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morfina

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morfina
GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO
HOSPITAL CRISTO REDENTOR
SERVIÇO DE FARMÁCIA
MORFINA
A Morfina é um analgésico obtido através da extração do suco das
cápsulas imaturas da papoula (Papaver somniferum). Sua característica mais
significativa é que produz analgesia sem perda da consciência. É indicada no
tratamento das dores agudas, de moderadas à intensas, que não respondem a
analgésicos menos potentes e também é eficaz no controle da dor crônica.
Atinge o efeito analgésico máximo em 20 a 90 minutos, dependendo da via de
administração. Seu efeito dura em média 5 horas (via oral, intramuscular e
intravenosa), atravessa a barreira placentária e traços são excretados no leite
materno.
Mesmo em doses terapêuticas, produz amplo espectro de efeitos
indesejados, incluindo depressão respiratória, náuseas, vômitos, constipação,
retenção urinária e hipotensão. Dependendo da dose utilizada pode haver
liberação de histamina, provocando urticária e prurido. A administração por
tempo prolongado pode provocar tolerância e dependência física e psíquica. A
suspensão abrupta da administração de morfina em pacientes sujeitos a
tratamento prolongado pode causar síndrome de abstinência característica.
O efeito depressor da morfina pode ser potencializado e prolongado
pelos fenotiazínicos, inibidores da monoaminoxidase e antidepressivos
tricíclicos. A morfina pode potencializar os efeitos hipotensores de antihipertensivos e diuréticos e com bloqueadores neuromusculares pode exercer
efeito aditivo. Medicamentos antidiarreicos antiperistálticos, bem como
fármacos anticolinérgicos podem aumentar o risco de constipação grave. A
morfina tem efeito antagônico ao da metoclopramida sobre a motilidade
gastrointestinal. A naloxona antagoniza os efeitos analgésicos e depressores
respiratórios da morfina (Diluir 1 ampola em 9 ml de diluente e administrar de
1 em 1 ml lentamente, até reversão do quadro), sendo utilizada como antídoto
específico nos casos de superdosagem.
Recomenda-se que a morfina não seja administrada com outros
medicamentos por via subcutânea, a menos que a estabilidade tenha sido
claramente estabelecida.
Doses recomendadas:
Adultos:
Dor crônica:
De 5 a 30 mg, por vias oral, subcutânea ou intramuscular, a cada 4 horas: pode
ser aumentada de acordo com a necessidade.
Dor aguda:
Via oral: 10 a 30 mg a cada 3 a 4 horas.
Vias Intramuscular ou Subcutânea: 3 a 10 mg a cada 2 a 4 horas.
Via Intravenosa lenta: 2,5 a 10 mg em 5 ml diluente ou 1 ml de morfina em 9 ml
de diluente (soro fisiológico ou soro glicosado) administrar em 4 a 5 minutos.
Crianças:
Dor aguda:
Neonatos: 100 microgramas/kg por via subcutânea ou intramuscular a cada 6
horas.
De 1 a 6 meses de idade: 100 - 200 microgramas/kg, por vias subcutânea ou
intramuscular a cada 6 horas
De 6 meses a 1 ano de idade: 100 - 200 microgramas/kg, por vias
subcutânea ou intramuscular a cada 4 horas.
De 2 a 12 anos de idade: 200 microgramas/kg, por vias subcutânea ou
intramuscular a cada 4 horas
Via oral: 0,3 a 0,6 mg/kg Solução oral: 1 ml (10 mg) = 32 gotas
Para uso intratecal e epidural, utilizar as ampolas sem conservante
(2mg/2ml)
A morfina é estável em seringa, sem diluição e quando diluída, por 24
horas à temperatura ambiente e protegida da luz.
REFERÊNCIAS:
Fuchs FD, Wannmacher L, Farmacologia Clínica. 2ª ed. Rio de Janeiro,
Guanabara Koogan, 1998.
Reynolds JEF. (ed) Martindale The Extra Pharmacopeia. 30ª ed. The
Pharmaceutical Press, London, 1993.
Korolkovas A. Dicionário Terapêutico Guanabara. 6ª ed. Rio de Janeiro, 2000.
Gilman, AG et al, Goodman & Gilman, As Bases Farmacológicas da Terapêutica,
8ª ed. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1991.
FormulárioTerapêutico Nacional 2008- Ministério da Saúde
Em casos de dúvidas, entre em contato com os farmacêuticos nos ramais
4129 ou 4231.
Revisado em setembro 2010
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