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nossa língua, nossas línguas

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nossa língua, nossas línguas
1
NOSSA LÍNGUA,
NOSSAS LÍNGUAS
Origem e evolução da língua portuguesa
Sabemos que uma língua é formada por palavras de origens diversas, pois
se trata de um código, um conjunto de signos que se combinam segundo
regras e representa a cultura dos povos. Como a cultura é mutante – manifesta
os pensamentos, as habilidades e o desenvolvimento de uma comunidade
no decorrer de sua história –, obviamente, a língua também apresenta mutações em sua expressão, tanto oral como escrita. Com a língua portuguesa
não poderia ser diferente, ela traz consigo em sua evolução e dinâmica toda
influência da língua dos povos com os quais manteve e ainda mantém contato.
É possível identificar três grandes fontes que contribuíram para a formação
do vocabulário da língua portuguesa no Brasil:
Origem
Processo
Exemplos
Latim
Momento mais antigo
da formação da língua
portuguesa: palavras
que vêm direto do
latim.
Latim vulgar: imaculada: de mácula, mancha
Latim clássico: manchado, de mancha
Línguas
estrangeiras
Palavras que entraram
para a língua
portuguesa pelo
contato com outros
povos: contatos
comerciais, culturais e
políticos.
Termos de origem:
africana (girafa, banana)
americana (canoa, colibri)
árabe (alcachofra)
chinesa (nanquim, chá)
espanhola (naipe)
francesa (bicicleta)
germânica (marco)
grega (liceu)
hebraica (amém)
10
a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
inglesa (futebol)
italiana (cavalaria)
japonesa (quimono)
persa (do Irã) (bazar, azul)
russa (czar)
turca (bambu)
Línguas
locais
A partir do século xvi,
com a descoberta
do Brasil, termos
indígenas (tupiguarani) passam a ser
incorporados à língua
portuguesa.
abacaxi
mirim
caju
capixaba
Iracema
Ubirajara
Jaci
Por ter percorrido caminhos bastante diversos, a língua portuguesa apresenta muitos vocábulos diferentes nos países lusófonos: Portugal, Angola,
Moçambique, Guiné-Bissau, Timor Leste, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
Veja alguns deles:
Brasil
Portugal
Moçambique
Transporte coletivo
Propriedade agrícola
ônibus
autocarro
machimbombo e autocarro
sítio, chácara
quinta
machamba
Percebemos, então, que a formação da língua é dinâmica. São incorporados vocábulos novos e esquecidos aqueles que caem em desuso. Os movimentos socioculturais determinam, portanto, a riqueza da língua.
O registro formal das inovações ao léxico português nem sempre acompanha a rapidez do uso pelos falantes. Para nos informarmos sobre as palavras
de língua portuguesa, podemos consultar algumas publicações como:
Vocabulário
Ortográfico
da Língua
Portuguesa
(Volp)
Obra publicada e atualizada
periodicamente pela abl (Academia
Brasileira de Letras).
Apresenta a grafia e a classe gramatical
das palavras. Não apresenta seu
significado.
telefone s. m.
(Academia Brasileira de Letras.
Vocabulário ortográfico da língua
portuguesa. 5. ed. São Paulo: Global,
2009, p. 785.)
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
Dicionários de
sinônimos e/ou
definições
Obras organizadas por equipes de
pesquisadores.
Apresentam, além da grafia e da classe
gramatical, também os significados das
palavras.
Disponíveis principalmente na forma
impressa. Alguns já são apresentados
na forma eletrônica.
11
telefone (te-le-fo-ne) s. m.
1. Aparelho que, por meio da
eletricidade, transmite som,
especialmente a voz humana,
à distância. 2. coloq. Tapa
aplicado simultaneamente
com as duas mãos no ouvido
do agredido. [...]
(Academia Brasileira de Letras.
Dicionário escolar da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 2008, p. 1226.)
Dicionários
etimológicos
Obras que apresentam a origem e a
formação das palavras. Apresentam o
étimo das palavras, ou seja, seu termo
de origem.
harmonia s. f. ‘disposição
bem ordenada entre
as partes de um todo’,
‘sucessão agradável de sons’,
‘concórdia, consonância,
ordem, simetria’/armonia
XV/Do lat. harmonia, deriv.
do gr. harmonia ‘união,
proporção, acordo’. [...]
lobo¹ s. m. ‘animal carnívoro,
selvagem, da fam. dos
canídeos’ XIII. Do lat.
lupus-i//lobA² s. f. ‘a fêmea
do lobo’ meretriz 1572. Do
lat. lupa-ae//lobisomem/
lobishomem XVI/De um lat.
