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Custos ocultos e agronegócio: discussões acerca de um caso

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Custos ocultos e agronegócio: discussões acerca de um caso
Custos ocultos e agronegócio: discussões acerca de um caso observado.
Freitas, J.B. de; Almeida, M.L. de; Costa, I.
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Custos ocultos e agronegócio: discussões acerca de um caso observado.
João Batista de Freitas
Mestre em Engenharia de Produção pela UFPB.
Instituição: Universidade Estadual do Rio Grande do Norte
Endereço: Josefa Taveira, 1511, Mangabeira I, João Pessoa-PB.
CEP: 58055-100
E-mail: [email protected]
Marcio Luiz de Almeida
Mestrando em Engenharia de Produção pela UFPB.
Instituição: Universidade Federal da Paraíba
Endereço: Josefa Taveira, 1511, Mangabeira I, João Pessoa-PB.
CEP: 58055-100
E-mail: [email protected]
Ivani Costa
Mestre em Engenharia de Produção pela UFPB.
Instituição: Serviço de Apoio as Micro e pequenas empresas da Paraiba.
Endereço: Josefa Taveira, 1511, Mangabeira I, João Pessoa-PB.
CEP: 58055-100
E-mail: [email protected]
Resumo
Com a necessidade cada vez maior de se monitorar as forças motoras do ambiente empresarial
do agronegócio, é muito importante que se tenha uma visão geral de como ocorre os custos de
produção. Desta forma, a identificação e mensuração dos custos ocultos é um requisito de
sobrevivência, uma vez que o mercado permanece atento às mudanças de hábitos e desejos
dos consumidores. Visto que, o agronegócio brasileiro é responsável por cerca de 1/3 do
produto interno bruto do Brasil, empregando 37% da mão de obra e sendo responsável por
42% das exportações. É o setor mais importante da nossa economia. Neste sentido, o presente
artigo tem como objetivo mensurar os custos ocultos no setor de agronegócio presentes em
uma usina sucroalcooleira, através de estimativas de funcionários da própria organização. Os
resultados apontam que os custos ocultos representam perdas para a organização. Ao reduzilos, obtém-se a probabilidade de investimentos, melhorando resultados financeiros e ainda
possibilitando a obtenção de benefícios para os clientes.
Palavras-chave: Custo oculto, Agronegócio, Setor sucroalcooleiro.
1. Introdução
As empresas, à cada dia, buscam meios para redução de custos e, sem dúvida,
maximizar o lucro sobre o capital investido. Um nicho de mercado que se fortalece e contribui
para o crescimento econômico do Brasil, nos últimos tempos, é o agronegócio, pois o setor de
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produtos agroindustrializados vive um momento muito especial de solidificação no mercado
nacional e internacional.
Além do mais, com a atual evolução da economia para limites globais, o constante
desenvolvimento tecnológico e a volatilização da demanda, formou-se um cenário cada vez
mais complexo e competitivo, que vem forçando as empresas a procurar por informações cada
vez mais precisas no seu processo produtivo, que lhes dêem suporte às decisões gerenciais.
Somando-se a isso, o consumidor passou a exigir maior rapidez na entrega do produto, preços
competitivos e qualidade.
O Brasil possui os maiores níveis de produtividade, rendimento e menores custos de
produção no sub-setor sucroalcooleiro, tornando-se assim, o país mais competitivo do mundo.
A tendência de crescimento do preço mundial do petróleo, aliada à necessidade de redução de
emissão de poluentes na atmosfera e ao grande volume de vendas dos veículos
bicombustíveis, deverá impulsionar, de forma crescente, as demandas interna e externa por
álcool, sendo necessário, por isso, grande volume de investimento.
Atualmente, o Brasil é o principal produtor mundial de cana-de-açúcar, visto que, na
safra 2004/2005 foram produzidos 383,3 milhões de toneladas, em cerca de cinco milhões de
hectares (AGRIANUAL, 2006). A agroindústria da cana-de-açúcar caracteriza-se como uma
das principais atividades geradoras de ocupação no meio rural (BARROS et. al, 2004).
O Brasil figura no mercado internacional do álcool como o maior produtor mundial,
produz hoje 18 milhões de litros de álcool e responde por 37% da demanda mundial, sendo
que a sua produção está apoiada em tecnologia moderna, desenvolvida para competir a preços
de mercado com a gasolina. O agronegócio brasileiro é responsável por cerca de 1/3 do
produto interno bruto do Brasil, empregando 37% da mão de obra e sendo responsável por
42% das exportações. É o setor mais importante da nossa economia (COMERCIO
EXTERIOR, 2007).
O álcool é atualmente um produto de elevado valor em termos de sustentabilidade
ambiental e por isso mesmo, possui grande potencial de comercialização. Cada litro de álcool
combustível reduz cerca de 2,6 quilos de emissão de CO2 gerador do efeito estufa, sendo que
o mercado interno consome cerca de 14 bilhões de litros de álcool ao ano (CARVALHO,
2003).
