...

O acrobata e o jovem arlequim

by user

on
Category: Documents
7

views

Report

Comments

Transcript

O acrobata e o jovem arlequim
O acrobata e o jovem arlequim - Simplicíssimo
Escrito por Bernardo WK
Ter, 24 de Maio de 2005 04:59 - Última atualização Qua, 25 de Maio de 2005 04:27
"Também a nota pelo retorno do Gabriel Silveira e do Bernardo WK, grandes
participações".
Rafael Luiz Reinehr - 29/09/2004
Hei Gabo, sabia disso? Estamos juntos a mais tempo do que pensávamos; unidos por algo em
comum, que agora é mais forte que o Netuno de tuas poesias e mais denso que o nosso pobre
mundo véu de sombras. Na época do nosso primeiro encontro, não lhe dei a importância
necessária, Gabo para mim era só um nome que apesar da ordem alfabética, vinha antes do
meu. Agora acabou, conheço Gabo melhor do que imaginavam os incas conhecer o sol, parece
que durante todo esse tempo que te ignorei, cheguei-te a uma vírgula, e quem sabe a um
simples ponto final.
O poeta apaixonado pelas "relações entre o homem abstrato e seu contexto
concreto" empregou algumas palavras curiosíssimas em seu ultimo texto; palavras que
me fizeram pensar, palavras que estavam longe do meu repertório pobre e infantil. Sem ter
para onde correr, tive que procurar o significado das tais em fontes mais seguras que a minha
dedução, e achei quase todas (que não eram poucas) as palavras mágicas de Gabo; e numa
segunda passada pelo texto, tive um alcance bem maior. Com quase certeza, Gabo remeteria
esse fato à uma dialética (palavra querida pelo poeta) alemã, e me aconselharia ler novamente.
1/2
O acrobata e o jovem arlequim - Simplicíssimo
Escrito por Bernardo WK
Ter, 24 de Maio de 2005 04:59 - Última atualização Qua, 25 de Maio de 2005 04:27
Pablo
Picasso.
Acrobat
and
Young
Harlequin.
Lincoln
University,
Merion,
USA
1905.
Oil
on
canvas.
Barnes
Foundation,
Gabo
literárias,
concreto,
interpretações
suas
periódica,
aliterações
é
o
provavelmente
pouco
tipo
e
aminha
literatura
de
émorrer,
porque
tarefa
ede
pessoa
seus
para
maquinal,
sinônimos,
fica
você,
comum,
qualquer
fácil,
leitor,
frágil
do
se
se
bem
tipo
também
um;
tornar
demais.
que
operada,
conhecer
um
escreve
escreve
operário
acaba
ade
fundo
simplesmente
e
lingüista
parecendo
deixar
Isso
palavras
otodo
éme
homem
pouco.
como
para
sagaz
elances
satisfazer
seus
decorar
Pouco
livre
e
subversiva.
antônimos,
para
a
vaidades
tabela
falta
Tudo
o
que
faço
éde
especular,
e
Gabo
também.
Não
próprio.
quebrada
de
um
é
corajoso
criou.
do
Afinal
nesse contexto
aJulgamento
Gabo
"concreto
passarinho,
própria
pude
Enfim
que
No
e
da
elevantei.
deixar
protegido,
cólera
último
um
somos
é
de
precipício.
uma
que
concreto?
texto,
eliteratura,
todos
notar
abstrato"
você
pena,
Deus.
enquanto
Gabo
monstros.Percebi
como
procura,
Talvez
um
A
Não
ou
impressão
me
sopro
me
oéGabo,
essas
poeta
apenas
faz
parece
concede
que
de
parecer
não
Gabo
analogias
ar
propõe,
que
aquela
um
echão,
tenta
que
ochega
tenho
uma
cão
gosta
lugar
Gabo
onde
velha
definir
atrás
tenham
rocha,
é
a
de
que
insinuar
aassim.
tem
vaidade
representar
pedra
do
isso...
Gabo
uma
a
uma
rabo.
ver
nesse
