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Gastos realizados para controle dos impactos ambientais na
Gastos realizados para controle dos impactos ambientais na atividade sucroalcooleira: identificação,
representatividade e evidenciação
Gonçalves, M.N.; Leonardo, V.S.; Abbas, K.; Okadi, K.L.; Munhoz, T.R.
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Gastos realizados para controle dos impactos ambientais na atividade
sucroalcooleira: identificação, representatividade e evidenciação
Recebimento dos originais: 22/01/2014
Aceitação para publicação: 25/03/2015
Marguit Neumann Gonçalves
Doutora em Economia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Instituição: Universidade Estadual de Maringá
Endereço: Rua Nair Veja Ferreira 201-A Res Moreschi Maringá/PR.
CEP: 87.080-121.
E-mail: [email protected]
Vera Sirlene Leonardo
Doutoranda em Administração Pública e Governo pela FGV
Instituição: Universidade Estadual de Maringá
Endereço: Rua Nair Veja Ferreira 201-A Res Moreschi Maringá/PR.
CEP: 87.080-121.
E-mail: [email protected]
Katia Abbas
Doutora em Engenharia de Produção pela UFSC
Instituição: Universidade Estadual de Maringá
Endereço: Rua Nair Veja Ferreira 201-A Res Moreschi Maringá/PR.
CEP: 87.080-121.
E-mail: [email protected]
Karina Lumi Okadi
Graduada em Ciências Contábeis pela UEM
Instituição: Universidade Estadual de Maringá
Endereço: Rua Nair Veja Ferreira 201-A Res Moreschi Maringá/PR.
CEP: 87.080-121.
E-mail: [email protected]
Tayrine Rodrigues Munhoz
Mestranda em Ciências Contábeis pela UFPR
Instituição: Universidade Federal do Paraná
Endereço: Rua Osvaldo Cruz, 126 Apto 601. Maringá/PR.
CEP: 87.020-200.
E-mail: [email protected]
Resumo
O objetivo da pesquisa é identificar os gastos ambientais e sua representatividade em relação
aos demais gastos de uma empresa que atua no ramo sucroalcooleiro. Considerando a
preocupação com a gestão ambiental a fim de garantir a continuidade das empresas, a
problemática que norteia a pesquisa é: qual o montante de gastos que as empresas têm com a
preservação e recuperação do meio ambiente e de que forma são evidenciados para a
sociedade? A pesquisa caracteriza-se como exploratória, aplicada, qualitativa, bibliográfica,
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representatividade e evidenciação
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documental, estudo de caso e foi realizada pelo método dedutivo. Os dados foram coletados
por meio de 2 questionários. Os resultados demonstram que a empresa cumpre com a
legislação ambiental e possui uma política voltada para o meio ambiente gerenciando os
impactos sobre o ecossistema. Concluiu-se que os gastos ambientais representam mais de
10% dos custos operacionais totais. Contudo, isto não é divulgado para a sociedade, e a
empresa não evidencia tais informações nas demonstrações contábeis.
Palavras-chave: Contabilidade ambiental. Gastos ambientais. Ramo sucroalcooleiro.
1. Introdução
Por acreditar que a natureza é uma fonte de recursos inesgotáveis o homem tem
perdido o controle sobre sua exploração e começa a produzir cada vez mais para atender as
suas necessidades. “A intervenção humana pode causar severos desastres ambientais,
comumente associados às atividades econômicas” afirmam Carvalho e Siqueira (2009, p. 93).
Com o crescimento da população, criou-se uma demanda sem precedentes, a que o
desenvolvimento tecnológico pretende satisfazer submetendo o meio ambiente a uma
agressão que está provocando o declínio cada vez mais acelerado de sua qualidade e de sua
capacidade para sustentar a vida, garantem Tinoco e Kraemer (2004). Muitas empresas se
utilizam de recursos naturais, direta ou indiretamente para gerir seus negócios. No entanto,
esses recursos naturais pertencem á sociedade de um modo geral e algumas vezes não são
renováveis.
A existência de padrões de produção e consumo não sustentáveis está aumentando a
quantidade e a variedade dos resíduos persistentes no meio ambiente em um ritmo sem
precedente. As substâncias poluentes superam cada vez mais a capacidade da biosfera de lidar
com elas e provocam, muitas vezes, consequências em longo prazo (TINOCO; KRAEMER,
2004).
Esse cenário tem sofrido mudanças tanto por parte dos legisladores impondo
penalidades cada vez mais rígidas quanto por parte da sociedade que passou a exigir das
empresas ações ambientalmente e socialmente corretas assim como a sua divulgação. A
empresa que pretende ser competitiva no mercado, e está disposta a discutir de forma
progressiva a sustentabilidade ambiental, deve possuir uma relação harmônica com o meio
ambiente e otimizar a utilização dos recursos disponíveis via gerenciamento dos custos com o
manuseio e o descarte de resíduos.
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Diante da necessidade de atender essa demanda, a contabilidade pode auxiliar a classe
empresarial a implementar em sua gestão a variável ambiental, não apenas por determinação
legal, mas por uma verdadeira conscientização ecológica.
A inserção da discussão da variável ambiental na contabilidade emergiu com a
finalidade de atender às necessidades das empresas em preservar o meio ambiente no decorrer
de seu processo produtivo. Nesse sentido, a contabilidade ambiental, a partir da seleção de
indicadores e análises de dados, facilita as decisões relativas à atuação ambiental da empresa e
da avaliação destas informações com relação aos critérios de atuação ambiental, de
comunicação, de revisão e de melhora constante de tais procedimentos.
Considerando a preocupação com a gestão ambiental a fim de garantir a continuidade
das empresas, a problemática que norteia a pesquisa é: qual o montante de gastos que as
empresas têm com a preservação e recuperação do meio ambiente e de que forma são
evidenciados para a sociedade? O objetivo geral foi identificar quais são os gastos ambientais
e qual a representatividade deles em relação aos demais gastos de uma empresa que atua no
ramo sucroalcooleiro. O estudo foi direcionado a uma empresa que atua no ramo industrial
localizada na cidade de Maringá, Estado do Paraná.
