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A menina que queria ser anjo

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A menina que queria ser anjo
A menina que
queria ser anjo
PROJETO DE LEITURA
Coordenação: Maria José Nóbrega
Elaboração: Luísa Nóbrega
Enc_A menina que queria ser anjo.indd 1
N
O assunto da trova é o relacionamento amoroso, a dor de cotovelo
pelo abandono e, dependendo da experiência prévia que tivermos a respeito do assunto, quer seja esta vivida pessoalmente ou
“vivida” através da ficção, diferentes emoções podem ser ativadas:
alívio por estarmos próximos de quem amamos, cumplicidade por
estarmos distantes de quem amamos, desilusão por não acreditarmos mais no amor, esperança de encontrar alguém diferente...
Quem produz ou lê um texto o faz a partir de um certo lugar,
como diz Leonardo Boff*, a partir de onde estão seus pés e do
que veem seus olhos. Os horizontes de quem escreve e os de
quem lê podem estar mais ou menos próximos. Os horizontes de
um leitor e de outro podem estar mais ou menos próximos. As
leituras produzem interpretações que produzem avaliações que
revelam posições: pode-se ou não concordar com o quadro de
valores sustentados ou sugeridos pelo texto.
Se refletirmos a respeito do último verso “meu amor não quer
voltar”, podemos indagar, legitimamente, sem nenhuma esperança de encontrar a resposta no texto: por que ele ou ela não
“quer” voltar? Repare que não é “não pode” que está escrito, é
“não quer”, isto quer dizer que poderia, mas não quer voltar. O
que teria provocado a separação? O amor acabou. Apaixonou-se
por outra ou outro? Outros projetos de vida foram mais fortes
que o amor: os estudos, a carreira, etc. O “eu” é muito possessivo
e gosta de controlar os passos dele ou dela, como controla os da
andorinha e do sabiá?
DESCRIÇÃO DO PROJETO DE LEITURA
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Contextualiza-se o autor e sua obra no panorama da literatura
para crianças.
RESENHA
Apresentamos uma síntese da obra para permitir que o professor, antecipando a temática, o enredo e seu desenvolvimento,
possa considerar a pertinência da obra levando em conta as necessidades e possibilidades de seus alunos.
uma primeira dimensão, ler pode ser entendido como decifrar o escrito, isto é, compreender o que letras e outros
sinais gráficos representam. Sem dúvida, boa parte das atividades
que são realizadas com as crianças nas séries iniciais do Ensino
Fundamental têm como finalidade desenvolver essa capacidade.
Ingenuamente, muitos pensam que, uma vez que a criança
tenha fluência para decifrar os sinais da escrita, pode ler sozinha,
pois os sentidos estariam lá, no texto, bastando colhê-los.
Por essa concepção, qualquer um que soubesse ler e conhecesse
o que as palavras significam estaria apto a dizer em que lugar
estão a andorinha e o sabiá; qual dos dois pássaros vai e volta e
quem não quer voltar. Mas será que a resposta a estas questões
bastaria para assegurar que a trova foi compreendida? Certamente não. A compreensão vai depender, também, e muito, do que
o leitor já souber sobre pássaros e amores.
Isso porque muitos dos sentidos que depreendemos ao ler
derivam de complexas operações cognitivas para produzir inferências. Lemos o que está nos intervalos entre as palavras, nas
entrelinhas, lemos, portanto, o que não está escrito. É como se
o texto apresentasse lacunas que devessem ser preenchidas pelo
trabalho do leitor.
___________
* “Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.” A águia e
a galinha: uma metáfora da condição humana (37a edição, 2001), Leonardo Boff, Editora
Vozes, Petrópolis.
PROPOSTAS DE ATIVIDADES
a) antes da leitura
Ao ler, mobilizamos nossas experiências para compreendermos
o texto e apreciarmos os recursos estilísticos utilizados pelo autor.
Folheando o livro, numa rápida leitura preliminar, podemos antecipar muito a respeito do desenvolvimento da história.
2
3
4
]
COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA
Procuramos evidenciar outros aspectos que vão além da trama narrativa: os temas e a perspectiva com que são abordados,
certos recursos expressivos usados pelo autor. A partir deles, o
professor poderá identificar que conteúdos das diferentes áreas
do conhecimento poderão ser explorados, que temas poderão ser
discutidos, que recursos linguísticos poderão ser explorados para
ampliar a competência leitora e escritora do aluno.
b) durante a leitura
São apresentados alguns objetivos orientadores para a leitura,
focalizando aspectos que auxiliem a construção dos significados
do texto pelo leitor.
 Leitura global do texto.
 Caracterização da estrutura do texto.
 Identificação das articulações temporais e lógicas responsáveis pela coesão textual.
c) depois da leitura
Propõem-se uma série de atividades para permitir uma melhor compreensão da obra, aprofundar o estudo e a reflexão a
respeito de conteúdos das diversas áreas curriculares, bem como
debater temas que permitam a inserção do aluno nas questões
contemporâneas.
 Compreensão global do texto a partir da reprodução oral ou
escrita do texto lido ou de respostas a questões formuladas
pelo professor em situação de leitura compartilhada.
 Apreciação dos recursos expressivos mobilizados na obra.
 Identificação dos pontos de vista sustentados pelo autor.
 Explicitação das opiniões pessoais frente a questões polêmicas.
 Ampliação do trabalho para a pesquisa de informações
complementares numa dimensão interdisciplinar ou para a
produção de outros textos ou, ainda, para produções criativas
que contemplem outras linguagens artísticas.
]
Leitor em processo – 2o e 3o anos do
Ensino Fundamental
[[
[[
Sei que a andorinha está no coqueiro,
e que o sabiá está na beira-mar.
Observo que a andorinha vai e volta,
mas não sei onde está meu amor que partiu e não quer voltar.
As atividades propostas favorecem a ativação dos conhecimentos prévios necessários à compreensão do texto.
 Explicitação dos conhecimentos prévios necessários para que
os alunos compreendam o texto.
 Antecipação de conteúdos do texto a partir da observação
de indicadores como título (orientar a leitura de títulos e
subtítulos), ilustração (folhear o livro para identificar a localização, os personagens, o conflito).
 Explicitação dos conteúdos que esperam encontrar na obra
levando em conta os aspectos observados (estimular os alunos
a compartilharem o que forem observando).
LEIA MAIS...
 do mesmo autor
 sobre o mesmo assunto
 sobre o mesmo gênero
]
“Andorinha no coqueiro,
Sabiá na beira-mar,
Andorinha vai e volta,
Meu amor não quer voltar.”
]
MARIA JOSÉ NÓBREGA
Quem é esse que se diz “eu”? Se imaginarmos um “eu” masculino, por exemplo, poderíamos, num tom machista, sustentar que
mulher tem de ser mesmo conduzida com rédea curta, porque
senão voa; num tom mais feminista, poderíamos dizer que a mulher fez muito bem em abandonar alguém tão controlador. Está
instalada a polêmica das muitas vozes que circulam nas práticas
sociais...
Se levamos alguns anos para aprender a decifrar o escrito com
autonomia, ler na dimensão que descrevemos é uma aprendizagem que não se esgota nunca, pois para alguns textos seremos
sempre leitores iniciantes.
]
De Leitores e Asas
Se retornarmos à trova acima, descobriremos um “eu” que
associa pássaros à pessoa amada. Ele sabe o lugar em que está a
andorinha e o sabiá; observa que as andorinhas migram, “vão e
voltam”, mas diferentemente destas, seu amor foi e não voltou.
Apesar de não estar explícita, percebemos a comparação entre a andorinha e a pessoa amada: ambas partiram em um dado
momento. Apesar de também não estar explícita, percebemos
a oposição entre elas: a andorinha retorna, mas a pessoa amada “não quer voltar”. Se todos estes elementos que podem ser
deduzidos pelo trabalho do leitor estivessem explícitos, o texto
ficaria mais ou menos assim:
5
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A menina que
queria ser anjo
PROJETO DE LEITURA
Coordenação: Maria José Nóbrega
Elaboração: Luísa Nóbrega
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N
O assunto da trova é o relacionamento amoroso, a dor de cotovelo
pelo abandono e, dependendo da experiência prévia que tivermos a respeito do assunto, quer seja esta vivida pessoalmente ou
“vivida” através da ficção, diferentes emoções podem ser ativadas:
alívio por estarmos próximos de quem amamos, cumplicidade por
estarmos distantes de quem amamos, desilusão por não acreditarmos mais no amor, esperança de encontrar alguém diferente...
Quem produz ou lê um texto o faz a partir de um certo lugar,
como diz Leonardo Boff*, a partir de onde estão seus pés e do
que veem seus olhos. Os horizontes de quem escreve e os de
quem lê podem estar mais ou menos próximos. Os horizontes de
um leitor e de outro podem estar mais ou menos próximos. As
leituras produzem interpretações que produzem avaliações que
revelam posições: pode-se ou não concordar com o quadro de
valores sustentados ou sugeridos pelo texto.
Se refletirmos a respeito do último verso “meu amor não quer
voltar”, podemos indagar, legitimamente, sem nenhuma esperança de encontrar a resposta no texto: por que ele ou ela não
“quer” voltar? Repare que não é “não pode” que está escrito, é
“não quer”, isto quer dizer que poderia, mas não quer voltar. O
que teria provocado a separação? O amor acabou. Apaixonou-se
por outra ou outro? Outros projetos de vida foram mais fortes
que o amor: os estudos, a carreira, etc. O “eu” é muito possessivo
e gosta de controlar os passos dele ou dela, como controla os da
andorinha e do sabiá?
