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4138111 - linguagens para o enem n. 4

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4138111 - linguagens para o enem n. 4
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Romantismo, Interpretação e Gramática
Professor: Sérgio Rosa
1. Correlacione os autores românticos brasileiros a excertos de
suas obras.
(1)José de Alencar
(2)Gonçalves Dias
(3)Manuel Antonio de Almeida
(4)Castro Alves
(5)Álvares de Azevedo
( ) Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá
( ) Fez-se no semblante da virgem, um ninho de castos
rubores e lânguidos sorrisos: os lábios abriram como as
asas purpúreas de um beijo soltando o voo. A palmeira
arrastada pela torrente impetuosa fugia. E sumiu no
fundo do horizonte.
( ) Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã
Minha mãe de saudade morreria
Se eu morresse amanhã!
( ) Cada conhecido ou amigo queria dar um destino que
julgava mais conveniente às inclinações que nele
descobriu, o pequeno, dizemos, tendo tantas coisas
boas que escolher, escolheu a pior possível: nem foi
para Coimbra, nem para a Conceição, nem para cartório
algum; não fez nenhuma destas coisas, nem também
outra coisa qualquer: constituiu-se um completo vadio,
vadio mestre, vadio-tipo.
( ) Senhor Deus dos Desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura se é verdade
Tanto horror perante os céus...
A sequência correta é:
a) 2, 3, 1, 5 e 4
b) 2, 1, 5, 3 e 4
c) 3, 1, 5, 2 e 4
d) 1, 2, 3, 4 e 5
e) 5, 4, 3, 2 e 1
2. “Dei o nome de Primeiros cantos às poesias que agora
publico, porque espero que não serão as últimas. Muitas
delas não têm uniformidade nas estrofes, porque menosprezo
regras de mera convenção; adotei os ritmos da metrificação
portuguesa, e usei deles como me pareceram quadrar melhor
com o que eu pretendia exprimir.”
Pelas informações contidas no texto acima, percebe-se que o
autor é poeta:
a) romântico.
b) parnasiano.
c) simbolista.
d) modernista.
e) concretista
OSG.: 41381/11
N° 4
3. Referindo-se, numa carta, a seu romance Iracema, escreveu
José de Alencar:
Este livro é pois um ensaio ou antes mostra. Verá realizadas
neles minhas idias a respeito da literatura nacional e achará
aí a poesia inteiramente brasileira, haurida na língua dos
selvagens. A etimologia dos nomes das diversas localidades
e certos modos de dizer tirados da composição das palavras
são de cunho original.
De acordo com esse trecho, é correto afirmar que a literatura
indianista desse autor:
a) foi produzida de modo a subverter o sentido que comumente
se atribui às palavras de uso corrente.
b) deu-lhe pretexto para que ele criasse palavras que pudessem
soar como se de fato pertencessem a alguma língua indígena.
c) foi por ele mesmo considerada de importância menor do que
a que escrevia com outro tipo de preocupação.
d) era um simples ensaio do escritor, que se preparava para
criar romances de maior peso, ambientados na Corte.
e) levou-o a pesquisar e a valorizar, criativamente, a força
expressiva da língua falada pelos nativos.
4. Poderíamos sintetizar uma das características do Romantismo
pela seguinte aproximação de opostos:
a) Cultivando o passado, procurou formas de compreender e
explicar o presente.
b) Aparentemente idealista, foi, na realidade, o primeiro
momento do Naturalismo Literário.
c) Pregando a liberdade formal, manteve-se preso aos modelos
legados pelos clássicos.
d) Embora marcado por tendências liberais, opôs-se ao
nacionalismo político.
e) Voltado para temas nacionalistas, desinteressou-se do
elemento exótico, considerado incompatível com a exaltação
da pátria.
5.
Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro
— Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro.
