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PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DE CEBOLA EM FUNÇÃO DE
GARDÊNIA SILVANA DE OLIVEIRA RODRIGUES
PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DE CEBOLA EM
FUNÇÃO DE DOSES DE NITROGÊNIO E ÉPOCAS DE
PLANTIO
MOSSORÓ-RN
2014
0
GARDÊNIA SILVANA DE OLIVEIRA RODRIGUES
PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DE CEBOLA EM FUNÇÃO DE DOSES
DE NITROGÊNIO E ÉPOCAS DE PLANTIO
Tese apresentada ao programa de pósgraduação de Fitotecnia da Universidade
Federal Rural do Semi-Árido, como parte
das exigências para obtenção do grau de
Doutor em Ciências.
ORIENTADOR:
PROF. D.Sc LEILSON COSTA GRANGEIRO
MOSSORÓ-RN
2014
1
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Biblioteca Central Orlando Teixeira (BCOT)
Setor de Informação e Referência
R696p Rodrigues, Gardênia Silvana de Oliveira.
Produtividade e qualidade de cebola em função de doses de
nitrogênio e épocas de plantio. / Gardenia Silvana de Oliveira
Rodrigues. -- Mossoró, 2014
65f.: il.
Orientador: Prof. D. Sc. Leilson Costa Grangeiro.
Tese (Doutorado em Fitotecnia) – Universidade Federal
Rural do Semi-Árido. Pró-Reitoria de Pós-Graduação.
1. Allium cepa. 2. Adubação nitrogenada. 3. Retorno econômico.
4. Sólidos solúveis. I.Titulo.
RN/UFERSA/BCOT
CDD: 635.25
Bibliotecária: Keina Cristina Santos Sousa e Silva
CRB-15/120
2
12
DEDICO
Ao meu esposo Rogério Rodrigues da Silva
e aos meus amados filhos Francisco Vicente
de Oliveira Neto e João Gabriel de Oliveira
Rodrigues pelo amor e companheirismo em
todos os momentos.
OFEREÇO
Aos meus pais, Francisco Vicente de
Oliveira e Raimunda Silva Costa de
Oliveira por todo amor, dedicação e
pela presença constante em minha vida.
4
AGRADECIMENTOS
Deus, por me conceder saúde, sabedoria, fidelidade e cuidados para
comigo, em todo tempo;
À Universidade Federal Rural do Semi-Árido pela oportunidade de
desenvolver este trabalho;
À Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(CAPES) pela concessão da bolsa de estudos;
Ao meu esposo, Rogério Rodrigues da Silva, por estar sempre ao meu
lado, me apoiando, com seu amor e carinho;
Aos meus queridos filhos Vicente Neto e João Gabriel, pelo o amor
incondicional e pelos sorrisos nos momentos mais difíceis;
Aos meus pais, Francisco Vicente de Oliveira e Raimunda Silva Costa de
Oliveira, por sempre me incentivarem a estudar e lutar pelos meus objetivos;
As minhas irmãs, Valkia Kelenney, Vagna Keliane, Rubênia Samara, Vanessa
Michaelli e Andressa Micheline (in memori), pelos inúmeros momentos de alegrias
compartilhados
Ao professor e orientador Leilson Costa Grangeiro pelos ensinamentos
transmitidos, dedicação e credibilidade na realização deste trabalho;
Aos membros da banca examinadora, Francisco Bezerra Neto, José Francismar
de Medeiros, José Robson da Silva e Eliane Queiroga de Oliveira pelas sugestões
importantes à melhoria desta tese.
A professora Jailma Suerda Silva de Lima, pela amizade leal, companheirismo,
pela ajuda, paciência, ensinamentos e agradável convivência;
A todos os professores do Programa em Fitotecnia pelos ensinamentos
transmitidos.
5
Aos meus colegas de equipe, Gabrielly, Rayanne, Jardel, Valdívia,
Meirinha, Amison, Saulo e José Novo, que me ajudaram na implantação,
condução e avaliação do experimento.
Aos funcionários da horta pela ajuda na condução do experimento e
agradável convívio.
Os meus sinceros agradecimentos a todos que de algum modo
contribuíram para minha formação e conclusão deste trabalho.
6
RESUMO
RODRIGUES, Gardênia Silvana de Oliveira. Produtividade e qualidade de cebola
em função de doses de nitrogênio e épocas de plantio. Mossoró, UFERSA,
2014.65f. Tese (Doutorado Fitotecnia) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido
(UFERSA), Mossoró-RN, 2014.
Na cebola (Allium cepa L.) o nitrogênio destaca-se como um dos nutrientes
mais importantes, sendo o segundo em quantidade na planta, superado apenas pelo o
potássio. Seu fornecimento está relacionado aos maiores aumentos da produtividade e
qualidade de bulbos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a produtividade e
qualidade de bulbo de cebola em função de doses de nitrogênio e épocas de plantio. O
delineamento experimental foi em blocos ao acaso com seis tratamentos e quatro
repetições. Os tratamentos foram constituídos pelas doses de N: 0, 34, 67, 101, 134 e
168 kg ha-1 de N. As doses de nitrogênio que proporcionaram maior produtividade
comercial foram de 77,7 e 113,66 kg ha-1 de N no plantio de dezembro/2011 e
agosto/2012, respectivamente. A aplicação de nitrogênio aumentou a porcentagem de
bulbos de maior diâmetro (50 – 70 mm), reduziu a produção de bulbos refugo e o teor
de sólidos solúveis. A dose que proporcionou maior taxa de retorno (R$ 3,97) foi a de
77,5 kg ha-1 de N e aquela que resultou em maior índice de lucratividade (72,97%) foi
a de 41,6 kg ha-1 de N.
Palavras-chave: Allium cepa. Adubação nitrogenada. Retorno econômico. Sólidos
solúveis. Pungência.
7
ABSTRACT
RODRIGUES, Gardênia Silvana de Oliveira. Productivity and quality of onion due
to nitrogen doses and planting times. Mossoró, UFERSA, 2014.65f. Tese
(Doutorado Fitotecnia) – Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA),
Mossoró-RN, 2014.
In onion ( Allium cepa L. ) nitrogen stands out as one of the most important nutrients,
the second quantity in the plant, second only to potassium. Its supply is related to
higher productivity growth and quality of bulbs. The current paper has aimed to
productivity and quality of onion bulb due to nitrogen and planting times. The
experimental design was a randomized block with four replications. The treatments
consisted of N rates: 0, 34, 67, 101, 134 and 168 kg ha
-1
shown higher marketable yield were 77,7 and 113.66 kg ha
N). Nitrogen rates have
- 1
of N at planting and
December/2011 August/2012, respectively. The application of nitrogen increased the
percentage of bulbs larger diameter (50-70 mm), reduced the production of waste bulbs
and soluble solids content. The dose that provided larger return tax (R$ 397) it was the
one of 77,5 kg have-1 of N and that that resulted in larger profitability (72,97%) index
was the one of 41,6 kg have-1 of N.
Keywords: Allium cepa. Nitrogen fertilization. Economic return. Soluble solids.
Pungency.
8
LISTA DE TABELAS
Tabela 1-
Resultados das análises de solo nas áreas experimentais. MossoróRN, UFERSA, 2011/2012..................................................................
26
Tabela 2-
Distribuição percentual de nitrogênio, fósforo e potássio ao longo do
ciclo da cebola. Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.....................
28
Tabela 3-
Valores médios mensais da temperatura do ar mínima e máxima,
umidade relativa do ar (UR) e das precipitações totais nos dois
experimentos. Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012............................ 30
Tabela 4-
Valores de F da análise de variância para produtividade comercial
(PC), produtividade não comercial (PNC), produtividade total (PT),
teor de N na folha, bulbos classe1, classe 2, classe 3, sólidos
solúveis (SS), acidez titulável (AT), relação SS/AT e pungência
(PUNG) de cebola em função da adubação nitrogenada e épocas de
plantio. Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012....................................... 34
Tabela 5-
Valores médios de produtividade comercial de bulbos de cebola em
função das doses de nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP).
Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.................................................... 36
Tabela 6-
Valores médios de produtividade não comercial (PNC), bulbos na
classe 1, sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), relação SS/AT
e pungência(PUG) de bulbos de cebola em função de épocas de
plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012............................... 38
Tabela 7-
Valores médios de produtividade total de bulbos de cebola em
função das doses de nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP).
Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012...................................................
9
39
Tabela 8 -
Valores médios de teor de N na folha de cebola em função das
doses de nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN,
UFERSA, 2011/2012..........................................................................
41
Tabela 9 -
Valores médios de bulbos de cebola classe 2 em função das doses de
nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA,
2011/2012............................................................................................. 44
Tabela 10 -
Valores médios de bulbos de cebola classe 3 em função das doses
de nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA,
2011/2012............................................................................................
45
Tabela 11 -
Valores de F da análise de variância para bulbos de cebola na classe
4 em função da adubação nitrogenada. Mossoró-RN, UFERSA,
2011/2012............................................................................................. 46
Tabela 12 -
Valores de F da análise de variância para renda bruta (RB), renda
líquida (RL), taxa de retorno (TR) e índice de lucratividade (IL) de
cebola em função da adubação nitrogenada e épocas de plantio.
Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.................................................... 50
Tabela 13 -
Valores médios de renda bruta (RB), renda líquida (RL), taxa de
retorno (TR) e índice de lucratividade (IL) de bulbos de cebola em
função de épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA,
2011/2012............................................................................................
10
54
LISTA DE FIGURAS
Figura 1-
Visão geral da área experimental, Mossoró-RN, UFERSA,
2011/2012............................................................................. 27
Figura 2 -
Detalhe do tanque de derivação do sistema de irrigação na
área do experimento, Mossoró, RN, UFERSA,
2011/2012............................................................................. 29
Figura 3-
Produtividade comercial de bulbos de cebola em função
de doses de nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP).
Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.................................... 36
Figura 4-
Produtividade não comercial de bulbos de cebola em
função das doses de nitrogênio (N) e épocas de plantio
(EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012........................... 37
Figura 5-
Produtividade total de bulbos de cebola em função de
doses de nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP).
Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012....................................
39
Figura 6 -
Teor de N na folha de cebola em função das doses de
nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN,
UFERSA, 2011/2012........................................................... 41
Figura 7-
Percentagem de bulbos de cebola classe 1 em função de
doses de nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA,
2011/2012............................................................................. 42
Figura 8-
Percentagem de bulbos de cebola classe 2 em função de
doses de nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP).
Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012..................................... 43
11
Figura 9-
Percentagem de bulbos de cebola classe 3 em função das
doses de nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP).
Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012..................................... 45
Figura 10 -
Percentagem de bulbos de cebola classe 4 em função de
doses de nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA,
2011/2012............................................................................. 46
Figura 11-
Sólidos solúveis de bulbos de cebola em função de doses
de nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012....... 47
Figura 12-
Acidez titulável de bulbos de cebola em função de doses
de nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012...... 47
Figura 13-
Relação sólidos solúveis e acidez titulável (SS/AT) de
bulbos de cebola em função de doses de nitrogênio (N).
Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012..................................... 49
Figura 14-
Pungência de bulbos de cebola em função de doses de
nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012............ 50
Figura 15-
Renda bruta de bulbos em função de doses de nitrogênio
(N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012............................. 52
Figura 16-
Renda líquida de bulbos de cebola em função de doses de
nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012............ 52
Figura 17-
Taxa de retorno de bulbos de cebola em função de doses
de nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012....... 53
Figura 18-
Índice de lucratividade de bulbos de cebola em função de
doses de nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA,
2011/2012............................................................................. 53
12
SUMÁRIO
1 INDRODUÇÃO..................................................................................................... 14
2 REFERÊNCIAL TEÓRICO................................................................................ 17
2.1 NITROGÊNIO NO SOLO E PLANTA..............................................................
17
2.2 EXIGÊNCIA NUTRICIONAL DA CEBOLA....................................................
18
2.3 PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DE BULBOS DE CEBOLA EM
FUNÇÃO DA ADUBAÇÃO NITROGENADA....................................................... 21
2.4 FERTIRRIGAÇÃO EM HORTALIÇAS............................................................
23
3 MATERIAL E MÉTODOS.................................................................................
26
3.1 LOCAL E CARACTERÍSTICAS DA ÁREA EXPERIMENTAL ....................
26
3.2 DELINEAMENTO EXPERIMENTAL E TRATAMENTOS............................
27
3.3IMPLANTAÇÃO E CONDUÇÃO DO EXPERIMENTO................................
28
3.4 CARACTERÍSTICAS AVALIADAS.................................................................
31
3.5 ANÁLISES ESTATÍSTICAS..............................................................................
33
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO..........................................................................
34
5 CONCLUSÕES.....................................................................................................
55
REFERÊNCIAS.......................................................................................................
56
13
1 INTRODUÇÃO
No Brasil, a cebola é considerada a terceira hortaliça mais importante, em
termos de valor econômico, suplantada apenas pelo tomate e batata, com uma área
plantada em 2012 de 63.481 ha, produção de 1.444.146 t e produtividade média de 24 t
ha-1. A região Sul foi responsável por 51,70% da produção nacional, seguida pela
região Nordeste (21,67%) e Sudeste (26,50%). No Nordeste brasileiro, a cebola é
predominantemente produzida no Vale do São Francisco, sendo que os Estados de
Pernambuco e Bahia são os maiores produtores, respondendo por 99% da produção
regional. No Rio Grande do Norte a produção de cebola é relativamente recente,
concentra-se nos municípios de Baraúna e Mossoró, com uma área plantada em 2012
de 605 ha (IBGE, 2013).
Seu cultivo tem crescido a cada ano, tornando-se uma alternativa para aumentar
a renda dos produtores da região. Um fator que tem contribuído para o aumento dos
investimentos na região é a proximidade de Baraúna e Mossoró, aos principais centros
consumidores da região Nordeste do País: Natal, Fortaleza, Recife e João Pessoa
Com expansão de seu cultivo nessas áreas surge a necessidade de pesquisas com
a cultura, principalmente no que diz respeito ao seu manejo, incluindo o estudo de
práticas como o uso da fertirrigação. O sucesso da aplicação de produtos químicos via
água de irrigação, tem motivado agricultores a utilizar tal tecnologia, possibilitando o
parcelamento das doses dos nutrientes de acordo com as épocas críticas da cultura,
além de simplificar as práticas culturais e melhorar a eficiência do uso do produto,
reduzindo os custos de produção (EMBRAPA, 1990).
O nitrogênio destaca-se como um dos nutrientes importantes para cebola, sendo
o segundo em quantidade na planta, superado apenas pelo potássio. Quanto à
capacidade de resposta a doses de nitrogênio, diferentes autores relatam que o mesmo
contribui significativamente para a melhoria da produtividade de bulbos, dependendo
14
da cultivar (MAY et al., 2007), de atributos do solo, principalmente teores de argila e
matéria orgânica (VIDIGAL, 2000) e das condições de cultivo (BATAL et al., 1994).
Resende et al. (2008) verificaram em Petrolina-PE, que as maiores produtividade
foram obtidas com doses de 169,4 e 175,8 kg ha-1 de nitrogênio; Cecílio Filho et al.
(2010) no município de São José do Rio Pardo-SP alcançou maior produtividade com a
combinação das doses de 150 kg ha-1 de N com 150 kg ha-1 de K2O; em Ituporanga-SC,
Kurtz et al. (2012) obtiveram maiores retornos econômicos com doses de 116 até 249
kg ha-1 de nitrogênio de acordo com a época de plantio.
O fornecimento de doses adequadas de nitrogênio favorece o crescimento
vegetativo, expande a área fotossinteticamente ativa e eleva o potencial produtivo das
culturas (FILGUEIRA, 2000). Vale destacar que a excessiva aplicação pode limitar a
produtividade e aumentar as perdas no armazenamento (SOUZA; RESENDE, 2002).
Por outro lado, na deficiência desse nutriente, plantas de cebola apresentam diminuição
do ritmo de crescimento, as folhas apresentam uma coloração verde pálido, as mais
velhas secam e caem precocemente e os bulbos apresentam-se de tamanho reduzido
(RODAS et al., 2005).
A respeito do fornecimento deste nutriente sobre a qualidade, há pouca
informação disponível na literatura. Randle (2000) trabalhando com cebola „Granex
33‟ em solução nutritiva observou que níveis elevados de nitrogênio reduziram a
firmeza e massa média de bulbo, mais não influenciou nos teores de sólidos solúveis
(SS). O diâmetro, comprimento e massa do bulbo aumentaram significativamente até a
dose de 175 kg ha-1 de N em trabalho realizado por Mozumder et al. (2007). Morsy et
al. (2012) observaram incrementos nos SS e na massa seca de bulbo com a aplicação
de nitrogênio. A aplicação de 153,6 kg ha-1 de nitrogênio promoveu maior
porcentagem de bulbos (85,8%) considerados comercias (diâmetro 50 a 70 mm) em
trabalho de Resende et al. (2008), sendo que o mesmo comportamento foi observado
em May et al. (2007).
15
Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a produtividade e
qualidade de bulbos de cebola em função de doses de nitrogênio e épocas de plantio.
16
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 NITROGÊNIO NO SOLO E PLANTA
O nitrogênio é um dos elementos presente no solo de maior importância para
plantas sendo o mais absorvido em quantidade pela grande maioria das culturas. É
definido como um elemento estrutural, fazendo parte da composição das proteínas,
aminoácidos, enzimas e da molécula de clorofila. Seu papel está diretamente ligado ao
crescimento vegetativo, formação de folhas e porte de planta (MALAVOLTA, 2006).
Os solos em sua maioria não fornecem adequadamente este elemento durante
certo estágio de desenvolvimento das plantas em função do aumento da demanda
nestes estágios e às transformações biológicas e químicas que o N está sujeito no solo e
que podem alterar significativamente a sua disponibilidade (WIETHÖLTER, 1996).
