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yoko ono a malvada do rock - Portal PUC

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yoko ono a malvada do rock - Portal PUC
Yoko Ono:
a malvada do rock?
C
Luiz Felipe Carneiro e Bruno Uchôa
ulpada ou inocente? Quase
40 anos após a separação
da banda de rock mais importante da história, o veredito ainda é incerto. Afinal, Yoko
Ono, cujo nome significa “criança
positiva”, foi a responsável pelo
término dos Beatles? Fãs e estudio-
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sos do quarteto de Liverpool ainda
não chegaram a uma conclusão.
Teria Yoko Ono tanta força assim
para mexer com a cabeça de Lennon e causar a separação de John
Lennon, Paul McCartney, George
Harrison e Ringo Starr?
O “beatlemaníaco” Marcelo
Fróes, co-autor do livro Os anos da
beatlemania e produtor de diversas coletâneas com músicas dos
Beatles para o mercado nacional,
inclusive a recente trilogia de CDs
com regravações do repertório da
banda em 1968, não acredita em
uma interferência: “A influência
de Yoko foi a mesma que qualquer mulher exerce sobre um namorado de 28 anos que seja um
‘bandleader’ de ego inflado. Toda
questão relativa à separação dos
Beatles envolve drogas, negócios e
vaidade, e se houve influência de
Yoko sobre John, nesta época, certamente foi no sentido de apurar
sua inteligência na criatividade.
Ela, como Linda McCartney talvez tenha feito de mesma forma
com Paul, deve ter alfinetado as
picuinhas entre os dois líderes da
banda”.
Mais “onomaníaco” do que “beatlemaníaco”, o músico Johann
Heyss, colecionador da obra da viúva de Lennon e frequentador de
seus concertos e exposições de artes plásticas, entende que Yoko foi
decisiva. “A influência de Yoko foi
sem dúvida fundamental, pois, de
acordo com o John, ela o ajudava
a ser ele mesmo. E em termos musicais e artísticos a influência dela
era indiscutível. Músicas como
Cold Turkey não são apenas inspiradas por ela como mulher, mas a
técnica vocal de John pegou muito emprestado do jeito radical de
cantar da Yoko. John ficou muito
mais interessante como artista e
como homem depois de se juntar
a Yoko”, disse.
Os próprios integrantes dos
Beatles nunca deixaram muito
claro até que ponto a influência
de Yoko Ono sobre John Lennon
foi a responsável pela separação
da banda. No projeto Anthology,
que envolveu livro, vídeo (já editado em DVD), bem como uma
coleção de três CDs duplos, Paul
Janeiro / Junho 2009
Reprodução DVD Anthology
McCartney, chegou a comentar,
ainda que de forma superficial,
o papel de Yoko. “Quando o John
se amarrou tão intensamente na
Yoko, ficou óbvio que era um ponto sem volta. Sempre achei que
ele tinha que se desligar da gente
para dar atenção suficiente a ela”,
revelou o baixista.
O próprio John Lennon reconheceu que Yoko acabou fazendo com
que ele se afastasse de seus companheiros de banda. A revelação
está na recém publicada biografia
John Lennon – A vida, do escritor
Philip Norman. “Quando conheci Yoko foi como quando a gente
encontra sua primeira mulher e
abandona os caras do bar e deixa
de lado o futebol, e não vai mais
jogar sinuca ou bilhar. Assim que
encontrei a mulher, os rapazes
perderam todo o interesse, a não
ser o fato de serem velhos amigos... É por aí. Minha velha turma
acabou no momento em que a conheci. Assim que a encontrei, foi
o fim dos rapazes. Mas acontece
que os rapazes eram muito conhecidos, não eram apenas os caras
do bar.”
Na mesma biografia, Yoko Ono
revelou que John Lennon queria
que ela fizesse parte dos Beatles.