DESCRIÇÃO DO PROJETO DE LEITURA
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Contextualiza-se o autor e sua obra no panorama da literatura
para crianças.
RESENHA
Apresentamos uma síntese da obra para permitir que o professor, antecipando a temática, o enredo e seu desenvolvimento,
possa considerar a pertinência da obra levando em conta as necessidades e possibilidades de seus alunos.
uma primeira dimensão, ler pode ser entendido como decifrar o escrito, isto é, compreender o que letras e outros
sinais gráficos representam. Sem dúvida, boa parte das atividades
que são realizadas com as crianças nas séries iniciais do Ensino
Fundamental têm como finalidade desenvolver essa capacidade.
Ingenuamente, muitos pensam que, uma vez que a criança
tenha fluência para decifrar os sinais da escrita, pode ler sozinha,
pois os sentidos estariam lá, no texto, bastando colhê-los.
Por essa concepção, qualquer um que soubesse ler e conhecesse
o que as palavras significam estaria apto a dizer em que lugar
estão a andorinha e o sabiá; qual dos dois pássaros vai e volta e
quem não quer voltar. Mas será que a resposta a estas questões
bastaria para assegurar que a trova foi compreendida? Certamente não. A compreensão vai depender, também, e muito, do que
o leitor já souber sobre pássaros e amores.
Isso porque muitos dos sentidos que depreendemos ao ler
derivam de complexas operações cognitivas para produzir inferências. Lemos o que está nos intervalos entre as palavras, nas
entrelinhas, lemos, portanto, o que não está escrito. É como se
o texto apresentasse lacunas que devessem ser preenchidas pelo
trabalho do leitor.
___________
* “Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.” A águia e
a galinha: uma metáfora da condição humana (37a edição, 2001), Leonardo Boff, Editora
Vozes, Petrópolis.
PROPOSTAS DE ATIVIDADES
a) antes da leitura
Ao ler, mobilizamos nossas experiências para compreendermos
o texto e apreciarmos os recursos estilísticos utilizados pelo autor.
Folheando o livro, numa rápida leitura preliminar, podemos antecipar muito a respeito do desenvolvimento da história.
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COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA
Procuramos evidenciar outros aspectos que vão além da trama narrativa: os temas e a perspectiva com que são abordados,
certos recursos expressivos usados pelo autor. A partir deles, o
professor poderá identificar que conteúdos das diferentes áreas
do conhecimento poderão ser explorados, que temas poderão ser
discutidos, que recursos linguísticos poderão ser explorados para
ampliar a competência leitora e escritora do aluno.
b) durante a leitura
São apresentados alguns objetivos orientadores para a leitura,
focalizando aspectos que auxiliem a construção dos significados
do texto pelo leitor.
 Leitura global do texto.
 Caracterização da estrutura do texto.
 Identificação das articulações temporais e lógicas responsáveis pela coesão textual.
c) depois da leitura
Propõem-se uma série de atividades para permitir uma melhor compreensão da obra, aprofundar o estudo e a reflexão a
respeito de conteúdos das diversas áreas curriculares, bem como
debater temas que permitam a inserção do aluno nas questões
contemporâneas.
 Compreensão global do texto a partir da reprodução oral ou
escrita do texto lido ou de respostas a questões formuladas
pelo professor em situação de leitura compartilhada.
 Apreciação dos recursos expressivos mobilizados na obra.
 Identificação dos pontos de vista sustentados pelo autor.
 Explicitação das opiniões pessoais frente a questões polêmicas.
 Ampliação do trabalho para a pesquisa de informações
complementares numa dimensão interdisciplinar ou para a
produção de outros textos ou, ainda, para produções criativas
que contemplem outras linguagens artísticas.
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Leitor em processo – 2o e 3o anos do
Ensino Fundamental
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Sei que a andorinha está no coqueiro,
e que o sabiá está na beira-mar.
Observo que a andorinha vai e volta,
mas não sei onde está meu amor que partiu e não quer voltar.
As atividades propostas favorecem a ativação dos conhecimentos prévios necessários à compreensão do texto.
 Explicitação dos conhecimentos prévios necessários para que
os alunos compreendam o texto.
 Antecipação de conteúdos do texto a partir da observação
de indicadores como título (orientar a leitura de títulos e
subtítulos), ilustração (folhear o livro para identificar a localização, os personagens, o conflito).
 Explicitação dos conteúdos que esperam encontrar na obra
levando em conta os aspectos observados (estimular os alunos
a compartilharem o que forem observando).
LEIA MAIS...
 do mesmo autor
 sobre o mesmo assunto
 sobre o mesmo gênero
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“Andorinha no coqueiro,
Sabiá na beira-mar,
Andorinha vai e volta,
Meu amor não quer voltar.”
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MARIA JOSÉ NÓBREGA
Quem é esse que se diz “eu”? Se imaginarmos um “eu” masculino, por exemplo, poderíamos, num tom machista, sustentar que
mulher tem de ser mesmo conduzida com rédea curta, porque
senão voa; num tom mais feminista, poderíamos dizer que a mulher fez muito bem em abandonar alguém tão controlador. Está
instalada a polêmica das muitas vozes que circulam nas práticas
sociais...
Se levamos alguns anos para aprender a decifrar o escrito com
autonomia, ler na dimensão que descrevemos é uma aprendizagem que não se esgota nunca, pois para alguns textos seremos
sempre leitores iniciantes.
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De Leitores e Asas
Se retornarmos à trova acima, descobriremos um “eu” que
associa pássaros à pessoa amada. Ele sabe o lugar em que está a
andorinha e o sabiá; observa que as andorinhas migram, “vão e
voltam”, mas diferentemente destas, seu amor foi e não voltou.
Apesar de não estar explícita, percebemos a comparação entre a andorinha e a pessoa amada: ambas partiram em um dado
momento. Apesar de também não estar explícita, percebemos
a oposição entre elas: a andorinha retorna, mas a pessoa amada “não quer voltar”. Se todos estes elementos que podem ser
deduzidos pelo trabalho do leitor estivessem explícitos, o texto
ficaria mais ou menos assim:
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PROJETO DE LEITURA
Coordenação: Maria José Nóbrega
Elaboração: Luísa Nóbrega
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O assunto da trova é o relacionamento amoroso, a dor de cotovelo
pelo abandono e, dependendo da experiência prévia que tivermos a respeito do assunto, quer seja esta vivida pessoalmente ou
“vivida” através da ficção, diferentes emoções podem ser ativadas:
alívio por estarmos próximos de quem amamos, cumplicidade por
estarmos distantes de quem amamos, desilusão por não acreditarmos mais no amor, esperança de encontrar alguém diferente...
Quem produz ou lê um texto o faz a partir de um certo lugar,
como diz Leonardo Boff*, a partir de onde estão seus pés e do
que veem seus olhos. Os horizontes de quem escreve e os de
quem lê podem estar mais ou menos próximos. Os horizontes de
um leitor e de outro podem estar mais ou menos próximos. As
leituras produzem interpretações que produzem avaliações que
revelam posições: pode-se ou não concordar com o quadro de
valores sustentados ou sugeridos pelo texto.
Se refletirmos a respeito do último verso “meu amor não quer
voltar”, podemos indagar, legitimamente, sem nenhuma esperança de encontrar a resposta no texto: por que ele ou ela não
“quer” voltar? Repare que não é “não pode” que está escrito, é
“não quer”, isto quer dizer que poderia, mas não quer voltar. O
que teria provocado a separação? O amor acabou. Apaixonou-se
por outra ou outro? Outros projetos de vida foram mais fortes
que o amor: os estudos, a carreira, etc. O “eu” é muito possessivo
e gosta de controlar os passos dele ou dela, como controla os da
andorinha e do sabiá?
DESCRIÇÃO DO PROJETO DE LEITURA
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Contextualiza-se o autor e sua obra no panorama da literatura
para crianças.
RESENHA
Apresentamos uma síntese da obra para permitir que o professor, antecipando a temática, o enredo e seu desenvolvimento,
possa considerar a pertinência da obra levando em conta as necessidades e possibilidades de seus alunos.
uma primeira dimensão, ler pode ser entendido como decifrar o escrito, isto é, compreender o que letras e outros
sinais gráficos representam. Sem dúvida, boa parte das atividades
que são realizadas com as crianças nas séries iniciais do Ensino
Fundamental têm como finalidade desenvolver essa capacidade.
Ingenuamente, muitos pensam que, uma vez que a criança
tenha fluência para decifrar os sinais da escrita, pode ler sozinha,
pois os sentidos estariam lá, no texto, bastando colhê-los.
Por essa concepção, qualquer um que soubesse ler e conhecesse
o que as palavras significam estaria apto a dizer em que lugar
estão a andorinha e o sabiá; qual dos dois pássaros vai e volta e
quem não quer voltar. Mas será que a resposta a estas questões
bastaria para assegurar que a trova foi compreendida? Certamente não. A compreensão vai depender, também, e muito, do que
o leitor já souber sobre pássaros e amores.
Isso porque muitos dos sentidos que depreendemos ao ler
derivam de complexas operações cognitivas para produzir inferências. Lemos o que está nos intervalos entre as palavras, nas
entrelinhas, lemos, portanto, o que não está escrito. É como se
o texto apresentasse lacunas que devessem ser preenchidas pelo
trabalho do leitor.