Esse novo cenário tem forçado as empresas a se modernizarem, de modo que se
adaptem ao novo ambiente e se tornem mais competitivas. Assim, pretende-se, nesta pesquisa,
apurar os principais custos ocultos presentes na destilaria de álcool, pois a competitividade
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tende a ficar cada vez mais acirrada, e isso vem provocando profundas transformações nos
sistemas produtivos das empresas.
Neste sentido, um estudo que permita a identificação dos custos ocultos no sub-setor
sucroalcooleiro, é sem dúvida, útil para auxiliar o processo de análise e de melhoria da
eficiência interna do processo produtivo, podendo constituir-se em importante ferramenta de
apoio gerencial.
Os custos ocultos são estudados em pouquíssimas áreas. Com relação ao sub-setor
sucroalcooleiro, não consta ainda nenhuma pesquisa cientifica, certamente por se tratar de um
campo novo de complexibilidade. Com isso, a literatura se torna escassa. Estas considerações,
portanto, justificam a pesquisa em fato, mediante as contribuições que dele se esperem.
As contribuições deste estudo são de grande importância para a contabilidade de
custos, pois tais informações proporcionam uma ferramenta que pode auxiliar a tomada de
decisão. Na prática, a metrificação mesma que estimada pelos gestores é um reflexo próximo
da real situação dos custos de produção. No plano teórico, são trazidas evidências acerca da
identificação e mensuração dos custos ocultos, o que se torna relevante diante do fato de ser
essa proposta baseada em considerações teóricas e evidências empíricas que permitem
avançar conceitualmente no desenvolvimento dessa proposta.
Para tanto, inicialmente, o estudo é realizado com base nos principais aspectos que
delineiam o agronegócio. Em seguida, apresenta-se a teoria dos custos ocultos, e em seguida
comenta-se a respeito do estudo de caso desenvolvido no sub-setor sucroalcooleiro. Por
último, são elencadas as conclusões oriundas da pesquisa.
2. Metodologia
A pesquisa foi realizada em uma empresa do sub-setor sucroalcooleiro, cujo foco
principal é exclusivamente a fabricação de álcool. A Usina destaca-se nas áreas de destilaria,
processos de fabricação e análise do produto. Com isso, o estudo foi desenvolvido no escopo
do processo de produção de álcool durante o período de safra de 2005.
As principais características da empresa podem ser demonstradas no quadro 1, a
seguir:
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Quadro 1: Dados gerais da empresa
Atuação
Localização
Principais produtos
Número de funcionários
Período de safra
Regime de trabalho
Produção da safra
Contexto nacional e internacional;
40 km de João Pessoa PB;
Carburante, o industrial e o neutro;
Período de safra a empresa possui um quadro de 2000 pessoas;
Período de entressafra possui um quadro de 600 pessoas;
Agosto à fevereiro
03 turnos e 08 horas (safra)
90 milhões de litros por ano
Fonte: Pesquisa direta (2006)
O estudo foi desenvolvido no escopo do processo de produção de álcool no período
correspondente aos meses de agosto de 2005 à fevereiro de 2006, ou seja, o período de
concentração de atividades correspondente ao período de safra.
O presente trabalho constitui-se numa pesquisa exploratória – descritiva e delineia-se
em três formas de investigação: bibliográfica, documental e estudo de caso. Por isso, após
todo o levantamento bibliográfico e documental, as fases seguintes foram: a análise
documental, a elaboração de um questionário programado e uma entrevista estruturada. O
levantamento das estimativas dos custos ocultos ocorreu através de um grande esforço
concentrado de vários setores da usina. As informações foram fornecidas pelos setores:
Contábil, RH, e Industrial “processo produtivo”. Os custos ocultos estudados foram definidos
em função de sua representatividade no capital imobilizado da empresa.
Além dessas ferramentas, este trabalho incluiu também observações diretas através de
visitas ao local de pesquisa, com o objetivo de verificar acontecimentos normais da empresa,
registrando os eventos de forma organizada.
3. Revisão Bibliográfica
Segue uma revisão teórica de conceitos originados nos campos de conhecimento
requeridos pela teoria dos custos ocultos e o agronegócio, para que seja possível, enfim,
atender ao propósito deste trabalho.
3.1. Conceito e tipologia de agronegócio
O agronegócio é um termo utilizado para designar qualquer atividade econômica que
agregue valor a produtos provenientes de explorações agrícolas, pecuárias e florestais,
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compreendendo desde processos simples, tais como limpeza e classificação, até processos
mais complexos, que incluem operações de transformação física, química e biológica
(BELISÁRIO, 1998).
Para Batalha et al (2007), o agronegócio pode ser visto como sendo composto por seis
conjuntos de atores:
•
Agricultura, pecuária e pesca;
•
Indústrias agroalimentares (IAA);
•
Distribuição agrícola e alimentar;
•
Comércio internacional;
•
Consumidor;
•
Indústrias e serviços de apoio.
Com relação à importância do agronegócio brasileiro dentro da economia, pode-se
utilizar a análise feita por Pinto (1996), que reflete sobre o contexto da seguinte forma: “A
competitividade da agricultura brasileira pode ser apreciada sob dois pontos de vista, um deles
sendo comparativo e o outro absoluto”.