“Ele me queria como parte do grupo. Como havia criado o grupo
achava que os outros deveriam
aceitar aquilo. Eu não queria particularmente ser parte deles. Mas,
àquela altura, ele já havia afasta-
Paul McCartney e John Lennon durante os ensaios no Twickenham Studios
do da minha vida a maioria dos
meus amigos da vanguarda e eu
não tinha mais ninguém com
quem fazer música. Eu não sabia
como iria me encaixar, mas John
estava convencido de que era possível. Ele achava que os outros Beatles concordariam com aquilo:
estava tentando me persuadir”,
afirmou.
Tensão e “climão”
O auge de toda a tensão entre
John Lennon, Paul McCartney,
George Harrison e Ringo Starr
aconteceu durante os históricos
ensaios no Twickenham Studios,
em Londres, no ano de 1969, du-
George Harrison chegou até mesmo a
apanhar de John Lennon por conta das
divergências quanto à presença
de Yoko Ono no estúdio
Vilões e Vilanias
rante o projeto Get Back. E como
uma imagem vale mais do que
mil palavras, chega a ser impressionante a presença de Yoko Ono
entre os quatro integrantes dos
Beatles. Um desavisado não teria dúvidas em afirmar que, naquele momento, os Beatles eram
um quinteto. Além da presença
de Yoko, os integrantes da banda
discutiram o tempo todo. No DVD
Anthology, George Harrison diz,
sem mencionar o nome de Yoko,
que aquele foi o “inverno do descontentamento”.
O biógrafo dos Beatles, Bob
Spitz, em seu livro The Beatles – A
biografia, falou com detalhes sobre
esse “climão” dentro do estúdio.
“A interferência de Yoko continuava a piorar a situação. Mais do
que nunca, segundo George, ela
emanava ‘vibrações negativas’.
Entre a gravação de uma música
e outra, John ficava cochichando
com Yoko e perdia o momento em
que devia entrar em uma música;
com frequência também chegava
atrasado às sessões e se recusava a
pedir desculpas por essa atitude.”
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O pesquisador musical Ricardo
Pugialli deu maiores detalhes da
tensão, em seu livro Beatlemania:
“No dia 13 apenas Ringo e Paul
estavam em Twickenham, e a conversa girou em torno de Yoko e os
danos causados por ela em John e
no grupo. Não havia briga entre
Paul e George, apenas divergência
de opinião. O medo de todos era
que, se proibissem a presença dela
nos ensaios, John simplesmente
saísse do grupo.”
Nesse período em estúdio, George Harrison chegou até mesmo
a apanhar de John Lennon por
conta das divergências quanto à
presença de Yoko Ono no estúdio.
Quem fez a revelação foi o produtor George Martin: “Quando
chegou a hora de ensaiar para o
projeto Get Back, o conceito era o
de um retorno às origens, com a
banda tocando ao vivo. Ensaiavam das oito da manhã às cinco
da tarde todo dia, e a presença de
Yoko incomodou principalmente a George Harrison, que, depois
de uma discussão com Paul McCartney, documentada no filme
Let It Be, acabou reclamando com
John Lennon da presença de sua
namorada. E, diante da tensão e
das palavras fortes, acabou sendo
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esbofeteado por Lennon. Durante
anos esse incidente foi um tabu.
George Harrison chegou a abandonar o estúdio e ‘saiu dos Beatles’
por uma semana, período durante
o qual a banda ficou sem ter muito o que fazer no estúdio e chegou
a rolar uma jam de Paul, John e
Ringo com Yoko”, revelou Fróes.
Por outro lado, Johann Heyss,
músico e apaixonado pela banda
de Liverpool, acha que a culpa de
tanta tensão foi do próprio John
Lennon, que tentou inserir Yoko
no seio dos Beatles: “Para ela, os
Beatles eram ‘apenas’ uma banda.
Ela vinha de um meio totalmente
diferente no qual o rock não tinha
tanta importância. Enfim, acho
que a Yoko foi um problema ‘menor’, eles já estavam descontentes uns com os outros, e John já
queria sair antes da banda, mas
com a Yoko encontrou forças para
isto”, afirmou.