No que tange aos procedimentos metodológicos, a presente pesquisa classifica-se como
exploratória quanto aos objetivos, aplicada quanto à natureza do problema; bibliográfica
documental e estudo de caso quanto aos procedimentos técnicos; qualitativa quanto à
abordagem do problema; e dedutivo quanto ao método de abordagem.
O estudo está organizado em cinco seções. A primeira seção trata da introdução da
pesquisa, na segunda apresenta-se o referencial bibliográfico para fundamentar o caso
analisado, objeto deste estudo, a terceira seção refere-se aos procedimentos metodológicos, a
quarta seção apresenta a análise e a interpretação dos resultados e a quinta e última seção
apresenta as considerações finais.
2. Contabilidade Ambiental
2. 1. Aspectos conceituais
Em se tratando das normas e regulamentações no Brasil sobre contabilidade ambiental,
apesar de tímido o seu desenvolvimento, já se dispõe dos pronunciamentos do Instituto dos
Auditores Independentes do Brasil (INSTITUTO DOS AUDITORES INDEPENDENTES
DO BRASIL, 2000) e do Conselho Federal de Contabilidade (CONSELHO FEDERAL DE
CONTABILIDADE, 2004).
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A Norma e Procedimento de Auditoria NPA 11 - Balanço e Ecologia, aprovada em
1996, objetivou estabelecer os liames entre a contabilidade e o meio ambiente, tendo em vista
que, como as demais ciências, incumbe-lhe, também, participar dos esforços em favor da
defesa e proteção contra a poluição e as agressões à vida humana e à natureza. Esta norma
caracteriza os ativos e os passivos ambientais, bem como a forma de apresentação e
evidenciação
nas
demonstrações
contábeis
(INSTITUTO
DOS
AUDITORES
INDEPENDENTES DO BRASIL, 2000).
O CFC, por intermédio da Resolução de nº 1.003/04 de 19 de agosto de 2004,
aprovou a Norma Brasileira de Contabilidade Técnica NBC T 15 - Informações de Natureza
Social e Ambiental, que está em vigor desde 1º de janeiro de 2006. Esta norma estabelece
alguns dos procedimentos para evidenciação de informações de natureza social e ambiental,
com objetivo de demonstrar à sociedade a participação e a responsabilidade socioambiental da
entidade (CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, 2004).
Essa Demonstração de Informações de Natureza Social Ambiental assume caráter
complementar às demonstrações contábeis e utiliza informações contábeis e não contábeis. A
responsabilidade técnica da sua elaboração é de um contador devidamente registrado no
Conselho Regional de Contabilidade – CRC e compartilhada com especialistas quando se
tratar de informações obtidas de fontes não contábeis (CONSELHO REGIONAL DE
CONTABILIDADE DO RIO GRANDE DO SUL, 2005).
Assim, para a elaboração dessa demonstração recorre-se a contabilidade, que por se
tratar de uma ciência, que tem por objeto o patrimônio e precisa registrar e prestar
informações de todos os fatos relativos ao meio ambiente, considerando que esse patrimônio é
de todas as pessoas, mencionam Costa e Marion (2007).
A contabilidade da gestão ambiental, por sua vez, tem como principal foco otimizar a
sua capacidade informativa e oferecer aos usuários internos e externos informações que sejam
úteis. Essas informações quando ausentes ou com inadequação do enfoque contábil às
questões ambientais torna inútil e dispensável a implementação da contabilidade ambiental,
considerando-se seu papel de transmitir com fidedignidade as informações geradas pela
empresa (FERREIRA, 2000).
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A contabilidade ambiental não é uma nova ciência, mas sim, uma segmentação
da tradicional já conhecida. Para Vellani e Ribeiro (2009) a contabilidade da gestão
ambiental “pode ser a responsável pela identificação, registro, acúmulo, controle,
mensuração e evidenciação do efeito financeiro - econômico dos gastos ambientais no
patrimônio e no resultado da empresa”.
Acrescenta-se que à contabilidade ambiental cabe identificar, mensurar e
esclarecer os eventos e transações econômico-financeiros que estejam relacionados
com a proteção, preservação e recuperação ambiental, ocorridos em um determinado
período, visando à evidenciação da situação patrimonial de uma entidade (PAIVA,
2003; RIBEIRO, 2006; COSTA, 2012).
Além disso, Tinoco e Kraemer (2011) argumentam que na contabilidade ambiental
tanto os gastos como as ações ambientais decorrem das atividades operacionais das empresas,
ao reconhecerem a existência de compromissos com o meio ambiente. Diante disso, as
empresas deverão conscientizar-se de que a contabilidade ambiental, por meio de suas
informações, lhes trará benefícios que corresponderão a uma melhoria empresarial,
confirmação de sua existência no mercado em um futuro bem próximo, devido às rápidas
mudanças que estão ocorrendo atualmente e com isso, as exigências aos dirigentes de
empresas cujas atividades estão diretamente ligadas ao meio ambiente, aumentarão cada vez
mais.
Já Costa (2012) defende que a contabilidade ambiental objetiva registrar as transações
da empresa que impactam o ecossistema e os seus efeitos na posição econômica e financeira
da empresa que reporta tais transações e deve assegurar que os custos, ativos e passivos
estejam contabilizados em conformidade com os princípios fundamentais da contabilidade.
A United Nations Environment Programme (2002) resumiu a situação da
contabilidade ambiental no mundo, ressaltando como pontos fracos: (a) falta de padrões
mundiais aplicáveis; (b) falha na implementação de temas de contabilidade ambiental para
pequenas e médias empresas; (c) falhas nas ligações dos contadores com outros profissionais
para desenvolver técnicas apropriadas de quantificação de custos ambientais; (d) falhas em
considerar a sustentabilidade ambiental como um tema estratégico que pudesse envolver o
mercado de capitais; e (d) falha no avanço em direção ao “bussiness case” da gestão
ambiental e da sustentabilidade.