O comparativo refere-se à medição da competitividade por meio da eficiência de
outros setores da economia. O absoluto ressalta a competitividade medida por fatores de custo
e produção. O autor ainda descreve que a agronegócio é mais competitivo que a agricultura
brasileira, que está em terceiro lugar, atrás da produção de bens industriais. Sob o ponto de
vista absoluto, os custos de produção na agricultura e no restante dos setores industriais
aparecem ligeiramente mais altos que os benefícios em divisas gerados pela mesma produção.
Para a FIESP (2006), o agronegócio brasileiro, atingindo o status de a mais
competitiva do mundo, está entrando agora no estágio de garantir esta posição, vencendo os
gargalos que ainda existem para seu desenvolvimento. A tarefa atual passa por:
•
Consolidação da presença do país nos mercados onde já atua;
•
Abertura de novos mercados;
•
Presença nos fóruns internacionais de discussão de questões como abertura de
mercados, diminuição de subsídios à produção e à exportação na OMC, Alca e
outros ;
•
Minoração das deficiências de infra-estrutura de uma maneira geral: transporte,
armazenamento, portos;
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•
Busca de um marco regulatório que estimule o investimento de uma maneira geral;
•
Atenção contínua aos novos marcos ideológicos que estão contrapondo
ambientalistas e cientistas. Esta é uma questão importante tanto no que se refere
aos investimentos na infra-estrutura e sua relação com o meio, quanto no
desenvolvimento de novas variedades, onde se destaca a delicada questão da
transgênia;
•
Manter o país na rota das novas exigências do mundo contemporâneo, que passam
por questões sanitárias, trabalhistas, ambientais e rastreabilidade de bens
produzidos no país.
Além da competitividade do setor, é importante ressaltar a relevância da
produtividade, pois a busca pela produtividade tem ocorrido em um ambiente altamente
dinâmico nos setores macro e microeconômicos.
O agronegócio brasileiro representa uma atividade de sucesso, pois conseguiu
conquistar e solidificar-se no mercado, sobretudo por duas razões: o desenvolvimento de um
mercado crescente (interno e externo) e a abertura comercial com uma estrutura de
financiamento que se mostrou adequada e tecnologia eficiente. No entanto, a abertura
comercial trouxe dois efeitos para o setor; Em primeiro lugar, tornou o setor mais competitivo
e, portanto, maior eficiência econômica. Em segundo, teve o efeito de expandir os produtos ao
mercado externo, o qual representa oportunidade para atuação em novas fronteiras.
Assim sendo, a abertura econômica proporcionou condições favoráveis aos setores
relacionados ao agronegócio – estes se expuseram à competição internacional e houve
atualização tecnológica.
3.2. A determinação dos custos no agronegócio
O Brasil é o maior produtor mundial no sub-setor sucroalcooleiro, exercendo a
liderança em todos os segmentos: cana-de-açúcar, açúcar e álcool.
Com base na classificação adotada por Batalha et al (2007), o estudo foi desenvolvido
em IAA, ou seja, em uma agroindustrial cujo sub-setor é o sucroalcooleiro, para tentar suprir
a necessidade de identificação dos custos ocultos para melhor direcionar o planejamento da
empresa junto ao mercado competitivo.
Algumas medidas merecem destaque no mercado brasileiro de álcool: (1) é
mandatório o uso de determinado percentual de álcool anidro na gasolina; (2) os veículos à
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álcool pagam um IPVA mais baixo e (3) os veículos à álcool e flex fuel têm redução no IPI.
Essas medidas são importantes, pois estimulam o consumo de álcool, seja misturado à
gasolina ou diretamente (CONAB, 2006).
O sucesso destes programas, aliado à evolução obtida pela pesquisa agropecuária e
industrial, proporcionou uma competitividade brasileira em açúcar e álcool muito elevada,
inclusive em relação aos principais produtores mundiais. A Tabela 01 ilustra a
competitividade do álcool brasileiro com valores de 2004.
Tabela 1 – Custos de produção de álcool em 2004
Pais
Brasil
Centro-Sul
Norte-Nordeste
EUA
Europa
Álcool Anidro (US$/L)
Matéria-prima
0,15
0,18
0,33
0,55
Cana
Cana
Milho
Beterraba, trigo
Fonte: CONAB (2005).
No que tange o custo de produção do álcool, a tabela 1 ilustra a expressiva diferença
entre o valor por litro de álcool produzido. Observe-se que o Brasil possui um custo muito
inferior aos demais paises citados. O que justifica esse diferencial nos custos de produção é
justamente a extensão territorial e o clima favorável ao cultivo da matéria-prima. Pode-se
dizer ainda que, o Brasil possui mais condições de produzir matérias-primas para serem
utilizadas como fontes renováveis do que a Europa e EUA. Nas condições atuais, um fator
importante é que o álcool combustível produzido na Europa e EUA não vem da cana-deaçúcar, o que encarece demasiadamente o produto e faz com que o setor seja mais um a
receber subsídios do governo.
