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Transição Nova Era - Federação Espírita Brasileira

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Transição Nova Era - Federação Espírita Brasileira
A TRANSIÇÃO
PARA A NOVA ERA
EO
PAPEL DO ESPIRITISMO
Matérias publicadas em Reformador:
outubro, novembro e dezembro de 2010
Transição para a
Nova Era
*
“Também ouvireis falar de
guerra e de rumores de guerra;
tratai de não vos perturbardes,
porquanto é preciso que estas coisas aconteçam: mas, ainda não será
o fim – pois se verá povo levantar-se contra povo e reino contra
reino; e haverá pestes, fomes e
tremores de terra em diversos
lugares – todas essas coisas serão
apenas o começo das dores. (São
Mateus, 24:6 a 8).”1
O reinado do bem poderá implantar-se algum dia na Terra?
“O bem reinará na Terra quando, entre os Espíritos que a vêm
habitar, os bons predominarem,
porque, então, farão que aí reinem o amor e a justiça, fonte do
bem e da felicidade. É pelo progresso moral e pela prática das
leis de Deus que o homem
atrairá para a Terra os Espíritos
bons e dela afastará os maus.
*
N. da R.: Primeiro de uma série de três
artigos, sobre a mesma temática, elaborados pela equipe da Secretaria-Geral do
Conselho Federativo Nacional da FEB.
Estes, porém, só a deixarão quando o homem tiver banido daí o
orgulho e o egoísmo.”2
“P. – O que a Doutrina Espírita pode dizer a respeito do fim
dos tempos, isto é, como ocorrerá a transformação do planeta
em planeta de provas e expiações
para de regeneração?
R. – Através da busca da espiritualização, superação das dores
e construção de uma nova sociedade, a Humanidade caminha para
a regeneração das consciências.
[...] Cabe, a cada um, longa e árdua tarefa de ascensão. Trabalho
e amor ao próximo com Jesus, este
o caminho.”3
Introdução
A mídia tem apresentado, com
intensidade, informações sobre episódios dolorosos e preocupantes
para as pessoas.
Ante inquietudes, incertezas,
inseguranças, decepções e o vazio
existencial, a Doutrina Espírita
tem potencial inesgotável para
oferecer respostas, apoio e roteiros seguros.
É chegado o momento do Espiritismo cumprir seu papel:
“[...] o Consolador, que é o
Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará
todas as coisas e vos fará recordar
tudo o que vos tenho dito. (São
João, 14: 26)”.4
Na literatura espírita é possível
perceber o momento de transição
que se vive e captar as orientações
que emanam da Espiritualidade,
como, por exemplo, nos textos
citados abaixo:
Os tempo são chegados
Allan Kardec destaca em A
Gênese: “Dizem-nos de todas as
partes que são chegados os tempos marcados por Deus, em que
grandes acontecimentos se vão dar
para regeneração da Humanidade”,5 no que é corroborado por
São Luís, em O Livro dos Espíritos, quando alerta aos homens:
Outubro 2010 • Reformador
403
29
“Aproximai-vos do momento em
que se dará a transformação da
Humanidade, transformação que
foi predita e cuja chegada é acelerada por todos os homens que
auxiliam o progresso”.2
Já em Obras Póstumas, há significativo registro do diálogo do
Codificador com o Espírito de
Verdade, relacionado com esses
avisos:
“P. – Os Espíritos disseram
que são chegados os tempos em
que tais coisas têm de acontecer;
em que sentido se devem tomar
essas palavras?
R. – Em se tratando de coisas
de tanta gravidade, que são alguns
anos a mais ou a menos? Elas
nunca ocorrem bruscamente,
como o chispar de um raio; são
longamente preparadas por acontecimentos parciais que lhes
30
404 R e f o r m a d o r • O u t u b r o 2 0 1 0
servem como que de precursores, semelhantes aos rumores
surdos que precedem a erupção
de um vulcão. Pode-se, pois, dizer que os tempos são chegados, sem que isso signifique que
as coisas sucederão amanhã.