Os versos acima exemplificam:
a) a utilização de metáforas grandiosas para expressar a
indignação com as injustiças sociais que caracteriza a obra
de Castro Alves.
b) a temática da procura da morte como solução para os
problemas da existência que se encontra em Álvares de
Azevedo.
c) o tratamento ao mesmo tempo irônico e lírico a que Carlos
Drummond de Andrade submete o cotidiano.
d) a presença da natureza como cenário para o encontro do
pastor com sua amada, como ocorre em Tomás Antônio
Gonzaga.
e) a exploração de ecos, assonâncias, aliterações em busca de
uma sonoridade válida por si mesma, como se vê na obra de
Cruz e Sousa.
Romantismo, Interpretação e Gramática
● Texto para as questões de 6 a 10.
6. Assinale a alternativa que contém a afirmação correta acerca
do conto “Os moradores do casarão”.
a) A decadência econômica criou uma situação humilhante
para a família.
b) A submissão de Violeta às tias e a impertinência delas
irritavam o pai de Violeta.
c) O relógio de parede, mesmo antigo, continuava trabalhando
arrastado e silencioso.
d) O casarão, há tempos imponente, deteriorou-se, tornando-se
um lugar tenebroso e sombrio.
e) As tias de Violeta, embora autoritárias, cediam à vontade da
sobrinha, como o fazem as mães.
Texto
(...)
Consultando o relógio de parede, que bate as horas num
gemer de ferros, ela chama uma das pretas, para que lhe traga
a chaleira com água quente. Toma banho dentro da bacia no
quarto, cujos tacos já estão podres. Demora-se sentada no banco
de madeira com medo da corrente de ar, os cabelos soltos e os
ombros protegidos pela toalha.
A única amiga que a visita diz que a vida dela dá um
romance. O casarão. A posição social de outrora. A educação
dela: o piano, a aula particular de francês, o curso de pintura com
irmã Honorine. Tudo se foi acabando. Os mortos são retratos
no alto das paredes. Galeria de retratos, o do pai, imponente, o
cabelo partido ao meio, certa ironia nos olhos, ao tempo em que
foi secretário de estado e diretor do grande hospital. Foi por esse
tempo que ela se casou com o bacharel recente. As tias fizeram
oposição forte. Aquelas tias magras, de nervuras nos pescoços,
as blusas de colarinho de renda, os bandós. A mais renitente
delas era tia Matilda. A sobrinha merecia coisa melhor, homem
já projetado na vida, com carreira feita, que a família era nobre,
quisessem ou não: vinha de boa cepa portuguesa, com barão na
origem. O moço era filho de comerciante, com pequena loja de
tecidos:
–– E um menino! Em começo de vida.
Mas casaram. Foi decidido que ficassem no casarão, que
dava para todos, e ninguém queria separar-se de Violeta, que
tinha muitas mães, todas mandando nela. Violeta, governada,
sem vontante própria, como se ainda fosse menina, ouvindo
uma e outra:
–– Estou bem com este vestido?
A nervura das tias.
–– Horrível! Ponha o de organdi.
Ela voltava ao grande quarto, de forro alto, e mudava
a roupa na frente do marido, marginalizado e em silêncio.
Concessão maior só do pai, que era meio boêmio, apreciava uma
roda de cerveja e de pôquer. O pai soltava gargalhada na cadeira
de balanço e garantia ao genro que aquelas velhas, e a própria
mulher dele, eram doidas.
A pressão. O reparo para qualquer deslize tolo ou gafe:
–– Filho de comerciante.
E Violeta, que nunca teve filhos, engordava, lambia os
dedos e os beiços untados de manteiga. Muita banha, preguiça
de sair de casa, uma ou outra nota no piano de cauda, com o
jarro de flores, onde as moscas dormiam e cagavam.
Veio o desquite. O marido mudou-se para São Paulo. Fez
carreira brilhante, é advogado de prestígio e, faz muito tempo, vive
com a outra. Mas fixou pensão para a mulher e escrevia-lhe, talvez
por pena dela: a gordura disforme. Foram cartas que raramente
recebeu, e uma ou outra que ela própria tivesse escrito, tia Matilda,
a renitente, tomava do jardineiro, lia e rasgava.