O Brasil pode se tornar uma potência na área de combustíveis, em função dos
renováveis. O patamar elevado dos preços do petróleo, aliado às pressões ambientais, vão à
favor do aumento da utilização de álcool na matriz de transporte. Vários paises, entre eles
EUA, Japão, China e membros da União Européia, vêm fazendo testes e/ou estudando a
adição de álcool à gasolina.
No mercado mundial, a busca por uso de combustíveis renováveis deverá impulsionar
o consumo mundial de álcool, o que garante continuidade das exportações brasileiras. O passo
seguinte deverá ser o início das exportações de veículos flex fuel, o que deverá criar um
mercado mundial crescente para o álcool combustível.
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) fez um levantamento da safra
brasileira, 2006/2007, de cana-de-açúcar e a sua destinação (açúcar, álcool e outros, como a
cachaça) em vinte e dois Estados do Brasil. Tais informações, demonstradas pela estimativa
da safra, retratam um panorama da atual situação do setor.
Para a safra de 2006/2007, a produção de cana-de-açúcar é estimada em 469,8 milhões
de toneladas, superior em 8,9% à da safra anterior, que foi de 431,4 milhões de toneladas. O
aumento ocorreu em função da ampliação de 5,4% na área, que passou de 5,8 para 6,2
milhões de hectares, e de 3,4% na produtividade média, que passou de 73,868 para 76,353
kg/ha. Este crescimento é fruto do clima e dos investimentos ocorridos nas indústrias atraídas
pelos preços de mercado (CONAB, 2006).
De acordo com a estimativa feita, 237,1 milhões de toneladas (50,5%) são destinados
à produção de açúcar, 186,3 milhões (39,6%) são destinadas à produção de álcool e o restante,
46,4 milhões (9,9%), são destinados para outros usos, tais como: fabricação de cachaça,
alimentação animal, sementes, fabricação de rapadura, açúcar mascavo etc.
Nos últimos anos, o cenário para o setor tem melhorado significativamente, como
pode ser visto a seguir na Tabela 2.
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Tabela 2. Comparativo de Área, Produtividade e Produção
ÁREA (Em mil há)
REGIÃO / UF
NORTE
AM
PA
TO
NORDESTE
MA
PI
CE
RN
PB
Safra
Safra VAR.
05/06
06/07
%
18,6
22,6 21,4
3,8
5,9
55
10,4
11,4
9,6
4,4
5,3
20
1.077,40 1.119,00
3,9
31,8
39,6 24,8
10
13,2
32
35,1
29,5
-16
50,6
54,8
8,2
105,6
113,6
362,4
402,1
24,8
55
546,9
205,4
139,1
202,5
3.737,30
357,1
64,4
169,2
3.146,60
460,1
410,9
16,7
32,4
NORTE/NORDESTE 1.096,00
4.744,30
CENTRO-SUL
5.840,30
BRASIL
381,3
404,5
24,8
57,8
612,7
207,4
159,3
246
3.883,30
417
83,4
185
3.237,90
515,7
464,4
16,7
34,6
1.141,70
5.011,60
6.153,30
PE
AL
SE
BA
CENTRO-OESTE
MT
MS
GO
SUDESTE
MG
ES
RJ
SP
SUL
PR
SC
RS
PRODUTIVIDADE
(Em Kg/há)
Safra
Safra VAR.
05/06
06/07
%
57.633 69.704 20,9
50.750 50.750
0
58.300 71.400 22,5
62.043 87.340 40,8
52.534 54.162
3,1
62.043 62.500
0,7
61.400 63.494
3,4
50.520 52.608
4,1
52.130 52.780
1,2
PRODUÇÃO (Em mil t)
Safra
05/06
1.073,70
194,4
606,3
273
56.599,60
1.969,90
614
1.773,30
2.637,80
Safra
VAR.
06/07
%
1.576,70 46,8
301,5 55,1
814 34,3
461,2 68,3
60.608,60
7,1
2.476,30 25,7
838,1 36,5
1.550,60 -12,5
2.889,70
9,5
7,6 45.120 46.350
2,7 4.765,10 5.267,20 10,5
5,2
0,6
-12
5
12
1
14,5
21,5
3,9
16,8
-1,6
-2,5
2,9
12,1
13
0
6,7
4,2
5,6
5,4
6,5
1,4
0
1,7
3,1
0,5
1,8
4,5
2,9
0,2
-3,6
0,5
3,3
9,7
9
0
24
3,5
3,3
3,4
46.750
57.475
57.158
61.230
70.953
65.535
70.451
76.795
81.588
77.180
65.871
44.770
84.390
65.237
69.365
36.010
27.960
52.621
78.776
73.868
49.800
58.300
57.180
62.300
73.161
65.892
71.699
80.238
83.926
77.300
63.472
45.000
87.183
71.571
75.600
36.010
34.680
54.470
81.338
76.353
16.943,60
23.110,70
1.417,50
3.367,70
38.807,10
13.460,20
9.799
15.547,90
304.920,20
27.557,10
4.243,40
7.576,40
265.543,30
30.012,80
258.504,90
601,70
906,20
57.673,30
373.740,10
431.413,40
18.987,70
23.582,90
1.418,10
3.597,80
44.825,10
13.668,60
11.418,80
19.737,70
325.907,40
32.236,40
4.023,50
7.425,00
282.222,50
36.905,80
35.105,60
601,70
1.198,50
62.185,30
407.638,30
469.823,60
12,1
2
0
6,8
15,5
1,5
17
26,9
6,9
17
-5,2
-2
6,3
23
23,2
0
32,3
7,8
9,1
8,9
Fonte: CONAB – Levantamento (2006)
Pode-se inferir, após a observação da tabela que, em relação à Área (em mil ha) em
2006/2007, a Região Nordeste responde por 18,2 % da produção nacional, de modo que a
variação obtida entre as safras 2005/2006 e 2006/2007 no Estado da Paraíba é de 7,6 % e a
variação nacional é de 5,4 %, isto é, a variação do Estado da Paraíba representa uma
superioridade de 40,7 % em relação à variação nacional.