Assim, na sequência, apresentam-se os aspectos conceituais dos gastos, das receitas,
das perdas, dos ativos e dos passivos ambientais. Essas definições serão abordadas nos
tópicos seguintes.
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2.2. Gastos ambientais
Tinoco e Kraemer (2011) relatam que gastos ambientais apresentam-se em muitas das
ações das empresas a todo o momento. Podem estar ocultos em etapas do processo produtivo
e nem sempre são facilmente identificáveis. Segundo Santos et. al. (2011), há também outros
tipos de gastos como, por exemplo, quando a empresa é autuada por danos ambientais, sendo
caracterizado como perda, gerando assim novos passivos.
O fato gerador do gasto ambiental, segundo Vellani e Ribeiro (2009, p. 192) está
“relacionado com a emissão de resíduos líquidos, gasosos e sólidos na concepção, fabricação,
distribuição, uso e descarte dos produtos e serviços ofertados pelas empresas”. Assim, a
empresa incorrerá em um gasto ambiental quando o fato gerador estiver relacionado a uma:
Obrigação legal, contratual, política, voluntária ou estratégica, se
compromete em implementar atividades que reduzam o consumo de
insumos; transformem esses resíduos em novos insumos; transformem
resíduos em novos produtos e serviços; reduzam a emissão de resíduos e
neutralizem o efeito tóxico desses resíduos (VELLANI; RIBEIRO, 2009, p.
192).
Pode-se dizer também que há outros gastos que, mesmo operacionais, podem se
classificar como ambientais, desde que tenham alguma relação entre a evolução da empresa e
o meio-ambiente e, consequentemente, com a sociedade, mesmo que de forma indireta. Por
exemplo, os gastos com pesquisas de novos produtos ou novas formas de produção, reduzindo
o consumo de insumos naturais esgotáveis e não esgotáveis, visando melhorias na qualidade
dos produtos (SANTOS et.al., 2011).
Inclui-se em gastos ambientais os custos e despesas ambientais, ou seja são gastos
aplicáveis no processo produtivo relativos às atividades ecológicas da empresa. Para Costa
(2012), consideram-se custos ambientais os gastos em função do processo de preservação
simultaneamente ao processo produtivo; e como despesas ambientais, aqueles incorridos sem
estar diretamente relacionados com o sistema produtivo da empresa, como por exemplo, os
gastos administrativos incorridos em função da causa ambiental e as taxas e emolumentos
decorrentes da legislação ambiental.
Ribeiro (2006) comenta que custos ambientais devem compreender todos aqueles
relacionados, direta ou indiretamente, com a proteção do meio ambiente. A mensuração dos
custos ambientais tem esbarrado nas limitações dos instrumentos da contabilidade, já que, pela
sua natureza, a maioria desses custos se enquadra na classificação de custos indiretos de
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fabricação, ou o consumo dos recursos ocorre concomitantemente ao processo produtivo
normal.
Já Tinoco e Kraemer (2011) relatam que os custos ambientais são subconjuntos de um
universo mais vasto de custos necessários a uma adequada tomada de decisão. Eles não são
custos distintos, mas fazem parte de um sistema integrado de fluxos materiais e monetários
que percorrem a empresa. Para o cálculo dos custos ambientais totais da empresa soma-se o
custo dos materiais desperdiçados, despesas de manutenção, de depreciação e do trabalho com
os custos de salvaguarda ambiental. Pereira (2011) afirma que custos ambientais presentes nas
empresas não se referem somente às indenizações pagas ou a pagar a terceiros que são
determinadas por cálculo exato ou estimativo, mas também os que estão relacionados com a
reposição dos recursos ambientais que foram afetados pelas atividades produtivas.
Segundo Ribeiro (2006) o reconhecimento dos custos ambientais pelas empresas é
realizado à medida que for beneficiando o exercício em curso, sendo descarregados contra o
resultado do exercício em que seu fato gerador ocorrer. Nesse sentido, Kraemer (2005) afirma
que os custos ambientais são identificados nos insumos que são requeridos para eliminar a
produção dos resíduos poluentes durante e após o processo produtivo. Por exemplo, os
produtos químicos que são utilizados para a purificação das águas residuais do processo de
tintura de tecidos. Também podem ter origem na depreciação dos equipamentos e máquinas
utilizados para controle e preservação do meio ambiente. Outra fonte de custos ambientais
pode ser a necessidade de tratamento e recuperação de áreas degradadas pela ação das
atividades da empresa.
No que se refere às despesas ambientais, Kraemer (2001, p. 26) descreve que “[...] são
os recursos consumidos, na forma de bens ou serviços necessários à produção de receitas em
um dado período, independente da forma ou momento do desembolso”. Segundo Tinoco e
Kraemer (2011) as despesas ambientais podem ser consideradas como os gastos relacionados
ao gerenciamento ambiental, incorridos na área administrativa como: recursos humanos, área
de compras, financeiro, ou seja, departamentos que desenvolvem atividades ligadas à proteção
do meio ambiente.
Já para Carvalho (2007), despesas ambientais são todos os gastos que a empresa tem
em relação ao meio ambiente e que não estejam diretamente ligados com a atividade
produtiva da entidade. A autora ainda reconhece como despesas (Carvalho, 2007, p. 33):
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Os gastos relacionados com as políticas internas de preservação ambiental,
como: folders, cartazes, cartilhas e outros; salários e encargos do pessoal
empregado na área de políticas de preservação ambiental; os gastos relacionados
com treinamento na área ambiental como: horas-aula do instrutor e aquisição de
material de expediente; aquisição de equipamentos de proteção ambiental;
despesa com compensação ambiental; despesa com recuperação ambiental e
danos ambientais; consultoria para elaboração de EIA/RIMA; despesas com
licenças ambientais; despesas com multas e indenizações ambientais.