*lupishominem ‘homemlobo’.
(Cunha, A. G. Dicionário etimológico Nova Fronteira da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira,
1998, pp. 403; 478.)
ESTRUTURA DAS PALAVRAS
Imaginemos um esqueleto humano com cabeça, tronco, membros superiores e membros inferiores. Cada parte tem sua função particular, mas
todas se articulam de modo que o conjunto (o esqueleto) possa funcionar
plenamente e em harmonia.
12
a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
Assim como nosso corpo é formado de várias partes interdependentes,
a palavra também tem seus membros articulados entre si. Cada palavra é
composta de várias partículas com significado próprio, que, juntas, muitas
vezes, resultam em um termo com um significado maior.
Cada membro, ou partícula, da palavra tem um nome próprio. São eles:
Radical
Elemento essencial da
palavra, sua partícula
básica.
menin-o
menin-a
Vogal temática
Vogal acrescida ao
radical.
É essencial nos verbos
porque determina
sua conjugação.
Aparece em alguns
substantivos, adjetivos
e pronomes.
falar/falava
comer/comerá
rir/ria
menina/menino
Tema
radical + uma vogal
fala-r/fala-va
come-r/come-rá
ri-r/ri-a
menino-s
Desinências:
elementos
finais da
palavra com
a função de
indicar algumas
características
gramaticais.
Nominais: indicam,
nos substantivos e
adjetivos:
o gênero (feminino e
masculino) e/ou
o número (singular e
plural).
engenheiro (masculino/singular)
engenheira (feminino/singular)
engenheiros (masculino/ plural)
Verbais: indicam, nas
formas verbais:
modo, tempo, número
e pessoa.
cantavas
s: desinência número-pessoal, indica 2ª
pessoa do singular
cantavas
va: desinência modo-temporal, indica
pretérito imperfeito do indicativo
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
Afixos:
partículas que
modificam o
significado do
radical.
Vogais e
consoantes de
ligação:
servem para
facilitar a
pronúncia da
palavra.
13
Prefixos: acrescidos
antes do radical.
(pref. + rad.)
desleal = pref. des + rad. leal
imoral = pref. i + rad. moral
Sufixos: acrescidos
depois do radical.
(rad. + suf.)
lealdade = rad. leal + suf. dade
moralizar = rad. moral + pref. izar
Prefixos + sufixos:
acrescidos antes e
depois do radical
(pref. + rad. + suf.)
deslealdade: pref. des + rad. leal + suf. dade
infelizmente: pref. in + rad. feliz + suf. mente
imortalizar: pref. i + rad. mortal + suf. izar
Vogais de ligação
flor + e + s (em vez de flors)
ané + i + s = (em vez de anels)
Consoantes de ligação
pe + z + inho (em vez de peinho)
cha + l + eira (em vez de chaeira)
pobre + t + ão (em vez de pobreão)
Obs. 1: Verbo pôr não tem vogal temática porque antigamente se
escrevia “poer”. Portanto, ele ainda pertence à 2ª conjugação (vogal
temática: “e”, que aparece em algumas formas do verbo e palavras
derivadas). Ex.:
• Ele põe.
• Eles põem.
• Galinha poedeira.
Obs. 2: Não confundir vogais e consoantes de ligação (1) com
desinências (2). Enquanto as vogais e consoantes de ligação servem
apenas para facilitar a pronúncia, as desinências têm função de indicar
traços gramaticais da palavra. Ex.:
• (1) flor + e + s (em vez de flors)
• (1) pe + z + inho (em vez de peinho)
• (2) engenheiros (masculino/plural)
14
a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
Alguns exemplos
• pobretão – pobrezinho
Prefixo
Radical
Consoante
de ligação
Sufixo
–
POBRE
T
ÃO
–
POBRE
Z
INHO
• inconstante – constantemente
Prefixo
Radical
Vogal temática
Sufixo
IN
CONSTANT
E
–
–
CONSTANT
E
MENTE
• vendessem – revenda
Prefixo
Radical
Vogal temática
Desinência
modotemporal
Desinência
númeropessoal
–
VEND
E
SSE
M
Prefixo
Radical
Vogal temática
Desinência nominal
RE
VEND
–
A
Processos de formação de palavras
As palavras podem ter em sua formação os seguintes processos:
Composição
Justaposição: união de termos
sem alteração fonética.
guarda-chuva
pontapé (ponta + pé)
Aglutinação: união de termos com
alteração fonética.
