...

O ensino/aprendizagem da língua espanhola e a

by user

on
Category: Documents
9

views

Report

Comments

Transcript

O ensino/aprendizagem da língua espanhola e a
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
O ENSINO/APRENDIZAGEM DA LÍNGUA ESPANHOLA E A REDE SOCIAL
LIVEMOCHA
Ariana Michelle Ferreira da Silva*
Resumo: A inserção das Novas tecnologias de informação e comunicação – NTIC‘s, na escola,
contribuem quanto ao acesso às informações e privilegia a construção do conhecimento, a
comunicação e uma maior interação. Este artigo tem como tema: O ensino/aprendizagem da língua
espanhola e a rede social Livemocha, visando um estudo quanto às vantagens e desafios enfrentados
pelos professores que utilizam o computador em seu contexto escolar. Nesse sentido, o foco desse
estudo busca refletir as potencialidades do uso das TIC‘s no ensino da língua espanhola e às
contribuições da rede social de ensino Livemocha, no âmbito educacional.
Palavras-chave: Ensino/Aprendizagem; Língua espanhola; TIC.
Resumen: La inserción de las nuevas tecnologías de la comunicación – NTIC‘s, en la escuela,
contribuyen en el acceso de las informaciones y permite la construcción del conocimiento, la
comunicación y una mayor interacción. Este artículo tiene como tema: La enseñanza / aprendizaje de
la lengua española y la red social Livemocha, propone un estudio sobre las ventajas y desafíos que son
enfrentados por los profesores que utilizan la computadora en el contexto escolar. En ese sentido, el
enfoque de este estudio se pretende reflejar las potencialidades del uso de las TIC‘s en la enseñanza
de la lengua española y las contribuciones de la enseñanza social de la red Livemocha en el campo
educativo.
Palabras clave: Enseñanza y Aprendizaje; Lengua española; TIC.
Introdução
O surgimento das Tecnologias de Comunicação Digital tem modificado as formas de pensar e
agir das pessoas, provocando alterações significativas na forma como nos relacionamos com os outros
e com as informações que obtemos. O aprimoramento dessas tecnologias apresenta desafios à
humanidade e aos educadores em sua mediação pedagógica, por revestir-se de uma nova perspectiva
de ensino de língua estrangeira. Atualmente, a língua espanhola é considerada uma necessidade no
contexto educacional brasileiro, realidade que nos leva a refletir sobre a importância do ensino da
língua espanhola nas escolas públicas e privadas, além de propiciar o estreitamento dos seus laços
econômicos, culturais e sócio-políticos com os países hispano-americanos, com a criação do Mercosul
e o apoio do governo brasileiro ao inserir esse idioma no âmbito escolar.
Em 5 de agosto de 2005, foi sancionada pelo presidente da República, Luis Inácio Lula da
Silva, no Palácio do Planalto, a Lei 11.161 do Projeto de Lei 3.987, de 2000, de autoria do Deputado
*
Graduada em Letras Português/Espanhol e Pós-Graduada em Docência e Tutoria em Educação à Distancia na
Universidade Tiradentes.
E-mail: [email protected]
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
Átila Lira (PSDB/PI), que torna obrigatória a oferta da disciplina língua espanhola nas escolas
públicas e privadas do Ensino Médio, sendo aprovada pelo Congresso no dia 7 de julho de 2005. De
acordo com o Ministério da Educação (MEC, 2008), a implantação da lei seria gradativa e deveria ter
sido concluída no prazo de cinco anos, ou seja, até 2010. Segundo o portal do MEC, até 2010, os
quase dez milhões de alunos do Ensino Médio estudariam espanhol. As escolas tinham também esse
prazo para adaptarem seus currículos e incluírem a língua espanhola.
No intuito de propiciar uma maior dinamicidade no ensino de línguas estrangeiras, foi
analisado o Livemocha, portal de ensino de idiomas, que tem como base o modelo de redes sociais,
possibilitando uma maior interação entre professor e aluno por meio dessa ferramenta online.
O ensino da língua espanhola no Brasil: contexto histórico e novas necessidades
O espanhol é a segunda língua mais falada no mundo: são cerca de 400 milhões de pessoas
distribuídas por 23 países que a falam como língua materna, outrossim, é idioma oficial da ONU,
Unesco, UE, Mercosul e uma das línguas mais importantes nos fóruns políticos internacionais, sendo
considerado seu aprendizado uma necessidade na atual conjuntura brasileira.