Normalmente os solos tropicais são deficientes em nitrogênio e pode ser causada por
lixiviação, volatilização, erosão do solo e remoção pelas culturas (ZOBECK et al.,
2000).
O nitrogênio pode se incorporar no sistema solo-planta a partir dos restos
culturais, por processos de fixação biológica, adubação com fertilizantes industriais e
também por precipitação induzida por descargas elétricas (RAIJ, 1991). O N do solo
está fortemente ligado à matéria orgânica e ao material mineral, sendo que a porção
mínima encontra-se disponível para as plantas em formas minerais (NH4+ e NO3-). Sua
disponibilidade no solo é resultado do balanço dos processos microbiológicos de
mineralização do N orgânico, de imobilização do N mineral e da taxa de absorção pela
planta. Devido ao fato da mineralização e a imobilização ocorrerem simultaneamente
no solo, a quantidade de N mineral (NH4+ e NO3-) encontrada em um determinado
tempo representa a diferença dos dois processos opostos (FONTES; ARAÚJO, 2007).
17
Segundo Vidigal et al. (2002) considerando a complexidade do ciclo do N no
solo, recomenda-se que cada produtor conduza observações locais para melhorar a
recomendação de N, evitando excessos que causam prejuízos e prejudicam o meio
ambiente, e a deficiência também causa prejuízo. É importante avaliar não só a
produtividade, mas também a qualidade comercial e a conservação pós-colheita do
produto
Em função do efeito marcante do N sobre a produtividade e qualidade das
culturas, associado à lixiviação no perfil do solo e seu potencial de contaminação de
reservas de águas (MACK, 1989; OLMEDO et al., 1999), bem como do efeito
carcinogênico do NO-
3
no organismo humano (RATH et al., 1994; HIRONDEL e
HIRONDEL, 2001)
Pesquisas visando o estabelecimento de doses adequadas de adubação
nitrogenada são de extrema importância para que a qualidade seja alcançada no
processo produtivo. Assim, a análise do estado nutricional das plantas permite ajustes
nas doses de N a serem aplicadas de forma a se obter alta produtividade e qualidade e,
ao mesmo tempo, minimizar a perda por lixiviação desse elemento no solo e custos
com fertilizantes nitrogenados (FONTES, 2001).
2.2 EXIGÊNCIA NUTRICIONAL DA CEBOLA
A cebola possui um sistema radicular pouco ramificado e pouco profundo,
tornando-se necessário a disponibilização de nutrientes na camada superior do solo.
Esses nutrientes devem ser fornecidos na época certa e em quantidades suficientes para
a cultura da cebola, caso contrário, haverá prejuízo ao rendimento e à qualidade dos
bulbos.
A absorção de nutrientes pela cebola durante o período de crescimento segue
uma curva sigmoidal. Seu período de rápida absorção coincide com o inicio da
18
formação do bulbo (LEE, 2010). O manejo criterioso da adubação consiste em otimizar
a produtividade, satisfazendo as necessidades nutricionais da cultura pela adoção de
técnicas que propiciem maior eficiência no uso dos adubos, da água, da mão de obra e
dos demais insumos, minimizando as perdas de nutrientes por lixiviação, erosão e
volatilização. A aplicação racional de fertilizantes exige o conhecimento da
disponibilidade de nutrientes no solo, das exigências nutricionais da cultura e da
avaliação do estado nutricional das plantas (SOUSA et al., 2010).
Com relação à adubação de plantio da cebola, no nordeste brasileiro
recomenda-se a aplicação de 45 kg ha-1 de nitrogênio, independentemente do sistema
de plantio, os fertilizantes poderão ser aplicados a lanço e, preferencialmente,
incorporados ao solo por ocasião da gradagem. Os adubos minerais mais utilizados são
o sulfato de amônio (20% de N), uréia (45% de N), superfosfato simples (18% de
P2O5), superfosfato triplo (42% de P2O5), cloreto de potássio (60% de K2O) e o sulfato
de potássio (50% de K2O) (FARIA et al., 2007).
Na adubação de cobertura, recomenda-se 90 kg ha-¹ de nitrogênio aos 30 dias
após o transplantio. Caso o solo seja arenoso, a dose de N em cobertura deve ser
parcelada em duas aplicações, uma aos 25 e outra aos 45 dias após o transplantio.
Nesse caso, a dose de potássio recomendada pela análise de solo, deve ser dividida em
duas aplicações, metade em fundação e metade aos 45 dias após o transplante,
juntamente com a última aplicação de nitrogênio. Em solos alcalinos (pH acima de
7,0), deve-se usar o sulfato de amônio em vez da uréia, porque nesses solos, as
possibilidades de perdas de N por volatilização da uréia são maiores do que as do
sulfato de amônio. Recomenda-se usar as combinações sulfato de amônio e
superfosfato triplo, ou uréia e superfosfato simples, para garantir o suprimento de
enxofre às plantas (FARIA et al, 2007).
Além dos nutrientes absorvidos em grandes quantidades, conhecidos como
macronutrientes (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre), há os
micronutrientes (boro, cobre, ferro, manganês, molibdênio e zinco) que são absorvidos
19
em pequenas quantidades. Estes micronutrientes são importantes nos processos de
crescimento, síntese e translocação de açúcares na planta, possibilitando maior
produtividade e melhor qualidade de bulbos. Os fertilizantes orgânicos, geralmente,
contêm esses micronutrientes em quantidades suficientes, que podem corrigir alguma
deficiência existente no solo.
De acordo com Filgueira (2000), o nitrogênio e o potássio são os nutrientes mais
extraídos do solo pelas hortaliças, sendo que o emprego de altas doses dos mesmos
deve ser fornecido em cobertura, parcelados em várias aplicações, visando reduzir
perdas por lixiviação e aumentar a eficiência de utilização dos fertilizantes.
Em São Paulo, May et al. (2008) observaram dentre os minerais mais
expressivos nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio para as cultivares Optima e Superex.
Santos et al. (2007) no Vale do São Francisco com as cultivares Alfa São Francisco e
Franciscana IPA observaram a ordem de N > K > Ca. Marrocos et al. (2009) no Rio
Grande do Norte trabalhando com a cultivar de cebola IPA - 11 observaram que os
nutrientes mais absorvidos foram o potássio, nitrogênio magnésio e fósforo.
As principais regiões produtoras de cebola do Brasil dispõem de recomendações
oficiais de adubação adaptadas as suas condições edafoclimáticas que apresentam
algumas variações entre os Estados produtores. Para o nitrogênio, no Estado do
Pernambuco, Costa (1998) recomenda 135 kg ha-1, em Minas Gerais, Ribeiro et al.
(1999), 200 kg ha-1, em São Paulo 90 kg ha-1 (RAIJ et al., 1996), Rio Grande do Sul e
Santa Catarina 65 a 115 kg ha-1 de N (COMISSÃO DE FERTILIDADE DO SOLO –
RS/SC, 2004).
No Rio Grande do Norte não há boletim oficial de recomendação de adubação,
sendo que as quantidades aplicadas na cultura da cebola são com base em informações
de empresas privadas, recomendações de outras regiões e/ou das experiências
adquiridas pelos produtores. A quantidade média utilizada é de 140 a 200 kg ha -1 de N
(aplicado via água de irrigação).
20
2.3 PRODUTIVIDADE E QUALIDADE DE BULBOS DE CEBOLA EM FUNÇÃO
DA ADUBAÇÃO NITROGENADA
Diversos fatores afetam a disponibilidade de N para as culturas, assim como a
necessidade das culturas é comandada por uma série de fatores. A matéria orgânica do
solo é a principal fonte de N para as culturas, porém necessita ser mineralizada para
que ocorra a liberação e a absorção pelas plantas.
Observa-se com a ausência deste nutriente, o bloqueio da síntese de citocinina,
hormônio responsável pelo crescimento das plantas, causando redução do tamanho e
conseqüentemente a redução da produção (KUNZ et al., 2009). Uma vez que o
nitrogênio se encontra associado com vários componentes celulares, como
aminoácidos e ácidos nucléicos, o sintoma mais característico da sua deficiência é a
redução na taxa de crescimento. Dessa maneira, o primeiro sintoma a se manifestar nas
plantas é a clorose das folhas mais velhas, devido à translocação do nitrogênio nelas
contido para as folhas mais novas para que ocorra a manutenção dos pontos de
crescimento (TAIZ; ZEIGER, 2004).
Dessa maneira, a adubação nitrogenada deve ser realizada de maneira criteriosa,
pois a aplicação excessiva deste nutriente pode ocasionar engrossamento do
pseudocaule, gerando com isso redução na produção. Kunz et al. (2009) afirmam que a
exigência das plantas por este nutriente varia de acordo com o estádio de
desenvolvimento das plantas, com isso recomenda-se que seja feito o parcelamento das
doses de nitrogênio aplicado, para não ocorrer perdas por lixiviação e volatilização,
outro agravante é que o excesso de N provoca um crescimento exagerado da parte
aérea, prejudicando a formação do bulbo, promove também um florescimento precoce.