planalto (plano + alto)
aguardente (água + ardente)
Hibridismo: união de termos com
radicais de origens diferentes.
televisão (grego + latim)
automóvel (grego + latim)
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
Derivação
Prefixal: com uso de prefixos.
amoral
imoral
Sufixal: com uso de sufixos.
moralmente
Parassintética: com uso
simultâneo de prefixos e sufixos.
empobrecer
amanhecer
Prefixal e sufixal: com uso
alternado ou conjunto de prefixos
e sufixos.
reconhecimento
desalmado
Imprópria: resulta na mudança
da classe gramatical da palavra
original.
viver e aprender
(verbo passa a substantivo)
Regressiva: resulta na redução
da palavra, principalmente casos
derivados de verbos e também de
substantivos.
o atraso: de atrasar
a (re)venda: de (re)vender
o combate: de combater
o desprezo: de desprezar
15
Não confundir derivação parassintética com derivação prefixal
e sufixal.
Na parassintética: tanto prefixo como sufixo são colocados ao
mesmo tempo. Se retirarmos um deles, não subsiste uma palavra
autônoma.
Ex.: empobrecer:
•sem prefixo: pobrecer (?)
•sem sufixo: empobre (?)
Na prefixal e sufixal: a colocação do prefixo e do sufixo é feita
separadamente. Se retirarmos um deles, subsiste uma palavra
com sentido próprio.
Ex.: desanimado:
•sem prefixo: animado
•sem sufixo: desânimo
Alguns autores ainda consideram mais três processos de formação de
palavras:
Abreviação ou redução: forma
reduzida de outra palavra.
a foto(grafia), o auto(móvel), o quilo(grama),
a moto(cicleta)
Onomatopeia: imitação de sons.
o tique-taque, o reco-reco
16
a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
onu (Organização das Nações Unidas)
oab (Ordem dos Advogados do Brasil)
clt (Consolidação das Leis do Trabalho)
Sigla: redução de termos ou
expressões com o uso de letras
ou sílabas iniciais
Os seguintes exemplos de prefixos, sufixos e radicais demonstram a riqueza
da formação da Língua Portuguesa.
Prefixos
Prefixos latinos
Prefixos latinos
Significados
Exemplos
ab-, abs-
afastamento, separação
abjurar, abstenção
ad-, a-
aproximação
advérbio, abeirar
ambi-
duplicidade
ambiguidade
ante-
anterior, que vem antes
antessala
bene-, ben-, bem-
muito bom
beneficência, benfeitor,
bem-amado
bis-, bi-
duas vezes
bisavó, bipolar
circum-, circun-
em torno de
circum-navegação,
circunferência
com-, con-, co-
combinação
compatriota, conterrâneo,
coautor
contra-
oposição
contraposição
de-, des-, dis-
para baixo, afastamento,
negação, contrário
decapitação, desconstrução,
discordância
ex-, es-, e-
para fora, mudança, separação
explodir, escama, emigrar
extra-
exterior, superior
extraterrestre
in-, im-, i-
negação
infeliz, imparcial, ilegal
in-, im-, i-, em-, en-
para dentro
inalar, importar, imigrar,
embarcar
inter-, entre-
intermediário
interface, entrelinhas
intra-, intro-
para dentro
intratérmico, introspectivo
justa-
ao lado de
justaposto
o-, ob-
oposição
oposição, obstruir
per-
movimento através de
percorrer
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
17
post-, pos-
posterior
postergar, posposto
pre-
anterior, superior
prever
pro-
em frente, para frente
proclamação
re-
repetição
rever
retro-
para trás
retrospectiva
semi-
metade, quase
semicírculo
sub-, sob-, so-
inferior
subcutâneo, sobpor,
soterramento
super-, sobre-
superior
superpoderoso, sobressalente
trans-, tras-, tra-,
tres-
através de, além de
transporte, trasmontano,
tradução, trespassar
ultra-
além de, excessivo
ultramarino, ultrarrápido
vice-, vis-
substituição
vice-presidente, visconde
Prefixos gregos
Prefixos gregos
Significados
Exemplos
a-, an-
negação, privação
ateísmo, anarquia
ana-
afastamento, movimento
inverso (e o outros)
anacrônico, anagrama
anfi-
duplicidade
anfíbio
anti-
contrário
antibélico
arqui-
superior
arquidiocese
di-
duas vezes
dígrafo
dia-
através
dialogar
dis-
dificuldade
dislexia
endo-
inferior
endocraniano
epi-
superior
epígrafe
ec-, ex-, exo-
para fora