Segundo Durão (2000), em 1994, o espanhol era a língua preferencial de 40% dos estudantes
na prova do vestibular para o ingresso na universidade. Atualmente, a língua espanhola vem tomando
proporções ainda maiores no que concerne ao âmbito educacional. É comum a exigência de
conhecimento básico do espanhol para ingresso em vários cursos de especialização no exterior. Como
assevera Moreno Fernández (2005), a presença da opção pela língua espanhola nas provas de língua
estrangeira dos vestibulares contribuiu para o aumento de alunos interessados pelo idioma no Ensino
Médio e nos cursinhos pré-vestibulares:
Una de las pruebas de la creciente vitalidad de español en la enseñanza
secundaria y en la universitaria brasileñas viene dada el número de candidatos
que realizan la prueba de lengua española en el examen ―vestibular‖, prueba
de selectividad organizada por las universidades para escoger a sus nuevos
estudiantes. En 1998 casi todas las universidades del país, federales y estatales,
públicas y privadas, incluían en sus procesos de selectividad el conocimiento
de español, que llegó a ser la lengua extranjera más demandada, por delante
incluso del inglés en algunas a universidades. (FERNANDO MORAIS apud
FERNÁNDEZ, 2005, p. 22-23).1
É notório que o ensino da língua espanhola no Brasil viveu uma forte expansão nos últimos
anos, sendo comum evidenciarmos nas prateleiras dos supermercados inúmeros produtos com
1
―Uma das provas da vitalidade crescente do espanhol no ensino médio e universitário no Brasil é dado pelo número de
candidatos que fazem o teste de língua espanhola no exame ‗vestibular‘, exame de seleção organizado pelas universidades
para escolher os seus novos alunos. Em 1998, quase todas as universidades do país, federais e estaduais, públicas e
privadas, incluíram nos seus processos seletivos o conhecimento do espanhol, que se tornou a língua estrangeira mais
procurada, à frente do Inglês em algumas universidades.‖ (FERNÁNDEZ, 2005, p. 22-23, tradução nossa).
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
instruções em espanhol, oferta nas revistas, filmes ou pela necessidade educativa, cultural e até mesmo
nas relações comerciais internacionais, esse interesse se deu por várias razões, entre elas, questões
político-econômicas como a criação do Mercosul (Mercado Comum do Sul) e outras iniciativas, tanto
públicas como privadas. Como apontam Celada e Rodrigues,
El reordenamiento geográfico y político que implica la formación de
mercados comunes – en nuestro caso el del Tratado del Mercosur, que
continúa lentamente en curso – ha tenido un fuerte impacto sobre la
identidad y funcionamiento de los Estados nacionales. Y, como es de amplio
conocimiento entre los ciudadanos de la Unión Europea (testigos del diseño
de políticas lingüísticas sin precedentes en los nuevos marcos de integración),
tal proceso de globalización también tiene un impacto sobre las cuestiones
relacionadas con las lenguas. (CELADA & RODRIGUES, 2005 apud
BRASIL, 2006, p. 128).2
Constata-se que a aproximação gerou laços socioculturais, entre os países integrantes da
America do Sul, favorecendo os vínculos entre a Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, dentre outros,
ocasionando um estreitamento das relações comerciais além de um maior impacto no ensino da
língua espanhola na educação brasileira, resultando na aprovação da Lei Nº 11.161, de 5 de agosto de
2005, que obriga a oferta do espanhol nos currículos do ensino médio, tornando-a matéria facultativa
no ensino fundamental.
A lei prevê a implantação gradativa do ensino do espanhol, no prazo de cinco
anos, e atribui aos conselhos estaduais de educação a responsabilidade pelas
normas que tornem viável sua execução de acordo com as condições e
peculiaridades locais. O artigo 1º do projeto diz que a escola é obrigada a
oferecer a disciplina, mas ao aluno é facultada a matrícula. Quando trata da
oferta nas redes pública e privada, a lei faz distinções. Os sistemas públicos
devem oferecer a língua espanhola em centros de ensino de língua
estrangeira, em horário regular de aula; já a rede privada pode ofertar a
disciplina de duas formas: nas salas de aula e em horários normais ou em
centros de estudos de língua moderna. (MEC apud CUNHA, 2009, p. 17).
Essa lei sancionada pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, traz pontos
negativos e positivos. Segundo Tacianna Souza (apud FERNÁNDEZ, 2005, p.24) ―a oferta pública do
espanhol é claramente insuficiente, principalmente por falta de meios técnicos, de apoio bibliográfico
e de professores qualificados‖. Percebe-se, então, pontos negativos: as dificuldades para a oferta do
idioma na rede pública devido à falta de planejamento; o número insuficiente de professores
2
―O reordenamento geográfico e político que envolvem a formação de mercados comuns - no nosso caso o Tratado do
Mercosul, que continua lentamente em andamento - tem tido um forte impacto sobre a identidade e funcionamento dos
estados nacionais. E, como é amplamente conhecido entre os cidadãos da União Europeia (testemunhos do desenho de
políticas lingüísticas sem precedentes nas novas estruturas de integração ), este processo de globalização tem um impacto
sobre questões relacionadas com a linguagem.‖ (CELADA & RODRIGUES, 2005, tradução nossa).
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
habilitados na área de ensino e de material didático; a quantidade excessiva de alunos inseridos nas
escolas; além de divergências na interpretação da lei. O ponto positivo estabelece-se na abertura que
permitirá ao aluno ampliar seu nível cultural modificando seu mundo social desenvolvendo-se
continuamente como um cidadão, reafirmando sua identidade sociocultural, além de uma melhor
preparação quanto às provas de vestibulares, pois muitos alunos optam pelo espanhol ao fazerem
exames, devido à proximidade do português, sem maiores esclarecimentos e acompanhamento, o que
melhorará o seu desempenho consideravelmente.
