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País enfrenta a mais intensa recessão da história, com oito

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País enfrenta a mais intensa recessão da história, com oito
02/06/2016
País enfrenta a mais intensa recessão da história, com oito trimestres de retração ­ Primeiro Plano ­ Hoje em dia
País enfrenta a mais intensa recessão da história, com oito trimestres de retração
Tatiana Lagôa
[email protected]
02/06/2016 ­ 06h00 ­ Atualizado 07h34
A falta de confiança na economia brasileira fez com que os investimentos despencassem no início de 2016, com uma queda de 17,5% no primeiro trimestre
deste ano frente ao mesmo intervalo de 2015. O freio na injeção de recursos agravou o quadro recessivo e é uma das principais causas para a redução de 5,4% no
Produto Interno Bruto (PIB) no período. Com o resultado, o país completa oito trimestres consecutivos de resultados negativos na comparação com o mesmo
período do ano anterior, ou seja, dois anos sem crescer, em uma intensa recessão. Segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação entre o primeiro trimestre de 2016 e o último de 2015, a
retração foi de 0,3%. No acumulado em quatro trimestres, 4,7%. “As estatísticas das contas nacionais confirmaram que, no primeiro trimestre, como resultado
essencialmente de desenvolvimentos domésticos, teve continuidade a mais intensa recessão de nossa história”, disse o Ministério da Fazenda, em nota. Por
“desenvolvimentos domésticos” entenda­se um eufemismo para a forte crise política que vem contaminando a economia nos últimos meses. A queda acumulada
em 2015 foi de 3,8%. Boa parte da dificuldade para melhorar o desempenho da economia nacional tem explicação no baixo nível de investimento. Foram aportados R$ 249 bilhões no
primeiro trimestre deste ano, menor valor desde o segundo trimestre de 2012 (R$ 243,77 bilhões). “É um ciclo vicioso. Quando a economia está em recessão, os
investimentos reduzem. E sem investimentos, a economia não reage”, afirma o vice­presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais (Corecon­MG),
Pedro Paulo Pettersen. No primeiro trimestre, a indústria teve o pior desempenho dentre os demais, com queda de 7,3% na comparação com o primeiro trimestre de 2015. A indústria de
transformação, segmento que inclui automotivo e siderurgia, foi o braço mais afetado, com retração de 10,5%. “São os aportes que fazem a economia girar. Eles
aumentam a demanda por máquinas equipamentos, alavancam a construção civil e a demanda por aço, por exemplo”, explica o economista da Federação das
Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Guilherme Veloso Leão. Por consequência, geram empregos.
Outra justificava para o mau momento da economia brasileira é o encolhimento do mercado consumidor. No primeiro trimestre deste ano, comparado com o mesmo
período de 2015, o consumo das famílias caiu 6,3%. Para tristeza do setor de serviços, que recuou 3,7% na mesma base de comparação. O comércio retraiu
10,7%. "As famílias estão mais cautelosas por causa do risco do desemprego. As altas taxas de juros e a inflação reduzem mais ainda a demanda, dificultando melhora no
setor”, afirma o economista da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio), Guilherme Almeida. Até o clima serviu como uma “pedra no
sapato” da economia brasileira. Intemperanças climáticas, como seca em algumas regiões e excesso de chuvas em outras, jogaram para baixo os resultados da
agropecuária, com uma redução de 3,7%. “Culturas como arroz e milho sofreram forte interferência do clima no Brasil”, afirma a coordenadora da assessoria
técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso. (Com agências) Apenas o setor agropecuário deve fechar o 1º trimestre no azul em Minas Gerais
O Produto Interno Bruto (PIB) mineiro deverá apresentar uma retração ainda maior do que o Brasil. Espera­se que apenas a agropecuária do Estado tenha
resultado positivo. Mas indústria e comércio tendem a apresentar quedas mais acentuadas do que a média nacional. No caso da indústria, a queda será maior no
Estado por causa da estrutura dependente de setores estruturantes, como mineração, siderurgia e construção. Isso quer dizer que, se os demais segmentos têm
desempenho ruim e investem menos, a demanda pelos produtos mineiros cai. “É uma característica regional sofrermos mais quando a economia brasileira vai mal”, afirma o economista da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais
(Fiemg), Guilherme Veloso Leão. O comércio vai a reboque. “Se a indústria produz menos, ela demite mais. Se isso acontece, as pessoas compram menos. Assim,
comércio e serviços retraem”, afirma o economista da Federação do Comércio do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas), Guilherme Almeida. No caso da agropecuária, segundo a coordenadora da assessoria técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Aline
Veloso, o esperado para o Estado é safra recorde, puxada principalmente por milho, soja, sorgo e feijão. Para o fechamento do ano, as projeções de PIB não são
positivas nem para o Brasil, nem para Minas. “A recuperação da economia ainda não é para este ano. E, dependendo das medidas adotadas pelo Michel Temer, a
crise pode agravar”, afirma o professor de economia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Cláudio Gontijo. Ele acredita que a reversão do pessimismo
do empresariado e do consumidor, essencial para uma melhora do quadro econômico, depende do fim da crise política e dos escândalos envolvendo governantes. http://hojeemdia.com.br/primeiro­plano/pa%C3%ADs­enfrenta­a­mais­intensa­recess%C3%A3o­da­hist%C3%B3ria­com­oito­trimestres­de­retra%C3%… 1/3
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