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Quanto à Produtividade (em Kg/ha) 2006/2007, a Região Nordeste está próxima da
produção nacional, de modo que a variação obtida entre as safras 2005/2006 e 2006/2007 no
Estado da Paraíba é de 2.7 % e a variação nacional é de 3,7 % , isto é, a variação do Estado da
Paraíba representa uma inferioridade de 27 % em relação à variação nacional. Este fato é
justificado pela falta de investimentos em pesquisas e desenvolvimento de conhecimento,
logo, o processo produtivo é afetado diretamente.
No que diz respeito à Produção (em mil t) 2006/2007, a Região Nordeste responde por
13 % da produção nacional, de modo que a variação obtida entre as safras 2005/2006 e
2006/2007 no Estado da Paraíba representa uma superioridade de 18 % em relação à variação
nacional. Conclui-se que, os dados evidenciam o potencial de crescimento do Estado da
Paraíba mesmo diante de variáveis como a falta de investimentos na área de Pesquisa e
desenvolvimento de conhecimento.
A região Centro-Sul, com 407,6 milhões de toneladas, é responsável por 86,8% da
produção nacional, ocupa 81,4% da área a ser colhida (5,0 milhões de hectares) e detém a
maior produtividade média do país, de 81.338 kg/ha. A região Sudeste contribui com 325,9
milhões de toneladas, o correspondente à 69,4% da produção nacional e 80% da produção do
Centro-Sul.
A produção da região Norte-Nordeste é de 62,2 milhões de toneladas, correspondente
à 13,2% da produção nacional, cultivada numa área de 1,1 milhão de hectares, 18,6% da área
a ser colhida no país.
As informações fornecidas pelo tabela 01 demonstram como a Região Nordeste está
competitiva em relação ao panorama nacional. Vários fatores contribuem para esse sucesso,
embora exista um em particular, o intenso processo de verticalização da produção. A cana
produzida pelas próprias usinas já representa mais de 70% da matéria-prima utilizada pelas
unidades industriais, excluindo os pequenos e médios fornecedores. Esse processo representa
maior investimento no processo produtivo e conseqüentemente a concentração de renda e de
terras (BIODIESELBR, 2006).
Com relação ao álcool, as perspectivas são de demanda crescente, em função do
aprimoramento da tecnologia dos carros bicombustíveis e das necessidades de formas de
energias alternativas ao petróleo, fonte não renovável, como pode ser visto a seguir na Tabela
3.
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36
Tabela 3. Estimativa da produção – Álcool Total Safra 2006/07
REGIÃO / UF
NORTE
CANA-DE-AÇÚCAR
DESTINADA AO ÁLCOOL
TOTAL (Em 100 t)
Safra
VAR.
05/06
Safra 06/07
%
730,81
1.245,67
ÁLCOOL TOTAL (Em 1000 litros)
Safra 05/06
Safra 06/07
VAR.