As organizações necessitam identificar suas despesas ambientais, pois são informações
importantes aos gestores, no intuito de analisarem se existem valores relativamente altos e
estudar meios de redução dos mesmos. Esses gastos devem ser contabilizados como sendo
uma despesa do exercício em curso, quando utilizados pelas organizações no sentido de
preservação e recuperação ambiental.
Além dos gastos ambientais existem também as receitas ambientais, que será
embasada no próximo item.
2.3. Receitas ambientais
Segundo Favero et.al. (2011), as receitas representam a entrada de recursos para o
Ativo, sob forma de dinheiro, direitos a receber e outros, decorrentes da venda de
mercadorias, produtos ou serviços, em determinado período de tempo, provocando
consequentemente alterações no Ativo e Patrimônio Líquido das entidades. Já as receitas
ambientais segundo Eugénio (2002), citado por Tinoco e Kraemer (2011, p. 165), podem ser
de vários tipos, como:
•
diminuição de despesas: em prêmios de seguros, em manutenção, em segurança e
assistência médica e medicamentos a trabalhadores por diminuição de riscos;
•
melhor gestão de resíduos: economias no uso de materiais por reutilização e
reciclagem de resíduos, diminuição de custos de estocagem, redução de custos de
transporte;
•
redução de indenizações: por diminuição de riscos de contaminação, destruição
entre outros;
•
reduções de custos operacionais: menor consumo de matérias-primas, materiais de
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consumo e embalagens, água, combustíveis e energia;
•
aumento de vendas por melhoria da imagem pública: uso de ecoetiquetas,
ecoauditorias, logotipo, informação geral favorável;
•
recebimentos efetivos: por venda de estudos, diagnósticos, serviços de tratamento
de resíduos, tecnologias limpas, royalties, arrendamento de ativos ambientais,
subsídios, prêmios etc.
As receitas ambientais segundo Carvalho (2007) são, por exemplo, provenientes de
recursos oriundos da empresa, oriundos da venda de seus subprodutos ou de materiais
reciclados, que podem ser comercializados como matéria-prima para outras atividades e/ou
reutilizados na entidade no seu processo produtivo.
Como exemplo de geração de receitas provenientes da efetiva gestão ambiental, Paiva
(2001) relata que a Riberball, empresa fabricante de balões para festas, situada em Ribeirão
Preto – SP, gera aproximadamente 6 toneladas de resíduos de borracha ao mês, sem local
apropriado para depósito. Com novos investimentos, passou a incinerar os resíduos, gerando
um subproduto rico em cálcio, indicado na correção da acidez de solos. Com base no
investimento em ativos ambientais, transformou seu maior problema em nova oportunidade
de negócio, pois eliminou a geração de resíduos poluentes e passou a gerar um subproduto
que terá comercialização no mercado, além de prestar serviços de incineração a terceiros.
Como resultado, há redução nos gastos pela eliminação dos resíduos e aumento das futuras
entradas de caixa com a venda do subproduto, além da receita com a prestação de serviços a
terceiros pela incineração de resíduos.
Cabe destacar o crescente faturamento e a lucratividade oriundos desse verdadeiro
econegócio. É a transformação de riscos e custos de disposição adequada em lucro certo e
ecologicamente correto e controlado. Isto chama a atenção para o fato de que as receitas
ambientais têm aberto novas linhas de produção em mercados considerados verdes onde a
valorização e o respeito ao meio ambiente estão presentes.
Após a definição das receitas ambientais têm-se as perdas ambientais no tópico
seguinte.
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2.4 Perdas Ambientais
As perdas ambientais podem ser definidas segundo Carvalho, Matos e Moraes (2000)
como os recursos empregados sem benefício algum. Podem ser as multas punitivas devido à
inadequação à legislação vigente e também aos recursos despendidos na recuperação de áreas
degradadas pelos resíduos e efluentes provenientes da atividade da empresa.
Para Ribeiro (2006) as perdas ambientais são gastos que não proporcionam benefícios
para a empresa. Podem ser classificadas como normais ou anormais. Normais são aquelas
previsíveis e de montantes previamente definidos como aceitáveis. Já as anormais são as
inesperadas e de volume relevante. O mesmo autor cita alguns exemplos claros de perdas
ambientais: multas ou penalidades por inadequação das atividades à legislação; restauração de
áreas contaminadas (próprias ou de terceiros); e complemento da estimativa dos custos de
recuperação relacionados a atividades de períodos anteriores.
Neste tópico abordou-se as perdas ambientais como um recurso empregado sem
benefício algum e no próximo item será abordado o ativo e passivo ambiental.
2.5. Ativo e passivo ambiental
Os ativos ambientais são os bens adquiridos para controle, preservação e recuperação
do meio ambiente. Para determinar qual é o ativo ambiental relevante de uma empresa é
necessária a cooperação do gerente ambiental e a do contador, para a distinção dos ativos
operacionais e dos ambientais, conforme consta em Organização das Nações Unidas (2001).
Ativos ambientais, conforme afirma Ribeiro (2006), são constituídos por todos os bens
e direitos possuídos pelas empresas, que tenham capacidade de geração de benefício
econômico em períodos futuros e que visem à preservação, proteção e recuperação ambiental.
Tinoco e Kraemer (2011) definem ativos ambientais como bens adquiridos pela companhia
que tem como finalidade controle, preservação e recuperação do meio ambiente. As
características dos ativos ambientais são diferentes de uma organização para outra, pois a
diferença entre os vários processos operacionais das distintas atividades econômicas deve
compreender todos os bens utilizados no processo de proteção, controle, conservação e
preservação do meio ambiente.
