabalho. Ele corresponde perfeitamente aos conselhos que S. Paulo dirige aos Tessalonicenses: «Irmãos,
nós vos exortamos a afastar-vos de todo o irmão que vive na preguiça», e autentifica o seu argumento acrescentando: «Em nome de Nosso
Senhor Jesus Cristo» (1 Tes 4, 11). A lição de Nazaré é-nos ainda repetida pelo ofício da Missa do 1º de maio, festa de S. José operário: executor fiel da profissão de carpinteiro, S. José brilha como um modelo
admirável de trabalho. Jesus, formado na mesma profissão, merece a
mesma admiração. Um outro fruto desta educação corresponde bem
ao que S. Paulo ensinará: «Qualquer que seja o vosso trabalho fazei-o
de boa vontade para o Senhor e não para os homens» (Col 3, 23). Para
além do esforço, ficar na presença de Deus. Como José e Jesus, trabalhar sob o olhar de Deus e oferecer-lhe o seu esforço. Pois ser artesão
em Nazaré, é exercer uma presença social: respeitar os seus clientes,
não correr atrás do dinheiro, «escolher entre Deus e o dinheiro», dirá
Jesus, ajudar as pessoas. José ensina-nos a agir como se tudo dependesse de nós; mas, o dever cumprido, estar convencido que todo o bem
vem de Deus. Ele abriu o caminho a Jesus. Ele é um perfeito educador.
Ele é José o Justo.
(http://www.stjoseph-allex.org/RevueDossiers/documents/000-RSJ1006.pdf )
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Tempo de recordar…75 anos
Ir. Mafalda (Bairro do Rosário)
No dia 13 de janeiro era importante celebrar, recordar e agradecer
a Deus pela nossa presença como FMA em Portugal. Foi há 75 anos
que chegaram e que mudaram a minha e a nossa história! Que tornaram realidade a presença do carisma de D. Bosco nesta terra de Santa
Maria… é bonito recordar quem foram e como começaram…
Neste dia, no ENSR, juntaram-se os alunos mais velhos (3.ºciclo) na
capela para lhes dar a conhecer a história de como nos encontramos
aqui hoje.
A meio do dia reunimo-nos todos para rezar o terço na capela pelas
vocações. É importante dar a conhecer aos alunos que esta escola só
tem continuidade se o carisma persistir e por essa razão, é importante
que outros jovens se deixem tocar pela Sua vontade e aceitem segui-Lo
mais de perto.
Vigília de oração
Ir. Anita
No dia 30 de janeiro, as duas comunidades de Viana do Castelo e
Areosa convidaram todos os grupos da Família Salesiana, as comunidades educativas, os jovens e amigos a unirem-se, em oração,
para homenagearmos o santo dos jovens, D. Bosco.
Apesar do frio e da chuva que nesse dia desaconselhavam qualquer saída noturna, a Igreja de S. Domingos quase se encheu de jovens, pais,
educadores e muitos amigos desta terra minhota.
Durante uma hora, entre cantos, encenações da vida e obra de D. Bosco, os nossos corações agradecidos louvaram o Senhor pelo dom de
João Bosco à Igreja e à sociedade. O Pároco acompanhou e participou
na celebração, e nas suas palavras, explicou o porquê da existência de
uma Família Salesiana tão numerosa. Quando uma alma se abre ao
dom do Espírito, Deus age nessa pessoa e através dela opera as maravilhas do seu amor pelos homens, sobretudo pelos mais frágeis e
desfavorecidos – os jovens. D. Bosco foi o grande motor que colocou
esta máquina em movimento e nunca mais vai parar, porque Deus é
mais forte do que qualquer crise existencial.
Paranhos – Festa de D. Bosco
Ir. Magníficia
31 de Janeiro: Este dia é sempre um dia grande, é dia de festa,
este ano ainda mais, visto estarmos a celebrar o Bicentenário do
nascimento de D. Bosco.
Para que este momento fosse mais celebrativo, a comunidade das
Filhas de Maria Auxiliadora, propôs uma Eucaristia, teatro e um
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lanche ajantarado, a todo a comunidade educativa.
Todos acharam bem e tudo foi organizado desta forma.
A Ir. Magnífica Silva entrou em contato com o Sr. Padre Ramiro, que
logo se comprometeu em vir celebrar a Eucaristia.
O dia foi vivido portanto desta maneira; às 14,30 horas, foi a Eucaristia na Igreja Paroquial, a qual estava cheia, pais, crianças, outros
familiares, funcionárias, Salesianos Cooperadores, simpatizantes de
Dom Bosco e ainda outros paroquianos.
A Eucaristia demorou 1,30 h. mas ninguém se sentiu cansado, isto
porque as pessoas gostam muito da forma como os salesianos se dirigem às pessoas e crianças no momento da pregação.
De volta à Instituição, enquanto as crianças foram-se preparar para
atuar, os pais e restantes pessoas entraram no salão.
A festa consistiu em coreografias de cenas e cantos da vida de D.
Bosco, realizadas pelas crianças.
As funcionárias puseram em palco, duas cenas da vida de D. Bosco
(João Bosco e o P. Colosso e D. Bosco e Bartolomeu Garélli).
Encerou-se com o Grupo dos Salesianos Cooperadores que cantaram
um cântico, com o título “ Dar vida ao sonho”.
Tudo isto foi muito bem sucedido.