Promove também um maior crescimento da parte aérea em relação ao sistema
radicular, deixando a planta mais suscetível ao déficit hídrico e a deficiência de
nutrientes, principalmente fósforo e potássio. Com o excessivo desenvolvimento foliar
21
o efeito positivo do nitrogênio na fotossíntese diminui pelo sombreamento. O aumento
do
sombreamento
pode
gerar
alterações
nas
condições
microclimáticas,
potencializando a incidência de infecções por fungos. O nitrogênio também aumenta a
concentração de aminoácidos e de amidas no apoplasto e na superfície foliar, que
aparentemente têm maior influência que os açúcares no desenvolvimento das doenças
fúngicas (RAIJ, 1991; ENGELS e MARSCHENER, 1995; SALES, 2005).
Vidigal et al. (2008) estudando o efeito de doses de nitrogênio sobre a produção
de cebola verificaram que a produção máxima de bulbos comercializáveis foi de
54.524 kg ha-¹ obtida com a aplicação de 244 kg de N ha-¹. Silva et al. (2009) também
trabalhando com efeito de doses de N na produtividade de cebola observaram que a
produção de cabeças comercializáveis aumentou com o incremento da dose de N,
obtendo uma produção máxima de bulbos comercializáveis de 54,68 t ha-1 estimada
com a aplicação de 245 kg de N ha-1.
Faria e Pereira (1992) alcançaram produtividades máximas com 114 e 119 kg
-
ha ¹ de nitrogênio em dois ensaios consecutivos com a cultivar Texas Grano e IPA 6.
Para a cultivar Crioula, observaram resposta positiva significativa aos níveis crescentes
de adubação nitrogenada até 120 kg ha-¹, com a elevação para a maior dose ocorre
redução da produção total (SÁ et al., 2004).
Khan et al. (2007) estudaram diferentes doses de nitrogênio e zinco em cebola
e constataram uma máxima produção de 17,80 t h-1 com a dose de 100 kg ha-1 de N.
Robles e García (2013) estudando a influência das doses de nitrogênio e potássio na
produção de cebola observaram uma maior produção com a dose de 120 kg ha -1 de N.
Jiang et al. (2007) observaram máxima produtividade de 60 t ha-1 com a dose de 240
kg ha-1. Boyhan et al. (2007) obtiveram máxima produtividade com a dose de 263 kg
ha-¹ de N.
Leite et al. (2008), trabalhando com adubação nitrogenada na cebola em
sistema de plantio direto, constataram que o efeito da aplicação de nitrogênio para a
22
produção de bulbos comerciais foi linear e positivo, ou seja, não houve queda de
produção.
Kolota et al. (2013), estudando diferentes fontes e doses de N em cebola,
observaram que a produtividade comercial e total não foram influenciadas com o
incremento das doses de nitrogênio de 75 a 225 kg ha-1.
Com relação a qualidade da cebola, pode-se relacionar ao conjunto de atributos
ou propriedades que tornam os produtos agrícolas apreciados como alimento. Esses
atributos, por sua vez, dependem do mercado de destino, como armazenamento,
consumo “in natura” ou processamento (CHAGAS et al., 2002). Na cultura da cebola
estudos avaliando doses de nitrogênio e potássio, no que se refere a bulbos
armazenados em condições ambientais, observaram uma perda de peso e uma maior
incidência de bulbos podres e brotados, com o incremento das doses de N (80 a 160 kg
ha-1 de N). As melhores respostas em qualidade de armazenamento foi para as doses de
80 kg ha-1 de N mais 100 kg ha-1 de K2O (RESENDE e COSTA, 2008).
Resende e Costa (2009), ao analisarem a produtividade e armazenamento de
cebola (Allium cepa L.) submetida a doses de nitrogênio e potássio via fertirrigação em
cultivo de verão, observaram que a produtividade comercial apresentou efeito linear
ascendente para a dose intermediária de N e quadrático na ausência e maior dose da
adubação potássica. A aplicação de N e K reduziu a produtividade não comercial de
bulbos (refugos).
2.4 FERTIRRIGAÇÃO EM HORTALIÇAS
A fertirrigação é o processo de aplicação de fertilizantes juntamente com a água
de irrigação visando fornecer as quantidades de nutrientes requeridas pela cultura no
momento adequado para a obtenção de altos rendimentos e produtos de qualidade.
23
Assim, a quantidade de nutrientes, parcelada ou não, deve ajustar-se às necessidades da
cultura ao longo das fases de desenvolvimento. Ainda, o manejo da água deve evitar
variações bruscas do potencial matricial do substrato, especialmente nos períodos de
forte demanda evaporativa da atmosfera (ANDRIOLO et al., 1997).
Burt et al. (1995) demonstram que na quimigação podem ser aplicados
herbicidas, inseticidas, acaricidas, nematicidas, fungicidas e outros produtos químicos.
Afirmam também que a fertirrigação é o método mais eficiente de aplicação de
fertilizantes, especialmente quando aplicados através de sistema de irrigação
localizada.
O manejo dos fertilizantes aplicados via fertirrigação, juntamente com o
conhecimento das demandas de nutrientes durante o ciclo das culturas, resulta na
redução dos desperdícios (ALVES, 2006). Já na adubação convencional, com
aplicação dos adubos a lanço, pesquisas têm demonstrado que apenas 1/3 dos adubos
nitrogenados e potássicos incorporados ao solo são aproveitados pelas plantas, com o
restante se perdendo por lixiviação, escoamento superficial e volatilização (ALFAIA,
1997).
Quando se faz a fertirrigação tem-se que tomar cuidados extras para se evitar
os casos específicos de entupimentos. É necessário proceder-se uma filtragem da
solução após a injeção do fertilizante, principalmente na irrigação localizada,
microaspersão e gotejamento. Neste caso, pode-se usar filtros de tela ou de disco que
são mais baratos e fáceis de usar. O manejo adequado da fertirrigação requer que a
injeção de fertilizantes seja iniciada quando toda tubulação estiver cheia de água e os
emissores em pleno funcionamento; caso contrário, a uniformidade de distribuição de
fertilizantes será prejudicada. Nesse procedimento, o tempo de fertirrigação é muito
importante na uniformidade de distribuição dos fertilizantes em toda a área cultivada, o
qual divide a aplicação em três etapas: a primeira para enchimento da tubulação; a
segunda para aplicação propriamente dita da solução na água de irrigação e a terceira
para promover a lavagem da tubulação e dos emissores, tempo esse que raramente
24
deverá ser inferior a 30 minutos (FRIZZONE et al., 1985). Todavia, como a
estabilização da concentração de fertilizantes nas linhas de irrigação ocorre após 20
minutos (SAMPAIO et al., 1997), maior tempo de fertirrigação conduz à uniformidade
melhor de distribuição de fertilizantes na área (ZANINI, 1987).
O uso da fertirrigação no cultivo de hortaliças tem trazido aumentos em
produtividade e melhoria das características comerciais e de qualidade dos produtos.
Entretanto, para que estes resultados sejam mantidos ao longo dos anos, é necessário
que a fertirrigação seja praticada de forma tecnicamente segura, levando em
consideração todos os fatores que influenciam a fisiologia e a nutrição das plantas, e a
fertilidade do solo, a fim de se obter sucesso agronômico, sem riscos ambientais, como
a salinização e a contaminação dos recursos hídricos (EMBRABA, 2006)
Os adubos nitrogenados que são solúveis e não apresentam problemas para
serem utilizados na fertirrigação, via gotejamento, tais como uréia (CO(NH2)2), nitrato
de amônio (NH4NO3) e sulfato de amônio ((NH4)2SO4). Os fertilizantes potássicos
utilizados na fertirrigação apresentam menor solubilidade do que os nitrogenados, mas
são bastante empregados. Os mais usados são nitrato de potássio (KNO3) e cloreto de
potássio (KCl).
25
3 MATERIAL E MÉTODOS
3.1 LOCAL E CARACTERÍSTICAS DA ÁREA EXPERIMENTAL
A pesquisa constou de dois experimentos, sendo o primeiro conduzido no
período de dezembro de 2011 a abril de 2012 (EP1) e o segundo de agosto a dezembro
de 2012 (EP2), na Horta do Departamento de Ciências Vegetais da Universidade
Federal Rural do Semi-Árido em Mossoró-RN, localizada na região noroeste do Estado
a 5° 12‟ 26‟‟ de latitude sul, 37° 19‟ 04‟‟ de longitude à oeste de Greenwich e 18 m de
altitude. O solo da área experimental foi classificado como Argissolo Vermelho
Amarelo Eutrófico, fase caatinga hiperxerófila e relevo plano (EMBRAPA, 2006). Por
ocasião da implantação dos experimentos, foram coletadas amostras de solo na
profundidade de 0-20 cm para determinação dos atributos químicos (Tabela 1).
Tabela 1 - Resultado das análises de solo nas áreas experimentais. Mossoró-RN,
UFERSA, 2011/2012.