%
70.5
61,175,55
106.518,92
74,12
1.037,08
4.328,81
317,4
AM
7,1
57,29 710,5
PA
478
773,3
61,8
40.645,45
65.749,99
61,76
TO
245,7
415,08
68,9
19.493,03
36.440,12
86,94
15.422,03 -10,6
1.642.100,15
NORDESTE
17.250,80
MA
1.483,30
1.874,56
26,4
131.769,24
169.173,24
28,39
PI
569,3
734,18
29
48.112,45
62.530,98
29,97
CE
343
325,16
-5,2
28.448,90
26.391.24
-7,23
RN
519,1
751,32
44,7
49.627,33
70.762,00
42,59
PB
2.936,80
PE
1.910,70
2.601,31
36,1
214.437,28
282.151,48
31,58
AL
5.712,50
3.914,76 -31,5
589.671,31
428.708,16
-27,3
SE
547,2
289,29 -47,1
45.526,98
29.856,47 -34,42
BA
3.228,80
1.665,78 -48,4
280.675,34
124.706,09 -55,57
CENTRO-OESTE
22.433,00
24.731,50
10,2
2.137.075,88
2.325.847,49
8,83
MT
8.466,50
8.534,67
0,80
810.581,75
778.592,35
-3,95
MS
6.379,10
6.485,88
1,7
585.652,72
598.117,95
2,13
GO
7.587,40
9.710,95
28
740.841,40
949.137,19
28,12
122.816,00
128.661,31
4,8
11.772.945,86 12.442.687,78
5,69
MG
8.832,00
12.443,25
40,9
873.285,38
1.256.093,64
43,84
ES
3.309,90
3.165,69
-4,4
263.886,38
271.535,66
2,9
RJ
3.129,10
2.985,59
-4,6
280.592,30
247.602,66 -11,76
SP
107.545,00
110.066,78
2,3
SUL
15.143,20
16.194,52
6,9
1.384.136,25
1.424.042,38
2,88
PR
14.309,50
15.091,90
5,5
1.313.518,80
1.330.646,88
1,3
RS
833,7
1.102,62
32,3
70.617,45
93.395,52
32,26
NORTE/NORDESTE
17.981,60
16.667,70
-7,3
1.703.275,70
1.583.377,24
-7,04
CENTRO-SUL
160.392,10
169.587,33
5,7
15.294.157,99 16.192.577,64
5,87
4,4 16.997.433, 70 17.775.954,89
4,58
SUDESTE
3.265,66 11,2
178.373,70 186.255,02
BRASIL
Fonte: CONAB – Levantamento (2006)
1.476.858,32 -10,06
253.831,32 282.584,64 11,33
10.355.179,82 10.667.455,99
3,02
Após a observação da tabela 3, com relação ao Álcool total (em 1000 litros) das safras
de 2005/2006 e 2006/2007, o Estado da Paraíba representa uma superioridade bastante
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37
elevada em relação à variação nacional, uma vez que isso é justificado pelo aumento da canade-açúcar destinada ao álcool.
Com relação à produção nacional de álcool, a expansão ocorreu a partir do Proálcool e
da mistura obrigatória do produto com a gasolina. Este fato, somado à evolução da pesquisa,
proporcionou uma competitividade brasileira em açúcar e álcool muito elevada. Hoje, as
perspectivas são de demanda crescente, em função do aprimoramento da tecnologia dos carros
bicombustíveis e das necessidades de formas de energias alternativas ao petróleo, fonte não
renovável.
No âmbito da expansão do sub-setor sucroalcooleiro no Brasil, projeta-se para a safra
2010/2011 uma produção de 35 milhões de toneladas de açúcar e de 27,3 bilhões de litros
para o álcool. Os investimentos devem superar R$ 21,5 bilhões. Portanto, essa cadeia
produtiva deverá continuar passando por diversas mudanças que englobam gestão,
concentração, modernização do parque produtivo e distribuição geográfica da produção
(CARVALHO, 2003).
À seguir, apresentar-se-á uma síntese teórica à respeito dos custos ocultos, focando o
conceito e a origem, para que assim a pesquisa possa contemplar todo o âmbito de estudo,
proporcionando uma compreensão sistêmica do conteúdo.
3.3. Conceito e origem dos custos ocultos
A investigação dos custos ocultos é um fenômeno de interesse da sociedade moderna.
Porém, a literatura é escassa, mas nada que iniba o empenho ou desejo pela área de
conhecimento.
A origem dos custos ocultos reside em uma interação complexa entre dois grupos de
variáveis, ou seja, há uma interação permanente entre as estruturas da empresa e os
comportamentos humanos, aqueles criados a partir do ortofuncionamento, “funcionamento
adequado” e dos disfuncionamentos, “funcionamento inadequado” (SAVALL & ZARDET,
1991).
Para se compreender mais claramente a origem dos custos ocultos, a seguir é
representada visualmente a disfunção, conforme figura 01.
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38
EMPRESA
COMPORTAMENTOS
ESTRUTURAS
Figura 1. Origem dos Custos Ocultos
Fonte: Pesquisa Direta (2006)
A empresa ou organização é considerada como um conjunto complexo de estruturas
de cinco tipos (físicas, tecnológicas, organizacionais, demográficas e mentais) em interação
com cinco tipos de comportamento humano (individuais, de grupo de atividade, de categoria,
de grupo de pressão e coletivos). Essa interação permanente e complexa cria as pulsações de
atividade que constituem o seu funcionamento.
A ligação complexa entre os dois grupos de variáveis (comportamental e estrutural)
atinge os níveis: emocional, material, organizacional dos profissionais e da entidade.
Pode-se discernir nesse funcionamento um diferencial entre funcionamento desejado e
funcionamento observado; esse diferencial corresponde às disfunções, classificadas em seis
famílias: condições de trabalho, organização do trabalho, comunicação-coordenaçãoorganização, gestão do tempo, formação integrada e operacionalização da estratégia.
As disfunções dão origem aos custos, em geral ocultos, que são computados através da
mensuração do impacto econômico. Alguns autores classificam o resultado dessa disfunção
em elementos, categorias ou componentes.