De seguida as pessoas juntamente, com as crianças, deslocaram-se
para o salão da pré-primária, as mesas estavam recheadas, onde não
faltaram os salgados, as bebidas e muita doçaria.
Num ambiente de familiaridade, amizade e simpatia foram convivendo, não havendo pressas por questões de trabalho, como acontece no dia-a-dia.
Quero frisar que no início do dia, passou por cá o Senhor Bispo da
Guarda, D. Manuel Felício, a fim de felicitar a Comunidade, neste dia
de D. Bosco.
Tempo para viver diferente…
Bairro do Rosário
O dia 30 de janeiro foi um dia diferente na nossa escola…
Tivemos a oportunidade de ter um Salesiano a celebrar a Eucaristia connosco onde demos graças a Deus pela vida e testemunho de D.
Bosco. Os alunos, ao prepararem este dia, estiveram a refletir sobre a
vida deste santo e a confrontá-la com a sua de modo a serem capazes
de crescer como bons cristãos e honestos cidadãos.
Foi uma manhã de festa que continuou durante todo o dia! Tivemos jogos, torneio entre turmas e também com os professores… houve espaços de magia, de música e de teatro que deram vida a este dia
e alegria aos que nele participaram. Os alunos mais velhos foram, em
alguns destes momentos, protagonistas destas experiências. Como é
bonito ver que alguns deles se chegam à frente e com delicadeza e disponibilidade se fazem próximos dos mais pequenos para lhes ensinar
algo, ou simplesmente, lhes mostrar algo.
Foi agradável esta recordação de S. João Bosco e respirou-se um
ambiente sereno e alegre…
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Festa de D. Bosco na Chainça
Ir. Palmira Gomes
Aproveitando a ocasião da celebração da festa de D. Bosco, foi publicado um artigo no jornal “Nova Aliança” sobre a presença das Irmãs
Salesianas em Portugal, há bem 75 anos, e da nossa presença, já lá vão
10 anos, em Chainça. Foi também publicado o convite para a Missa no
dia de D. Bosco, 31 de Janeiro.
A Eucaristia de D. Bosco, no dia 31 foi celebrada na Igreja da Chainça com a participação de muita gente, num ambiente de muita alegria
e entusiasmo. A igreja estava cheia! O grupo de jovens, que está a renascer, veio com a sua fé e alegria animar esta Eucaristia em honra
do Pai e Mestre dos jovens. Depois da Eucaristia, houve um lanche
partilhado que decorreu com serenidade e familiaridade.
Nas catequeses falámos do nosso santo, amigo dos jovens, como
não podia deixar de ser.
Foi deste modo, simples mas cheio de alegria, que celebrámos a festa do grande educador da juventude, pedindo-lhe que proteja particularmente todos estes jovens da nossa paróquia e suas famílias.
Paranhos - Dia do Consagrado
Ir. Magnífica
Depois de nos ter chegado o comunicado que iria haver um encontro
de religiosas na Sé da Guarda, no dia 1 de fevereiro, pensamos em nos
deslocar até lá , para rezarmos juntamente com outras religiosas.
A tarde consistiu em; 1.30 horas de adoração ao Santíssimo, seguida
de vésperas encerrando - se o encontro com a Eucaristia.
O Senhor Bispo, D. Manuel Felício presidiu as vésperas, saindo depois.
As vésperas foram orientadas por um sacerdote, o mesmo que celebrou a Eucaristia.
Foi uma experiência bonita de partilha com os religiosos da diocese.
Tempo de encontro com os mais pequenos…
Catarina Barreto - Setúbal
“200 anos contigo para dar cor à vida” foi o mote para mais um
Encontro de Pré-Adolescentes do MJS, que se realizou no passado dia
21 de fevereiro em Setúbal e na Areosa.
Cerca de 220 jovens (do 4º ao 6º ano de escolaridade), no Sul, e 70, no
Norte, escolheram passar o dia à descoberta do sonho de Deus para
cada um. Durante o dia, tendo por base os exemplos de vida e vocação
de D. Bosco e Madre Mazzarello, os pré-adolescentes encontraram a
alegria de ser guiado por Deus, de entregar a sua vida e os seus desejos nas mãos do Pai. Tal como os vidros coloridos, protagonistas da
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história que introduzia o tema da manhã, também os nossos jovens
concluíram que unidos, na diversidade de personalidades e centros,
somos mais ricos e os nossos sonhos voam mais alto. Após o almoço, os grupos foram desafiados a concluir uma série de
jogos cronometrados que os fizeram refletir sobre diversos momentos
da vida de D. Bosco. Ao concretizar os jogos, completavam uma tabela
de jokers. A animação continuou tarde fora com alguns momentos de
descontração e uma foto de grupo ao estilo deste ano de bicentenário
– “o 200”.
Já em clima de compromisso orante e quaresmal, cada jovem entregou a D. Bosco e Madre Mazzarello os seus sonhos e orações, comprometendo-se no dia-a-dia a dar mais cor à sua vida e à dos que o
rodeiam. No painel final, e decerto no Céu, D. Bosco e Madre Mazzarello sorriam, felizes por estas centenas de jovens que deram um Sim
à Espiritualidade Juvenil Salesiana, à vida colorida com Ele e com o
próximo, aos seus sonhos, projetos de Deus para cada um. Tempo de encontro
Aspirantes
Nos dias 27 fevereiro a 01 março realizou-se o encontro em Sevilha das Aspirantes e Postulantes da CIEP, eramos tês aspirantes
e uma postulante, acompanhadas pelas respectivas formadoras.