No que concerne ao ensino de uma LE (língua estrangeira), sua proximidade do português
motiva o aluno desde o primeiro momento, como afirma Tacianna Souza (apud JUNGER, 2005,
p.44):
Os pontos de contato (léxico e estruturas morfossintáticas) entre o espanhol e
português favorecem também uma aproximação mais imediata ao idioma
estrangeiro por parte de nossos alunos, permitindo desde muito cedo o acesso
a textos retirados de documentos de uso cotidiano de hispano-falantes, com
certo grau de complexidade. Isso pode gerar com frequência uma motivação
extra para os aprendizes, que conseguem ―fazer coisas‖ com a língua
aprendida ainda em estágios inicias da aprendizagem.
Tendo em vista que o ensino da língua espanhola pode propiciar melhores resultados no
ensino de língua no âmbito escolar, devido sua proximidade com o português, despertando uma
maior curiosidade, pois na língua espanhola há os ―falsos cognatos‖ palavras escritas com a mesma
grafia em português, mas com significado totalmente diferente na tradução em espanhol, além das
relações comerciais e o grande numero de empresas hispano-americanas que estão sendo instaladas no
Brasil, gerando renda e trabalho para os estudantes que se dedicam no aprendizado de outra língua,
um dos requisitos primordiais, na obtenção de um bom emprego.
Necessidades do aprendiz brasileiro
A aspiração quanto à aquisição de uma segunda língua oportuniza várias possibilidades aos
brasileiros. Dentre elas, o estabelecimento das relações com o mercado de trabalho, a inserção
cultural e econômica no processo de globalização, a aplicabilidade de forma diferenciada no ensino
entre escolas públicas, escolas privadas e escolas de idiomas (que oferecem cursos livres), sua mediação
cultural no contexto brasileiro, favorecendo uma maior comunicação entre os países vizinhos.
Segundo Maria Mendes (2010), a Carta ao Professor do Ensino Médio, da Secretaria de
Educação Básica do Ministério da Educação, publicada no documento Orientações Curriculares do
Ensino Médio (BRASIL, 2006), propõe que a qualidade da escola seja condição primordial para a
inclusão e a democratização das oportunidades no Brasil, e afirma que o desafio de oferecer uma
educação básica de qualidade para inserção do aluno, o desenvolvimento do país e a consolidação da
cidadania é tarefa de todos. Ou seja, preparar o jovem para atuar numa sociedade tão complexa como
a atual, em que as informações são contextualizadas e atualizadas continuamente, é uma tarefa difícil,
o que requer profissionais mais qualificados, mais valorizados e com metas condizentes com a
efetivação de uma melhoria no setor educacional. A disciplina Línguas Estrangeiras na escola visa
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
ensinar um idioma estrangeiro e, ao mesmo tempo, cumprir outros compromissos com os educandos,
como, por exemplo, contribuir para a formação de indivíduos como parte de suas preocupações
educacionais. Entretanto, o que notamos muitas vezes é certo distanciamento entre o que seria o
essencial para efetivação de uma educação de qualidade e sua prática cotidiana, prejudicando assim o
acompanhamento das mudanças que deveriam ocorrer na abordagem de práticas educativas e a
inserção de novas concepções pedagógicas, propiciando um maior enfoque no ensino interativo,
condizente com o processo evolutivo atual.
De acordo com Matêncio (1994 apud REGO, 2010, p. 32), existe um aumento quantitativo
no efetivo escolar do ensino público, mas que não é acompanhado pela estrutura do sistema
educacional:
Os problemas apontados no ensino de leitura e escrita ultrapassam,
certamente, as questões linguísticas e de aprendizagem, remetendo-nos a
aspectos físicos da escola, às condições de trabalho e formação de professores,
dentre outros pontos; ou seja, as dificuldades vivenciadas em nossas salas de
aula têm vínculo com aquelas encontradas na organização global das
instituições educacionais.
Esses problemas ocasionam certas irregularidades no contexto atual, como: maior procura em
formação e a própria realidade das escolas publicas, quanto ao ensino formal. O tempo
disponibilizado, é pouco nas aulas de L.E, uma aula por semana, sendo insuficiente a rede publica
comportar o ensino das 4 habilidades linguísticas em sala: compreensão leitora, expressão escrita,
compreensão auditiva e expressão oral. Com um quantitativo de alunos em excesso nas salas, é difícil
trabalhar essas competências e obter um bom trabalho, sem maiores recursos na área publica, os
professores acabam perdendo de vista seus reais objetivos quanto ao ensino, se atendo as normas
gramaticais, sem maiores progressos no processo de ensino e de aprendizagem. Para obter melhores
resultados muitos alunos procuram os cursos livres, para complementar seus estudos e adquirir uma
maior proficiência em outra língua.
Inserção das tecnologias de informação e comunicação no contexto escolar
A utilização das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTIC) na educação tem
gerado nos últimos tempos muitas opiniões no âmbito escolar em relação as suas vantagens e
desvantagens, envolvendo interrogações e reflexões acerca da atual situação das escolas públicas. É um
processo lento, mas percebem-se pequenos resultados, entre os quais, a consciência de muitos
docentes, devido às constantes transformações e revoluções tecnológicas.
Cabe lembrar que as NTIC‘s não são necessariamente mais relevantes ou
mais eficazes do que as mídias tradicionais em qualquer situação de
aprendizagem. Mas é preciso também não esquecer que, embora estas técnicas
ainda não tenham demonstrado toda sua eficácia pedagógica, elas estão cada
vez mais presentes na vida cotidiana e fazem parte do universo dos jovens,
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
sendo esta a razão principal da necessidade de sua integração à educação.