ectoplasma, êxodo, exógeno
hemi-
metade
hemisfério
hiper-
superior, excesso
hipertensão
hipo-
inferior, falta de
hipotensão
meta-
mudança
metamorfose
para-
aproximação
paralelo
peri-
em torno de
perímetro
pro-
anterior
prognóstico
sin-, sim-, si-
simultaneidade
sincronia, simpatia, silogismo
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a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
Sufixos
Sufixos nominais
Sufixos nominais
Significados
Exemplos
-or, -eiro, -ário
função, profissão
professor, marceneiro,
bibliotecário
-ão, -ada, -mento,
-ura
ação ou resultado de ação
produção, facada,
reconhecimento, fartura
-ade, -eza, -ice, -ura
qualidade, estado
amizade, tristeza, chatice,
ternura
-ela, -im, -ejo, -inho
diminutivos
viela, flautim, vilarejo, pezinho
-ato, -aria, -ório, -ério
lugar
pensionato, padaria, refeitório,
monastério
-al, -ama, -edo, -eiro
conjunto, quantidade
bambuzal, dinheirama,
arvoredo, espinheiro
-oso, -ento, -onho,
-udo
excessivo
guloso, espinhento, medonho,
narigudo
-eo, -ino
material
férreo, aquilino
-al, -estre, -ino, -ático
referente a
material, silvestre, divino,
lunático
-ista, -ês, -eno, -ano
origem
paulista, português, chileno,
castelhano
-ável, -iço, -ivo, -ível
possibilidade
potável, movediço, lucrativo,
possível
-ista, -ano
seguidor
socialista, republicano
-ismo, -ica
sistema, ciência
catolicismo, física
-ose, -eia, -ismo
inflamação, doença
lordose, apneia, traumatismo
Sufixos verbais
Sufixos verbais
-ejar, -ear
Significados
ações repetitivas
Exemplos
sacolejar, espernear
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
-icar, -iscar
ações menos intensas
bebericar, petiscar
-ecer
ações iniciais ou
mudanças de estado
anoitecer
-izar, -entar
ações causais
amenizar, requentar
19
Sufixos de origem tupi-guarani
Sufixos de origem
tupi-guarani
Significados
Exemplos
-açu
grande, vasto
capim-açu
-guaçu
grande, vasto
Mogi guaçu (Moji guaçu)
-mirim
pequeno
Mogi mirim (Moji mirim)
Radicais
São muitos os radicais gregos e latinos que compõem a formação das
palavras portuguesas. A seguir, uma amostra dos mais utilizados. Eles tanto
podem aparecer como primeiro ou segundo elemento da palavra.
Radicais gregos
Radicais gregos
Significados
Exemplos
acro
alto
acrobacia
aero
ar
aeroporto
algia
dor
nevralgia
antropo
homem
antropologia
arcai
antigo
arcaico
aristo
nobre, melhor
aristocracia
auto
próprio
automóvel
biblio
livro
bibliografia
bio
vida
biografia
cali
belo
caligrafia
20
a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
cefalo
cabeça
encefalograma
cracia
força, poder
democracia
croma
cor
monocromático
crono
tempo
cronologia
da(c)tilo
dedo
datilografia
demo
povo
democracia
edro
lado, face
poliedro
entero
intestino
gastroenterologista
etno
raça
etnográfico
filo
amigo, estudioso de
filólogo
fobo
que tem medo
claustrofobia
fone
voz, som
telefone
gamo
casamento
monogamia, polígamo
geo
terra
geologia
geno
nascimento
genética, genoma
gine
mulher
ginecologista
hidro
água
hidrofobia
hema
sangue
hemograma
helio
sol
heliocêntrico
hepta
sete
heptacampeão
hipno
sono
hipnose
homo
igual
homônimo
iso
igual
isonomia
leuco
branco
leucócitos (glóbulos brancos)
lipo
gordura
lipoaspiração
logia
estudo
zoologia
mania
inclinação, gosto
maníaco-depressivo
metro
medida
cronômetro
morfo
forma
morfologia
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
necro
morto
necrópsia/necropsia
nefro
rim
nefrologista
odonto
dente
odontologia
oftalmo
olho
oftalmologista
orto
certo
ortografia
pato
doença
patologia
pedia
instrução
enciclopédia
poli
muitos
poliedro
polis
cidade
metrópole
pseudo
falso
pseudônimo
quilo
mil
quilômetro
raquis
coluna vertebral
raquitismo
rino
nariz
rinite
sacaro
açúcar
sacarose
sofia
sabedoria
filosofia
stoma
boca
estomatite
taqui
rápido
taquicardia
terapia
cura
psicoterapia
tetra
quatro
tetracampeonato
tono
tom, tensão
monótono
xeno
estrangeiro
xenófobo
xero
seco
xerografia
xilo
