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Panorama do Pensamento Político-Social Brasileiro - IESP-UERJ

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Panorama do Pensamento Político-Social Brasileiro - IESP-UERJ
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Panorama do Pensamento Político-Social Brasileiro
Profs. Christian Edward Cyril Lynch e Maria Fernanda Lombardi Fernandes
Horário: quartas feiras, das 16 às 19 horas
Consultas: a combinar com os professores
Ementa.
Nos últimos anos, o estudo da teoria política tem abandonado seu pretenso universalismo
para se debruçar sobre as tradições nacionais. O objetivo desta disciplina é perscrutar o
pensamento político-social brasileiro de modo panorâmico, por intermédio de alguns de seus
autores mais representativos, tendo por quadro intelectivo os temas sucessivos que marcaram
o debate nos últimos duzentos anos de percurso nacional. Foram eles: a construção do Estado,
a emancipação da sociedade, a natureza da sociedade brasileira, a questão nacional, os
desafios do desenvolvimento e da democracia. A expectativa é a de que seja possível, ao fim
do curso, identificar as certas tradições e as alternativas institucionais nela constantes, de
modo a lançar luz sobre os impasses contemporâneos.
Programa:
Introdução
1. Apresentação: o caráter periférico do pensamento político-social brasileiro e suas
linhagens.
Primeira parte: o Império e a construção do Estado nacional (a era saquarema).
2. O projeto imperial de Estado na época da Independência: José Bonifácio e o Marquês de
Caravelas.
•
ANDRADA E SILVA; José Bonifácio de (2002) [1823]. José Bonifácio de Andrada e Silva.
Organização e introdução de Jorge Caldeira. São Paulo, Editora 34. (Elogio acadêmico
da senhora D. Maria I; Apontamentos para a civilização dos índios bravos do Império
do Brasil; Representação à Assembleia Geral Constituinte e Legislativa do Império do
Brasil sobre a Escravatura).
•
LYNCH, Christian Edward Cyril (2008). A Vocação Sociológica do Legislador: o
pensamento político do Marquês de Caravelas. In: Gladys Sabina Ribeiro. (Org.).
Brasileiros e Cidadãos: modernidade política (1822-1930). São Paulo: Alameda, p. 149174.
3. O projeto imperial de Estado no Segundo Reinado: o Visconde de Uruguai.
•
URUGUAI; Paulino José Soares de Sousa, Visconde de (2002) [1862]. Visconde do
Uruguai. Organização e introdução de José Murilo de Carvalho. São Paulo, Editora 34.
(Preâmbulo, capítulos 26 a 31).
2
Segunda parte: a República e a emancipação da sociedade oligárquica (a era
luzia).
4. O projeto luzia de Estado: Tavares Bastos.
•
BASTOS, Aureliano Cândido Tavares. Cartas do Solitário. São Paulo, Companhia Editora
Nacional, 1975 (Cartas I, III, IV, XII, XV, XVI, XXI, XXII, XXVII, XXX).
•
________________(1997) [1870]. A Província: estudo sobre a descentralização no
Brasil. Edição fac-similar. Brasília, Senado Federal (Prefácio e Parte primeira:
Centralização e Federação).
5. Os dilemas do reformismo luzia: Joaquim Nabuco.
•
NABUCO, Joaquim (1988) [1883]. O Abolicionismo. Rio de Janeiro, Editora Vozes.
6. A crítica sociológica da era oligárquica: Sílvio Romero e Euclides da Cunha.
•
ROMERO, Silvio (1953) [1885]. História da Literatura Brasileira. Volume I. 5ª edição.
Rio de Janeiro, José Olímpio (I. Fatores da literatura brasileira. Capítulos IV, V, VI, VIII e
IX).
______(1979). Realidades e Ilusões no Brasil. Petrópolis, Vozes. (Parte II, 1. O Brasil
Social de Euclides da Cunha [1906]; 4. As oligarquias e sua classificação [1908]; 7. A
integridade do Brasil; 9. O remédio brasileiro [1913]).
•
CUNHA, Euclides da Cunha (1975) [1900]. Os Sertões: campanha de Canudos. São
Paulo, Círculo do Livro. (Nota preliminar; 2ª parte – “O Homem:” itens I e II).
__________(1975) [1907]. Contrastes e Confrontos. São Paulo, Cultrix. (Plano de uma
cruzada; Solidariedade sul-americana; O ideal americano; Temores vãos; Nativismo
provisório; Um velho problema; Discurso de recepção na Academia Brasileira de
Letras).