(BELLONI, 1999).
Constantemente, observa-se o quão a sociedade passa por mudanças rápidas e drásticas, seja
no meio tecnológico, comunicacional ou social, devido à inserção das NTIC‘s nos mais diversos
espaços interacionais. Essas modificações requerem o desenvolvimento de novas competências
relacionadas ao uso das tecnologias. Logo, os cidadãos que irão atuar nessa sociedade necessitam de
uma formação que dê conta de tais competências e os ajude a desenvolver novos processos cognitivos.
Enfatizando essa questão, Proserpio e Gioia (2007 apud REGO, 2010, p. 64) apontam que a
rotina dos jovens de hoje inclui várias horas em frente ao computador, seja em casa ou em cibercafés.
É grande a disseminação das ferramentas de Internet, simulações e jogos de computador e
ferramentas de comunicação mediada por computador na vida cotidiana da nova geração de
estudantes. Tais estudantes participam ativamente de comunidades virtuais, se relacionam por
mensagens instantâneas e buscam informações sobre diversos temas na Internet. Além disso, a Web
2.0 permite que eles sejam criadores de conteúdo em blogs, wikis e fóruns de discussão.
Essas práticas acontecem na obtenção de línguas estrangeiras também, em que muitos jovens
dedicam boa parte de seu tempo traduzindo para sua LM (Língua Materna), series televisivas que lhe
interessam ou até mesmo vídeos disponibilizados na internet, trocando informações com usuários de
outros países a respeito de jogos virtuais, que mesmo sem saber outra língua pesquisam e aprendem
muitas vezes intuitivamente por intermédio das ferramentas disponíveis com as novas tecnologias ou
até mesmo com a ajuda de um companheiro virtual, ao qual se essas ferramentas geram aprendizado,
se utilizadas pedagogicamente nas escolas, os professores terão resultados e avanços qualitativos em
seu contexto escolar, caso a escola optasse por inserir as NTIC‘s nas suas práticas, levando em conta a
realidade vivida pelos estudantes.
Formação dos professores quanto à utilização das NTIC‟s
Com a revolução no equipamento pedagógico ocorrido na década de 1990, surge um novo
profissional, que continua a ser chamado de professor, mas que terá de se reformar e se reinventar,
sendo capaz de oferecer o máximo de recursos a seus alunos. No século XXI é imprescindível a
utilização de mecanismos tecnológicos como televisão, computador, vídeo, programação visual,
informática, entre outros, pois o professor beneficia-se usando-os a seu favor e facilitando o
aprendizado dos alunos.
Os professores terão que se adaptar às novas mudanças, muito mais do que no tempo da
generalização da utilização do quadro-negro, ao qual, dentre vários fatores que forçam essa
transformação e reinvenção, destacam-se dois: os novos equipamentos por um lado, e por outro, a
dinâmica quanto à evolução no conteúdo. Antes os equipamentos eram estoques adquiridos, não
havia uma preocupação quanto a uma formação continuada e atualização dos conhecimentos, o que o
professor aprendia era repassado para seus alunos da mesma forma que foi adquirido, sem uma maior
preocupação. Ao contrario dos tempos atuais, em que tudo é reformulado e atualizado por meio dos
aparatos tecnológicos, evidenciando a importância do professor ser um eterno pesquisador e se
adaptar as novas necessidades.
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
Com o volume de informações que é adquirido todos os dias, o aluno chega à sala de aula
com dados adicionais e o professor tem de pesquisar permanentemente para lidar com essas situações,
inserindo e contextualizando sua aula nessa realidade, pois temos alunos que passam várias horas do
seu dia interagindo com esses mecanismos, sendo iniciados e viciados nos monitores, justamente
devido à ausência da família, que está no trabalho, e a presença da mídia é a sua única companhia.
As escolas enfrentam algumas barreiras quanto ao uso das NTIC‘s, barreiras estas não apenas
visualizadas pelos professores, devido: a quantidade de suporte técnico indisponível, a qualidade da
formação docente quanto à utilização desses aparatos tecnológicos que é muito escassa, a ausência de
conhecimento técnico para operar os equipamentos, alicerçada a falta de confiança que muitos
professores não têm para operar e manuseá-los, ocasionando uma resistência ainda maior para
modificar essa realidade e melhor utilizar esses mecanismos tecnológicos.
Muitos cursos são oferecidos quanto à formação e capacitação de professores, aos quais muitos
professores, ao terminarem essas capacitações retornam as suas escolas cheios de esperança e com
anseio de colocar essa mediação na prática, só que ao se depararem com sua realidade e muita
cobrança da escola quanto às tarefas e repasse de conteúdos, essas ideias e teorias são esquecidas, por
não terem tempo para uma maior reflexão e preparação de novas estratégias para serem utilizadas com
seus discentes. Segundo Demo (2002, p. 51)
O professor precisa, com absoluta ênfase, de oportunidades de recuperar a
competência, de preferência a cada semestre, através de cursos longos (pelo
menos 80 horas), nos quais se possa pesquisar controlar, elaborar, discutir de
modo argumentado, (re) fazer propostas e contrapropostas, formular projeto
pedagógico próprio, e assim por diante.