entre
épare
pedra
percepção
se
literária.
diretamente
matéria
vê
mundo
as
de
negra,
como
linhas
pessoas,
dar
e
Gabo
o
de
voltas
um
um
egocentrismo
uma
com
que
sombras
pouco
se
elfo:
inclusive
infinitas
máquina
arefere
sua
percepção
livre,
limitada
que
palavra
como
não.
ele
Bom,
edição,
então
segue
para
o
conto
lembrar
que
dos
nos
velhos
uniu,
e
tempos,
que
você
e
quem
talvez
sabe
não
render
tenha
lido.
mais
papo
pra
próxima
Abraços
do
já
congelado
Bernardo
WK
Ps.
Talvez
cai
bem
Obrigado
meu
melhor
discurso
pelo
que
"o
um
seja
blues!
um
jovem
pouco
que
influenciado
carrega
a
bigorna
por
um
amor
argentino...
sobre
a
racionalidade".
Aliás,
um
tango
me
O
de
Caim
As
meu
podre
pessoas
alto
rápido,
de
corpo
momento,
babando
coisa,
uma
Milênios
elefante
dali,
degraus
sangrando
sangue
que
fui
arrebentado
pés
pintada
células-mãe,
mais
fui.
impulso
duzentos
tragado
lágrimas
O
pesando
que
só
fui
reflexo
vez
certa
tiro
pesava
eé
o
havia
não
cuspido
e
de
coagulado.
ultimo
até
ecoou
suicida
de
num
depois
que
líquidos
me
por
de
sangue,
e
para
mármore
pensava,
ano
escorriam
as
comprimidos
tendo
abri
sabem
rolado
elefantes,
desconstruiu
susto
porta
tranqüilos
ele
remédio
pelos
espelho
costelas,
recobrei
o
me
escada
a
que
só
centro
Tarde
alguns
gaveta
entrei
do
A
reumático
taquei
até
que
enxergava
e
cantos
ou
pia
por
jamais
apartamento,
azulejos.
desenfreadamente
as
o
mostrava
do
abaixo
pela
trezentos
vão
demais,
minhas
me
da
estava
descansar
em
dentro
de
mãos
do
espasmos.
do
armário
ePA,
terra,
do
levantei
não
morrer.
imaginei
dose
casa
todas
criado
sétimo
evolta
pelo
nada.
minhas
senti
Fiquei
gelada,
em
da
forças
me
com
como
mais
quilos
e
de
que
as
boca,
lascas
impulso
fui
agarrei
mudo,
da
dei
Olhando
do
andar.
meus
remédios
As
Cravei
um
existir
tarjas.
no
quarenta
até
antes
escada,
mãos.
para
os
tentei
conta
penumbras
e
rombo
onde
me
chão
olhos
só
o
vermelhas,
tirei
músculos
aEscrever
contrário.
andar.
os
quarto
dentro
Não
mais
fazendo
fechadura
o
o
com
enxergar-me
Ainda
de
nada
ou
espelho
do
o
me
reflexo
punhos
degraus
na
podem
que
38
conseguia
pela
andar
parecia
aOgro
desequilibrei
Atravessei
cabeça
vomitando
de
ecerto
apoiado
cabeça
se
poderia
ainda
explodindo
soluçar
atirei
subi
Despenquei
mim,
me
falta
tornavam
no
berrei
e
ficar
de
de
puxei
uma
mantinha
chão,
os
melhor,
ena
estava
baixo
de
história.
berrando
agarrei
levantar
sobreviver
na
vermelhos
de
dois
de
o
minha
órgãos
ar.
farmácia,
três
pia,
corredor
de
tanto
fechei
novo,
escuridões
sincopadamente.
com
disritmado,
Já
em
uns
tinha
bebiçe
um
vezes
abri
de
Mal
ahavia
cabeça
o
pé
vitais
que
a
cabeça,
quarenta
desta
os
pé
vidro
eco
para
de
cabeça
o
havia
oengoli
quando
com
da
para
olhos
naquele
espelho
as
olhar
vertiginosa
virado
sangue
da
eporque
dizer
da
muito
escada
de
vez
engolia,
percebi
arrotando
pés
dor
meu
fugir
tudo
forma
alguma
das
de
por
tão
mais
quem
de
eele
os
dee
Haviam
Acordei
pessoas
deitado
num
chorando
acolchoado
em
roxo,
de
mim,
vestido
num
de
ato
festa
reflexo
eas
sem
de
lucidez,
lembrar
levantei
de
nada.
eaberta,
corri.
***
Quem
o
acrobata?
E
quem
se
arrisca
a
ser
o
arlequim?
2/2
Fly UP