Terceira parte: a crise do sistema oligárquico e a renovação das tradições.
7. O novo liberalismo democrático de Rui Barbosa.
•
BARBOSA, Rui (1960). Escritos e Discursos Seletos. Rio de Janeiro, José Aguilar.
(Campanha Presidencial de 1919: Às Classes Conservadoras, A Questão Social e Política
no Brasil).
8. O novo saquaremismo nacionalista de Alberto Torres.
3
•
TORRES, Alberto (1982) [1914]. O Problema Nacional Brasileiro: introdução a um
programa de organização nacional. 4ª. Edição. São Paulo, Companhia Editora
Nacional/Brasília, UnB.
______________ (1982) [1914]. A Organização Nacional. 4ª. edição. Brasília, UnB (3ª.
Parte: Da revisão constitucional).
Quarta parte: a Era Vargas e os balanços sobre a (má) formação brasileira.
9. A formação parasitária e burocrática da sociedade brasileira: Azevedo Amaral.
•
AMARAL, Antônio José do Azevedo (1935). A Aventura Política do Brasil. Rio de
Janeiro, José Olímpio.
10. A formação latifundiária e insolidária da sociedade brasileira: Oliveira Viana.
•
VIANNA, Francisco José de Oliveira (1974) [1949]. Instituições Políticas Brasileiras. Rio
de Janeiro, Record.
11. A formação mestiça e patriarcal da sociedade brasileira: Gilberto Freire.
•
FREYRE, Gilberto (1966) [1933]. Casa Grande e Senzala. Rio, José Olímpio.
12. A formação patrimonial e personalista da sociedade brasileira: Sérgio Buarque de
Holanda.
•
HOLANDA, Sérgio Buarque de (1956) [1947]. Raízes do Brasil. 3ª. Edição. Rio, José
Olímpio.
Quinta parte: os dilemas do experimento democrático liberal.
13. Nacionalismo e desenvolvimento: Hélio Jaguaribe e Guerreiro Ramos.
•
JAGUARIBE, Hélio (1981) [1953]. Por uma Política Nacional de Desenvolvimento. In:
Schwartzman, Simon (org.). O Pensamento Nacionalista e os Cadernos de Nosso
Tempo. Brasília, UnB.
•
RAMOS, Alberto Guerreiro (1957). Introdução Crítica à Sociologia Brasileira. Rio de
Janeiro, Editorial Andes Ltda.
14. O colapso do experimento democrático: Florestan Fernandes e Fernando Henrique
Cardoso.
4
•
FERNANDES, Florestan (1968). Sociedade de classes e subdesenvolvimento. Rio de
Janeiro, Zahar Editores. (2ª. Parte: Alguns dilemas da Revolução Burguesa no Brasil,
capítulos 4 e 5).
•
CARDOSO, Fernando Henrique; FALETTO, Enzo (1970). Dependência e desenvolvimento
na América Latina – Ensaio de interpretação sociológica. Rio, Zahar (capítulo VI e
conclusão).
Sexta parte: a democracia consolidada.
15. Sobre o patrimonialismo: atualidade de um velho debate.
•
FAORO, Raimundo (1958). Os Donos do Poder: formação do patronato político
brasileiro. 1ª. edição. Porto Alegre, Globo (Capítulo XIV – O estamento burocrático no
Brasil: consequências e esperanças).
____________ (1995) [1974]. Os Donos do Poder: formação do patronato político
brasileiro. 11ª. edição. Rio de Janeiro, Globo. (Capítulo final: a viagem redonda – do
patrimonialismo ao estamento).
•
CARDOSO, Fernando Henrique (2006). A Arte da Política: a história que vivi. 3ª. Edição.
Rio de Janeiro, Civilização Brasileira. (Introdução, capítulo 7 – A luta contínua para
reordenar o Estado, pp. 445-452; - capítulo 8 – A sociedade como protagonista, pp.
499-514; e Palavras finais).
•
SANTOS, Wanderley Guilherme dos (2006). O Ex-Leviatã Brasileiro: do voto disperso ao
clientelismo concentrado. Rio, Civilização Brasileira (cap.1; cap. 2 pp. 51-63; cap. 3; cap.
5, pp. 169-190; cap. 6, pp. 207-223; cap. 7).
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