O trabalho com as NTIC‘s na educação não pode se resumir à transmissão de conteúdos de
informática ou treinamentos de programas operacionais, pois, além do aprendizado de software, é
preciso construir uma proposta pedagógica articulada com as NTICs. Isso exige que o professor seja
mais que um ―multiplicador‖; ele precisa ser um agente mediador, articulador de ideias e informação
para interagir com os elementos tecnológicos (TV, vídeo, computador, máquina filmadora, scanner,
etc.), de forma a proporcionar a construção de conhecimentos. Para que isso ocorra é necessário uma
formação continuada, um movimento constante de reflexão na ação e sobre a ação. Essa formação
deverá ser diferente das realizadas até então, em que a prática mais frequente tem sido a de realizar
cursos de suplência e/ou atualização de conteúdos de ensino (LUCENA, 2003, pp. 241-242).
No entanto, a formação será apenas o início, e a vivência aliada à prática do dia-a-dia no
contexto escolar, a continuidade de todo o processo de formação. Para analisar se a inserção dessa
metodologia têm resultado, melhorando a prática docente, quanto a sua aplicabilidade em sala de
aula, pois cada escola tem uma realidade diferente. Uma formação inadequada pode causar níveis
baixos de aprendizagem nos docentes, justamente devido à falta de cursos com mais competências
pedagógicas.
Os cursos de formação devem ter por objetivo levar os professores a perceberem as vantagens
quanto à utilização da tecnologia e seus ensinamentos, pois se os docentes não visualizarem essas
vantagens, não inserirão em seu contexto escolar. Programas estes que garantam formação adequada
aos professores beneficiando sua inserção na pratica escolar, pois alguns ainda têm receios e não
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
utilizam, devido a algumas dificuldades, seja por intermédio da escola, por não facilitar novas práticas
que insiram as NTIC‘s, o receio dos professores ao remediar novas metodologias e até mesmo a
aversão as mudanças, impossibilitando uma maior integração e intermediação, com praticas mais
dinâmicas e interativas, despertando novas habilidades pedagógicas no alunado.
Belonni (1999) ressalta que a falta de formação é o que nos leva ao problema fundamental da
educação, pois não se pode pensar em qualquer inovação educacional sem suas condições prévias: a
produção de conhecimento pedagógico e a formação de professores. A perspectiva da qualificação
docente exige esta reflexão sobre como integrar as NTIC‘s à educação, tornando os professores
usuários ativos e críticos.
Ensino mediado pelas tecnologias de informação e comunicação e o ensino/aprendizagem da
língua espanhola
A inserção das NTIC nos mais diversos contextos educativos trouxe transformações
significativas nas formas do conhecimento e apropriação do ensino. Estas transformações também se
fizeram presentes nos ambientes de ensino - aprendizagem e na área das línguas estrangeiras. E no
caso especifico do espanhol, a utilização das multimídias como um recurso informático de
comunicação digital interativa, pode possibilitar o desenvolvimento de novas necessidades de
aprendizagem da língua espanhola.
Consoante Leon (2002), a multimídia por ser uma linguagem integradora, ela possibilita uma
maior participação e flexibilidade, e, sobretudo, interação. Por ser integradora, ao ser apresentada
num só formato ou suporte digital como o CD-ROM, por exemplo, reúne em várias mídias - como
textos, sons, animações, vozes, imagens fixas e em movimento-que interagindo em conjunto
estimulam o processo de aprendizagem linguística e/ou comunicativa, desejado ou planejado.
Participativa, porque instiga uma ou várias respostas no aluno pela própria interação com o material
estudado. Flexível, porque dependendo da programação oferece possibilidades metodológicas de
exploração de conteúdos a serem explorados na aula. E por último, interativa, conforme o seguinte
sentido de interação:
... existe interacción cuando se estabelece comunicación entre el hombre y la
máquina, entre el usuario y el instrumento técnico (...). La interacción es uno
de los requisitos básicos del aprendizaje y puede ser potenciada utilizando la
tecnología multimedia que permite al alumno indagar y explorar a la medida
de sus necesidades e intereses. El alumno, a través de esta tecnología,
adquiere el convencimento y la sensación de estar buscando y encontrando
una parte muy importante de los conocimientos que necesita para su
información o aprendizaje. (HUERTAS, 1994 apud LEON, 2002)3
3
―... ocorre interação quando a comunicação é estabelecida entre homem e máquina, entre o usuário e o técnico
instrumento (...). A interação é um dos requisitos básicos da aprendizagem e podem ser melhoradas com tecnologia
multimídia que permite aos alunos investigar e explorar a medida às suas necessidades e interesses. O estudante, por meio
dessa tecnologia, adquire convencimento e sentido de procurar e encontrar uma parte muito importante dos
conhecimentos que precisa para sua informação ou aprendizagem.‖ (Huerta, 1994, p. 56, tradução nossa).