___________
* “Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.” A águia e
a galinha: uma metáfora da condição humana (37a edição, 2001), Leonardo Boff, Editora
Vozes, Petrópolis.
PROPOSTAS DE ATIVIDADES
a) antes da leitura
Ao ler, mobilizamos nossas experiências para compreendermos
o texto e apreciarmos os recursos estilísticos utilizados pelo autor.
Folheando o livro, numa rápida leitura preliminar, podemos antecipar muito a respeito do desenvolvimento da história.
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COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA
Procuramos evidenciar outros aspectos que vão além da trama narrativa: os temas e a perspectiva com que são abordados,
certos recursos expressivos usados pelo autor. A partir deles, o
professor poderá identificar que conteúdos das diferentes áreas
do conhecimento poderão ser explorados, que temas poderão ser
discutidos, que recursos linguísticos poderão ser explorados para
ampliar a competência leitora e escritora do aluno.
b) durante a leitura
São apresentados alguns objetivos orientadores para a leitura,
focalizando aspectos que auxiliem a construção dos significados
do texto pelo leitor.
 Leitura global do texto.
 Caracterização da estrutura do texto.
 Identificação das articulações temporais e lógicas responsáveis pela coesão textual.
c) depois da leitura
Propõem-se uma série de atividades para permitir uma melhor compreensão da obra, aprofundar o estudo e a reflexão a
respeito de conteúdos das diversas áreas curriculares, bem como
debater temas que permitam a inserção do aluno nas questões
contemporâneas.
 Compreensão global do texto a partir da reprodução oral ou
escrita do texto lido ou de respostas a questões formuladas
pelo professor em situação de leitura compartilhada.
 Apreciação dos recursos expressivos mobilizados na obra.
 Identificação dos pontos de vista sustentados pelo autor.
 Explicitação das opiniões pessoais frente a questões polêmicas.
 Ampliação do trabalho para a pesquisa de informações
complementares numa dimensão interdisciplinar ou para a
produção de outros textos ou, ainda, para produções criativas
que contemplem outras linguagens artísticas.
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Leitor em processo – 2o e 3o anos do
Ensino Fundamental
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Sei que a andorinha está no coqueiro,
e que o sabiá está na beira-mar.
Observo que a andorinha vai e volta,
mas não sei onde está meu amor que partiu e não quer voltar.
As atividades propostas favorecem a ativação dos conhecimentos prévios necessários à compreensão do texto.
 Explicitação dos conhecimentos prévios necessários para que
os alunos compreendam o texto.
 Antecipação de conteúdos do texto a partir da observação
de indicadores como título (orientar a leitura de títulos e
subtítulos), ilustração (folhear o livro para identificar a localização, os personagens, o conflito).
 Explicitação dos conteúdos que esperam encontrar na obra
levando em conta os aspectos observados (estimular os alunos
a compartilharem o que forem observando).
LEIA MAIS...
 do mesmo autor
 sobre o mesmo assunto
 sobre o mesmo gênero
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“Andorinha no coqueiro,
Sabiá na beira-mar,
Andorinha vai e volta,
Meu amor não quer voltar.”
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MARIA JOSÉ NÓBREGA
Quem é esse que se diz “eu”? Se imaginarmos um “eu” masculino, por exemplo, poderíamos, num tom machista, sustentar que
mulher tem de ser mesmo conduzida com rédea curta, porque
senão voa; num tom mais feminista, poderíamos dizer que a mulher fez muito bem em abandonar alguém tão controlador. Está
instalada a polêmica das muitas vozes que circulam nas práticas
sociais...
Se levamos alguns anos para aprender a decifrar o escrito com
autonomia, ler na dimensão que descrevemos é uma aprendizagem que não se esgota nunca, pois para alguns textos seremos
sempre leitores iniciantes.
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De Leitores e Asas
Se retornarmos à trova acima, descobriremos um “eu” que
associa pássaros à pessoa amada. Ele sabe o lugar em que está a
andorinha e o sabiá; observa que as andorinhas migram, “vão e
voltam”, mas diferentemente destas, seu amor foi e não voltou.
Apesar de não estar explícita, percebemos a comparação entre a andorinha e a pessoa amada: ambas partiram em um dado
momento. Apesar de também não estar explícita, percebemos
a oposição entre elas: a andorinha retorna, mas a pessoa amada “não quer voltar”. Se todos estes elementos que podem ser
deduzidos pelo trabalho do leitor estivessem explícitos, o texto
ficaria mais ou menos assim:
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Coordenação: Maria José Nóbrega
Elaboração: Luísa Nóbrega
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O assunto da trova é o relacionamento amoroso, a dor de cotovelo
pelo abandono e, dependendo da experiência prévia que tivermos a respeito do assunto, quer seja esta vivida pessoalmente ou
“vivida” através da ficção, diferentes emoções podem ser ativadas:
alívio por estarmos próximos de quem amamos, cumplicidade por
estarmos distantes de quem amamos, desilusão por não acreditarmos mais no amor, esperança de encontrar alguém diferente...
Quem produz ou lê um texto o faz a partir de um certo lugar,
como diz Leonardo Boff*, a partir de onde estão seus pés e do
que veem seus olhos. Os horizontes de quem escreve e os de
quem lê podem estar mais ou menos próximos. Os horizontes de
um leitor e de outro podem estar mais ou menos próximos. As
leituras produzem interpretações que produzem avaliações que
revelam posições: pode-se ou não concordar com o quadro de
valores sustentados ou sugeridos pelo texto.
Se refletirmos a respeito do último verso “meu amor não quer
voltar”, podemos indagar, legitimamente, sem nenhuma esperança de encontrar a resposta no texto: por que ele ou ela não
“quer” voltar? Repare que não é “não pode” que está escrito, é
“não quer”, isto quer dizer que poderia, mas não quer voltar. O
que teria provocado a separação? O amor acabou. Apaixonou-se
por outra ou outro? Outros projetos de vida foram mais fortes
que o amor: os estudos, a carreira, etc. O “eu” é muito possessivo
e gosta de controlar os passos dele ou dela, como controla os da
andorinha e do sabiá?
DESCRIÇÃO DO PROJETO DE LEITURA
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Contextualiza-se o autor e sua obra no panorama da literatura
para crianças.
RESENHA
Apresentamos uma síntese da obra para permitir que o professor, antecipando a temática, o enredo e seu desenvolvimento,
possa considerar a pertinência da obra levando em conta as necessidades e possibilidades de seus alunos.
uma primeira dimensão, ler pode ser entendido como decifrar o escrito, isto é, compreender o que letras e outros
sinais gráficos representam. Sem dúvida, boa parte das atividades
que são realizadas com as crianças nas séries iniciais do Ensino
Fundamental têm como finalidade desenvolver essa capacidade.
Ingenuamente, muitos pensam que, uma vez que a criança
tenha fluência para decifrar os sinais da escrita, pode ler sozinha,
pois os sentidos estariam lá, no texto, bastando colhê-los.
Por essa concepção, qualquer um que soubesse ler e conhecesse
o que as palavras significam estaria apto a dizer em que lugar
estão a andorinha e o sabiá; qual dos dois pássaros vai e volta e
quem não quer voltar. Mas será que a resposta a estas questões
bastaria para assegurar que a trova foi compreendida? Certamente não. A compreensão vai depender, também, e muito, do que
o leitor já souber sobre pássaros e amores.
Isso porque muitos dos sentidos que depreendemos ao ler
derivam de complexas operações cognitivas para produzir inferências. Lemos o que está nos intervalos entre as palavras, nas
entrelinhas, lemos, portanto, o que não está escrito. É como se
o texto apresentasse lacunas que devessem ser preenchidas pelo
trabalho do leitor.
___________
* “Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.” A águia e
a galinha: uma metáfora da condição humana (37a edição, 2001), Leonardo Boff, Editora
Vozes, Petrópolis.
PROPOSTAS DE ATIVIDADES
a) antes da leitura
Ao ler, mobilizamos nossas experiências para compreendermos
o texto e apreciarmos os recursos estilísticos utilizados pelo autor.
Folheando o livro, numa rápida leitura preliminar, podemos antecipar muito a respeito do desenvolvimento da história.
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COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA
Procuramos evidenciar outros aspectos que vão além da trama narrativa: os temas e a perspectiva com que são abordados,
certos recursos expressivos usados pelo autor. A partir deles, o
professor poderá identificar que conteúdos das diferentes áreas
do conhecimento poderão ser explorados, que temas poderão ser
discutidos, que recursos linguísticos poderão ser explorados para
ampliar a competência leitora e escritora do aluno.
b) durante a leitura
São apresentados alguns objetivos orientadores para a leitura,
focalizando aspectos que auxiliem a construção dos significados
do texto pelo leitor.
 Leitura global do texto.
 Caracterização da estrutura do texto.
 Identificação das articulações temporais e lógicas responsáveis pela coesão textual.
c) depois da leitura
Propõem-se uma série de atividades para permitir uma melhor compreensão da obra, aprofundar o estudo e a reflexão a
respeito de conteúdos das diversas áreas curriculares, bem como
debater temas que permitam a inserção do aluno nas questões
contemporâneas.
 Compreensão global do texto a partir da reprodução oral ou
escrita do texto lido ou de respostas a questões formuladas
pelo professor em situação de leitura compartilhada.
 Apreciação dos recursos expressivos mobilizados na obra.
 Identificação dos pontos de vista sustentados pelo autor.
 Explicitação das opiniões pessoais frente a questões polêmicas.