madeira
xilografia
zoo
animal
zoológico
Radicais latinos
Radicais latinos
Significados
Exemplos
agri
campo
agricultura
ambi
ambos
ambidestro
21
22
a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
arbori
árvore
arborizar
beli
guerra
belicoso
capiti
cabeça
capital, decapitar
cida
que mata
genocídio
cultura
que é cultivado
agricultura
doceo
que ensina
docente
ferri
ferro
enferrujar
forme
forma
disforme
frater
irmão
fraternal
igni
fogo
ígneo
loco
lugar
localizar
ludo
jogo
lúdico
mater
mãe
maternal
morti
morte
mortífero
oni
todo
onipresente
pater
pai
paternal
pede
pé
quadrúpede
pisci
peixe
piscicultor
pluri
vários
pluralidade
pluvi
chuva
pluviométrico
quadri
quatro
quadrúpede
reti
reto
retilínea
silva
floresta, selva
silvícola
tri
três
tríceps
umbra
sombra
umbroso
uni
um
único
vini
vinho
vinicultura
voci
voz
vociferar
voro
que come
herbívoro
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
23
Processos de criação de palavras
Neologismo
Neologismo é uma palavra ou expressão nova ou com sentido
renovado que, conforme a intensidade do uso, pode ser assimilada
pela língua-padrão. Expressa o dinamismo da linguagem.
Os neologismos surgem da necessidade de nomear uma nova realidade
tanto no campo da ciência quanto no da arte, enfim, em todos os campos
do conhecimento e mesmo a partir da linguagem comum e da influência de
uma língua estrangeira (ver “Estrangeirismo”).
Alguns neologismos atuais:
Amanhã é meu níver.
Amanhã é meu aniversário.
Adoro refri.
Adoro refrigerante.
Ele é animal!
Ele é muito bom!
Ela gosta de causar.
Ela gosta de impressionar/criar confusão/
aparecer.
Estamos só ficando.
Estamos só nos relacionando sem
compromisso.
Ele me azarou na festa.
Ele me paquerou na festa.
Processos de formação dos neologismos
Há múltiplos processos de formação de neologismos. A criação de termos
ou expressões pode surgir a partir de comparação com termos já usados,
por prefixação, sufixação, justaposição ou aglutinação de termos ou até por
empréstimo de termos de outras línguas.
24
a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
Exemplos:
super-herói
herói muito capacitado
não policial
civil
enxugamento
contenção de despesas
pacotão, mensalão
conjunto de medidas
besteirol
conjunto cômico de bobagens
skatistas
que usam skate
jeans
estrangeirismo
xampu
estrangeirismo
abajur
estrangeirismo
Observe o uso de neologismos (no nível da palavra e da frase) criados
magnificamente por Guimarães Rosa, no conto “Fita verde no cabelo”.
“Havia uma aldeia em algum lugar, nem maior nem menor,
com velhos e velhas que velhavam, homens e mulheres que
esperavam, e meninos e meninas que nasciam e cresciam.
Todos com juízo, suficientemente, menos uma meninazinha,
a que por enquanto. Aquela, um dia, saiu de lá, com uma
fita verde inventada no cabelo.
Sua mãe mandara-a, com um cesto e um pote, à avó, que a
amava, a uma outra e quase igualzinha aldeia.
Fita-Verde partiu, sobre logo, ela a linda, tudo era uma vez.
O pote continha um doce em calda, e o cesto estava vazio,
que para buscar framboesas.
Daí, que, indo, no atravessar o bosque, viu só os
lenhadores, que por lá lenhavam; mas o lobo nenhum,
desconhecido nem peludo. Pois os lenhadores tinham
exterminado o lobo.”
(Rosa, João Guimarães. Fita verde no cabelo: nova velha história. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, s/d.)
Já vimos que os neologismos podem expressar inventividade no texto
escrito. É comum, portanto, os neologismos indicarem que o autor é pessoa
atualizada.
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
25
Veja na seguinte canção o uso do neologismo “desconfigurar” confere
ao texto um caráter de modernidade quando associado a outros vocábulos
como: pane no sistema e reconfigurar o sistema.
“Admirável chip novo”
[Alusão ao livro de Aldous Huxley,
Admirável mundo novo (1932)]
Pane no sistema, alguém me desconfigurou
Aonde* estão meus olhos de robô?