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
Entraves e desafios sempre serão encontrados ao longo do caminho quanto à inserção das
mídias no contexto escolar, mas diante dessas dificuldades também devemos visualizar as
potencialidades que esses mecanismos oferecem quanto autonomia, integração e motivação no
aprendiz. Paiva (1999 apud FIALHO, 2006, pp. 2-3) afirma que:
[...] os computadores podem humanizar a sala de aula, diminuindo a distância
entre alunos e professores. Para tanto é necessário um investimento em
―alfabetização tecnológica‖ que será altamente benéfica para a educação como
um todo. O medo de que computadores tomarão o lugar dos professores não
procede e já se tornou clichê, em palestras e artigos sobre as novas
tecnologias, a afirmação ―a tecnologia não vai substituir os professores, mas,
provavelmente, os professores que usam tecnologia substituirão os que não
usam‖. O simples domínio da máquina também não é suficiente, pois é
possível reproduzir em ambientes computadorizados modelos de ensino onde
a autoridade e o autoritarismo do professor impedem que o aprendiz adquira
autonomia e responsabilidade sobre a sua própria aprendizagem. O
computador é um simples meio, a forma como o utilizamos é que poderá dar
nova dimensão à metodologia do ensino de línguas estrangeiras.
Investimentos em máquinas operacionais são essenciais, mas não é o suficiente, pois sem uma
maior orientação pode-se construir ambientes em que o professor utilize-se de autoritarismo
impedindo que os alunos adquiram autonomia em seu aprendizado, pois o computador é o meio,
mas a metodologia será o mecanismo norteador das novas dimensões e possibilidades,
proporcionadas por essa mídia operacional.
Como assinala Sedycias (2005 apud MORAES, 2010, p. 32), o cenário de
ensino/aprendizagem de Espanhol traz profundas discussões, dada sua proximidade com o português.
Entretanto fatores econômicos, políticos e sociais possibilitaram ressignificar as atitudes diante desse
idioma. No caso especifico do Brasil, com o advento do Mercosul, aprender espanhol deixou de ser
um luxo intelectual para se tornar praticamente uma emergência.
Contudo, a necessidade quanto ao aprendizado atem-se a tramites burocráticos, é sabido do
interesse econômico no Brasil quanto às intermediações comerciais e sua importância no mercado de
trabalho, porém verifica-se a falta de empenho na promoção de um ensino de qualidade e uma maior
valoração da esfera educacional quanto a o ensino da língua espanhola, até mesmo de outros
docentes que fazem descaso da matéria, considerando-a irrelevante sem nenhum valor para o
currículo educacional.
Livemocha: contribuições no ensino de línguas estrangeiras
O Livemocha é uma rede social de ensino de línguas, que pode ser acessada pelo endereço
eletrônico: www.livemocha.com. São ofertados cursos de idiomas a mais de 9 milhões de membros
em 35 línguas, possibilitando a aprendizagem online com o auxilio de falantes nativos. É possível,
através da comunidade, acessar outros idiomas além do espanhol, por exemplo, e dicas culturais, das
quais as pessoas ensinam e aprendem umas com as outras.
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
O Livemocha oferece cursos em três níveis, iniciante, intermediário e avançado, promovendo
a possibilidade de desenvolver habilidades comunicativas, favorecendo o processo de compreensão,
produção escrita e oral. O curso de espanhol, por exemplo, é dividido em 4 módulos, o espanhol
101/102, espanhol 201/ 202, com dez unidades, contendo de cinco a seis lições, em média. Os
exercícios propostos se baseiam na seguinte estrutura:
a) APRENDER: são apresentadas várias imagens, atividades de escuta, pronúncia e
visualização da palavra/frase escrita, através do recurso de áudio, aparecendo a frase logo abaixo da
imagem e sua tradução, ao lado.
b) REVISÃO: são apresentadas as imagens novamente, sendo que se pode ler e ouvir a
palavra/frase para associá-la à imagem correspondente, ou encontrar o texto em espanhol por meio
das palavras que estão embaralhadas. Ainda na revisão há o ―chamariz‖, o estudante arrasta a
palavra/frase para dentro de uma caixa e associa à imagem correta.
c) ESCREVER: é apresentado um exercício discursivo, em que é dado uma pergunta ao
estudante, que deverá respondê-la na língua estudada; ao enviar o exercício, o mesmo é avaliado por
nativos, que corrigem, além de proporem sugestões para melhor adequação ao idioma estudado.
d) FALAR: é apresentado um texto, o qual é lido as palavras que o estudante acabou de
aprender; em seguida, deve-se gravar o texto e enviá-lo para que sejam analisados por nativos, que
corrigirão, analisando a pronúncia, fluência e há casos em que alguns, além de corrigirem, gravam um
novo exercício, estimulando ainda mais o aprendizado.
Além dos exercícios mencionados acima, há 4 atividades que são opcionais, sendo
disponibilizados 30 segundos para cada pergunta, contabilizado 40 no total, distribuídas entre leitura,
ouvir, chamariz e questionário. Ao terminar, há a seção compartilhe, na qual o estudante será o
professor e corrigirá atividades escritas e de áudios de outros membros que estão aprendendo o
idioma nativo dele, sendo recompensado com ―MOCHAPOINTS‖, por todas suas contribuições.
Além de poder adicionar e conversar com outras pessoas por um chat e fazer novas amizades.