No encontro refletimos sobre diversos aspetos. Num primeiro
momento fomos convidadas a fazer uma Lectio Divina sobre o Encontro de Jesus com Nicodemos. Tal como a Nicodemos também a
nós Jesus nos diz que é preciso nascer de novo, temos de ter a ousadia de ir ao encontro de Jesus e deixar-nos interpelar, bem como
interpelá-Lo sobre o que pretende de nós.
Num segundo momento, refletimos sobre as características da
sociedade e do homem atual. Mediante um mundo em constante
mudança, compete-nos a nós, cristãos, levar a mensagem de Deus,
demonstrando que esta é viva e atual, capaz de superar o narcisismo
da modernidade.
Abordámos também o tema: “Seguidores de Jesus”, neste explorámos vários traços característicos de um verdadeiro discípulo de Jesus.
No domingo, foi-nos proposta uma reflexão sobre a nossa história vocacional, bem como algumas atitudes formativas fundamentais, atitudes essas que nos fizeram aprofundar um pouco mais o
nosso caminho de formação.
Foi um encontro no qual tivemos a oportunidade de nos colocarmos perante a nossa realidade formativa, reconhecendo que Deus se
manifesta de diversas formas na nossa vida.
Agradecemos a oportunidade, foi um fim de semana alegre no
qual nos foi possível partilhar e ouvir experiências diferentes tendo
um objetivo comum: responder ao chamamento de Deus.
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Vivência Única em Tempo Quaresmal
Leontina – ADMA (Setúbal)
Venho partilhar o que foi para mim o dia de Retiro Quaresmal no
dia 28-02-2015, em que o Sr. Pe. Rocha, com a capacidade que já é
habitual, nos levou a pensar que o caminho para Deus é Jesus e é um
caminho que cada um faz na própria vida. MAS sempre com este objetivo: caminhar com os desafios e interpelações diárias, descodificando
certos sinais porque a vida é um Dom; este Dom que recebemos e damos e nesta troca está o exemplo de Jesus.
O ponto que para mim foi marcante foi a Via-Sacra, onde passo a passo
nos fomos colocando a caminho, com os altos e baixos da vida. E observei
que naqueles passos de quedas e ajudas era eu que ia levando a CRUZ.
Na Santa Eucaristia concluí que se Deus não poupou o Seu Filho para
me salvar, o que é que eu tenho que fazer? Dar-me todos os dias porque este é o caminho…
Foi esta a minha experiência do Retiro Quaresmal, promovido pela
Família Salesiana que se realizou na Casa Santa Ana, muito bom!
Tempo para caminhar…
Um dia em caminho…
Ir. Mafalda (Bairro do Rosário)
No dia 28 de fevereiro os colaboradores das casas salesianas aqui da
zona: Bairro do Rosário, Assunção, Manique e Estoril, decidiram subir
a serra para realizar o seu retiro quaresmal. Eram cerca de 30 pessoas!
O objetivo era tornar este dia mais interativo e que se colocassem “em
jogo”. Não queríamos que fosse mais um tempo de formação onde os
adultos se limitariam a escutar o que lhes poderíamos querer transmitir, mas a ideia era que houvesse realmente motivação interior. Por
essa razão, esta ação era facultativa e só estiveram presentes os que
tinham disponibilidade e abertura para um retiro.
A Ir. Linda pediu ao Pe Juan, sdb, que nos orientasse neste caminho
de subida à serra e que o cenário fosse, não só a natureza que nos circundaria até ao topo, mas uma passagem bíblica que poderia ajudar a
fazer-nos à estrada. A escolhida foi a dos discípulos de Emaús.
Depois de alguma espera pelos perdidos, de uma oração inicial que
nos deu o ‘toque de partida’, deu-se início ao caminho em silêncio. Durante 20min acompanharam-nos os sons da natureza… depois deste
tempo fez-se uma paragem de partilha da experiência vivida, das dificuldades da subida, do que nos vinha dentro e daquilo que conseguimos perceber que Jesus nos queria dizer. Éramos os dois discípulos de
regresso a casa…
Foi a primeira de quatro paragens que fizemos até atingirmos o topo
pretendido da serra de Sintra. Foi uma caminhada em partilha de vida,
ora com Jesus, ora com algum companheiro que connosco se atreveu
a subir e a falar…foi bonito ver a familiaridade e o ambiente sereno
que se viveu e que se sentia, foi bonito ver como Deus fala através das
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pessoas, da experiência de cada um, foi bonito…
Apesar do horizonte estar rodeado de nevoeiro, apesar do frio que se
sentia, ninguém desistiu e, como alguém dizia: “se não estivesse nevoeiro, iriamo-nos distrair com o exterior, assim distraímo-nos com o
interior”. Tudo é propositado!
É importante fazer estes tempos de paragem da atividade de todos os
dias e confrontarmo-nos com o Senhor sobre o modo como estamos a
viver. Como educadores que somos, temos o dever de “limpar a casa”,
de pôr ordem, para ajudarmos outros a fazê-lo com seriedade e sentido. Neste tempo quaresmal foi importante fazermos esta experiência,
pois coloca-nos em caminho que pode transformar. Peço a Deus que
possamos ser pessoas que se dedicam aos outros na descoberta do seu
caminho para uma vida feliz.