Custos intangíveis ou implícitos ou ocultos – São os custos decorrentes de perdas que
não podem ser calculadas com precisão (normalmente avaliadas por estimativa), pois
possuem vantagens que não são facilmente quantificáveis (AECA, 1995).
De acordo com Lobo (1999), podem incluir-se nesta categoria de custos: excessos de
inventários; custos de oportunidade de vendas perdidas devido à experiências negativas dos
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39
clientes ou devido à deficiente reputação da empresa; saldos excessivos de contas devedoras;
desperdício em horas extras; tempos não produtivos por erros de programação da produção;
tempo destinado a analisar as causas e conseqüências das falhas; e, tempo consumido no
tratamento das queixas.
Ao observar a filosofia dos Custos Ocultos, percebe-se um alto grau de dificuldade
para mensurá-los, ainda que se compreenda claramente a sua existência, de modo que não
podem ser diretamente associados a um produto ou processo. Além disso, os custos ocultos
são diversos e superiores ao que é esperado pela maioria dos departamentos de contabilidade.
Na seção seguinte é apresentado o estudo de caso no sub-setor sucroalcooleiro, ou
seja, é feito à apuração dos custos ocultos com base nas estimativas feitas pelos funcionários
da usina.
4. Estudo de caso no sub-setor sucroalcooleiro
O estudo do disfuncionamento nas empresas mostra que, em uma mesma unidade,
portanto, existem estruturas idênticas, os indivíduos adotam comportamentos produtivos
diferenciados, de modo que fica evidenciada a dupla responsabilidade individual e coletiva
dos indivíduos na criação dos custos ocultos.
A usina pesquisada entra em pleno funcionamento no período de safra, o que
representa os meses de agosto à fevereiro, ou seja, seis meses do ano e, os outros seis meses,
representam o estado de manutenção das máquinas. Durante o período de manutenção das
máquinas, o número de funcionários reduz-se drasticamente de 2000 para 600 pessoas.
O processo produtivo da Usina possui cinco etapas “setores”; (1). recepção, (2).
preparação, (3). extração, (4). fermentação, (5). destilação, e por fim o estoque de produto
acabado. A pesquisa foi efetivamente aplicada nos setores industriais da fábrica, em função de
serem as operações mais complexas e por possuírem a maior concentração de recursos
(máquinas e mão-de-obra direta), visto que, existe o setor agrário, o qual é responsável pela
produção de matéria-prima para o processamento do álcool.
Como se sabe, os custos intangíveis ou implícitos ou ocultos – é qualquer custo que
não seja aparente na contabilidade padrão, ou, em termos gerais, que não esteja
imediatamente aparente, mas que seja importante para o processo de produção (FUREDY,
2005). O quadro à seguir apresenta esses custos levantados junto ao processo observado.
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40
Quadro 2 – Elementos de custos ocultos
CUSTOS OCULTOS
CUSTOS
VALOR R$ (POR ESTIMATIVA)
Ociosidade
4.741.200.00
Estoques de produto acabado
3.941.109,98
Absenteísmo
Atestado médico
TOTAL DOS CUSTOS OCULTOS
960,00
5.040,00
8.688.309,98
Fonte: Pesquisa Direta (2006)
Os valores atribuídos aos custos ocultos são estimativas fornecidas pelos setores:
Contábil, RH, e Industrial “processo produtivo”. Tais procedimentos são comentados nos
próximos tópicos.
4.1. Coleta de dados e informações
Esta seção apresenta os resultados do estudo, de cuja análise e interpretação obteve-se
a metrificação dos custos ocultos na agroindústria. Para solucionar ou atender ao objetivo da
pesquisa, foi proposto uma entrevista semi-estruturada com uma relação contendo uma lista
de seis possíveis Custos Ocultos.
Cálculo do Ociosidade
Antes de tecer qualquer consideração, vale salientar que, o corte temporal foi feito
para o período corresponde aos meses de agosto de 2005 à fevereiro de 2006.
A produção da usina é continua, de modo que as máquinas são preparadas para o
inicio do processo e só param quando finalizam o processo produtivo. No entanto, o ciclo de
operação não é perfeito. Dessa forma, a usina tem “lapso de falhas” que são calculados por
uma fórmula denominada de Ineficiência Industrial (I.Ind.).
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41
I.Ind. = tempo parado por dia em horas X 100
24 horas
Os lapsos de falhas ocorrem quando uma máquina quebra ou pára (deixa de funcionar
por motivos atípicos), ou seja, o processo industrial é interropido por algum motivo não
programado ou determinado. Dessa forma, a usina perde tempo para fazer o conserto ou o
reparado.
Logo:
I.Ind. = 2,1072 = 8,78 %
24
Portanto, em função dessas paradas não programadas, os custos ocultos são frutos da
perda no processo industrial.
Para obter o valor dos custos da ociosidade, é necessário ter conhecimento dos
seguintes dados, e logo após inseri-los na fórmula de ociosidade.
•
•
•
•
Dados da usina
Volume médio da produção diária (VMPd) será de 600.000 litros de álcool por dia
Custo médio de produção unitário (CMPun) é R$ 0,60 ( centavos de real)
O tempo médio trabalhado na safra (TMTsa) de 2005 foi de 150 dias.