Época de
plantio
pH
(água)
M.O
(g/kg)
P
K
Na
Dezembro/2011
7,4
5,7
(mg dm-3)
24,5 172,2 10,4
Agosto/2012
7,6
5,7
33,8
171,2
19,0
Ca
2,4
2,6
Mg
Al
cmolc dm-3
0,4 0,0
0,3
0,0
H+Al
0,0
0,0
O clima local, pela classificação de Köppen, é do tipo BSwh‟, quente e seco com
uma estação chuvosa de janeiro a maio e uma estação seca de junho a dezembro,
caracterizado por temperatura média anual de 27,4 °C, precipitação anual de 673 mm e
umidade relativa média de 68,9% com bioclima tipo 4ath, pela classificação de
Gaussen, e índice xerotérmico entre 200 e 150 e seco durante 7 a 8 meses (CARMO
FILHO et al., 1991).
26
3.2 DELINEAMENTO EXPERIMENTAL E TRATAMENTOS
O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados completo
com seis tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos pelas
doses de N (0, 25, 50, 75, 100 e 125% da adubação nitrogenada recomendada para
cebola por Costa (1998) para o Estado de Pernambuco, correspondendo a uma
adubação de 0, 34, 67, 101, 134 e 168 kg ha-1 de N, respectivamente). Para tanto, foi
considerada a soma da adubação de plantio com a adubação de cobertura.
Cada unidade experimental foi constituída por um canteiro de 3,0 x 0,8 m,
contento oito fileiras de plantas, espaçada de 0,10 x 0,10 m. Utilizou-se como área útil,
as seis fileiras centrais de plantas do canteiro descartando-se as plantas das
extremidades (Figura 1).
Figura 1- Visão geral da área experimental, Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
27
3.3 IMPLANTAÇÃO E CONDUÇÃO DO EXPERIMENTO
O preparo do solo constou de aração e gradagem, seguidas do levantamento
dos canteiros e adubação de plantio com base na análise do solo e na recomendação de
Cavalcanti (1998), sendo aplicado apenas o fósforo, na dose 90 kg ha-1 de P2O5 sob a
forma de superfosfato triplo. O restante aplicado via fertirrigação, juntamente com N e
K.
A adubação de cobertura foi realizada diariamente via água de irrigação,
utilizando-se tanque de derivação produzido com tubo de PVC. As fertirrigações foram
iniciadas aos 10 dias após o transplantio (DAT) estendendo-se até os 70 DAT, sendo
sua distribuição, ao longo do ciclo, estabelecida a partir da marcha de absorção de
nutrientes pela cultura da cebola (Tabela 2).
Tabela 2 - Distribuição percentual de nitrogênio, fósforo e potássio ao longo do ciclo
da cebola. Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
DAT
N (%)
P (%)
K (%)
10 – 20
9,0
5,0
9,0
21 – 30
15,0
10,0
15,0
31 – 40
25,0
25,0
20,0
41 – 50
35,0
35,0
30,0
51 – 60
10,0
20,0
20,0
61 – 70
6,0
5,0
6,0
Adaptado de Marrocos et al. (2009)
Foram aplicados 135 kg ha-1 de K2O e o nitrogênio de acordo com os
tratamentos. As fontes utilizadas foram uréia, nitrato de cálcio e cloreto de potássio.
Como fonte de micronutrientes foi aplicado 1 kg ha-1 do produto comercial Rexolin®
(11,6% de K2O, 1,28% de S, 0,86% de Mg, 2,1% de B, 0,36% de Cu, 2,66% de Fe,
28
2,48% de Mn, 0,036% de Mo e 3,38% de Zn), dividido em quatro aplicações
quinzenais, a partir dos 30 DAT, via fertirrigação (Figura 2).
Figura 2- Detalhe do tanque de derivação do sistema de irrigação na área do
experimento, Mossoró, RN, UFERSA, 2011/2012.
As precipitações pluviais e temperaturas médias mensais registradas obtidos na
estação meteorológica do Departamento de Ciências Ambientais da UFERSA durante
os períodos de condução dos experimentos são mostradas na Tabela 3.
As mudas foram produzidas em sementeira, com dimensões de 0,80 m de
largura e 0,20 de altura. Utilizaram-se 10 g m-2 de sementes para semeadura em sulcos
paralelos ao comprimento do canteiro, com profundidade de 1,0 cm e distância entre
sulcos de 0,10 m. O transplantio foi realizado aos 40 dias após a semeadura (DAS),
quando as mudas atingiram de 15 a 20 cm de altura. A cultivar utilizada foi a
Franciscana IPA 11, uma das mais cultivada na região, caracteriza-se por apresentar
plantas com folhagem vigorosa, moderadamente ereta, de cor verde escuro e muito
cerosa. Os bulbos são de formato globular-alongado, de conformação simétrica, casca
29
fina e coloração amarela intermediária. Em condições de campo, esta cultivar tem
apresentado ótimo desempenho agronômico, caracterizando-se ainda por apresentar
elevado nível de resistência genética ao mal-de-sete-voltas (Colletotrichum
gloeosporioides Penz) e moderada tolerância ao trípes (Thrips tabaci), uma capacidade
produtiva superior a 30 t ha-1, com boa conservação pós-colheita. O ciclo, após o
transplante, é de, aproximadamente 90 dias.
Tabela 3 - Valores médios mensais da temperatura do ar mínima e máxima, umidade
relativa do ar (UR) e das precipitações totais nos dois experimentos. Mossoró-RN,
UFERSA, 2011/2012
.
Temperatura (o C)
UR
Precipitações
Mês
(%)
(mm)
Mínima
Máxima
Experimento 1 (2011/2012)
Dezembro
27,44
28,55
62,74
00,00
Janeiro
26,55
27,60
62,92
28,70
Fevereiro
26,29
27,30
67,07
47,90
Março
25,93
26,92
65,20
32,38
Abril
25,76
26,82
64,13
69,68
Experimento 2 (2012)
Agosto
26,07
27,57
55,34
0,00
Setembro
19,44
26,64
52,48
0,00
Outubro
26,98
28,17
54,97
0,00
Novembro
27,32
28,61
59,98
0,51
Dezembro
27,07
28,53
59,23
0,00
30
Visando a prevenção e controle de doenças como mancha púrpura, foram
realizadas pulverizações com produtos a base de Mancozeb (Manzate©, 2,5 g L-1) em
intervalos de sete dias. O controle de pragas, como tripes e/ou ácaros foi efetuado
mediante pulverizações alternadas em intervalos de quinze dias com produto a base de
Clorfernapir (Pirate©, 0,5 mL L-1) ou Deltametrina (Decis, 0,3 mL L-1). O controle de
plantas daninhas foi realizado por capinas manuais com enxada, realizadas sempre que
necessário.
A colheita foi realizada no dia 09 de abril/2012 e 29 de dezembro/2012 para o
transplantio de dezembro/2011 e agosto/2012 respectivamente, quando 70% das
plantas apresentaram-se tombadas. Após a colheita, os bulbos permaneceram no campo
por cinco dias, realizando-se o processo de cura ao sol, tendo sempre o cuidado de
acomodar os bulbos de modo a facilitar o movimento do ar que contribui para uma
secagem mais rápida das camadas mais externas. Em seguida foram levadas ao
Laboratório de Recepção, do Departamento de Ciências Vegetais da UFERSA, onde
permaneceram por cinco dias para completar o processo de cura à sombra. Decorrido o
período de cura fez-se a toalete eliminando-se o resto das raízes e parte aérea.
3.4 CARACTERÍSTICAS AVALIADAS
- Produtividade total de bulbos (t ha-1): Obtida por meio da massa total de bulbos
colhidos na área útil da parcela e expressa em tonelada por hectare;
- Produtividade de bulbos comerciais (t ha-1): Obtida pelo peso total de bulbos de
diâmetro > 35 mm, considerados como bulbos comerciais;
- Produtividade de bulbos não comerciais (t ha-1): Obtida pelo peso total de bulbos de
diâmetro < 35 mm, considerados como bulbos não comerciais;
- Teor de N na folha - Para a determinação do teor de N foliar, foi coletada a folha
mais alta de 15 plantas da área útil da parcela aos 45 dias após transplantio. As
31
amostras foram lavadas em água destilada e, posteriormente, secas em estufa com
ventilação forçada, a 65°C, até atingir massa constante. Após a secagem, as amostras
foram moídas (TEDESCO et al., 1995)
- Classificação de bulbos: em função do diâmetro transversal, segundo as normas do
Ministério da Agricultura e do Abastecimento (BRASIL, 1995) em:
Classe 1 (refugo): Bulbos com diâmetro < 35 mm
Classe 2: Bulbos com diâmetro 35 – 50 mm
Classe 3: Bulbos com diâmetro 50 – 75 mm
Classe 4: Bulbos com diâmetro 75 – 90 mm
Classe 5: Bulbos com diâmetro > 90 mm
Para as avaliações de sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), relação
SS/AT e pungência foram utilizadas seis bulbos por parcela. Para a extração do suco,
os bulbos foram triturados em multiprocessador doméstico e filtrados em funil
utilizando papel filtro.
- Sólidos solúveis (o Brix): determinado por refratometria segundo o método da AOAC
(2005) por leitura direta em refratômetro digital.