Significa unicamente que vos
achais no período em que elas
se verificarão.
P. – Confirmas o que foi dito, isto é, que não haverá cataclismos?
R. – Sem dúvida, não tendes
que temer nem um dilúvio, nem
o abrasamento do vosso planeta, nem outros fatos desse gênero, visto que não se pode denominar cataclismos a perturbações locais que se têm produzido em todas as épocas. Apenas
haverá um cataclismo de natureza moral, cujos instrumentos
serão os próprios homens”.6
A nova geração
No contexto da transição para
uma Nova Era, são importantes e
pertinentes as ideias sobre a nova
geração desenvolvidas por Allan
Kardec, em A Gênese:
“A nova geração marchará, pois,
para a realização de todas as ideias
humanitárias compatíveis com o
grau de adiantamento a que houver chegado. Avançando para o
mesmo alvo e realizando seus objetivos, o Espiritismo se encontrará
com ela no mesmo terreno. Os homens progressistas descobrirão
nas ideias espíritas, uma poderosa
alavanca e o Espiritismo achará,
nos novos homens, Espíritos inteiramente dispostos a acolhê-lo. [...]
[...]
A época atual é de transição; os
elementos das duas gerações se
confundem. Colocados
no ponto intermediário,
assistimos à partida de
uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelas
características que lhes
são peculiares.
As duas gerações que
se sucedem têm ideias e
pontos de vista opostos.
Pela natureza das disposições morais, e, sobretudo,
das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a
qual das duas pertence cada
indivíduo.
Cabendo-lhe fundar a era do
progresso moral, a nova geração
se distingue por inteligência e
razão geralmente precoces, aliadas ao sentimento inato do bem
e a crenças espiritualistas, o que
constitui sinal indubitável de
certo grau de adiantamento anterior. Não se comporá de Espíritos eminentemente superiores,
mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as ideias progressistas e estejam aptos a secundar o
movimento de regeneração.
[...]
Opera-se presentemente um
desses movimentos gerais, destinados a realizar uma remodelação
da Humanidade. A multiplicidade
das causas de destruição constitui
sinal característico dos tempos,
pois que elas apressarão a eclosão
dos novos germens [...]”.7
Esses esclarecimentos poderão
levar alguma inquietação às pes-
2
______. O livro dos espíritos.
Trad. Evandro Noleto Bezerra.
2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2010.
Q. 1.019.
3
XAVIER, Francisco C. Plantão
de respostas. Pinga Fogo II.
São Paulo: Cultura Espírita
União, 1995. Cap. Condições do
Planeta (I), p. 35-36.
4
KARDEC, Allan. O evangelho
segundo o espiritismo. Trad.
Evandro
Noleto
Bezerra.
1.
reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010.
soas sobre os destinos de muitos
Espíritos, mas Jesus, como nosso
Mestre e Guia, deixou claro que
ninguém ficará desamparado, como explicita na parábola da “Ovelha Perdida” (Lucas, 15:1-7).
Cap. 6, item 3.
5
______. A gênese. Trad. Evandro No-
leto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2009.
Cap. 18, item 1.
6
______. Obras póstumas. Trad. Evan-
dro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro:
FEB, 2009. P. 2, A minha iniciação no
Referências:
espiritismo, p. 364-365.
1
7
Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2009.
Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB,
Cap. 17, item 47.
2009. Cap. 18, itens 24, 28, 34.
KARDEC, Allan. A gênese. Trad. Evandro
______. A gênese. Trad. Evandro
Aos Colaboradores
Aos nossos prezados colaboradores solicitamos o obséquio
de enviarem seus artigos, desde que sejam inéditos, para o e-mail
<[email protected]>, de preferência, digitados no
programa Word, fonte Times New Roman, tamanho de fonte 12,
régua 15, justificado. O texto, para ser devidamente ilustrado, deve
conter: até 30 linhas (1 página), até 80 linhas (2 páginas) e até 110
linhas (3 páginas).