Quando essa tia morreu, porque afinal todos morreram,
Violeta encontrou no quarto dela dentro da gaveta da cômoda,
lá no fundo, algumas dessas cartas do marido, amarradas com o
fitilho. Trancou-se, leu-as à luz do abajur e chorou.
O casarão, com a torre, é ninho de morcegos, que voejam
na tarde. Tudo é silêncio. O gradil do muro, enferrujado. Secou a
fonte, onde o vento rodopia folhas mortas. De resistente apenas
a hera, que sobe pelas velhas paredes, uma ou outra vez aguada
por Seu Vicente, jardineiro, ou pela preta mais nova, também
cria da família.
A única amiga que a visita volta a assegurar que a vida
dela dá um romance.
–– Acho que sim.
E Violeta se levanta, pesada, envolvida no cachecol, para
fechar a janela por onde vem a corrente de ar e já se aproxima
a noite.
7. Assinale (V) ou (F), conforme seja verdadeira ou falsa
a afirmação sobre o conto “Os moradores do casarão” e
marque a alternativa que contém a sequência correta.
( ) À época do casamento, o marido de Violeta era jovem e
estudante de Direito.
( ) Tia Matilda lia as cartas endereçadas a Violeta, antes de
entregá-las à sobrinha.
( ) O marido de Violeta decidiu morar em São Paulo,
somente depois de separar-se dela.
a) F – F – V
b) F – V – V
c) F – V – F
d) V – V – F
e) V – F – V
8. Assinale a alternativa cujo par de características pertence ao
casarão, espaço onde se desenrola a narrativa.
a) Janelas estreitas / paredes altas.
b) Piso estragado / janelas estreitas.
c) Paredes altas / cômodos pequenos.
d) Grades enferrujadas / piso estragado.
e) Cômodos pequenos / grades enferrujadas.
9. Associe cada descrição (coluna 2) com a perspectiva sob a
qual o espaço está sendo descrito (coluna 1).
Coluna 1
( 1) De fora para dentro
( 2) De dentro para fora
( 3) De baixo para cima
( 4) Do geral para o particular
Coluna 2
( ) O vento varria as folhas do chão e, pelas paredes, a hera
alcançava a torre do velho casarão.
( ) Ao fundo do corredor, o quarto. Lá havia uma cômoda,
na qual Matilda escondia algumas cartas de Violeta.
( ) O casarão tinha um ar de abandonado, que se percebia
nas paredes sujas, no relógio empoeirado, nos ponteiros
imóveis.
a) 3, 1, 4
b) 3, 2, 4
c) 3, 1, 2
d) 1, 4, 2
e) 1, 3, 4
MOREIRA CAMPOS, José Maria. Dizem que os cães veem coisas.
Fortaleza: Edições UFC, 1987.
2
Romantismo, Interpretação e Gramática
10.A ssinale a alternativa cuja sequência de elementos
preenche corretamente o texto, assegurando seu
encadeamento lógico-discursivo.
14.(UFF) Assinale a única série de duplas singular-plural em
que existe uma forma incorreta.
a) Cidadão – cidadões.
b) Cônsul – cônsules.
c) Projétil – projetis.
d) Corrimão – corrimões.
e) Olho-de-sogra – olhos-de-sogra.
Num primeiro momento, o conto apresenta a família de
Violeta quando era abastada e fina. _____________, Violeta,
que recebera educação esmerada, foi muito reprimida,
_____________ pelas tias. Casou. Separou. _____________
vê-se a decadência da família, retratada _____________ do
abandono em que se encontra o casarão e do desleixo a que
se entregara Violeta.
15.Analise os dois períodos abaixo.
I. Eles reteram as pessoas munidas de fogos de artifícios.
II. Eles retiveram as pessoas munidas de fogos de artifícios.
a) Enquanto isso – especialmente – Depois – em virtude
b) Enquanto isso – principalmente – Em seguida – através
c) Nessa época – principalmente – Posteriormente – através
d) Nessa época – especialmente – Assim – como consequência
e) Nessa época – principalmente – Nesse ínterim – como
consequência
Assinale a alternativa correta.
a) Apenas I está correto.
b) Apenas II está correto.
c) Ambos estão corretos.
d) Ambos estão incorretos.
e) O contexto determina o uso dessas construções.