 Ampliação do trabalho para a pesquisa de informações
complementares numa dimensão interdisciplinar ou para a
produção de outros textos ou, ainda, para produções criativas
que contemplem outras linguagens artísticas.
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Leitor em processo – 2o e 3o anos do
Ensino Fundamental
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Sei que a andorinha está no coqueiro,
e que o sabiá está na beira-mar.
Observo que a andorinha vai e volta,
mas não sei onde está meu amor que partiu e não quer voltar.
As atividades propostas favorecem a ativação dos conhecimentos prévios necessários à compreensão do texto.
 Explicitação dos conhecimentos prévios necessários para que
os alunos compreendam o texto.
 Antecipação de conteúdos do texto a partir da observação
de indicadores como título (orientar a leitura de títulos e
subtítulos), ilustração (folhear o livro para identificar a localização, os personagens, o conflito).
 Explicitação dos conteúdos que esperam encontrar na obra
levando em conta os aspectos observados (estimular os alunos
a compartilharem o que forem observando).
LEIA MAIS...
 do mesmo autor
 sobre o mesmo assunto
 sobre o mesmo gênero
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“Andorinha no coqueiro,
Sabiá na beira-mar,
Andorinha vai e volta,
Meu amor não quer voltar.”
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MARIA JOSÉ NÓBREGA
Quem é esse que se diz “eu”? Se imaginarmos um “eu” masculino, por exemplo, poderíamos, num tom machista, sustentar que
mulher tem de ser mesmo conduzida com rédea curta, porque
senão voa; num tom mais feminista, poderíamos dizer que a mulher fez muito bem em abandonar alguém tão controlador. Está
instalada a polêmica das muitas vozes que circulam nas práticas
sociais...
Se levamos alguns anos para aprender a decifrar o escrito com
autonomia, ler na dimensão que descrevemos é uma aprendizagem que não se esgota nunca, pois para alguns textos seremos
sempre leitores iniciantes.
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De Leitores e Asas
Se retornarmos à trova acima, descobriremos um “eu” que
associa pássaros à pessoa amada. Ele sabe o lugar em que está a
andorinha e o sabiá; observa que as andorinhas migram, “vão e
voltam”, mas diferentemente destas, seu amor foi e não voltou.
Apesar de não estar explícita, percebemos a comparação entre a andorinha e a pessoa amada: ambas partiram em um dado
momento. Apesar de também não estar explícita, percebemos
a oposição entre elas: a andorinha retorna, mas a pessoa amada “não quer voltar”. Se todos estes elementos que podem ser
deduzidos pelo trabalho do leitor estivessem explícitos, o texto
ficaria mais ou menos assim:
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4/15/15 2:54 PM
A menina que
queria ser anjo
PROJETO DE LEITURA
Coordenação: Maria José Nóbrega
Elaboração: Luísa Nóbrega
Enc_A menina que queria ser anjo.indd 1
N
O assunto da trova é o relacionamento amoroso, a dor de cotovelo
pelo abandono e, dependendo da experiência prévia que tivermos a respeito do assunto, quer seja esta vivida pessoalmente ou
“vivida” através da ficção, diferentes emoções podem ser ativadas:
alívio por estarmos próximos de quem amamos, cumplicidade por
estarmos distantes de quem amamos, desilusão por não acreditarmos mais no amor, esperança de encontrar alguém diferente...
Quem produz ou lê um texto o faz a partir de um certo lugar,
como diz Leonardo Boff*, a partir de onde estão seus pés e do
que veem seus olhos. Os horizontes de quem escreve e os de
quem lê podem estar mais ou menos próximos. Os horizontes de
um leitor e de outro podem estar mais ou menos próximos. As
leituras produzem interpretações que produzem avaliações que
revelam posições: pode-se ou não concordar com o quadro de
valores sustentados ou sugeridos pelo texto.
Se refletirmos a respeito do último verso “meu amor não quer
voltar”, podemos indagar, legitimamente, sem nenhuma esperança de encontrar a resposta no texto: por que ele ou ela não
“quer” voltar? Repare que não é “não pode” que está escrito, é
“não quer”, isto quer dizer que poderia, mas não quer voltar. O
que teria provocado a separação? O amor acabou. Apaixonou-se
por outra ou outro? Outros projetos de vida foram mais fortes
que o amor: os estudos, a carreira, etc. O “eu” é muito possessivo
e gosta de controlar os passos dele ou dela, como controla os da
andorinha e do sabiá?
DESCRIÇÃO DO PROJETO DE LEITURA
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Contextualiza-se o autor e sua obra no panorama da literatura
para crianças.
RESENHA
Apresentamos uma síntese da obra para permitir que o professor, antecipando a temática, o enredo e seu desenvolvimento,
possa considerar a pertinência da obra levando em conta as necessidades e possibilidades de seus alunos.
uma primeira dimensão, ler pode ser entendido como decifrar o escrito, isto é, compreender o que letras e outros
sinais gráficos representam. Sem dúvida, boa parte das atividades
que são realizadas com as crianças nas séries iniciais do Ensino
Fundamental têm como finalidade desenvolver essa capacidade.
Ingenuamente, muitos pensam que, uma vez que a criança
tenha fluência para decifrar os sinais da escrita, pode ler sozinha,
pois os sentidos estariam lá, no texto, bastando colhê-los.
Por essa concepção, qualquer um que soubesse ler e conhecesse
o que as palavras significam estaria apto a dizer em que lugar
estão a andorinha e o sabiá; qual dos dois pássaros vai e volta e
quem não quer voltar. Mas será que a resposta a estas questões
bastaria para assegurar que a trova foi compreendida? Certamente não. A compreensão vai depender, também, e muito, do que
o leitor já souber sobre pássaros e amores.
Isso porque muitos dos sentidos que depreendemos ao ler
derivam de complexas operações cognitivas para produzir inferências. Lemos o que está nos intervalos entre as palavras, nas
entrelinhas, lemos, portanto, o que não está escrito. É como se
o texto apresentasse lacunas que devessem ser preenchidas pelo
trabalho do leitor.
___________
* “Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.” A águia e
a galinha: uma metáfora da condição humana (37a edição, 2001), Leonardo Boff, Editora
Vozes, Petrópolis.
PROPOSTAS DE ATIVIDADES
a) antes da leitura
Ao ler, mobilizamos nossas experiências para compreendermos
o texto e apreciarmos os recursos estilísticos utilizados pelo autor.
Folheando o livro, numa rápida leitura preliminar, podemos antecipar muito a respeito do desenvolvimento da história.
2
3
4
]
COMENTÁRIOS SOBRE A OBRA
Procuramos evidenciar outros aspectos que vão além da trama narrativa: os temas e a perspectiva com que são abordados,
certos recursos expressivos usados pelo autor. A partir deles, o
professor poderá identificar que conteúdos das diferentes áreas
do conhecimento poderão ser explorados, que temas poderão ser
discutidos, que recursos linguísticos poderão ser explorados para
ampliar a competência leitora e escritora do aluno.
b) durante a leitura
São apresentados alguns objetivos orientadores para a leitura,
focalizando aspectos que auxiliem a construção dos significados
do texto pelo leitor.
 Leitura global do texto.
 Caracterização da estrutura do texto.
 Identificação das articulações temporais e lógicas responsáveis pela coesão textual.
c) depois da leitura
Propõem-se uma série de atividades para permitir uma melhor compreensão da obra, aprofundar o estudo e a reflexão a
respeito de conteúdos das diversas áreas curriculares, bem como
debater temas que permitam a inserção do aluno nas questões
contemporâneas.
 Compreensão global do texto a partir da reprodução oral ou
escrita do texto lido ou de respostas a questões formuladas
pelo professor em situação de leitura compartilhada.
 Apreciação dos recursos expressivos mobilizados na obra.
 Identificação dos pontos de vista sustentados pelo autor.
 Explicitação das opiniões pessoais frente a questões polêmicas.
 Ampliação do trabalho para a pesquisa de informações
complementares numa dimensão interdisciplinar ou para a
produção de outros textos ou, ainda, para produções criativas
que contemplem outras linguagens artísticas.
]
Leitor em processo – 2o e 3o anos do
Ensino Fundamental
[[
[[
Sei que a andorinha está no coqueiro,
e que o sabiá está na beira-mar.
Observo que a andorinha vai e volta,
mas não sei onde está meu amor que partiu e não quer voltar.
As atividades propostas favorecem a ativação dos conhecimentos prévios necessários à compreensão do texto.
 Explicitação dos conhecimentos prévios necessários para que
os alunos compreendam o texto.
 Antecipação de conteúdos do texto a partir da observação
de indicadores como título (orientar a leitura de títulos e
subtítulos), ilustração (folhear o livro para identificar a localização, os personagens, o conflito).
 Explicitação dos conteúdos que esperam encontrar na obra
levando em conta os aspectos observados (estimular os alunos
a compartilharem o que forem observando).
LEIA MAIS...
 do mesmo autor
 sobre o mesmo assunto
 sobre o mesmo gênero
]
“Andorinha no coqueiro,
Sabiá na beira-mar,
Andorinha vai e volta,
Meu amor não quer voltar.”
]
MARIA JOSÉ NÓBREGA
Quem é esse que se diz “eu”? Se imaginarmos um “eu” masculino, por exemplo, poderíamos, num tom machista, sustentar que
mulher tem de ser mesmo conduzida com rédea curta, porque
senão voa; num tom mais feminista, poderíamos dizer que a mulher fez muito bem em abandonar alguém tão controlador. Está
instalada a polêmica das muitas vozes que circulam nas práticas
sociais...