- Acidez titulável (% ácido pirúvico): determinada utilizando uma alíquota de 20 ml do
suco do bulbo, a qual adicionou três gotas de fenolftaleína 1%. Em seguida realizou-se
a titulação até o ponto de viragem com solução de NaOH (0,1N), previamente
padronizada.
- Relação SS/AT: determinada pelo quociente entre os atributos sólidos solúveis e
acidez titulável de acordo com Chitarra e Chitarra (2005).
- Pungência (μmol ácido pirúvico g-1): determinada através da quantificação de ácido
pirúvico, que foi estimada usando o reagente 2,4-dinitrofenilhidrazina (DNPH),
conforme método descrito por Schwimmer e Weston (1961). A classificação da
pungência determinada de acordo com o indicado pelo “VLI Sweet Index”
(VIDALIALABS, 2004) em “muito suave” (0-2,9 µmoles g-1), “suave” (3,0-4,2
32
µmoles g-1), “levemente pungente” (4,3-5,5 µmoles g-1), “pungente” (5,6-6,3 µmoles g), “pungência forte” (6,4-6,9 µmoles g-1), “pungência muito forte” (7,0-7,9 µmoles g-1)
1
e “picante” (8,0-10,0 µmoles g-1).
- Indicadores econômicos: nos dois experimentos, fez-se análise econômica por meio
de custo, receita e produção comercial. A Renda bruta (RB) que corresponde ao valor
da produção comercial estimada (equação ajustada) obtida por hectare, a preço pago ao
produtor na região; Renda líquida (RL) é a diferença entre a Renda bruta (RB) por
hectare e os Custos totais (CT), que variaram de acordo com cada tratamento; Taxa de
retorno (TR) foi obtida através da relação entre Renda bruta e o Custo total,
corresponde a quanto reais são obtidos para cada real aplicado em custos de produção
do tratamento a ser avaliado; Índice de lucratividade (IL) foi calculado através da
relação entre renda líquida (RL) e a renda bruta (RB), expresso em porcentagem.
(PEREIRA et al., 1985).
Os custos de produção foram calculados com base em informações obtidas junto
aos produtores de cebola do município de Baraúna-RN e dos experimentos em cada
época de cultivo. O preço da cebola utilizado para o cálculo da renda bruta foi aquele
pago ao produtor na época de colheita de cada experimento sendo para o experimento
de dezembro/2011 R$ 1,37 kg-1 e agosto/2012 R$ 0,85 kg-1.
3.5 ANÁLISES ESTATÍSTICAS
Análises de variância das características avaliadas foram realizadas isoladamente
para cada experimento. Depois procedeu-se à análise conjunta dos experimentos com o
auxílio do software SAS. Procedimento de ajustamento de curva resposta em cada
característica foi realizado nas doses de nitrogênio usando software Table Curve
Package (JANDEL SCIENTIFIC, 1991).
33
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Houve interação significativa entre as doses de nitrogênio (N) e as épocas de
plantio (E) para a produtividade comercial, produtividade total, teor de N na folha,
bulbos classificados na classe 2 e classe 3. Para bulbos na classe 1 houve efeito isolado
dos fatores doses de N e época de plantio, enquanto que para a produtividade não
comercial e teor de sólidos solúveis apenas foi significativo o fator doses de N, as
demais características nenhum dos fatores foi significativo (Tabela 4).
Tabela 4 - Valores de F da análise de variância para produtividade comercial (PC),
produtividade não comercial (PNC), produtividade total (PT), teor de N na folha,
bulbos classe1, classe 2, classe 3, sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), relação
SS/AT e pungência (PUNG) de cebola em função da adubação nitrogenada e épocas de
plantio. Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Fonte de variação
Bloco (Época)
Época (E)
Doses de N (D)
DxE
CV(%)
Fonte de variação
Bloco (Época)
Época (E)
Doses de N (D)
DxE
CV(%)
Fonte de variação
Bloco (Época)
GL
6
1
5
5
Época (E)
1
1,13n.s
Doses de N (D)
5
DxE
5
CV(%)
n.s
GL
6
1
5
5
GL
6
PC
1,08ns
129,07**
73,85**
5,48**
15,33
Teor de N
0,89n.s
574,47**
24,71**
11,96**
4,38
SS
5,11**
PT
1,11ns
128,88**
62,23**
5,45**
14,35
Classe2
1,47n.s
76,34**
24,83**
7,60**
23,20
SS/AT
1,86n.s
Classe 3
2,19n.s
83,20**
62, 88**
2,64*
18,11
PUNG
6,56**
0,18n.s
0,15n.s
0,28 n.s
5,08**
1,06 n.s
0,33n.s
0,30n.s
0,78n.s
2,08 n.s
2,02 n.s
1,25 n.s
3,35
PNC
3,16**
2,55n.s
36,29**
0,51ns
52,76
Classe 1
1,62n.s
7,78**
52,71**
2,03n.s
63,07
AT
2,18n.s
13,96
14,56
não significativas; * significativa a 5% de probabilidade; ** significativa a 1% de probabilidade pelo teste F.
34
3,35
A produtividade comercial de cebola em função das doses de N ajustou-se ao
modelo platô linear de regressão nas duas épocas de plantio. No plantio de
dezembro/2011 (EP1), a produtividade comercial aumentou linearmente com o
incremento nas doses de N até a o nível 77,7 kg ha-1, seguindo taxa de 4,09 t ha-1 por
kg de N. A partir da dose de 77,7 kg não houve resposta significativa. No plantio de
agosto/2012 (EP2), incremento nas doses de N foi até a o nível 113,66 kg ha-1,
seguindo taxa de 10,7 t ha-1 por kg de N (Figura 3). Desdobrando época de plantio
dentro das doses de N, constatou-se que a produtividade comercial foi superior para
todos os tratamentos, com exceção do tratamento sem aplicação de N, no plantio de
agosto/2012 (Tabela 5).
Nos tratamentos sem aplicação de nitrogênio e na dose de 34 kg ha-1 de
nitrogênio que corresponde 25% da recomendação de adubação segundo Costa et al.
(1998), as plantas apresentaram menor crescimento e sintoma visual característico da
deficiência de nitrogênio (folhas velhas amareladas) nas duas épocas de plantio. Houve
também uma desuniformidade do “estalo”, onde algumas plantas permaneceram verdes
e eretas até a colheita. Segundo Lopes (1989), plantas deficientes em nitrogênio têm
seu crescimento bastante prejudicado, levando a maior lentidão no desenvolvimento
devido à menor atividade metabólica.
Resende e Costa (2008) também verificaram respostas diferentes na produção de
cebola, cv. Texas Grano 502 PRR em função da aplicação de nitrogênio, obtendo-se
nas condições de Petrolina-PE, melhores resultados no plantio de março, quando a
produtividade comercial foi de 66,5 t ha-1 com a aplicação de 180 kg ha-1 de N em
relação ao plantio de agosto. Segundo os autores, as temperaturas mais elevadas que se
verificaram a partir de agosto naquela região favoreceram a formação de bulbos
precoces e maturação mais rápida (bulbos de menor tamanho) reduzindo a
produtividade.
Nasreen et al. (2007) trabalhando com cebola avaliaram o efeito de diferentes
doses de N (0 a 120 kg ha-1) e de enxofre (0 a 60 kg ha-1) em diferentes épocas,
35
observaram que o N teve um efeito significativo sobre a produtividade de cebola em
ambos os anos, com uma diferença no rendimento entre o tratamento com a maior dose
em relação ao sem aplicação de N de 62%.
Figura 3 - Produtividade comercial de bulbos de cebola em função de doses de
nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Tabela 5 - Valores médios de produtividade comercial de bulbos de cebola em função
das doses de nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA,
2011/2012.
Época de plantio
Doses de N (kg ha-1)
0
34
67
101
134
168
Dezembro/2011 4,93a
12,98b
26,28b
28,72b
27,60b
30,40b
Agosto/2012
10,10a
23,01a
36,15a
45,93a
50,40a
53,19a
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo Teste de Tukey, a 5% de probabilidade.
36
Para produtividade não comercial (refugo) houve uma redução à medida que
aumentou as doses de N, sendo o menor valor obtido com a dose 168 kg ha-1 de N
(Figura 4). Não se observou nenhuma diferença significativa entre os valores médios
das doses de N nas épocas de plantio (Tabela 6). Em relação ao tratamento sem
aplicação de N a redução foi de 90,3%. Esses resultados concordam com os obtidos
por May et al. (2007) e Resende et al. (2008), que também obtiveram reduções nas
quantidades de bulbos refugos com a aplicação de nitrogênio, demonstrando que o N
contribui marcadamente para o aumento da produtividade, sobretudo, na produção de
bulbos de maior tamanho.
Figura 4 - Produtividade não comercial de bulbos de cebola em função das doses de
nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
37
Tabela 6 - Valores médios de produtividade não comercial (PNC), bulbos na classe 1,
sólidos solúveis (SS), acidez titulável (AT), relação SS/AT e pungência(PUG) de
bulbos de cebola em função de épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA,
2011/2012.