Para Wolynec (2005 apud ALMEIDA; MELO, 2011, pp. 3531-3532), as principais vantagens
educacionais que resultam da complementação de um curso com instrumentos baseados na Internet
são: o aumento da comunicação estudante-estudante e professor-estudante; a viabilização de técnicas
de ensino centradas no aluno; a disponibilidade de acesso 24 horas, 7 dias por semana ao material
dos cursos; a aplicação de métodos de avaliação do progresso do aluno a cada etapa e a redução de
trabalho administrativo . Vantagens estas que podem ser evidenciadas no material disponibilizado no
Livemocha, que é ilustrativo, contribuindo para o ensino de línguas abordadas previamente em sala
de aula, através de atividade extraclasse. O professor, ao colocar-se como parceiro, orienta o aluno na
busca do conhecimento; eles estudam juntos, pesquisam, debatem, discutem desenvolvendo novas
habilidades e atitudes interacionais. Por portar-se como uma rede social, o aluno pode manter contato
com seus colegas de classe, com o próprio professor e outras pessoas que auxiliaram seu aprendizado
fora da sala de aula, trabalhando com novos recursos que são disponibilizados por intermédio dessa
mediação.
Os principais recursos evidenciados no Livemocha são as mídias operacionais disponibilizadas
no site, podendo ser trabalhadas as quatro habilidades linguísticas com eficiência, fato que não ocorre
com primazia nas escolas públicas, devido à carga horária reduzida e ao grande número de alunos por
classe. Além da troca de informações, vídeos, vivências e interações com pessoas de outros países,
despertando o aluno e instigando-o ainda mais quanto ao aprendizado de uma nova cultura e
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
informações contextualizadas, como curiosidades e dicas pertinentes ao cotidiano de outras
localidades.
A principal desvantagem talvez seja o fato da espera dos comentários, para analisar a evolução
do aprendizado e que seja construtivo, pois há alguns alunos que não dão muita importância, e
comentam de qualquer forma os exercícios, prejudicando o aprendizado de alguns iniciantes ou até
mesmo desmotivando-os por desconhecerem a metodologia utilizada no site, o que pode ser
evidenciado também no ensino presencial, a necessidade de alguém que acompanhe o trabalho do
aprendiz, norteando-o para sua melhoria e evolução.
Contudo, no geral a avaliação é positiva e o contato com nativos do idioma alvo o fator de
maior relevância no site, por ajudar bastante na aquisição de um segundo idioma.
Considerações finais
A inserção das NTIC‘s nas escolas, aliada ao ensino de línguas, possibilita uma analise das
metodologias de práticas educativas, que não se limitam a ler, ouvir, falar e entender, indo muito
além dessas quatro habilidades linguísticas, pois essa mediação interativa proporciona uma maior
proximidade com o idioma, auxilia o professor na intermediação pedagógica, viabilizando ao aluno
aprendizado e conhecimento, dentro e fora do âmbito escolar. Considera-se que o ensino de língua
estrangeira pode ser melhorado e motivado ainda mais, utilizando-se de recursos que a internet
proporciona como a execução de atividades online.
Desta forma, acredita-se que o ensino de línguas estrangeiras seria mais potencializado,
complementando as aulas presenciais, com a prática online, por intermediação das atividades
extraclasse, com o auxilio da internet. Nesse sentido, a rede social Livemocha proporciona novas
competências linguísticas, diversão, cultura, entretenimento, favorecendo o aprendizado e auxiliando
o professor, que pode contar com um grande aliado no contexto educacional. Por intermédio desse
portal o aluno tem a oportunidade de ampliar seus conhecimentos, aprender mais sobre o idioma
estudado, além de manter o contato com professor, colegas de classe e com pessoas de outros países,
adquirindo e ao mesmo tempo repassando novos saberes.
Portanto, a utilização das NTIC‘s nas instituições escolares, com acesso à internet e
professores capacitados para o uso desses aparatos, afeta positivamente a educação. A relação
computador-aluno deve acontecer de forma adequada, em que o aluno deixe de ser instruído e se
torne construtor do seu próprio conhecimento, possibilitando ao professor importantes reflexões a
respeito da língua e da cultura, para desenvolver o senso crítico dos estudantes e ampliar as
possibilidades de acesso a outros contextos socioculturais. Porém para que isso ocorra, é necessário
refletir sobre como essas práticas estão sendo aplicadas no âmbito escolar, e se realmente estão
possibilitando a consciência necessária quanto ao avanço das línguas e ao auxilio das TIC‘s de forma
construtiva no aprendizado dos discentes, contribuindo na formação de cidadãos reflexivos, críticos e
capazes de criar novas formas de se relacionar com o mundo.
Referências
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
ALMEIDA, Patricia Vasconcelos; MELO, Pamela Aparecida. Internet em beneficio da aprendizagem
autônoma de língua inglesa. In: Congresso Internacional da Abralin, VII, 2011, Curitiba. Disponível
em: <http://www.abralin. org/abralin11_cdrom/artigos/Patricia_Almeida.PDF>. Acesso em: 12 out.
2011.
BELLO, Adriana Xavier da Silva. Expectativas e Perspectivas dos Professores de Língua Espanhola
em Cuiabá MT. 9 maio 2011. Disponível em: <http://www.webartigos.com/articles/65645/1/
EXPECTATIVAS-PERSPECTATIVAS-DOS-PROFESSORES-DE-LINGUA-ESPANHOLA-EMCUIABA-MT/pagina1.html>. Acesso em: 22 nov. 2011.
BELLONI, Maria Luiza. Educação a distância. Campinas: Autores Associados, 1999.
BRASIL. Lei nº 11.161, de 05 de agosto de 2005. Dispõe sobre o ensino da língua espanhola.