Eu não sabia, eu não tinha percebido
Eu sempre achei que era vivo
Parafuso e fluido em lugar de articulação
Até achava que aqui batia um coração
Nada é orgânico, é tudo programado
E eu achando que tinha me libertado
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste e viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga...
Não senhor, Sim senhor (2x)
Mas lá vem eles novamente
E eu sei o que vão fazer:
Reinstalar o sistema.
(Pitty. “Admirável chip novo”. Admirável chip novo, CD. Deckdisc, 2003.)
Para finalizar, observe como Manuel Bandeira reflete a respeito do neologismo no poema a seguir:
* É importante destacarmos que a palavra “aonde” foi usada em desacordo com a norma culta. Observe:
• Aonde: indica o lugar ao qual se vai. Usa-se aonde com os verbos que indicam movimento, deslocamento.
• Onde: indica o lugar “em que se está” ou em que se permanece. Usa-se a forma onde com os verbos estáticos
que pedem preposição em.
26
a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
“Neologismo”
Beijo pouco, falo menos ainda
Mas, invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar
Intransitivo;
Teadoro, Teodora.
(Bandeira, Manuel. Neologismo. Manuel Bandeira. Org. Salete de Almeida
Cara. São Paulo: Abril Educação, 1981, p. 82.)
Estrangeirismo
Como vimos, neologismo é uma palavra ou expressão que criamos
quando necessitamos nomear uma nova realidade. Conforme a intensidade
do uso, o neologismo pode ser assimilado pela língua-padrão.
Vimos também que há vários processos de formação dos neologismos.
Um desses processos é o que resulta nos estrangeirismos.
Estrangeirismo é o uso de termos ou expressões tomadas por
empréstimo de outras línguas.
Processos de formação dos estrangeirismos
Os estrangeirismos podem ser de várias origens:
• Anglicanismos (ou anglicismos): provenientes do inglês (futebol/
shopping/happy-hour);
• Arabismos: provenientes do árabe (bazar/beirute);
• Galicismos (ou francesismos): provenientes do francês (matinê/
toalete);
• Castelhanismos: provenientes do espanhol (guitarra/massivo);
• Italianismos: provenientes do italiano (pizza/fogazza/muçarela/
mozarela);
• Germanismos: provenientes do alemão (chope);
• Grecismos: do grego (olímpico);
• Latinismos: provenientes do latim (currículo).
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
27
Quem nunca usou alguns destes termos?
linkar
blogueiro
internauta
clicar
site
deletar
twittar
Às vezes, usamos a palavra ou expressão estrangeira da forma como é
grafada na língua original:
• skatistas (que usam skate)
• jeans (tecido/calças)
• avant-première (primeira apresentação)
• apartheid (vida separada/segregação)
• telex (meio de comunicação)
Outras vezes, fazemos adaptações na grafia, como em:
• xampu (shampoo: produto de higiene)
• abajur (abat-jour: quebra-luz)
• gol (goal: meta)
Algumas adaptações de termos franceses que resultaram em galicismos:
Termo original francês
Galicismo
avalanche
ballet
bâton
bibelot
bidet
boite
brevet
bouquet
boutique
buffet
cabine
champagne
châlet
camelot
avalanche/avalancha
balé
batom
bibelô
bidê
boate
brevê
buquê
butique
bufê
cabine/cabina
champanhe/champanha
chalé
camelô
28
a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
camionnette
carnet
chic
cognac
complot
coupon
dossier
édredon
filet
gaffe
garage
garçon
guichet
madame
mayonnaise
maquette
maquillage
matinée
omelette
pivot
purée
raquette
sabotage
toilette
vitrine
camionete/camioneta/
caminhonete/caminhoneta
carnê
chique
conhaque
complô
cupom
dossiê
edredom/edredão
filé/filete
gafe
garagem
garçom/garção
guichê
madame/madama
maionese
maquete/maqueta
maquiagem/maquilagem
matinê
omelete/omeleta
pivô
purê/puré
raquete/raqueta
sabotagem
toalete
vitrine/vitrina
Curiosidades sobre anglicanismos
(termos provenientes da língua inglesa)
Sanduíche: no século xviii, John Montagu, conde Eduardo de Sandwich
(1718-92), sentia-se tão bem à mesa do jogo que nem mesmo para tomar as
refeições dela se afastava. Teve, então, a ideia de mandar preparar fatias de
pão com carne ou queijo, saboreando-as enquanto jogava.