Nas citações, mencionar as respectivas fontes (autor, título da
obra, edição, local, editora, capítulo e página), em nota de rodapé
ou referência bibliográfica.
Em face da grande quantidade de artigos recebidos, a Redação
não se compromete com a publicação de todos, arquivando os não
publicados, independentemente de comunicação aos seus autores.
Agradecemos o apoio e a compreensão de todos, e que possamos continuar unidos na tarefa de divulgação da Doutrina
Espírita.
Outubro 2010 • Reformador
405
31
A transição e o caminho
A
para a Nova
transição para uma Nova
Era está inserida em um
Planejamento Divino. No
caminho podem ocorrer transes
físicos, espirituais, psíquicos, políticos e sociais. A Espiritualidade
tem propiciado alertas e orientações continuadas, mas mantendo
a tônica do apoio e do consolo.
O Codificador inseriu nas obras
básicas mensagens espirituais e fez
comentários preciosos sobre o cumprimento da Lei do Progresso.
Mensageiros espirituais prosseguem até nossos dias a nos oferecer
orientações sobre os momentos de
transição que estamos vivendo.
Acompanhemos alguns destaques
de assertivas e esclarecimentos emanados da Espiritualidade superior.
O Espírito Santo Agostinho, em
O Evangelho segundo o Espiritismo,
comenta que “o progresso é uma
das leis da Natureza. Todos os seres da Criação, animados e inanimados, estão submetidos a ele pela
bondade de Deus, que deseja que
tudo se engrandeça e prospere. A
própria destruição, que parece aos
*
N. da R.: Segundo de uma série de três
artigos, sobre a mesma temática, elaborados pela equipe da Secretaria-Geral do
Conselho Federativo Nacional da FEB.
homens o termo das coisas, é apenas
um meio de se chegar, pela transformação, a um estado mais perfeito,
visto que tudo morre para renascer
e nada sofre o aniquilamento.
Ao mesmo tempo que os seres
vivos progridem moralmente, os
mundos que eles habitam progridem materialmente. [...]” e, “[...]
a Terra esteve material e moralmente num estado inferior ao em
que hoje se acha, e atingirá, sob
esse duplo aspecto, um grau mais
elevado. Ela chegou a um dos seus
períodos de transformação, em que,
de mundo expiatório, tornar-se-á
mundo regenerador. Os homens,
então, serão felizes na Terra, porque
nela reinará a lei de Deus”.1
Allan Kardec, em A Gênese, tece
considerações sobre o tema em
diversos capítulos, sendo oportuna
a transcrição das seguintes afirmações dos Espíritos:
“O progresso da Humanidade se
efetua, pois, em virtude de uma lei.
Ora, como todas as leis da Natureza são obra da eterna sabedoria
e da presciência divina, tudo o que é
efeito dessas leis resulta da vontade
de Deus, não de uma vontade acidental e caprichosa, mas de uma
Era
*
vontade imutável. Quando, por
conseguinte, a Humanidade está
madura para subir um degrau,
pode-se dizer que os tempos marcados por Deus são chegados, como
se pode dizer também que, em tal
estação, eles chegam para a maturação dos frutos e sua colheita.
[...]
[...] a Humanidade tem realizado incontestáveis progressos. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam alcançado, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Resta-lhes, ainda, um
imenso progresso a realizar: fazerem
que reinem entre si a caridade, a fraternidade e a solidariedade, que lhes
assegurem o bem-estar moral. [...]
[...]
À agitação dos encarnados e
desencarnados se juntam, por vezes e mesmo na maioria das vezes,
já que tudo se conjuga, na Natureza, as perturbações dos elementos
físicos [...].
É no período que ora se inicia
que o Espiritismo florescerá e dará
frutos. É, pois, para o futuro, mais
que para o presente, que trabalhais;
mas era necessário que esses trabalhos fossem elaborados previamente, porque preparam as vias da regeNovembro 2010 • Reformador
447
33
neração pela unificação e pela racionalidade das crenças. Felizes os
que os aproveitam desde hoje [...]”.2
Em outra parte de A Gênese, o
Codificador insere mensagem do
Espírito Arago, aliás, muito esclarecedora:
“Num mesmo sistema planetário
todos os corpos que dele dependem
reagem uns sobre os outros; todas
as influências físicas aí são solidárias, e não há um só dos efeitos, que
designais sob o nome de grandes
perturbações, que não seja a consequência da componente das influências de todo esse sistema.