Ainda em Twickenham, mas essa
não foi a primeira vez que os três
integrantes se sentiram incomodados com a presença da esposa
de Lennon. Durante as gravações
para o disco The Beatles (também
conhecido como The White Album),
Yoko Ono já não era bem vista por
Paul, George e Ringo.
A biografia de Bob Spitz conta
detalhes de toda a confusão e malestar que reinou nas gravações,
que aconteceram em 1968: “A
cada intervalo da gravação, Yoko
Ono se sentava ‘perversamente’
ao lado de John. ‘Era muito chocante’, resmunga Alan Brown, engenheiro técnico que começara a
trabalhar em Abbey Road poucas
semanas antes. Embora relativamente novo no pedaço, ele conhecia a regra de ouro: estranhos
não deveriam entrar no estúdio
quando os Beatles estivessem gravando. E agora, de repente, Yoko
se instalara no santuário. ‘Ela foi
entrando’, pura e simplesmente,
segundo George, que não gostou
nada daquilo.”
Segundo Spitz, que chega a afirmar que “Paul, George e Ringo detestavam cordialmente a intrusão
de Yoko”, a presença da esposa
de Lennon irritava bastante aos
demais integrantes do quarteto.
“Sempre que entrava pela porta
do estúdio, Yoko se sentia cada vez
mais no direito de estar lá e dar
palpites sobre a qualidade da música. E esses palpites, dados com
petulância e auto-suficiência, irritavam como unhas afiadas a arranhar um quadro-negro.”
E certamente irritou ainda mais
quando Yoko Ono, grávida, após
um acidente automobilístico, se
mudou para o estúdio, chegando
a levar uma cama. “Yoko estava
grávida de novo, com ordens estritas do médico para permanecer na
cama enquanto se recuperava do
acidente de carro. Num gesto tipicamente agressivo, ela solicitou à
Harrods que entregasse uma cama
de casal no estúdio e orientou um
eletricista da EMI a colocar um
microfone acima de sua cabeça, a
fim de que ela pudesse fazer seus
comentários diretamente para o
grupo.” Registre-se que, além dos
“comentários”, Yoko chegou a ser
Janeiro / Junho 2009
Arquivo Pessoal de Marcelo Fróes
O produtor George
Martin ao lado do
“beatlemaníaco”
Marcelo Fróes
uma quinta integrante da banda,
pelo menos em uma música do
The White Album. São delas o teclado mellotron e os vocais de um verso inteiro da canção The Continuing
Story Of Bungalow Bill.
Lennon grava com Yoko
Ao
que
tudo indica,
Lennon realmente estava
com pressa
para gravar
ao lado de
sua esposa.
O álbum Two
Virgins – cuja
capa (em cima) conta com uma foto
de John e Yoko completamente pelados – foi gravado antes da separação dos Beatles. Ainda em 1969,
Lennon fundou o projeto (até então) paralelo Plastic Ono Band.
“Para John, os Beatles naquele
momento faziam parte do passado. Convidado para o festival de
Toronto, ele resolve tocar e nem
pensa em reunir os Beatles”, relatou Ricardo Pugialli.
Assim, Paul McCartney acabou
se sentindo no direito de fazer a
mesma coisa. Pouco antes do lançamento de McCartney, álbum de
estreia de Paul, o baixista ligou
para John e disse: “Estou fazendo o
mesmo que você e Yoko e lançando
um álbum. E também estou saindo
Vilões e Vilanias
do grupo”, relatou Philip Norman
na biografia de John Lennon. Paul
explicou o motivo da decisão ao biógrafo: “Eu não podia deixar John
controlar a situação e nos jogar
fora como se fôssemos namoradas
chutadas”.
Mas Lennon não se fez de rogado.
O músico justificou a separação da
banda de forma sucinta: “Afinal,
eu tinha Yoko; eles só tinham uns
aos outros.”