Ineficiência Industrial (I.Ind) é 8,78.
Ociosidade = (VMPd) x (CMPun) x (TMTsa) x (I.Ind)
Ociosidade = (600.000) x (0,60) x (150) x (8,78) = 4.741.200,00
De açodo com a variável Ineficiência Industrial, o valor do custo da ociosidade é
estimado em R$: 4.741.200,00 (quatro milhões, setecentos e quarenta e um mil, duzentos
reais).
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Cálculo do estoque de produto acabado
A preocupação de se estudar o calculo dos custos que envolvem os estoques de
produto acabado sentra-se principalmente porque ao armazenar um produto que tem uma
representatividade elevada no capital imobilizado ocorre uma redução de oportunidade de
capital investido, logo, o fato de estocar implica a apresença de outros custos.
O valor medio dos estoques de produto acabado corresponde à R$: 40.215.408,00
(quarenta milhões, duzentos e quinze mil, quatrocentos e oito reais), no entanto foi aplicado
um índice de 9,8 % a/a correspondente ao valor de amortização estabelecido por Manuais de
Contabilidade . Dessa forma, o valor imobilizado do estoque é R$: 3.941.109,98 (três
milhões, novecentos e quarenta e um mil, cento e nove reais e noventa e oito reais).
Cálculo do absenteísmo
O absenteísmo é fruto da falta ao trabalho por motivo não justificado. Para obter o
valor dos custos do absenteísmo é necessário ter conhecimento dos seguintes dados, e logo
após inseri-los na fórmula de cálculo do absenteísmo.
•
•
Dados da Usina
Valor do custo médio do operário em dia trabalhado (CMop) é R$ 20,00.
O tempo médio de falta em dia trabalhado no período de safra (TMFop) é de 48 dias.
Absenteísmo = (CMop) X (TMFop)
Com base na equação do absenteísmo, o valor do custo é estimado em R$: 960,00
(novecentas e sessenta reais).
Cálculo do atestado médico
O absenteísmo é fruto da falta ao trabalho por motivo não justificado. Para o cálculo
do custo do atestado médico é necessário ter conhecimento dos seguintes dados:
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•
•
43
Dados da usina
Valor do custo médio do operário em dia trabalhado (VCMop) é R$ 20,00.
O tempo médio de falta em dia trabalhado no período de safra (TMFTop) é de 48
dias.
Atestado médico= (VCMop) X (TMFTop)
Com base na equação do Atestado medico, o valor do custo é estimado em R$:
5.040,00 (cinco mil e quarenta reais).
Por fim, a apuração dos custos ocultos é uma contribuição evolutiva da contabilidade
de custos mesmo que sendo por meio de estimativas. Uma lacuna ainda é latente, logo se
busca formas adequadas de se medir a eficiência global do sistema produtivo da empresa,
levando-se em conta a realidade dos recursos mais importantes da entidade, em especial os
fatores intangíveis.
5. Considerações finais
O artigo objetivou apurar os custos ocultos no setor de agronegócio, através da
percepção dos funcionários por meio de estimativas. Para tanto, fez-se um estudo
exploratório, realizado por meio de um estudo de caso no sub-setor sucroalcooleiro.
O resultado da pesquisa sugere algumas considerações finais, as quais apontam para as
circunstâncias comportamentais em que foram metrificados os Custos Ocultos na usina
estudada. Os custos ocultos representam perdas para a organização. As perdas, em geral, são
conseqüências de um processo de baixa qualidade, no qual os recursos são empregados
inadequadamente. Em particular, o custo da ociosidade das máquinas e equipamentos
representa o maior valor entre os custos ocultos estudados Isso comprova o alto valor
imobilizado de capital, de modo que representa um custo de oportunidade.
Observou-se que a liderança do Brasil no mercado mundial no complexo
sucroalcooleiro condiciona a possibilidade de aprimoramento e melhoramento do processo
produtivo, pois quanto mais competitivo o setor for, maior será a possibilidade de expansão
dos produtos. Dessa forma, o estudo dos custos ocultos fica mais evidenciado em função da
redução dos custos e da maximização dos lucros.
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Verificou-se que o sucesso no ambiente empresarial pode ser adquirido através de uma
boa gestão dos custos. No entanto, os custos ocultos são vistos como uma fraqueza interna das
organizações. Ao reduzi-los, obtém-se a probabilidade de investimentos, melhorando
resultados financeiros e ainda possibilitando a obtenção de benefícios para os clientes, visto
que, o preço do produto ou serviço disponibilizado para o consumidor, é definido com base
em seus custos, logo, se a empresa obtiver uma boa gestão dos seus custos, a mesma
disponibilizará um produto ou serviço a um preço mais acessível ao consumidor.
6. Referências
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Paris: Ed. Econômica, 1991.
Recebimento dos originais: 15/02/2008
Liberação para publicação: 24/03/2008
Custos e @gronegócio on line - v. 4, n. 1 - Jan/Abr - 2008.
www.custoseagronegocioonline.com.br
ISSN 1808-2882
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