Época de plantio
PNC
Classe 1
SS
AT
AT/SS
PUNG
Dezembro/2011
1,48a
11,53a
9,36a
3,51a
2,74a
9,47a
Agosto/2012
1,16a
6,86b
9,42a
3,45a
2,78a
9,37a
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo Teste de Tukey, a 5% de probabilidade
.
A produtividade total apresentou comportamento semelhante à produtividade
comercial, ou seja, ajustou-se modelo tipo platô linear para as duas épocas de plantio.
As doses estimadas de máximas produtividades obtidas foram de 67,5 e 116,2 kg ha-¹,
com máxima produtividade total de 28,93 e 51,97 t ha-1 para os plantios de
dezembro/2011 e agosto/2012, respectivamente (Figura 5). Verifica-se, que as mesmas
foram inferiores a dose de 134 kg ha-1 de N adotada como referência neste trabalho e
recomendada por Costa et al. (1998), para o Estado de Pernambuco e as empregadas
nos municípios de Mossoró-RN e Baraúna-RN pelos produtores de cebola (140 a 200
kg ha-1 de N).
Desdobrando-se época de plantio dentro de doses de N para produtividade total
observou-se com exceção do tratamento sem aplicação de N, diferenças significativas
entre as épocas de plantio para toas demais doses. Sendo que o plantio de agosto/2012
favoreceu maior produtividade em todas as doses de N (Tabela 7).
Respostas positivas da aplicação de nitrogênio na cultura da cebola foi também
relatada por Vidigal (2000) utilizando entre 180 a 200 kg ha-1 de N em Minas Gerais,
May et al. (2007) com 105 e 125 kg ha-1 de N em São Paulo, Kurtz et al. (2012) com
doses de 116 até 249 kg ha-1 de N em Santa Catarina.
38
Figura 5- Produtividade total de bulbos de cebola em função de doses de nitrogênio
(N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Tabela 7 - Valores médios de produtividade total de bulbos de cebola em função das
doses de nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Época de plantio
Doses de N (kg ha-1)
0
34
67
101
134
168
Dezembro/2011
9,14a
14,97b
27,08b
29,07b
28,39b
31,17b
Agosto/2012
14,33a
24,28a
36,96a
46,26a
50,59a
53,36a
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo Teste de Tukey, a 5% de probabilidade.
39
O teor máximo de N na folha foi 32,7 g kg-1 com a aplicação de 168 kg ha-1
na EP1e 41,2 g kg-1 com a dose 67 kg ha-1 na EP2 (Figura 6). Os teores encontrados
são considerados adequados, pois se estão dentro do intervalo de 20 e 50 g kg-1, valores
adequados para um crescimento normal das plantas. As plantas deficientes apresentam
teores foliares menores do que 10 g kg-1, ao passo que acima de 50 g kg-1 podem-se
observar sintomas de toxidez (MALAVOLTA et al., 1997; FURLANI, 2004).
Considerando o efeito da época de plantio dentro das doses N, constatou-se que na
dose de 168 kg ha-1 não diferiu entre as épocas de plantio, enquanto que as demais
doses de N apresentaram médias superiores no plantio de agosto/2012 (Tabela 8).
A diminuição do teor N na EP2 deve-se provavelmente a um efeito de
diluição da concentração desse nutriente nas folhas devido a expansão foliar, também
pelo fato desse período em que foi feita a análise, realizada na metade do ciclo, ser o
inicio do processo de bulbificação, assim pode ter ocorrido uma translocação desse
nutriente da parte aérea para o bulbo. Na EP1 não foi observado esse declínio no teor
de N, possivelmente o crescimento da planta pode ter sido mais lento em relação a
EP2. Cunha (2010), pesquisando o crescimento e acúmulo de nutrientes em cebola IPA
11, verificou que o acúmulo de nutrientes total pela cebola foi baixo nos primeiros 30
DAT. Marrocos et al. (2009) trabalhando com a IPA 11 observaram que o período de
maior demanda é entre 45 e 60 dias após o transplantio.
40
Figura 6 - Teor de N na folha de cebola em função das doses de nitrogênio (N) e
épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Tabela 8 - Valores médios de teor de N na folha de cebola em função das doses de
nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Época de plantio
Doses de N (kg ha-1)
0
34
67
101
134
168
Dezembro/2011
22,75b
21,00b
28,66b
23,63b
23,41b
33,03a
Agosto/2012
36,75a
39,16a
40,03a
37,48a
37,18a
33,69a
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo Teste de Tukey, a 5% de probabilidade.
Verificou que para os bulbos classe 1 (diâmetro < 35 mm) considerados não
comerciais houve uma redução da percentagem de bulbos a medida que se aumentou as
doses de nitrogênio (N), com o menor valor obtido com aplicação de 168 kg ha-1 de N
(0,47%). A redução em relação ao tratamento sem aplicação de N foi de 98,8 %
41
(Figura 7). Com relação à época, o plantio de dezembro/2011 apresentou uma média
de bulbos de cebola classe 1 de 11,53%, enquanto em agosto/2012 de 6,86% (Tabela
6).
Cecílio Filho et al. (2010) observaram uma redução na produção de bulbos com
diâmetros menores que 35mm com a aplicação de nitrogênio e a maior dose aplicada
(150 kg ha-1 de N) proporcionou um percentual de apenas 0,57% de bulbos classe 1.
Resende et al. (2008) trabalhando com doses de K e N afirmam que o nitrogênio
contribuiu para maior produtividade, sobretudo na produção de maior tamanho de
bulbo.
Figura 7 - Percentagem de bulbos de cebola classe 1 em função de doses de
nitrogênio. Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
Os bulbos classe 2 (diâmetro 35 a 50 mm) foi influenciado significativamente
pelas doses de N, e as médias ajustaram-se ao modelo quadrático de regressão no
experimento de agosto/2012 (EP2) e para as médias do experimento de dezembro/2011
42
(EP1) não houve ajustamento a nenhum modelo (Figura 8). Para o plantio EP2 a dose
de 168 kg ha-1 de N proporcionou a menor porcentagem (8,77%), enquanto no
tratamento sem aplicação de N, o porcentual foi de 57,54%. Esta dose de N foi
superior à de 147,3 kg ha-1 de N obtida por Resende et al. (2008) para redução na
distribuição de bulbos dessa classe a valores de 13,3%. No EP1, a maior porcentagem
(72,19%) foi obtida na dose de 34 kg ha-1 de N e nas demais não houve diferença,
variando de 40,03 a 46, 30%.
Figura 8 - Percentagem de bulbos de cebola classe 2 em função de doses de nitrogênio
(N) e épocas de plantio (EP). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
43
Tabela 9 - Valores médios de bulbos de cebola classe 2 em função das doses de
nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Época de plantio
Doses de N (kg ha-1)
0
34
67
101
134
168
Dezembro/2011
46,30a 72,19a 44,84a
40,03a
44,36a
40,43a
Agosto/2012
57,54a
48,41b
21,12b
13,03b
8,81b
8,77b
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo Teste de Tukey, a 5% de probabilidade.
Para percentagem de bulbos classe 3 (diâmetro 50 – 75 mm) registram-se
aumento com doses de N em forma quadrática nas duas épocas de plantio (Figura 9).
As maiores percentagens foram obtidas com as doses de 101 e 168 kg ha-1 de N,
respectivamente para o plantio de dezembro/2011 e agosto/2012, com os respectivos
percentuais de 58,84 e 86,42% (Tabela 10).
A maior percentagem de bulbos classe 3 obtida no plantio de agosto/2012 em
relação a dezembro/2011, deve-se provavelmente as condições climáticas mais
propícias no plantio de agosto, principalmente a ausência de chuvas. No EP1 a
quantidade de chuva foi de 178,7 mm, nesse caso, umidade relativa associada as altas
temperaturas no período favoreceram o surgimento da doença mancha-púrpura ou
queima das pontas (Alternaria porri) e também pode ter comprometido a eficiência da
adubação nitrogenada, em função da maior perda do nutriente por lixiviação,
diminuindo assim o tamanho do bulbo.
Os resultados obtidos neste trabalho demonstram a importância do N para o
aumento de bulbos comercialmente desejáveis, tendo em vista que essa classe é
preferida pelo mercado consumidor da região. Kunz et al (2009) trabalhando com
adubação nitrogenada em cebola observaram respostas positivas, com a maioria dos
bulbos apresentando diâmetros maiores que 55 mm. Resende et al. (2008) observaram
que a dose de 153,6 kg ha-1 de N promoveu uma percentagem de 85,8% de bulbos da
classe 3.
44
Figura 9 - Percentagem de bulbos de cebola classe 3 em função das doses de nitrogênio (N)
e épocas de plantio (EP). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
Tabela 10 - Valores médios de bulbos de cebola classe 3 em função das doses de
nitrogênio (N) e épocas de plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Época de plantio
Dezembro/2011
Agosto/2012
0
7,05a
34
14,47b
11,49a 44,99a
Doses de N (kg ha-1)
67
101
134
52,26b
58,84b 52,78b
76,64a
85,52a
89,51a
168
57,21b
86,42a
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo Teste de Tukey, a 5% de probabilidade.
