...

A Humidade Ascendente Provoca Condensações (!) , Estudo de

by user

on
Category: Documents
2

views

Report

Comments

Transcript

A Humidade Ascendente Provoca Condensações (!) , Estudo de
A HUMIDADE ASCENDENTE PROVOCA CONDENSAÇÕES ( ! )
1-4
“A HUMIDADE ASCENDENTE PROVOCA
CONDENSAÇÕES ( ! )”
Estudo de Caso
Graham Roy Coleman.
B.Sc(Hons),M.I.Biol.,C.Biol.,A.I.W.Sc.,F.Inst.R.T.S..
«http://www.mill-rise.freeserve.co.uk/Case%201.htm»
Antecedentes :
Foi reclamada a existência de humidade num piso térreo pelo respectivo arrendatário. O seu
Perito dizia que essa humidade provocava condensações na linha de junção do pavimento com as
paredes. Ele defendia, também, que ainda estava activa nessas paredes alguma humidade ascendente
após a execução de trabalhos de impermeabilização e que isso provocava humidade na atmosfera.
A investigação :
Na sala de estar, a parede
exterior do fundo (construção sólida)
estava distintamente húmida – o papel
de parede estava claramente descolado
das paredes e formavam-se gotas de
água na superfície pintada por trás
desse papel : era visível uma distinta
“marca de maré” ao correr do estuque
exposto na face da parede exterior do
fundo, com cerca de 1000 a 1100 mm de
altura. Esta “marca de maré” estendia-se
para baixo até à parede lateral direita.
A HUMIDADE ASCENDENTE PROVOCA CONDENSAÇÕES ( ! )
2-4
Notava-se muito pouco bolor
nessa sala, mas tinha ocorrido um
crescimento
considerável
noutras
divisões, especialmente nos cantos e
noutras áreas com condições de ar
estagnado.
As condições interiores eram de 24
º C e 71 % de humidade relativa na altura da
inspecção (pressão interior de vapor = 2,1
kPa, pressão exterior de vapor = 1,1 kPa).
Abaixo dos 1100 mm, a temperatura
da superfície da parede do fundo estava
mais fria que a temperatura do ponto de
orvalho; estava-se, portanto, a formar
condensação activa na ocasião da
inspecção.
A HUMIDADE ASCENDENTE PROVOCA CONDENSAÇÕES ( ! )
3-4
Foram
registadas
medições
elevadas da humidade superficial nessa
parede do fundo. Mas na parede da frente
(interior) o papel de parede aparecia são,
embora registasse também uma humidade
superficial elevada. Apesar disso, foram
registadas
leituras
de
humidade
significativamente inferiores por baixo desse
mesmo papel.
As análises de humidade mostravam que a parede por baixo do papel estava basicamente “seca”,
ou seja, não havia virtualmente água livre (capilar), pelo que a humidade ascendente não podia estar
activa. Notava-se uma ligeira “faixa salgada” aos 1200 mm, o que indicava que a humidade ascendente
tinha, no passado, subido até esse nível : mas que ela já não estava activa.
As
análises
ao
reboco
demonstraram que o material era de boa
qualidade, com 1 : 3 cimento/areia,
conforme estava especificado, e tinha uma
elevada resistência contra a água.
A habitação não tinha ventilação e
as suas janelas eram de dupla vidraça.
Reparar, por favor : foram
examinadas outras áreas da mesma
habitação pelos métodos acima referidos.
Conclusão :
A humidade ascendente já não estava activa, e as paredes examinadas estavam “secas”; a
camada impermeabilizante injectada e o reboco que lhe estava associado eram muito eficientes no
desempenho das suas funções.
A humidade e os danos na decoração eram devidos, apenas, a uma severa condensação
localizada na parte inferior das frias paredes da sala – isto também tinha originado a “marca de maré” que
era visualmente mal interpretada como sendo consequência de uma humidade ascendente. O elevado
nível de vapor dentro da habitação era apenas consequente da produção interna de humidade durante o
dia, pelas actividades normais, associada à quase ausência de uma apropriada ventilação.
A humidade na linha de junção pavimento / parede era consequente de essa condensação
escorrer pela parede – isto também era perfeitamente visível.
A HUMIDADE ASCENDENTE PROVOCA CONDENSAÇÕES ( ! )
4-4
A parede da frente também demonstrou estar “seca”, sendo as elevadas medições de humidade
na sua superfície consequentes de o papel de parede (à base de madeira) absorver a humidade a partir
da elevada quantidade desta contida no ar.
A humidade era, portanto, devida à produção interna de água durante as actividades diárias, a
qual condensava nas mais frias paredes exteriores; não era consequência de humidade ascendente,
conforme os Peritos do arrendatário tinham afirmado.
© G.R.Coleman 2000
Tradução por
António de Borja Araújo, eng.º civil I.S.T.
5 de Maio de 2003
Fly UP