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AB COMPLICAÇÕES APÓS ADMINISTRAÇÃO DE MORFINA

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AB COMPLICAÇÕES APÓS ADMINISTRAÇÃO DE MORFINA
TEMAS LIVRES DO 51º CONGRESSO BRASILEIRO DE ANESTESIOLOGIA
9º CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO – 1º CONGRESSO DE DOR DA BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA
A
COMPLICAÇÕES APÓS ADMINISTRAÇÃO DE MORFINA SUBARACNÓIDEA. RELATO DE CASO
Hugo D E P Cardoso*, Bruno G Cerqueira, Luciano S Garrido, Jairo J P Gomes
CET/SBA Hospital Universitário Professor Edgard Santos, UFBa
Rua Isaías Alves Almeida, 336/203, 41750-180 Salvador-BA
Introdução - A depressão respiratória é a complicação mais temível após o uso de morfina no neuro-eixo. Muito embora a incidência deste evento seja baixa, as conseqüências são graves. De aparecimento tardio, ocorre em condições desfavoráveis de
observação, levando a resultados desastrosos. Relato do Caso - Paciente do sexo masculino, 56 anos, 72 kg, estado físico
ASAII, monitorado com PAMNI, oximetria de pulso e ECG contínuo, venóclise com dispositivo IV nº 18, submetido a prostatectomia sob raquianestesia, L3 -L4 , agulha 25G Quincke, com bupivacaína hiperbárica 15 mg e 5 mg de morfina (administrada inadvertidamente como 100 µg), sedado com 2 mg de midazolam + 50 µg de fentanil. Administrados 2 g de cefazolina + 4 mg de ondansetron. Após 20 minutos da injeção da solução na raque, o paciente apresentou prurido, cada vez mais intenso, tratado com
duas doses de 5 mg de nalbufina e 10 mg de propofol com melhora do quadro. Observou-se então que houve troca da ampola de
morfina, utilizando-se a apresentação de 10 mg/mililitro ao invés de 200 µg/ml. A exceção de uma hipotensão moderada, ao término da cirurgia, revertida definitivamente com 40 µg de naloxona, após hidratação generosa e uso de vasopressor (total de efedrina = 20 mg), não apresentou nenhuma outra complicação intra-operatória. Foi mantido na SRPA até o fim da tarde, sem outra
alteração de monta. Já no leito, às 21h30 min, começou a apresentar sonolência com posterior diminuição da freqüência respiratória, quando foi encaminhado à UTI. Foi intubado e mantido em ventilação controlada por 12 horas. Alta da UTI no segundo
DPO sem seqüelas. Discussão - Este caso chama a atenção particularmente para alguns eventos: primeiro a extrema necessidade de atenção no momento de certificar-se que as drogas que serão administradas são as que verdadeiramente queremos;
segundo, que: embora a depressão respiratória determinada pela morfina seja de aparecimento tardio, mesmo com uma freqüência respiratória adequada, o paciente pode apresentar sinais precoces como a sedação, ocorrida neste caso. Por outro
lado, a hipotensão, efeito colateral grave e de freqüência pequena, costuma somente responder ao uso venoso de naloxona.
Referências - 01. Pusch F - Single injection paravertebral block. Acta Anaesthesiologica Scand, 1999;43:770-774.
B
DISSECÇÃO DE ARTÉRIA CARÓTIDA LEVANDO A ÓBITO APÓS PASSAGEM DE CATETER DE SORESEN. RELATO DE
CASO
Hugo E D P Cardoso*, Uirá R C Pires, Paulo H Carvalho, Luciano S Garrido
CET/SBA Hospital Universitário Professor Edgard Santos, UFBa
Rua Isaias Alves de Almeida, 336/203, 41750-180. Salvador - BA
Introdução - O cateterismo venoso central é uma técnica bastante difundida. As complicações relacionadas ao uso deste tipo
de acesso são: mecânicas, infecciosas e trombóticas, ocorrendo em até 15% dos casos com gravidade variável. O objetivo deste caso é relatar uma complicação grave com óbito. Relato do Caso - Paciente do sexo masculino, 71 anos, 60 kg, estado físico
ASA IV, apresentando aneurisma de aorta abdominal infra-renal, DAC (ambas com indicação cirúrgica), hipertensão arterial
sistêmica, insuficiência renal crônica e DPOC. Agendamento eletivo para cirurgia. Admitido inicialmente no CC para retirada de
um cateter de Tenkhoff e passagem de um cateter de Sorensen. Monitorado com: ECG contínuo D II e V5, oximetria de pulso e
PANI. Anestesia geral venosa com midazolam (2 mg), fentanil (40 µg), lidocaína (20 mg), propofol (40 mg), mantido em ventilação espontânea com oxigênio, sem intercorrências anestésico-cirúrgicas. Após uma hora no CRPA apresentou inquietação e
queixas de náuseas, dor torácica e no dorso, evoluindo com hipotensão e bradicardia. Reavaliado pelo cirurgião vascular que
suspeitou de rutura do aneurisma decidindo intervir imediatamente. Chegou a sala de cirurgia em choque hipovolêmico grave,
administração de noradrenalina, dopamina e dobutamina. Anestesia geral venosa com etomidato (20 mg), fentanil (250 µg) e
pancurônio (8 mg), intubação orotraqueal e ventilação mecânica. À laparotomia exploradora encontrou-se o aneurisma íntegro,
evoluiu para PCR em assistolia, não respondendo às manobras de reanimação. A necropsia evidenciou lesão de carótida pelo
cateter de Sorensen, com dissecção através estruturas vasculares do tórax, indo até abdome. Hemotórax com 2400 ml de sangue. Discussão - Apesar de relatos de freqüência de até 15% de complicações na punção venosa central, a punção acidental de
carótida varia de 1,9 a 9,4% das complicações nas séries estudas. Não existem relatos de dissecção de artéria carótida após
punção. Referências - 01 Domino KB - Injuries and liability related to central vascular catheters. Anesthesiology,
2004;100:1411-1418.
Revista Brasileira de Anestesiologia
Vol. 54, Supl. Nº 33, Novembro, 2004
CBA 201
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