Linchar: derivado do nome próprio inglês Lynch, e da expressão Lynch’s law
(lei de Lynch). Entre o século xv e o século xix, vários juízes com o mesmo
nome, na Irlanda e nos Estados Unidos, condenaram criminosos sem processo
legal. “Linchar” significa “executar sumariamente, segundo a lei chamada de
Lynch; aplicação da lei de Lynch; execução sumária por uma populaça”.
Boicote: do nome do capitão inglês James ou Charles Cunningham Boycott
(1832-97), administrador das fazendas de Lord Erne, no distrito
de Comemara, Irlanda. Boycott provocou, por volta de 1880, em
consequência de suas exigências excessivas e severidades exageradas,
uma recusa geral de trabalhar às suas ordens. “Boicote” significa “forma
de coerção ou represália que consiste em impedir ou romper qualquer
relação social ou comercial”.
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
29
Slogan: do inglês slogan, grito de guerra dos antigos montanheses da
Escócia. Breve fórmula para fins e propaganda, apelo, lembrança, sugestão
em poucas palavras, divisa, lema.
(Fonte: Schmidt-Radefeldt, Jurgen; Suring, Dorothea. Dicionário dos anglicismos e germanismos da língua portuguesa. Frankfurt am Main: Ferrer de Mesquita, 1997. Apud Ilari,
Rodolfo. Introdução ao estudo do léxico. São Paulo: Contexto, 2002, p. 24.)
Observe o refrão da música a seguir e veja como os compositores transformaram o verbo “equalize” (em inglês) em “equalizar” (em português).
“Equalize”
Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito
Enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho, tão de perto
Me balanço devagar
Como quando você me embala
O ritmo rola fácil
Parece que foi ensaiado
Eu vou equalizar você
Numa frequência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim [...]
(Pitty; Souza, Peu. “Equalize”. Admirável chip novo. CD. Deckdisc, 2003.)
Vício ou recurso linguístico?
De acordo com a gramática oficial da língua portuguesa, o estrangeirismo
é classificado como barbarismo, ou seja, seria um vício de linguagem. No
entanto, atualmente há uma polêmica sobre a adequação ou não do uso de
estrangeirismos na língua portuguesa.
Por um lado, há os que consideram inadequado o uso de estrangeirismos.
Um deputado apresentou, recentemente, projeto de lei que propõe punições
para o uso abusivo de palavras estrangeiras em nosso idioma. Por outro lado,
há os que consideram que a língua é dinâmica e se os falantes introduziram
termos emprestados de outros idiomas é porque isso se fez necessário. Como
traduzir as palavras “pizza”, “filé” ou “purê”?
Para finalizar, observe como Zeca Baleiro faz uma crítica bem-humorada
ao uso exagerado de estrangeirismos na língua portuguesa.
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a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
“Samba do approach”
Venha provar meu brunch
Saiba que eu tenho approach
Na hora do lunch
Eu ando de ferryboat
Eu tenho savoir-faire
Meu temperamento é light
Minha casa é hi-tech
Toda hora rola um insight
Já fui fã do Jethro Tull
Hoje me amarro no Slash
Minha vida agora é cool
Meu passado é que foi trash
Fica ligada no link
Que eu vou confessar my love
Depois do décimo drink
Só um bom e velho Engov
Eu tirei o meu green card
E fui pra Miami Beach
Posso não ser pop star
Mas já sou um nouveau riche
Eu tenho sex-appeal
Saca só meu background
Veloz como Damon Hill
Tenaz como Fittipaldi
Não dispenso um happy end
Quero jogar no dream team
De dia um macho man
E de noite drag queen
(Baleiro, Zeca. “Samba do approach”.Vô Imbolá. CD. MZA Music, s/d.)
Sempre que você for escrever um estrangeirismo em sua forma
original, as palavras ou expressões devem vir em itálico (texto
digitado) ou entre aspas (texto manuscrito).
Arcaísmo
Como sabemos, a língua é um código mutante, ou seja, sofre mudanças
constantes no decorrer dos tempos. Há expressões que caem em desuso e
outras novas que são inseridas no conjunto do nosso vocabulário.
Assim é a nossa língua portuguesa: quando deixamos de usar certas expressões, elas se transformam em arcaísmos; quando acrescentamos outras
ao nosso vocabulário, elas são chamadas de neologismos. São procedimentos
linguísticos que se opõem.
Processo de formação dos arcaísmos
Arcaísmo é uma palavra, uma expressão ou mesmo uma
construção frasal que caiu em desuso. Pode comprometer a
comunicação ou refletir um traço de estilo do autor.