[...]
A matéria orgânica não poderia
escapar a essas influências; as perturbações que ela sofre podem, então, alterar o estado físico dos seres
vivos e determinar algumas dessas
doenças que atacam de maneira
geral as plantas, os animais e os
homens. Como todos os flagelos,
essas doenças são para a inteligência humana um estimulante que a
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448 R e f o r m a d o r • N o v e m b r o 2 0 1 0
impele, por necessidade, à procura
dos meios de as combater, e à descoberta das leis da Natureza.
[...]
Quando se vos diz que a Humanidade chegou a um período de
transformação, e que a Terra deve
elevar-se na hierarquia dos mundos,
não vejais nestas palavras nada de
místico, mas, ao contrário, a realização de uma das grandes leis fatais
do Universo, contra as quais se quebra toda a má vontade humana”.3
Desde as obras psicográficas
iniciais de Francisco Cândido Xavier, estão presentes os temas sobre a evolução do planeta e suas
naturais transformações materiais
e espirituais.
O autor espiritual Emmanuel, na
obra A Caminho da Luz, alerta que
“aproxima-se o momento em que se
efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento
das energias criadoras de um mundo novo [...]”.4 Em outra parte da
mesma obra, pondera que “numerosas transformações são aguar-
dadas e o Espiritismo esclarece os
corações, renovando a personalidade espiritual das criaturas para
o futuro que se aproxima.
[...]
Então a Terra, como aquele
mundo longínquo da Capela, ver-se-á livre das entidades endurecidas no mal [...]. Ficarão no mundo os que puderem compreender
a lição do amor e da fraternidade
sob a égide de Jesus, cuja misericórdia é o verbo de vida e luz, desde
o princípio”.5
Emmanuel também discorre:
“[...] depois da treva surgirá uma
nova aurora. Luzes consoladoras
envolverão todo o orbe regenerado
no batismo do sofrimento. O homem espiritual estará unido ao
homem físico para a sua marcha
gloriosa no Ilimitado, e o Espiritismo terá retirado dos seus escombros materiais a alma divina das
religiões, que os homens perverteram, ligando-as no abraço acolhedor do Cristianismo restaurado.
Trabalhemos por Jesus, ainda que
a nossa oficina esteja localizada no
deserto das consciências”.6
Já no final da obra Há Dois Mil
Anos, Emmanuel reproduz importante diálogo que provém do Alto,
o qual está relacionado com a etapa
do ciclo evolutivo em que vivemos:
“Sim! amados meus, porque o dia
chegará no qual todas as mentiras
humanas hão de ser confundidas
pela claridade das revelações do céu.
Um sopro poderoso de verdade e
vida varrerá toda a Terra [...].
[...]
Trabalharemos com amor, na
oficina dos séculos porvindouros,
reorganizaremos todos os elementos destruídos, examinaremos detidamente todas as ruínas
buscando o material passível de
novo aproveitamento e, quando
as instituições terrestres reajustarem a sua vida na fraternidade e
no bem, na paz e na justiça, depois da seleção natural dos Espíritos e dentro das convulsões renovadoras da vida planetária, organizaremos para o mundo um novo ciclo evolutivo, consolidando,
com as divinas verdades do Consolador, os progressos definitivos
do homem espiritual”.7
Sobre esse aspecto, o Espírito Bezerra de Menezes comenta, em manifestação psicofônica recente, que
“Jesus está no leme e os seus arquitetos divinos comandam os movimentos que lhe produzem alteração da massa geológica, enquanto se
operam as transformações morais.
[...]
Nos dias atuais, como no passado, amar é ver Deus em nosso próximo; meditar é encontrar Deus
em nosso mundo íntimo, a fim de
espargir-se a caridade na direção
de todas as criaturas humanas.