Retiro da Família Salesiana
José Vicente Barreto Loja, SC, Setúbal
No dia 28 de fevereiro de 2015, a Família Salesiana reuniu-se para
juntos testemunhar e vivenciar mais um dia de retiro na Casa Santa
Ana, presidido pelo senhor Padre Rocha.
Este ano, o tema que norteou a reflexão foi “A vida é um caminho
para Deus”.
Como já é habitual, o Sr. Padre Rocha, exímio orador, falou-nos do
sentido da vida em Cristo e do sofrimento como aprendizagem da esperança e da fé, da importância de acreditar e do poder da oração, que
neste tempo quaresmal todos vivemos intensamente.
Após um curto intervalo seguiu-se a Via-sacra (Adoração) onde
acompanhamos com o coração, o caminho do Calvário de Jesus, meditando cuidadosamente sobre cada estação como uma via de “purificação interior” pessoal. Este foi para mim um dos pontos altos da
manhã em que o Sr. Padre Rocha encheu de espiritualidade e prendeu
a atenção dos presentes.
Após um almoço convívio e antes do momento da reconciliação, o
Sr. Padre fez um prelúdio de como fazer um exame de consciência de
modo a estarmos preparados para a reconciliação, após o qual acorreram vários sacerdotes, que se puseram à disposição para as confissões.
Alguns dos presentes, pois éramos muitos, puderam reconciliar-se
com Deus antes da Eucaristia que tradicionalmente encerra o retiro.
Bastante participada, como habitualmente, a Eucaristia foi vivenciada pelos presentes com muito fervor e simplicidade, mas foi grande
no significado para cada um de nós.
Uma palavra de agradecimento às Irmãs que se empenharam na
organização e preparação deste retiro.
Um agradecimento especial para o Sr. Padre Rocha que habilmente preparou as apresentações sobre toda a temática abordada, cuidadosamente
musicadas e “coloridas” com alguns dos seus lindos e magníficos poemas.
Sem dúvida, um Retiro para marcar o ano do bicentenário do Nascimento de D. Bosco, iluminado pela luz de Nossa Senhora Auxiliadora.
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Dia Diocesano do Adolescente
Ir. Rosa Maria Machado
O Departamento Diocesano da Catequese da Infancia e Adolescência da Arquidiocese de Évora promoveu, no passado dia 7 de março,
em Vendas Novas, o dia do adolescente. O dia teve como tema “Deixate amar”, contou com a participação de 560 adolescentes, acompanhados por 80 catequistas, vindos das 32 paróquias da Arquidiocese de
Évora. Assumiram a dinamização do encontro as duas paróquias de
Vendas Novas, Santo António e S. Domingos Sávio.
A manhã iniciou com o acolhimento no adro da Igreja de Santo
António, seguido de uma celebração presidida pelo Sr. Arcebispo, D.
José Alves, tendo como pano de fundo a Parábola do Pai Misericordioso. Concluido o primeiro momento, os adolescentes foram enviados em grupo para continuarem o encontro com a reflexão sobre as
implicações da Parábola na vida de cada um. Os grupos dirigiram-se
para vários locais: Igreja Santo António, Colégio Laura Vicunha, Jardim Municipal e S. Domingos Sávio. Doze sacerdotes distribuiram-se
pelos vários locais para atenderem os adolescentes no sacramento da
reconciliação.
A parte da tarde decorreu com um agradável momento de dança,
intervenções variadas de seis paróquias e um testemunho vocacional.
O encontro terminou com a oração do Pai Nosso à volta de uma fogueira, onde foram queimadas as correntes elaboradas pelos grupos a
partir da reflexão, como sinal do Amor que liberta.
“Escola aberta”
Comunidade Educativa, Externato S. João Bosco Viana do Castelo
A nossa comunidade quer partilhar convosco
este momento tão bonito para todas nós
No dia 7 de março, na parte da tarde, no Externato S. João Bosco,
realizou-se a atividade “Escola Aberta”. Este é o terceiro ano que
decorre esta iniciativa na nossa escola, desenvolvida pelas professoras, para todos os alunos que irão ingressar o primeiro ano de
escolaridade no próximo ano letivo.
Para além de mostrarmos o externato aos alunos que já estão matriculados, temos também como objetivo apresentar e cativar outros meninos que ainda não conhecem a nossa escola. Todos os que participam
acabam por ficar encantados com o espaço físico, com as professoras e
irmãs e com todas as tarefas que fazem naquela tarde. Assim, mesmo
os que ainda não estão matriculados, acabam sempre por se inscrever.
Sabemos que na semana seguinte, chegam aos infantários, contam o
que fizeram connosco e acabam por serem eles a fazer publicidade do
nosso externato.
Este ano tivemos uma tarde solarenga que nos ajudou no desenrolar
das tarefas. Quando os alunos chegavam à escola, recebiam um cartão
com uma cor. Depois, eram distribuídos por cores em grupos e pas-
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savam pelos diversos ateliês, desde expressão plástica, experiências,
dança, culinária e música com inglês. Ao fim de cerca de 20 minutos,
trocavam de atividade. No fim de todos passarem por todos os ateliês,
juntaram-se na biblioteca para verem a dramatização de uma história. Os pais acompanharam sempre os seus educandos pelas diversas
tarefas e iam também contemplando as habilidades dos seus filhos e
conhecendo o funcionamento da escola. No fim do dia levaram imensas recordações para casa: fantoches, pega-monstros, lápis e imanes
decorados, os bolinhos que fizeram e um livro sobre D. Bosco que a Ir.