Para Martins, Belo e Oliveira (2005) o ativo ambiental representa os estoques dos
insumos utilizados no processo de eliminação ou redução dos resíduos poluentes; os
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investimentos em máquinas, equipamentos, instalações adquiridas para amenizar os impactos
causados ao meio ambiente; os gastos com pesquisa visando o desenvolvimento de
tecnologias modernas de médio e longo prazo, desde que constituam benefícios ou ações que
vão refletir nos exercícios futuros.
Os conceitos apresentados vão ao encontro do que é preconizado pelo IBRACON que
determina, na NPA 11, que os ativos ambientais devem ser apresentados nos demonstrações
contábeis, sob títulos e subtítulos específicos. Esta determinação reforça o entendimento de
que as empresas têm de reestruturar seu plano de contas para melhor evidenciar suas
transações com o meio ecológico, para proporcionar maior transparência aos usuários
(INSTITUTO DOS AUDITORES INDEPENDENTES DO BRASIL, 2000).
Já os passivos são exigibilidades e obrigações para com terceiros, que terão seus
registros obedecendo ao princípio contábil da competência de exercícios, mesmo que não haja
uma documentação comprobatória. Contudo, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas
Contábeis, Atuariais e Financeiras - FIPECAFI (2010), esses passivos já incorreram, são
conhecidos, calculáveis e, portanto deverão ser registrados por meio de uma provisão.
Segundo a Environmental Protection Agency (2000), é neste conceito que emerge a
definição do passivo ambiental como o dispêndio monetário que objetiva reparar danos
causados pela degradação do meio ambiente, resultante das atividades da empresa, além dos
dispêndios decorrentes de ações preventivas.
Dessa mesma forma Maimon (1999) acredita que a mensuração do passivo ambiental
passa por uma auditoria especializada que faz a avaliação da área contaminada para que as
soluções sejam valorizadas monetariamente. Este passivo ser classificado em três categorias:
•
primeira: as multas, taxas e impostos a serem pagos por causa da inobservância de
requisitos legais;
•
segunda: os custos de implantação de procedimentos e tecnologias que
possibilitam o atendimento às não conformidades;
•
terceira: os dispêndios necessários à recuperação da área degradada e indenização
à população afetada.
Na visão de Ribeiro e Gratão (2000) esses passivos ambientais ficaram amplamente
conhecidos pela sua conotação negativa, ou seja, as empresas que os possuem agrediram
significativamente o meio ambiente e, desta forma, devem incorrer no pagamento de vultosas
quantias a título de indenização ou multas para a recuperação de áreas danificadas. Hoje, a
identificação do passivo ambiental está sendo muito utilizada em avaliações para negociações
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de empresas e em privatizações, pois a responsabilidade e a obrigação da restauração
ambiental podem recair sobre os novos proprietários. Ele funciona como um elemento de
decisão no sentido de identificar, avaliar e quantificar posições, custos e gastos ambientais
potenciais que precisam ser atendidos a curto, médio e a longo prazo, assegura Leonardo
(2009).
Já a NPA 11 – Balanço e Ecologia, conceitua o passivo ambiental como “toda
agressão que se praticou/pratica contra o meio ambiente e consiste no valor dos investimentos
necessários para reabilitá-lo, bem como em multas e indenizações em potencial”. Além disso,
a norma estabelece que as empresas que não reconhecem os potenciais encargos do passivo
ambiental estão apurando custos e lucros irreais (INSTITUTO DOS AUDITORES
INDEPENDENTES DO BRASIL, 2000).
O termo passivo ambiental quer se referir aos benefícios econômicos ou aos resultados
que serão sacrificados em razão da necessidade de preservar, proteger e recuperar o meio
ambiente, de modo a permitir a compatibilidade entre este e o desenvolvimento econômico,
ou em decorrência de uma conduta inadequada em relação a estas questões (RIBEIRO, 2006).
Os passivos ambientais podem ter como origem, conforme Ribeiro e Lisboa (2000),
qualquer evento ou transação que reflita a interação da empresa com o meio ecológico, cujo
sacrifício de recursos econômicos se dará no futuro. Segundo Tinoco e Kraemer (2011) um
passivo deve ser reconhecido quando existe uma obrigação por parte da empresa que incorreu
em um custo ambiental ainda não desembolsado, desde que atenda ao critério de
reconhecimento como uma obrigação. Esse tipo de passivo é definido como uma obrigação
presente da empresa, decorrente de eventos passados.
Após a apresentação da base teórica subjacente a esta pesquisa, discute-se na próxima
seção os aspectos metodológicos seguidos na realização do estudo.
3. Metodologia
O método é o caminho que a pesquisa irá seguir para realização de seu
desenvolvimento de forma a alcançar os objetivos. Gil (2008, p. 17) discorre que “o método é
o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos
problemas que são propostos.” O método é solicitado quando não há informação suficiente
para responder ao problema, ou no caso de a informação disponível não se encontrar de forma
ordenada e consequentemente não poder ser relacionada de forma adequada ao problema.
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Para tanto, a presente seção visa evidenciar quais os procedimentos metodológicos adotados
com vistas a deixar claro como a pesquisa foi elaborada.
Na definição do tipo de pesquisa quanto aos objetivos busca-se conhecer com maior
profundidade o assunto, de modo a torná-lo mais claro. Portanto, a presente pesquisa
classifica-se como exploratória, pois segundo Beuren (2006) esse tipo de pesquisa é utilizada
quando há pouco conhecimento sobre o tema a ser abordado. Logo, a pesquisa foi realizada
com base em dados disponíveis a partir de fatos reais sobre o meio ambiente e foram
estudados custos e despesas ambientais com a finalidade de relatar-se qual o impacto
financeiro da adoção de práticas de sustentabilidade ambiental no patrimônio da empresa do
ramo sucroalcooleiro.