Mas e o veredito?
Assim como em um processo judicial, a decisão só pode ser tomada após uma complexa análise de
todas as provas. Passados quase 40
anos, ao que parece, todas as provas ainda não foram analisadas. E,
certamente, algumas delas ainda
não – e nem serão jamais – conhecidas. As pessoas mais credenciadas
para tanto – a própria Yoko, além
de Paul, George e Ringo – preferem,
obviamente, passar panos quentes
nos fatos. Os principais estudiosos e
biógrafos do quarteto de Liverpool
se limitam a apresentar fatos, deixando que os próprios fãs tirem as
suas conclusões.
Mas, ao que tudo indica, a cabeça dos beatlemaníacos mudou
com o passar do tempo. Yoko Ono
sempre foi tachada como a grande
vilã. Hoje, essa imagem de “megera” é relativizada. Segundo Johann
Heyss, Yoko teria que ter um imenso
poder para separar o conjunto. “Ela
foi um bode expiatório, um alvo
fácil, pois não era simpática nem
bonita, era feminista e fazia uma
arte radical. Penso que os Beatles
acabaram principalmente devido à
morte de Brian Epstein. Aliás, já vi
entrevistas com Paul e com Ringo
dizendo que Yoko não foi responsável pelo fim da banda.”
Marcelo Fróes completou a culpa de Yoko Ono: “Ela só piorou as
coisas. Os negócios não tinham um
bom administrador, eles se meteram
em vários novos empreendimentos
com a marca Apple e começaram
a perder dinheiro. John e Paul começaram a fazer coisas sozinhos,
George e Ringo demonstravam descontentamento”, disse o produtor e
pesquisador musical.
Pelo visto, o júri popular de Yoko
Ono ainda não acabou. Será que
um dia alguém baterá o martelo?
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Outros “vilões” do rock
Aviões? Drogas? Malditos ou inocentes? Aids? Maldita,
com certeza! Assim como Yoko Ono, para alguns fãs
de rock, existem outros vilões nessa história toda. Se
hoje, a gente tem a oportunidade de ver as nossas
bandas prediletas ao vivo, como
Rolling Stones, R.E.M. ou Radiohead,
rodando os quatro cantos do planeta,
devemos agradecer ao avião, cujo
um dos pais é o brasileiro Alberto
Santos Dumont. Por outro lado, essa
máquina, que, segundo o poeta
Vinicius de Moraes, não podia dar
certo por “ser mais pesado que o
ar, ter motor a explosão e ter sido
inventada por um brasileiro”, já
vitimou grandes ídolos do rock. O
acidente mais célebre aconteceu há
exatos 50 anos, quando o avião que
levava Buddy Holly, Ritchie Valens e
Big Bopper, após uma apresentação
em Iowa, caiu na neve. O dia 03 de
fevereiro de 1959 ficou imortalizado
como “o dia em que a música
morreu”. Além do trio, os aviões
vitimaram integrantes da banda Lynyrd Skynyrd, o
músico John Denver, bem como os nossos Mamonas
Assassinas. Stevie Ray Vaughan, considerado um dos
maiores guitarristas de todos os tempos, foi vítima de
um acidente de helicóptero, em 1990.
As drogas também têm a sua participação decisiva
para a história do rock. Se, por um lado,
abriram a cabeça de artistas geniais
para compor algumas obras-primas,
o álcool, a cocaína e a heroína
tiraram a vida de alguns dos melhores
músicos de rock. Para começar, dois
dos maiores bateristas de todos os
tempos, Keith Moon (The Who) e John
Bonham (Led Zeppelin) morreram por
conta de excessos. Moon tomou 32
comprimidos do calmante Heminevrin,
enquanto Bonham preferiu se despedir bebendo
cerca de 40 doses de vodca. A mistura explosiva de
cocaína, heroína, álcool, comprimidos (e talento)
também vitimou artistas como o guitarrista Jimi
Hendrix, Jim Morrison (vocalista do The Doors),
Bon Scott (vocalista do AC/DC), Elvis Presley,
Janis Joplin e Sid Vicious (baixista do Sex Pistols).