Se levamos alguns anos para aprender a decifrar o escrito com
autonomia, ler na dimensão que descrevemos é uma aprendizagem que não se esgota nunca, pois para alguns textos seremos
sempre leitores iniciantes.
]
De Leitores e Asas
Se retornarmos à trova acima, descobriremos um “eu” que
associa pássaros à pessoa amada. Ele sabe o lugar em que está a
andorinha e o sabiá; observa que as andorinhas migram, “vão e
voltam”, mas diferentemente destas, seu amor foi e não voltou.
Apesar de não estar explícita, percebemos a comparação entre a andorinha e a pessoa amada: ambas partiram em um dado
momento. Apesar de também não estar explícita, percebemos
a oposição entre elas: a andorinha retorna, mas a pessoa amada “não quer voltar”. Se todos estes elementos que podem ser
deduzidos pelo trabalho do leitor estivessem explícitos, o texto
ficaria mais ou menos assim:
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4/15/15 2:54 PM
RESENHA
A menina que
queria ser anjo
Tudo o que Ana Maria queria era ser anjo. Um anjo mesmo,
como aqueles dos cartões, das gravuras, de cabelo dourado e
túnica branca de cetim. Certo dia, a menina encontrou dois belos
pares de asas para vender, e tanto insistiu que conseguiu que sua
mãe as comprasse e, em seguida, costurasse para ela o vestido
branco como imaginava. E não é que ficou parecendo mesmo
um anjo, a despeito dos olhos escuros e dos cabelos castanhos?
Mas faltava uma coisa: voar. A menina começa então uma sequência de tentativas frustradas, buscando lugares altos, seguindo
o vento, até que finalmente cai dentro de um rio e vê suas asas
destruídas. O choro e a dor logo dão lugar, porém, a uma alegria inesperada: Ana Maria começa a jogar com as crianças que
brincam no riacho e acaba por descobrir que ser humana é mais
saboroso do que se lembrava.
Por meio de uma narrativa bastante simples e lírica, Walcyr Carrasco evoca o universo dos anjos para falar do desejo recorrente
que temos de ser quem não somos. Quantos tombos a gente leva
até descobrir que é possível encontrar prazer sendo o que a gente
é? O livro se desenrola no jogo entre texto e imagem: as delicadas
ilustrações evocam os anseios e a obstinação da protagonista.
QUADRO-SÍNTESE
Leitor em processo — 2o e 3o anos do
Ensino Fundamental
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Walcyr Carrasco nasceu em 1951 em Bernardino de Campos (SP).
Escritor, cronista, dramaturgo e roteirista, com diversos trabalhos
premiados, formou-se na Escola de Comunicação e Artes de São
Paulo. Por muitos anos trabalhou como jornalista nos maiores
veículos de comunicação de São Paulo, ao mesmo tempo que
iniciava sua carreira de escritor na revista Recreio. Desde então,
escreveu diversas novelas, peças de teatro e publicou mais de
trinta livros infantojuvenis, tendo recebido muitos prêmios ao
longo da carreira.
É membro da Academia Paulista de Letras, onde recebeu o
título de Imortal.
6
Enc_A menina que queria ser anjo.indd 2
Gênero: conto infantil.
Palavras-chave: identidade, amizade, fantasia.
Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, Artes.
Tema transversal: Pluralidade Cultural.
Público-alvo: leitor em processo (2 o e 3 o anos do Ensino
Fundamental).
3. Chame a atenção para as imagens de anjos que aparecem
nas páginas de guarda, no início e no fim do volume. O que há
de comum e de diferente entre elas?
4. Leia com os alunos o texto da quarta capa e estimule-os a
criar hipóteses a respeito do desenrolar da trama.
5. Ainda no texto da quarta capa, o autor indaga: “Quais são
seus sonhos? São passíveis de ser alcançados?”. Divida a turma em
pequenos grupos e estimule-os a trocar impressões e conversar
sobre esse assunto.
6. Leia com seus alunos a seção Autor e obra, ao final do livro,
para que saibam um pouco mais a respeito da trajetória de Walcyr
Carrasco.
Durante a leitura
1. Que elementos e atributos dos anjos tradicionais Ana Maria
procura adquirir para realizar seu sonho? Peça aos alunos que
fiquem atentos tanto a elementos externos quanto a atributos
menos tangíveis.
2. Estimule-os a verificar se as hipóteses levantadas a respeito
da narrativa se confirmam ou não.
3. Chame atenção para o modo como os diálogos do texto aparecem acoplados às ilustrações, em balões, ao modo das histórias
em quadrinhos.
4. Peça a eles que prestem bastante atenção nas ilustrações,
que ajudam a contar essa história tanto quanto o texto. Veja se
notam como em alguns momentos as imagens sugerem movimento, evocando as tentativas fracassadas de a menina levantar voo.
5. Sugira que prestem atenção aos animais que rondam a protagonista durante todo o livro, como observadores.
Depois da leitura
1. Apresente para os alunos o título do livro: A menina que
queria ser anjo. O que poderia levar alguém a ter vontade de
ser anjo?
2. O que os alunos sabem a respeito de anjos? Estimule-os a
trocar informações, tomando cuidado para que cada um respeite
as crenças e posições dos outros. Em seguida, estimule-os a realizar
uma pesquisa sobre o assunto.
1. Ana Maria não foi o único ser humano assombrado pelo
sonho de voar: a história nos mostra diversos exemplos de tentativas de voo, desde os estudos de Arquimedes e Roger Bacon
até o avião inventado por Santos Dumont, passando pelos balões
e dirigíveis e pelo Ornitóptero, de Leonardo da Vinci. Estimule
os alunos a pesquisar mais sobre o assunto, complementando a
pesquisa com imagens dos projetos das máquinas de voo.
2. O arquiteto Dédalo, personagem da mitologia grega, teria
de fato conseguido criar dois pares de asas de cera que voavam,
com penas de pássaro: seu filho Ícaro, porém, entusiasmou-se
tanto com o voo que acabou por se aproximar do sol; o calor
fez com que a cera de suas asas derretesse e o jovem acabou por
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SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
Antes da leitura
despencar e morrer. Procure uma versão do mito clássico para ler
com seus alunos.
3. Em seguida, leia para a turma dois contos de Hans Christian
Andersen: O anjo e A sereiazinha, procurando traçar paralelos com O
anjinho. Em O anjo, o autor explica de maneira bastante particular a
origem dos anjos; em A sereiazinha, a protagonista, como Ana Maria,
também anseia em ser algo que não é – e leva seu desejo às últimas
consequências, num misto de curiosidade e paixão.
4. Assista com a turma ao belo curta de animação português
História trágica com final feliz, de Regina Miranda (https://www.
youtube.com/watch?v=_IDGJDz7f6A), que se apropria de modo
surpreendente da figura alada dos anjos para narrar a história
de uma menina que se encontra em descompasso com o universo
em que vive por conta de um coração que bate alto demais. Sua
trajetória remete à dos personagens de Andersen: descompasso,
amadurecimento, redenção, sublimação.
5. Proponha aos alunos que contem a história de um personagem que, como Ana Maria ou a Sereiazinha, também anseie em
ser algo diferente daquilo que é e empenhe-se em realizar seu
sonho. Pode ser um cachorro que quer ser menino, uma menina
que quer ser super-herói, um menino que quer ser velho, um
pássaro que quer ser peixe e assim por diante.
6. Uma vez concluídas as narrativas, recolha-as e redistribua-as, encarregando cada aluno de ilustrar os contos elaborados
pelos colegas.
DICAS DE LEITURA
1. DO MESMO AUTOR E DA MESMA COLEÇÃO
• O menino que trocou a sombra. São Paulo: Moderna.
• Asas do Joel. São Paulo: Moderna.
• Meu encontro com Papai Noel. São Paulo: Moderna.
• O jacaré com dor de dente. São Paulo: Moderna.
• Abaixo o bicho-papão. São Paulo: Moderna.
• Quando meu irmãozinho nasceu. São Paulo: Moderna.
2. SOBRE O MESMO ASSUNTO
• Meu pai é um homem-pássaro, de David Almond. São Paulo:
WMF Martins Fontes.
• Valentina Cabeça na Lua, de Adriana Falcão. São Paulo: Salamandra.
• Cara Carlota Cornelius, de Mathilde Stein. São Paulo: WMF
Martins Fontes.
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RESENHA
A menina que
queria ser anjo
Tudo o que Ana Maria queria era ser anjo. Um anjo mesmo,
como aqueles dos cartões, das gravuras, de cabelo dourado e
túnica branca de cetim. Certo dia, a menina encontrou dois belos
pares de asas para vender, e tanto insistiu que conseguiu que sua
mãe as comprasse e, em seguida, costurasse para ela o vestido
branco como imaginava. E não é que ficou parecendo mesmo
um anjo, a despeito dos olhos escuros e dos cabelos castanhos?
Mas faltava uma coisa: voar. A menina começa então uma sequência de tentativas frustradas, buscando lugares altos, seguindo
o vento, até que finalmente cai dentro de um rio e vê suas asas
destruídas. O choro e a dor logo dão lugar, porém, a uma alegria inesperada: Ana Maria começa a jogar com as crianças que
brincam no riacho e acaba por descobrir que ser humana é mais
saboroso do que se lembrava.