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
31
Vício ou recurso linguístico?
Literariamente, o arcaísmo pode ser um recurso de evocação do passado
ao favorecer a recriação de uma atmosfera solene ou pitoresca de uma época.
É o caso da linguagem utilizada em novelas ou filmes históricos.
O uso exagerado de arcaísmos pode indicar que a pessoa não está sintonizada com as mudanças de seu tempo.
Veja como Paulo Mendes Campos inicia sua crônica “Ser brotinho”, do
livro O cego de Ipanema.
“Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser
brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das
mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse
de riso irresistível.”
(Campos, Paulo Mendes. O cego de Ipanema. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1960, p. 15.)
Observe as expressões que se tornaram arcaísmos em “Caso de secretária”,
de Carlos Drummond de Andrade, do livro Cadeira de balanço:
“– O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?
Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos era uma
droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite,
solitário, como o lobo da estepe.”
(Andrade, Carlos Drummond. Cadeira de balanço. São Paulo: Record, 1993, p. 27.)
Os arcaísmos, portanto, não foram sempre arcaísmos. Determinadas
expressões vocabulares passam a ser consideradas antiquadas com o decorrer
do tempo e, muitas vezes, dependem do local ou contexto em que são utilizadas. Há expressões usadas hoje em Portugal que, no Brasil, são consideradas
arcaísmos. Veja:
Em Portugal (hoje)
No Brasil (hoje)
Quero uma chávena de chá.
Quero uma xícara de chá.
O púcaro de açúcar está cheio.
O pote de açúcar está cheio.
32
a língua como EXPRESSÃO E CRIAÇÃO
A seguir, alguns arcaísmos e seus significados:
acepipe
aperitivo, petisco
alcaguete
delator
alfarrábio
sebo de livros
ceroula
cueca longa
fuá, banzé
confusão
janota
pessoa elegante,
bem-vestida
macambúzio
carrancudo, triste
nosocômio
hospital
sabatina
prova escolar
cáspite!
puxa! caramba!
doer pra chuchu
doer muito
supimpa
interessante
apresamento
captura
corsário
pirata
Divirta-se agora com as seguintes letras de músicas da época da Jovem
Guarda.
“Broto legal (I’m in love)”
Olha que broto legal
Garoto fenomenal
Fez um sucesso total
E abafou no festival
E quando ele entrou
O broto logo me olhou
Pra mim sorrindo piscou
E pra dançar então tirou
O broto então
Se revelou
Mostrou ser maioral
A turma toda até parou
No rock’n roll
Nós dois demos um show
Puxei o broto pra cá
Virei o broto pra lá
A turma toda gritou
Rock’n roll!
E rock continuou [...]
(Earnhart [versão Renato Côrte Real].
“Broto legal (I’m in love)”. Celly Campello.
cd. Serie Bis: Jovem Guarda, 2000.)
NOSSA LÍNGUA, NOSSAS LÍNGUAS
33
“Festa de arromba”
Vejam só que festa de arromba
Outro dia eu fui parar
Presentes no local,
O rádio e a televisão
Cinema, mil jornais
Muita gente, confusão
Quase não consigo
Na entrada chegar
Pois a multidão
Estava de amargar
Hey, hey (hey, hey)
Que onda
Que festa de arromba
Não parasse de dançar
Mas vejam quem chegou de repente
Roberto Carlos em seu novo carrão
Enquanto Tony e Demétrius
Fumavam no jardim
Sérgio e Zé Ricardo
Esbarravam em mim
Lá fora um corre corre
Dos brotos do lugar
Era o Ed Wilson que acabava de
chegar
Hey, hey (hey, hey)
Que onda
Que festa de arromba [...]
(Carlos, Erasmo; Carlos, Roberto. “Festa de
arromba”. 20 músicas do século xx. Jovem Guarda.
CD. Millennium, s/d.)
Para finalizar, vamos substituir os arcaísmos no texto a seguir?
• Estes quitutes e acepipes estão supimpas. No sarau de trovadores e
menestréis, servir-se-á alguma beberagem?
(Estes salgadinhos e docinhos estão excelentes. Na reunião de poetas e
músicos, será servida alguma bebida?)
Níveis da linguagem
Dois níveis principais marcam a língua: o mais coloquial e o mais formal.
Ao construirmos nosso texto, devemos escolher o ponto mais adequado entre um e outro em função do público que pretendemos atingir. Na prática,
existem caminhos que podem ser percorridos entre os dois níveis: podemos
ser mais ou menos coloquiais, mais ou menos formais.
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