11.(UFC) Numere os parênteses das frases a seguir de
acordo com os números que indicam os aspectos verbais,
discriminados abaixo.
( I )Ação não realizada
( II)Início da ação
(III)Repetição da ação
(IV)Desenvolvimento da ação
( V)Término da ação
16.(ITA) Indique a frase correta.
a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes.
b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas.
c) O ladrão forçou a porta com pés-de-cabra.
d) Godofredo almoçou duas couves-flor.
e) Alfredo e Redagásio são dois gentil-homens.
17.(Mack) Numa das opções, uma das palavras apresenta erro
de flexão, indique-a.
a) Mãos de obra; obras-primas.
b) Guardas-civis; afro-brasileiros.
c) Salvos-condutos; papéis-moeda.
d) Portas-bandeira; mapas-múndi.
e) Salários-família; vice-diretores.
( ) Isaura estava tocando, enquanto Álvaro a elogiava.
( ) O pai de Luzia tornou a elogiá-la para todos que a
viam.
( ) Helena ficou de cantar para o conselheiro, mas não
teve oportunidade.
( ) No sertão, Dôra passou a se preocupar com luto.
A numeração correta é:
a) II – IV – V – III
b) IV – II – III – V
c) III – IV – I – II
d) IV – III – I – II
e) II – III – V – IV
18.(Uberlândia) Dentre os plurais de nomes compostos aqui
relacionados, há um que está errado. Qual?
a) Escolas-modelo.
b) Quebra-nozes.
c) Chefes-de-sessões.
d) Guardas-noturnos.
e) Redatores-chefes.
12.(IBGE) Assinale o par de frases em que as palavras
destacadas são substantivo e pronome, respectivamente.
a) A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão praticar
o bem.
b) A Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia muito
movimento na praça.
c) Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de drogas é
condenável.
d) Pessoas inconformadas lutaram pela abolição. / Pesca-se
muito em Angra dos Reis.
e) Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. / Não
entendi o que você disse.
19.(Uberlândia) Relativamente à concordância dos adjetivos
compostos indicativos de cor, uma, dentre as seguintes, está
errada. Qual?
a) Saia amarelo-ouro.
b) Papel amarelo-ouro.
c) Caixa vermelho-sangue.
d) Caixa vermelha-sangue.
e) Caixas vermelho-sangue.
20.(Mack) Relacione as duas colunas, de acordo com a
classificação dos substantivos, e assinale a alternativa
correta.
(1)padre
( ) próprio
(2)seminário
( ) coletivo
(3)Dias
( ) derivado
(4)ano
( ) comum
13.Assinale a alternativa que, pela ordem de apresentação,
completa adequadamente as lacunas.
I. Vocês foram ____________?
II. Alguém sabe ____________ eles estão?
III.____________ vocês querem chegar?
IV. Queremos saber ____________ vocês vêm.
a) aonde – aonde – Aonde – de onde
b) onde – onde – Aonde – donde
c) onde – aonde – Aonde – de onde
d) aonde – onde – Aonde – donde
e) aonde – aonde – Onde – de onde
a) 3 – 4 – 2 – 1
b) 1 – 2 – 4 – 3
c) 1 – 3 – 4 – 2
d) 3 – 2 – 1 – 4
e) 2 – 4 – 3 – 1
3
Romantismo, Interpretação e Gramática
1
a
9
c
17
c
2
e
10
a
18
c
GABARITO – Nº 3
3
4
5
6
b
e
*
e
11
12
13
14
a
b
c
b
19
20
e
a
7
d
15
c
Anotações
8
c
16
d
*5: F-V-V
4
OSG.: 41381/11
Dig.: Vic. 02/02/11 / Rev.: THH/AR
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