Já a Aids não trouxe benefícios e, em um
julgamento formal, mereceria a cadeira elétrica.
A praga que varreu a melhor parte da geração
roqueira brasileira (Cazuza e Renato Russo),
ainda levou o líder do Queen, Freddie
Mercury, considerado por muitos o maior
vocalista da história do rock. Ricky Wilson,
do B-52’s e Tom Fogerty, do Creedence
Clearwater Revival também foram outras
vítimas da Aids.
Mark Chapman – O verdadeiro vilão
Se os “beatlemaníacos” ainda não se decidiram se Yoko Ono é
uma vilã ou não, pelo menos com relação a Mark Chapman, não
há dúvidas. Ele foi condenado por assassinar John Lennon, em
frente ao edifício Dakota, em Nova Iorque, na noite do dia 08 de
dezembro de 1980. Horas antes do assassinato, Lennon havia
autografado para Chapman uma cópia de seu recém-lançado
álbum Double Fantasy.
Para justificar o seu crime, Mark Chapman afirmou, durante o
seu julgamento, que a sua inspiração foi a personagem principal
do livro O apanhador no campo de centeio, de J. D. Salinger.
Chapman desferiu 5 tiros, sendo que 4 acertaram as costas de
John Lennon. O assassino confesso disse que considerava o exBeatle um hipócrita, cantando músicas que falavam de pobreza,
enquanto vivia em um dos apartamentos mais caros de Nova York.
Mark Chapman foi condenado à prisão perpétua, e cumpre pena
desde dezembro de 1980. Nos últimos anos, Chapman tentou
se livrar da cadeia, com pedidos de liberdade condicional, todos
negados.
Mark Chapman, assassino confesso de John
Lennon
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Janeiro / Junho 2009
Courtney Love – A nova Yoko Ono?
A maior parte dos fãs do Nirvana ainda
não havia nascido quando os Beatles
se separaram. Mas uma pergunta
ainda persegue os fãs de Kurt Cobain.
Seria a sua esposa, Courtney Love, a
responsável pela sua morte?
No início de 1994, não conseguindo
suportar sobre as suas costas o sucesso
de Nevermind, o estado de saúde de
Kurt Cobain estava se deteriorando,
principalmente por conta do excesso de
drogas. Kurt e Courtney chegaram até
a se internar em clínicas de reabilitação
para viciados. O líder do Nirvana não
aguentou a pressão, fugiu da clínica e,
no dia 08 de abril, foi encontrado morto
com um tiro na cabeça, no sótão de sua
casa em Seattle.
Até hoje, os fãs discutem: suicídio ou
homicídio orquestrado por Courtney?
Get Back
Tom Edwards/Wikimedia Commons
A viúva de Kurt
Cobain até hoje
desperta dúvidas
Get back, get back
Volte, volte
Get back to where you once belonged
Volte para o lugar de onde veio
Get back Jojo. Go home
Volte Jojo. Vá para casa
“Volte, volte / Volte para o lugar de onde
veio”. Os versos imortalizados no refrão
da canção Get Back, um dos últimos
sucessos dos Beatles, foram compostos
por Paul McCartney. E, até hoje, corre
a lenda de que a música teria sido
escrita em “homenagem” a Yoko Ono.
Ninguém confirma a lenda. Mas os
“beatlemaníacos” se dividem.
“Não acredito que tenha sido,
mas pode sim. Conforme Lennon
resmungou na entrevista à
Rolling Stone de 1970, Paul
olhava para Yoko sempre
que cantava o refrão”, disse
Marcelo Fróes. Johann Heyss
concorda: “Imagino que
ele não tenha composto a
música para ela, mas com
certeza cantava o refrão
olhando para ela em
alguns ensaios, isto
é fato.”
Vilões e Vilanias
21
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