Na definição do tipo de pesquisa quanto à natureza do problema o estudo classifica-se
como pesquisa aplicada. Segundo Diehl e Tatim (2006) pesquisa aplicada é dificilmente
utilizada num projeto de prática profissional, que em geral se atém a problemas específicos de
organizações. Assim, este trabalho abordou a pesquisa aplicada pelo fato de fundamentar-se
em um conhecimento já existente e gerar conhecimento para a aplicação prática, ou seja,
aplicação dos conhecimentos para solução do problema de sustentabilidade ambiental.
Na definição do tipo de pesquisa quanto à abordagem do problema o estudo classificase como pesquisa qualitativa. Esse tipo de pesquisa pode ser definida como sendo a descrição
da complexidade de determinado problema, analisando a interação de certas variáveis,
compreender e classificar processos dinâmicos vividos por grupos sociais (Richardson, 1999
p.80) apud Beuren (2006, p.91). Assim, para atingir os objetivos propostos foi realizada uma
abordagem qualitativa, pois a pesquisa propiciou um estudo que buscou a evidenciação do
impacto financeiro na empresa, com base em análises e interpretações dos dados da empresa.
Na definição do tipo de pesquisa quanto aos procedimentos técnicos o estudo
enquadrou-se como: bibliográfica, pois em sua fase inicial foi preciso ter embasamento
teórico; documental, porque necessitou de documentos da empresa; e estudo de caso, pelo fato
de estar concentrado no estudo de uma empresa do setor sucroalcooleiro.
Quanto ao método de abordagem esta pesquisa abordou a tipologia do método
dedutivo, que, segundo Gil (2008, p. 30) sustenta a idéia de que é quando os conhecimentos
disponíveis sobre determinado assunto são insuficientes para a explicação de um fenômeno e
assim surge um problema. Para tanto, esta pesquisa partiu da análise geral dos números
contidos nos documentos da empresa para apurar os custos ambientais relativos à empresa
analisada.
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A coleta dos dados foi realizada por meio de dois questionários aplicados em
setembro de 2011. O primeiro questionário foi composto por 19 questões que buscaram saber
como a empresa trata o meio ambiente, qual sua política de gestão do meio ambiente, como
ocorre o tratamento dos impactos ambientais gerados pela Empresa, entre outros. E o
segundo questionário é formado por 12 questões relacionadas aos gastos ambientais da
empresa com o meio ambiente. Foram realizadas visitas à empresa e os questionários foram
respondidos pelo assistente de auditoria da Empresa.
4. Análise e interpretação dos resultados
4.1. Um breve histórico da empresa
A empresa analisada é uma empresa de capital fechado que atua no setor
sucroenergético brasileiro, fundada em 19 de Junho de 1961 e com foco na produção de
açúcar, geração de energia renovável e produção de etanol, segundo os dados reportados da
empresa.
A atuação da empresa analisada está pautada, desde sua concepção, por princípios que
sustentam uma cultura organizacional dirigida ao respeito dos direitos humanos, a
responsabilidade socioambiental, ao estrito cumprimento de normas e regulamentos e a
promoção do desenvolvimento sustentável por meio de seus serviços, processos e produtos.
A empresa tem como principais produtos o açúcar, o etanol e a bioenergia e como
subprodutos o bagaço de cana-de-açúcar e creme de levedura.
Existe uma expectativa da sociedade em conhecer o desempenho ambiental das
empresas. Nesse sentido, os gestores já perceberam a necessidade de expandir o atendimento
à demanda de informação ambiental e gradativamente tem reagido a essas pressões e optado
por divulgar na forma de relatórios ou cartilhas as suas práticas que visam minimizar os
impactos no meio ambiente.
Na empresa a divulgação dessas informações se faz na forma de Cartilha de
Governança Corporativa. Nela divulga-se que as ações são dirigidas, monitoradas e
incentivadas visando promover a interação entre os Sócios, o Conselho Administrativo, as
Diretorias e demais órgãos de controle da empresa. Tem em sua governança corporativa uma
atuação proativa e equilibrada em relação às dimensões social, ambiental e econômica, como
também em seu relacionamento com o mercado.
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Na cartilha de governança corporativa da empresa encontrou-se uma política que
define as premissas e diretrizes gerais que deverão nortear os elementos estratégicos
relacionados com a Qualidade, Segurança, Saúde no Trabalho e Meio Ambiente - QSSMA,
elementos estes pautados em uma visão de futuro e fundamentados em uma cultura de
inovação.
4.2. Gestão ambiental da empresa
Um dos itens contemplados no SGA – Sistema de gerenciamento ambiental da
empresa pesquisada visa implementar programas de gerenciamento de resíduos gerados pelas
dependências e processos industriais a fim de minimizar a sua descarga no meio ambiente e
atender às legislações vigentes. Quando a empresa gerencia seus resíduos começa a obter
economia de matéria-prima e, portanto, de recursos naturais.
Na Figura 2, nota-se na estrutura administrativa da empresa um comitê ambiental que
se propõe a assegurar uma gestão profissionalizada e que possa de maneira adequada
desenvolver os princípios e práticas de governança corporativa.
A política de sustentabilidade da empresa tem como objetivo a construção de uma
cultura organizacional atenta à geração de oportunidades e à disseminação de conceitos chave
que suportam a estratégia da empresa para o desenvolvimento sustentável. Tal política possui
como premissas: (a) promover a melhoria contínua das práticas de governança; (b) disseminar
os conceitos da sustentabilidade; (c) alavancar o tema no negócio com o comprometimento da
alta direção; (d) aplicar de forma eficaz os valores e princípios estabelecidos; (e) minimizar os
impactos ambientais e promover o uso sustentável dos recursos naturais; (f) apoiar ações que
contribuam para a melhoria das comunidades do entorno; (g) contribuir para o
desenvolvimento do bem comum e erradicação do trabalho forçado, infantil e degradante; e
(h) atender aos requisitos legais e regulamentos.
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Figura 1: Governança para sustentabilidade.