Rosa ofereceu.
Foi uma tarde maravilhosa onde todas as professoras e Irmãs da comunidade partilharam o seu tempo e a sua alegria com as crianças e
os pais que se dispuseram nessa tarde a vir até à nossa escola.
O entusiasmo foi tanto que no final das atividades, os meninos não
queriam sair da escola… Para nós é gratificante saber que o nosso trabalho é reconhecido e valorizado, pois todos ficaram satisfeitos com
esta tarde especial.
Tempo para rezar…
Ir. Mafalda (Bairro do Rosário)
O Papa Francisco pediu aos cristãos de todo o mundo que durante
este tempo da quaresma nos uníssemos em oração durante 24 horas
entre os dias 13 e 14 de março. Atendendo a este pedido a paróquia de
Cascais esteve aberta para um tempo de oração contínua desde as 10
horas de sexta-feira, dia 13 de março até à manhã de sábado, dia 14.
Também como ESCOLA quisemos acolher este pedido e por isso
fizemos adoração eucarística das 12h30 às 19h30, na nossa capela,
nessa 6.ª feira, dia 13 de março.
Convidámos todos os colaboradores a passarem por lá, no momento mais oportuno, a fim de pedirem por si, pelos seus familiares
e pelas intenções daqueles que mais sofrem. Foi um intervalo do almoço onde se viam alunos e professores a entrar e a sair da capela
onde Jesus se encontrava.
O convite foi no sentido de os ajudar a entender que Jesus espera
e há-de sempre esperar por cada um deles! Que não hesitem em aceitar o Seu convite!
24 Horas com Jesus
Ir. Fernanda Passos
Já para D. Bosco, um pedido do Papa era uma ordem! Também nós assim o sentimos na nossa Comunidade e Escola naquele dia 13 de Março.
Não apenas para secundar o desejo do Papa, mas como medida evangelizadora, para educar os Alunos à oração, muito concretamente, à
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Adoração do Santíssimo Sacramento da Eucaristia e, assim, valorizar
o espaço de oração que temos, virado para a Rua 25 de Abril.
Ao longo do dia, toda a Comunidade Educativa esteve diante de Jesus,
por grupos, mesmo os mais pequenos. As Educadoras e Professoras
deram testemunho da sua fé, preparando-os e acompanhando-os neste momento de oração.
Era lindo contemplá-los, ali, em silêncio, adorando, cantando, louvando o Senhor na Eucaristia, com tanto fervor, contando a Jesus os seus
segredos, alegrias, pequenas, grandes preocupações, com tanta seriedade que encantaram os adultos, particularmente todos os que estão
mais de perto com eles.
Imaginemos os diálogos de Crianças de três anos e todos os outros!
Quanto Jesus se deve ter deliciado no meio deles… «Deixai vir a Mim
os Pequeninos… deles é o Reino dos Céus!» E nós assim quisemos fazer: colocá-los diante do Senhor para que fossem outros intermediários junto d’Ele.
No início da tarde, veio um velhinho à nossa casa, inquieto, porque
queria saber como era isso das “24 horas…do Papa Francisco”. Queria
saber. Dissemos-lhe onde podia ir adorar. Pareceu-lhe tão acessível,
que resolveu aceitar o convite de ir adorar também… Ali permaneceu
bem, bem uma hora, entre crianças, professoras, Irmãs. Saiu comovido, com as lágrimas a brilharem-lhe de emoção: “Que lindo, Irmã,
estar diante de Jesus naquele ambiente de serenidade e paz. Era um
oásis. Que lindas as Crianças, como rezam bem! Que Deus a todos
abençoe”- disse ao despedir-se. Também ele nos emocionou por não
ficar indiferente e desejar responder ao pedido do Papa.
À noite, um bom grupo de Irmãs esteve também na Paróquia, na hora
de adoração da catequese, com mais novos, adultos e todos os que puderam marcar presença. No dia 14 anteciparam-se para aproveitar um
pouco mais, antes da Missa conclusiva.
O ardor e devoção do Papa Francisco consegue pôr o Mundo inteiro de
joelhos, diante de Jesus, demovendo os corações, não deixando ninguém
indiferente aos seus pedidos. Que Deus o abençoe e cumule de seus dons,
para bem conduzir o seu Rebanho com sabedoria e bondade de Pastor.
Encontro de Conselhos Locais
14 e 15 de março
Ir. Rosa Maria Machado, Vendas Novas
O encontro realizou-se em Fátima, na Casa Nossa Senhora das Dores, e destinava-se a todas as Irmãs que integram os conselhos locais.
Iniciamos o dia com a oração da manhã e com a saudação da Provincial, Irmã Maria das Dores Rodrigues.
Durante a manhã tivemos a oportunidade de reflectir sobre o tema:
A vida consagrada hoje. Uma conferência do Monsenhor José Rodriguez Carballo proferida durante o Capitulo Geral XXIII. Este momento foi orientado pela Ir. Maria da Conceição Santos. Seguiu-se um tempo de reflexão individual e de grupo. A manhã termimou com partilha
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da reflexão feita nos grupos.
A tarde iniciou com a celebração da Eucaristia na Capela da Morte de Jesus. Pelas 16.45h reunimos novamente para tomar conhecimento sobre
alguns assuntos da Provincia. A Irmã Alzira Sousa apresentou as Orientações programáticas do Reitor Mor para o Bicentenário de Dom Bosco.