Trabalhar, portanto, o mundo
íntimo, não temer quaisquer ameaças de natureza calamitosa através
das grandes destruições que fazem
parte do progresso e da renovação, ou aquelas de dimensão não
menos significativa na intimidade
doméstica, nos conflitos do sentimento, demonstrando que a luz
do Cristo brilha em nós e conduz-nos com segurança.
[...]
Sejam celebradas e vividas a
crença em Deus, na imortalidade,
nas vidas ou existências sucessivas,
fazendo que as criaturas deem-se
as mãos construindo o mundo de
regeneração e de paz pelo qual todos anelamos...
[...]
Ainda verteremos muito pranto,
ouviremos muitas profecias alarmantes, mas a Terra sairá desse processo de transformação mais feliz,
mais depurada, com seus filhos ditosos rumando para mundo superior na escalada evolutiva”.8
A grande noite que se abatia
sobre a Terra lentamente deu lugar ao amanhecer de bênçãos.
[...]
Iniciada a grande transição,
chegaremos ao clímax, e na razão
direta em que o planeta experimenta as suas mudanças físicas,
geológicas, as mudanças morais
são inadiáveis. Que sejamos nós
aqueles Espíritos-espíritas que demonstremos a grandeza do amor
de Jesus em nossas vidas”.9
A etapa da transição que ora se
vive, sem dúvida, tem o Mestre
Jesus no leme!
Referências:
1
KARDEC, Allan. O evangelho segundo do
espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1. reimp. (atualizada). Rio de Janeiro:
FEB, 2010. Cap. 3, item 19.
2
______. A gênese. Trad. Evandro Noleto
Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap.
18, itens 2, 5, 9.
3
______. ______. Cap. 18, item 8.
4
XAVIER, Francisco C. A caminho da luz.
Pelo Espírito Emmanuel. 37. ed. 1. reimp.
Rio de Janeiro: FEB, 2009. Introdução, p. 13.
5
______. ______. Cap. 24, item Lutas
renovadoras, p. 250-251.
6
______. ______. Cap. 25, p. 260.
7
______. Há dois mil anos. Pelo Espírito
Emmanuel. 4. ed. esp. 3. reimp. Rio de
Em outra manifestação, a mesma
Entidade espiritual esclarece:
Janeiro: FEB, 2009. P. 2, cap. 6, p. 346-347.
8
FRANCO, Divaldo P. Novas responsabili-
“...Estamos agora em um novo
período.
Estes dias assinalam uma data
muito especial, a data da mudança
do mundo de provas e expiações
para o mundo de regeneração.
dades. Pelo Espírito Bezerra de Menezes.
In: Reformador, ano 128, n. 2.176,
p. 8(262)-9(263), jul. 2010.
9
______. Momento da gloriosa transição. Pe-
lo Espírito Bezerra de Menezes. In: Reformador, ano 128, n. 2.175, p. 8(222), jun. 2010.
Novembro 2010 • Reformador
449
35
A transição e o papel
do
Espiritismo
N
a etapa significativa de
nossos tempos de transição para uma Nova Era, o
Espiritismo tem um papel a exercer como “Consolador Prometido”.
A disseminação dos princípios
emanados da Doutrina Espírita é
necessária para que a mensagem
de esclarecimento, consolo e esperança se faça presente junto às
pessoas. Realmente, é o momento
de se concretizarem as belas e
profundas assertivas contidas no
capítulo VI de O Evangelho segundo o Espiritismo – O Cristo Consolador!
Em O Livro dos Espíritos há algumas questões que delineiam
essa tarefa:
O Espiritismo se tornará crença
geral, ou continuará sendo professado apenas por algumas pessoas?
“Certamente ele se tornará
crença geral e marcará uma Nova
Era na História da Humanidade,
*
N. da R.: Terceiro de uma série de três
artigos, sobre a mesma temática, elaborado pela equipe da Secretaria-Geral do
Conselho Federativo Nacional da FEB.