Por meio de uma narrativa bastante simples e lírica, Walcyr Carrasco evoca o universo dos anjos para falar do desejo recorrente
que temos de ser quem não somos. Quantos tombos a gente leva
até descobrir que é possível encontrar prazer sendo o que a gente
é? O livro se desenrola no jogo entre texto e imagem: as delicadas
ilustrações evocam os anseios e a obstinação da protagonista.
QUADRO-SÍNTESE
Leitor em processo — 2o e 3o anos do
Ensino Fundamental
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Walcyr Carrasco nasceu em 1951 em Bernardino de Campos (SP).
Escritor, cronista, dramaturgo e roteirista, com diversos trabalhos
premiados, formou-se na Escola de Comunicação e Artes de São
Paulo. Por muitos anos trabalhou como jornalista nos maiores
veículos de comunicação de São Paulo, ao mesmo tempo que
iniciava sua carreira de escritor na revista Recreio. Desde então,
escreveu diversas novelas, peças de teatro e publicou mais de
trinta livros infantojuvenis, tendo recebido muitos prêmios ao
longo da carreira.
É membro da Academia Paulista de Letras, onde recebeu o
título de Imortal.
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Enc_A menina que queria ser anjo.indd 2
Gênero: conto infantil.
Palavras-chave: identidade, amizade, fantasia.
Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, Artes.
Tema transversal: Pluralidade Cultural.
Público-alvo: leitor em processo (2 o e 3 o anos do Ensino
Fundamental).
3. Chame a atenção para as imagens de anjos que aparecem
nas páginas de guarda, no início e no fim do volume. O que há
de comum e de diferente entre elas?
4. Leia com os alunos o texto da quarta capa e estimule-os a
criar hipóteses a respeito do desenrolar da trama.
5. Ainda no texto da quarta capa, o autor indaga: “Quais são
seus sonhos? São passíveis de ser alcançados?”. Divida a turma em
pequenos grupos e estimule-os a trocar impressões e conversar
sobre esse assunto.
6. Leia com seus alunos a seção Autor e obra, ao final do livro,
para que saibam um pouco mais a respeito da trajetória de Walcyr
Carrasco.
Durante a leitura
1. Que elementos e atributos dos anjos tradicionais Ana Maria
procura adquirir para realizar seu sonho? Peça aos alunos que
fiquem atentos tanto a elementos externos quanto a atributos
menos tangíveis.
2. Estimule-os a verificar se as hipóteses levantadas a respeito
da narrativa se confirmam ou não.
3. Chame atenção para o modo como os diálogos do texto aparecem acoplados às ilustrações, em balões, ao modo das histórias
em quadrinhos.
4. Peça a eles que prestem bastante atenção nas ilustrações,
que ajudam a contar essa história tanto quanto o texto. Veja se
notam como em alguns momentos as imagens sugerem movimento, evocando as tentativas fracassadas de a menina levantar voo.
5. Sugira que prestem atenção aos animais que rondam a protagonista durante todo o livro, como observadores.
Depois da leitura
1. Apresente para os alunos o título do livro: A menina que
queria ser anjo. O que poderia levar alguém a ter vontade de
ser anjo?
2. O que os alunos sabem a respeito de anjos? Estimule-os a
trocar informações, tomando cuidado para que cada um respeite
as crenças e posições dos outros. Em seguida, estimule-os a realizar
uma pesquisa sobre o assunto.
1. Ana Maria não foi o único ser humano assombrado pelo
sonho de voar: a história nos mostra diversos exemplos de tentativas de voo, desde os estudos de Arquimedes e Roger Bacon
até o avião inventado por Santos Dumont, passando pelos balões
e dirigíveis e pelo Ornitóptero, de Leonardo da Vinci. Estimule
os alunos a pesquisar mais sobre o assunto, complementando a
pesquisa com imagens dos projetos das máquinas de voo.
2. O arquiteto Dédalo, personagem da mitologia grega, teria
de fato conseguido criar dois pares de asas de cera que voavam,
com penas de pássaro: seu filho Ícaro, porém, entusiasmou-se
tanto com o voo que acabou por se aproximar do sol; o calor
fez com que a cera de suas asas derretesse e o jovem acabou por
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SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
Antes da leitura
despencar e morrer. Procure uma versão do mito clássico para ler
com seus alunos.
3. Em seguida, leia para a turma dois contos de Hans Christian
Andersen: O anjo e A sereiazinha, procurando traçar paralelos com O
anjinho. Em O anjo, o autor explica de maneira bastante particular a
origem dos anjos; em A sereiazinha, a protagonista, como Ana Maria,
também anseia em ser algo que não é – e leva seu desejo às últimas
consequências, num misto de curiosidade e paixão.
4. Assista com a turma ao belo curta de animação português
História trágica com final feliz, de Regina Miranda (https://www.
youtube.com/watch?v=_IDGJDz7f6A), que se apropria de modo
surpreendente da figura alada dos anjos para narrar a história
de uma menina que se encontra em descompasso com o universo
em que vive por conta de um coração que bate alto demais. Sua
trajetória remete à dos personagens de Andersen: descompasso,
amadurecimento, redenção, sublimação.
5. Proponha aos alunos que contem a história de um personagem que, como Ana Maria ou a Sereiazinha, também anseie em
ser algo diferente daquilo que é e empenhe-se em realizar seu
sonho. Pode ser um cachorro que quer ser menino, uma menina
que quer ser super-herói, um menino que quer ser velho, um
pássaro que quer ser peixe e assim por diante.
6. Uma vez concluídas as narrativas, recolha-as e redistribua-as, encarregando cada aluno de ilustrar os contos elaborados
pelos colegas.
DICAS DE LEITURA
1. DO MESMO AUTOR E DA MESMA COLEÇÃO
• O menino que trocou a sombra. São Paulo: Moderna.
• Asas do Joel. São Paulo: Moderna.
• Meu encontro com Papai Noel. São Paulo: Moderna.
• O jacaré com dor de dente. São Paulo: Moderna.
• Abaixo o bicho-papão. São Paulo: Moderna.
• Quando meu irmãozinho nasceu. São Paulo: Moderna.
2. SOBRE O MESMO ASSUNTO
• Meu pai é um homem-pássaro, de David Almond. São Paulo:
WMF Martins Fontes.
• Valentina Cabeça na Lua, de Adriana Falcão. São Paulo: Salamandra.
• Cara Carlota Cornelius, de Mathilde Stein. São Paulo: WMF
Martins Fontes.
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4/15/15 2:54 PM
RESENHA
A menina que
queria ser anjo
Tudo o que Ana Maria queria era ser anjo. Um anjo mesmo,
como aqueles dos cartões, das gravuras, de cabelo dourado e
túnica branca de cetim. Certo dia, a menina encontrou dois belos
pares de asas para vender, e tanto insistiu que conseguiu que sua
mãe as comprasse e, em seguida, costurasse para ela o vestido
branco como imaginava. E não é que ficou parecendo mesmo
um anjo, a despeito dos olhos escuros e dos cabelos castanhos?
Mas faltava uma coisa: voar. A menina começa então uma sequência de tentativas frustradas, buscando lugares altos, seguindo
o vento, até que finalmente cai dentro de um rio e vê suas asas
destruídas. O choro e a dor logo dão lugar, porém, a uma alegria inesperada: Ana Maria começa a jogar com as crianças que
brincam no riacho e acaba por descobrir que ser humana é mais
saboroso do que se lembrava.
Por meio de uma narrativa bastante simples e lírica, Walcyr Carrasco evoca o universo dos anjos para falar do desejo recorrente
que temos de ser quem não somos. Quantos tombos a gente leva
até descobrir que é possível encontrar prazer sendo o que a gente
é? O livro se desenrola no jogo entre texto e imagem: as delicadas
ilustrações evocam os anseios e a obstinação da protagonista.
QUADRO-SÍNTESE
Leitor em processo — 2o e 3o anos do
Ensino Fundamental
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Walcyr Carrasco nasceu em 1951 em Bernardino de Campos (SP).
Escritor, cronista, dramaturgo e roteirista, com diversos trabalhos
premiados, formou-se na Escola de Comunicação e Artes de São
Paulo. Por muitos anos trabalhou como jornalista nos maiores
veículos de comunicação de São Paulo, ao mesmo tempo que
iniciava sua carreira de escritor na revista Recreio. Desde então,
escreveu diversas novelas, peças de teatro e publicou mais de
trinta livros infantojuvenis, tendo recebido muitos prêmios ao
longo da carreira.
É membro da Academia Paulista de Letras, onde recebeu o
título de Imortal.
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Gênero: conto infantil.
Palavras-chave: identidade, amizade, fantasia.
Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, Artes.
Tema transversal: Pluralidade Cultural.
Público-alvo: leitor em processo (2 o e 3 o anos do Ensino
Fundamental).
3. Chame a atenção para as imagens de anjos que aparecem
nas páginas de guarda, no início e no fim do volume. O que há
de comum e de diferente entre elas?
4. Leia com os alunos o texto da quarta capa e estimule-os a
criar hipóteses a respeito do desenrolar da trama.
5. Ainda no texto da quarta capa, o autor indaga: “Quais são
seus sonhos? São passíveis de ser alcançados?”. Divida a turma em
pequenos grupos e estimule-os a trocar impressões e conversar
sobre esse assunto.
6. Leia com seus alunos a seção Autor e obra, ao final do livro,
para que saibam um pouco mais a respeito da trajetória de Walcyr
Carrasco.
Durante a leitura
1. Que elementos e atributos dos anjos tradicionais Ana Maria
procura adquirir para realizar seu sonho? Peça aos alunos que
fiquem atentos tanto a elementos externos quanto a atributos
menos tangíveis.