Na manhã de domingo, depois da Missa na Basílica da Trindade,
tivemos a oportunidade de relectir sobre o tema: A profecia da vigilância no serviço de animação, uma leitura dos números 10-13 do documento Perscrutai, da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Orientou este momento a
Irmã Maria das Dores. Depois da apresentação, seguiu-se um tempo
de reflexão individual e de partilha no grande grupo. Agradecemos
à Provincia esta oportunidade de formação que sentimos oportuna
para o serviço de animação.
Gratos pelos 75 anos e por muito mais
Rosa Brás – Cascais, Assunção
A fim de agradecer o trabalho, empenho, disponibilidade, altruísmo, carinho (e muitas outras qualidades que aqui não caberiam) o
SINSA, dia 6 de março, e o ENSA, dia 20 de março, celebraram as respetivas Festas da Gratidão tão querida do nosso fundador.
A festa do SINSA, onde os pequenos artistas se evidenciaram com
os seus dotes artístico-dramáticos, fez o roteiro nacional pelos distritos onde as FMA se encontram atualmente. Muita música, cor, movimento e alegria, fez regozijar toda a Comunidade Educativa.
O Dia de S. José foi o escolhido para a Eucaristia da Gratidão. Esta
foi celebrada na Igreja Nossa Senhora da Assunção e presidida pelo
Sr. Padre Nuno Coelho. Além de se comemorar o Dia do Pai deram-se
graças a Deus por todo este ano que decorre.
A parte recreativa do ENSA celebrou os 75 anos da chegada das
primeiras FMA e agradeceu particularmente a Maín, com um poema
musicado e encenado. Quanto ao inevitável teatro, este ano, foi escolhido e adaptado o texto de Oscar Wilde, “A Gigante Egoísta”. Toda a
comunidade foi convidada a deliciar-se com mais um momento de boa
disposição, luz, movimento e cor.
Ambas as festas se realizaram no ENSR a quem não nos cansamos de
agradecer a pronta disponibilidade em ceder o espaço e também a todos
aqueles que estiveram direta ou indiretamente ligados aos eventos.
Comunidade ‘Em Saída’
Comunidade da Galiza
No Bairro do Fim do Mundo, onde vivemos, actualmente denominado Bairro Novo do Pinhal, é de todos conhecida a nossa ludoteca
como espaço aberto, de segunda a sábado, para entretenimento das
crianças, adolescentes, jovens e familiares adultos nos tempos livres.
As ofertas são variadas, de cariz livre e/ou organizado. As faixas etárias que mais a frequentam são as da idade escolar obrigatória e al-
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guns Pais/Mães. Os adolescentes mais velhos e os jovens já procuram
outros lugares de propostas mais aliciantes.
A questão em vista, hoje, é precisamente esta: “vamos nós ter com
eles, lá onde eles se encontram” – dissemos entre nós, na comunidade,
umas semanas atrás, ao comentarmos a frase que eles tinham acrescentado ao mural/graffiti da Irmã Elvira no prédio da rua do nome
dela: «CONSIGO CRESCEMOS, APRENDEMOS. OBRIGADO»
Pegámos em nós as quatro - para poderem ter melhor noção da
comunidade que formamos - e fomos ter com eles ao PER, um espaço camarário no meio do nosso bairro. O encontro fora previamente
combinado com o responsável do ‘take.it’ – quem quiser ir ao facebook
ver do que se trata, ficará mais elucidado do que qualquer palavra explicativa que eu lhes possa dizer. Cumprimentámos os jovens que lá se
encontravam e foram-nos mostradas as várias propostas que aquele
espaço lhes oferece. Noutra sala para onde nos conduziram, tivemos
oportunidade de fazer uma longa conversa com o responsável e considerámo-la enriquecedora de parte a parte: sobre a história daquele
espaço, sobre a história/missão da nossa presença no bairro, sobre a
história actual do espaço paroquial da Senhora da Boa Nova. Antes
de nos retirarmos, partilhámos com todos, à maneira salesiana, uma
caixinha de chocolates.
Sentimo-nos bem contentes com este pequeno passo, lado a lado
com os leigos, em direcção aos jovens, ‘lá onde eles se encontram’.
Um Dia Diferente no Estoril
Mafalda e Diana, Lar Criança/Jovem - Setúbal
O Papa Bento XVI, diz-nos que os quarenta dias de quaresma se trata de um tempo de expectativa, de purificação, do regresso ao Senhor
e da consciência de que Deus é fiel às suas promessas. Na mensagem
deste ano, o Papa Francisco alerta-nos para a globalização da indiferença, uma vez que a indiferença para com o próximo e para com Deus
é uma tentação real, mesmo para nós, cristãos. Desta forma, temos de
encontrar momentos para ouvir a Deus, para refletir a nossa vida e,
em cada quaresma, mostramos às nossas jovens que a Deus nada Lhe
é indiferente, pelo contrário, Deus ama-nos até ao ponto de entregar o
seu Filho pela salvação de todo o homem.
O dia 18 de Março foi o escolhido para a reflexão quaresmal, no qual
as jovens e toda a equipa da Casa de Santa Ana se deslocaram à Casa
Provincial, no Monte Estoril. Foi um dia de retiro, de encontro com
Deus, em que cada uma das jovens teve a oportunidade de refletir sobre
si mesma, as suas atitudes e amizades.