Quanto aos bulbos da classe 4 (diâmetro 75 a 90 mm) foi observada apenas no
plantio de agosto/2012. Nesta, houve efeito significativo das doses de N (Tabela 11),
com maior percentual (4,5%) alcançado na dose de 168 kg ha-1 (Figura 10). Bulbos de
45
tamanho muito grande também não são comercialmente desejáveis, obtendo-se preços
inferiores aos da classe 3.
Tabela 11 - Valores de F da análise de variância para bulbos de cebola na classe 4 em
função da adubação nitrogenada. Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Fonte de variação
Bloco
Doses de N (D)
erro
CV(%)
n.s
GL
3
5
15
CLASSE 4
1,05ns
11,28**
97,70
não significativas; ** significativa a 1% de probabilidade pelo teste F.
Figura 10 - Percentagem de bulbos de cebola classe 4 em função de doses de
nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
46
Os teores de sólidos solúveis (SS) diminuíram com o incremento de doses de
N, sendo que na ausência da aplicação de N o valor foi de 9,87° Brix. O decréscimo
estimado foi de 0,7o Brix entre o tratamento sem aplicação e aquele que proporcionou
menor valor de SS (101 kg ha-1 de N) com a dose máxima de N aplicada (Figura 10).
Provavelmente, a redução nos SS ocorreu devido ao efeito diluição, pois o aumento de
doses de N favoreceu a produção de bulbos de maior tamanho ocasionando uma
diluição dos açúcares. Os resultados concordam com os obtidos por Hanna-Alla et al.
(1991) que obtiveram redução nos SS com o aumento dos níveis de N, na cultivar de
cebola Giza 20. Porém discordam de Morsy et al. (2012) que verificaram aumento dos
SS com o aumento dos níveis de N com a cultivar Giza 6 e Randle (2000) não
verificou diferença significativa para SS para cultivar Granex 33.
Os valores de sólidos solúveis obtidos no presente trabalho foram próximos
aos encontrados por Grangeiro et al. (2008) que avaliaram 18 cultivares de cebola em
Mossoró-RN, entre elas a IPA 11 (10,61º Brix). Segundo Carvalho (1980), os valores
dos sólidos solúveis em cebolas podem oscilar de 5 a 20%. Os resultados observados
neste estudo se encaixam dentro dessa faixa.
Figura 11 - Sólidos solúveis de bulbos de cebola em função de doses de
nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
47
A acidez titulável, relação SS/AT e pungência dos bulbos de cebola não
foram alteradas com o aumento das doses de N, sendo que os valores médios obtidos
da acidez titulável, a relação SS/AT e a pungência foram 3,51 a 3,45, 2,74 a 2,78 e
9,47 a 9,37 no plantio de dezembro/2011 e agosto/2012, respectivamente (Tabela 6).
Com relação à acidez titulável observou-se redução até a dose 134 kg ha-1
após essa dose as cebolas apresentaram aumento da acidez titulável (Figura 12). A
SS/AT não houve ajustamento a nenhum modelo, com o valor máximo na dose de134
kg ha-1 (Figura 13). As cebolas estudam apresentaram aumento da pungência até a dose
de 67 kg ha-1, depois observou-se uma tendência a redução da pungência (Figura 14).
Com base na classificação da pungência proposta por Vidalialabs (2004), os
resultados obtidos com a cultivar Franciscana IPA 11 no presente trabalho, classifica-a
como levemente pungente. Segundo Souza et al. (2008) existe no mercado uma
preferência para o consumo de cebola com pungência de moderada a forte.
Para Wall e Corgan (1992), a relação entre os teores de SS, AT e pungência
pode ser uma melhor indicação da qualidade organoléptica dos bulbos, que a análise
isolada destes parâmetros. Tendo-se esta condição, a cebola do presente trabalho pode
ser classificada como “muito pouco picante”, pois apresentou níveis intermediários de
aliinase (4,0 – 6,0 µmoles ácido pirúvico g-1) e de acidez (0,2 – 0,3 g de ác. pirúvico
100 g-1), mas alto de sólidos solúveis (> 9º Brix) (Miguel et al., 2004).
48
Figura 12 – Acidez titulável de bulbos de cebola em função de doses de
nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
Figura 13 – Relação sólidos solúveis e acidez titulável (SS/AT) de bulbos de cebola
em função de doses de nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
49
Figura 14 – Pungência de bulbos de cebola em função de doses de nitrogênio (N).
Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
Com relação aos indicadores econômicos verifica-se que apenas foi significativo
o fator doses de N para renda bruta, renda líquida, taxa de retorno e índice de
lucratividade (Tabela 12).
Tabela 12 - Valores de F da análise de variância para renda bruta (RB), renda líquida
(RL), taxa de retorno (TR) e índice de lucratividade (IL) de cebola em função da
adubação nitrogenada e épocas de plantio. Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Fonte de variação
Bloco (Época)
Época (E)
Doses de N (D)
DxE
CV(%)
n.s
GL
6
1
5
5
RB
1,303n.s
0,82n.s
89,98**
1,45n.s
13,91
RL
1,30n.s
1,25n.s
87,64**
1,47n.s
20,93
TR
1,36n.s
2,41n.s
84,00**
1,50n.s
14,08
IL
2,87n.s
0,64n.s
33,68**
1,01n.s
48,14
não significativas; * significativa a 5% de probabilidade; ** significativa a 1% de probabilidade pelo teste F.
50
As maiores rendas bruta e líquida foram observadas na aplicação de 168 kg ha-1
de N. O tratamento sem aplicação de nitrogênio apresentou menor receita bruta e
receita líquida negativa, os demais apresentaram renda líquida positiva (Figura 15 e
16). Os valores da renda líquida no plantio de dezembro/2011 e agosto/2012 foram R$
19551,56 e 20922,23, respectivamente (Tabela 13).
A taxa de retorno apresentou um aumentou linearmente até R$ 3,97 com o
aumento nas doses de N até ao nível 77,5 kg ha-1, a partir dessa dose não houve
resposta significativa (Figura 17). A taxa de retorno variaram de R$ 2,87 e R$ 3,06 no
plantio de dezembro/2011 e agosto/2012, respectivamente (Tabela 13).
O índice de lucratividade foi negativo no tratamento sem aplicação de
nitrogênio. Observou-se aumento linear com o incremento nas doses de N até 41,6 kg
ha-1 de N, com um índice máximo estimado de 72,97%. Demonstrando que a não
aplicação de nitrogênio na cultura da cebola nas presentes condições resultaria num
prejuízo (Figura 18).
Embora o plantio da cebola em agosto/2012 tenha favorecido a uma
produtividade comercial maior (considerando a dose que proporcionou a máxima
produtividade), o maior preço pago ao produtor no plantio de dezembro/2011
praticamente nivelou os lucros.
51
Figura 15 – Renda bruta de bulbos em função de doses de nitrogênio (N).
Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
Figura 16 – Renda líquida de bulbos de cebola em função de doses de
nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
52
Taxa de Retorno (R$ / R$)
5
4
3
2
YTR =-0,436+ 0,057X para X≤77,5
YTR = 3,97 para X >77,5
R² = 0,94*
1
0
0
34
-1
67
101
134
168
Doses de N (Kg ha -1)
Figura 17 – Taxa de retorno de bulbos de cebola em função de doses de nitrogênio
(N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
Índice de lucratividade (%)
90
70
50
YIL = -43,48+2,795x para X ≤ 41,6
YIL = 72,97 para X > 41,6
R² = 0,90**
30
10
-10 0
34
67
101
134
168
-30
-50
Doses de N (Kg ha-1)
Figura 18 – Índice de lucratividade de bulbos de cebola em função de doses de
nitrogênio (N). Mossoró/RN, UFERSA, 2011/2012.
53
Tabela 13 - Valores médios de renda bruta (RB), renda líquida (RL), taxa de retorno
(TR) e índice de lucratividade (IL) de bulbos de cebola em função de épocas de
plantio (EP). Mossoró-RN, UFERSA, 2011/2012.
Época de plantio
RB
RL
TR
IL
Dezembro/2011
29888,27a
19551,56a
2,87a
45,09a
Agosto/2012
30995,19a
20922,23a
3,06a
50,39a
Médias seguidas da mesma letra na coluna não diferem entre si, pelo Teste de Tukey, a 5% de probabilidade
54
5 CONCLUSÕES
As doses de nitrogênio que proporcionaram maior produtividade comercial
foram de 77,7 e 113,66 kg ha-1 de N no plantio de dezembro/2011 e agosto/2012,
respectivamente.
A aplicação de nitrogênio aumentou a porcentagem de bulbos de maior
diâmetro (50 – 70 mm), reduziu a produção de bulbos refugo e o teor de sólidos
solúveis.
A dose que proporcionou maior taxa de retorno (R$ 3,97) foi a de 77,5 kg ha-1
de N e aquela que resultou em maior índice de lucratividade (R$ 72,97%) foi a de 41,6
kg ha-1 de N.
55
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