2. Estimule-os a verificar se as hipóteses levantadas a respeito
da narrativa se confirmam ou não.
3. Chame atenção para o modo como os diálogos do texto aparecem acoplados às ilustrações, em balões, ao modo das histórias
em quadrinhos.
4. Peça a eles que prestem bastante atenção nas ilustrações,
que ajudam a contar essa história tanto quanto o texto. Veja se
notam como em alguns momentos as imagens sugerem movimento, evocando as tentativas fracassadas de a menina levantar voo.
5. Sugira que prestem atenção aos animais que rondam a protagonista durante todo o livro, como observadores.
Depois da leitura
1. Apresente para os alunos o título do livro: A menina que
queria ser anjo. O que poderia levar alguém a ter vontade de
ser anjo?
2. O que os alunos sabem a respeito de anjos? Estimule-os a
trocar informações, tomando cuidado para que cada um respeite
as crenças e posições dos outros. Em seguida, estimule-os a realizar
uma pesquisa sobre o assunto.
1. Ana Maria não foi o único ser humano assombrado pelo
sonho de voar: a história nos mostra diversos exemplos de tentativas de voo, desde os estudos de Arquimedes e Roger Bacon
até o avião inventado por Santos Dumont, passando pelos balões
e dirigíveis e pelo Ornitóptero, de Leonardo da Vinci. Estimule
os alunos a pesquisar mais sobre o assunto, complementando a
pesquisa com imagens dos projetos das máquinas de voo.
2. O arquiteto Dédalo, personagem da mitologia grega, teria
de fato conseguido criar dois pares de asas de cera que voavam,
com penas de pássaro: seu filho Ícaro, porém, entusiasmou-se
tanto com o voo que acabou por se aproximar do sol; o calor
fez com que a cera de suas asas derretesse e o jovem acabou por
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SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
Antes da leitura
despencar e morrer. Procure uma versão do mito clássico para ler
com seus alunos.
3. Em seguida, leia para a turma dois contos de Hans Christian
Andersen: O anjo e A sereiazinha, procurando traçar paralelos com O
anjinho. Em O anjo, o autor explica de maneira bastante particular a
origem dos anjos; em A sereiazinha, a protagonista, como Ana Maria,
também anseia em ser algo que não é – e leva seu desejo às últimas
consequências, num misto de curiosidade e paixão.
4. Assista com a turma ao belo curta de animação português
História trágica com final feliz, de Regina Miranda (https://www.
youtube.com/watch?v=_IDGJDz7f6A), que se apropria de modo
surpreendente da figura alada dos anjos para narrar a história
de uma menina que se encontra em descompasso com o universo
em que vive por conta de um coração que bate alto demais. Sua
trajetória remete à dos personagens de Andersen: descompasso,
amadurecimento, redenção, sublimação.
5. Proponha aos alunos que contem a história de um personagem que, como Ana Maria ou a Sereiazinha, também anseie em
ser algo diferente daquilo que é e empenhe-se em realizar seu
sonho. Pode ser um cachorro que quer ser menino, uma menina
que quer ser super-herói, um menino que quer ser velho, um
pássaro que quer ser peixe e assim por diante.
6. Uma vez concluídas as narrativas, recolha-as e redistribua-as, encarregando cada aluno de ilustrar os contos elaborados
pelos colegas.
DICAS DE LEITURA
1. DO MESMO AUTOR E DA MESMA COLEÇÃO
• O menino que trocou a sombra. São Paulo: Moderna.
• Asas do Joel. São Paulo: Moderna.
• Meu encontro com Papai Noel. São Paulo: Moderna.
• O jacaré com dor de dente. São Paulo: Moderna.
• Abaixo o bicho-papão. São Paulo: Moderna.
• Quando meu irmãozinho nasceu. São Paulo: Moderna.
2. SOBRE O MESMO ASSUNTO
• Meu pai é um homem-pássaro, de David Almond. São Paulo:
WMF Martins Fontes.
• Valentina Cabeça na Lua, de Adriana Falcão. São Paulo: Salamandra.
• Cara Carlota Cornelius, de Mathilde Stein. São Paulo: WMF
Martins Fontes.
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RESENHA
A menina que
queria ser anjo
Tudo o que Ana Maria queria era ser anjo. Um anjo mesmo,
como aqueles dos cartões, das gravuras, de cabelo dourado e
túnica branca de cetim. Certo dia, a menina encontrou dois belos
pares de asas para vender, e tanto insistiu que conseguiu que sua
mãe as comprasse e, em seguida, costurasse para ela o vestido
branco como imaginava. E não é que ficou parecendo mesmo
um anjo, a despeito dos olhos escuros e dos cabelos castanhos?
Mas faltava uma coisa: voar. A menina começa então uma sequência de tentativas frustradas, buscando lugares altos, seguindo
o vento, até que finalmente cai dentro de um rio e vê suas asas
destruídas. O choro e a dor logo dão lugar, porém, a uma alegria inesperada: Ana Maria começa a jogar com as crianças que
brincam no riacho e acaba por descobrir que ser humana é mais
saboroso do que se lembrava.
Por meio de uma narrativa bastante simples e lírica, Walcyr Carrasco evoca o universo dos anjos para falar do desejo recorrente
que temos de ser quem não somos. Quantos tombos a gente leva
até descobrir que é possível encontrar prazer sendo o que a gente
é? O livro se desenrola no jogo entre texto e imagem: as delicadas
ilustrações evocam os anseios e a obstinação da protagonista.
QUADRO-SÍNTESE
Leitor em processo — 2o e 3o anos do
Ensino Fundamental
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Walcyr Carrasco nasceu em 1951 em Bernardino de Campos (SP).
Escritor, cronista, dramaturgo e roteirista, com diversos trabalhos
premiados, formou-se na Escola de Comunicação e Artes de São
Paulo. Por muitos anos trabalhou como jornalista nos maiores
veículos de comunicação de São Paulo, ao mesmo tempo que
iniciava sua carreira de escritor na revista Recreio. Desde então,
escreveu diversas novelas, peças de teatro e publicou mais de
trinta livros infantojuvenis, tendo recebido muitos prêmios ao
longo da carreira.
É membro da Academia Paulista de Letras, onde recebeu o
título de Imortal.
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Enc_A menina que queria ser anjo.indd 2
Gênero: conto infantil.
Palavras-chave: identidade, amizade, fantasia.
Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, Artes.
Tema transversal: Pluralidade Cultural.
Público-alvo: leitor em processo (2 o e 3 o anos do Ensino
Fundamental).
3. Chame a atenção para as imagens de anjos que aparecem
nas páginas de guarda, no início e no fim do volume. O que há
de comum e de diferente entre elas?
4. Leia com os alunos o texto da quarta capa e estimule-os a
criar hipóteses a respeito do desenrolar da trama.
5. Ainda no texto da quarta capa, o autor indaga: “Quais são
seus sonhos? São passíveis de ser alcançados?”. Divida a turma em
pequenos grupos e estimule-os a trocar impressões e conversar
sobre esse assunto.
6. Leia com seus alunos a seção Autor e obra, ao final do livro,
para que saibam um pouco mais a respeito da trajetória de Walcyr
Carrasco.
Durante a leitura
1. Que elementos e atributos dos anjos tradicionais Ana Maria
procura adquirir para realizar seu sonho? Peça aos alunos que
fiquem atentos tanto a elementos externos quanto a atributos
menos tangíveis.
2. Estimule-os a verificar se as hipóteses levantadas a respeito
da narrativa se confirmam ou não.
3. Chame atenção para o modo como os diálogos do texto aparecem acoplados às ilustrações, em balões, ao modo das histórias
em quadrinhos.
4. Peça a eles que prestem bastante atenção nas ilustrações,
que ajudam a contar essa história tanto quanto o texto. Veja se
notam como em alguns momentos as imagens sugerem movimento, evocando as tentativas fracassadas de a menina levantar voo.
5. Sugira que prestem atenção aos animais que rondam a protagonista durante todo o livro, como observadores.
Depois da leitura
1. Apresente para os alunos o título do livro: A menina que
queria ser anjo. O que poderia levar alguém a ter vontade de
ser anjo?
2. O que os alunos sabem a respeito de anjos? Estimule-os a
trocar informações, tomando cuidado para que cada um respeite
as crenças e posições dos outros. Em seguida, estimule-os a realizar
uma pesquisa sobre o assunto.
1. Ana Maria não foi o único ser humano assombrado pelo
sonho de voar: a história nos mostra diversos exemplos de tentativas de voo, desde os estudos de Arquimedes e Roger Bacon
até o avião inventado por Santos Dumont, passando pelos balões
e dirigíveis e pelo Ornitóptero, de Leonardo da Vinci. Estimule
os alunos a pesquisar mais sobre o assunto, complementando a
pesquisa com imagens dos projetos das máquinas de voo.
2. O arquiteto Dédalo, personagem da mitologia grega, teria
de fato conseguido criar dois pares de asas de cera que voavam,
com penas de pássaro: seu filho Ícaro, porém, entusiasmou-se
tanto com o voo que acabou por se aproximar do sol; o calor
fez com que a cera de suas asas derretesse e o jovem acabou por
7
8
SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
Antes da leitura
despencar e morrer. Procure uma versão do mito clássico para ler
com seus alunos.