À chegada, a Ir. Rosita, deu-nos as boas vindas e deixou-nos a todas
uma missão: “quero que quando terminardes este dia, o vosso coração
esteja a sorrir”. A nossa reflexão iniciou-se com a oração da manhã, cantando o Hino das Criaturas, louvando a Deus pelo sentido que dá à vida,
pelo quanto o amamos e louvando para que a nossa vida seja sempre
uma canção. No salmo 62 clamamos que a nossa alma tem sede Deus
como a terra sedenta e sem água, mas n’Ele temos confiança porque a
sua mão nos serve de amparo. Ainda cantámos “Tu és a água viva”, relembrando que o amor de Deus por nós é puro, inunda-nos e transforma
tudo em nós. Posteriormente e com a orientação do Pe. António Borges,
as jovens tiveram uma dinâmica de grupo, que proporcionou o encontro
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e a ligação com Deus trino: Pai, Filho e Espírito Santo e com as pessoas que mais gostam. Foi fundamental para perceber que a ligação com
Deus é essencial para as nossas vidas e para que as amizades se fortaleçam. Mesmo nas dificuldades sentidas nas nossas relações, existe sempre um Anjo da Guarda, que nos ajuda a restabelecer as ligações que por
vezes se quebram. Em seguida, enquanto algumas se reconciliavam com
Deus, fomos refletindo a nossa vida através da abordagem à parábola do
filho pródigo e da ovelha perdida. Estas parábolas enfatizam que Deus
Pai é “pleno de misericórdia” e sempre pronto a perdoar. João Paulo II
afirmou ainda que, para a Igreja, a “missão de reconciliação é a iniciativa, cheia de compaixão, amor e misericórdia, deste Deus que é amor”.
Ainda no período da manhã, celebrou-se a eucaristia com a participação
ativa das jovens. Aproveitando o andarilho da Ir. Glória, o celebrante subiu
em direção ao altar apoiado nele e deu a mensagem de que, muitas vezes,
na nossa vida, precisamos de um andarilho para nos ajudar a caminhar
até Deus. Este andarilho também simboliza as nossas faltas, dificuldades
e angústias, mas depois da reconciliação com Deus Pai Misericordioso, que
nos dá força para continuar a caminhada, podemos colocar de lado os andarilhos da vida e correr pelas vias do amor ao encontro do irmão.
Durante o almoço, para demonstrar a nossa gratidão pelo acolhimento que as Irmãs da Casa Provincial nos proporcionaram, foi lido um
poema de gratidão ao som do violino que tocava o Edelweiss. Antes da
partida ainda houve tempo para brincar no pátio com algumas Irmãs e
reencontrar rostos conhecidos.
No período da tarde, fomos visitar o Parque Marechal Carmona, em
Cascais. Onde as jovens puderam brincar livremente, apreciar e contactar com a Natureza.
Depois de tanta brincadeira, partilha e reflexão, chegou a hora do regresso a casa, com o coração mais cheio e a sorrir. Estes momentos são importantes para o crescimento humano e espiritual das nossas jovens. Tal como a
mensagem da Irmã Maria das Dores, o nosso dia foi diferente, voltamos com
um espírito diferente, com o coração diferente e uma nova atitude.
José e Jesus
José foi o educador duma liberdade que se empenha num
projeto de vida!
- José velou sobre a infância de Jesus que crescia em sabedoria, em
idade e em graça…
- A formação que Jesus recebe em casa prepara-o para o papel que ele
deverá desempenhar na sociedade… - José foi um educador em vista
da missão!
Com Maria, José deu uma grande confiança a Jesus que ele tinha
posto no centro da sua vida. Acreditar na capacidade de crescer de
alguém, é já pô-lo sobre a via do crescimento. A eficácia da educação
de Jesus é-nos confirmada por uma palavra de Lucas: “e era-lhes submisso” (Lc 2,51).
- José foi capaz de superar os seus temores e de ser disponível à mudança, com bastante confiança em si mesmo para enfrentar os riscos e
os acontecimentos inéditos da sua vida. Jesus encontrou, neste humilde artesão, o modelo para crescer em idade, em força e em sabedoria,
na liberdade e na paz. Não sabíeis que eu devia ocupar-me das coisas
do meu Pai? (Lc 2,49), podia ele dizer com toda a confiança. Vivendo
com José no seu dia-a-dia, Jesus aprendeu uma liberdade que se empenha num projeto de vida até ao dom total de si mesmo, por amor.
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A nossa história
Neste número do Sintonia, apresentamos a história dos inícios da
Casa 28 de Maio, onde muitas Irmãs doaram a vida pelas centenas de
meninas que por aí passaram.
Casa “28 de Maio”
Lídia Santos
Em 1943, as FMA assumiram a Secção “28 de Maio”, da Casa Pia de
Lisboa, situada no Monte de Caparica e em que o número de meninas
chegou a ser superior a 500. Esta obra constituiu, desde o início, um
grande desafio ao carisma salesiano que ali encontrou extenso campo
de ação.
No dia 17 de abril, a Provincial da Província espanhola de Madrid Sta.
Teresa, M. Joana Vicente e a sua secretária, acompanharam à nova
casa 9 Irmãs que fariam parte da comunidade: Ir. Adele Rabolini, diretora, Ir. Joana Payá, Ir. Giuseppina Cerutti, Ir. Gina Magagnotti, Ir.
Maria Mondino, Ir. Livia Giacomolli, Ir. Caterina Schiavi, Ir. Elvira Daparma e Ir. Carmen Derch.