*
porque está na Natureza e chegou
o tempo em que ocupará lugar
entre os conhecimentos humanos. Entretanto, terá que sustentar
grandes lutas, mais contra os interesses, do que contra a convicção
[...].”1
Comentário de Kardec:
“[...] Sua marcha, porém, será
mais rápida que a do Cristianismo, porque é o próprio Cristianismo que lhe abre o caminho e
serve de apoio. [...]”.1
O Codificador deixa muito
clara a tarefa do Espiritismo na
questão:
De que maneira o Espiritismo
pode contribuir para o progresso?
“Destruindo o materialismo,
que é uma das chagas da sociedade, o Espiritismo pode fazer com
que os homens compreendam
onde estão seus verdadeiros interesses. Como a vida futura não
mais estará velada pela dúvida, o
homem perceberá melhor que
pode garantir seu futuro por meio
do presente. Destruindo os pre-
conceitos de seitas, castas e cores, o
Espiritismo ensina aos homens
a grande solidariedade que os há
de unir como irmãos.”2
O tema é tratado de forma
esclarecedora por Allan Kardec
em A Gênese, com a seguinte
assertiva:
“O Espiritismo não cria a renovação social; a madureza da Humanidade é que fará dessa renovação uma necessidade. Pelo seu
poder moralizador, por suas tendências progressistas, pela amplitude de suas vistas, pela generalidade das questões que abrange, o
Espiritismo, mais do que qualquer outra doutrina, está apto a
secundar o movimento regenerador; por isso, ele é contemporâneo desse movimento. Surgiu no
momento em que podia ser útil,
visto que também para ele os
tempos são chegados. [...]”.3
Dentro da visão sobre a Nova
Era, comentou Emmanuel numa
das primeiras obras psicografadas
por Chico Xavier, em A Caminho
da Luz: “[...] todos os Espíritos de
Dezembro 2010 • Reformador
483
29
boa vontade poderiam trabalhar
pelo advento da paz e da fraternidade do futuro humano, e foi por
isso que, laborando para os séculos
porvindouros, definiram o papel
de cada região no continente [...]”,
e localiza ainda “seu coração nas
extensões da terra farta e acolhedora onde floresce o Brasil, na
América do Sul”.4 Este assunto é
desenvolvido pelo Espírito Humberto de Campos na obra específica que é Brasil, Coração do
Mundo, Pátria do Evangelho.
Divaldo Pereira Franco
tem sido intermediário
mediúnico para diversas manifestações sobre o tema. O Espírito
Joanna de Ângelis esclarece:
“O indivíduo, que se renova
moralmente, contribui de forma
segura para as alterações que se
vêm operando no planeta. Não é
necessário que o turbilhão dos
sofrimentos gerais o sensibilize,
a fim de que possa contribuir
eficazmente com os Espíritos que
operam em favor da grande transição”.5
No conjunto das obras citadas,
fica claro que a questão humanística e espiritual é de fundamental
importância para a aurora da
Nova Era, como destaca Emmanuel em O Consolador:
“Como entender o trabalho de
purificação nos ambientes do
mundo?