Fonte: Adaptada da empresa analisada, 2011
Segundo informações obtidas junto a empresa, o programa de gerenciamento de
resíduos está em conformidade com as exigências de licenciamento ambiental para produtos e
processos. A empresa revelou ainda que além de prever a minimização dos resíduos gerados,
tanto no setor fabril como administrativo, incentiva a coleta seletiva e monitora os resultados
por meio de indicadores ambientais.
4.3. Análise dos dados
A aplicação dos questionários revelou que a empresa, em seu processo produtivo,
impacta o meio ambiente sendo que os principais impactos gerados são os seguintes: emissões
atmosféricas, efluentes líquidos, produtos perigosos, higiene industrial, proteção e restauração
de áreas de preservação permanente e reserva legal.
Sobre os impactos causados, a empresa informou que possui um programa de gerenciamento
de resíduos, no qual todos os resíduos gerados são gerenciados e contemplados nos planos de
gerenciamento de resíduos sólidos. Já os efluentes líquidos originários do processo produtivo
são reutilizados.
Com relação à política de meio ambiente pode-se observar os seguintes aspectos
segundo questionário aplicado: (a) a empresa possui uma política de meio ambiente
claramente definida além de assinalar que tem comprometimento com o meio ambiente e
atende às exigências ambientais legais; (b) recicla e efetua a venda de produto decorrentes da
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reciclagem; (c) apresenta métodos de identificação e de priorização dos aspectos ambientais
considerados significantes; e (d) a divulgação da política de meio ambiente e mudanças no
processo produtivo estão em fase de implementação.
A pesquisa procurou identificar também quais os aspectos ambientais que estão
presentes na política de meio ambiente. São eles: (a) influência da política ambiental no
processo de fabricação, manutenção e nas emissões; (b) influência da política ambiental no
projeto de produtos e processos, (c) monitoramento e mensuração das emissões; (d) redução
do uso e emissão de substâncias tóxicas; (e) prioridade a saúde e segurança dos empregados,
consumidores e comunidade; (f) treinamento ambiental dos empregados; e (g) busca da
melhoria ambiental contínua. A redução, reuso e reciclagem de materiais e a contabilidade
dos custos ambientais foram os aspectos que a empresa analisada respondeu que estão em fase
de estudo para implementação no futuro e a recuperação de produtos e embalagens após o uso
não está prevista na sua política de meio ambiente. Na sequência apresentam-se os resultados
das respostas obtidas com aplicação dos questionários para identificação dos custos
ambientais gerados pela empresa. Foi verificado que os gastos para o controle dos impactos
ambientais apresentados pela empresa representam 3% sobre a receita líquida da mesma.
Quadro 1: Gastos de natureza ambiental e seus respectivos valores. Fonte: realizado
pelos autores.
Gastos ambientais
Possui na empresa
Valor R$
Representatividade %
Mão-de-obra
Tecnologia
X
1,04
Equipamentos
Multas
Efluentes líquidos
Tratamento de resíduos
Produtos perigosos
Controle das emissões
atmosféricas
Higiene industrial
X
100.000,00/ano
Orçamento agrupado com
Equipamentos
5.000.000,00/ano
52,21
X
X
X
15.000,00/ano
20.000,00/ano
5.000,00/ano
0,16
0,21
0,05
X
70.000,00/ano
0,73
X
50.000,00/ano
0,52
X
157.000,00/ano
1,64
X
25.000,00/ano
0,26
X
4.000.000,00/ano
41,77
X
50.000,00*
0,52
X
X
74.000,00/ano
10.000,00/ano
Não há está informação
segmentada
9.576.000,00
0,77
0,10
Indenização
Amortização/Depreciação
Gastos com reciclagem
Auditoria ambiental
Proteção e Restauração de Áreas
de Preservação Permanente e
Reserva Legal
Impermeabilização de
Reservatórios de Vinhaça
Adicional de Insalubridade
Dejetos
Encargos financeiros
TOTAL
X
X
100%
* Este investimento, reflete um projeto de adequação, não sendo permanente para todos os anos.
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O quadro 1 apresenta os gastos resultantes do investimento realizado pela Empresa
analisada para controle dos impactos ambientais.
A literatura mostra que dependendo da estrutura de gastos ambientais das empresas,
eles podem afetar a rentabilidade, pois podem representar uma fatia relevante dos gastos
operacionais. No caso desta pesquisa, o Quadro 1 mostra que na empresa em estudo os gastos
ambientais aparecem como equipamentos, tecnologia, proteção e restauração de áreas de
preservação permanente e reserva legal, mão de obra e amortização/depreciação dos
equipamentos. Porém, entre os gastos mais representativos da área ambiental estão os
investimentos realizados em equipamentos (52,21%) seguido dos gastos com a proteção e
restauração de áreas de preservação permanente e reserva legal que representam 41,77% do
total de gastos relativos ao meio ambiente.
No que tange a relevância dos gastos informados a empresa afirmou que os investimentos
ocorreram no ano de 2010 para adequação às normas legais e modernização do parque
industrial. Além disso, a empresa confirmou que o gasto com a impermeabilização de
reservatórios de vinhaça é um investimento de adequação, não sendo apresentado em todos os
anos.
Constatou-se ainda que gastos como multas, indenizações e gastos com reciclagem não foram
mencionados. Disto, pode-se inferir que: (a) a empresa não incorreu nesta categoria de gastos
por cumprir com o que é exigido legalmente sobre meio ambiente; (b) ou não tem controle
sobre essas informações; e (c) ou ainda, não quis externalizar essa informação.
A empresa revelou que obteve benefícios financeiros após a implantação do SGA, visto que, a
gestão ambiental além de proporcionar outra visão em relação aos subprodutos e resíduos
reutilizáveis, leva os gestores ao monitoramento constante. Contudo a Empresa afirmou que
preocupa-se com a conformidade legal para evitar multas e passivos ambientais. Cabe
salientar que o SGA é a ferramenta poderosa para detectar os impactos, minimizá-los e
valorá-los. É indispensável a interação dos sistemas de gerenciamento ambiental e de gestão
de custos, dado que o primeiro consome recursos e o segundo trata dos recursos consumidos
pela empresa.