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11161.htm>.
Acesso em: 11maio 2012.
BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei nº. 3987/2000. Dispõe sobre o ensino da língua
espanhola. Disponível em: <http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?id
Proposicao=20565>. Acesso em: 11 maio 2012.
BRASIL, Ministério da educação. Espanhol será obrigatório no ensino médio. 04 ago. 2005.
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content &view=article&id=3785
&catid=211&Itemid=86>. Acesso em: 08 nov. 2011.
BRASIL. Ministério da Educação. Orientações Curriculares para o Ensino Médio; volume 1.
Linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília: Secretaria de Educação Básica, 2006. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_01_internet.pdf>. Acesso: 22 maio 2011.
BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio.
Linguagens, códigos e suas tecnologias. Brasília, 2000. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/
seb/arquivos/pdf/14_24.pdf.>. Acesso em: 22 maio 2011.
BRASIL. Ministério da Educação. Salto para o Futuro. Tecnologias digitais na educação. Ano XIX,
boletim 19, nov./dez. 2009. Disponível em: <http://tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/17432019TecnologiasDigitaisEdu. pdf>. Acesso em: 13 maio 2012.
BUARQUE, Cristóvam. Formação e invenção do professor no século 21. 16 out. 2008. Disponível
em:
<http://oeducador.net/index.php/artigos/86-formacao-e-invencao-do-professor-no-seculo-21>.
Acesso em: 22 abr. 2011.
BUGEL, Talia. O espanhol na cidade de São Paulo: quem ensina qual variante a quem?. 1998.
Dissertação (Mestrado em Lingüística Aplicada) – Instituto de Estudos da Linguagem da
Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1998.
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
CUNHA, Gladys Gisele Antunes. Análise do método comunicativo moderado no processo
ensino/aprendizagem como língua espanhola. 2009. Monografia (Especialização em Didática e
Metodologia do Ensino Superior.) – Universidade do Extremo Sul Catarinense, Criciúma, 2009.
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. Campinas: Autores associados, 2002.
DURÃO, Adja B. de A. B.; ANDRADE, Otávio G. Problemas de ensino/aprendizagem de
brasileiros estudantes de espanhol. Londrina: Universidade Estadual de Londrina, 2000.
FERNANDEZ, Francisco Moreno. El Español en Brasil. In: SEDYCIAS, João (Org). O Ensino do
Espanhol no Brasil: passado, presente, futuro. São Paulo: Parábola, 2005. p. 14-34.
FERREIRA, Simone de Lucena. A internet como espaço de construção do conhecimento. In:
ALVES, Lynn Rosalina Gama; NOVA, Cristiane. Educação e tecnologia: trilhando caminhos.
Salvador: Uneb, 2003. p. 236-250.
FIALHO, Vanessa Ribas. O ensino mediado por computador na perspectiva da teoria da atividade.
In: ENCONTRO DO CÍRCULO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS DO SUL, 7, 2006, Pelotas.
Anais. Pelotas, 2006. Disponível em: <http://www.celsul.org.br/Encontros/07/dir2/15.pdf>. Acesso
em: 9 ago. 2012.
JUNGER, Cristina de Souza Vergnano. Reflexões sobre o ensino de E/LE no Brasil: propostas
governamentais, formação docente e práticas em sala de aula. In: Anuário brasileño de estudios
hispânicos. XV. Brasilia, 2005.
LEON, Italo Oscar Riccardi. As possibilidades da multimídia como um recurso informático de
comunicação digital interativa no ensino do espanhol como língua estrangeira (E/LE). In:
CONGRESSO BRASILEIRO DE HISPANISTAS, 2, 2002, São Paulo. Anais. São Paulo: Associação
Brasileira de Hispanistas, 2002. Disponível em: <http://www.proceedings.scielo.br/scielo.php?script=
sci_arttext&pid=MSC0000000012002000100030&lng=en&nrm=abn>. Acesso em: 8 maio 2012.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999.
MENDES, Maria Socorro dos Santos. O ideário da qualidade de ensino na escola pública: uma
leitura crítica sob a ótica da Psicologia escolar. Psicologia: Ensino & Formação, Brasília, v. 1, n. 2, p.
61-71, 2010. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/pef/v1n2/v1n2a06.pdf>. Acesso em: 9
ago. 2012.
MORAES, Fernando Silveira. Ensino de língua espanhola desafios a atuação docente..2010.
Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Metodista de Piracicaba,2010. Disponível em:
<http://www.unimep.br/phpg/bibdig/pdfs/docs/10032011_120607_dissertacao.pdf>. Acesso em:
27 abr.2011.
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Revista Letrando, v. 1
jan./jun. 2012
LINGUAGENS
SEDYCIAS, João (Org). O Ensino do Espanhol no Brasil: passado, presente, futuro. São Paulo:
Parábola, 2005.
REGO, Izabel de Moraes Sarmento. Incorporação das novas tecnologias na aula de língua
espanhola: possibilidades e dificuldades encontradas na produção de um texto publicitário. 2010.
Dissertação (Mestrado em Linguística aplicada) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de
Estudos da Linguagem, Campinas, 2010. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/
document/?Code=00076176>. Acesso em: 28 abr. 2011.
revistas.ojs.es/índex.php/letrando
Fly UP