3. Em seguida, leia para a turma dois contos de Hans Christian
Andersen: O anjo e A sereiazinha, procurando traçar paralelos com O
anjinho. Em O anjo, o autor explica de maneira bastante particular a
origem dos anjos; em A sereiazinha, a protagonista, como Ana Maria,
também anseia em ser algo que não é – e leva seu desejo às últimas
consequências, num misto de curiosidade e paixão.
4. Assista com a turma ao belo curta de animação português
História trágica com final feliz, de Regina Miranda (https://www.
youtube.com/watch?v=_IDGJDz7f6A), que se apropria de modo
surpreendente da figura alada dos anjos para narrar a história
de uma menina que se encontra em descompasso com o universo
em que vive por conta de um coração que bate alto demais. Sua
trajetória remete à dos personagens de Andersen: descompasso,
amadurecimento, redenção, sublimação.
5. Proponha aos alunos que contem a história de um personagem que, como Ana Maria ou a Sereiazinha, também anseie em
ser algo diferente daquilo que é e empenhe-se em realizar seu
sonho. Pode ser um cachorro que quer ser menino, uma menina
que quer ser super-herói, um menino que quer ser velho, um
pássaro que quer ser peixe e assim por diante.
6. Uma vez concluídas as narrativas, recolha-as e redistribua-as, encarregando cada aluno de ilustrar os contos elaborados
pelos colegas.
DICAS DE LEITURA
1. DO MESMO AUTOR E DA MESMA COLEÇÃO
• O menino que trocou a sombra. São Paulo: Moderna.
• Asas do Joel. São Paulo: Moderna.
• Meu encontro com Papai Noel. São Paulo: Moderna.
• O jacaré com dor de dente. São Paulo: Moderna.
• Abaixo o bicho-papão. São Paulo: Moderna.
• Quando meu irmãozinho nasceu. São Paulo: Moderna.
2. SOBRE O MESMO ASSUNTO
• Meu pai é um homem-pássaro, de David Almond. São Paulo:
WMF Martins Fontes.
• Valentina Cabeça na Lua, de Adriana Falcão. São Paulo: Salamandra.
• Cara Carlota Cornelius, de Mathilde Stein. São Paulo: WMF
Martins Fontes.
9
4/15/15 2:54 PM
RESENHA
A menina que
queria ser anjo
Tudo o que Ana Maria queria era ser anjo. Um anjo mesmo,
como aqueles dos cartões, das gravuras, de cabelo dourado e
túnica branca de cetim. Certo dia, a menina encontrou dois belos
pares de asas para vender, e tanto insistiu que conseguiu que sua
mãe as comprasse e, em seguida, costurasse para ela o vestido
branco como imaginava. E não é que ficou parecendo mesmo
um anjo, a despeito dos olhos escuros e dos cabelos castanhos?
Mas faltava uma coisa: voar. A menina começa então uma sequência de tentativas frustradas, buscando lugares altos, seguindo
o vento, até que finalmente cai dentro de um rio e vê suas asas
destruídas. O choro e a dor logo dão lugar, porém, a uma alegria inesperada: Ana Maria começa a jogar com as crianças que
brincam no riacho e acaba por descobrir que ser humana é mais
saboroso do que se lembrava.
Por meio de uma narrativa bastante simples e lírica, Walcyr Carrasco evoca o universo dos anjos para falar do desejo recorrente
que temos de ser quem não somos. Quantos tombos a gente leva
até descobrir que é possível encontrar prazer sendo o que a gente
é? O livro se desenrola no jogo entre texto e imagem: as delicadas
ilustrações evocam os anseios e a obstinação da protagonista.
QUADRO-SÍNTESE
Leitor em processo — 2o e 3o anos do
Ensino Fundamental
UM POUCO SOBRE O AUTOR
Walcyr Carrasco nasceu em 1951 em Bernardino de Campos (SP).
Escritor, cronista, dramaturgo e roteirista, com diversos trabalhos
premiados, formou-se na Escola de Comunicação e Artes de São
Paulo. Por muitos anos trabalhou como jornalista nos maiores
veículos de comunicação de São Paulo, ao mesmo tempo que
iniciava sua carreira de escritor na revista Recreio. Desde então,
escreveu diversas novelas, peças de teatro e publicou mais de
trinta livros infantojuvenis, tendo recebido muitos prêmios ao
longo da carreira.
É membro da Academia Paulista de Letras, onde recebeu o
título de Imortal.
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Enc_A menina que queria ser anjo.indd 2
Gênero: conto infantil.
Palavras-chave: identidade, amizade, fantasia.
Áreas envolvidas: Língua Portuguesa, Artes.
Tema transversal: Pluralidade Cultural.
Público-alvo: leitor em processo (2 o e 3 o anos do Ensino
Fundamental).
3. Chame a atenção para as imagens de anjos que aparecem
nas páginas de guarda, no início e no fim do volume. O que há
de comum e de diferente entre elas?
4. Leia com os alunos o texto da quarta capa e estimule-os a
criar hipóteses a respeito do desenrolar da trama.
5. Ainda no texto da quarta capa, o autor indaga: “Quais são
seus sonhos? São passíveis de ser alcançados?”. Divida a turma em
pequenos grupos e estimule-os a trocar impressões e conversar
sobre esse assunto.
6. Leia com seus alunos a seção Autor e obra, ao final do livro,
para que saibam um pouco mais a respeito da trajetória de Walcyr
Carrasco.
Durante a leitura
1. Que elementos e atributos dos anjos tradicionais Ana Maria
procura adquirir para realizar seu sonho? Peça aos alunos que
fiquem atentos tanto a elementos externos quanto a atributos
menos tangíveis.
2. Estimule-os a verificar se as hipóteses levantadas a respeito
da narrativa se confirmam ou não.
3. Chame atenção para o modo como os diálogos do texto aparecem acoplados às ilustrações, em balões, ao modo das histórias
em quadrinhos.
4. Peça a eles que prestem bastante atenção nas ilustrações,
que ajudam a contar essa história tanto quanto o texto. Veja se
notam como em alguns momentos as imagens sugerem movimento, evocando as tentativas fracassadas de a menina levantar voo.
5. Sugira que prestem atenção aos animais que rondam a protagonista durante todo o livro, como observadores.
Depois da leitura
1. Apresente para os alunos o título do livro: A menina que
queria ser anjo. O que poderia levar alguém a ter vontade de
ser anjo?
2. O que os alunos sabem a respeito de anjos? Estimule-os a
trocar informações, tomando cuidado para que cada um respeite
as crenças e posições dos outros. Em seguida, estimule-os a realizar
uma pesquisa sobre o assunto.
1. Ana Maria não foi o único ser humano assombrado pelo
sonho de voar: a história nos mostra diversos exemplos de tentativas de voo, desde os estudos de Arquimedes e Roger Bacon
até o avião inventado por Santos Dumont, passando pelos balões
e dirigíveis e pelo Ornitóptero, de Leonardo da Vinci. Estimule
os alunos a pesquisar mais sobre o assunto, complementando a
pesquisa com imagens dos projetos das máquinas de voo.
2. O arquiteto Dédalo, personagem da mitologia grega, teria
de fato conseguido criar dois pares de asas de cera que voavam,
com penas de pássaro: seu filho Ícaro, porém, entusiasmou-se
tanto com o voo que acabou por se aproximar do sol; o calor
fez com que a cera de suas asas derretesse e o jovem acabou por
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SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES
Antes da leitura
despencar e morrer. Procure uma versão do mito clássico para ler
com seus alunos.
3. Em seguida, leia para a turma dois contos de Hans Christian
Andersen: O anjo e A sereiazinha, procurando traçar paralelos com O
anjinho. Em O anjo, o autor explica de maneira bastante particular a
origem dos anjos; em A sereiazinha, a protagonista, como Ana Maria,
também anseia em ser algo que não é – e leva seu desejo às últimas
consequências, num misto de curiosidade e paixão.
4. Assista com a turma ao belo curta de animação português
História trágica com final feliz, de Regina Miranda (https://www.
youtube.com/watch?v=_IDGJDz7f6A), que se apropria de modo
surpreendente da figura alada dos anjos para narrar a história
de uma menina que se encontra em descompasso com o universo
em que vive por conta de um coração que bate alto demais. Sua
trajetória remete à dos personagens de Andersen: descompasso,
amadurecimento, redenção, sublimação.
5. Proponha aos alunos que contem a história de um personagem que, como Ana Maria ou a Sereiazinha, também anseie em
ser algo diferente daquilo que é e empenhe-se em realizar seu
sonho. Pode ser um cachorro que quer ser menino, uma menina
que quer ser super-herói, um menino que quer ser velho, um
pássaro que quer ser peixe e assim por diante.
6. Uma vez concluídas as narrativas, recolha-as e redistribua-as, encarregando cada aluno de ilustrar os contos elaborados
pelos colegas.
DICAS DE LEITURA
1. DO MESMO AUTOR E DA MESMA COLEÇÃO
• O menino que trocou a sombra. São Paulo: Moderna.
• Asas do Joel. São Paulo: Moderna.
• Meu encontro com Papai Noel. São Paulo: Moderna.
• O jacaré com dor de dente. São Paulo: Moderna.
• Abaixo o bicho-papão. São Paulo: Moderna.
• Quando meu irmãozinho nasceu. São Paulo: Moderna.
2. SOBRE O MESMO ASSUNTO
• Meu pai é um homem-pássaro, de David Almond. São Paulo:
WMF Martins Fontes.
• Valentina Cabeça na Lua, de Adriana Falcão. São Paulo: Salamandra.
• Cara Carlota Cornelius, de Mathilde Stein. São Paulo: WMF
Martins Fontes.
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