No questionário aplicado a empresa revelou que os investimentos da área ambiental totalizam
de 6 a 9,9% dos investimentos totais da empresa e os custos ambientais representam mais de
10 % dos custos operacionais totais. Tanto os investimentos como os custos ambientais
gerados pelo processo produtivo da Empresa analisada estão contabilizados nas
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demonstrações contábeis. Contudo, esses valores são contabilizados junto com os demais
investimentos e custos operacionais. Isto pode ser observado pela cartilha de governança
disponibilizada à sociedade. A Empresa ainda não criou contas ambientais específicas para
registrar os fatos ambientais conforme proposto no ítem 2 deste trabalho. Diante disto a
sociedade não tem acesso aos gastos de natureza ambiental seja na forma da recuperação, ou
da preservação do meio ambiente.
No entanto, a empresa afirma que a apresentação das informações de natureza ambiental nas
demonstrações contábeis daria maior transparência às suas atitudes quanto a sua
responsabilidade social perante os usuários e informa que a apresentação do balanço social é
um projeto que se encontra em fase de implementação.
5. Considerações Finais
Durante séculos as empresas tem deixado sequelas no meio ambiente e
invariavelmente a toda sociedade. Desse modo, as empresas vêm sofrendo pressões para que
executem suas atividades de forma ambientalmente responsável, visando o desenvolvimento
sustentável, principalmente aquelas com maior probabilidade de gerar impactos negativos ao
meio ambiente ou com projeção mundial como é o caso da atividade de uma empresa de
açúcar e álcool.
No decorrer deste trabalho, confirmou-se que a empresa sucroalcooleira é uma grande
geradora de resíduos e de impactos ambientais. Diante disto, buscou-se identificar os
principais impactos ambientais provocados pelas suas atividades, as formas de gestão dos
mesmos assim como os gastos e os investimentos realizados para controle dos impactos
gerados.
Os questionários aplicados na empresa permitiram identificar suas práticas adotadas
pela para gerenciamento de seu processo produtivo. Dentre as práticas apresentadas na
política de QSSMA (qualidade, segurança, saúde no trabalho e meio ambiente) que é o
sistema de gestão ambiental da empresa, destacam-se: (a) promover a melhoria contínua das
práticas de governança; (b) disseminar os conceitos da sustentabilidade; (c) alavancar o tema
no negócio com o comprometimento da alta direção; (d) aplicar de forma eficaz os valores e
princípios estabelecidos; (e) minimizar qualquer impacto ambiental e promover o uso
sustentável dos recursos naturais; (f) apoiar ações e programas que contribuam para a
melhoria das comunidades do entorno; (g) contribuir para o desenvolvimento do bem comum
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e erradicação do trabalho forçado, infantil e degradante; e (h) atender aos requisitos legais e
regulamentos.
A definição das bases teóricas sobre contabilidade ambiental apresentado na pesquisa
procurou evidenciar como as empresas podem ser sustentáveis em seus empreendimentos e
como podem cuidar do meio ambiente. Também foi destacada a importância da contabilidade
ambiental, pois com ela a empresa pôde obter benefícios por ter investido para o controle dos
impactos ambientais, conquistando assim reconhecimento da sociedade e avaliando as
agressões ao meio ambiente.
Constatou-se que a empresa ainda não incorporou na sua política ambiental a prática
da evidenciação uma vez que nem mesmo o balanço social é divulgado aos usuários. Ou seja,
a sociedade não pode acompanhar e nem mesmo saber quais ações estão sendo feitas para
amenizar os graves impactos que essa atividade provoca no meio ambiente. Contudo, as
práticas ambientais adotadas pela empresa são publicadas por meio de cartilhas. No entanto,
ressalta-se porém que não existe rigor na periodicidade e frequência dessa publicação.
Ademais, não existe ainda uma separação dos custos operacionais dos custos
ambientais. A empresa planeja que este quadro seja avançado para que se tenha conhecimento
dos valores gastos apenas com a preservação e manutenção do meio ambiente. Dessa forma,
com base em cartilha de governança da empresa, notou-se que os gastos classificados como
ambientais não aparecem nas demonstrações contábeis com essa denominação. Esses gastos
são somados aos operacionais e colocados na sua totalidade. Isto chama a atenção para o fato
de que os conceitos dos elementos do patrimônio referenciados na revisão teórica e
defendidos pelos estudiosos da área não se configuram na empresa analisada. Disto conclui-se
que ainda há um longo caminho a percorrer para que as indústrias incorporem a variável
ambiental não apenas no seu processo produtivo, mas durante todo ciclo de vida.
Neste trabalho o objetivo de identificar quais são os gastos ambientais e qual a
representatividade deles em relação aos demais gastos de uma empresa que atua no ramo
sucroalcooleiro foi atingido. Os gastos ambientais apontados pela empresa, conforme
apresentado na seção quatro, são: mão-de-obra, tecnologia, equipamentos, efluentes líquidos,
tratamento de resíduos, produtos perigosos (contenção e/ou manutenção no armazenamento),
controle das emissões atmosféricas, higiene industrial, amortização/depreciação, auditoria
ambiental, proteção e restauração de áreas de preservação permanente e reserva legal,
impermeabilização de reservatórios de vinhaça, dejetos e encargos financeiros.
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Pode-se concluir que os custos ambientais correspondem a 10% dos custos
operacionais totais. Uma empresa de cana de açúcar e etanol, dado o teor contaminante dos
seus resíduos, não pode descuidar-se jamais do tratamento adequado.
6. Referências Bibliográficas
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www.custoseagronegocioonline.com.br
ISSN 1808-2882
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