Acompanhou-as também, desde a travessia do rio, o Provedor da Casa
Pia, Sr. Pedro Campos Tavares e o Provincial dos Salesianos, P. Ermenegildo Carrà.
As Irmãs foram acolhidas, no gabinete destinado à diretora, pelo
pessoal docente – professores e vigilantes – e o Provedor dirigiu-lhes
umas palavras de saudação, desejando-lhes um trabalho profícuo.
Manifestou a sua satisfação por confiar às Irmãs uma obra que tão
bem correspondia aos ideais da sua vocação e que, orientada segundo
os princípios do seu método educativo, poderia dar ótimos resultados. Disse estar convencido que, com a nova direção, se atingiriam os
objetivos essenciais que o Governo se propunha confiando a obra às
Salesianas. Ao pessoal, ele referiu que confiava na sua adesão e colaboração com as diretivas da nova Diretora que desde esse momento
assumia a completa responsabilidade de todo o andamento da obra.
O Provincial, em nome da Provincial, agradeceu ao Provedor e assegurou-lhe que as Filhas de Maria Auxiliadora, que já estavam espalhadas
por todo o mundo e que sempre trabalhavam segundo o método educativo do seu fundador S. João Bosco obtendo resultados consoladores,
não desmentiriam a sua tradição de educadoras pelo que, também na
terra portuguesa, fariam o bem que estavam a fazer noutros lugares.
Em seguida foram à capela e depois visitaram a casa e, chegadas perto
do refeitório, o Provedor reuniu o pessoal de serviço – cozinha, lavandaria, etc. – e convidou a todos a continuar com diligência o próprio
trabalho, seguro que seria bem considerado e apreciado por quem sabia o que quer dizer “sacrificar-se”. Finalmente entraram no refeitório,
que servia também de teatro, onde encontraram 374 meninas a quem
as irmãs foram apresentadas pelo Provedor.
No dia seguinte era Domingo de Ramos. Participaram nas cerimónias
e começaram as atividades. Iniciaram também as férias da Páscoa.
Neste período, as Irmãs aproveitaram para organizar o trabalho. As
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meninas foram divididas em grupos etários, ficando cada Irmã com
cerca de 55 ou 56 meninas, ajudada por uma auxiliar. Entretanto, chegaram mais 11 meninas.
No dia de Páscoa, 25 de abril, tiveram a Missa celebrada pelo P. Leite, SDB e à tarde a Provincial reuniu as Irmãs. Entre outras coisas,
recomendou-lhes a caridade entre elas e com as senhoras e as alunas
e exortou-as a santificarem o intenso trabalho que iriam ter, com a
reta intenção. À noite a Provincial deu a boa noite às alunas, ofereceu
uma medalha de Maira Auxiliadora a cada uma e recomendou a oração diária das três Avé Marias. No dia seguinte a Provincial partiu,
acompanhada até ao porto pelas Irmãs.
As Irmãs sentiram-se sós e poucas nessa “casa gigantesca”. Mas terminaram as férias da Páscoa e as meninas regressaram. A casa povoouse e começaram as atividades de trabalho e escola.
Com o tempo, o edifício, que era um lazareto1 e fora adaptado para
acolher as meninas da Casa Pia, foi-se desgastando. O edifício já apresentava brechas, oferecendo pouca segurança em certas dependências
e as Irmãs alertaram as autoridades responsáveis. Recebeu a visita
de um grupo de técnicos do Ministério de Obras Públicas que recomendaram obras de restauro que estavam para começar. Mas, infelizmente, a 5 de janeiro de 1958, a parede do ginásio, na cave, acabou
por abater, arrastando, depois, os dois andares superiores. Tornou-se
impossível a permanência no edifício. Com a intervenção do Ministro
do Interior, Dr. Trigo de Negreiros, foi obtida a autorização do Ministério das Corporações para ocuparem a colónia de férias da Caparica
“um lugar ao Sol”, e para aí se transferiram2, até ao mês de abril. Não
tendo sido possível à Casa Pia arranjar um outro lugar para acolher
essas educandas, algumas foram acolhidas nas nossas casas – Santa
Ana em Setúbal e Santa Clara em Lisboa – e muitas foram entregues
às famílias3.
Nota: Quem quiser ver algumas fotografias do “28 de Maio”, pode consultar:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.579098872119590.152761.286415878054559&type=3
Informações sobre o edifício: http://ruinarte.blogspot.pt/2009/12/o-lazareto-novo-delisboa-era-um-local.html
http://www.jf-caparica.net/
2
Cf Jornais Diário de Notícias e Diário Popular do 6 de janeiro de 1958 e carta de M. Maria
Luisa Valle ao Dr. Oliveira Salazar de 30 de julho de 1958
3
Carta de M. Valle ao Dr. Oliveira Salazar de 30 de julho de 1958
1
O Senhor chamou a Si
02.02.2015 - Cunhado da Ir. Isaura Mateus
15.02.2015 - P. António Neto (irmão da Ir. Fátima)
15.03.2015 – Pai da Ir. Palmira Gomes
“Na Eucaristia destes dias dei Graças ao Senhor, por vós queridas Irmãs,
em meu nome e da minha família pelas orações, presença e carinho com
que fomos acarinhadas na hora da partida do nosso irmão. MUITO
OBRIGADA, a todas e a cada uma. Ir. Fátima, Teresa e Francisco”
Irmã Fátima Neto
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