[...] Todos os Espíritos encarnados, porém, devem considerar
30
484 R e f o r m a d o r • D e z e m b r o 2 0 1 0
que se encontram no planeta como em poderoso cadinho de acrisolamento e regeneração, sendo
indispensável cultivar a flor da iluminação íntima, na angústia da vida humana, no círculo da família
ou da comunidade social, através
da maior severidade para consigo
mesmo e da maior tolerância com
os outros [...]”.6
A propósito do planejamento e
das etapas de cumprimento para
a transição para uma Nova Era,
torna-se sugestiva a leitura e a reflexão sobre a parábola do “Festim
das Bodas” (Mateus, 22: 1-14).7
Reflexões e
recomendações
Com base nos textos citados ao
longo deste e de dois outros artigos, anteriormente publicados em
Reformador, apresentamos algu-
mas contribuições para as reflexões em torno de algumas ações
viáveis como papel do Espiritismo na fase de transição para a
Nova Era e que podem ser entendidas como recomendações ao
Movimento Espírita e aos espíritas em geral:
• Implementar a ampla difusão
dos princípios da Doutrina
Espírita;
• Estimular a união dos espíritas e a unificação do Movimento Espírita como uma família, base propiciadora
à difusão do Espiritismo
e à prática da solidariedade;
• Divulgar as obras básicas
e as que sejam coerentes com
a Codificação Espírita, como
recomendações para leituras
e estudos;
• Evitar a divulgação de informações e de literaturas catastróficas que destaquem fatos
negativos;
• Pautar as ações espíritas –
estudo, divulgação e prática –
com base no ensino moral do
Cristo;
• Manter em constante execução as Campanhas Em Defesa da Vida, Viver em Família,
Construamos a Paz Promovendo o Bem!, “O Evangelho
no Lar e no Coração”, e Divulgação do Espiritismo;
• Estimular a realização de
campanhas de esclarecimento sobre a visão espírita com
relação à preservação do
meio ambiente;
• Estimular e orientar ações
de parcerias, em casos de
acidentes e tragédias, com a
concretização da solidariedade e da fraternidade;
• Estimular ações de convivência fraterna e de parceria,
quando há objetivos comuns,
com as diversas agremiações
religiosas;
• Estimular a reforma e a iluminação íntima, bem como o
exercício da serenidade.
“Vinde a mim, todos vós que
estais aflitos e sobrecarregados,
que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós
o meu jugo e aprendei comigo que
sou brando e humilde de coração e
achareis repouso para vossas almas,
pois é suave o meu jugo e leve o
meu fardo. (Mateus, 11:28-30.)”8
Referências:
1
KARDEC, Allan. O livro dos espíritos.
Trad. Evandro Noleto Bezerra. Rio de
Janeiro: FEB, 2010. Q. 798.
2
______. ______. Q. 799.
3
______. A gênese. Trad. Evandro Noleto
Bezerra. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap.
18, item 25.
4
Espírito Emmanuel. 28. ed. 3. reimp. Rio
Pelo Espírito Emmanuel. 37. ed. 1. reimp.
de Janeiro: FEB, 2010. Q. 229.
Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 20, item
7
Missão da América, p. 207.
do o espiritismo. Trad. Evandro No-
5
FRANCO, Divaldo P. Jesus e vida. Pelo
leto Bezerra. 1. reimp. (atualizada).
Espírito Joanna de Ângelis. Salvador:
Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 18,
XAVIER, Francisco C. A caminho da luz.
KARDEC, Allan. O evangelho segun-
LEAL. Cap. A grande transição.
itens 1-2.
6
8
XAVIER, Francisco C. O consolador. Pelo
______. ______. Cap. 6, item 1.
Retorno à Pátria Espiritual
Amaury Alves da Silva
Desencarnou no Rio de Janeiro, às 2h do dia 11 de novembro
de 2010, no Hospital Nortecor,
com 68 anos, nosso companheiro
Amaury Alves da Silva, diretor
da FEB que, durante 8 anos consecutivos, de 1999 a 2007, exerceu o cargo de gerente de Reformador, além de haver servido,
nos últimos 3 anos, ao setor de
Atendimento Fraterno, em funcionamento na Sede Seccional do
Rio de Janeiro.
O sepultamento foi realizado
às 16h no Cemitério São Fran-
cisco Xavier, no bairro do Caju,
havendo comparecido ao velório
diretores, colaboradores e funcionários da FEB. Após as expressões emocionadas de sua esposa, Maria Alves da Silva, o confrade Jorge Camacho, da União
Espírita Paulo, Dimas e Madalena, sediada no bairro carioca de
Bangu, proferiu sentida prece
em favor do Amaury, a quem se
sentia ligado por estreitíssimos
laços de fraternidade.
Ao irmão Amaury, em seu
retorno à Pátria Espiritual, rogamos as bênçãos de Jesus!
Dezembro 2010 • Reformador
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31
Fly UP